Polícia Federal – A Lei É Para Todos mira a corrupção, mas reflete radicalização
Mais que a corrupção desregrada, o que o filme “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” configura é a radicalização que tomou conta do país desde as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Uma separação entre grupos opostos tão irracional quanto torcidas de futebol. E ela se manifesta no filme por meio de discussões e principalmente na cena que registra Lula no Aeroporto de Congonhas, depois de ter sido levado coercitivamente para depor. O filme mostra dois times muito bem delineados: os que achavam aquilo um absurdo e estavam ali para protestar a favor do ex-Presidente, vestidos de vermelho e com o apoio da CUT, e aqueles que tinham escrito “Somos todos Moro” em suas bandeiras e se vestiam de verde e amarelo, comemorando aquele momento, pois, embora não representasse a prisão de Lula, significava um passo importante para isso, após panelarem até derrubar uma Presidente eleita. Logo, foi um dia de festa para muitos brasileiros. “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” é desses filmes que merecem ser vistos nem que seja por curiosidade mórbida, seja por quem acompanha o cinema brasileiro e quer pensar o filme dentro do cenário do gênero policial contemporâneo, seja por quem está interessado em ver como foi o recorte e de que maneira o diretor Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3″) e seus roteiristas (Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros, ambos da série de “1 Contra Todos”) resolveram contar a história da Operação Lava-Jato desde sua origem até o ano passado. E por mais que a primeira metade do filme funcione bem como thriller policial, apesar de diálogos bem ruins, o aspecto político é muito frágil, no sentido de vilanizar pessoas que ainda estão sob investigação. Como é o caso do ex-Presidente Lula, retratado como uma figura enjoada e afetada por Ary Fontoura (da novela “Êta Mundo Bom!”). Se os próprios representantes da direita brasileira dão o braço a torcer diante do carisma de Lula, o que é mostrado passa bem longe de sua figura pública. Na sessão em que assisti, que terminou com uma salva de palmas do público presente, muitos se divertiram com o modo como Lula foi representado, alguns até dizendo “olha a cara de pau dele” etc., como se estivessem vendo o próprio ex-Presidente – ou uma cena de novela. A imagem do verdadeiro Lula nos créditos finais, dizendo que “a jararaca está viva”, em entrevista coletiva após o tal depoimento, ajuda a esquecer um pouco a interpretação infeliz de Fontoura, ao mesmo tempo em que retoma a linha de radicalização exibida no filme. Há outras situações forçadas do roteiro, em particular as vividas por Bruce Gomlevsky (novela “Novo Mundo”), intérprete de um dos quatro principais agentes (fictícios) da Lava-Jato. Seu quadro branco contendo as palestras do Lula por diversos países e o dinheiro supostamente desviado mais parece o famoso powerpoint do procurador Deltan Dallagnol. Quanto ao juiz Sérgio Moro, vivido por Marcelo Serrado (“Crô – O Filme”), o filme o deixa um pouco mais distanciado do caso, como que para torná-lo o mais isento e apartidário possível. Até mesmo cenas do juiz preparando pizza e conversando com o filho em sua casa o filme mostra. Mas os verdadeiros heróis são mesmo os quatro cavaleiros da operação, vividos ficcionalmente por Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”), Flávia Alessandra (também da novela “Êta Mundo Bom!”), João Baldasserini (novela “Pega Pega”) e o já citado Gomlevsky, que é o sujeito que canta “Inútil”, do Ultraje a Rigor, em um karokê. Mesmo quando um dos atores das novelas da Globo se questiona sobre quem estaria sendo beneficiando por tantas prisões e acusações naquele momento de tensão política intensa, logo aparece alguém para tranquilizá-lo, dizendo que eles estão sim tornando o Brasil melhor. Neste momento, o filme quase consegue realizar uma autorreflexão lúcida diante do que é mostrado. Falar de um cenário político sem o distanciamento temporal adequado é sempre arriscado. Mas, como vivemos um momento em que a urgência e o pré-julgamento parecem imperar, a busca pela verdade aparecerá sempre borrada. No meio deste caldo fervente, há ainda outros projetos por vir, como a série da Lava-Jato criada por José Padilha (“Tropa de Elite”) para a Netflix e os quatro documentários sobre o impeachment de Dilma Rousseff, sendo que dois optaram por retratar a situação mais próximo do ponto de vista da ex-presidente. Até lá, ficamos na torcida pelo Brasil.
Publicidade de Polícia Federal – A Lei É para Todos exibe pilhas de “dinheiro apreendido” e dá o que falar
Lançado no fim de semana passado, quando se tornou o filme brasileiro de maior abertura em 2017, “Polícia Federal – A Lei É para Todos” não encerrou seu trabalho promocional com a estreia. E a campanha de marketing do filme está chamando atenção pela originalidade. Em vez de simplesmente postar cartazes, a publicidade do filme está dando o que falar por espalhar pilhas de dinheiro cenográfico pelos shoppings do Rio de Janeiro. “Quando vi essa montanha de dinheiro tive vontade de ter um bigode, tirar uma foto sentado na cadeira com os pés em cima da mesa de dinheiro e postar com a legenda ‘malparido'”, disse o estudante Marcelo Ribeiro, em referência aos traficantes da série “Narcos”, ao jornal O Globo. A cena parece mesmo digna dos barões do narcotráfico. Mas, infelizmente, faz alusão ao noticiário da política nacional, embora o filme não chegue tão longe em sua história. Além da instalação com as malas de dinheiro, contendo uma quantia equivalente aos R$ 51 milhões aprendidos pela Operação Lava-Jato em Salvador, uma outra instalação traz uma verdadeira montanha de dinheiro, de nada menos que quatro metros de altura, que reproduz a quantia recuperada pela força-tarefa durante os três últimos anos da Operação Lava-Jato: R$ 4 bilhões. É a mesma estrutura montada na pré-estreia do longa em Curitiba, semanas atrás. “A reação do público, que tira selfies e aplaude, é catártica”, disse o produtor do filme, Tomislav Blazic, em comunicado. “A Lava-Jato acontece com o apoio da sociedade civil e os políticos continuam agindo como se nada estivesse acontecendo, como se eles estivessem acima das leis. Só isso explica a produção de uma pilha negativa como essa de R$ 51 milhões encontrados em malas de viagem que cenografamos agora no shopping. Para compensar, tem a pilha do bem, que reproduz o valor total que a operação já recuperou para o Brasil e os brasileiros. São duas pilhas, em dois pontos do Rio, representando dois lados de uma mesma situação que a sociedade precisa ver com seus próprios olhos nas telas do cinema”, o produtor acrescentou.
Sérgio Moro e integrantes da Lava-Jato prestigiam première de Polícia Federal – A Lei É para Todos
A pré-estreia para convidados do filme “Polícia Federal – A Lei É para Todos” reuniu juízes, procuradores e policiais da Operação Lava-Jato em Curitiba, numa sessão realizada na segunda-feira (28/8) no Park Shopping Barigui. O filme foi prestigiado pelos juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas, na primeira aparição pública conjunta da dupla. Também esteve presente o juiz Marcos Josegrei da Silva, que está à frente de operações como “Hashtag” e “Carne Fraca”, além do procurador Deltan Dallagnol e os delegados Márcio Anselmo, Igor de Paula e Maurício Moscardi, entre outros. A sessão terminou ao grito de “Prendam os corruptos!” por parte de um espectador, mas a maioria dos personagens reais que inspiraram os protagonistas evitou manifestar opiniões para a imprensa. A exceção ficou por conta de Bretas, que qualificou a produção para o jornal O Globo: “Excelente filme”. Já a mulher de Moro, a advogada Rosângela Wolff Moro, apesar de seguir a tendência de evitar comentários sobre o filme, acabou se traindo ao comemorar as salas lotadas da première, em um post em seu Facebook. “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” combina amálgamas de vários personagens, em especial os policiais e promotores retratados, com figuras públicas reais, como o próprio Sérgio Moro, vivido por Marcelo Serrado, e o ex-presidente Lula, interpretado por Ary Fontoura. Com direção de Marcelo Antunez (“Um Suburbano Sortudo”), o filme estreia em 7 de setembro.
Final de temporada de Game of Thrones bate recorde de audiência da TV paga dos EUA
O final da 7ª temporada de “Game of Thrones” bateu o recorde histórico de audiência da TV paga americana. Exibido no domingo, o episódio “The Dragon and the Wolf” foi assistido ao vivo por 16,5 milhões de espectadores nos Estados Unidos. De acordo com dados da consultoria Nielsen, 12,1 milhões assistiram pela TV paga, enquanto o restante viu por streaming. O número supera com folga o recorde anterior da série, 10,7 milhões registrados há duas semanas. Além disso, é quase o dobro da audiência do último episódio da temporada passada, visto por 8,9 milhões de pessoas O crescimento do público foi constante, aumentando de episódio a episódio. O dado impressionante é que, quando computadas as reprises, gravações digitais e streamings atrasados, cada capítulo atinge um espantosa média de 31 milhões de espectadores. A estimativa da HBO é que 90% de seus assinantes nos Estados Unidos assistiram à 7ª temporada da série. Os números são inéditos na história da HBO. E na história da TV paga dos Estados Unidos. Nem “The Walking Dead” supera. Em termos de comparação, o final da última temporada da série de zumbis foi visto por 11,3 milhão de pessoas em abril. Em 2015, “Game of Thrones” superou “Os Sopranos” como a série mais vista da HBO de todos os tempos, ultrapassando a marca de 18,2 milhões de espectadores em todas as plataformas. Ou seja: a 7ª temporada de “Game of Thrones” superou os números já surpreendentes de “Sopranos” em 60%. Com o aumento crescente de fãs da série, a expectativa é de que a vindoura 8ª e última temporada consiga aumentar ainda mais os recordes da atração. Mas também é preciso considerar que este ano “Game of Thrones” contou com incentivadores inesperados, graças aos esforços de hackers, piratas e até funcionários ineptos, que divulgaram spoilers, roteiros, trechos em vídeo e capítulos inteiros antes da exibição oficial. Os recordes atingidos comprovam que tudo o que conseguiram foi alardear ainda mais a produção, aumentando a curiosidade e o interesse do público pelos episódios originais.
Sexto episódio de Game of Thrones é exibido por engano na Espanha e cenas chegam à internet
O sexto capítulo inédito da série “Game of Thrones” acabou indo ao ar antes da data prevista para sua exibição oficial, e trechos com revelações importantes já circulam na internet. O detalhe é que, depois do vazamento da Star India, desta vez a culpa é da própria HBO. Ou melhor, da HBO espanhola. Ainda não teve o título divulgado, o episódio foi exibido “sem querer” na noite de terça (16/8) no aplicativo oficial da HBO espanhola. O detalhe é que apenas uma hora dos 71 minutos do capítulo foi disponibilizada, o tempo de duração de “Eastwatch”. Ou seja, a culpa não foi de hackers, mas dos responsáveis pela programação local. Uma trapalhada. Entre os trechos inéditos que foram parar em fóruns de fãs, há inclusive um gif que confirma o rumor mais ousado sobre a série, espalhado pelos hackers que atacaram os computadores da HBO no final de julho e tiveram acesso aos roteiros da atração. Sim, aquele acontecimento de gelar o coração. De todo modo, o vazamento do episódio “The Spoils of War” por suspeitos de trabalharem na Star India não impediu a exibição normal do capítulo de bater o recorde de audiência da série. Aparentemente, a circulação da cópia em baixa resolução e de trechos de cenas alimentou ainda mais o interesse do público. O mesmo pode se repetir agora, já que o próximo episódio será ainda mais épico.
Quatro pessoas são presas na Índia pelo vazamento de episódio de Game of Thrones
Quatro pessoas foram presas na Índia pelo vazamento de um episódio de “Game of Thrones” antes da transmissão no país, declarou a polícia local nesta segunda-feira (14/8). A série mais pirateada da História tem sido atormentada por vazamentos desde a estreia de sua 7ª temporada, que coincidiu com um ataque de hackers aos computadores da rede HBO. Mas o episódio vazado, intitulado “The Spoils of War”, tinha logotipo da Star India, a responsável pela distribuição indiana da atração. Após receber uma reclamação da empresa, “começamos a investigar o caso e prendemos quatro indivíduos pela publicação não-autorizada do quarto episódio da 7ª temporada”, disse à agência France Press o vice-delegado de polícia, Akbar Pathan. Ele declarou que as quatro pessoas, acusadas de violação criminosa de confiança e delitos informáticos, ficariam detidas até 21 de agosto devido à investigação. Os quatro presos eram funcionários da Star India, que tinham a credencial oficial que dava acesso aos episódios.
Melissa McCarthy vai estrelar e produzir drama sobre primeiras mulheres policiais de Boston
A atriz Melissa McCarthy, que viveu uma detetive de Boston na comédia “As Bem-Armadas”, vai voltar à força policial da cidade. Ela será a protagonista e produtora de um filme sobre as primeiras mulheres policiais de Boston na década de 1970, período em que a cidade passou por um dos momentos mais tumultuados de sua história. O detalhe é que o filme não será uma comédia. Baseado num livro ainda inédito e sem título de Alexandra Lyon, o longa marcará a estreia de McCarthy como protagonista dramática. A trama vai contar como aconteceu a inclusão das mulheres na força policial local em uma época de acirradas tensões raciais. A participação das policiais foi crucial para realizar o processo de dessegregação das escolas públicas, enfrentando os protestos violentos da população branca de Boston contra as medidas de integração racial. Coproduzido por Ben Falcone, marido de McCarthy e diretor de suas piores comédias (“Tammy” e “A Chefa”), o filme ainda não tem previsão de estreia.
Novo trailer de Detroit tem tensão hipnótica e elogios rasgados da crítica
A Annapurna divulgou um novo pôster e o terceiro trailer de “Detroit”, drama de época dirigido por Kathryn Bigelow, única mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção. A prévia é poderosa, acompanhada por elogios rasgados da crítica e um clima de tensão hipnótica, com sugestão de violência, racismo e acobertamento. Com 39 críticas computadas até o momento, a obra tem impressionantes 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. 10º filme de Bigelow e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, após “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012), o longa retrata a devastadora revolta popular que tomou conta de Detroit ao longo de cinco dias em 1967, quando uma operação policial e militar sem planejamento matou três jovens negros, precipitando uma rebelião civil, que cresceu para uma batalha campal com um saldo impressionante de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”), Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”), Kaitlyn Dever (série “Justified”), John Krasinski (“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”), Hannah Murray (série “Game of Thrones”), Tyler James Williams (série “The Walking Dead”) e Ben O’Toole (“Promessas de Guerra”). A estreia está marcada para 4 de agosto nos EUA, poucos dias após a comemoração do 50º aniversário dos tumultos, e um mês depois, em 7 de setembro, no Brasil.
Vídeos mostram Shia LaBeouf transtornado e ator diz que vai se tratar
O site TMZ obteve gravações da recente estadia de Shia LaBeouf numa delegacia de Savannah, na Geórgia, após ser detido por desordem e embriaguez pública na madrugada do sábado passado (8/7). Os vídeos trazem o ator xingando sem parar os policiais que o detiveram. Entre os palavrões, ele ofende policias negros com palavras racista, proclama que é americano e paga impostos, além de ter advogados milionários. Veja abaixo. Após a divulgação das imagens, ele emitiu um comunicado pedindo desculpas e afirmando que irá se tratar. “Estou profundamente envergonhado do meu comportamento”, disse. “Meu absoluto desrespeito pela autoridade é problemático para dizer o mínimo, e completamente destrutivo para dizer o pior”. No texto publicado pelo TMZ, ele se refere ao incidente como “um novo ponto baixo”. “Espero que seja o ponto baixo que atingiu o fundo”. Shia completa confirmando seu problema com as bebidas. “Eu tenho lutado com o vício publicamente por muito tempo, e eu estou ativamente tomando medidas para garantir minha sobriedade e espero poder me perdoar pelos meus erros”. O incidente do último fim de semana não foi a primeira vez que o ator foi parar numa delegacia por embriaguez. Em 2008, ele foi pego dirigindo bêbado em Los Angeles, o que é considerado um crime grave. Depois, em 2014, saiu algemado de uma apresentação do espetáculo musical “Cabaré”, em Nova York, que ele interrompeu com conduta desordeira. E em 2015 foi preso nas ruas de Austin, no Texas, por comportamento enebriado. Fora isso, também protagonizou momentos de bebedeira patética que não terminaram em prisão, apenas em vexame no YouTube, como uma briga em Vancouver em que foi nocauteado, uma discussão violenta com a então namorada Mia Goth na Europa e um surto dentro de um boliche em Los Angeles. Ele teria xingado um dos funcionários de racista após beber cerveja por três horas e não receber uma porção de fritas que havia solicitado. LaBeouf está na Geórgia filmando “The Peanut Butter Falcon”, que também é estrelado por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) e Bruce Dern (“Nebraska”). Após o incidente, ele voltou ao set para filmar. Mas não está claro, após sua manifestação, se irá se internar numa clínica de reabilitação, o que interromperia as filmagens. O ator será visto a seguir em “Borg vs. McEnroe”, que estreia em setembro.
José Loreto vai processar todos que divulgaram seu vídeo íntimo na internet
Achou bacana divulgar o vídeo íntimo de José Loreto, vazado na internet? Prepare-se. O advogado do ator, que prestou queixa do crime na DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), revelou que pretende tomar as medidas legais também contra quem divulgou as imagens nas redes sociais, sem autorização. Segundo manifestação do advogado Ricardo Brajterman à imprensa, a investigação sob responsabilidade da polícia vai seguir tem duas frentes diferentes. “A polícia está investigando quem foi a pessoa que originalmente divulgou as imagens e também vai fazer a quebra dos IPs de todas as pessoas que estão divulgado o vídeo, em sites, redes sociais, plataformas (como YouTube e Twitter)… Eles vão responder criminalmente e cível também”.
Primeiro trailer de Polícia Federal – A Lei É Para Todos mostra origem da Operação Lava-Jato
O filme “Polícia Federal – A Lei É Para Todos”, que contará os bastidores da Operação Lava-Jato, teve novas fotos, pôsteres e seu primeiro trailer divulgados. A prévia é repleta de ação, num dinamismo que pode causar estranheza em quem acompanha o noticiário político-policial brasileiro, mas a reconstituição dos fatos, com atores caracterizados de forma convincente, e a inclusão de questionamentos sobre a investigação aproximam bastante a trama da realidade. Como a história é contada a partir do ponto de vista da Polícia Federal, é evidente a tendência de mostrar os integrantes da operação como heróis, focados em combater a corrupção no Brasil. Mas vale observar que essa ênfase seria ainda maior e mais cafona se a produção fosse hollywoodiana – com direito a música patriótica, fogos e bandeiras tremulantes, como nos filmes de Peter Berg e Michael Bay. Por sinal, a produção já foca no mercado internacional com o lançamento de um cartaz em inglês. Confira abaixo. Só vendo o filme para avaliar sua qualidade, mas o trailer é melhor que o esperado, tendo em vista que o diretor Marcelo Antunez não tem experiência no gênero. Ele é expert em comédias rasgadas, como “Qualquer Gato Vira-Lata 2” e “Até que a Sorte nos Separe 3″, entre outros besteiróis. Além disso, a produção escalou um elenco da Globo para os papéis principais, com Marcelo Serrado (“Crô – O Filme”) como o equivalente ao juiz Sérgio Moro, Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”) como delegado da PF e Flavia Alessandra (novela “Êta Mundo Bom!”) no papel de uma delegada. O roteiro foi escrito por Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros (ambos da série de “1 Contra Todos”) e deve abrir uma trilogia sobre o tema. O primeiro filme traça a origem da operação e vai até o depoimento prestado pelo ex-presidente Lula, interpretado por Ary Fontoura (também da novela “Êta Mundo Bom!”), enquanto os demais acompanharão os novos desdobramentos. Com um orçamento de R$ 13,5 milhões, bancado por recursos de empresas privadas, o filme tem a sua estreia marcada para o sugestivo dia 7 de setembro.
José Loreto presta queixa na polícia contra vazamento de vídeo íntimo
Após ter um vídeo íntimo vazado na internet, o ator José Loreto prestou queixa na DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), no Rio de Janeiro, de acordo com informações da coluna Olá, do jornal Agora. A situação virou agora caso de polícia. O registro de ocorrência é pelos crimes de injúria e difamação, que é o que acontece quando alguém divulga algo que pode, de certa forma, ofender ou causar vexame a uma pessoa. O ator já tinha se manifestado, nas redes sociais, afirmando que considerava o vazamento do vídeo um ato criminoso. “A divulgação de fotos, vídeos e outros materiais com teor sexual sem o consentimento do dono é crime. Infelizmente, nas últimas horas, fui pego de surpresa ao ver minha intimidade exposta em um vídeo feito aproximadamente há dez anos e gravado sem a minha permissão, obviamente sem a mesma para sua divulgação”, ele escreveu em seu Instagram. “A divulgação de vídeos íntimos não autorizados além de crime, são tristes porque afetam as vítimas e também suas famílias e as consequências muitas vezes podem ser devastadoras. A partir daqui não irei mais me pronunciar, meus advogados assumem o caso. Peço a todos compreensão e sobre tudo respeito e privacidade”, concluiu.
Diretor de Moonlight vai adaptar romance de James Baldwin
Barry Jenkins, o diretor de “Moonlight”, filme vencedor do Oscar 2017, definiu o seu próximo projeto. Segundo o site da revista Variety, ele vai adaptar um romance de James Baldwin. O cineasta vai dirigir e escrever a adaptação de “If Beale Street Could Talk”, publicado em 1974, que segue um casal de noives no Harlem, em Nova York. Quando ele é acusado falsamente de estupro por um policial racista, ela, grávida, vai atrás de provas para inocentar o futuro marido. Baldwin foi um dos maiores nomes da literatura afro-americana. Por coincidência, um documentário sobre o autor, “Eu Não Sou Seu Negro”, foi um dos indicados ao Oscar deste ano. Ainda não há cronograma de produção nem previsão para a estreia de “If Beale Street Could Talk” nos cinemas.










