Alec Balwin é processado por família de diretora de fotografia morta por seu tiro
A família da diretora de fotografia Halyna Hutchins, morta no set do western “Rust”, deu entrada nesta terça (15/2) num processo contra o ator Alec Baldwin, que portava a arma que fez o disparo fatal, alegando homicídio culposo. Baldwin ensaiava uma cena no set do Novo México em outubro de 2021 com um revólver junto de Halyna e o cineasta Joel Souza, quando ocorreu o disparo que a matou e deixou o diretor ferido. Durante coletiva de imprensa em que anunciou o processo, o advogado Brian Parnish, representante da família, argumentou que Baldwin e outros produtores do western incorreram em “conduta imprudente e medidas para reduzir custos”, que resultaram na morte de Hutchins. Panish alega que pelo menos 15 padrões da indústria cinematográfica foram desconsiderados no set, incluindo que era desnecessário Baldwin usar um revólver para alinhar o tiro, e a armeiro não estava na presente quando o ator recebeu a arma do primeiro assistente de direção, que afirmou que ela tinha sido liberada sem balas. “Houve muitas pessoas culpadas”, ele acusou, antes de acrescentar que Baldwin tem uma parcela maior de responsabilidade porque era ele quem segurava a arma. Os outros réus incluem corporações ligadas à produção, bem como os produtores Ryan Donnell Smith, Langley Cheney, Nathan Klingher, Ryan Winterstein e Anjul Nigam; o gerente de produção da unidade supervisora Ryan Dennett-Smith; a produtora de linha Gabrielle Pickle; a gerente de produção da unidade Katherine Walters; a armeira Hannah Gutierrez-Reed; o mestre de adereços Sarah Zachry; o assistente de armeiro Seth Kenney; o primeiro assistente de direção David Halls; e os produtores executivos Chris MB Sharp, Jennifer Lamb e Emily Salveson. O Departamento do Xerife do Condado de Santa Fé ainda está investigando o incidente de 21 de outubro passado, e até o momento não apontou culpados pela tragédia.
Atriz Suzy Camacho é investigada por suposto desvio de recursos do marido idoso
A atriz Suzy Camacho, de 60 anos, que estrelou novelas como “Brega & Chique” na Globo e “A Força do Amor” no SBT, está sendo investigada pela política de São Paulo após acusações feitas pelos filhos do empresário Farid Curi, de 84 anos. Os dois são casados desde 2013. Em documento enviado à polícia e citado pelo colunista Rogério Gentile, quatro filhos de Curi dizem que a atriz, aproveitando-se da saúde frágil do empresário, estaria desviando bens e recursos. Citam, por exemplo, que o filho de Suzy “apareceu com um veículo Lamborghini cujo valor remonta a dois milhões de reais”. Por meio de seu advogado, a atriz negou as acusações à coluna de Rogério Gentile, que revelou o processo, afirmando que são “mentirosas” e “totalmente infundadas”. O empresário casou-se com Suzy em 2013 no regime obrigatório de separação de bens — uma exigência do código civil brasileiro para pessoas com mais de 70 anos. Mas os filhos do empresário dizem que, desde o casamento, a atriz, “de modo gradativo e articulado, vem tirando do convívio do idoso aqueles que sempre estiveram ao seu lado, tais como amigos, colaboradores, e, por fim, os próprios familiares”. Dizem que, por imposição de Suzy, o médico que acompanhou o empresário por 30 anos foi substituído pelo ex-marido da atriz. Ela teria demitido também uma funcionária que, desde 1989, cuidava de toda a contabilidade de Farid, inclusive de seus pagamentos. Teria ainda influenciado o empresário a modificar seu testamento. “Suzy afastou todas as pessoas e familiares próximos ao idoso, incluindo o médico de confiança e responsável pelo tratamento médico dos últimos 30 anos. Nesse período, as despesas dele elevaram-se consideravelmente! Tudo isso, culminou, a priori, em uma tentativa de se aproveitar da quantia de R$ 10 milhões”, afirmou na petição o advogado Rubens de Oliveira, que representa os filhos. Em depoimento à polícia, Suzy afirmou que a substituição do médico do empresário ocorreu de modo natural pelo fato de ele ficar pouco em São Paulo. Disse também que Farid começou a se distanciar dos filhos quando eles começaram a questionar sua capacidade de raciocínio e que ele mesmo decidiu desligar a funcionária que cuidava de sua contabilidade. “Todas as acusações são inverídicas”, afirmou à polícia. Segundo ela, a Lamborghini foi comprada em um leilão e o filho tem pago ao empresário o valor adiantado por ele para o investimento. Segundo o advogado da atriz, os filhos de Farid Curi são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, em inquéritos policiais, que apuram o crime de denunciação caluniosa contra Suzy Camacho, o crime de corrupção de testemunha e o crime de escuta ambiental ilegal. E outras investigações estão sendo iniciadas. O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.
Polícia identifica neonazista que ataca “BBB 22”
A polícia do Rio já chegou ao autor do blog com ameaças racistas, misóginas, transfóbicas e nojentas em geral dirigidas a participantes do “Big Brother Brasil” como Douglas Silva, Linn da Quebrada e Natália Deodato. O suspeito é um militante neonazista, velho conhecido da polícia de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Não foi preciso grande trabalho investigativo. O próprio autor se identificou no blog amador, que publica xingamentos e ameaças de violência contra os integrantes do “BBB 21” em meio a conteúdo extremista e citações a seu mentor Olavo de Carvalho. O blog, por sinal, segue no ar na rede WordPress, espalhando novos conteúdos criminosos – os mais recentes incluem ameaça de morte contra a esposa de Douglas Silva e uma violência absurda contra Jade Picon – além de anunciar um ato terrorista para breve – “algo que vai chocar todo o país”. Quem imagina que o neonazista seja um loiro alemão de Novo Hamburgo pode se surpreender com a imagem do jovem, que possui características geralmente identificadas como raça “parda” nos boletins de ocorrência policial. Em seu RG, que ele fotografou para se identificar no blog, o cozinheiro e filho de um comissário de polícia aposentado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul chega a portar um corte de cabelo afro/black power. O autor do blog passou a ser investigado por crime nesta quarta (26/1), após o advogado Ricardo Brajterman, que defende o ator Douglas Silva, dar entrada numa queixa na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio, acompanhado do deputado estadual Carlos Minc. Não é a primeira vez que o neonazista em busca de fama é enquadrado por crimes raciais, já tendo gerado comoção no Rio Grande do Sul no ano passado por ameaças contra um ativista. Em seu blog, ele chega a tripudiar: “Eu gozo de impunidade e não vou parar”. Um comunicado publicado nas redes sociais de Douglas Silva diz que “é inacreditável, inadmissível e inconcebível que isso ainda aconteça nos dias atuais. O #TeamDouglas repudia toda forma de preconceito e reforça seu desejo de justiça para que atos como esses não se repitam”. [COMUNICADO OFICIAL]Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que atos como esse não se repitam! ✊🏿🎲#TeamDouglas #BBB22 pic.twitter.com/OANQzEl2L8 — Douglas Silva 🎲 (@Silva_DG) January 26, 2022
Alec Baldwin entrega celular em meio às investigações da morte de Halyna Hutchins
O ator Alec Baldwin entregou nesta sexta (14/1) seu celular às autoridades, em meio às investigações da morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida acidentalmente por uma bala disparada pelo ator no set do filme “Rust”. Ele entregou o aparelho para o Gabinete do Xerife do Condado de Santa Fe, que apresentou um mandado de busca e apreensão em 16 de dezembro. A demora chegou a incomodar as autoridades, que buscaram envolver a promotoria. Baldwin, por sua vez, publicou um vídeo no fim de semana para reafirmar que estava cooperando com a investigação. O advogado do ator, Aaron Dyer, disse em um comunicado nesta sexta: “Alec voluntariamente forneceu seu telefone às autoridades esta manhã para que elas possam terminar sua investigação e não há respostas em seu telefone”. “Alec não fez nada de errado. Está claro que ele foi informado de que era uma arma fria e estava seguindo as instruções quando esse trágico acidente ocorreu. A verdadeira questão que precisa ser respondida é como as balas reais chegaram ao set em primeiro lugar”, acrescentou.
Michael B. Jordan vira suspeito de chacina no Ceará
O ator americano Michael B. Jordan, destaque nas franquias “Pantera Negra” e “Creed”, virou suspeito de homicídio, após ter uma foto incluída em um catálogo da Polícia Civil do Ceará para reconhecimento de possíveis responsáveis pela chacina da Sapiranga, que mantou cinco pessoas na noite de Natal. A foto do astro de Hollywood, que só veio ao Brasil em 2018 para participar da CCXP, foi descoberta pelo jornal Diário do Nordeste como uma das três imagens presentes num Termo de Reconhecimento Fotográfico da Polícia Civil do Ceará (PCCE). Em nota enviada à imprensa local, a polícia informou que o trabalho de reconhecimento fotográfico é “apenas uma das etapas que podem levar ao indiciamento de um acusado”. Sem explicar porque a foto do ator foi parar em seu catálogo, a polícia afirmou usar também outros métodos para chegar aos suspeitos, como “elementos comprobatórios por meio de provas técnicas, através de perícias, e testemunhas”. A chacina aconteceu no bairro de Sapiranga, em Fortaleza. Além dos mortos, outras seis pessoas ficaram feridas. Até o momento, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou e prendeu 28 pessoas suspeitas de envolvimento na chacina. O sistema de reconhecimento de suspeitos por meio de fotos tem sido amplamente usado pela polícia brasileira, entretanto apresenta várias falhas, que contribuem para a perpetuação do racismo. É recorrente que, em reconhecimentos por fotografias, imagens de pessoas negras sejam colocadas para serem apontadas como suspeitos, selecionadas por algoritmos que refletem preconceitos de seus programadores brancos e relacionam as pessoas negras com crime.
Alec Baldwin diz que não passa um dia sem lembrar da morte de Halyna Hutchins
Alec Baldwin publicou um vídeo em seu Instagram para desejar um feliz Natal a seus seguidores e agradeceu o apoio no momento “muito difícil” que está passando, referindo-se à tragédia no set do filme “Rust”, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por um tiro disparado pelo ator. “Gostaria de agradecer a todas as pessoas que me enviam bons pensamentos, que me enviam apoio. Eu sou muito grato por isso. Passar por isso está sendo muito difícil”, ele comentou. Em seguida, o ator afirmou que pensa no acidente diariamente. “Não vejo a hora de pelo menos parte disso tudo ficar para trás. Claro que, para todos os que estão envolvidos [com a tragédia], isso nunca passará porque alguém morreu de forma trágica. Não passa um dia sem que eu me lembre disso.” O vídeo foi a primeira manifestação pública de Baldwin desde a entrevista concedida à rede de televisão norte-americana ABC no início do mês, que foi disponibilizada na íntegra no Brasil pela plataforma Star+. Num depoimento emocionado ao jornalista George Stephanopoulos, Baldwin deu detalhes do acidente, afirmando que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Mesmo sem se considerar culpado, pois profissionais da produção teriam garantido que a arma era seguira e não tinha munição, ele assumiu que sua carreira pode ter acabado após a tragédia. Até o momento, ninguém foi indiciado, mas a polícia já tem uma suspeita sobre como a munição real foi parar no set do filme. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta)
Star+ disponibiliza íntegra da entrevista de Alec Baldwin sobre tragédia de “Rush”
A plataforma Star+ disponibilizou nesta sexta (10/12) a íntegra da polêmica entrevista de Alec Baldwin à rede ABC News, única conversa exclusiva com o ator após amorte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ele no set do filme “Rust”. Num depoimento emocionado ao jornalista George Stephanopoulos, Baldwin deu detalhes do acidente, afirmando que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Mesmo sem se considerar culpado, ele assumiu que sua carreira pode ter acabado após a tragédia. Intitulado “Alec Baldwin: Unscript”, o programa de 47 minutos foi ao ar na semana passada nos EUA, e deu muito o que falar. Com a repercussão, o ator chegou a deletar sua conta oficial no Twitter. Veja um trecho da entrevista abaixo.
Alec Baldwin divulga carta da equipe de “Rust” negando relatos de set caótico
O ator Alec Baldwin compartilhou uma carta assinada por integrantes da equipe de “Rust” em defesa da produção do filme, sob escrutínio desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins. Na carta postada no Instagram do ator nesta quinta-feira (9/12), profissionais envolvidos com a produção rebatem a acusação feita por outros membros da equipe de que “Rust” teria um set caótico e inseguro. Em vez disso, eles disseram que as filmagens foram feitas com a moral em alta e em condições de trabalho adequadas. “As descrições de ‘Rust’ como um local de trabalho caótico, perigoso e explorador são falsas e distraem do que mais importa: a memória de Halyna Hutchins, e a necessidade de encontrar alternativas modernas para práticas atrasadas de segurança com armas de fogo”, diz a carta, que foi assinada por 25 membros do elenco e da equipe de produção. Hutchins foi morta após o disparo acidental de uma arma manipulada por Baldwin no set das filmagens em Santa Fé, no Estado do Novo México. O revólver continha munição de verdade, que também atingiu o diretor Joel Souza no ombro. Os signatários reconheceram que “alguns membros da equipe” deixaram a produção após o tiro acidental, alterando o cronograma dos fatos. O IATSE, sindicato dos funcionários de produção, revelou que membros sindicalizados deixaram a produção cerca de seis horas antes da morte de Halyna, alegando falta de segurança nas filmagens. Os membros do IATSE observaram desde o começo que havia falhas em seguir os protocolos contra a covid-19 e pouca segurança na manipulação das armas. O jornal Los Angeles Times apurou que pelo menos um dos operadores de câmera reclamou com um gerente de produção sobre a falta de segurança em relação às armas no set. Ele fez isso após um dublê de Alec Baldwin disparar acidentalmente dois tiros com balas reais ao ser informado de que a arma estava “fria” – jargão para definir uma arma sem munição. Isto aconteceu poucos dias antes de Baldwin ouvir o mesmo sobre a arma que matou Huchins. Dois membros da equipe já abriram processos acusando Baldwin, os produtores e integrantes da equipe por negligência em relação aos protocolos de segurança no set. Já a carta divulgada pelo ator diz que “os desapontados não representam as opiniões de todos nós”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta)
Alec Baldwin deleta conta no Twitter após entrevista emocional
Alec Baldwin e sua esposa, Hilaria Baldwin, excluíram suas contas oficiais do Twitter após a repercussão da primeira entrevista exclusiva do ator sobre a tragédia no set do filme “Rust”, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins. A conversa aconteceu com George Stephanopoulos, da emissora ABC News. A conta @AlecBaldwin foi retirada da rede social e pesquisas resultam na mensagem “esta conta não existe”. No entanto, ele mantém um conta secundária, com nome @AlecBaldwIn__, sem uso há mais de um ano e que se tornou privada nesta semana, com acesso apenas a seguidores autorizados. Foi por meio da conta deletada que Baldwin publicou sua primeira declaração sobre incidente de 21 de outubro, quando um tiro disparado de sua arma cenográfica matou a diretora de fotografia de “Rust”. Na entrevista exibida pela ABC News na noite de quinta (2/12), o ator se mostrou bastante emocionado e disse acreditar que sua carreira tenha acabado. “Eu não dou a mínima para a minha carreira mais. Talvez ela tenha acabado”, ele declarou. Durante a conversa, Baldwin explicou que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Inicialmente, ele achou que ela tinha desmaiado. “Eu só fui ter noção de que havia uma bala de verdade dentro da minha arma e ela tinha sido atingida depois de 45 minutos, uma hora”, explicou. “Quando dei minha primeira declaração para a polícia, me disseram que ela não tinha sobrevivido. Só fiquei sabendo naquele momento”, comentou ainda. São deste momento as fotos que circularam na internet, mostrando Balwin chorando ao telefone. Além de Hutchins, a bala disparada da arma de Baldwin também atingiu o ombro do diretor de “Rust”, Joel Souza, que sobreviveu. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México, e pode levar meses para ser concluída. Mas mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo Alec Baldwin.
Alec Baldwin acredita que sua carreira acabou
Durante sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, Alec Baldwin disse acreditar que sua carreira acabou após o acidente no set do filme “Rust”. “Eu não dou a mínima para a minha carreira mais. Talvez ela tenha acabado”, ele declarou ao jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, na noite de quinta (2/12). Reforçando que “não consegue se imaginar” segurando uma arma novamente em um set de filmagens, ele confessou que não se importaria se nunca mais filmasse novamente, indicando que pode se aposentar. Ainda muito abalado pela morte da colega de trabalho, atingida por uma bala que saiu de seu revólver num ensaio da produção, ele defendeu o direito da família de Hutchins processá-lo, mas jurou não ter culpa nem sentir-se culpado pela tragédia. Mas isso não impede sua devastação. “Talvez eu tivesse me matado se achasse que era realmente culpado, e não digo isso de forma leviana. Tenho sonhos com isso constantemente. Enfrento o meu dia, consigo chegar até o final, mas desabo quando chego e casa. Emocionalmente, desabo”, comentou. Durante a entrevista, Baldwin explicou que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Inicialmente, ele achou que ela tinha desmaiado. “Eu só fui ter noção de que havia uma bala de verdade dentro da minha arma e ela tinha sido atingida depois de 45 minutos, uma hora”, explicou. “Quando dei minha primeira declaração para a polícia, me disseram que ela não tinha sobrevivido. Só fiquei sabendo naquele momento”, comentou ainda. São deste momento as fotos que circularam na internet, mostrando Balwin chorando ao telefone, com o corpo completamente curvado. Além de Hutchins, a bala disparada da arma segurada por Baldwin atingiu o ombro do diretor de “Rust”, Joel Souza, que sobreviveu. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México, e pode levar meses para ser concluída. Mas mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo o ator Alec Baldwin.
Sogra do chefe da Netflix é morta a tiros
Um assassinato abalou Hollywood nesta quarta (1/12). Jacqueline Avant, famosa filantropa, esposa do lendário executivo da música Clarence Avant e sogra do CEO e diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, foi morta a tiros por assaltantes em sua casa em Beverly Hills, aos 81 anos de idade. Um porta-voz da Netflix confirmou a notícia à revista The Hollywood Reporter, acrescentando que Clarence não ficou ferido. Jacqueline e Clarence Avant são pais de Nicole Avant, esposa de Sarandos. “As famílias Avant e Sarandos desejam agradecer a todos por sua demonstração de amor, apoio e sinceras condolências a Jacqueline Avant”, diz o comunicado da Netflix. “Jacqueline foi uma mulher, esposa, mãe e filantropa incrível e residente de Beverly Hills há 55 anos, que causou um impacto positivo incomensurável na comunidade artística. Sua família, amigos e todas as pessoas que ela ajudou ao longo de sua vida incrível sentirão a falta dela”. O legado da família Avant foi abordado num documentário da Netflix, “The Black Godfather”, que foi produzido pela filha Nicole e mostrou como Clarence Avant lançou talentos impressionantes e investiu em negócios de empreendedores negros. Fundador da primeira FM afro-americana da região metropolitana de Los Angeles nos anos 1970, ele fundou gravadoras e se tornou presidente da Motown Records, ajudando a lançar nada menos que Michael Jackson, Bill Withers, Michael Jackson, Jimmy Jam, Terry Lewis, LA Reid e Babyface. E sempre contou com o apoio de Jacqueline, responsável por priorizar temas sociais e organizar vários eventos beneficentes em nome da família ao longo de décadas. De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Polícia de Beverly Hills, o serviço de emergências recebeu uma ligação às 2h23 da madrugada sobre disparos numa das mansões da exclusiva região de milionários de Hollywood. Na chegada, a polícia descobriu uma vítima com um ferimento a bala. Os paramédicos transportaram a vítima para um hospital local, mas ela não sobreviveu. Os responsáveis pelo homicídio não estavam mais no local quando a polícia chegou e estão agora sendo procurados por uma equipe encarregada da investigação. Durante uma entrevista coletiva, o chefe de polícia Mark G. Stainbrook chamou a tragédia de um “dia difícil para nossa cidade” e compartilhou uma mensagem da família Avant, chamando suas contribuições para a cidade e a indústria do entretenimento de “incomparáveis”.
Alec Baldwin afirma não ter puxado o gatilho na tragédia do filme “Rust”
Alec Baldwin deu sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator no set do filme “Rust”. Ele conversou com o jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, por mais de uma hora e o resultado irá ao ar na noite de quinta (2/12) nos EUA, com transmissão também pela plataforma americana Hulu. Uma prévia da entrevista foi disponibilizada nas redes sociais da ABC News, que revela a emoção e devastação do ator, em meio à lágrimas, além de trazer pela primeira vez detalhes que não tinham sido revelados sobre a tragédia. Um dos fatos que mais chama atenção é que ele afirma não ter puxado o gatilho de seu revólver no momento da morte de Hutchins. “O gatilho não foi puxado, eu não puxei o gatilho”, declara Baldwin no vídeo. “Eu nunca apontaria uma arma para ninguém e puxaria o gatilho, nunca”, reforçou o ator. Stephanopoulos quer saber, então, o que aconteceu. A resposta fica para a exibição televisiva. A prévia também mostra Baldwin dizendo que “não tem ideia” de como munição real entrou no set. “Alguém colocou uma bala de verdade em uma arma. Uma bala que nem deveria estar na propriedade”, disse ele. Falando ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, na manhã desta quarta, Stephanopoulos disse que, de todas as milhares de entrevistas que conduziu na ABC News nos últimos 20 anos, “esta foi a mais intensa que já experimentei”. O jornalista descreveu a participação de Baldwin como “visceral”, mas também “muito sincera” e “muito participativa”. “Ele entrou em detalhes sobre o que aconteceu no set naquele dia”, além de contar sobre sua experiência ao encontrar a família de Halyna Hutchins após a tragédia. Segundo Stephanopoulos, a entrevista durou ao todo 1h20. Asked by @GStephanopoulos how a real bullet got on the "Rust" set, Alec Baldwin says: “I have no idea. Someone put a live bullet in a gun. A bullet that wasn’t even supposed to be on the property.” Watch TOMORROW 8pm ET on ABC and stream later on @hulu. https://t.co/fJQly1za1T pic.twitter.com/OnpDuYERiC — ABC News (@ABC) December 1, 2021
Investigação aponta origem das balas reais na tragédia do set de “Rust”
A investigação da morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator Alec Baldwin no set do filme “Rust”, chegou a um possível responsável pela presença de munição real nas filmagens. As descobertas resultaram num mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (30/11) numa loja de armamentos da região das filmagens, no Novo México. Em seu depoimento, a armeira de “Rust”, Hannah Gutierrez-Reed, revelou que a munição da produção foi comprada de Seth Kenney, proprietário da loja revistada, PDQ Arm & Prop. Este fato se junta a um depoimento espontâneo do pai da jovem, Thell Reed, um armeiro veterano de Hollywood, que informou aos investigadores do caso ter trabalhado com Kenney em agosto e setembro em outro filme, em que houve treinamento com munição real para o elenco em um campo de tiro. De acordo com o depoimento, Kenney pediu a Thell Reed que trouxesse mais munição para o set, porque havia o risco de seu suprimento acabar. Ele contou ter levado uma lata de balas contendo entre 200 e 300 balas reais. E depois que a produção foi encerrada, Kenney levou embora o que tinha sobrado da munição real, dizendo para o armeiro considerar as balas perdidas, quando ele perguntou sobre o material. Thell Reed sugeriu que a munição real levada por Kenney pode coincidir com as balas recolhidas no set de “Rust”. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México. Apesar do recente desdobramento, essa investigação ainda pode levar meses para ser concluída, as autoridades observaram anteriormente. Mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo o ator Alec Baldwin. A família de Halyna Hutchins, entretanto, segue acompanhando os trabalhos da polícia.









