Michelle Yeoh comete infração que pode custar indicação ao Oscar
A atriz Michelle Yeoh, favorita ao Oscar de Melhor Atriz por “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, cometeu uma infração contra as regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao compartilhar um artigo contra sua colega Cate Blanchett, indicada ao mesmo prêmio por sua atuação em “Tár”. Yeoh publicou nas suas redes sociais um texto da Vogue que questionava se Blanchett precisava de outro Oscar, sendo que ela já tem dois. A publicação também defendia que, caso Yeoh vença o Oscar, isso seria uma “mudança de vida” para a atriz. “Detratores diriam que o desempenho de Blanchett é mais forte – a veterana atriz é, indiscutivelmente, incrível como a prolífica regente Lydia Tár -, mas deve-se notar que ela já tem dois Oscars”, diz o artigo da Vogue compartilhado por Yeoh. “Um terceiro confirmaria talvez seu status como um titã da indústria, mas, considerando seu corpo de trabalho expansivo e incomparável, ainda precisamos de mais confirmação?” A matéria em questão tem o título de “Já se passaram mais de duas décadas desde que tivemos uma vencedora não branca de melhor atriz. Isso mudará em 2023?”. O texto ainda afirma que se Yeoh vencesse o Oscar, “seu nome seria para sempre precedido pela frase ‘vencedora do Oscar’, e isso deveria resultar em papéis mais substanciais, depois de uma década de uso criminosamente inadequado em Hollywood”. Yeoh acabou deletando a sua publicação, feita horas antes do fechamento das votações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Porém, ao ter compartilhado a publicação da Vogue, a atriz corre o risco de ter violado a regra “Referências a Outros Indicados”. De acordo com as regras da academia, publicações em redes sociais de pessoas associadas a um filme elegível que joguem uma “luz negativa ou depreciativa em um filme ou candidato concorrente não serão toleradas”. “Qualquer tática que singularize ‘a competição’ pelo nome ou título é expressamente proibida”, afirma outra norma da votação. Em casos como este, a penalidade pode incluir a exclusão do(a) candidato(a) da categoria em que foi indicado(a). Porém, não está claro se o ato de compartilhar uma notícia feita por um veículo jornalístico constitui uma violação. O ato de Yeoh está sendo comparado à polêmica envolvendo Andrea Riseborough, indicada ao mesmo prêmio por “To Leslie”, cuja indicação precisou passar por uma investigação da Academia com intuito de determinar se não houve nenhuma violação das regras. Uma das táticas usadas pela equipe de marketing foi fazer postagens na conta oficial do filme no Instagram que também faziam referência a Blanchett. A Academia determinou que a atividade não atingiu o nível de rescisão da indicação da atriz. Ainda assim, o CEO da Academia, Bill Kramer, compartilhou em um comunicado afirmando que as táticas de mídia social “causaram preocupação”. Portanto, se a indicação de Riseborough foi mantida mesmo após as polêmicas, é provável que Yeoh também mantenha a sua. A 95ª cerimônia do Oscar acontece já no domingo, dia 12 de março, em Los Angeles, com apresentação do humorista Jimmy Kimmel. A transmissão no Brasil vai acontecer pelo canal pago TNT e pela plataforma HBO Max.
Jenna Ortega detona roteiro original de “Wandinha”: “Me recusei a gravar”
Apesar de ter se tornado mundialmente famosa por causa da série “Wandinha”, a protagonista Jenna Ortega (“Pânico 6”) não tem boas lembranças do set de filmagem do projeto. Segundo a artista, ela teve que se impor várias vezes para construir “uma versão autêntica” da célebre personagem de A Família Adams. “Tive que bater o pé várias vezes. Muita coisa ali não fazia sentindo pra mim”, revelou Jenna sobre o roteiro da série. Em entrevista ao podcast “Armchair Expert”, do ator Dax Shepard (“CHiPs”), a atriz declarou que a série não é um projeto do qual se orgulha. “Não consigo assistir ao meu trabalho, mas posso voltar para casa depois do set e dizer: ‘A cena que gravamos hoje foi boa’. Em ‘Wandinha’, não houve uma cena naquela série em que eu fui para casa e disse: ‘Ok, isso deve ter ficado bom’”, afirmou. Jenna disse que se surpreendeu ao receber o roteiro completo da série e que, quando aceitou o papel, tinha uma ideia bem diferente do que seria a história. “Quando li o roteiro inteiro, percebi ‘ah, isso é para o público mais jovem’. Quando assinei o contrato, eu não tinha todos os textos. Achei que a série seria muito mais sombria. Não sabia qual seria o tom”, explicou. Quando as gravações começaram, o trabalho ficou ainda mais intenso para a estrela, que revelou ter ficado completamente confusa com as falas de “Wandinha” – para ela, os roteiros de Alfred Gough e Miles Millar (criadores de “Smallville”) não tinha nada a ver com o espírito que a personagem deveria ter. “Tudo o que ela fazia, tudo o que eu tinha de interpretar, não fazia sentido algum para a personagem. Wandinha em um triângulo amoroso? Não faz sentindo algum”, contou a atriz. “Havia uma frase sobre um vestido que ela tinha que usar para o baile da escola e ela dizia: ‘Oh meu Deus, eu amo isso. Ugh, eu não posso acreditar que eu disse isso. Eu literalmente me odeio.’ Eu tive que me impor: ‘Não'”, exemplificou. A intérprete exigiu mudanças no roteiro para poder prosseguir na atração. “Eu realmente tive que abrir mão do meu profissionalismo. Eu não concordava com o texto que escreveram para a minha personagem. Mudei várias falas e nem consultei os roteiristas”, disparou a atriz. E continuou: “Agora, muitas pessoas me conhecem por esse trabalho. Não é o meu maior orgulho. E isso também me adiciona um nível extra de insegurança e estresse. Parece que eu finalmente estou recebendo ofertas para os projetos que eu quero fazer, mas realmente não quero ser conhecida por esse trabalho”, acrescentou Jenna. Inclusive, a famosa sequência em que Wandinha dança na série só existe por causa dela, que fez tudo completamente diferente do que estava planejado. A princípio, seria um flash mob, mas Jenna Ortega não gostou nada da ideia. A atriz chegou a bater de frente com o diretor Tim Burton (“A Noiva Cadáver”) e não quis ter um coreógrafo para a cena. Por isso, ela mesma inventou a dança. “Inicialmente, a cena era para ser um flash mob: Wandinha dançava e todos começavam a imitá-la. Eu me recusei a gravar isso. Por que ela concordaria com isso?”. A atriz foi bem direta com Burton. “Eu disse para ele: ou corta a cena ou manda a Wandinha socar alguém que dançar. Isso sim faz sentido”. Segundo a atriz, essas mudanças causavam um enorme desconforto com os supervisores de roteiro, mas, ao ser questionada, Jenna simplesmente dizia que não faria certas coisas. Para a atriz, o roteiro original tornava Wandinha muito boba e superficial. E ela queria construir uma protagonista com muito mais camadas. “Eu sentia que as pessoas nem sempre confiavam em mim quando eu estava criando o meu próprio caminho. Eu estava completamente perdida e confusa. Só me lembro de me sentir completamente cansada e derrotada no primeiro mês”, pontuou. Apesar dos problemas no set de filmagem, “Wandinha” virou um sucesso absoluto de crítica e público, consagrando-se como a segunda série mais assistida da história da Netflix. Jenna, inclusive, conseguiu sua primeira indicação ao Globo de Ouro por causa do papel e já está confirmada para a nova temporada da trama, que ainda não tem data de estreia. A propósito, em meio à repercussão dessa entrevista, foi anunciado que a atriz voltará com o status de produtora na 2ª temporada.
Chris Rock devolve tapa em Will Smith com piadas polêmicas em especial da Netflix
O comediante Chris Rock estreou o primeiro especial ao vivo da Netflix, “Selective Outrage”, que foi ao ar na noite de sábado (4/3) e, como era esperado, direcionou críticas a seu desafeto Will Smith. O assunto mais esperado era seu comentário sobre o tapa que levou do ator na última cerimônia do Oscar. Rock revelou que o título de especial de humor, “indignação seletiva”, era uma referência ao comportamento de Smith. Para exemplificar a indignação seletiva, Rock fez uma piada polêmica. Ele começou dizendo que o tapa que Smith deu em seu rosto teria mais a ver com o que o ator enfrentava no próprio relacionamento com a esposa, Jada Pinkett Smith, do que com a piada feita na ocasião — quando comparou o visual careca da atriz, que sofre de alopecia, com o personagem de Demi Moore no filme “G.I Jane”. O casal Smith tinha um casamento aberto, que permitiu Jada a se relacionar com o rapper Alsina. Rock usou esse fato para atacar Smith “Will Smith pratica indignação seletiva, porque todo mundo sabe o que aconteceu, todo mundo sabe que eu não tive merda nenhuma a ver com aquela merda toda. Eu não tive nenhum ‘envolvimento’ [expressão usada por Jada pare se referir à sua relação com Alsina]. A esposa dele estava transando com o amigo do filho”, disse Rock. O humorista puxou então outro fato do relacionamento do casal. Algum tempo depois da relação entre Jada e Alsina chegar na mídia, Will foi convidado por Jada a discutir abertamente a questão no programa que ela apresenta no Facebook, “Red Table Talk”. “Normalmente, eu não falaria sobre essa merda. Mas, por algum motivo, esses dois colocaram essa porcaria na internet. Não faço ideia do motivo de duas pessoas famosas baixarem tanto o nível. Olhem essa p***a. Todo mundo já foi traído. Todo mundo aqui já foi traído. Ninguém aqui foi entrevistado pela pessoa que foi traído na televisão, tipo, ‘ei, eu chupei o p** de alguém, como você se sentiu?'”, descreveu. “Ela machucou ele muito mais do que ele me machucou”, afirmou o comediante, que a seguir atingiu o ponto mais controverso de seu discurso. “E ele bateu em quem? Em mim, um cara que ele dá conta de bater. Isso é uma merda imensa”, completou, insinuando que Will Smith deveria ter batido na esposa ou no amante dela. Chris Rock encerrou o especial abordando por que decidiu não revidar fisicamente a agressão que sofreu durante o Oscar: “Eu tenho pais. Porque fui educado. E sabe o que meus pais me ensinaram? Não brigue na frente de brancos”.
Klara Castanho emociona no “Altas Horas”: “Forçada a falar o pior que aconteceu na minha vida”
Klara Castanho chorou durante o programa “Altas Horas” exibido na noite de sábado (4/3) pela Globo, ao desabafar sobre o caso de estupro e exposição de sua gravidez que ocorreram no ano passado. Foi a primeira vez que a atriz de 22 anos falou sobre o assunto em um programa de TV. Consciente de que era o tema sobre o qual o público tinha mais curiosidade, ela abriu o programa de Serginho Groisman com o assunto. “Sei que é um assunto latente. Por ser a minha primeira vez publicamente, é o que as pessoas querem saber”. “Eu nunca imaginei que eu teria que falar e lidar com isso fora do grupo das pessoas que foram involuntariamente incluídas, minha família. Recebi muito acolhimento, as pessoas foram muito gentis. Tenho uma rede de apoio maravilhosa”, ela contou. O caso veio à tona em 24 de maio do ano passado, quando Matheus Baldi escreveu em suas redes sociais que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Mas aí o colunista Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz, ao participar do programa “The Noite” de 16 de junho. Ele afirmou que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”, e teria sido maldade. Pegando carona no tema, Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes, revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a YouTuber, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou. Tudo isso levou Klara Castanho a fazer um post nas suas redes sociais explicando que havia sofrido uma violência sexual, mas não reportou o ocorrido à polícia por sentir “vergonha e culpa”. Acreditava que se fingisse que nada aconteceu, “talvez esquecesse”. A descoberta da gravidez veio ao passar mal. Porém, o médico que a atendeu não se solidarizou com sua dor, mesmo sabendo da história. Ela afirmou que seria incapaz de criar um filho fruto de estupro, então optou pela doação do bebê e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa. Foi assim que a gravidez acabou vazando. Desde então, ela procurou se manter afastada da mídia. “Foi um período de recolhimento voluntário, depois de tudo o que aconteceu no ano passado”, disse ela. “Depois de tudo o que aconteceu cheguei ao meu limite do que podia e conseguia falar. Eu fui forçada a falar a pior coisa que aconteceu na minha vida. Tive a sorte de ter acolhimento de pessoas maravilhosas”. A artista ressaltou a importância do acompanhamento psicológico e disse que seu caso “mostrou que a internet deixou de ser terra de ninguém” após a identificação de diversos ataques que sofreu de supostos anônimos, induzidos ao pior pelos colunistas e youtubers. “Viver na época das redes sociais é terrível. As pessoas pensam que podem tudo só porque está atrás de uma tela preta. A falta de compaixão é cada vez mais explícita. Minha história foi contada de uma forma torta, mas ainda bem tive a minha voz. Muitas pessoas leram uma manchete e não queriam entender o que estava acontecendo”, desabafou. Ela acrescentou que, hoje, “algumas pessoas não entendem, mas respeitam a minha decisão”. E explicou: “Eu fiz o que eu podia, como eu podia. O que meu psicológico pode aguentar”, isto é, dar o filho nascido de um estupro para doação. Agora, ela espera Justiça. “Denunciei todos os crimes aos quais fui submetida”, afirmou sobre o estupro, o vazamento de sua gravidez e as calúnias levantadas na mídia. “Depois que vim a público, de novo, de forma forçada, eu denunciei todos os crimes aos quais fui submetida. Todos, sem nenhuma exceção”. Klara disse ainda que “o que me resta neste momento, e ainda bem, é confiar na Justiça. E eu confio muito. Não só na Justiça, mas numa Justiça maior”, completou. As declarações de Klara Castanho emocionaram o público e as convidadas do programa. Realizado em homenagem ao Dia das Mulheres, o “Altas Horas” também contou com participações da apresentadora Sandra Annenberg, a ex-BBB Tina Calamba, a ministra e liderança indígena Sandra Guajajara e as cantoras Roberta Miranda e Maria Rita. Todas se mostraram abaladas com o relato e abraçaram a atriz. O nome de Klara Castanho entrou na madrugada de domingo (5/3) entre os tópicos mais comentados do Twitter. E a imagem do abraço que Sandra Annenberg deu na atriz, ao final de seu relato, viralizou. Que forte e impactante o depoimento da Klara Castanho no #AltasHoras. Tudo o que ela passou foi de uma perversidade assustadora. Merece tudo o que há de melhor nessa vida e acolhimento sempre. A emoção de todos do programa representa todo o público. pic.twitter.com/8UvdHaJTi7 — Sérgio Santos (@ZAMENZA) March 5, 2023 que forte o depoimento da klara castanho no altas horas… merece toda luz do mundo 🤍 #altashoras pic.twitter.com/j7ADZSVnNx — paiva (@paiva) March 5, 2023 Sempre IMPORTANTE relembrar e não deixar cair no esquecimento que as pessoas que EXPUSERAM e AMEAÇARAM a Klara Castanho foram Léo Dias, Matheus Baldi e Antônia Fontinelle. 3 pessoas REPUGNANTES que julgaram uma jovem vítima de abuso sexual para o Brasil inteiro! #altashoras pic.twitter.com/SdOYIe8cwt — Yan (@yankisner) March 5, 2023 O depoimento fortíssimo de Klara Castanho no Altas Horas quebra a gente, e o “Eu fui forçada a trazer a público a coisa mais difícil da minha vida.“ dói porque o Léo Dias NUNCA pagou por isso da maneira correta. — Chico Borges (@FranckBorges_) March 5, 2023 Emocionante depoimento da Klara Castanho no #AltasHoras. O fato de muita gente descredibilizar, fazer piadinha ou até mesmo colocar a culpa na vítima, faz com que muitas mulheres que passam por essa violência, deixem de denunciar abusadores. Que a justiça seja feita! — Gustavo Veloso 🇧🇷🦑 (@g_vgouvea) March 5, 2023 "Viver na época das redes sociais é terrível. As pessoas pensam que elas podem tudo só porque está atrás de uma tela preta." – Klara Castanho. Infelizmente, essa é a nossa realidade. Triste demais! #altashoras #klaracastanho pic.twitter.com/01ZpiswBkP — Diego Cabral ✨ (@diih_cabral) March 5, 2023 Klara Castanho, obrigado por compartilhar toda sua força através das suas palavras e, principalmente, através de suas lágrimas. Que inspire muitas mulheres a denunciar todo esse sistema machista, que ainda julga e condena as mulheres vítimas de abusos 🥹🙏Altas horas pic.twitter.com/zf1aul47Bl — TF (@tranquilonorio) March 5, 2023 Klara Castanho agradeceu a oportunidade de estar no #AltasHoras com o @oserginho e foi abraçada pela Sandra Annenberg pic.twitter.com/njbTXjhQUg — Tiago Pereira (@tjpc33) March 5, 2023 Me emocionei demais vendo o desabafo da Klara Castanho. Me emocionei ainda mais vendo a Sandra Annenberg abraçando-a. Sinta-se abraçada por mim também- @KlaraCastanho 🤗 #altashoraspic.twitter.com/kp3VnNkqDF — 𝗥𝗶𝗰𝗸⁴⁵ (@rickelmenott) March 5, 2023 Eu me arrepiei com esse abraço da Sandra Annenberg na Klara Castanho após ela iniciar o programa com um discurso extremamente forte sobre o que ela passou e como ela foi forçada a contar sobre algo tão pessoal e íntimo. Altas Horas emocionante! pic.twitter.com/YFfbJkHSyg — DIGUINHO (@diguinhogalvao) March 5, 2023 Mano! A fala de Klara Castanho e depois o abraço espontâneo e maternal da Sandra Annenberg 😭😭 #AltasHoras pic.twitter.com/pVibC59uIj — Carlos Rocha 🛹 (@CarlosRocha_) March 5, 2023 Que este abraço de Sandra Anneberg na Klara Castanho, represente o abraço de todos nós à todas as mulheres que sofrem ou sofreram a mesma violência. #AltasHoras pic.twitter.com/g68zdpiMaG — *❦🎼𝒟ã 🎹❦*❣🎶🐧🫶🏼 (@poenistar) March 5, 2023
Klara Castanho fala de estupro e gravidez no “Altas Horas”: “Denunciei todos os crimes”
A atriz Klara Castanho (“Bom Dia, Verônica”) falou finalmente em público sobre a violência sexual que ela sofreu, e que resultou em uma gravidez indesejada, durante sua participação no programa “Altas Horas”, que vai ao ar na noite deste sábado (4/3). A informação foi revelada com antecedência pelo jornal O Globo. “Denunciei todos os crimes aos quais fui submetida”, afirmou a atriz sobre o estupro, o vazamento de sua gravidez e as calúnias levantadas por colunistas de fofoca e Youtubers. “Depois que vim a público, de novo, de forma forçada, eu denunciei todos os crimes aos quais fui submetida. Todos, sem nenhuma exceção”. A gravação do programa aconteceu oito meses após a atriz ter a sua vida exposta publicamente. O caso veio à tona em 24 de maio do ano passado, quando Matheus Baldi escreveu em suas redes sociais que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Mas aí o colunista Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz, ao participar do programa “The Noite” de 16 de junho. Ele afirmou que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”, e teria sido maldade. Pegando carona no tema, Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes, revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a YouTuber, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou. Tudo isso levou Klara Castanho a fazer um post nas suas redes sociais explicando que havia sofrido uma violência sexual, mas não reportou o ocorrido à polícia por sentir “vergonha e culpa”. Acreditava que se fingisse que nada aconteceu, “talvez esquecesse”. A descoberta da gravidez veio ao passar mal. Porém, o médico que a atendeu não se solidarizou com sua dor, mesmo sabendo da história. Ela afirmou que seria incapaz de criar um filho fruto de estupro, então optou pela doação do bebê e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa. Foi assim que o caso acabou vazando. Desde então, ela procurou se manter afastada da mídia. “Foi um período de recolhimento voluntário, depois de tudo o que aconteceu no ano passado”, disse ela. A atriz disse ainda que “o que me resta neste momento, e ainda bem, é confiar na Justiça. E eu confio muito. Não só na Justiça, mas numa Justiça maior”, completou.
Chris Rock vai abordar tapa de Will Smith em especial da Netflix
O tapa que Will Smith (“Aladdin”) deu em Chris Rock (“Gente Grande”) no Oscar 2022, que teve repercussão mundial e dividiu opiniões, será abordado num novo especial de comédia da Netflix. Segundo o site Deadline, Chris Rock guardou sua munição para este momento, quando finalmente falará sobre o infame incidente. “Chris Rock: Selective Outrage” será transmitido ao vivo no próximo Chris Rock às 00h, na Netflix. O projeto, como já havia sido anunciado, será o primeiro especial de comédia ao vivo da plataforma. E, por coincidência, será transmitido uma semana antes da cerimônia do Oscar 2023 (marcada para 12 de março). Enquanto a mídia discutia o ataque do Oscar, Will Smith tentou se explicar de várias maneiras, mas Rock se manteve em silêncio. Ele chegou a compartilhar algumas piadas durante suas apresentações de stand-up comedy, mas nunca se aprofundou sobre o assunto. Há boatos de que ele tenha recusado apresentar novamente a cerimônia do Oscar e também não quis aparecer em um comercial do Super Bowl ao lado de Will Smith. O comediante afirmou que estava guardando sua opinião sobre o assunto. Mas piadas sobre o momento começaram a pipocar recentemente nos shows de Chris Rock. Em uma apresentação em janeiro, ele teria abordado o assunto por bastante tempo e comentado sobre a comoção coletiva que aconteceu após a cerimônia do Oscar. “A coisa que as pessoas querem saber: doeu? Claro que sim. Ele interpretou o Muhammad Ali! Mesmo em filmes de animação, eu sou uma zebra e ele é um maldito de um tubarão”, teria dito Rock na apresentação. Em outra fala, o comediante falou sobre a diferença de tamanho entre os dois atores: “Will Smith é um cara grande. Eu não sou. Ele fica sem camisa em seus filmes. Se você me ver em algum filme fazendo uma cirurgia de coração aberto, eu vou usar um suéter.” Rock também relatou que odiou assistir ao último filme de Will Smith, o drama “Emancipation” (2022), do diretor Antoine Fuqua (“Invasão à Casa Branca”). Na trama, Will interpreta um ex-escravo que foi brutalmente afastado de sua família após ser capturado ilegalmente por capangas de seu antigo senhor. Tentando fazer piada com o trabalho de Smith, Chris comentou que só assistiu ao longa “para ver Will ser chicoteado”. De acordo com o Deadline, essas tiradas foram ensaios para o especial da Netflix. Smith tentou, de todas as formas, pedir desculpas para o humorista. E todas foram ignoradas. “Entrei em contato com Chris e a mensagem que recebi é que ele não está pronto para falar e, quando estiver, ele entrará em contato”, disse Smith em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. Em um show na O2 Arena, Rock respondeu ao vídeo do ator de forma singela: “F*da-se você e o seu vídeo de refém”.
Rei Charles manda despejar Harry e Meghan de mansão da Inglaterra
Biógrafo do príncipe Harry e de Meghan Markle, Omid Scobie revelou que o rei Charles ordenou que o caçula e a nora devolvam a casa que tinham na Inglaterra, Frogmore Cottage, residência situada dentro do Castelo de Windsor. O monarca pediu a devolução da mansão após o filho publicar um livro de memórias, intitulado “O Que Resta”, no início de janeiro. Segundo a imprensa britânica, os duques de Sussex ficaram “chocados” com o veredito do soberano britânico de “expulsá-los” de Frogmore Cottage. Outros dois integrantes da dinastia Windsor também estariam “estarrecidos” com a decisão de Charles. Em um comunicado à imprensa britânica, Harry e Meghan confirmaram que realmente foram despejados da residência real. “Podemos confirmar que o duque e a duquesa de Sussex foram gentilmente solicitados a desocupar sua residência em Frogmore Cottage”, disse um porta-voz do casal aos jornalistas na quarta-feira (1/3). Agora, a residência deve ser entregue para o príncipe Andrew que, envolvido em escândalos, deixará sua casa em Windsor e será “rebaixado” a viver em Frogmore. O rei Charles 3º teria oferecido a casa pessoalmente ao irmão, mas Andrew está resistente à ideia de se mudar. Agora, a preocupação maior de Harry e Megan é com a sua própria segurança. Eles não têm mais a segurança da realeza e, apesar de terem guarda-costas particulares, estariam mais protegidos em Frogmore quando estivessem no Reino Unido. O biógrafo Omid Scobie também revelou que a relação entre o casal e os outros membros da realeza está “no nível mais baixo” de todos os tempos. E um amigo anônimo de Harry e Meghan disse ao jornal The Mirror que a situação está muito tensa na família na família real: “Tudo parece um castigo cruel. É como se Charles quisesse tirá-los de cena para sempre”. Os duques de Sussex têm até após a coroação do rei Charles, a ser realizada em maio, para retirarem os pertences. Anteriormente, o prazo dado ao casal era de duas semanas. Eles ganharam a mansão de presente de casamento da rainha Elizabeth.
Tinker Bell negra no novo “Peter Pan” sofre ataques racistas
A escalação da atriz Yara Shahidi (“Black-Ish”) no papel da fada Tinker Bell (Sininho, para os mais velhos) virou foco de ataques racistas desde que a Disney liberou o primeiro trailer de “Peter Pan & Wendy” na última terça-feira (28/2). A primeira versão de cinema da fadinha, que apareceu na animação de 1953, é uma personagem branca e loira. Mas no remake live-action ela é interpretada por Yara, uma mulher negra de cabelos pretos. Ela aparece apenas em pequenas cenas no trailer e isso já foi o suficiente para causar um verdadeiro rebuliço entre os internautas. Em meio aos mais de 10 mil comentários no trailer oficial no Youtube, muitos decidiram expressar opiniões críticas sobre a seleção de uma atriz negra para o papel, inclusive fazendo piadas racistas com ela. “Tinker Bell parece que vai dizer ‘Wakanda pra Sempre'”, escreveu um internauta, referindo-se ao filme ‘Pantera Negra’, conhecido por seus protagonistas negros. “Essa não é Tinker Bell de verdade, o filme vai ser um fracasso”, comentou outro. As reações se estenderam a outras locais. No Twitter, um internauta sugeriu que colocassem um homem negro para interpretar a personagem: “Não querem dar uma lacrada? Troquem logo a raça e o gênero do personagem”. “Em 2030, todos os personagens da Disney vão ser negros?”, questionou mais um. E teve quem quis fazer piada racista. Um internauta postou um vídeo de uma mulher negra e bastante obesa correndo e caindo no chão. Ele usou só duas palavras para descrever a cena: “Tinker Bell”. Mas o tom em geral é muito pior: “Não quero Tinker Bell negra, eu prefiro Tinker Bell branca e loira porque é assim que eu a conheci. Fod*-se Disney”. Em meio aos ataques, no entanto, diversas pessoas elogiaram a escalação da atriz para o papel. A polêmica também iniciou um debate pedindo para que a Disney criasse histórias inéditas sobre pessoas negras e não somente as incluíssem em remakes como versões de personagens brancos. Segundo o debate, trocar as raças de personagens estabelecidos apenas para incluir um [geralmente único] ator negro na trama também seria racismo. “A Disney não dá a mínima para fazer novas histórias com personagens de cor, eles apenas colocam atores de cor para interpretar personagens brancos, e isso mostra 1) como a Disney é preguiçosa 2) como isso é racista, é como se eles não achassem que pessoas de cor merecessem suas próprias histórias”, resumiu um tuite. Vale lembrar que a atriz e cantora Halle Bailey (“As Férias da Minha Vida”) passou pela mesma situação durante o lançamento do primeiro teaser da nova versão de “A Pequena Sereia”. Ela, inclusive, manifestou apoio à colega de profissão, postando vários corações em uma publicação de Yara no Instagram. A atriz, por sua vez, respondeu com os emojis de fada, coração e sereia. Veja abaixo o trailer nacional de “Peter Pan & Wendy”.
Cidade Invisível: Série adentra floresta amazônica no trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, série que mostra entidades do folclore brasileiro vivendo no mundo atual. A prévia reforça que a nova leva de episódios da produção será ambientada na floresta amazônica, e integra ainda mais o personagem de Marco Pigossi no universo místico da trama. “Cidade Invisível” foi concebida pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, e fez sucesso ao explorar figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-as de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Por conta disso, a série sofreu mudanças em sua 2ª temporada e teve locações no Pará, incluindo não apenas a selva, mas também a capital Belém. Nos novos episódios, Eric (Marco Pigossi) está sendo procurado por garimpeiros, mas recebe proteção de indígenas num santuário natural perto de Belém do Pará. O policial também descobrirá que sua filha, Luna (Manu Dieguez), e Cuca (Alessandra Negrini) viajaram para aquele local com o objetivo de encontrá-lo. Assim, apesar de querer retornar ao Rio, ele percebe que a menina tem uma missão a cumprir na região e, ao tentar protegê-la, se torna uma ameaça para o equilíbrio entre as entidades e a natureza. Os novos episódios chegam em streaming no dia 22 de março.
Governador da Flórida assume controle de região que pertencia à Disney desde 1967
O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou na segunda-feira (27/2) o projeto de lei que pôs fim ao autogoverno dos parques da Disney em Orlando. “O reino corporativo chega finalmente ao fim”, disse DeSantis, na assinatura do projeto de lei no corpo de bombeiros de Lake Buena Vista. Em 10 de fevereiro, o Congresso da Flórida aprovou o projeto de lei de DeSantis para que o Estado assumisse o Reedy Creek Improvement District, que vinha funcionando de forma autônoma desde 1967. É lá que funciona a Disney World. A partir de agora, o distrito especial está nas mãos de um conselho de cinco supervisores escolhidos pelo próprio governador, todos republicanos e conservadores. DeSantis e a Disney se desentenderam no ano passado quando o estúdio criticou uma lei promovida por DeSantis, conhecida como “Don’t say gay”, que proíbe abordar questões relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero nas escolas primárias da Flórida sem o consentimento dos pais. Como represália por essas críticas, o governador anunciou em abril do ano passado uma lei para eliminar o distrito especial da Disney, que dava autonomia administrativa para a empresa e isenção de impostos. A companhia, que emprega mais de 75 mil pessoas na Flórida, administrava esse distrito de 100 km² como uma prefeitura local desde a década de 1960, realizando seus próprios serviços públicos essenciais, como coleta de lixo e tratamento de água. Em virtude da nova lei, o distrito, pela primeira vez, terá de comunicar o seu orçamento e finanças ao Estado, terá que pagar alguns (mas não todos) impostos e enfrentará restrições em novas construções. Contudo, o distrito manterá o poder sobre o planejamento, zoneamento, códigos de construção e segurança, e o atual estatuto de isenção de impostos para diversas obrigações. O autodenominado “lugar mais feliz da Terra” tinha um estatuto especial que lhe permitiu espalhar suas construções para meia dúzia de parques temáticos, um centro esportivo, um enorme centro comercial, 25 hotéis, a sua própria polícia, bombeiros e milhares de funcionários, numa área de quase 11 mil hectares nos condados de Osceola e Orange, no centro do estado. Desantis falou nesta segunda-feira (27/8) sobre a sua “luta”, referindo-se à Disney como “uma empresa da Califórnia” que gozava de “privilégios” que mais ninguém tinha na Flórida. “Se enveredarmos por esse caminho como corporação, esses não são os valores que queremos promover no estado da Flórida”, comentou DeSantis, que foi reeleito em 2022 para mais quatro anos. Em seu perfil no Twitter, o governador diz que a Disney “viverá sob as mesmas leis que todos os outros e pagará suas dívidas e uma parte justa dos impostos”. I signed legislation to end Disney’s self-governing status, placed the area in state receivership, and appointed 5 members to a state control board. Disney no longer has its own government, will live under the same laws as everyone else and pay its debts and fair share of taxes. pic.twitter.com/5JnZmEjSdv — Ron DeSantis (@GovRonDeSantis) February 27, 2023
Autor de “Dilbert” tem quadrinhos cancelados após declarações racistas
A empresa Andrews McMeel, distribuidora das tirinhas de “Dilbert”, anunciou que vai encerrar a publicação do personagem na imprensa dos EUA. O anúncio do cancelamento aconteceu após o criador do personagem, Scott Adams, ter feito comentários racistas. “Como uma empresa de mídia e comunicação, a AMU valoriza a liberdade de expressão”, disseram Hugh Andrews e Andy Sareyan, presidente e CEO da empresa, em comunicado. “Temos orgulho de promover e compartilhar muitas vozes e perspectivas diferentes. Mas nunca apoiaremos qualquer comentário enraizado na discriminação ou no ódio. Os comentários recentes de Scott Adams sobre raça e relações raciais não estão alinhados com nossos valores fundamentais como empresa”. A decisão foi tomada após alguns jornais cancelarem, por iniciativa própria, a publicação das tirinhas. A polêmica aconteceu devido a uma live que Adams fez no seu canal no YouTube, em que se referiu à população afro-americana como “grupo de ódio”. “O melhor conselho que eu daria aos brancos é ficar longe dos negros”, disse Adams, enquanto falava sobre uma pesquisa a respeito do uso da frase: “Tudo bem ser branco”. De acordo com a pesquisa, 26% dos afro-americanos discordaram da afirmação e outros 21% disseram que não tinham certeza. Essa é uma frase que tem sido usada pela extrema direita dos EUA e condenada pela Liga Anti-Difamação. Mas não foram apenas as tirinhas de “Dilbert” que foram canceladas. O The Wall Street Journal apurou que a editora Portfolio também cancelou a publicação de um livro de Adams, que não tinha relação com o seu personagem mais famoso. Em seu Twitter, o autor postou uma entrevista em que explica seus comentários. “Aceito críticas de qualquer pessoa que tenha visto todo o contexto aqui. O resto de vocês está em uma bolha de notícias falsas, mas confio que suspeitaram disso”, escreveu ele.
Série “Os Goldbergs” vai acabar na atual temporada
A rede americana ABC anunciou que a atual 10ª temporada da série de comédia “Os Goldbergs” será a última. Para marcar o encerramento da atração, o canal divulgou um teaser dos episódios finais. “Os Goldbergs” é a atração de comédia live-action mais duradoura da atual programação da TV aberta dos EUA. A série recentemente atingiu a incrível marca de 200 episódios produzidos. Apesar das marcas históricas, “Os Goldbergs” passou por dificuldades com a perda de dois membros de seu elenco central: o veterano George Segal, que morreu em março de 2021 de complicações de uma cirurgia de ponte de safena, e Jeff Garlin, que foi afastado em dezembro após uma investigação interna por várias alegações de má conduta. A série foi criada por Adam F. Goldberg e inspirada na sua própria juventude na década de 1980. O elenco da atual temporada é encabeçado por Wendi McLendon-Covey como a mãe da família e o trio Sean Giambrone, Troy Gentile e Hayley Orrantia como seus filhos. “Foi uma honra fazer parte de ‘Os Goldbergs’ na última década”, disse McLendon-Covey, em comunicado. “Estou muito orgulhosa do que conquistamos com a série e tenho muita sorte de ter tido uma experiência tão gratificante. Vou sentir falta da minha família da TV e de cada membro da equipe”. “Obrigada aos nossos brilhantes escritores por nos darem arcos de histórias inteligentes ano após ano e por serem tão colaborativos”, continuou ela. “E obrigada a todos os nossos fãs (os Goldnerds) por serem tão gentis e solidários. Meu coração está cheio de emoção… Mas eu definitivamente espero nunca mais ver outro par de ombreiras pelo resto da minha vida.” O último episódio de “Os Goldbergs” vai ao ar em 3 de maio nos EUA. A série chegou ao Brasil pelo canal pago Comedy Central, mas ainda é inédita em streaming.
Harvey Weinstein é condenado a mais 16 anos de prisão
O produtor de cinema americano Harvey Weinstein voltou a ser condenado nos EUA por abuso sexual. Ele recebeu uma nova pena de 16 anos por estupro num tribunal de Los Angeles nesta quinta-feira (23/2). A sentença se soma aos 23 anos que Weinstein já está cumprindo em Nova York após uma condenação de 2020. Os jurados do Tribunal Superior de Los Angeles consideraram Weinstein culpado de três acusações: estupro forçado, cópula oral forçada e penetração sexual por objeto estranho. O veredito foi dado em dezembro passado, mas a sentença só foi revelada nesta quinta-feira. Todas as três acusações foram relacionadas a uma mulher, referida como “Jane Doe 1” no tribunal. Ela disse ter sido agredida em um hotel de Beverly Hills em fevereiro de 2013, enquanto estava na cidade para participar do Los Angeles Italia Film Festival. Weinstein, no entanto, escapou de outras quatro acusações. Ele foi absolvido de uma acusação de agressão sexual envolvendo uma massoterapeuta e os jurados não entraram em consenso sobre duas acusações feitas por Jennifer Siebel Newsom, documentarista e esposa do governador Gavin Newsom da Califórnia, e da modelo e roteirista Lauren Young. No julgamento, os promotores tentaram estabelecer um padrão de comportamento abusivo de Weinstein por meio dos depoimentos de quatro testemunhas, cujas alegações levaram às sete acusações criminais, bem como de outras quatro mulheres que tiveram permissão para testemunhar que haviam sido abusadas por ele. A defesa de Weinstein optou por uma tática sensacionalista ao argumentar que as mulheres tiveram um relacionamento consensual com o Sr. Weinstein e conscientemente fizeram sexo com ele em troca de favores profissionais. O advogado Mark Werksman chegou a chamar as vítimas de “vagabundas”, ao buscar justificar os atos do seu cliente como parte da cultura de Hollywood. Segundo Werksman, o que Weinstein cometeu não foi estupro, mas “sexo transacional”, algo que ele afirma ser comum na indústria do cinema dos EUA. “Olhe para o meu cliente”, disse Werksman, durante o julgamento. “Ele não é nenhum Brad Pitt ou George Clooney. Você acha que essas lindas mulheres transaram com ele porque ele é gostoso? Não, foi porque ele é poderoso”. Durante o interrogatório de Siebel Newsom, ele acusou-a de reenquadrar sua experiência com Weinstein como negativa somente após a explosão do movimento #MeToo em 2017. A certa altura, ele disse aos jurados que a Sra. Siebel Newsom era “apenas mais uma idiota que dormiu com Harvey Weinstein para progredir na vida”. Ao longo de dois dias de testemunho, Siebel Newsom disse que foi estuprada por Weinstein em 2005 em seu quarto de hotel em Beverly Hills depois que ela concordou em se encontrar com ele para discutir sua carreira. Ela disse que não se apresentou antes porque tentou ignorar o incidente como “uma forma de deixar de lado minha tristeza, meu medo, meu trauma, para que eu pudesse seguir em frente com minha vida”. “Durante o julgamento, os advogados de Weinstein usaram sexismo, misoginia e táticas de intimidação para atacar, rebaixar e ridicularizar nós, sobreviventes. Este julgamento foi um forte lembrete de que nós, como sociedade, temos trabalho a fazer. Para todos os sobreviventes – vejo vocês, ouço vocês e estou com vocês”, disse Siebel Newsom em um comunicado sobre o veredito. As primeiras denúncias contra Weinstein renderam recentemente um filme, “Ela Disse”, que foi lançado em dezembro nos cinemas brasileiros.











