Ron Howard é o novo diretor do filme de Han Solo
Confirmando rumores, o cineasta Ron Howard, vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante” (2001), é o novo diretor do filme de Han Solo, próximo spin-off do universo de “Star Wars”. A Lucasfilm oficializou a contratação nesta quinta-feira (22/6), dois dias após anunciar o afastamento da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”). Miller e Lord chegaram a filmar quase cinco meses de cenas, o equivalente a 70% da produção, antes de “diferenças criativas” levarem à suas demissões. No comunicado da companhia, Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, afirma que as filmagens serão retomadas em 10 de julho com Howard no comando. O diretor vem de uma série de fracassos financeiros (“Inferno”, “No Coração do Mar”, “O Dilema”), mas tem experiência em grandes produções e já trabalhou com a Lucasfilm no começo de sua carreira (em “Willow – Na Terra da Magia”). “Na Lucasfilm, acreditamos que o maior objetivo de cada filme é encantar e levar adiante o espírito da saga que George Lucas começou há 40 anos”, diz Kennedy na nota oficial. “Temos um roteiro maravilhoso, uma equipe e um elenco incríveis e o compromisso absoluto em fazer um grande filme”. O primeiro spin-off da franquia, “Rogue One: Uma história Star Wars”, também passou por turbulências e, segundo atestam fontes de bastidores, mudanças similares, com a substituição de Gareth Edwards (“Godzilla”) por Tony Gilroy (“O Legado Bourne”) em refilmagens extensivas. A diferença é que Gilroy não foi creditado e tudo se resolveu internamente. Para Miller e Lord serem dispensados publicamente, as divergências devem ter sido profundas e comprometedoras do que a Lucasfilm entende como “espírito da saga”. Fontes do site The Hollywood Reporter afirmaram que a dupla estava fazendo uma comédia e estimulando o elenco a improvisar o texto, o que causou conflitos com o veterano roteirista Lawrence Kasdan. Nesta versão da história, Kasdan teria sido responsável pelo pedido de intervenção na produção. Além de assinar o novo filme com seu filho Jon, Lawrence Kasdan é quem maior conhecimento sobre Han Solo, pois foi quem mais escreveu histórias do personagem, responsável pelas tramas clássicas de “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983), além do novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) Mesmo com a mudança, o filme mantém sua previsão de estreia para maio de 2018.
Diretores demitidos queriam transformar filme de Han Solo em comédia
Novos detalhes continuam emergindo dos bastidores da demissão dos diretores Phil Lord e Chris Miller do filme de Han Solo. O site da revista The Hollywood Reporter apurou que o principal problema foi o tom. A dupla, responsável pela versão comédia de “Anjos da Lei” e a animação “Uma Aventura Lego”, teria imposto um tom cômico na produção, incentivando improvisações do seu elenco. A iniciativa deixou o veterano roteirista Lawrence Kasdan incomodado. Segundo fontes ouvidas pelo THR, ele teria reclamado que a ironia de Han Solo era cínica e não piadista. “As pessoas precisam entender que Han Solo não é uma personalidade cômica. Ele é sarcástico e egoísta”, disse uma testemunha que concordou com o ponto de vista do escritor. Kasdan teria levado sua insatisfação à Kathleen Kennedy, presidente da LucasFilm, e a executiva tomou o lado de seu velho amigo na disputa, afinal foi ele quem mais contribuiu para o desenvolvimento da personalidade de Han Solo, tendo assinado três roteiros com o personagem, “O Império Contra-Ataca” (1980), “O Retorno de Jedi” (1983) e o novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Fontes alegam que Lord e Miller esperavam convencer Kennedy ao mostrar o produto finalizado, mas não tiveram essa chance. Eles não esperavam ser demitidos, segundo este relato. Agora, Kasdan estaria revisando, com produtores da Lucasfilm, o material que foi filmado para ver o que é possível ser aproveitado. As filmagens tinham começado no final de janeiro e estimativas dão conta que 70% do longa já tinha sido rodado. Toda a produção foi colocada em hiato à espera da definição dos próximos passos. O próprio Kasdan estaria cotado para assumir a direção do longa, pois seria quem mais tem noção do que precisa ser melhorado. Ele já dirigiu 11 filmes, desde o clássico “Corpos Ardentes” (1982) até a comédia “Querido Companheiro” (2012). Mas uma regra do sindicado dos diretores impede que integrantes da equipe técnica original assumam a direção de um filme após a demissão de um diretor, a menos que se trate de situação de emergência. Por conta disso, também estão sendo sondados outros nomes, como Ron Howard, que vem de uma série de fracassos financeiros (“Inferno”, “No Coração do Mar”, “O Dilema”), mas tem experiência em grandes produções e já trabalhou com a Lucasfilm no começo de sua carreira (em “Willow – Na Terra da Magia”). Outro cineasta citado pelo THR é Joe Johnston, de “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011), com quem Kennedy trabalhou em “Jurassic Park III” (2001).
Diretores de Han Solo foram demitidos após 70% das filmagens
O surpreendente afastamento dos diretores do filme sobre a juventude de Han Solo teria sido resultado da rejeição completa dos quase cinco meses de filmagens realizadas até o momento. Segundo apurou a revista Variety, Phil Lord e Chris Miller não deixaram a produção porque quiseram. Na verdade, eles foram demitidos por Katheleen Kennedy, presidente da LucasFilm. A revista especula que mais de 70% do filme já tinha sido filmado desde o final de janeiro e que decisão extrema foi causada após sucessivas discussões sobre o material, inclusive com o veterano roteirista Lawrence Kasdan, responsável pelos clássicos “O Império Contra-Ataca” (1980), “O Retorno de Jedi” (1983) e o novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), que escreveu o spin-off com seu filho Jon Kasdan. Lord e Miller teriam sido confrontados desde o começo por tentar tomar liberdades com a franquia e não souberam lidar com o controle rígido de Kennedy, com quem não tiveram “química nenhuma”, segundo afirmou uma fonte ouvida pela publicação. Kathleen não teria gostado do estilo que eles imprimiram às cenas e muito menos da forma como eles comandaram o elenco e os técnicos durante as filmagens. Como ela e Lawrence Kasdan são veteranos da franquia, rejeitaram o excesso de novidades que os dois quiseram imprimir. “Foi um set muito divisivo”, revelou a fonte ouvida. A demissão de diretores no meio de uma filmagem é prática bastante incomum em Hollywood. Normalmente, há um acordo de bastidores, com a utilização de um cineasta não creditado para completar a produção, e os diretores originais só tiram seus nomes dos filmes se quiserem. Foi o que aconteceu, por exemplo, em “Quarteto Fantástico”, que manteve os créditos de Josh Trank. E, dizem, também em “Guerra Mundial Z”. E provavelmente até em “Rogue One: Uma História Star Wars”, embora ninguém da produção tenha tocado oficialmente no assunto. Como a situação é rara, não se sabe se Phil Lord e Chris Miller receberão algum crédito como diretores de “Han Solo”. Na verdade, não se sabe sequer se a LucasFilm vai aproveitar as cenas que eles filmaram. No comunicado oficial sobre o afastamento dos diretores, Kennedy disse: “Phil Lord e Christopher Miller são talentosos cineastas que reuniram um elenco e uma equipe incríveis, mas ficou claro que tivemos visões criativas diferentes neste filme e decidimos nos separar. Um novo diretor será anunciado em breve”.
Diretores do longa de Han Solo saem da produção após cinco meses de filmagens
Uma notícia surpreendente foi postada no site oficial da franquia “Star Wars”. Um comunicado da Lucasfilm anunciou que o filme sobre a juventude de Han Solo vai “continuar com uma mudança de direção”. Os diretores Phil Lord e Christopher Miller não vai mais trabalhar no longa, devido a “diferenças criativas”. “Phil Lord e Christopher Miller são talentosos cineastas que reuniram um elenco e uma equipe incríveis, mas ficou claro que tivemos visões criativas diferentes neste filme e decidimos nos separar. Um novo diretor será anunciado em breve “, diz o texto assinado por Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm. “Infelizmente, nossa visão e processo não foram alinhados com nossos parceiros neste projeto. Normalmente não somos fãs da frase ‘diferenças criativas’, mas desta vez esse clichê é verdadeiro. Estamos orgulhosos do incrível trabalho de classe mundial de nosso elenco e equipe”, afirmaram Phil Lord e Christopher Miller. A produção começou oficialmente a ser rodada no final de janeiro no Pinewood Studios de Londres. Ou seja, Lord e Miller filmaram quase cinco meses de cenas para o longa-metragem. Aparentemente, as cenas não agradaram ao estúdio. Não está claro se parte do material produzido será aproveitado. Até o momento, o filme continua com estreia programada para maio de 2018. Assim como “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016), o filme vai se passar antes dos eventos mostrados no clássico “Guerra nas Estrelas” (1977). O roteiro é de Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”) e seu filho Jon Kasdan, e o elenco destaca Alden Ehrenreich (“Ave César”), que viverá o personagem imortalizado por Harrison Ford, além de Donald Glover (série “Atlanta”), Emilia Clarke (série “Game of Thrones”), Thandie Newton (série “Westworld”) e Woody Harrelson (“Truque de Mestre”).
Blitz midiática tenta convencer que Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, recebeu igual a Henry Cavill, o Superman
A denúncia de que Gal Gadot recebeu muito menos que seus colegas da Liga da Justiça para viver Mulher-Maravilha pode ter sido exagerada, segundo uma blitz midiática, que precipitou matérias de retratação em série, após a comparação da diferença salarial ter se tornado viral. A diferença foi apontada por uma reportagem da revista Elle, que comparou os US$ 900 mil que atriz ganhou para viver a heroína em “Batman vs Superman” (2016), “Mulher-Maravilha” e “Liga da Justiça” (US$ 300 mil por filme) com os US$ 14 milhões (segundo a revista Forbes) que o também novato Henry Cavill recebeu para estrelar “O Homem de Aço” (2013) e os US$ 26,3 milhões que Ben Affleck ganhará com o filme solo de Batman. E isso teve uma péssima repercussão nas redes sociais. A Warner não se manifestou, mas fontes anônimas prestimosas disseram aos veículos da imprensa, em off, que os números são outros. Aparentemente, as fontes conhecem bem os números do estúdio para taxar a reportagem da Elle de “ridícula”. Segundo as fontes bem conectadas, o valor recebido pelo intérprete do Superman corresponde a todos os filmes em que ele vestiu o uniforme, e não apenas a sua estreia. “Certamente, não foi apenas em um filme. Isso é insano. Atores estreantes em franquias são pagos com valores iniciais. Depois que a saga decola, eles ganham mais dinheiro. Se você comparar, ela ganhou tanto quanto ele”, disse um dessas fontes com experiência em contratos da indústria cinematográfica para a revista Vanity Fair. A mesma fonte, ou outra sentada na mesa ao lado, contou ladainha similar para a revista The Hollywood Reporter, que comprou a ideia ao afirmar, em título, que os salários de Henry Cavill e Gal Gadot foram, no final das contas, iguais. Os sites brasileiros correram para copiar. E ficou tudo por isso mesmo. Só faltou combinar que US$ 900 mil é igual a US$ 14 milhões. Afinal, nenhuma fonte anônima ousou questionar o que foi pago a Cavill, afirmando apenas que tanto a atriz quanto o ator receberam por três filmes. US$ 900 mil e US$ 14 milhões, respectivamente. O que, ao que parece, é igual para a imprensa. Já a fonte do site Deadline se esforçou mais e até chegou a dobrar o salário de Gadot por filme, num suposto ato de boa vontade da Warner, fazendo, então, que US$ 1,8 milhões… continuasse “igual” a US$ 14 milhões. As matérias de retratação acrescentaram cortinas de fumaça na questão ao incluir informações de que o valor recebido por uma estrela de Hollywood pode depender de inúmeros fatores, como arrecadação nas bilheterias, sequências futuras e até bônus. Essa estrutura é a praxe nos longas de super-heróis, que costumam render milhões e até bilhões às produtoras. Este argumento dá a entender que os US$ 14 milhões de Henry Cavill foram obtidos com lucros da estreia de “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman”. Entretanto, o valor estampou inúmeras reportagens (disponíveis na internet) em julho de 2013, durante o mês de estreia de “O Homem de Aço”. Quando The Hollywood Reporter e outras publicações dizem que 0,9 é igual a 14, é necessário parabenizar aos relações públicas invisíveis, não citados pelas matérias de retratação, e aos spin doctors que os orientaram, por sua incrível eficiência.
Revista diz que, para viver Mulher-Maravilha, Gal Gadot ganhou um 1% do salário de Ben Affleck como Batman
O filme da “Mulher-Maravilha” vinha sendo saudado como marco do empoderamento feminino. Maior bilheteria de filme dirigido por cineasta feminina, super-heroína com mensagem feminista, única produção de super-heróis com uma protagonista mulher neste século, etc. Mas a revelação do quanto a atriz Gal Gadot recebeu para estrelar o longa acabou jogando outra luz sobre o tema, ao mostrar como o empoderamento é considerado bom apenas para a ficção em Hollywood. A revista Elle revelou que a atriz israelense assinou um contrato para três filmes — “Batman vs Superman” (2016), “Mulher-Maravilha” e “Liga da Justiça”, que estreia em novembro – para receber US$ 300 mil por cada um. E daí fez as contas. O cachê equivale a apenas 1,14% do que o colega Ben Affeck vai receber por interpretar Batman. O ator teria fechado um acordo de US$ 26,3 milhões para estrelar o filme solo do herói. E se o argumento para a diferença for que Gadot era pouco conhecida antes de “Mulher-Maravilha”, vale lembrar que ela tinha estrelado uma das franquias mais bem-sucedidas de Hollywood, “Velozes e Furiosos”, antes de ganhar o papel da maior heroína da DC Comics. E isso era mais que Henry Cavill tinha no currículo quando foi contratado por US$ 14 milhões (segundo a revista Forbes) para estrelar “O Homem de Aço” (2013). A atriz terá a chance de negociar um salário melhor se houver “Mulher-Maravilha 2” – o que deve haver. Mas a revelação da diferença salarial entre ela e seus colegas masculinos já está repercutindo – e muito mal – para a DC Entertainment e a Warner.
Homem-Aranha se diverte com uniforme de mil utilidades em novo trailer do filme
A Sony britânica divulgou um novo trailer internacional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que traz Peter Parker (Tom Holland) se divertindo com seu novo traje, cortesia do inventor milionário Tony Stark (Robert Downey Jr.). A prévia também mostra lutas com o vilão Abutre, vivido por Michael Keaton (“Birdman”). Spoilers antecipados pelo próprio marketing da produção tiraram parte da graça dessas cenas, pois já se sabe que a diversão com o uniforme de mil utilidades não dura muito. Conforme visto num trailer anterior, Stark confisca o traje, fazendo com que Peter recorra a um disfarce caseiro para continuar combatendo o crime, similar ao do Aranha Escarlate nos quadrinhos. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”), “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” tem estreia prevista para 6 de julho no Brasil.
Falecido há nove anos, Paul Newman retorna ao cinema com diálogos inéditos em Carros 3
O lendário ator Paul Newman, falecido em 2008, teve sua participação confirmada no elenco de dubladores de “Carros 3”. Sua voz, inclusive, já foi ouvida num dos trailers, reprisando seu papel do primeiro filme, como o velho carro de corridas Doc Hudson. Em entrevista ao site Cinemablend, o diretor Brian Fee explicou que a dublagem de Newman é inédita e não reciclagem de cenas do primeiro filme. “Existem materiais inéditos, pois quando John [Lasseter, diretor do longa original] gravou sua dublagem em ‘Carros’, ele costumava deixar a fita correr até o fim. E Paul sempre contava algumas histórias entre os takes. Graças a isso, temos 28 horas inéditas de Paul Newman que podemos usar”, afirmou o cineasta. Na trama, Relâmpago Mcqueen é surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos e um acidente o afasta do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisa reencontrar seu espírito vencedor, e para isso irá entrar em contato com vários pilotos veteranos, daí a referência à Doc Hudson. No Brasil, um dos dubladores será um veterano de corridas reais, Rubens Barrichello. Infelizmente, isto significa que o público brasileiros só ouvirá o trabalho póstumo de Paul Newman quando o desenho for lançado em Blu-ray, com opção de áudio original. Dirigido por Brian Fee, que faz sua estreia na função após desenhar o storyboard de “Carros” (2006) e “Carros 2″ (2011), o novo filme chega aos cinemas brasileiros em 13 de julho, um mês depois do lançamento nos EUA.
Cine PE anuncia suas novas datas
Adiado após boicote de motivação política, o Cine PE ganhou uma nova data. O festival pernambucano vai acontecer de 27 de junho a 3 de julho. Em nota, os organizadores do evento esclarecem que os sete curtas e um longa-metragem retirados da programação foram substituídos por outros títulos, “que também fizeram suas inscrições de modo espontâneo, respeitando ordem classificatória da curadoria”. Segundo o comunicado, a programação completa será divulgada em breve. A polêmica começou quando um grupo de cineastas decidiu retirar seus filmes do festival, acusando a organização do evento de montar uma programação que “favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuam e financiaram o golpe ao Estado Democrático de Direito ocorrido no Brasil em 2016”. Apesar de não nomearem nenhum filme, a protesto visava o documentário “O Jardim das Aflições”, de Josias Teófilo, sobre o astrólogo ultraconservador Olavo de Carvalho, que integrava a competição, e a ficção “Real – O Plano por Trás da História”, de Rodrigo Bittencourt, que dramatiza os bastidores da criação do Plano Real, em 1994. Os dois filmes já entraram em cartaz no circuito comercial. Por conta da saída dos filmes, os organizadores decidiram adiar o evento, originalmente previsto para o final de maio. A 21ª edição do Cine PE vai acontecer no tradicional Cinema São Luiz, no Recife.
Veja o primeiro teaser da animação acusada de “gordofobia”
A animação sul-coreana “Red Shoes & the 7 Dwarfs”, cujo marketing foi acusado de “gordofobia” nas redes sociais (saiba mais aqui) ganhou seu primeiro teaser. A prévia é uma cena estendida, que mostra dois anões escondidos sob a cama da Branca de Neve. A sequência tem um voyeurismo pouco infantil, mas termina com o susto dos anões diante da descoberta de como as pernas de Branca de Neve engrossam ao ficarem descalças. Sem os sapatos, ela vira uma garota gorda. Na história, os anões são ex-príncipes, transformados por bruxaria, que precisam dos sapatos mágicos de Branca de Neve para quebrar sua maldição. Só não esperavam que os sapatos também ajudassem Branca de Neve a parecer diferente. O filme tem direção do estreante Sung Ho Hong, e a versão norte-americana traz a voz de Chloë Grace Moretz como Branca de Neve, além de Gina Gershon (série “Red Oaks”) e Jim Rash (série “Girlboss”). No Twitter, Moretz defendeu a animação, dizendo que “a verdadeira história é poderosa para jovens mulheres e me tocou”. Ainda não há previsão para a estreia.
Chloe Moretz se defende após dublar animação acusada de “gordofobia”
Uma animação sul-coreana que fará uma releitura da história de Branca de Neve, chamada de “Red Shoes & the 7 Dwarfs”, começou a receber muitas críticas nas redes sociais por uma campanha de marketing considerada ofensiva. O filme ganhou um cartaz que contém a frase “E se a Branca de Neve não fosse mais bonita e os anões não fossem mais baixinhos?”. Ao lado da frase, há um antes e depois, de uma Branca de Neve alta e magra e outra baixinha e gordinha. Por conta disso, o desenho foi acusado de body shaming, a popular “gordofobia”. A crítica acabou envolvendo a atriz Chloë Grace Moretz, que dubla a personagem para o mercado norte-americano. A modelo plus size Tess Holiday comentou em suas redes sociais no Twitter: “Como isso foi aprovado por uma equipe inteira de marketing? Por que está tudo bem falar para crianças que ser gordo é igual a ser feio?”. E junto do protesto, ela marcou a conta da atriz. O comentário teve tanta repercussão, que Moretz precisou ir ao Twitter se defender. “Eu acabei de revisar todo o marketing para ‘Red Shoes’ e eu estou tão chocada e brava como todo mundo. Isso não foi aprovado por mim. Por favor, saibam que eu deixei os produtores do filme cientes. Emprestei minha voz para um lindo roteiro que eu espero que vocês vejam por inteiro. A verdadeira história é poderosa para jovens mulheres e me tocou. Eu sinto muito pela ofensa que estava além do meu controle criativo”, a atriz escreveu. Veja o texto original abaixo. Em resposta às críticas, a Locus, produtora responsável pelo filme, pediu desculpas pelo anúncio, que passou uma ideia diferente do que esperavam. “O nosso filme, uma comédia familiar, carrega uma mensagem para desafiar os padrões sociais prejudiciais, relacionados à beleza física na sociedade, enfatizando a importância da beleza interior”, disseram os produtores, em comunicado. Na animação, Branca de Neve usa sapatos vermelhos mágicos para parecer alta e magra, mas quando os tira vira uma garota baixinha e gordinha. How did this get approved by an entire marketing team? Why is it okay to tell young kids being fat = ugly? ??@ChloeGMoretz pic.twitter.com/PVhgwluGTM — Tess Holliday ? (@Tess_Holliday) May 30, 2017 I have now fully reviewed the mkting for Red Shoes, I am just as appalled and angry as everyone else, this wasn't approved by me or my team — Chloë Grace Moretz (@ChloeGMoretz) May 31, 2017 Pls know I have let the producers of the film know. I lent my voice to a beautiful script that I hope you will all see in its entirety https://t.co/IOIXYZTc3g — Chloë Grace Moretz (@ChloeGMoretz) May 31, 2017 The actual story is powerful for young women and resonated with me. I am sorry for the offense that was beyond my creative control https://t.co/HZP2ydPCAX — Chloë Grace Moretz (@ChloeGMoretz) May 31, 2017
Mulher-Maravilha estreia em mais de mil salas de cinema
“Mulher-Maravilha” é o maior lançamento da semana no Brasil, com uma distribuição em 1,2 mil salas. O longa chega precedido por críticas muito positivas, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, que o apontam como uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas. Trata-se de uma mudança de percepção gigantesca em relação aos filmes de super-heróis da DC Comics, como “Batman vs. Superman” (2016), que introduziu a heroína. E isto acontece com a primeira superprodução de quadrinhos dirigida por uma mulher neste milênio. Patty Jenkins (do premiado “Monster: Desejo Assassino”) está fazendo História, mas também se destaca o desempenho de Gal Gadot, perfeita no papel. A segunda maior estreia é uma comédia nacional, “Amor.com”, com Ísis Valverde (“Faroeste Caboclo”) e Gil Coelho (“S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”), que chega a 336 salas. Seu humor reflete o tema do reality show “As Gostosas e os Geeks”. Na trama, o geek conquista a gostosa, perde a gostosa e tenta reconquistá-la, com o diferencial de que boa parte disso é compartilhado nas redes sociais. Uma história convencional em tempos modernos. O filme marca a estreia solo na direção de Anita Barbosa, que foi diretora assistente de algumas das maiores bilheterias brasileiras do século – como “Se Eu Fosse Você 2” (2009), “De Pernas pro Ar” (2010) e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2” (2015). “As Aventuras de Ozzy” aparece em terceiro. Trata-se de uma animação espanhola sobre cachorros que, mesmo sem o pedigree de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016), mostra que as alternativas no nicho da computação gráfica de bichos falantes estão se aprimorando. A premissa enfoca um dos grandes receios de quem tem cachorrinhos. Quando seus donos precisam viajar, Ozzy é deixado num hotel pet, cuja hospedagem de luxo se revela mera fachada para um regime carcerário, em que os cãozinhos são mal-tratadas e se vêem prisioneiros de ferozes cães de guarda. O drama épico “Z – A Cidade Perdida” completa a lista dos lançamentos de maior alcance. Com grande elenco, encabeçado por Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”) e Tom Holland (o novo Homem-Aranha do cinema), conta a história do Indiana Jones da vida real, o Coronel Percy Harrison Fawcett (Hunnam), que deixou a carreira militar para se tornar explorador. Obcecado pela Amazônia, o britânico se embrenhou nas matas brasileiras para encontrar uma cidade que ele chamava de “Z” e acreditava ser El Dorado, a cidade de ouro. Sua última expedição aconteceu em 1925 no Mato Grosso, onde foi visto pela última vez. Há mais três filmes em circuito bastante limitado. “Inseparáveis” não é o que se poderia chamar de cinema de arte. Ao contrário, trata-se de uma comédia concebida como remake de um blockbuster internacional. Para resumir, é a versão argentina do francês “Intocáveis” (2014), que, curiosamente, elimina o elemento racial do original, alimentando o questionamento sobre a falta de negros no cinema argentino. A trama do paraplégico milionário que fica amigo de seu tratador pobre ainda ganhará remake americano em breve. O drama escandinavo “Ande Comigo” também lida com deficiência física e clichês. Após perder uma perna no Afeganistão, um ex-militar tem dificuldades para se reajustar à vida civil e é auxiliado em sua reabilitação por uma bailarina. Os opostos se atraem, como nos romances de cinema. Mas os cinéfilos podem minimizar os lugares-comuns por conta de mais uma boa performance do dinamarquês Mikkel Boe Følsgaard (o rei louco de “O Amante da Rainha”). Por fim, o documentário nacional “O Jardim das Aflições” tem lançamento apenas em sessões especiais, mas mesmo assim chega em cinco capitais (veja onde aqui). A obra do pernambucano Josias Teófilo é um passeio pelos pensamentos filosóficos de Olavo de Carvalho, o anticomunista que na juventude militou no PCB. Sem contraditórios, ele empilha discursos sobre a “autonomia da consciência individual” em oposição à “tirania da coletividade”, no conforto de sua residência nos Estados Unidos, mostrando-se culto e articulado. É bem feitinho com seu orçamento de R$ 300 mil, arrecadados em financiamento coletivo. Mas também um tédio, que se contrapõe à forma como eletrizou a esquerda, a ponto de cineastas provocarem o cancelamento do festival Cine-PE, ao se retirarem da programação num boicote coletivo contra sua inclusão no evento. As críticas ruidosas ao pensamento de Carvalho e a contrariedade com a ideia de se fazer um filme sobre ele são usadas, de forma inteligente, no material de marketing do lançamento. Mas as reações sobressaltadas dariam um filme bem melhor que o retrato plácido realizado. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todas estreias da semana.
Diretora de Mulher-Maravilha diz que críticas à sensualidade da personagem são machistas
Apesar da mensagem de empoderamento feminino, Mulher-Maravilha não é uma personagem muito querida pelas feministas. Acusada de ser muito sexy e criticada até por – acreditem – depilar as axilas, muitas ativistas veem na heroína apenas uma pin-up, a encarnação de fantasias masculinas. Pois a diretora Patty Jenkins resolveu falar sobre o assunto, durante uma entrevista a um programa matinal da rede CBS. Perguntada pelo repórter como seria possível a heroína ser um ícone do feminismo trajando um uniforme sexy, ela respondeu que quem questiona isso é machista. Afinal, ninguém fala nada das roupas colantes dos heróis masculinos, que também tem suas belas formas ressaltadas nos quadrinhos, na TV e no cinema. “Eu acho que essa questão é machista. Acho machista pensar que você não pode ser os dois. Eu questiono se os outros super-heróis também não são bonitos e vestem roupas colantes. Isso é uma fantasia e faz sentido para quem quem embarca nela. Quando era uma garotinha, adorava a ideia de que o meu poder e minhas habilidades poderiam parar o valentão do parquinho e eu também poderia me parecer com a Lynda Carter enquanto fazia isso”, disse, referindo-se à intérprete da heroína na série dos anos 1970. Estrelado por Gal Gadot, o filme da Mulher-Maravilha foi bastante elogiado pela crítica norte-americana. A estreia no Brasil está marcada para quinta-feira (1/6).












