Netflix fica mal com comunidade LGBTQIAP+ por especial de humor
A Netflix se envolveu numa grande polêmica com a comunidade LGBTQIAP+ por conta de um especial de humor. Sem saber como reagir às críticas, seus executivos disseram frases e tomaram decisões que pioraram muito a situação, transformando algo que poderia ser solucionado com um simples pedido de desculpas num pesadelo de relações públicas. O problema começou com o lançamento de um novo especial de comédia de Dave Chappelle na semana passada. O humorista já havia criado mal-estar quando uma mulher transexual citada em seu especial anterior, “Stick and Stones” (2019), suicidou-se dois meses após a disponibilização do programa em streaming. Mesmo com esse antecedente, seu novo especial, “Encerramento” (The Closer), voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Agora, agrediu a comunidade trans para defender J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e também transfóbica assumida. “Cancelaram J. K. Rowling, Meu Deus. Efetivamente, ela disse que gênero era um fato. A comunidade trans ficou furiosa e começou a chamá-la de TERF [sigla em inglês para feminista radical trans-excludente]. Eu sou time TERF. Concordo. Gênero é um fato”. Em seu monólogo, o comediante faz diversas outras afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e fazer outras declarações problemáticas. Imediatamente após o especial chegar no catálogo da Netflix, Jaclyn Moore, a showrunner da série “Cara Gente Branca” (Dear White People), encerrada em 22 de setembro, anunciou no Twitter que nunca mais trabalharia com a Netflix devido aos “comentários transfóbicos e perigosos” de Dave Chappelle em seu especial. Além dela, outros funcionários da Netflix e organizações de direitos LGBTQIAP+ e da comunidade negra protestaram nas redes sociais. A organização não governamental GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) foi taxativa, afirmando que “a marca de Dave Chappelle se tornou sinônimo de ridicularizar pessoas trans e outras comunidades marginalizadas”. “As várias críticas negativas e a condenação ruidosa de seu último especial é uma mensagem para a indústria de como o público não apoia mais injúrias anti-LGBTQIA+.” David Johns, diretor executivo da National Black Justice Coalition (NBJC), também criticou Chappelle e pediu para a Netflix remover o especial de seu catálogo. “É profundamente decepcionante como a Netflix permite que a transfobia e homofobia preguiçosa e hostil de Dave Chappelle vá ao ar”, declarou em comunicado. “Com 2021 a caminho de ser o ano mais mortal para pessoas trans nos EUA – cuja maioria é formada por transgêneros negros – a plataforma deveria saber melhor. Perpetuar transfobia perpetua violência.” Encurralada por várias críticas, a Netflix começou a reagir nesta segunda (11/10). E foi a pior reação possível. A empresa afastou uma funcionária transexual e mais dois que protestaram contra os comentários transfóbicos de Chappelle. A engenheira Tara Fied criou uma thread no Twitter que se tornou viral, sobre a forma como o comediante ataca pessoas trans e o próprio significado do que é ser transexual. No especial, Chappelle também diz que a comunidade LGBTQIAP+ se tornou “sensível demais”. Ao viralizar, a thread provocou um debate sobre os limites da liberdade de expressão e a cultura do cancelamento. Fied quis levar a discussão para a empresa e acabou suspensa, após tentar comparecer a uma reunião para a qual não tinha sido convidada com mais dois funcionários. Diante disso, outro funcionário trans teria se demitido em solidariedade. A situação começou a sair de controle, levando a empresa a se manifestar. Um comunicado explicou que a suspensão não foi por causa dos tuítes, mas pela tentativa de invasão da reunião agendada entre os principais executivos da plataforma. “Nossos empregados são encorajados a manifestarem abertamente qualquer contrariedade, e nós apoiamos o seu direito de fazê-lo”, garantiu o texto. O detalhe é que a decisão de Fied foi reação a um memorando assinado pelo chefão da empresa, Ted Sarandos, obtido pelo site The Hollywood Reporter, que alertou a equipe sênior de que “alguns talentos podem se juntar a terceiros para nos pedir para remover o especial nos próximos dias, o que não faremos”. O memorando também defendeu o comediante. “Chappelle é um dos comediantes de stand-up mais populares da atualidade e temos um contrato de longa data com ele… Assim como acontece com nossos outros talentos, trabalhamos muito para apoiar sua liberdade criativa – mesmo que isso signifique que sempre haverá conteúdo na Netflix que algumas pessoas acreditam ser prejudicial, como ‘Mignonnes’, ‘365 Dias’, ’13 Reasons Why’ ou ‘Nada Ortodoxa”, escreveu Sarandos. O texto segue, ainda mais polêmico. “Vários de vocês também perguntaram onde traçamos o limite do ódio. Não permitimos títulos na Netflix destinados a incitar o ódio ou a violência e não acreditamos que ‘Encerramento’ ultrapasse essa linha. Reconheço, no entanto, que distinguir entre comentário e dano é difícil, especialmente com a comédia stand-up, que existe para ultrapassar os limites. Algumas pessoas acham que a arte do stand-up é mesquinha, mas nossos membros gostam dela, e é uma parte importante de nossa oferta de conteúdo. ” Sarandos continua, falando que o compromisso da Netflix com a inclusão pode ser aferido por algumas das séries disponíveis em seu catálogo, como a popular “Sex Education”, e o documentário “Disclosure”, que retrata o impacto da indústria do entretenimento na imagem das pessoas trans. Só que, ao ver sua obra citada no contexto do especial, o diretor de “Disclosure” deixou claro que a Netflix nunca investiu para produzir seu documentário como fez com Chapelle e ainda pagou barato para exibi-lo. A GLAAD também voltou a se manifestar após a suspensão de funcionários e do memorando controverso. “A Netflix tem uma política de que conteúdo ‘projetado para incitar ódio ou violência’ não é permitido na plataforma, mas todos nós sabemos que conteúdo anti-LGBTQ faz exatamente isso. Embora a Netflix seja o lar de histórias LGBTQ inovadoras, agora é a hora de seus executivos ouvirem os funcionários LGBTQ, líderes do setor e o público e se comprometerem a seguir seus próprios padrões.” Os especiais de comédia de Dave Chappelle continuam disponíveis no catálogo da Netflix.
Criador de “Round 6” adianta detalhes da 2ª temporada
A continuação de “Round 6” já começa a ganhar forma. Embora tenha dito inicialmente que não saberia como continuar a história, indicando que a série não teria sequência, o roteirista, diretor e produtor Hwang Dong-hyuk revelou que novos capítulos se tornaram inevitáveis e de tanto pensar nisso já sabe que rumo tomar. Em entrevistas recentes para diferentes países, após a série se tornar um fenômeno mundial, ele deixou claro que a trama já se formou em sua cabeça. Falando ao canal de notícias CNN na sexta-feira (8/10), ele disse: “Deixei algumas coisas em aberto para aprofundar na 2ª temporada, se ela acontecer”. Em outra conversa com o jornal britânico The Times, Dong-hyuk revelou que, com o esboço de história estabelecido, também sabe exatamente quem trazer de volta, como o Frontman, o supervisor mascarado do jogo. O personagem era irmão do policial que se infiltrou nos bastidores do jogo, mas sua motivação para virar líder dos mascarados não foi explicada na série. O diretor aprofundou essa abordagem falando ao site Indiewire. “Ainda resta explorar a história do Frontman e sua relação com o irmão, o policial. E as pessoas também estão curiosas sobre o rumo de Gi-hun após o final. Acho que tenho a obrigação de contar aos fãs”. Nesta segunda (11/10), em entrevista ao jornal brasileiro O Globo, ele acrescentou outros personagens à relação dos que devem voltar em novos episódios. Um deles é o aliciador dos jogadores, que atrai Gi-hun no metrô, e que ao ser visto novamente no final da série faz o protagonista abandonar um voo para os EUA, assumindo a missão de desvendar a origem dos jogos. Além disso, Dong-hyuk deixou no ar a possibilidade de o policial, baleado na reta final da série, ainda estar vivo. “Se fizer, a 2ª temporada seria em cima da tentativa de Gi-hun (Lee Jung-jae) em achar as pessoas que fazem parte do jogo, como o homem com quem ele jogou no metrô. Acho que ele tentaria encontrá-lo”, disse. “Há também a história do policial, se ele está vivo ou não.” Nas conversas com a imprensa internacional, Dong-hyuk ressaltou que a 2ª temporada ainda não foi confirmada, “mas tantas pessoas estão entusiasmadas que estou realmente pensando em fazer isso.” A Netflix não disfarça o interesse em realizar a produção, que estaria quebrando recordes de audiência da plataforma. Mas segue em compasso de espera pela decisão do diretor. A responsável pelo conteúdo de séries estrangeiras da plataforma, Bela Bajaria, disse ao site Vulture que “ele tem um filme e outras coisas em que está trabalhando”, que planejava iniciar após a estreia de “Round 6”.
Globoplay lança documentário que ajudou a livrar Britney Spears da tutela do pai
A Globoplay disponibilizou o documentário “Controlling Britney Spears” de surpresa na noite de domingo (10/10). Continuação de “Framing Britney Spears”, também disponibilizada pela plataforma, o novo filme foi o empurrão que faltava para Britney Spears se livrar da tutela do pai, Jamie Spears, no fim de setembro. Se o primeiro filme chamou atenção mundial para o escândalo da tutela da cantora pop, o segundo trouxe à tona os abusos cometidos por Jamie, escancarando a vigilância constante, com escutas no quarto da artista e espionagem de suas ligações. No documentário, Alex Vlasov, um ex-funcionário da Black Box Security, disse ter trabalhado com a equipe da cantora por quase nove anos e que a empresa tinha acesso ao telefone de Spears e instalou um dispositivo de escuta em seu quarto. Procurado pela equipe da produção, um advogado de Jamie Spears não negou a vigilância. Em vez disso, afirmou que o monitoramento estava “dentro dos parâmetros da autoridade conferida a ele pelo tribunal”. As revelações foram incluídas na petição de Mathew Rosengart, o atual advogado de Britney, para pedir o afastamento imediato do pai da cantora, acusado de “cruzar linhas incomensuráveis” ao monitorar os telefonemas, emails e mensagens de texto da filha, incluindo mensagens de seu advogado anterior, e ao plantar um artefato de escuta em seu quarto. Com a mesma equipe de “Framing”, comandada pela diretora Samantha Stark e a produtora-roteirista Liz Day, “Controlling” também chegou de surpresa à plataforma americana Hulu, para impedir que seu conteúdo fosse bloqueado pela equipe de Jamie Spears. A estreia nos EUA aconteceu em 24 de setembro, cinco dias antes da audiência em que a juíza Brenda Penny finalmente atendeu aos pedidos de Britney para suspender Jamie como seu tutor, após 13 anos de controle completo sobre sua vida e carreira. “Esta situação não é sustentável… Esta situação é tóxica”, disse a juíza ao proferir sua decisão. Britney continua a viver sob tutela, tendo um contador designado como sucessor de seu pai, mas voltará a questionar a situação em nova audiência, marcada para resolver questões pendentes de sua situação jurídica. Veja abaixo o trailer original do novo documentário.
“Duna” supera US$ 100 milhões no mercado internacional
A sci-fi “Duna” superou a marca de US$ 100 milhões de arrecadação no mercado internacional, onde começou a ser exibido há quase um mês – desde 15 de setembro. O lançamento antecipado no exterior foi uma estratégia da Warner para apaziguar os ânimos do diretor Denis Villeneuve e da equipe da Legendary, parceira na produção, que reclamaram publicamente dos planos de distribuição do estúdio para o filme nos EUA, onde chegará simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max. A antecedência permitiu que o filme tivesse mais fôlego em mercados que seriam inundados pela pirataria, graças à disponibilização de uma cópia digital em alta resolução na HBO Max americana. Ao todo, a adaptação épica da obra de Frank Herbert chegou neste domingo (10/10) a um total de US$ 117,1 milhões mundiais. O valor é positivo para uma produção com 2h35 minutos de duração, que vende menos ingressos diários, mas não permite especular o que isso representa para o investimento de US$ 165 milhões em sua produção, fora custos de P&A (cópias e publicidade). Por enquanto, tudo bem. Mas até quando? A Warner não tem conseguido boas bilheterias nos EUA devido aos lançamentos híbridos e “Duna” não deve fugir da tendência. Só que o filme vai chegar na China, o que pode compensar qualquer tropeço doméstico. Não é à toa que Villeneuve está nervoso. Ele quer fazer a sequência combinada com a Warner. A história está dividida em dois longas e o segundo ainda não ganhou aval para começar a ser filmado. Neste momento, os contadores do estúdio são os verdadeiros responsáveis pela continuação. “Duna” estreia nos EUA no dia 22 de outubro, um dia depois do lançamento no Brasil.
Letitia Wright é acusada de postura antivacina no set de “Pantera Negra 2”
A atriz Letitia Wright foi acusada de se posicionar contra a exigência de vacinação durante as filmagens de “Black Panther: Wakanda Forever”, a continuação de “Pantera Negra”. De acordo com uma reportagem do site The Hollywood Reporter, essa postura criou vários problemas e levou a Disney a passar a exigir vacinação para todos os atores de suas produções a partir da próxima semana. Letitia Wright já tinha tornado sua postura antivax (antivacina) pública em dezembro do ano passado, quando publicou nas redes sociais um vídeo de um guru negacionista que questionava a eficácia dos imunizantes contra a covid-19, tudo à base de achismos. Inundada por comentários negativos, até o ator Don Cheadle, astro de “Vingadores: Ultimato”, se manifestou, chamando o vídeo linkado de “lixo” e dizendo que iria contatar a atriz em particular. Ela apagou a publicação e parou de se posicionar sobre o assunto, mas nos bastidores sua opinião continuaria igual. A atitude criou uma crise de relacionamento entre a atriz e a Disney e levou ao rompimento de laços profissionais entre ela e a equipe que cuidava de sua carreira. Mas Wright não é a única estrela que tem protestado contra exigência de vacinação nas filmagens. O comediante Rob Schneider seria outro que não perde a oportunidade de espalhar fake news sobre os imunizantes. A vacinação também é questionada por Jim Carrey. E, no mundo da música, os exemplos antivax se multiplicam, incluindo Nick Minaj, Kanye West, M.I.A. e até a ex-RBD Maitê Perroni. A situação tem criado problemas financeiros e de convivência nos sets, porque boa parte da turma antivax também é contra o uso de máscaras, alegando que elas não protegem ninguém. Muitos artistas se recusam a policiar os colegas que não usam máscaras, dizendo que não é sua função – caso assumido por Anthony Anderson, da série “Black-ish”, na reportagem. E com isso as seguradoras têm rejeitado apólices de indenização por problemas causados pelo contágio de covid, incluindo paralisação e adiamento de filmagens, deixando os estúdios à mercê da sorte. Para enfrentar o que a revista THR descreveu como um cenário caótico, a Disney decidiu começar a impor um sistema de isolamento para não vacinados, tornando obrigatória a comprovação da vacinação para trabalhos em equipe. A medida, afirma a empresa, é para garantir a segurança de todos os envolvidos em suas produções. “Black Panther: Wakanda Forever” já concluiu suas filmagens, mas, de acordo com os novos critérios da Disney, Letitia Wright não aparecerá em mais nenhuma produção do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) se não se vacinar contra a covid-19. Vale lembrar que situação parecida criou um impasse entre Sean Penn e a NBCUniversal, mas por motivo inverso. Vendo que alguns integrantes da equipe de produção de “Gaslit” se recusavam a se vacinar, Penn informou que não voltaria ao set para gravar a minissérie sobre o escândalo de Watergate enquanto todos não se vacinassem. Após dois meses de impasse, o estúdio informou que todos os membros da produção teriam que se vacinar. Em entrevista ao THR, George Clooney chamou a postura antivax de alguns colegas de estupidez e infantilidade. “É estupido. E é estúpido porque cada geração em nosso país, por mais de uma vida, foi solicitada a sacrificar algo pela segurança de seus semelhantes – levar um tiro, lutar contra os nazistas”, lembrou ele. “Tudo o que se pede a alguém aqui é tomar uma injeção no braço e colocar uma máscara. Cresçam.” Giancarlo Esposito, que estrela a produção da Disney “The Mandalorian”, foi além, afirmando que não vacinados não devem interagir com outras pessoas. “Se você não quiser se vacinar, vá para uma pequena ilha”, disse o ator. “[Caso contrário], você está dizendo ‘Fod*-se’ para todos os outros seres humanos. Todos nós temos que fazer isso se quisermos viver. Não entendo como as pessoas não se vacinam. Eu perdi amigos queridos, então sei que é real. Não apenas na Europa, mas na América, amigos que eram completamente saudáveis e sem comorbidades. A vacina é a resposta. Não quer se vacinar, então não trabalhe. Fique em algum lugar onde você não possa comprometer a saúde de ninguém.” Já Jennifer Aniston, a eterna Rachel de “Friends”, foi às redes sociais recentemente revelar ter cortado relações com todos os colegas que se posicionam contra a imunização da covid-19.
Xuxa e Ikaro Kadoshi farão “Caravana das Drags” na Amazon
Xuxa vai mesmo apresentar um programa com drag queens. Os boatos de que o reality de competição “RuPaul’s Drag Race” ganharia uma versão nacional em 2022, que seria apresentada pela rainha dos baixinhos, provaram-se falsos, mas não muito. O programa não é “Drag Race Brasil”, mas uma atração inédita, “Caravana das Drags”, criada por Tatiana Issa e Guto Barra para a Amazon Prime Video. Os dois produtores também são responsáveis pela série documental sobre o assassinato de Daniela Perez, que atualmente está em desenvolvimento na HBO Max. Ao estilo de “Priscilla, a Rainha do Deserto” (1994), a atração acompanhará a competição entre artistas drag em uma viagem pelo Brasil em um ônibus extravagantemente decorado. Durante a tour, os concorrentes enfrentarão desafios inspirados nas tradições culturais de cada local. O show terá um grupo de jurados composto pelas apresentadoras e convidados especiais que representarão a cultura de cada cidade visitada. Ao final de todos os episódios, uma drag será eliminada, até que restem as finalistas. A apresentação estará a cargo de Xuxa e Ikaro Kadoshi, uma das drag queens mais respeitadas do meio. A Amazon divulgou nesta quarta (6/10) as primeiras fotos que juntam a dupla, ao oficializar a atração. O formato de apresentação compartilhada revela que a polêmica gerada pelo boato inicial teve alguma repercussão. As redes sociais alimentaram muitas discussões a favor e contra Xuxa apresentar um reality de drags, e o principal argumento contrário era que ela tirava a possibilidade de uma apresentadora que fosse drag de verdade. Não mais. “Caravana das Drags” será o primeiro programa que Xuxa apresentará desde que deixou a Record, no ano passado. Ela também aparecerá em breve como convidada do “Jornada Astral”, comandado por Angélica na HBO Max. E estará no Prêmio Multishow, em dezembro. Na ocasião, fará um número especial num cenário que terá uma reprodução da famosa nave do clássico “Xou da Xuxa”.
Netflix vai reeditar “Round 6” para tirar número de telefone real da série
A Netflix e a Siren Pictures, produtora de “Round 6”, anunciaram que a série sul-coreana que se tornou fenômeno de audiência mundial será reeditada para remover as cenas que mostram um número de telefone real. “Junto à equipe de produção de ‘Round 6’, estamos trabalhando para resolver definitivamente este problema com várias medidas, incluindo a edição de cenas em que o número de telefone aparece”, disseram as empresas em comunicado. O número mostrado na série, que era acionado pelos interessados em participar dos jogos, pertence a uma pessoa real de Gyeonggi, na Coreia do Sul. Desde que ‘Round 6’ se tornou um sucesso internacional, ela relatou que recebe mais de 4 mil ligações diárias, e não apenas locais, mas do mundo inteiro. O fenômeno levou um candidato à presidência da Coreia do Sul, Huh Kyung-young, do Partido Nacional Revolucionário, a se oferecer para comprar o número, indicando que pagaria até US$ 85 mil para o proprietário – mas não se sabe se a proposta foi aceita. A Netflix também teria feito contato com ele, oferecendo uma indenização monetária para que trocasse de número. Mas a pessoa alega não poder fazer a troca, porque usa o número para seus negócios e isso lhe faria perder clientes.
“Marighella” ganha data oficial de estreia no Brasil
O filme “Marighella”, estreia do ator Wagner Moura na direção, finalmente ganhou data de lançamento no Brasil. A O2 Filmes anunciou nas redes sociais que a produção vai chegar oficialmente aos cinemas brasileiros em 4 de novembro, três dias após começar a ser exibido no esquema de “pré-estreias pagas”. Pronto há dois anos, “Marighella” teve sua première mundial no Festival de Berlim de 2019 e foi recebido com muitos aplausos e elogios da crítica internacional. Mas a estreia nacional, inicialmente programada para novembro do mesmo ano, teve que ser adiada por dificuldades criadas pela Ancine, logo depois de Jair Bolsonaro atacar publicamente a produção. O filme também foi alvo dos robôs bolsonaristas, que se mobilizaram para manipular sua nota em sites americanos. O ataque chamou atenção das empresas dos EUA, que mudaram até suas regras de publicações para evitar a prática de “review bombing” – crítica de cinema transformada em terrorismo virtual. Na nota que realmente vale, o filme atingiu 88% de aprovação da crítica norte-americana, na análise do site Rotten Tomatoes. O filme desagrada bolsonaristas por romancear a luta armada contra a ditadura no Brasil. A trama foca nos últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele liderou ataques contra o regime e foi executado em uma emboscada da polícia. Transformado em herói na tela, Marighella é considerado um bandido comum por negacionistas da ditadura. Protagonizado por Seu Jorge (“Cidade de Deus””), o elenco também conta com Adriana Esteves (“Benzinho”), Humberto Carrão (“Paraíso Perdido”), Bruno Gagliasso (“Todas as Canções de Amor”) e Herson Capri (“Minha Mãe é uma Peça 3”). As várias exigências burocráticas que atrasaram o lançamento do filme no Brasil acabaram criando um paradoxo e um novo problema. O filme foi lançado antes nos EUA e começou a ser disponibilizado em streaming americano desde 30 de abril. Isto fez com que cópias piratas de alta qualidade começassem a circular em diversos sites brasileiros – e não apenas nos dedicados à filmes piratas. Falando à Folha de S. Paulo, o produtor Fernando Meirelles chegou a sugerir adiantar a estreia e disponibilizar o filme em streaming também no Brasil. Entretanto, a decisão de Wagner Moura e da O2 Filmes foi manter o cronograma anteriormente acertado, com um lançamento em novembro, aproveitando a retomada do circuito cinematográfico após a pandemia. A espera acabou! Finalmente você vai conhecer a história de um dos filmes mais aguardados! Marighella, longa dirigido por Wagner Moura, estreia 04 de novembro exclusivamente nos cinemas. Sessões a partir de 01 de novembro.#MarighellaVive pic.twitter.com/z4QhHGjfcW — O2 Filmes (@o2filmes) October 4, 2021
Orc de “O Senhor dos Anéis” foi inspirado em Harvey Weinstein
O ator Elijah Wood revelou um segredo de “O Senhor dos Anéis” que só os envolvidos nas filmagens sabiam. Em entrevista ao podcast Armchair Expert, o intérprete de Frodo revelou que um dos Orcs da história – o monstro mais deformado da saga – , teve sua aparência inspirada no produtor da trilogia, Harvey Weinstein. “Assim que chegou à Nova Zelândia, Sean Astin viu as máscaras de Orc. E uma delas – e eu me lembro disso nitidamente – foi projetada para se parecer com Harvey Weinstein como uma espécie de f***-se.”, contou Wood. Atualmente preso por estupro e crimes sexuais, Weinstein atrapalhou a produção com exigências de cortes na duração dos filmes, forçou Peter Jackson a filmar a trilogia sem pausas entre cada título e ainda proibiu o diretor de contratar duas atrizes para o elenco, Mira Sorvino e Ashley Judd, pois elas faziam parte de sua lista negra pessoal – não quiseram ceder a seus avanços. Judd e Sorvino estão entre as dezenas de atrizes que acusaram o produtor de abusos sexuais. “Fran [Walsh, roteirista dos filmes e esposa de Jackson] e eu expressamos nosso entusiasmo por Ashley Judd e Mira Sorvino. Na verdade, até nos encontramos com Ashley e discutimos dois possíveis papéis com ela. Após essa reunião, a Miramax nos mandou ficar longe de Ashley e Mira, porque alegaram ter tido ‘más experiências’ com essas atrizes em particular no passado”, revelou Jackson em comunicado após as denúncias contra Weinstein. Sem poder enfrentar o produtor na época, Peter Jackson se vingou transformando Weinstein num ogro monstruoso. “Acho que não há problema em falar sobre isso, o cara está encarcerado. F***-se ele”, completou Elijah Wood sobre a revelação.
Antonia Fontenelle é condenada por injúria contra Felipe Neto
A atriz e youtuber Antonia Fontenelle foi considerada culpada pelo crime de injúria contra Felipe Neto e condenada a pagar R$ 63 mil. O caso se refere a uma postagem de julho de 2020 no Instagram. Na época, a apresentadora chamou Felipe Neto de “canalha” e “câncer da internet”. De acordo com a sentença do 9º Juizado Especial Criminal, da Barra da Tijuca, no Rio, além da multa, Antonia deve arcar também com os custos do processo. No Instagram, Felipe Neto comemorou a decisão. “Grande dia. Eu falei pra vocês que eles cairiam um por um. Essa é a primeira condenação criminal nos processos que abrimos contra esta senhora bolsonarista. As coisas que ela disse, as associações da minha imagem com pedofilia e uso de drogas, as ofensas, são imperdoáveis. Decidimos dar a ela a chance de provar o que disse na justiça, mas já no primeiro processo ela não conseguiu. Agora vamos aguardar os outros”, escreveu. Antonia Fontenelle informou à imprensa que irá recorrer da decisão. No mês passado, ela foi indiciada pelo crime de preconceito e racismo após ter feito comentários sobre DJ Ivis, preso por agredir a ex-mulher, Pamella Holanda. Na ocasião, a youtuber utilizou expressões como “esse paraíbas” e “paraibada”, que foram consideradas preconceituosas. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Felipe Neto (@felipeneto)
Brincadeira de mau gosto vira treta entre atores do filme do caso Richthofen
Assim como Suzanne von Richthofen e Daniel Cravinhos, seus intérpretes também se desentenderam após contracenarem nos filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou os Meus Pais”, da Amazon Prime Video. A atriz Carla Diaz afirmou se sentir “desrespeitada” após uma postagem de Leonardo Bittencourt nas redes sociais e publicou recados contundentes. Leonardo compartilhou uma imagem no Twitter com a frase “topa tudo por buce**”, em que aparecem os rostos dos protagonistas dos filmes, numa referência ao caso envolvendo Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos. A ex-participante do “BBB 21” não gostou de ver uma foto sua associada à frase, afirmou que “brincadeira tem limite” e disse que não se calaria diante da atitude. “Hoje me senti muito desrespeitada como mulher e profissional. Não vou me calar, chega!”, escreveu. “Toda vez que venho ao Twitter é um caos, discórdia e falta de respeito com o próximo”, completou. O desabafo fez o assunto “Te Amamos Carla Diaz” se tornar tendência no Twitter, demonstrando o apoio dos fãs à atriz. “E se eu me senti desrespeitada, imagina que ela que tinha a imagem sendo usada?”, disse uma das seguidoras. “Respeito acima de tudo”, pediu outra. Diante da repercussão, o ator apagou a postagem e pediu desculpas na rede social. “Jamais imaginei que isso pudesse ser ofensivo. Eu não tenho nada a fazer além de pedir desculpas, ouvir e não repetir”. Veja abaixo os tuítes originais da confusão. Pra quem n ta entendendo:O cara que contracena com ela postou um meme com a capa do filme escrito "topa tudo por buceta" no lugar do nome do filme. as fãs dela se sentiram ofendidas e ele apagou pic.twitter.com/IGIIJVtdTm — Ryan Henrique (@Ryan_opX) October 1, 2021 Do fundo do meu coração, jamais imaginei que isso pudesse ser ofensivo. Eu não tenho nada a fazer além de pedir desculpa, ouvir e não repetir. Triste de verdade com o rumo que isso tomou. Mais uma vez, desculpas. — Leo Bittencourt (@Leobiteco) October 1, 2021 De fato preciso aprender ainda a lidar com a responsabilidade de ter mais exposição. Fui inconsequente, irresponsável e estendo meu pedido de desculpas a todas as mulheres que se sentiram ofendidas. — Leo Bittencourt (@Leobiteco) October 1, 2021 É sobre isso. Apenas isso! Sobre ser mulher! https://t.co/8HHORBDiBv — Carla Díaz 🦋 (@Carladiaz) October 1, 2021 O carinho de vocês é o que aquece. Mas as vezes é preciso tomar muito cuidado com o que se posta e compartilha.Não existe lado certo e lado errado. Todos vocês são meus fãs certo? E eu respeito todos vocês! Amo todos e não existe divisão para mim! Tenham isso em mente. pic.twitter.com/ng1z7hOVSm — Carla Díaz 🦋 (@Carladiaz) October 1, 2021
Esforço de diversificação do Globo de Ouro resulta só em seis membros negros
A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira (1/10) que acrescentou 21 membros novos como parte de seus esforços para diversificar a organização que concede os prêmios de cinema e televisão do Globo de Ouro. Entre os novos integrantes, quase metade são mulheres e seis são negros, de acordo com o comunicado da entidade. A lista inclui uma brasileira: a jornalista Miriam Spritzer (da L’Officiel Brazil). A iniciativa visa recuperar o prestígio do Globo de Ouro, que não terá edição televisada em 2022 devido à denúncia de que o grupo não tinha negros até o ano passado, o que trouxe à tona também um histórico sexista e a falta de ética de integrantes da HFPA, que teria influenciado resultados de suas premiações. Com os novos associados, a entidade chega a 105 integrantes. Ou seja, a HFPA agora é 5,7% mais racialmente diversa que no ano passado. Prevendo que o “esforço” da associação geraria esse resultado, vários boicotes foram antecipados contra a HFPA e o Globo de Ouro, mas nem a indicação de que o prêmio poderia terminar por falta de apoio de Hollywood resultou em diversificação mais expressiva.
Scarlett Johansson encerra processo em acordo com a Disney por “Viúva Negra”
Scarlett Johansson e a Disney entraram em acordo, encerrando o processo aberto em julho passado pela atriz, que alegou quebra de contrato pelo lançamento simultâneo de “Viúva Negra” nos cinemas e em streaming. “Estou feliz por ter resolvido as diferenças com a Disney”, disse Johansson em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira (30/9). “Estou incrivelmente orgulhosa do trabalho que fizemos juntos ao longo dos anos e apreciei muito meu relacionamento criativo com a equipe”, ela continuou, completando: “Estou ansiosa para continuar nossa colaboração nos próximos anos.” A Disney também se manifestou no mesmo tom. “Estou muito satisfeito por termos chegado a um acordo mútuo com Scarlett Johansson em relação a ‘Viúva Negra'”, disse Alan Bergman, presidente do conselho de conteúdo do Disney Studios. “Agradecemos suas contribuições para o Universo Cinematográfico da Marvel e esperamos trabalhar juntos em uma série de projetos futuros, incluindo ‘A Torre do Terror’ da Disney”, finalizou, referindo-se a um projeto encomendado na véspera da disputa judicial. Nenhum dos lados deu qualquer indicação de quem abriu mão da disputa, mas o site Deadline apurou que o negócio teria rendido mais de US$ 40 milhões para Johansson, que interpretou Natasha Romanoff em nove filmes do MCU. A atriz poderia ganhar até mais, caso vencesse o processo na Justiça, mas o valor representa o dobro do que ela recebeu para atuar no filme – o cachê de US$ 20 milhões foi divulgada pela própria Disney. Além desses montantes, Johansson tem direito a uma percentagem da arrecadação global como produtora do filme. Por sinal, foi isso que motivou o processo. A atriz alegou que tinha um acordo com a Disney para que “Viúva Negra” tivesse um lançamento exclusivo nos cinemas. A estreia chegou a ser adiada várias vezes devido à pandemia, até que a Disney decidiu distribuir o longa simultaneamente em streaming, na sessão Premier Access (paga) da Disney+. Como o cachê da atriz era vinculado aos resultados de bilheteria, ela se sentiu prejudicada pela ação e foi à Justiça por seus direitos. A reação inicial da Disney foi adotar uma postura antagônica, que acabou sendo prejudicial à sua imagem em Hollywood. Os advogados do estúdio reagiram afirmando que “não havia mérito” no processo, porque o lançamento online “aumentou significativamente sua capacidade (de Johansson) de ganhar uma remuneração adicional”. Sugeriram que a atriz era insensível à situação da pandemia e de quebra revelaram o cachê que ela recebeu. A reação desagradou colegas, integrantes da Marvel e organizações de Hollywood, levando a causa de Johansson a receber apoio até do Sindicato dos Atores dos EUA, SAG-Aftra. Ao mesmo tempo, a Disney foi acusada de sexismo pela organização Time’s Up, criada para garantir os direitos femininos em ambientes de trabalhos machistas. Muitos na indústria acreditam que Scarlett tinha razão: “Viúva Negra” poderia ter feito mais como lançamento exclusivo de cinema. Ao todo, o longa faturou US$ 378,8 milhões nos cinemas de todo o mundo, mais US$ 125 milhões em streaming na Disney+. Seja como for, a Disney já anunciou que não pretende repetir a experiência. E o sucesso de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, que na semana passada superou “Viúva Negra” como o filme de maior bilheteria na América do Norte em 2021, reforçou a decisão.












