Escritora que causou prisão de inocente por 16 anos pede desculpas
A escritora americana Alice Sebold pediu desculpas nesta quarta (1/12) por causar a condenação injusta de um homem inocente por estupro. Preso e condenado pelo crime, Anthony Broadwater passou 16 anos na prisão e, mesmo depois de cumprir a pena, teve dificuldades de seguir a vida, já que passou a integrar uma lista de agressores sexuais. Ele tinha 20 anos quando foi acusado por Sebold e inocentado na semana passada, aos 61 anos, após uma revisão do caso. Em seu livro de memórias, “Sorte. Um Caso de Estupro”, Sebold descreveu como foi estuprada em 1981, aos 17 anos, no campus de sua universidade, e como encontrou o culpado caminhando na rua dias depois. O homem que ela acusou era Broadwater, completamente diferente do retrato falado feito a partir de sua própria descrição do agressor, e um homem que ela não conseguiu identificar num reconhecimento de suspeitos, ao lado de outros homens pretos. “Lamento, acima de tudo, pelo fato de que a vida que você poderia ter tido foi injustamente roubada de você, e eu sei que nenhuma desculpa pode mudar o que aconteceu com você e nunca mudará”, disse Sebold em seu pedido de desculpas. Por intermédio de seus advogados, Broadwater disse que está “aliviado por ela ter pedido desculpas”. Broadwater foi inocentado graças ao sucesso do livro em que Sebold descreveu o caso. Com título inspirado numa frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse – “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta” – , “Sorte” foi publicado em 1999 e vendeu mais de 1 milhão de cópias, lançando a carreira de Sebold como autora. Depois disso, ela escreveu o romance “Uma Vida Interrompida”, ficção espírita sobre outro caso de estupro, desta vez seguido de morte, que foi transformado no filme “Um Olhar do Paraíso” (2009) pelo diretor Peter Jackson. Os direitos de “Sorte” também foram adquiridos para uma adaptação cinematográfica. O negócio foi fechado em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração realizada nos anos 1980, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony Broadwater é negro. Diante desta reviravolta, a atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”), que interpretaria a versão de Sebold na adaptação de “Sorte”, desistiu da produção, que logo em seguida perdeu seu financiamento e foi cancelada. A editora americana Simon & Shuster que publica “Sorte” também anunciou na terça-feira (30/11) que iria parar de distribuir o livro enquanto trabalhava com Sebold para “considerar como o trabalho poderia ser revisado”. O livro já foi retirado de alguns sites de vendas dos EUA – mas não da Amazon. A Ediouro, que publica o livro no Brasil, ainda não se pronunciou sobre o caso.
Batgirl: Filmagens começam com novidades
Os cineastas belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah (de “Bad Boys para Sempre”) revelaram em suas redes sociais que já começaram a filmar “Batgirl” para a plataforma HBO Max. Cada um deles postou a mesma imagem em suas respectivas contas do Instagram, com uma claquete do filme ao lado de uma placa reveladora, em que se lê “oficial Barbara Gordon”. O cargo da personagem indica que ela será uma policial na trama. Este desenvolvimento reflete vagamente o futuro da heroína na série animada “Batman do Futuro”, que também inspirou o filme “Lego Batman” e a recente série “Titãs”, onde Barbara apareceu como comissária da polícia de Gotham City – emprego de seu pai, James Gordon, nos quadrinhos de Batman. Já nas histórias clássicas da DC Comics, Barbara era formada em Biblioteconomia e chefe da Biblioteca de Gotham. Posteriormente, ela entrou na política e, mais recentemente, virou especialista em inteligência (no sentido de informações cruciais) e hacker. Dentre todas as encarnações, porém, ela nunca tinha sido retratada como policial comum, tendo aparecido direto como chefe da polícia. De todo modo, esta nem será a principal inovação do filme, que trará Barbara Gordon interpretada por Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), marcando a primeira vez que a personagem aparecerá negra e latina em qualquer mídia. Embora a sinopse não tenha sido revelada, o filme deve contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. O elenco vai contar com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, retomando seu papel de “Liga da Justiça”. Já o papel de vilão coube ao ator Brendan Fraser (o Homem-Robô na série “Patrulha do Destino”), que pode viver o Vagalume na trama. O filme tem roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) e ainda não possui previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Adil El Arbi (@adilelarbi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bilall Fallah (@fallahbilall)
Casa Gucci: Herdeiros da família protestam contra o filme
Os herdeiros da família e do império de moda Gucci pretendem abrir uma ação legal contra os responsáveis pelo filme “Casa Gucci”, dirigido por Ridley Scott. Em comunicado de tom indignado enviado à imprensa italiana nesta segunda-feira (29/11), eles se disseram “perturbados” pela forma como seus familiares foram retratados, chamando o longa de “extremamente doloroso”. “A família Gucci reserva-se o direito de tomar todas as iniciativas (incluindo precesso) para proteger seu nome e imagem e a de seus entes queridos”, manifestaram-se os herdeiros do ex-presidente da Gucci, Aldo Gucci – interpretado no filme por Al Pacino. “Casa Gucci” é centrada no maior escândalo dos bastidores da grife, envolvendo Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário trocá-la por uma mulher mais nova. Como vingança, Patrizia encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. Além desta história, a produção também mostrou outros integrantes do clã, em performances exageradas que encontram paralelos em filmes sobre a máfia. A família Gucci afirma que Scott e os produtores de House of Gucci “não se preocuparam em consultar os herdeiros” do império da moda antes de retratar seus familiares como ‘bandidos, ignorantes e insensíveis ao mundo ao redor eles'”. “Isto é extremamente doloroso do ponto de vista humano. E um insulto ao legado sobre o qual a marca é construída hoje”, diz o comunicado. Eles se ressentiram especialmente da forma como Reggiani foi retratada “como uma vítima” no filme, situação que teria sido reforçada por declarações de Gaga e outros membros do elenco feitas durante a promoção do filme. Entretanto, a vítima é Maurizio Gucci, que foi assassinado, enquanto Regianni é reconhecidamente uma criminosa condenada. Ironizando a forma “misteriosa” encontrada pelo roteiro para mostrar Reggiani como “uma vítima tentando sobreviver em uma cultura corporativa machista”, os herdeiros lembraram que Gucci já era uma empresa inclusiva desde os anos 1970, e na década de 1980, retratada no filme, vários dos principais executivos da marca, entre eles a Presidente da Gucci América, a chefe de Relações Pública e Comunicação Global e uma integrante do conselho de diretores da Gucci América eram mulheres. “A Gucci é uma família que vive honrando o trabalho dos ancestrais, cujas memórias não merecem ser perturbadas para um espetáculo falso e injusto com os protagonistas”, finalizaram. O protesto acontece poucos dias após o estilista Tom Ford, ex-diretor criativo da Gucci, escrever uma crítica negativa do filme, apontando incongruências e invenções, além do tom equivocado da produção. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”, ele descreveu.
Tom Ford detona “Casa Gucci”: “Fiquei profundamente triste”
O estilista Tom Ford, que também já se mostrou um cineasta de bom gosto ao dirigir dois longas premiados, escreveu uma crítica ácida sobre o filme “Casa Gucci” no Air Mail, em que comparou a falta de sutileza da história com os exageros melodramáticos do novelão “Dinastia”, dos anos 1980 – época retratada no longa. Em seu texto, ele observou que “muitas vezes” se pegou rindo, mas não achava que se era isso que a produção tinha em mente. “Às vezes, quando Al Pacino como Aldo Gucci e Jared Leto como seu filho Paolo Gucci estavam na tela, eu tinha a impressão de estar vendo um esquete do ‘Saturday Night Live'”, apontou, citando o programa humorístico mais antigo e famoso da TV americana. Ford também apontou invenções do roteiro, especialmente nas cenas que o envolviam. Ele foi diretor criativo da Gucci na época do assassinato de Maurizio (interpretado por Adam Driver no filme), mas afirmou que nunca teve interações com o herdeiro da grife, que estava afastado da empresa quando ele começou a trabalhar lá. “A parte de Maurizio havia sido comprado da empresa quando assumi o cargo de diretor de criação da Gucci e fiz minha primeira coleção de sucesso”, lembra o estilista. “Ele certamente nunca me brindou depois daquele show como faz no filme”. “Como acontece com a maioria dos filmes baseados em uma história real, os fatos são alterados, os personagens são exagerados, os cronogramas distorcidos – e, no final, quem se importa, contanto que essas alterações rendam um grande filme”, acrescenta, ao mesmo tempo em que questionou se “Casa Gucci” é um grande filme. De positivo, ele destacou o talento dos atores, inclusive Lady Gaga, que em sua opinião entregaram boas atuações, além de toda a técnica do diretor Ridley Scott e sua equipe, perfeitos na recriação de época e dos figurinos. Ele aplaudiu ainda a ironia da escalação de Salma Hayek na produção, “pelo fato de seu marido ser o atual proprietário da Gucci, um fato que se perderá entre o grande público”. Mas lamentou o roteiro, que falhou no desenvolvimento dos personagens. “O resultado, infelizmente, é uma história em que não nos identificamos com ninguém”. Em última análise, Ford lamentou ter decidido assistir ao filme, porque acabou afetado pela experiência. “Fiquei profundamente triste por vários dias depois de assistir a ‘Casa Gucci’, uma reação que acho que só aqueles de nós que conheciam os personagens e a história real vão sentir”, resumiu. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”. Tom Ford foi um dos entrevistados de Sara Gay Forden para o livro “A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed” que inspira o roteiro filme.
Victoria Pedretti larga filme de escritora que deixou inocente preso por 16 anos
A atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”) desistiu de estrelar a adaptação de “Sorte – Um Caso de Estupro” (Lucky), após o homem acusado de violência sexual pela obra ser inocentado na semana passada, depois de passar 16 anos preso. Ele foi identificado casualmente pela escritora Alice Sebold, com quem cruzou na rua, e com base nessa identificação e provas circunstanciais foi condenado à prisão. O filme também perdeu seu financiamento e não deverá mais sair do papel. O livro foi escrito em 1999, lançado no Brasil em 2003, e relata o estupro que Alice Sebold sofreu aos 17 anos, em maio de 1981, quando foi atacada dentro do campus da universidade Syracuse, em que estudava. No texto, ela conta ter visto um homem negro se aproximando dela e narra o ocorrido. O título do livro faz referência a uma frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse: “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta”. Autora também do livro que virou “Um Olhar do Paraíso” (2009), de Peter Jackson, focado num caso fictício de estupro e morte de adolescente, Sebold negociou a adaptação de “Sorte” em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração de 1982, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. Ao analisar novamente o caso, os promotores pediram ao juiz da Suprema Corte Estadual para exonerar Anthony J. Broadwater, o homem condenado pelo estupro de Sebold — que ficou 16 anos na prisão — , pois ele era inocente. Na última segunda-feira (22/11), Broadwater foi formalmente inocentado, teve todas as condenações anuladas – de estupro em primeiro grau e cinco acusações relacionadas – e não será mais classificado como agressor sexual. Broadwater nunca assumiu a culpa pelo estupro de Sebold. No fatídico dia, a futura escritora descreveu as características de seu agressor para a polícia, mas o retrato falado não se parecia com o do homem condenado pelo crime. Mesmo assim, ele foi preso cinco meses depois, porque Sebold passou por ele na rua e contatou a polícia, dizendo ter visto seu agressor. O detalhe é que, na hora de identificar o agressor entre outros homens pretos, Sebold voltou a apontar uma pessoa diferente. Isto deveria encerrar a acusação, mas os promotores originais do caso justificaram o erro dizendo que Broadwater e o homem identificado erroneamente haviam tentado enganar e confundir Sebold propositalmente. A condenação de Broadwater (chamado de Gregory Madison no livro) se baseou nesta identificação problemática e em análises de um fio de cabelo encontrada na cena do crime, uma tecnologia que nunca foi considerada acurada e se tornou obsoleta. “Junte um pouco de ciência fajuta com uma investigação falha e temos a receita perfeita para uma condenação errada”, disse à imprensa o advogado de Broadwater, David Hammond. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony J. Broadwater é negro. “Sorte – Um Caso de Estupro” é cheio de situações racistas, que seriam justificadas pelo choque causado pelo estupro. Em algumas passagens, a escritora assume ver todos os negros como prováveis estupradores. E tudo indica que foi isso que aconteceu com um homem inocente. O livro vendeu mais de 1 milhão de cópias, deu início à carreira da escritora. Três anos depois, ela publicou “Uma Vida Interrompida” (The Lovely Bones), que vendeu 10 milhões de cópias e virou o filme de Peter Jackson indicado ao Oscar. A adaptação de “Sorte” seria escrita e dirigida por Karen Moncreiff (“13 Reasons Why”), mas após o escândalo, a saída da atriz principal e a perda de financiamento, o trabalho de desenvolvimento resultou em tempo perdido. Só que a trama pode ter desdobramentos, com ações judiciais por perdas e danos dos produtores do filme, que devem ter pago adiantado pelos direitos do livro, e do próprio Anthony Broadwater, ao descobrir que Sebold ganhou dinheiro com sua prisão. Em comunicado divulgado por seus assessores, a escritora afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.
Marighella: Filme brasileiro mais visto de 2021 chega na Globoplay em uma semana
Um mês após sua estreia nos cinemas, “Marighella” já vai trocar de telas. A Globoplay programou a estreia exclusiva do filme em streaming para o próximo sábado (4/12). A expectativa dos produtores era que “Marighella” pudesse vender 100 mil ingressos, o que seria um feito diante das dificuldades enfrentadas pelo cinema nacional – e a Cultura em geral – desde a posse de Bolsonaro. Mas até o fim de semana passado, o filme tinha sido visto por cerca de 250 mil espectadores e arrecadado em torno de R$ 5 milhões nas bilheterias, consolidando-se como o maior sucesso do cinema brasileiro em 2021 e da era pandêmica em geral. O longa recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge, Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor Wagner Moura, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Rodado em 2017, o longa teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019 e chegou a ser exibido nos EUA no ano passado, onde atingiu 88% de aprovação da crítica, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Durante sua passagem internacional, a estreia de Wagner Moura na direção foi coberta de elogios, rendendo até comparação às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970. No Brasil, no entanto, enfrentou entraves burocráticos da Ancine, que represaram a liberação de sua verba e impediram o lançamento originalmente planejado há dois anos, atrasando sua estreia para 2021. Agora, a contragosto de muitos no governo, atingirá ainda maior alcance, com a exibição para o público em casa. Veja abaixo o trailer do filme.
Maria Fernanda Cândido aparece no elenco de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”
O site IMDb, que reúne fichas técnicas de filmes e séries, incluiu o nome da brasileira Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”) no elenco de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, terceiro filme da franquia derivada de “Harry Potter”. A inclusão foi precedida por rumores da participação da atriz, que começaram no ano passado, após Maria Fernanda postar uma foto nas redes sociais em que aparecia num camarim parecido com o de outra atriz do filme. Vale lembrar ainda que a trama deve incluir uma versão cenográfica do Rio de Janeiro. Embora o elenco não tenha vindo ao Brasil, este era o plano original da escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter” que assina o roteiro do longa, e a informação foi confirmada pelo ator Eddie Redmayne, intérprete do protagonista Newt Scamander, em entrevista de 2018. Parte da história realmente vai se passar no Rio de 1930, após os primeiros filmes se situarem na cidade Nova York em 1926, e em Paris no ano de 1927. Por conta disso, fãs especulam que a atriz interprete uma ministra brasileira da magia. Como diz o título, o novo longa vai destacar Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter”, que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltarão para o terceiro longa, como Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks). Mas Johnny Depp foi substituído por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”) no papel de Gellert Grindelwald. Novamente dirigido por David Yates, o filme tem previsão de lançamento em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Britney Spears diz que está “nas nuvens” com final da tutela
Britney Spears passou o fim de semana comemorando o final de sua tutela de 13 anos. Em um post publicado em seu Instagram, ela se disse “nas nuvens” e revelou que até tomou champanhe, quebrando uma sobriedade de mais de uma década. “Que fim de semana incrível”, Spears escreveu na tarde de segunda-feira (15/11). “Eu me senti como se estivesse nas nuvens o tempo todo. Na verdade, tomei minha primeira taça de champanhe no restaurante mais lindo que já vi na noite passada”. A cantora, que completará 40 anos no dia 2 de dezembro, disse que planeja passar dois meses celebrando não apenas sua liberdade, mas também seu aniversário. E fez questão de agradecer especialmente seu advogado, Mathew Rosengart, que “realmente mudou minha vida”. “Serei eternamente grata por isso. ” Spears também destacou seus fãs, escrevendo: “Que visão ver tantas pessoas celebrando minha vitória… Eu amo tanto meus fãs… então, obrigada”. Rosengart tornou-se advogado de Britney há apenas quatro meses e realmente mudou tudo na vida da cantora. Antes dele, o caso de Britney era tocado por um defensor indicado pela própria corte no início do processo, há 13 anos, que nunca conseguiu fazer valer qualquer pedido da artista. Reclamando da falta de empenho e pouco caso em seu processo, ela chegou a chorar para convencer a juíza responsável a lhe dar o direito de escolher o próprio advogado. Ao assumir o caso, Rosengart foi claro no objetivo de retirar o pai de Britney, Jamie Spears, da tutela que controlava a vida e a fortuna da artista, e em seguida acabar com a tutela totalmente. Ele foi bem sucedido em ambos os casos, com a ajuda de dois documentários. Tudo começou com o documentário “Framing Britney Spears”, dedicado ao movimento #FreeBritney, que gerou até pedidos de desculpas à cantora de várias celebridades. Ele foi seguido por “Controlling Britney Spears”, que trouxe à tona em setembro a situação de vigilância constante da vida de Britney, com escutas em seu quarto e espionagem de suas ligações, sob ordens de seu pai. As revelações foram incluídas na petição de Rosengart, que conseguiu tirar Jamie Spears da tutela poucas semanas depois do filme chegar na plataforma Hulu – e antes da estreia na Globoplay no Brasil. “Esta situação não é sustentável… Esta situação é tóxica”, disse a juíza Brenda Penny em setembro, ao livrar Britney do controle do pai – com uma citação ao hit “Toxic”! – , mas mantendo um contador responsável pelo controle de seus bens. Até que na última sexta, Rosengart afirmou que já não havia motivos para manter Britney sob a tutela de terceiros, afirmando que uma “rede de segurança” havia sido criada para ajudar sua transição para uma vida normal. Quando a juíza concordou, os fãs que se aglomeravam do lado de fora do tribunal explodiram em aplausos e começaram a dançar e cantar o hit “Stronger”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Marilyn Manson tinha caixa de vidro em que trancava mulheres
O cantor Marilyn Manson tinha uma caixa de vidro à prova de som que usava para trancar mulheres. A acusação foi feita pela ex-assistente Ashley Walters na revista Rolling Stone. A caixa teria o tamanho de um provador de roupas e era chamada de espaço para as “meninas más”. O local, segundo ela, foi montado no apartamento do roqueiro, em West Hollywood, Califórnia (EUA), e era usado por Manson “como uma forma de punição” para as mulheres. “Mesmo que eu gritasse, ninguém podia me ouvir. Você lutava e ele gostava dessa reação. Eu aprendi a não lutar, porque isso dava a ele o que ele queria. Então, eu acabava indo para algum outro lugar dentro da minha cabeça”, disse Ashley sobre sua experiência na caixa. As acusações feitas por Ashley Walters foram corroboradas por Sarah McNeilly, ex-namorada de Manson. Ela relatou que foi “absolutamente assustador” ficar trancada no espaço, o que aconteceu após ela falar sobre um ex-namorado. “Ali a máscara caiu e foi possível ver do que ele era capaz”, contou. A ex-namorada disse ainda que foi ameaçada fisicamente por Marilyn Manson em 2011, quando ele, após um surto, fez menção sobre “amassar” sua cara com um taco de beisebol. “A violência física era quase um alívio. A merda psicológica que ele me fazia passar, que infestava o meu cérebro, era o que eu queria que acabasse”, desabafou. A modelo Ashley Morgan Smithline também citou a caixa para as “garotas más” em seu processo contra Manson por abuso sexual, onde ele ameaçou trancá-la caso quisesse deixá-lo. Ele também a ameaçou de morte e em uma ocasião cortou seu ombro, a parte interna do braço e o estômago com a faca, deixando cicatrizes. À revista People, ela disse querer que ele “seja responsabilizado de uma vez por todas”. A Rolling Stone também descreveu o apartamento de Marilyn Manson como um lugar decorado com “sangue, suásticas e imagens de revistas pornográficas”, além de ser todo fechado e preto, a fim de “impedir a luz das janelas durante o dia”. A reportagem ainda conta que ele ficava violento quando o termóstato do apartamento registrava uma temperatura superior a 18 graus e “destruía os móveis”. Em fevereiro deste ano, a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”) usou seu perfil nas redes sociais para denunciar abusos sofridos na época em que namorou com o cantor entre 2006 e 2010. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”, ela escreveu. Isto abriu caminho para várias outras denúncias e processos contra o cantor. A ex-assistente Ashley Walters é um das mulheres que processam Manson, assim como a modelo Ashley Morgan Smithline e a atriz Esmé Bianco (“Game of Thrones”), que o acusa de tê-la drogado, esfaqueado, perseguido com um machado e estuprado.
Acaba a tutela de Britney Spears: “Finalmente livre!”
A cantora Britney Spears teve sua tutela encerrada na sexta-feira (12/11), após 13 anos sem poder decidir os rumos de sua carreira e vida pessoal. “A partir de hoje, a tutela da pessoa e do espólio de Britney Jean Spears está encerrada”, disse a juíza Brenda Penny numa audiência de apenas 30 minutos, na qual ninguém se opôs ao fim do controle legal sobre a artista. Como queriam os fãs que organizaram o movimento #FreeBritney, ela finalmente se encontra completamente livre para fazer o que quiser. Britney não compareceu à audiência em Los Angeles, mas em em junho deu um forte depoimento de 20 minutos, implorando ao tribunal que encerrasse o acordo legal que regia sua vida pessoal e sua fortuna desde 2008. A tutela foi criada numa audiência de 10 minutos que deu a seu pai, Jamie Spears, as chaves para trancá-la em casa e abrir seu cofre. A decisão foi tomada depois que ela teve um colapso público e passou por tratamento para problemas de saúde mental nunca revelados. A situação só encontrava paralelos em outros casos escandalosos da História, como a internação forçada de Camille Claudel. O detalhe é que a escultura foi classificada como louca por critérios de 100 anos atrás. Desde que foi considerada “incapaz”, Britney gravou discos, fez turnês e acumulou um patrimônio de mais de US$ 60 milhões, que era totalmente controlado por seu pai. Isto só começou a mudar após vários desdobramentos midiáticos nos últimos meses. Tudo começou com o documentário “Framing Britney Spears”, dedicado justamente ao movimento #FreeBritney, que gerou até pedidos de desculpas à cantora de várias celebridades. Mas o ponto de virada foi a ida de Britney ao tribunal em junho passado, quando denunciou o próprio pai por situação análoga à escravidão. Mesmo assim, a juíza manteve tudo como estava. Até este momento, Brenda Penny vinha sendo muito dura com Britney, ignorando várias demandas ao longo do processo. A cantora de 39 anos precisou até chorar numa audiência posterior para convencer a juíza a lhe dar o direito de escolher o próprio advogado. Até poucos meses atrás, o caso de Britney era defendido por uma advogado indicado pela própria corte no início do processo, há 13 anos, que nunca conseguiu fazer valer qualquer pedido da artista. Mas bastou ele ser substituído para Mathew Rosengart, o escolhido pela artista, para o processo se resolver em velocidade acelerada, deixando claro os abusos a que ela estava submetida. O último empurrão foi dado por um novo documentário da equipe de “Framing”, intitulado “Controlling Britney Spears”, que trouxe à tona em setembro a situação de vigilância constante da vida de Britney, com escutas em seu quarto e espionagem de suas ligações, sob ordens de seu pai. As revelações foram incluídas numa petição de Matthew Rosengart, que conseguiu tirar Jamie Spears da tutela poucas semanas depois do filme chegar na plataforma Hulu – e antes da estreia na Globoplay no Brasil. “Esta situação não é sustentável… Esta situação é tóxica”, disse a juíza Brenda Penny em setembro, ao livrar Britney do controle do pai – com uma citação ao hit “Toxic”! – , mas mantendo um contador responsável pelo controle de seus bens. Na audiência desta sexta, Rosengart afirmou que já não havia motivos para manter Britney sob a tutela de terceiros: “Depois de mais de uma década, chegou a hora de a tutela ser totalmente encerrada”. E sustentou o pedido afirmando que uma “rede de segurança” havia sido criada para ajudar na transição de Britney para a vida normal. Quando a juíza concordou, os fãs que se aglomeravam do lado de fora do tribunal explodiram em aplausos e começaram a dançar e cantar o hit “Stronger”. Britney comemorou no Instagram com um vídeo da reação dos fãs e um post em que exclama “Finalmente Livre!”, acompanhado por emojis de coração e um vídeo em que ri e dança. “Meu Deus, eu amo tanto meus fãs que é uma loucura!!! Acho que vou chorar o resto do dia!!!! Melhor dia de todos… louvado seja o Senhor… posso obter um Amém?”, acrescentou ao lado do vídeo com a comemoração dos fãs. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Gal Gadot diz que roteiro está pronto e vai estrelar “Cleópatra”
A atriz Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) confirmou que a produção em que vai viver Cleópatra ainda está de pé. Em entrevista ao site Collider, ela revelou que o roteiro se encontra pronto para ser filmado. “Cleópatra definitivamente ainda está acontecendo. Temos um roteiro incrível e mal posso esperar para comemorar e levar sua história para a tela grande”, declarou. Quando foi feito no ano passado, o anúncio do novo filme sobre rainha do Egito, estrelado por uma atriz não só branca, mas israelense, gerou uma onda de protestos nas redes sociais. Para começar, houve a acusação de “whitewashing”, prática cultivada por Hollywood durante décadas para representar pessoas de diferentes etnias com intérpretes brancos. Os filmes mais recentes sobre o Egito antigo, “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) e “Deuses do Egito” (2016), enfrentaram a mesma denúncia, mas desde então as campanhas se tornaram cada vez mais fortes para que a prática seja encerrada, sob a ameaça de boicote e fracasso nas bilheterias. Mas o problema seria amplificado com a escalação específica de Gadot, uma atriz israelense, país que há 50 anos travou guerra contra o Egito. Opiniões mais radicais consideraram a escolha uma afronta, com usuários muçulmanos das redes sociais lembrando o serviço militar cumprido por Gadot nas forças armadas de Israel. Em meio à polêmica, a intérprete de “Mulher-Maravilha” (2017) limitou-se a destacar no Twitter que o filme contaria a “história pela primeira vez através dos olhos das mulheres, tanto atrás quanto na frente das câmeras”. Escrito por Laeta Kalogridis (criadora de “Altered Carbon”), o novo filme será dirigido por Patty Jenkins, que trabalhou com Gadot em “Mulher-Maravilha”. Laeta Kalogridis, por sinal, assumiu a briga nas redes sociais ao afirmar que Cleópatra não era negra nem, no limite, “africana”. Ela se manifestou após o escritor sul-africano James Hall, um branco que escreveu sete livros sobre a África, lamentar o suposto racismo da escalação de Gadot. “Hollywood sempre escala atrizes americanas brancas como a Rainha do Nilo. Pelo menos uma vez, eles não conseguem encontrar uma atriz africana?”, tuitou o autor, que não pesquisou a origem da intérprete da produção, chamando-a de americana. A roteirista retrucou os comentários dizendo apenas: “Incrivelmente animada para ter a chance de contar a história de Cleópatra, minha faraó ptolemaica favorita e indiscutivelmente a mulher greco-macedônia mais famosa da história”, ela escreveu. E a postagem foi retuitada por Gadot, sem acrescentar comentários sobre o tema. De descendência grega, Kalogridis aprendeu na escola que a governante egípcia do século 1 a.C. era descendente de Ptolomeu, general macedônico do Imperador Alexandre, o Grande. Por sinal, Kalogridis também foi roteirista do filme “Alexandre”, dirigido por Oliver Stone em 2004. Ela alega que os homens da dinastia ptolomaica eram obcecados pela Grécia e só se casavam com mulheres gregas, o que garantiu uma herança genética branca para Cleópatra, rainha que reinava em uma das maiores cidades helenistas do mundo antigo, Alexandria, fundada no Egito por Alexandre, e que abrigou a maior biblioteca, o maior farol e a maior comunidade urbana judaica de sua época. Judeus, gregos e egípcios conviveram simultaneamente no Egito antes e depois de Cleópatra, até a invasão Persa, que só aconteceu cerca de 600 anos após a morte da rainha. A propósito, assim que começaram os argumentos sobre Cleópatra ser grega, as redes sociais também reagiram, reclamando que, então, uma atriz grega devia interpretá-la. Não há outros detalhes de elenco, produção, ou previsão de filmagens. Mas a Disney recentemente tirou de seu calendário “Star Wars: Rogue Squadron”, o filme que Jenkins faria a seguir, A produção do filme de Cleópatra está a cargo da Paramount.
Sem se vacinar, Leticia Wright pode atrasar “Pantera Negra 2”
As filmagens de “Pantera Negra: Wakanda Forever” encontram-se paralisadas após a atriz Letitia Wright sofrer uma lesão no set e a expectativa é que as filmagens sejam retomadas em janeiro. No entanto, de acordo com o site The Hollywood Reporter, a produção pode enfrentar outro problema com a intérprete de Shuri. Aparentemente, Wright, que está se recuperando em Londres, é contra vacinas. E desde segunda-feira (8/11), os EUA passaram a exigir que visitantes estrangeiros comprovem ter o completado o ciclo de vacinação contra a covid-19 para entrar no país. Isto pode impedi-la de voltar ao set em Atlanta, nos EUA, no início de 2022. No mínimo, vai gerar uma pressão da Disney, que também passou a exigir que todos os integrantes de suas produções se vacinem. Vale apontar que o Hollywood Reporter já tinha feito uma reportagem que foi desmentida por Wright, alegando que ela fazia campanha contra vacinação no set. O que não são boatos é que Letitia Wright realmente adotou uma postura antivax (antivacina) em dezembro do ano passado, quando publicou nas redes sociais um vídeo de um guru negacionista que questionava a eficácia dos imunizantes contra a covid-19, tudo à base de achismos. Inundada por comentários negativos, até o ator Don Cheadle, astro de “Vingadores: Ultimato”, se manifestou, chamando o vídeo linkado de “lixo” e dizendo que iria contatar a atriz em particular. Ela apagou a publicação e parou de se posicionar sobre o assunto, mas, segundo o THR, nos bastidores sua opinião continuaria igual. As filmagens da sequência de “Pantera Negra” começaram no final de junho sob direção de Coogler, que retomou a função após o sucesso do primeiro longa. Além de Wright, a produção traz de volta vários atores do elenco original, à exceção notável de Boseman, que interpretou o Pantera Negra no blockbuster de 2018 e faleceu no ano passado de câncer. Os detalhes da trama da sequência estão sendo mantidos em segredo, mas nos quadrinhos a Princesa Shuri, irmã de T’Challa, já herdou o manto do herói. Apesar dos atrasos nas filmagens, a estreia de “Pantera Negra: Wakanda Forever” segue marcada para novembro de 2022.
Trailer de documentário polêmico mostra auge de Alanis Morissette
A HBO divulgou o pôster e o trailer de “Jagged”, documentário sobre “Jagged Little Pill”, o disco de 1995 que vendeu mais de 33 milhões de cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Alanis Morissette. A prévia traz cenas de apresentações clássicas e elogios de vários colegas à sua ascensão ao topo das paradas de sucesso, sem destacar entre as imagens nenhuma das polêmicas que o fizeram ser renegado pela artista durante sua première no Festival de Toronto. Alanis rotulou o filme dirigido por Alison Klayman (“Flower Punk”) de sensacionalista por incluir informações que “simplesmente não são verdadeiras” e acusou a cineasta de ter uma “agenda lasciva”. “Concordei em participar de um documentário sobre a celebração do 25º aniversário de ‘Jagged Little Pill’ e fui entrevistada durante um período muito vulnerável (enquanto estava no meio da minha terceira depressão pós-parto durante a quarentena)”, disse ela em um texto enviado à imprensa, justificando sua decisão de se distanciar do longa. “Fui enganado por uma falsa sensação de segurança, e sua agenda lasciva tornou-se evidente assim que vi o primeiro corte do filme. Foi quando eu soube que nossas visões eram de fato dolorosamente divergentes. Esta não foi a história que concordei em contar”, acrescentou. “Agora, fico aqui, sentindo todo o impacto de ter confiado em alguém que não merecia ser confiável”. O motivo da discórdia foram confissões chocantes. Alanis contou para a câmera ter sofrido um estupro coletivo aos 15 anos, quando era uma cantora pop no Canadá. E ao ver a repercussão, ela se assustou. Em uma entrevista ao site Deadline, Klayman tentou se esquivar da polêmica. “É uma coisa muito difícil, eu acho, ver um filme sobre você”, ela avaliou. “Eu acho que ela é incrivelmente corajosa e a reação, quando viu, foi que realmente… ela pôde sentir todo o trabalho, todas as nuances envolvidas nele. Ela deu muito de seu tempo e muito de seu esforço para fazer isso e eu acho que o filme realmente fala por si. ” A estreia de “Jagged” está marcada para 18 de novembro.












