Globo adere ao boicote internacional contra Rússia
O Grupo Globo aderiu ao boicote internacional contra a Rússia, em protesto contra a invasão militar da Ucrânia. O conglomerado brasileiro interrompeu negócios com o país, suspendendo novos licenciamentos de produções russas para seus canais de TV e streaming, e decidiu não negociar mais novelas e séries com empresas russas por tempo indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, não há prazo para a retomada das operações de compra e venda de conteúdo com parceiros comerciais russos. Embora o conteúdo russo seja irrelevante para a Globoplay e canais pagos do grupo, a Globo tem bom faturamento com a venda de novelas para a Rússia. O país europeu é um grande mercado para as novelas da emissora desde que “A Escrava Isaura” (1976) atraiu o interesse internacional para as produções brasileiras. No momento, estão em exibição na TV aberta russa as novelas “Por Amor” (1997), de Manoel Carlos, e “O Clone” (2001), de Glória Perez. Além disso, as plataformas russas de streaming incluem em seus catálogos “Avenida Brasil (2012), “Verdades Secretas” (2015) e as séries “Justiça” (2016) e “Ilha de Ferro” (2018).
Atriz de “Se Nos Deixam” acusa par romântico de agressão
A novela mexicana “Se Nos Deixam”, exibida pelo SBT, também rende drama na vida real. A produção virou alvo de polêmica após a atriz Isabel Burr afirmar ter sido agredida pelo colega de elenco Alex Perea, que foi seu namorado na vida real. As primeiras denúncias sobre o assunto foram feitas de forma indireta pela atriz e apresentadora mexicana Lore García, que na terça (8/3), nos Stories de seu Instagram, rotulou Perea como “um agressor de mulheres e um abusador”. “Quero esclarecer que estou apoiando uma das minhas melhores amigas. Estou dizendo que acredito nela, até porque vivi isso [a agressão] junto com ela, vi de perto. Não aconteceu comigo diretamente. Aconteceu com ela”, afirmou Lore em seguida, sem revelar o nome da suposta vítima do ator. A identidade da agredida foi confirmada na madrugada, quando Isabel Burr publicou em suas próprias redes sociais um texto – posteriormente compartilhado por Lore García – admitindo textualmente ter sido agredida pelo ator. “A agressão física e verbal que eu recebi é um exemplo claro de que o medo de falar e de compartilhar paralisa. Nenhuma mulher merece receber abusos de nenhuma índole. Os alertas vermelhos que deixamos passar podem terminar em situações devastadores”, declarou a atriz. Em “Se Nos Deixam”, Isabel Burr interpreta a advogada Yara Carranza, filha mais velha da protagonista da história, Alice (Mayrín Villanueva). Alex Perea, por sua vez, vive Paulo, rapaz preso injustamente que é defendido por Yara e acaba vivendo uma história de amor com ela. À época das gravações, os dois atores levaram para a vida real o romance de seus personagens. Um novo capítulo da novela real foi publicado na manhã desta quarta (9/3). O próprio Alex Perea a se manifestou, ainda que veladamente, sobre as acusações. “É absurdamente triste ver o que uma pessoa contrariada é capaz de fazer para destruir. Nunca havia conhecido alguém com tão pouca qualidade ética e moral. A difamação é um delito punido pela lei”, disparou o ator, que também na Globoplay, como protagonista da série “Sem Medo da Verdade”. Um título, agora, irônico.
JK Rowling volta a atacar direitos de transexuais
A escritora britânica JK Rowling, criadora de “Harry Potter”, não abre mão de ser rotulada como transfóbica. Quando os fãs começam a esquecer suas declarações mais polêmicas, ela volta a carga para lembrar a todos que é contra os direitos de pessoas transexuais. Na segunda-feira (7/3), Rowling entrou em conflito com a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, depois que um Projeto de Lei de Reforma do Reconhecimento de Gênero foi apresentado na semana passada em Holyrood, o parlamento escocês. A mudança legislativa visa simplificar a burocracia para o reconhecimento de gênero de pessoas transexuais, independente de relatórios médicos ou provas de uma transição. “Vários grupos de mulheres apresentaram evidências de boa fonte ao governo de Nicola Sturgeon sobre as prováveis consequências negativas dessa legislação para mulheres e meninas, especialmente as mais vulneráveis. Tudo foi ignorado”, escreveu Rowling em sua conta no Twitter. “Se a legislação for aprovada e essas consequências ocorrerem como resultado, não podem fingir que não foram avisados”, acrescentou. Uma fã com pseudônimo de personagem de quadrinhos questionou a escritora se ela queria mesmo ver seu legado morrer nesta “colina”, uma forma de se referir a batalha em inglês. “Sim, querida. Vou ficar aqui nesta colina, defendendo o direito de mulheres e meninas falarem sobre si mesmas, seus corpos e suas vidas da maneira que bem entenderem. Você se preocupa com seu legado, eu me preocupo com o meu”, Rowling respondeu. A primeira-ministra da Escócia também lamentou a posição da escritora. Em entrevista no programa de rádio “The World at One” da BBC Radio 4, ela afirmou que discordava “fundamentalmente” da oposição de Rowling ao Projeto de Reforma do Reconhecimento de Gênero sob a alegação de que ameaçaria mulheres vulneráveis. A legislação proposta “não dá mais direitos às pessoas trans, não dá às pessoas trans um único direito adicional que elas não têm agora. Nem tira das mulheres nenhum dos direitos atuais existentes que as mulheres têm sob a lei de igualdade”, argumentou Sturgeon. Rowling subiu na colina da intransigência em junho de 2020, quando tuitou pela primeira vez sobre um artigo de opinião a respeito de “pessoas que menstruam” e zombou do texto por não usar a palavra “mulheres”. O tuite gerou uma reação, já que mulheres transexuais não menstruam, o que levou a autora a se defender e elaborar seus pontos de vista em um ensaio, onde se declarou claramente contra os direitos dos transexuais, explorando a descrição mais sensacionalista e preconceituosa possível, reduzindo mulheres trans a estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Sem argumentos para discutir com Maines, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. Esta postura transfóbica, disfarçada de feminismo, criou atrito até com os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que renegaram os argumentos da criadora de “Harry Potter”, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. Daniel Radcliffe chegou a tuitar um pedido de desculpas em seu nome para a comunidade trans. Embora não tenha comentado as críticas dos intérpretes de “Harry Potter”, ela apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F. Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. Por “acaso”, ela também não apareceu no recente reencontro com o elenco dos filmes de “Harry Potter”, disponibilizado pela HBO Max, após ser rejeitada até por comunidades de fãs da franquia. Oficialmente, ela teria dito que as imagens de arquivo seriam suficientes. and those consequences ensue as a result, the @SNP govt can’t pretend it wasn’t warned. 2/2 — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 7, 2022 Yes, sweetheart. I'm staying right here on this hill, defending the right of women and girls to talk about themselves, their bodies and their lives in any way they damn well please. You worry about your legacy, I'll worry about mine 😉 https://t.co/wLekwpMQEe — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 8, 2022
Nova Mulher-Gato revela rejeição em outro “Batman” por ser negra
A atriz Zoë Kravitz, que interpreta a nova Mulher-Gato em “Batman”, revelou que já foi vetada da franquia em um filme anterior por ser uma “pessoa de cor” – POC (person of color) é uma expressão utilizada nos EUA para definir todos não brancos. Em entrevista ao The Guardian, ela contou que tentou uma vaga no filme “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (2012), dirigido por Christopher Nolan, mas foi rejeitada devido ao fato de ser negra. A atriz ressalta não ter certeza se a negativa veio diretamente do cineasta ou de algum outro responsável pela produção. “Eu não sei se veio diretamente do Chris Nolan. Acho que provavelmente foi um diretor de elenco, ou um assistente do diretor de elenco… Mas sendo uma mulher e uma atriz negra e ouvir, na época, que eu não funcionaria por ser uma pessoa de cor, e a palavra ‘urbana’ sendo jogada daquela maneira, aquilo deixou o momento bem difícil”, declarou. A atriz não deixou claro se tentava justamente o papel de Mulher-Gato na época, que acabou sendo interpretado por Anne Hathaway. A outra personagem feminina relativamente importante da trama era Miranda/Talia al Ghul, vivida pela francesa Marion Cotillard. Zoë Kravitz tem sido muito elogiada por seu papel em “Batman”, principalmente pela química que demonstra com Robert Pattinson, intérprete do herói, nas cenas em que ambos interagem. Ela não foi a primeira atriz negra a interpretar a Mulher-Gato. A primazia coube à Ertha Kitt em 1967, na série televisiva estrelada por Adam West. Halle Berry também estrelou o papel-título de “Mulher-Gato” em 2004, e elogiou nas redes sociais a escolha de Kravitz para o novo filme. Com direção de Matt Reeves, “Batman” estreou no último fim de semana e já faturou US$ 248,5 milhões em todo o mundo, liderando as bilheterias na maioria dos países em que foi lançado – inclusive no Brasil, onde levou 2,2 milhões de espectadores às salas de exibição.
Mario Frias e Sérgio Camargo são investigados por Comissão de Ética Pública
O secretário especial de Cultura Mario Frias voltou a ser alvo da Comissão de Ética Pública (CEP). Na semana passada, o órgão ligado à Presidência da República abriu investigações para apurar as condutas de Frias e Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, nas redes sociais. Os dois serão investigados pelos excessos (lacração) que cometem nas mídias digitais. Segundo revelou a própria Comissão, apura-se “suposta conduta antiética” de Frias nas suas publicações. Já Camargo, além de “supostas manifestações indevidas em postagens das redes sociais”, também vai ser investigado por “suposta discriminação às religiões e às lideranças religiosas de matriz africana, decorrente de artigos depreciativos contra Zumbi dos Palmares, publicados no site da fundação”. Esta é a terceira vez que o nome de Frias é levado à CEP. No ano passado, a oposição protocolou uma representação pedindo que o órgão apurasse acusações de que Frias trabalha armado e pratica assédio moral contra servidores. Neste ano, ele voltou ao radar da CEP após acusação de nepotismo na nomeação de seu cunhado para um cargo de confiança na Embratur. Frias também empregou a noiva de um aliado na secretaria de Cultura e, durante participação em programa do canal amigo Jovem Pan, tripudiou quanto questionado sobre possível falta de ética: “Preferia que eu tivesse nomeado a esposa do Lula?” O incidente foi ignorado pela CEP, assim como as viagens internacionais “urgentes” sem pauta relevante da Secretaria Especial de Cultura.
Antonia Fontenelle faz interpelação judicial contra Mario Frias
A atriz e youtuber Antonia Fontenelle entrou com um pedido de interpelação judicial contra o secretário especial de Cultura Mario Frias no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Os dois trocaram farpas recentemente nas redes sociais. Frias disse que iria processar Fontenelle após ela afirmar que recebeu a proposta de ter um projeto cultural aprovado caso parasse de criticar o secretário. Mas quem tomou a iniciativa foi ela. Frias definiu Fontelle como alguém que “não vale um real” em uma live de 12 de fevereiro, após a youtuber declarar que havia recebido oferta em dinheiro para dar fim a possíveis críticas à gestão do secretário de Cultura. Ele afirmou que era calúnia e a chamou de “cacatua” e “rainha da Lei Rouanet”. Ela gora quer saber, via interpelação judicial, o que ele quis dizer com essas ofensas. A interpelação judicial é o primeiro passo para a abertura de um processo por calúnia e/ou difamação. Os comentários de Fontenelle, que originaram a briga, foram feitos em seu canal no YouTube, ao abordar a viagem feita por Frias a Nova York na companhia de um subalterno, que custou cerca de R$ 80 mil em dinheiro público sem agenda relevante.
Ian McKellen defende que heterossexuais possam interpretar gays e vice-versa
O ator Ian McKellen, gay assumido e intérprete de Gandalf em “O Senhor dos Anéis” e Magneto em “X-Men”, defendeu na BBC News que papéis gays não precisam ser interpretados apenas por atores e atrizes LGBTQIAP+. O assunto foi introduzido com um questionamento sobre a reação causada pela escalação da atriz Helen Mirren como protagonista da cinebiografia de Golda Meir, ex-primeira-ministra de Israel, pelo fato de a atriz não ter ascendência judia. “Então agora é regra que um gentio não pode interpretar um judeu? E, por conseguinte, que um judeu não pode interpretar um gentio?”, protestou o ator em conversa com o jornalista Amol Rajan. “Um homem heterossexual não pode interpretar um papel gay? E, se sim, isso significa que eu não posso interpretar papéis heterossexuais e não tenho permissão para explorar o fascinante assunto da heterossexualidade em ‘Macbeth'”, acrescentou, citando a peça clássica de William Shakespeare. Ele respondeu rapidamente a questão retórica com um “Claro que não”. “Estamos atuando, estamos fingindo”, reforçou. O debate sobre se atores heterossexuais podem interpretar personagens LGBTQIAP+ e vice-versa é recente em Hollywood, e tem levado muitos a opinarem sobre o conflito entre a agenda politicamente correta e a limitação que isso pode acarretar nas carreiras de artistas gays, lésbicas, transexuais e etc. Veja a íntegra da entrevista com McKellen abaixo. A questão polêmica é abordada no fim do vídeo, pouco depois de 52 minutos de conversação.
Suspeito de atentado contra Porta dos Fundos é extraditado da Rússia
Eduardo Fauzi Richard Cerquise, o homem identificado como um dos responsáveis pelo atentado à bomba contra a sede da produtora Porta dos Fundos em 2019, foi finalmente extraditado da Rússia, onde se escondeu ao ter a identidade descoberta. Ele desembarcou na noite de quinta (3/3) no Rio de Janeiro e foi encaminhado ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Após ser identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como um dos cinco homens que jogaram coquetéis molotov na sede da produtora, na véspera de Natal, o próprio suspeito assumiu a autoria do crime em postagens nas redes sociais. Em sua denúncia, o MP-RJ considerou que, ao lançar os artefatos explosivos, Fauzi assumiu o risco de matar o vigilante que estava trabalhando na portaria do edifício na ocasião do atentado. Como a porta de acesso ao edifício é de vidro, o vigilante podia ser visto pelo lado externo. Ainda segundo o Ministério Público, o vigilante só não morreu porque teve pronta reação, conseguindo controlar o incêndio causado e fugir do imóvel, apesar de a portaria ser pequena, com apenas uma saída. De acordo com a acusação, o delito tem o agravante de ter sido praticado por motivo fútil. O ataque aconteceu porque o grupo do qual Fauzi fazia parte não gostou do especial de fim de ano produzido pelo Porta dos Fundos para a Netflix, em que Jesus foi retratado como gay. Depois do crime, os responsáveis pelo atentado divulgaram um vídeo de teor similar ao de organizações terroristas, usando máscaras, fazendo ameaças e incentivando o ódio contra os humoristas. A expectativa é que, com a prisão no Brasil, o réu nomeie os comparsas responsáveis pelo ato criminoso, até agora não identificados. Fauzi é dono de estacionamento, presidente da Associação dos Guardadores Autônomos de Veículos São Miguel e filiado ao PSL (partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro) desde 2001, de acordo com informações disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu nome foi parar no noticiário carioca pela primeira vez em 2013, quando agrediu o então secretário de Ordem Pública Alex Costa, durante uma operação da Prefeitura para fechar estacionamentos irregulares na região da Zona Portuária do Rio. Ele foi condenado a quatro anos de prisão em fevereiro de 2018 pela agressão, mas cumpria a pena em liberdade. Segundo a Polícia Civil, além desse processo, Fauzi tem mais uma dúzia de registros criminais, acusado de lesão corporação, ameaça, coação no curso do processo, agressão configurada na Lei Maria da Penha (violência contra mulher), desacato e exercício ilegal da profissão. Ele também foi investigado por suspeita de integrar uma “milícia de estacionamentos”, que controla estacionamentos ilegais no Rio. Ele também militou na FIB (Frente Integralista Brasileira) por 10 anos e chegou a ser presidente da sucursal carioca da organização de extrema direita, originalmente inspirada pelo nazi-fascismo.
Jason Momoa confirma que será o vilão de “Velozes e Furiosos 10”
O astro Jason Momoa (o “Aquaman”) confirmou que vai enfrentar Vin Diesel em “Velozes e Furiosos 10”. Em entrevista para o programa “Entertainment Tonight”, ele revelou que será o vilão do filme. “Será divertido, porque serei o malvadão, algo que não faço a algum tempo”, ele contou no tapete vermelho da première de “Batman”, que aconteceu na terça-feira (1/3) em Nova York. Momoa foi ao evento para “representar a família” e prestigiar a enteada Zoe Kravitz, apesar de ter recentemente se separado da mãe da atriz. Ele vai entrar na produção após Dwayne “The Rock” Johnson recusar-se a repetir seu papel como Hobbs na despedida da saga, após brigar com Vin Diesel nos bastidores de “Velozes e Furiosos 8”. Com direção de Justin Lin, responsável pelo filme anterior – e pela maioria dos títulos da franquia – , “Velozes e Furiosos 10” está sendo apresentado como a conclusão da saga estrelada por Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris, Sung Kang e Nathalie Emmanuel. Mas há versões deste desfecho que apresentam o final como um filme em duas partes – o que levaria a um “Velozes e Furiosos 11” ou algo equivalente (“Velozes e Furiosos 10 – Parte 2”). Lançado no ano passado, “Velozes e Furiosos 9” foi um dos maiores sucessos da era pandêmica, arrecadando mais de US$ 720 milhões nas bilheterias mundiais. As filmagens de “Velozes e Furiosos 10” vão começar em poucos meses para uma estreia marcada em 19 de maio de 2023.
Disney anuncia boicote do mercado de cinema russo
A Walt Disney Pictures se tornou nesta segunda (28/2) a primeira empresa de Hollywood a boicotar o mercado de cinema da Rússia. Numa decisão ousada, considerando os valores envolvidos, o estúdio anunciou que está retirando todos seus filmes em exibição na Rússia e suspendendo a estreia dos demais, em resposta à invasão da Ucrânia pelas tropas de Vladimir Putin. O próximo lançamento da Disney na Rússia seria a animação da Pixar “Red: Crescer é uma Fera”, que chegaria no país em 10 de março. No ano passado, em plena pandemia, os filmes da Disney faturaram mais de US$ 445 milhões nas bilheterias da Rússia. “Dada a invasão não provocada da Ucrânia e a trágica crise humanitária, estamos pausando o lançamento de filmes nos cinemas na Rússia”, disse a Disney em comunicado. “Tomaremos futuras decisões de negócios com base na evolução da situação. Enquanto isso, dada a escala da emergente crise, estamos trabalhando com nossas ONGs parceiras para fornecer ajuda urgente e outra assistência humanitária aos refugiados”, acrescentou a nota. O anúncio sacudiu os demais estúdios, que ainda não tinham se pronunciado sobre o conflito. A Warner Bros., por exemplo, logo em seguida suspendeu a estreia de “Batman”, que aconteceria na quinta-feira (3/3) na Rússia. A invasão da Ucrânia pela Rússia atraiu condenação universal dos EUA e da União Europeia, enquanto o Brasil busca manter uma posição “neutra”, com elogios a Putin por parte de Bolsonaro, que também tem criticado a Ucrânia em declarações polêmicas. Europa e EUA estão a frente de um boicote internacional à economia russa. Além disso, a Academia Ucraniana de Cinema fez apelos para não esquecerem de boicotar a Cultura e principalmente o cinema russo.
Britney Spears ataca pai e ex-agente: “Estavam tentando me matar”
Após fechar um contrato milionário para escrever sua autobiografia, Britney Spears deu uma mostra do vem por aí num post desta quarta (23/2) em seu Instagram. Chumbo grosso contra seu pai e sua ex-empresária. “Uma semana antes de me mandarem para aquele maldito lugar (uma de suas reabilitações), a Tri Star me convidou para conhecer seu escritório… as vadias pretensiosas de terno tão legais com aquele ‘estamos aqui para fazer você se sentir especial’! Eu almocei com Lou Taylor e Robin Greenhil”, começou a cantora, se referindo à sua ex-agente, citada na tutela. “Eles disseram: ‘Britney, olhe sua foto na parede!’, com uma grande moldura preta e branca. [A atriz] Kate Beckinsale estava lá também! Elas me bajularam e me ‘fizeram sentir especial’… essas mesmas vadias me mataram uma semana depois”, continuou Britney em seu desabafo. A diva pop ainda mencionou o pai e a relação que ele tinha com Lou Taylor: “Meu pai adorava a essas duas mulheres e teria feito qualquer coisa que elas tivessem pedido. Eu acho que eles estavam tentando me matar… até hoje eu acredito que isso era exatamente o que eles estavam tentando fazer! Mas não havia uma única coisa errada comigo e eu não morri”, escreveu a cantora. Britney ainda prometeu processar a empresa de entretenimento de Lou Taylor, a Tri Star, que foi citada no documentário “Framing Britney Spears”. “Ninguém mais deveria passar pelo que eles me fizeram passar. Eu passei por tudo isso e lembro de tudo. Vou processar horrores a Tri Star! Eles se livraram de tudo, mas estou aqui para alertá-los todos os dias da minha vida preciosa”, ameaçou a estrela. Britney ficou 13 anos sob tutela de seu pai, e durante este período permaneceu sem controle das próprias finanças, dos rumos de sua carreira e de sua vida pessoal, além de não poder dirigir e votar, entre outras coisas. No final de 2021, ela foi liberada oficialmente para decidir sobre sua vida. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Jerry Lewis é acusado de assédio por atrizes de seus filmes
O comediante americano Jerry Lewis está sendo acusado de assédio e abuso sexual por atrizes com quem trabalhou em seus filmes, quatro anos após sua morte. As acusações foram reunidas num curta documental produzido pela revista Vanity Fair e dirigido por Amy Ziering e Kirby Dick, a dupla de “Allen contra Farrow”, da HBO. Uma das atrizes que acusa Lewis é Karen Sharpe, hoje com 87 anos, que atuou ao lado do comediante em “O Bagunceiro Arrumadinho”, de 1964. Ela diz que, durante as filmagens, o ator a chamou em seu escritório e começou a se aproximar dela. “Ele me agarrou. Começou a me acariciar. Desabotoou a calça. Francamente, fiquei estupefata.” A atriz afirma ter dito: “Eu não sei se isso é um requerimento para suas atrizes principais, mas não é algo que eu vou fazer”. Isto teria deixado o comediante “furioso”. “Eu senti que isso nunca acontecia com ele”, contou Sharpe, lembrando que a equipe de filmagem foi proibida de falar com ela depois do incidente. A atriz seguiu carreira por mais três anos, até se casar com o diretor Stanley Krammer e se aposentar, voltando a atuar apenas recentemente, após a morte do marido. Hope Holiday, hoje com 91 anos de idade, diz ter temido que suas cenas fossem inteiramente cortadas do filme de 1961 “O Terror das Mulheres”, depois que Lewis a assediou durante as filmagens. “No primeiro dia de trabalho, ele disse: ‘Você pode ir ao vestiário depois? Quero discutir o que vamos filmar amanhã’. Eu me sento e ele me tranca no vestiário. Então ele começa a dizer: ‘Sabe, você poderia ser muito atraente se não usasse calça toda hora. Nunca vi você em uma saia, você tem belas pernas e peitos’. Então ele começou a falar comigo sobre sexo”, descreveu. A partir daí, ele teria começado a se tocar na frente dela. “Eu estava com muito medo, apenas sentei ali e queria tanto sair”, acrescentou. Mais adiante, ela revelou ter sido estuprada por outro ator, sem revelar seu nome. As atrizes dizem não terem denunciado Lewis na época porque ele tinha influência demais na Paramount Pictures. Outras mulheres foram procuradas pelos documentaristas, incluindo Anna Maria Alberghetti, que viveu a princesa de “Cinderelo sem Sapato” (1960), e até as famosas Jill St. John e Connie Stevens. Jill St. John respondeu ao pedido de entrevista dizendo que não queria falar mal dos mortos, limitando-se a comentar que teve “uma experiência infeliz e desapontadora” ao trabalhar com Lewis em “Errado pra Cachorro” (1963). Já Connie Stevens foi uma voz contrastante. Principal protagonista feminina de dois filmes do comediante, “Bancando a Ama-Seca” (1958) e “Um Biruta em Órbita” (1966), ela respondeu: “Eu ouvia falar que ele era difícil com as mulheres. Mas nunca foi comigo”. E completou: “Por consequência, eu fui a única atriz em seu funeral”. Jerry Lewis faleceu em agosto de 2017, aos 91 anos. Veja o curta com as denúncias abaixo.
Anitta bate boca com ex-ministro bolsonarista
A cantora Anitta entrou numa discussão o ex-ministro Ricardo Salles, do governo Bolsonaro, após ele criticar sem motivo artistas convidados por Caetano Veloso para participarem de encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Há quase um ano, a cantora chegou a vir a público pedir a saída do então Ministro do Meio Ambiente do governo – o que acabou acontecendo. Ela reagiu a uma frase infeliz de Salles. “Melhor fariam ao meio ambiente, ao Brasil e aos brasileiros se levassem propostas de prosperidade econômica aos mais pobres, mas o que eles gostam mesmo é de Lei Rouanet”, escreveu o ex-ministro em seu perfil no Twitter, batendo na tecla bolsonarista que os maiores artistas brasileiros vivem de “mamata”, enquanto deveriam fazer o trabalho que o governo não faz. Apesar da obsessão bolsonarista com a Lei Rouanet, o encontro de artistas com Rodrigo Pacheco tem como pauta o risco que projetos de lei em tramitação no Senado podem trazer ao meio ambiente. Ao ver o ataque-padrão de Salles, Anitta retrucou. “E a gente por um acaso é político para ficar fazendo o trabalho de vocês?”, começou a cantora. “Mas ainda assim a gente dedica nosso tempo a consertar as bostas que vocês fazem e trazer informação pro povo pra ver se não dá a cagada de novo de te eleger deputado nas próximas eleições pra você se safar”, completou. O ex-ministro do Meio Ambiente se filiou ao PL, seguindo os passos do presidente Jair Bolsonaro, para tentar disputar uma vaga a deputado federal. Segundo a direção nacional do PL, a expectativa é de que Salles, condenado por improbidade administrativa (sentença depois revertida) e investigado por esquema de exportação de madeira ilegal do Brasil, seja um dos deputados mais votados neste pleito. Aproveitando o tema, a cantora também divulgou a mobilização de Caetano: “Dia 9 de Março em Brasília ato #CaetanoPelaTerra, às 15h, em frente ao Congresso defendendo o meio ambiente”. “Sabemos que não é a sua [prioridade]. Talvez neste dia você esteja na frente de um juiz, se defendendo das acusações de crimes praticados contra o meio ambiente pra não ser preso”, completou Anitta sobre o ex-Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro. Sem ter como argumentar, Salles reagiu com uma piada de 5ª série às críticas: “Só converso daqui pra frente com a Anitta Burritta se ela conseguir fazer sozinha um vídeo soletrando “Pa-ra-le-le-pi-pe-do” sem usar o teleprompter.” Detalhe: a “piada” redeu um surto de emojis bolsonaristas, mas também uma avalanche de críticas com palavras de verdade. O próprio Caetano Veloso criticou o político, usando um meme popular das redes sociais, em que se lê “Como você é burro, cara”. O meme que hoje é viral veio de uma participação de Caetano no programa Vox Populi, quando ele desqualificou o jornalista Geraldo Mayrink em 1978. Melhor fariam ao meio ambiente, ao Brasil e aos brasileiros se levassem propostas de prosperidade econômica aos mais pobres, mas o que eles gostam mesmo é de Lei Rouanet… https://t.co/1dtgg0imtP — Ricardo Salles (@rsallesmma) February 23, 2022 Dia 9 de Março em Brasília ato #Caetanopelaterra as 15h em frente ao Congresso defendedo o meio ambiente. Sabemos que não é a sua. Talvez neste dia você esteja na frente de um juiz, se defendendo das acusações de crimes praticados contra o meio ambiente pra não ser preso. — Anitta (@Anitta) February 23, 2022 Só converso daqui pra frente com a @Anitta Burritta se ela conseguir fazer sozinha um vídeo soletrando “Pa-ra-le-le-pi-pe-do” sem usar o teleprompter … #teletubbies — Ricardo Salles (@rsallesmma) February 23, 2022 pic.twitter.com/YX5Vm8PXWd — Caetano Veloso (@caetanoveloso) February 23, 2022












