Série Clube do Terror vai virar filme do roteirista de It: A Coisa
A série “Clube do Terror” (Are You Afraid of the Dark?), que foi exibida na década de 1990 pelo canal pago infantil Nickelodeon, vai virar filme com roteiro de Gary Dauberman, responsável pelas histórias dos dois terrores com crianças que lotaram os cinemas em 2017, “Annabelle 2: A Criação do Mal” e “It: A Coisa”. Criado por D.J. MacHale e Ned Kandel, “Clube do Terror” acompanhava um grupo de adolescentes, autodenominado de “Sociedade da Meia-Noite” (Midnight Society), que se reunia de noite, em volta de uma fogueira, para contar histórias assombrosas. “O filme é sobre a experiência compartilhada de contar histórias — especialmente as assustadoras. Vamos celebrar isso no filme e honrar o tom sinistro do programa, que era realmente inovador para a Nickelodeon na época”, disse Dauberman, em comunicado. Ainda sem previsão de lançamento, a adaptação faz parte de uma iniciativa da Viacom para explorar o potencial dos produtos de seu catálogo como franquias. A produção está a cargo da Paramount Players, uma nova divisão da Paramount Pictures criada exatamente com este objetivo. Além do “Clube do Terror”, a Paramount Players está desenvolvendo um filme baseado na animação “Dora, a Aventureira”.
Série animada Dora, a Aventureira vai ganhar filme com atores
A Paramount está desenvolvendo filme baseado na série animada “Dora, a Aventureira” (Dora the Explorer). Segundo o site The Hollywood Reporter, detalhes do projeto são sigilosos, mas rumores sugerem que esta será uma versão live-action que acompanhará Dora já adolescente se mudando para a cidade de seu primo Diego. Exibida pelo canal infantil Nickelodeon entre 1999 e 2015, “Dora, a Aventureira” acompanhava a protagonista Dora Marquez, uma menina hispânica de oito anos, em aventuras didáticas ao lado de seu macaco de botas vermelhas, chamado justamente de Botas, sua mochila falante, batizada de Mochila, e um mapa que oferece orientações e conselhos, o Mapa. O desenho tinha caráter educativo e um componente interativo, com os personagens se dirigindo aos telespectadores e os ensinando a falar espanhol (inglês, nas versões dubladas em português). Esse formato se tornou popular e acabou adotado por muitos outros desenhos pré-escolares nos anos seguintes. O roteiro da adaptação está a cargo de Nick Stoller, que escreveu “Os Muppets” (2011) e dirigiu “Vizinhos” (2014). E a produção é de Michael Bay (o diretor de “Transformers”) e seus sócios na produtora Platinum Dunes, Andrew Form e Brad Fuller. A expectativa de lançamento é para 2019.
Roteirista de Seven vai escrever adaptação americana do mangá Lobo Solitário
A adaptação do mangá “Lobo Solitário” definiu seu roteirista. Segundo o Hollywood Reporter, Andrew Kevin Walker, o roteirista de “Seven” (1995) e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (1999), vai escrever a versão americana do clássico de Kazuo Koike e Goseki Kojima. A produção está sendo desenvolvida na Paramount pelo diretor Justin Lin (“Star Trek: Sem Fronteiras”), que desde 2011 tenta tirar o projeto do papel. Lançado em 1970, “Lobo Solitário” se tornou um dos mangás mais influentes de todos os tempos. Fez tanto sucesso que já rendeu uma franquia cinematográfica, peças de teatro e uma série de TV no Japão. A trama é uma história clássica de samurai, honra e vingança. Os quadrinhos contam a história do samurai Itto Ogami, que é acusado injustamente de traição e foge com o filho recém-nascido, após a execução de sua mulher e parte de sua família. Ele passa, então, a trabalhar como assassino profissional, oferecendo seus serviços enquanto busca limpar seu nome, ao mesmo tempo em que é perseguido pela guarda imperial e por caçadores de recompensa, sempre carregando o bebê a tiracolo.
Apple e Amazon cancelam produção de séries da Weinstein Company
O escândalo da denúncia de abuso sexual de Harvey Weinstein, que assediou jovens atrizes e funcionárias ao longo de décadas, começou a custar caro para a produtora The Weinstein Company (TWC). Mesmo após a diretoria ter demitido o magnata, suas produções estão sendo recusadas por parceiros de negócios, que começaram a rever contratos para cancelar encomendas de séries. A Apple decidiu abandonar nada menos que quatro minisséries biográficas de cantores famosos, que seriam produzidas pela TWC. Segundo o site Deadline, a mais adiantada contaria a vida de Elvis Presley em dez episódios e tinha o aval dos herdeiros do cantor. Também foram dispensadas séries semelhantes centradas em Michael Jackson, Prince e Frank Sinatra. Todas ainda estavam em fase de desenvolvimento. Já a Amazon optou por assumir o prejuízo da pré-produção de uma série sem título do cineasta David O. Russell (“O Lado Bom da Vida”, “Trapaça” e “Joy”). Ela seria estrelada por Robert De Niro e Julianne Moore – dois astros que não costumam fazer séries – e tinha um orçamento megalômano: US$ 160 milhões. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a plataforma já havia investido US$ 40 milhões no projeto, que estava na fase de finalização de roteiros. O cancelamento não gerou protestos dos envolvidos, que emitiram um comunicado afirmando entender e concordar com a decisão. “Nós apoiamos a decisão da Amazon à luz das notícias recentes e, em respeito a todos os afetados, decidimos juntos que o melhor é não prosseguir com esse programa”, disseram David O. Russell, Robert De Niro e Julianne Moore numa declaração conjunta. Além de abandonar essa série, a Amazon negociou a saída da TWC de outro projeto, “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Matthew Weiner (criador de “Mad Men”), que já estava em fase de gravação. A plataforma agora vai bancar sozinha a produção, orçada em US$ 75 milhões, para não ter o nome de Weinstein como parceiro na produção. As duas produções tinham sido encomendadas por Roy Price, diretor do Amazon Studios, que também foi afastado nesta semana após se envolver em seu próprio escândalo de assédio sexual, além de ter sido denunciado por Rose McGowan de acobertar e ser cúmplice de Weinstein. Vários diretores e funcionários da TWC pediram demissão nos últimos dias. Apenas quatro permanecem no comando da empresa e anunciaram que vão tirar o nome de Harvey Weinstein de todos os projetos do estúdio. Ele costumava ser creditado como produtor. A minissérie “Waco”, que vai lançar o canal Paramount em janeiro, já será exibida sem o nome de Weinstein. O irmão de Harvey e sócio fundador da produtora, Bob Weinstein, disse ao site Deadline que, apesar dos problemas, os investidores garantem sustentação financeira para a companhia atravessar essa fase turbulenta. E que, por isso, não pretende colocar o estúdio à venda. Fontes do Hollywood Reporter afirmam que, diante da associação do nome Weinstein com o escândalo, Bob teria encomendado um estudo de emergência a algumas agências de publicidade para mudar o nome da empresa e lançar uma campanha de reinvenção.
Série do espião Jack Ryan ganha primeiro trailer completo
A Amazon divulgou o pôster e o primeiro trailer completo de “Jack Ryan”, que destaca o ator John Krasinski (da série “The Office”) no papel do famoso espião criado pelo escritor Tom Clancy. A prévia revela uma nova história de origem do personagem. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele ainda é um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba lhe levando para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. A série não é uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, e sua história foi concebida pelo roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. E isto facilitará o trabalho de seu intérprete na série. A produção de “Jack Ryan” é da empresa Platinum Dunes, de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), que recentemente dirigiu Krasinski no thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. Mas a direção do piloto é de outro cineasta, o norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”). A 1ª temporada terá oito episódios e a expectativa é que estreie ainda em 2017.
Novo teaser da série Jack Ryan revela John Krasinski no papel do espião americano
A Amazon divulgou um novo teaser de “Jack Ryan”, que finalmente mostra o ator John Krasinski (da série “The Office”) como o espião criado pelo escritor Tom Clancy. Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. E isto facilitará o trabalho de Krasinski. A série não será uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, mas uma nova versão contemporânea do personagem, utilizando os romances como fonte. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele vai aparecer como um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba levando-o para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. O projeto tem produção de Michael Bay (o diretor de “Transformers”) e foi criado pelo roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). Krasinski foi recentemente dirigido por Bay no thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. Mas a direção do piloto é de outro cineasta, o norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”). A 1ª temporada terá oito episódios e a expectativa é que estreie ainda em 2017.
Diretor de Meu Namorado É um Zumbi fará continuação da comédia clássica Um Príncipe em Nova York
O diretor Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”) vai filmar uma continuação da comédia dos anos 1980 “Um Príncipe em Nova York”. Sucesso da Sessão da Tarde, o filme de 1988 trazia Eddie Murphy como um príncipe africano que se esconde entre os plebeus do bairro nova-iorquino do Queens, para fugir de um casamento e encontrar uma mulher que o ame independente do seu título. A sequência é desenvolvida há vários anos pela Paramount e deve trazer Eddie Murphy de volta ao papel principal, uma vez que ele também é produtor do filme. O primeiro roteiro foi escrito pela David Sheffield e Barry W. Blaustein, escritores do filme original (e também do remake de “O Professor Aloprado”), mas já existe uma nova versão reescrita por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”). Ainda não há data prevista para o começo da produção.
Your Name: J.J. Abrams vai filmar versão com atores do maior sucesso da animação japonesa
A produtora Bad Robot, do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), e a Paramount Pictures anunciaram que vão adaptar a animação japonesa “Your Name” em uma versão com atores. Lançado no ano passado, o filme de Makoto Shinkai se tornou o anime mais bem-sucedido de todos os tempos, ao registrar uma arrecadação recorde de 23,5 bilhões de ienes (US$ 207 milhões), superando no país até o lançamento do blockbuster de Abrams, “Star Wars: O Despertar da Força” (11,6 bilhões de ienes). “Your Name” (Kimi No Na Wa, no título original) conta a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. Taki e Mitsuha vivem as vidas um do outro, deixando notas em seus celulares das experiências, mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, seu destino sofre uma reviravolta fantástica, à medida que o tempo se dobra em realidades alternativas. Eric Heisserer, que venceu o Oscar pelo roteiro de “A Chegada” (2016), será o responsável por adaptar o anime numa versão live action americana. “O Sr. Abrams e sua equipe cativaram audiências com suas reinvenções de filmes conhecidos e Mitsuha e Taki encontraram um perfeito narrador, o Sr. Heisserer, para contar sua história de amor, carregada de ficção científica, que deu ao filme um grande impulso. As reuniões até agora foram criativamente estimulantes, com ideias fantásticas as quais, certamente, farão deste um excelente filme. Tenho muita honra de trabalhar com estes incríveis criadores para levar para as audiências a versão live-action hollywoodiana de ‘Your Name’”, disse o produtor da animação original, Genki Kawamura, em comunicado. Mas a produção não tem previsão para começar a ser filmada ou data de estreia nos cinemas, uma vez que Abrams filmará a seguir “Star Wars: Episódio IX”, o final da saga de Luke Skywalker. O anúncio, entretanto, não confirma se, além de produzir, Abrams também dirigirá “Your Name”, embora isto pareça implícito. Por coincidência, a animação, que estreou em agosto do ano passado no Japão, deve chegar aos cinemas brasileiros em outubro, com exibição exclusiva na rede Cinemark.
Série do espião Jack Ryan ganha seus primeiros teasers
A Amazon divulgou dois teasers de “Jack Ryan”, série sobre o espião criado pelo escritor Tom Clancy. Os vídeos não revelam personagens ou trama, mas o clima da atração, com a fabricação de bombas e pagamentos por produtos clandestinos. A série não será uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, mas uma nova versão contemporânea do personagem, utilizando os romances como fonte. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele vai aparecer como um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba levando-o para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. O projeto foi uma iniciativa da Paramount, estúdio responsável pelos filmes, que buscou Michael Bay (o diretor de “Transformers”) para produzir a adaptação. Mas a criação é do roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) e do ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). “Jack Ryan” terá John Krasinski (da série “The Office”) como protagonista e marcará um reencontro entre o ator e Michael Bay, que o dirigiu no recente thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. E isto facilitará o trabalho de Krasinski. Para quem não lembra, a história do agente Jack Ryan no cinema começou em 1990 com o longa “Caçada ao Outubro Vermelho”, que tinha Alec Baldwin no papel principal. Depois vieram “Jogos Patríoticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994) com Harrison Ford como protagonista. A franquia tentou um primeiro reboot com Ben Affleck em “A Soma de Todos os Medos” (2002) e uma nova tentativa de recomeço com Chris Pine em “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), o que acabou rendendo um rejuvenescimento contínuo do personagem, que viveu suas aventuras praticamente em ordem decrescente. Apesar de ser uma série, o resgate do personagem também contará com um cineasta atrás das câmeras: o norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”) assina o piloto. A Amazon ainda não divulgou a data de estreia da série, mas a estimativa é que aconteça ainda em 2017.
Mark Wahlberg fará terceira comédia consecutiva do diretor de Pai em Dose Dupla
Mark Wahlberg vai estrelar sua terceira comédia sobre família consecutiva com direção de Sean Anders. Segundo o site Deadline, o responsável por “Pai em Dose Dupla 1 e 2” prepara “Instant Family”, que desta vez mostrará Wahlberg como pai adotivo. A trama gira em torno de um casal que decide começar uma família e resolve adotar. Porém, eles escolhem três crianças que não estão dispostas a crescerem juntas. O roteiro foi escrito pelo próprio cineasta em parceria com John Morris, que também escreveu os dois “Pais em Dose Dupla”. A produção é da Paramount Pictures e as filmagens estão previstas para o início de 2018. Enquanto isso, “Pai em Dose Dupla 2” estreia em 30 de novembro no Brasil.
Vencedora do Emmy, The Handmaid’s Tale será exibida no Brasil
Inédita no Brasil,“The Handmaid’s Tale” deixará de ser um hit exclusivo da pirataria nacional. Um dia após vencer o Emmy como Melhor Série de Drama de 2017, o canal Paramount, que pertence ao grupo Viacom, anunciou ter adquirido os direitos de exibição da atração no país. A data de estreia ainda não foi divulgada. O Paramount Channel Brasil já exibe produções da Netflix, como “House of Cards” e “Orange Is the New Black”, mas com “The Handmaid’s Tale” passa a trazer uma série de streaming que ainda não estava disponível oficialmente para os espectadores brasileiros. Será sua primeira série inédita. “The Handmaid’s Tale” é uma produção da MGM Television para o serviço de streaming Hulu, que não existe no Brasil. Curiosamente, o Hulu é uma joint venture de quatro grandes estúdios de Hollywood, mas a Paramount não é um deles. A aquisição coincide com uma estratégia internacional de rebranding da Viacom, que a partir de janeiro irá relançar o canal pago Spike como Paramount TV nos Estados Unidos. No Brasil, o canal substituiu o VH1 no final de 2014 – mas o VH1 HD continua no ar. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de Offred, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta. Na história, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”), premiado com o Emmy de Melhor de Roteiro de Série Drama. Diretora do piloto e de mais dois episódios, Reed Morano ainda venceu seu Emmy, na categoria de Melhor Direção de Série de Drama. A 2ª temporada começa a ser gravada nos próximos dias.
Jerry Lewis (1926 – 2017)
Morreu Jerry Lewis, “O Rei da Comédia”, como lhe intitulou um filme de Martin Scorsese. Ele faleceu no domingo (20/8) em sua casa em Las Vegas, aos 91 anos, de uma doença cardíaca. Ator, roteirista, produtor e diretor, Lewis foi considerado um gênio ainda nos anos 1960 pela crítica francesa, e, como se sabe, os americanos transformaram esse reconhecimento numa piada sobre o gosto dos franceses, relutando em reconhecer sua importância na história do cinema. Entretanto, Jerry Lewis foi importantíssimo. Não apenas por estrelar inúmeros clássicos da comédia, mas por suas inovações, tanto diante das câmeras, com um humor físico levado a limites nunca antes testados, como também atrás delas. Sua contribuição para a direção de cinema é inestimável. Foi ele quem introduziu o uso do monitor de filmagens no estúdio, no qual podia verificar instantaneamente cenas recém-rodadas. Até então, os diretores só viam o resultado de seus trabalhos durante o processo de montagem, na pós-produção. Mas Lewis improvisava o tempo inteiro e queria verificar se o take tinha funcionado na hora da filmagem. Todos os outros diretores o copiaram. Filho de músicos profissionais, Lewis nasceu Joseph Levitch em 16 de março de 1926, em Newark, Nova Jersey, e fez sua estreia aos cinco anos em um hotel de Nova York, cantando “Brother, Can You Spare a Dime?”. Ele abandonou os estudos no ensino médio para seguir sua paixão pelo palco, fazendo shows em que imitava cantores populares, nos mesmos lugares em que também trabalhava como garçom. Aos 20 anos, em julho de 1946, enquanto atuava no 500 Club em Atlantic City, um dos artistas com quem trabalhava desistiu abruptamente e ele precisou encontrar um novo parceiro para dividir o show. Acabou se juntando a Dean Martin, e as apresentações da dupla se tornaram uma sensação. Os salários, que eram de US$ 250 por semana, dispararam para US$ 5 mil e eles foram parar na Broadway, com espetáculos tão disputados que causavam congestionamento na Times Square, em Nova York. O contraste de personalidades entre o introvertido Lewis e o sedutor Martin chamou atenção do produtor de cinema Hal Wallis, que os contratou para o casting da Paramount. Em seu primeiro filme, “Amiga da Onça” (1949), eles apareceram apenas como coadjuvantes, mas roubaram as cenas. E após a continuação, “Minha Amiga Maluca” (1950), não houve mais como conter o protagonismo da dupla. A partir de “O Palhaço do Batalhão” (1950), Martin e Lewis emendaram uma produção atrás da outra, estrelando nada menos que 14 filmes em seis anos, até o final da parceria em “Ou Vai ou Racha” (1956). O cantor começou a achar ruim o fato de ser menos reconhecido que o parceiro e desfez a dupla. Eles só voltaram a se encontrar 20 anos depois, num evento beneficente, quando Frank Sinatra surpreendeu o anfitrião Lewis trazendo o ex-amigo ao Teleton de 1976. Lewis era mesmo o astro da dupla, pois imediatamente renegociou com a Paramount, recebendo US$ 10 milhões para fazer mais 14 filmes durante um período de sete anos – negócio jamais visto em Hollywood. E esse período marcou o auge de sua criatividade. Sem ter que dividir os holofotes ou incluir uma pausa obrigatória para as músicas de Martin, Lewis deu vazão à sua influência do cinema mudo, tornando sua persona cinematográfica ainda mais maníaca, com contorcionismos e caretas que marcaram época. Seu primeiro filme como protagonista solo foi “O Delinquente Delicado” (1957), e a lista inicial inclui “Bancando a Ama-Seca” (1958), em que ele aceita cuidar de trigêmeos de uma antiga paixão. O sucesso desse filme ampliou seu público infantil. A grande guinada de sua carreira, porém, aconteceu quase por acaso. Em 1960, a Paramount não tinha filme para lançar no Natal e Jerry Lewis propôs rodar uma produção em um mês, desde que também assinasse o roteiro e dirigisse. O estúdio topou e o resultado foi um de seus maiores sucessos, “O Mensageiro Trapalhão”, um filme falado sobre um personagem mudo, grande influência no futuro Mr. Bean. A partir daí, Lewis virou um autor. Além de estrelar, também passou a escrever, dirigir e produzir seus filmes. E sua criatividade fluiu como nunca, rendendo “O Mocinho Encrenqueiro” (1961), com cenas de metalinguagem que o mostravam aprontando num grande estúdio de cinema, e “O Terror das Mulheres” (1961), filmado num único cenário compartimentado para simular, feito sitcom, um prédio de dormitório universitário feminino em que ele trabalhava como zelador. A obra-prima veio em 1963. “O Professor Aloprado” foi disparado o seu filme mais autoral. Atualização da trama gótica de “O Médico e o Monstro”, trazia o comediante como um professor universitário nerd e introvertido, que inventava uma poção para se transformar num cantor sedutor, capaz de encantar as mulheres. Era uma referência escancarada à antiga parceria com Dean Martin. Ao fazer sucesso se revezando em dois papéis, ele decidiu ousar ainda mais e se multiplicar em seus filmes seguintes. Interpretou nada menos que sete personagens, uma família inteira, em “Uma Família Fulera” (1965), e outros cinco em “3 em um Sofá” (1966), no qual contracenou com Janet Leigh (“Psicose”). Lewis ficou tão popular que virou história em quadrinhos e até apareceu na série “Batman” como ele mesmo, numa pequena participação em 1966. Mas os gostos mudaram radicalmente em pouco tempo. A politização cada vez maior da juventude, público alvo das comédias do ator, resultando em queda nas bilheterias de seus filmes seguintes. Houve quem dissesse que a implosão foi culpa dele próprio. Seu ego estaria fora de controle. Para complicar, em 1965 ele se machucou numa filmagem e passou a tomar analgésicos. Acabou se viciando em Percodan. Ele tentou apelar para o que estava em voga. Foi ao espaço (“Um Biruta em Órbita”, de 1966) e até buscou o visual mod de Londres (“Um Golpe das Arábias”, 1968), mas nada colou. Sem conseguir emplacar mais sucessos, em 1972 Lewis escreveu, dirigiu e estrelou o filme mais controverso de sua carreira – e da história do cinema. “The Day the Clown Cried” (“O dia em que o palhaço chorou”, em tradução literal) trazia o ator como um palhaço alemão que, durante a 2ª Guerra Mundial, tem como tarefa divertir as crianças judias a caminho da câmara de gás. Ao ver o resultado, Lewis proibiu seu lançamento. Apenas uma cópia sobreviveu à destruição e, em 2015, foi adquirida pela Biblioteca do Congresso Americano para preservação. A experiência de “The Day the Clown Cried” o deixou em depressão profunda e ele só foi voltar a filmar em 1980, num hiato de uma década em sua carreira. Mas “Um Trapalhão Mandando Brasa” não foi o revival que ele esperava. A frustração com a carreira ajuda a explicar sua incursão dramática, dois anos depois, em “O Rei da Comédia” (1982). No filme de Martin Scorsese, Lewis vive um astro de talk show noturno que é sequestrado por um comediante aspirante, vivido por Robert De Niro. Lewis convenceu Scorsese a modificar o roteiro, incluindo várias referências de sua própria biografia na trama, como reações maldosas de fãs frustrados. Ele também encheu o filme de improvisos, desenvolvendo um humor amargo e autodepreciativo que acabou por influenciar uma nova geração de humoristas – como Garry Shandling, Steve Coogan, Ricky Gervais, Larry David e Jerry Seinfeld. O sucesso e o impacto de “O Rei da Comédia” foram inesperados para Lewis, que finalmente se viu na situação em que sempre se achou merecedor: saudado pela crítica norte-americana. Animado pela repercussão positiva, foi novamente escrever, dirigir e estrelar múltiplos papéis em nova retomada da carreira. Mas as bilheterias de “Cracking Up – As Loucuras de Jerry Lewis” (1983) deixaram claro que o sucesso de “O Rei da Comédia” aconteceu por uma renovação de sua persona. Ao tentar voltar a ser o velho Jerry Lewis, descobriu-se ultrapassado. Não era mais o que o público queria. O ator ainda pareceu como coadjuvante de luxo em alguns filmes e séries, entre eles “Cookie” (1989), “Mr. Saturday Night – A Arte de Fazer Rir” (1992), “Arizona Dream: Um Sonho Americano” (1993) e principalmente “Rir É Viver” (1995), no qual realizou uma de suas melhores interpretações, como um comediante veterano de Las Vegas que acaba roubando a cena do filho que quer seguir seus passos. A saúde do ator deteriorou muito nos anos 1990, o que o levou a se afastar das telas. Por isso, foi uma grande surpresa quando ele realizou um retorno dramático, como protagonista do filme “Max Rose” (2013), uma história sobre o fim da vida. Ele ainda encontrou vontade e força para participar de mais dois filmes, a comédia brasileira “Até que a Sorte nos Separe 2” (2013), na qual retomou seu personagem clássico de “O Mensageiro Trapalhão”, e o thriller “A Sacada” (2016), como o pai de Nicolas Cage, último papel de sua carreira. Mas a importância de Lewis não se restringiu apenas ao cinema. Ele também se notabilizou como apresentador de longa data do Teleton, campanha televisiva beneficente que preconizou eventos similares no mundo inteiro, como o “Criança Esperança” da Globo. Seu programa anual levantou fortunas, ao longo de décadas, para ajudar crianças vítimas de Distrofia Muscular. Ele liderou o Teleton mesmo enfrentou diversos problemas de saúde. Em 1983, passou por uma cirurgia no coração. Em 1992, precisou fazer uma operação após ser diagnosticado com câncer de próstata. Passou por tratamento contra dependência em medicamentos em 2003. E, em 2006, sofreu um ataque cardíaco. Além disso, tratava há anos de fibrose pulmonar, doença crônica nos pulmões. Apesar do corpo tentar desistir, sua mente não dava sinais de cansaço, como lembrou Robert DeNiro. Até o fim da vida, Lewis permaneceu ativo e inigualável. “Mesmo aos 91, ele não perdia o ritmo. Ou a piada”, lembrou o ator no Twitter, ao contar ter visto um show do comediante há poucas semanas. “Jerry Lewis foi um pioneiro da comédia e do cinema. E foi um amigo. Sua falta será sentida.” “Aquele cara não era brinquedo, não! Jerry Lewis era um gênio inegável, uma benção insondável, a comédia absoluta!”, elogiou Jim Carrey, que sempre foi comparado a Lewis em sua carreira. “Eu sou, porque ele era!”
Missão Impossível 6 vai filmar cenas com outros atores até Tom Cruise voltar
O diretor Christopher McQuarrie revelou que, ao contrário do informado, “Missão Impossível 6” não terá sua produção interrompida. Em entrevista à revista britânica Empire, McQuarrie explicou que a pausa nas filmagens é apenas para o astro Tom Cruise, que sofreu um acidente durante a realização de uma cena de ação em 13 de agosto. A produção seguirá filmando com outros atores. “O hiato de Tom Cruise é por tempo indeterminado, ainda estamos tentando descobrir até quando essa pausa será necessária, mas nada do que temos observado no momento vai afetar a data de lançamento da produção”, ele afirmou. A Paramount divulgou um












