The Stranded: Trailer da primeira série tailandesa da Netflix traz adolescentes isolados numa ilha
A Netflix divulgou os pôsteres e o trailer de sua primeira produção tailandesa, a série sobrenatural “The Stranded”. Com legendas em inglês, o vídeo mostra um grupo de adolescentes isolado numa ilha após um tsunami varrer a região. A prévia começa como “O Impossível”, adentra o terreno de “Lost” e, de forma inesperada, chega ao fim com cenas que remetem a “Evil Dead”. O elenco inclui o astro do pop tailandês Perth Tanapon, integrante da boy band Tempt, que vai formar um casal gay com Mark Siwat, após os dois atuarem juntos na série teen LGBTQIA+ “Love By Chance” – um fenômeno asiático. A direção é de Sophon Sakdaphisit, especialista em terror, que assinou “Espíritos: A Morte Está ao seu Lado” (2004), “Ladda Land” (2011) e “The Promise” (2017). A 1ª temporada será lançada na plataforma no dia 15 de novembro, aparentemente com o título de “Nada ao Redor” no Brasil – o famoso “nada a ver”.
Stranger Things terá personagens novos em sua 4ª temporada
A 4ª temporada de “Stranger Things” terá quatro novos personagens masculinos, três deles adolescentes. Os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores, diretores e produtores da série, estão neste momento à procura dos intérpretes dos novos jovens da trama, que, segundo o site TV Line, são identificados como sendo um metaleiro, um garoto popular e outro amalucado – similar ao surfista Jeff Spicoli, interpretado por Sean Penn em “Picardias Estudantis” (Fast Times at Ridgemont High, 1982). Vale lembrar que “Picardias Estudantis” foi uma das principais influências da 3ª temporada da série, desde a inclusão de um Shopping Center suburbano como locação principal até uma cena de piscina ao som de “Moving in Stereo”, da banda The Cars. Com relação ao quarto personagem inédito, o adulto não será da cidade de Hawkins. Ele provavelmente será alguém do novo lugar em que Joyce (Winona Ryder) vai morar com as crianças – os irmãos Will (Noah Schnapp) e Jonathan (Charlie Heaton) e a “refugiada” Eleven/Onze (Millie Bobby Brown). Um teaser foi divulgado pela Netflix com a frase “Não estamos mais em Hawkins”. A próxima temporada terá oito episódios, mas ainda não possui previsão de lançamento.
Leandro Hassum vai estrelar dois filmes da Netflix
O comediante brasileiro Leandro Hassum estrelará dois filmes da Netflix em 2020 e 2021. Os filmes serão criados com parceiros de longa data, o roteirista Paulo Cursino e o diretor Roberto Santucci, com produção da empresa Camisa Listrada. Os dois filmes serão disponibilizados na Netflix em mais de 190 países e em 30 línguas. A primeira produção, intitulada “Tudo Bem no Natal que Vem”, começa a ser filmada em novembro e deve ser lançada em 2020, enquanto o segundo filme, ainda sem título, será produzido no ano que vem, com previsto para estrear em 2021. “Tudo Bem no Natal que Vem” é uma comédia de tema fantástico, subgênero que vive boom no Brasil. Como as outras produções similares, esta também é repleta de elementos de filmes americanos conhecidos – no caso, “Click” (2006), “Feitiço do Tempo” (1993) e qualquer variação de “Um Conto de Natal”. Segundo a Netflix, a trama gira em torno de Jorge, um pai de família que sempre odiou o Natal e que cai do telhado da sua casa ao ser forçado a bancar o Papai Noel. Ele acorda exatamente um ano depois, dia 24 de dezembro do ano seguinte, sem lembrar nada do que aconteceu ao longo do ano que passou. Jorge logo percebe que ele está fadado a acordar no Natal, ano após ano, tendo que lidar com as consequências do que o seu outro eu fez durante os outros 364 dias do ano. Paulo Cursino e Roberto Santucci trabalharam anteriormente com Hassum na trilogia “Até que a Sorte nos Separe” e em dois “O Candidato Honesto”.
The Witcher: Série de fantasia estrelada por Henry Cavill ganha trailer legendado e data de estreia
A Netflix divulgou o segundo trailer de “The Witcher”, série de fantasia estrelada por Henry Cavill (“Batman vs. Superman”), que tem a pretensão de ocupar o vácuo deixado pelo final de “Game of Thrones”. A prévia revela a data de estreia da atração, enquanto enfatiza lutas de espadas com dublês, batalhas épicas digitalizadas e monstros criados em computador, mas não explora a narrativa, não apresenta o mundo em que a história se passa nem explica quem são os coadjuvantes importantes. Assim como “Game of Thrones”, “The Witcher” é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que a trama original foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual, que o vídeo não cumpre. Na série, Henry Cavill vive Geralt of Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. Mas o elenco é vastíssimo, com vários outros personagens relevantes. A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. A estreia foi marcada para 20 de dezembro.
2ª temporada de The End of the F***ing World ganha trailer dramático
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer legendado da 2ª temporada da série adolescente britânica “The End of the F***ing World”. A prévia é extremamente dramática, refletindo o destino solitário de Alyssa (Jessica Barden, da série “Penny Dreadful”) após o final sangrento de sua road trip com James (Alex Lawther, de “O Jogo da Imitação”), um autoproclamado psicopata. A atração adapta os quadrinhos premiados de Charles S. Forsman e foi desenvolvida pela atriz Charlie Covell (da premiada série policial “Marcella”), que volta a escrever a 2º temporada. Um detalhe interessante da produção é que a trilha foi composta por Graham Coxon, guitarrista da banda Blur – que só na 1ª temporada fez 40 músicas inéditas para a produção. É dele a versão de “White Wedding”, hit de Billy Idol, que toca no trailer abaixo. Os oito episódios da 2ª temporada vão estrear em 5 de novembro em streaming.
A Princesa e a Plebeia vai ganhar sequência na Netflix
A Netflix vai produzir uma continuação de “A Princesa e a Plebeia” (The Princess Switch), comédia romântica estrelada por Vanessa Hudgens (de três “High School Musical”). O filme original era numa versão moderna e feminina da famosa fábula de Mark Twain, “O Príncipe e o Mendigo”. Na trama, uma turista americana trocava de lugar com uma nobre europeia, idêntica à ela mesma, para que a princesinha pudesse descobrir como é viver longe das regras da monarquia. A ex-estrelinha da Disney estrelou a produção no papel duplo do título nacional, e obviamente encontrou o romance também em dose dupla, incorporado por Sam Palladio (“Nashville”) e Nick Sagar (“Caçadores de Sombras”). A premissa da continuação já foi divulgada e vai incluir uma terceira “gêmea”. Intitulado em inglês “The Princess Switch: Switched Again” vai mostrar Margaret (Hudgens) herdando inesperadamente o trono de Montenaro, ao mesmo tempo que seu romance experimenta um período conturbado. Assim, caberá novamente à sua dublê Stacy (também Hudgens) salvar o dia antes que uma terceira jovem idêntica e festeira, chamada Fiona (Hudgens novamente), frustre todos os planos de final feliz da história. Toda a equipe criativa também estará de volta, incluindo o diretor Mike Rohl e a veterana roteirista de TV Robin Bernheim, que divide os créditos da franquia com sua assistente Megan Metzger. Anteriormente, os três trabalharam juntos na produção canadense “Quando Chama o Coração: A Série”. As gravações devem acontecer em dezembro no Reino Unido, para uma estreia no final de 2020 em streaming. Relembre abaixo o trailer do primeiro filme, lançado pela Netflix em novembro do ano passado.
Another Life: Série sci-fi da Netflix é renovada para sua 2ª temporada
Demorou, mas a Netflix finalmente decidiu renovar a série sci-fi “Another Life” para sua 2ª temporada. O anúncio foi compartilhado por Katee Sackhoff, protagonista da série, em suas redes sociais. A produção marca a volta da atriz às tramas espaciais, dez anos após o final da cultuada “Battlestar Galactica”. A trama é centrada na astronauta Niko Breckinridge (personagem de Sackhoff), que lidera uma missão para explorar a existência de vida inteligência alienígena, por meio da investigação do provável planeta de uma nave misteriosa estacionada na Terra. Isto leva sua equipe a enfrentar perigos inimagináveis e uma viagem que poderia não ter volta. A premissa, que lembra uma combinação de “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Esfera” (1998) e “A Chegada” (2016), dividiu opiniões. A crítica reprovou a quantidade de clichês, resultando numa das piores notas de séries da Netflix no Rotten Tomatoes (apenas 6% de aprovação). Entretanto, o público adorou, transformando a série numa das mais comentadas da plataforma nas redes sociais, porque a história melhora drasticamente após os primeiros episódios. O elenco também inclui Selma Blair (do “Hellboy” original), Elizabeth Faith Ludlow (“The Walking Dead”), Justin Chatwin (“Shameless”), Jake Abel (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), Jessica Camacho (“The Flash”), Blu Hunt (“The Originals”), A.J. Rivera (“Grandfathered”), Samuel Anderson (“Witless”), Alexander Eling (“Shadowhunters”) e Greg Hovanessian (“The Mist”). “Outra Vida” é uma criação de Aaron Martin (criador da série de terror “Slasher”) e tem produção de Noreen Halpern (minissérie “Alias Grace”). Com 10 episódios, 1ª temporada foi lançada em 25 de julho e terminou num grande cliffhanger, que será resolvido nos novos episódios, com a volta da nave da protagonista para a Terra, onde os alienígenas já começaram a implementar sua agenda de dominação e extermínio. I have the most exciting news! Another Life is coming back for Season 2 on @Netflix! Can’t wait to see you all back in space❤️❤️?? #AnotherLife @NXOnNetflix pic.twitter.com/PUSFwJbIuF — Katee Sackhoff (@kateesackhoff) October 29, 2019
Netflix testa opção de exibir programas com velocidade alterada e irrita Hollywood
A Netflix começou a testar uma ferramenta que permite a seus assinantes assistir séries e filmes em velocidade alterada. Assim, será possível ver qualquer cena em slow motion ou completar uma maratona em menor tempo com exibição acelerada. “Se você o tiver [aplicativo da Netflix], poderá diminuir a velocidade para 0,5x ou 0,75x, ou aumentá-lo para 1,25x ou 1,5x. Os primeiros podem ser úteis se você quiser ver uma cena em câmera lenta, estiver aprendendo um idioma e quiser um ritmo tranquilo para assimilar tudo o que está sendo dito… ou se você é viciado em ‘Gilmore Girls’; enquanto o último pode ser bom caso esteja assistindo a um documentário lento ou revendo seu programa favorito”, descreveu o site norte-americano Uproxx, ao testar a opção. O recurso já existe no YouTube, que permite os internautas acelerarem até a velocidade 2x. Ao adotar essa opção, vídeos de dez minutos de duração são vistos por completo em cinco minutos. Não só lá, mas vários players de mídia digital trazem opção de velocidade de reprodução. Mas a ideia de assistir a um filme rápido é bem mais antiga, na verdade, que o streaming. Ela tem a idade dos controles remotos de VHS, que introduziram o botão fast forward. Para completar, o costume de usar aceleração para consumir conteúdo tornou-se uma opção popular com o advento dos áudio books. Claro que a qualidade fica comprometida. A aceleração altera significativamente o áudio dos conteúdos, criando um “efeito” similar ao som das vozes de “Alvin e os Esquilos”. Além de mudar o ritmo das produções. Por conta disso, vários cineastas e atores americanos resolveram reclamar nas redes sociais contra a decisão da plataforma de permitir aos usuários ver o conteúdo como quiserem. “Pare”, disse o ator Aaron Paul, da série “Breaking Bad” e do recente filme “El Camino”. “Não tem a menor chance de a Netflix levar isso adiante. Isso significaria que eles estão assumindo completamente o controle da arte de todos e as estão destruindo. A Netflix é muito melhor que isso. Estou certo, Netflix?” O diretor e comediante Judd Apatow, criador da comédia romântica “Love”, que teve três temporadas produzidas pela Netflix, também criticou a nova ferramenta e ainda ameaçou a empresa com retaliação. “Não me obrigue a ligar para todos os diretores e showrunners da Terra para lutar contra você nisso. Economize meu tempo. Eu vencerei, mas levará uma tonelada de tempo. Não f*** com o nosso tempo. Nós lhe demos coisas agradáveis. Deixe-as como elas deveriam ser vistas”, escreveu o cineasta. Aparentemente, eles querem proibir a Netflix de fazer o que já é possível com o controle remoto da casa de bilhões de consumidores no mundo inteiro.
Temporada final de Lucifer será dividida em duas partes
A Netflix vai dividir a última temporada de “Lucifer” em duas partes. Quem revelou a novidade foi o próprio astro da série, Tom Ellis, ao programa “The Kelly Clarkson Show”. “A 5ª temporada de ‘Lucifer’ será dividida em duas partes. A Netflix lançará oito episódios, depois fará uma pequena pausa, e aí lançará os outros oito episódios”, disse o ator durante uma visita da cantora/apresentadora e sua família ao set da produção. Veja abaixo. A plataforma tem adotado cada vez mais o costume de dividir temporadas em duas partes – uma prática comum na TV, que originou o termo “midseason”. Já fez isso, de forma assumida, em séries como “The Ranch” e “BoJack Horseman”, mas também escamoteia o costume, ao substituir a denominação “temporada” por “parte” em produções como “La Casa de Papel” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”. A temporada final de Lucifer teria inicialmente apenas 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada. A estreia dos oito episódios iniciais está prevista para maio de 2020.
Drácula: Nova série dos criadores de Sherlock ganha primeiro teaser
A rede britânica BBC divulgou o primeiro teaser de “Drácula”, série coproduzida pela Netflix, que revisita a famosa história de terror gótico de Bram Stoker. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, que vão escrever todos os episódios, e traz o ator dinamarquês Claes Bang (de “The Square: A Arte da Discórdia”) como o personagem-título. Por sinal, a produção de “Drácula” vai seguir o mesmo formato de “Sherlock”, com uma 1ª temporada curta, contendo capítulos de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia medieval vai parar na “moderna” Londres vitoriana, do final do século 19. Ainda sem previsão de estreia, “Drácula” retornará à TV seis anos após o cancelamento de uma série homônima da rede NBC, que trouxe Jonathan Rhys Meyers no papel-título em 13 episódios. A atração será o primeiro projeto televisivo de Gatiss e Moffat desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e atualmente desenvolve uma série baseada na sci-fi “The Time Traveler’s Wife” para a HBO.
El Camino revela o que aconteceu com Jesse Pinkman
O que aconteceu com Jesse Pinkman? “Breaking Bad” é uma série perfeita, mas deixou essa coceira nos fãs desde que Vince Gilligan encerrou a melhor produção norte-americana feita para o formato nesta década. A lacuna permitiu aos adeptos exercitarem a imaginação. Embora o passado não pudesse ser apagado, Jesse teria finalmente a chance de seguir adiante. Não exatamente com uma redenção, o que seria praticamente impossível. Mas ter a chance de recomeçar quando se tem a vida inteira pela frente? Bom, isso foi uma bênção de Vince Gilligan para o personagem. Porém, a polícia poderia pegá-lo. Ou matá-lo durante a fuga. Vai saber. O ponto é que, no fundo, todas as possibilidades deveriam estar corretas, contanto que o espectador escolhesse o caminho do otimismo ou do pessimismo. Em outras palavras, não havia necessidade de nenhuma continuação de “Breaking Bad”. Ninguém precisa confirmar o destino de Walter White nem saber como Skylar e Walter Jr. seguiram depois dos eventos do último episódio. Só que Vince Gilligan achou que ainda devia algo a Jesse Pinkman. E “El Camino: A Breaking Bad Movie” começa no exato momento em que deixamos o personagem imortalizado por Aaron Paul. Como esperado, o filme não faz a menor diferença. Parece somente um epílogo para Jesse, um longo apêndice de “Breaking Bad”, sem surpresas, em que o único objetivo é colocar um ponto final na saga do personagem. Por outro lado, Vince Gilligan acerta em não acrescentar qualquer coisa que mude o que vimos antes. Em resumo, não passa de aperitivo para os fãs. É como rever velhos amigos mesmo quando não temos nada a dizer no encontro. Quem nunca viu “Breaking Bad”, além de precisar de tratamento médico, deve passar longe de “El Camino”. Escrito e dirigido por Gilligan, o filme tem uma vantagem para quem gosta da série: parece que o tempo não passou. É como se tivessem filmado “El Camino” na sequência do último episódio de “Breaking Bad”. Curiosamente, com uma perspectiva mais reflexiva, meditativa do que na série, enquanto dá olá a alguns rostos conhecidos. Nunca de forma gratuita, mas para alavancar cada decisão seguinte de Jesse. Por mais que esse também seja o propósito de cada flashback, acho que Gilligan exagerou na dose com esse recurso geralmente preguiçoso. “Breaking Bad” nunca dependeu disso, de forma diferente de Lost. E isso deixou “El Camino” bem moroso. Mas OK. O filme pode não ser um exemplo do que Vince Gilligan é capaz de fazer como roteirista, mas certamente permite mostrar que o cara está cada vez melhor como diretor. Que ele sabe contar uma história visualmente, todos nós temos certeza. Mas caprichou demais na hora de posicionar a câmera em alguns pontos insanos, vide o duelo no finalzinho. Será interessante ver mais trabalhos de Vince Gilligan como diretor e roteirista, mas longe de “Breaking Bad”. Ele tem muito a acrescentar tanto na TV quanto no cinema. Da mesma forma que Aaron Paul, que merece mais chances. Aliás, o ator ainda deixa a impressão de que não desligou do personagem nem por um segundo. É de impressionar quando lembramos que Jesse vivia um bastante momento pesado da última vez que o vimos em “Breaking Bad”. É um belo trabalho de Aaron Paul que, aos poucos, dá a Jesse a paz que ele merece. É só notar sua expressão em sua última cena em “Breaking Bad” e em sua última cena em “El Camino”. A transição entre duas distintas sensações de liberdade mostradas pelo ator vale mais que toda a história contada neste filme.
The Crown: Nova família real da série ganha pôsteres individuais
A Netflix divulgou cinco pôsteres individuais dos intérpretes da família real britânica na 3ª temporada da série “The Crown”. A série, que começou nos anos 1950, chega nos próximos episódios à década de 1970, e com isso promove uma mudança completa em seu elenco, com atores mais velhos nos papéis principais para refletir a passagem do tempo. Olivia Colman (vencedora do Oscar 2019 por “A Favorita”) assumiu o papel da Rainha Elizabeth II, vivida por Claire Foy nas duas primeiras temporadas da série, Tobias Menzies (série “Outlander”) se tornou o príncipe Philip e Helena Bonham Carter (“Cinderela”) a princesa Margaret – personagens anteriormente vividos por Matt Smith e Vanessa Kirby. Além deles, os cartazes destacam Josh O’Connor (“Reino de Deus”) como o jovem Príncipe Charles e Erin Doherty (“Call the Midwife”) como sua irmã, a Princesa Anne. Outros integrantes da nova fase incluem Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson, e Emerald Fennell (“Call the Midwife”) na pele de Camilla Parker-Bowles, o primeiro amor do Príncipe. Por sinal, a intérprete da Princesa Diana também já se encontra definida, mas a atriz Emma Corrin (“Pennyworth”) deve ser introduzida só na 4ª temporada da série, gravada simultaneamente pelos produtores. O mesmo deve acontecer com a Margaret Thatcher de Gillian Anderson (“Arquivo X”), que assumiu o poder em 1979. A 3ª temporada de “The Crown” será lançada em 17 de novembro em streaming.
Irmandade: Vídeo de bastidores traz depoimentos de Seu Jorge, Naruna Costa e Hermila Guedes
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “Irmandade”, série nacional estrelada por Seu Jorge (“Cidade de Deus”) sobre uma facção criminosa nascida em presídios. A prévia traz depoimentos do elenco e cenas da trama, que se passa nos anos 1990 e traça paralelos com a fundação do PCC e as rebeliões nos presídios paulistas do período. Além de Seu Jorge, destacam-se no vídeo as participações de Naruna Costa (“Hoje eu Quero Voltar Sozinho”) e Hermila Guedes (“Céu de Suely”). Na série, a advogada Cristina (Naruna Costa) é pressionada a se reaproximar do irmão Edson (Seu Jorge), líder da Irmandade, para virar informante da polícia. Com as batidas e prisões que se seguem, outro líder da facção, Carniça (Pedro Wagner, de “Tungstênio”), passa a desconfiar que há um rato (traidor) na organização, e o cerco começa a se fechar. Ao mesmo tempo, conforme se infiltra na Irmandade, Cristina começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. O elenco também inclui Lee Taylor (“O Mecanismo”) como Ivan, um detento oportunista afiliado à Irmandade. A série tem produção da 02 e foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), que divide a direção dos episódios com Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”), e conta com Felipe Sant’Angelo (“Pedro e Bianca”) como roteirista-chefe. Os oito episódios da 1ª temporada foram disponibilizados na sexta (25/10) em streaming.












