Larissa Manoela anuncia segunda comédia na Netflix
Larissa Manoela anunciou o título de seu segundo filme na Netflix. A nova comédia vai se chamar “Lulli”. A atriz revelou também outros detalhes da produção neste sábado (25/1), durante participação no Tudum Festival Netflix, uma mini-Comic Con da plataforma, que acontece em São Paulo, dois dias após o lançamento de “Modo Avião”, seu primeiro filme para o serviço de streaming. “Estou muito feliz com o meu segundo filme na Netflix! Tenho o desafio de interpretar uma mulher super madura, que foge da minha realidade. Será uma história diferente, as pessoas vão se surpreender muito”, disse a atriz e cantora de 19 anos. Apesar da declaração, não se trata, de forma alguma, de “uma história diferente”. Segundo a sinopse divulgada pela Netflix, “Lulli” tem a mesmíssima “moral” da história de “Modo Avião”. A personagem do título é uma jovem estudante de medicina ambiciosa, que sonha em virar a melhor cirurgiã do mundo e não pretende deixar nada nem ninguém atrapalhar seus planos – nem mesmo o seu recém-ex-namorado. A sinopse revela que a trama tem uma “virada” sobrenatural, quando Lulli é eletrocutada por um aparelho de ressonância eletromagnética e começa a ouvir pensamentos alheios. A partir daí, a garota que até então era incapaz de ouvir as pessoas ao seu redor precisará aprender sobre as maravilhas e os perigos de saber o que os outros estão pensando. Obviamente, essa será uma experiência transformadora, capaz de fazer a personagem prestar mais atenção nos outros em vez de si mesma. Experimente imaginar essa história com algumas modificações. Troque o choque elétrico por um acidente de carro, a ambição médica pela carreira de influencer digital e o aumento da percepção sobrenatural pelo aumento da percepção natural de quem é obrigado a se afastar do celular, para perceber como trajetória de Lulli lembra o desenvolvimento de “Modo Avião”. A Netflix divulgou a sinopse sem identificar o autor da história. Mas a premissa também evoca outros filmes. A capacidade de ouvir pensamentos alheios via acidente banal é mais um sinal da americanização das comédias brasileiras, uma vez que se trata do mesmo ponto de partida de “Do que as Mulheres Gostam” (2000), que inclusive ganhou uma recentíssima versão feminina, “Do que os Homens Gostam” (2019). Além disso, junta-se ao filão de comédias teens de viagem no tempo, troca de corpos e similares, que reduzem a produção nacional à mera reciclagem das ideias fantasiosas de Sessões da Tarde clássicas – e, portanto, muito conhecidas. “Lulli” tem previsão de lançamento para 2021.
Sintonia tem renovação confirmada para a 2ª temporada
A Netflix oficializou a produção da 2ª temporada de “Sintonia”. Em outubro, a empresa chegou a afirmar que “Sintonia” tinha registrado a segunda melhor estreia nacional do serviço. Mas esperou cinco meses, desde o lançamento em agosto, para anunciar a renovação. O anúncio foi feito neste sábado (25/1) durante o Festival Tudum Netflix, uma mini-Comic Con da plataforma, que acontece neste fim de semana em São Paulo, e reforçado com um vídeo disponibilizado nas redes sociais. O vídeo, por sinal, inclui reclamação pela demora da confirmação, por meio das vozes dos próprios protagonistas. Veja abaixo. Os novos episódios de “Sintonia” continuam com direção geral de Konrad Dantas, o Kondzilla, conhecido por seus clipes de funk e por ter o segundo maior canal de música do mundo, e mantém o mesmo elenco, encabeçado pelo funkeiro MC Jottapê, dono do hit “Ladrão da Noite”, o ator Christian Malheiros, indicado ao Independent Spirit Awards por “Sócrates”, e Bruna Mascarenhas em sua estreia como atriz. A 1ª temporada acompanhou a jornada dos personagens dos três jovens, que vivem em um bairro periférico de São Paulo. Enquanto Doni (Jottapê) enfrenta o preconceito da própria família no sonho de virar MC, Nando (Malheiros) se envolve com o crime e Rita (Mascarenhas) encontra na igreja sua libertação. Na próxima temporada, a amizade deles será colocada a prova, segundo informou a Netflix. “Superamos as expectativas na 1ª temporada e fizemos a série brasileira mais popular de 2019 da Netflix, com o desafio de seguir apenas o nosso coração. Na segunda temporada além do nosso amor pela arte, também vamos somar a energia de todo público que se sentiu representado pela série e está aguardando algo maior ainda”, celebrou Kondzilla em comunicado. A 2ª temporada começa a ser gravada no primeiro semestre deste ano, novamente em São Paulo, mas ainda não tem previsão de estreia. Uma detalhe que chama atenção no comunicado é a troca de produtora. A 1ª temporada foi realizada pela Los Bragas, da atriz Alice Braga e o diretor Felipe Braga, mas a nova estará a cargo da Gullane, dos irmãos Caio e Fabiano Gullane.
Felipe Neto destaca importância da Educação Sexual em comercial da série Sex Education
A Netflix divulgou seu melhor comercial nacional desde que a Xuxa apareceu falando dos baixinhos de “Stranger Things”. Para divulgar a 2ª temporada de “Sex Education”, a plataforma contratou o youtuber Felipe Neto e produziu um vídeo divertido e politicamente engajado. No comercial, ele invade a escola de Moordale para enfrentar a disseminação de fake news sobre sexo, que mantém os jovens burros e desinformados, e potencialmente sujeitos a doenças e riscos desnecessários. “Eu nunca vi tanto adolescente fazendo m**** junto”, diz o youtuber, que embute até uma autocrítica, ao lembrar de seus primeiros vídeos lançados ainda em 2010. “Fazendo vídeo burro achando que estava arrasando”, completa. A desinformação sexual é consequência direta do veto ideológico-religioso de certos temas no currículo escolar – situação que piorou no Brasil atual. Mas Felipe promete combater as trevas com informação, divulgando uma história em quadrinhos que ensina Educação Sexual – e que realmente foi elaborada pela Netflix, baseada na série. “Digamos que eu tenho um pouquinho de experiência em afrontar autoridade para distribuir livro proibido”, ele diz no vídeo, lembrando a ocasião em que comprou livros com temática LGBTQIA+ para distribuir durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em represália à ameaça de censura do bispo prefeito Marcelo Crivella no ano passado. Eis porque o comercial é melhor que a maioria das campanhas engraçadinhas com celebridades que a Netflix popularizou: contexto. A 2ª temporada de “Sex Education” já está disponível em streaming. E os quadrinhos de Educação Sexual, inspirados pela série, podem ser lidos aqui.
Pesquisa da Netflix revela que jovens brasileiros preferem séries com maior diversidade racial e sexual
A Netflix divulgou na sexta-feira (24/1) o resultado de uma pesquisa realizada entre os jovens brasileiros. Os dados, baseados nas respostas de mil pessoas entre 16 e 25 anos, revelam que esse público procura se ver representado de alguma maneira nas telas, seja em séries ou filmes. Isto significa que o jovem brasileiro prefere assistir conteúdos com maior diversidade racial e sexual. De acordo com a empresa, essa diversidade tem deixado de ser um problema para virar atrativo para a grande maioria parte dos jovens, com 79% das pessoas afirmando que se identificam com conteúdos como “Sintonia” e “Sex Education”. Outro dado aponta que 69% procura filmes e séries com personagens parecidos com eles próprios. De acordo com Maria Ângela de Jesus, diretora de produções originais internacionais da Netflix, a empresa está motivada a levar histórias cada vez mais diversas para os assinantes, citando produções como “Para Todos os Garotos que Já Amei”, com uma protagonista asiática, “Atypical”, sobre um jovem autista, que tem uma irmã lésbica, e “Sex Education”, onde um dos personagens centrais é negro e gay. Os dados foram colhidos pela NetQuest, que conduziu a pesquisa entre os dias 13 e 15 de janeiro deste ano com jovens de 16 a 25 que tem acesso à internet e consumem filmes e produções televisivas por streaming ou métodos tradicionais como TV aberta e paga. A plataforma divulgou um vídeo com base no resultado, veja abaixo.
Kumail Nanjiani diz que “Eternos” será o filme mais sci-fi da Marvel
O ator Kumail Nanjiani declarou que “Eternos” será o filme mais sci-fi já feito pela Marvel. “É realmente, realmente um épico. É uma história tão de ficção científica. É uma história de super-heróis, mas em alguma medida é o filme mais sci-fi e mais épico da Marvel. E a história se estende por milhares de anos. Então, realmente não é como um outro filme da Marvel”, ele contou, em entrevista à revista Entertainment Weekly. Uma declaração e tanto, considerando que a Marvel já lançou dois filmes dos heróis cósmicos conhecidos como Guardiões da Galáxia. Em “Eternos”, o ator da série “Silicon Valley” vive “o cosmicamente poderoso” Kingo, um dos Eternos da trama. Segundo a sinopse oficial, “‘Os Eternos’ apresenta um empolgante novo time de super-heróis no Universo Cinematográfico da Marvel, alienígenas antigos que viveram em segredo na Terra por milhares de anos. Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, uma tragédia inesperada faz com que eles saiam das sombras e se reúnam contra os inimigos mais antigos da humanidade, os Deviantes”. Nos quadrinhos, os Eternos são uma raça de super-humanos, surgidos como um desdobramento da evolução que criou a vida inteligente na Terra. Concebidos pelos alienígenas Celestiais, eram destinados a ser defensores da Terra. Mas algo deu errado, a ponto da experiência gerar ninguém menos que Thanos, que é um desses seres geneticamente evoluídos. A citação da sinopse a “Vingadores: Ultimato” pode ser justamente uma referência à Thanos. Toda essa história veio da mente febril do mestre Jack Kirby em sua volta à Marvel em 1976, e compartilha algumas semelhanças com os Novos Deuses, que ele próprio criou na DC Comics, alguns anos antes. A trajetória original dos personagens ficou sem fim, graças às vendas fracas e uma briga definitiva de Kirby com a editora. Por conta disso, os roteiristas Roy Thomas e Mark Gruenwald tentaram juntar as pontas soltas ao incluir os personagens num arco de Thor, que deveria encerrar a trama. Entretanto, foi preciso que Neil Gaiman (criador de “American Gods”) retomasse os personagens numa minissérie de 2006 para tudo fazer sentido. O filme será dirigido pela chinesa Chloé Zhao, que nasceu em Pequim, passou sua adolescência em Londres e estudou cinema nos Estados Unidos, onde mora atualmente. Sua filmografia consiste de dois filmes indies muito elogiados pela crítica, os dramas “Songs My Brothers Taught Me” (2015) e “Domando o Destino” (The Rider, 2017), ambos exibidos no Festival de Cannes e premiados no circuito internacional. Ela é a terceira mulher contratada para comandar um filme da Marvel, após Anna Boden compartilhar a direção de “Capitã Marvel” com o marido, Ryan Fleck, e Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) ser selecionada para “Viúva Negra”. E, curiosamente, será a segunda chinesa a dirigir um filme de super-heróis, após a Warner colocar Cathy Yan (“Dead Pigs”) à frente de “Aves de Rapina”, o filme que mistura super-heroínas e Arlequina, atualmente em pós-produção. Além de Kumail Nanjiani, o elenco de “Eternos” inclui Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”), Kit Harrington (“Game of Thrones”), Richard Madden (também de “Game of Thrones”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Salma Hayak (“Dupla Explosiva”), Lia McHugh (“American Woman”), Don Lee (“Invasão Zumbi”) e Barry Keoghan (“Dunkirk”). A estreia está marcada para 29 de novembro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
A Última Coisa que Ele Queria: Anne Hathaway investiga escândalo Irã-Contras em trailer de thriller político
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “A Última Coisa que Ele Queria”, em que Anne Hathaway (“Interestelar”) viva uma jornalista destemida, que investiga o escândalo Irã-Contras. O thriller é baseado no livro homônimo de Joan Didion, sobre uma jornalista política que esbarra num dos maiores escândalos internacionais de todos os tempos, ao encontrar o pai em um acordo de negócios na América Latina. O detalhe é que o negócio do pai é comercialização de armas. Seguindo pistas, ela descobre conexão da CIA no tráfico ilegal de armas para o Irã, que estava sujeito a um embargo internacional, como parte de um acordo para assegurar a libertação de reféns americanos e, ao mesmo tempo, financiar os Contras (guerrilheiros de direita) nicaraguenses, que pretendiam derrubar o governo de esquerda daquele país. O caso vazou na mídia em 1985 e abalou o governo do presidente Reagan, rendendo investigação do Congresso. Mas terminou sem a menor consequência – as 14 pessoas da cúpula do governo, que foram condenadas durante a investigação, receberam anistia do presidente seguinte, Bush. O elenco da adaptação inclui Willem Dafoe (“O Farol”) como o pai armamentista, Ben Affleck (“Batman vs. Superman”) como um funcionário da CIA, mais Rosie Perez (do vindouro “Aves de Rapina”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Edi Gathegi (“The Blacklist”). O filme tem direção de Dee Rees (“Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi”) e fará sua première mundial no Festival de Sundance, que começa nesta quinta (23/1) em Park City, Utah, nos EUA. A estreia em streaming está marcada para 21 de fevereiro.
Continuação de Para Todos os Garotos que já Amei ganha novo trailer legendado
A Netflix divulgou o segundo trailer legendado da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei”, estrelada por Lana Condor e Noah Centineo. A prévia explora o romance do casal, mas também introduz um segundo destinatário das cartas do primeiro filme, transformando a história de amor original num triângulo. A adaptação do best-seller juvenil “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. Assim, a história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, acabou se tornando um dos maiores sucessos da plataforma. No novo longa, Lara Jean (Condor) e Peter (Centineo) são um casal feliz de namorados. Mas quando John Ambrose (Jordan Fisher), um outro recipiente de uma das cartas de Lara Jean, entra em sua vida novamente, ela precisa confiar nela mesma para enfrentar seu primeiro dilema real: será que ela pode amar dois garotos ao mesmo tempo? Intitulada “Para Todos os Garotos: P.S. Eu Ainda Amo Você”, a sequência vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. E Lana Condor e Noah Centineo vêm a São Paulo no próximo fim de semana para divulgar a produção, com participação no Tudum Festival Netflix, evento de marketing da plataforma. Saiba mais aqui. Entretanto, este não será o fim da história. A Netflix confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han. “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean” ainda não tem previsão de lançamento, mas já começou a ser rodado. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han.
The Witcher vai ganhar longa animado na Netflix
A Netflix anunciou a produção de um longa animado baseado no universo da série “The Witcher”, que foi lançada em streaming em dezembro passado. Intitulado “The Witcher: Nightmare of the Wolf”, o filme vai apresentar “uma nova ameaça ao Continente”, segundo o Twitter da plataforma. Não há outros detalhes sobre a trama. Lauren Schmidt Hissrich, a criadora e showrunner de “The Witcher”, assina a animação em parceria com Beau DeMayo, que trabalhou na 1ª temporada da série. Os atores da série também dublar a animação. A produção será animada pelo Studio Mir, produtora responsável por “Avatar: A Lenda de Korra”. Ainda não há previsão para a estreia. Toss a coin first to your faithful bard (me)💰, and then to your forthcoming animated Witcher💰 https://t.co/QrQqvKpr9a — The Witcher (@witchernetflix) January 22, 2020
Miss Americana: Taylor Swift revela trailer de filme sobre sua carreira
A cantora Taylor Swift divulgou em suas redes sociais o trailer e o pôster do documentário sobre sua carreira, que será lançado pela Netflix. Intitulado “Miss Americana”, o filme apresenta as mudanças que a artista sofreu ao longo da carreira, comentadas por meio de depoimentos exclusivos, em que Taylor aparece despenteada, com maquiagem básica, roupas amassadas e disposta a soar o mais confessional possível. “Executivos de gravadoras me diziam que uma boa menina não impõe suas opiniões às pessoas. Uma boa menina sorri, acena e diz ‘obrigada'”, narra ela na prévia, explicando porque resolveu sumir por um ano, mudar radicalmente sua imagem e descobrir sua verdadeira voz. “Eu tinha que desconstruir um sistema inteiro, jogar fora e rejeitá-lo”. Dirigido por Lana Wilson (“The Departure”), “Miss Americana” terá sua première mundial no primeiro dia do Festival de Sundance, que começa nesta quinta-feira (23) em Park City, Utah, nos EUA. O documentário também lançará uma faixa inédita da cantora, “Only The Young”. A estreia em streaming está marcada para 31 de janeiro.
I Am Not Okay with This: Série teen com astros de It – A Coisa ganha imagens e data de estreia
A Netflix divulgou 12 fotos e o pôster de “I Am Not Okay with This”, série teen estrelada por Sophia Lillis e Wyatt Oleff (a Beverly e o Stanley de “It: A Coisa”), que adapta os quadrinhos homônimos de Charles Forsman (mesmo autor de “The End of the F***ing World”). O cartaz também revela que produção chega na plataforma em 26 de fevereiro. Lillis tem o papel principal como Sydney, uma garota que está tentando passar pelo ensino médio enquanto lida com as complexidades de sua família, suas dúvidas sobre sexualidade e misteriosos superpoderes que começa a desenvolver. O elenco ainda inclui os jovens atores Sofia Bryant (“The Good Wife”), Kathleen Rose Perkins (“You’re the Worst”), Aidan Wijtak-Hissong (“Falling Water”) e Richard Ellis (“Veronica Mars”). A série terá oito episódios de meia hora em sua 1ª temporada, com direção de Jonathan Entwistle e roteiros de Christy Hall, que também comandam a adaptação de “The End of the F***ing World” e voltaram a unir forças em torno da nova adaptação de quadrinhos de Forsman.
Altered Carbon: Teaser anuncia data de estreia de 2ª temporada
A Netflix divulgou um teaser da 2ª temporada de “Altered Carbon” para anunciar a data de estreia dos novos episódios. A 2ª temporada, que será estrelada por Anthony Mackie (o Falcão de “Vingadores: Ultimato”), chegará ao serviço de streaming em 27 de fevereiro. Graças à premissa da sci-fi, os novos episódios não terão dificuldades em explicar a troca de intérprete do personagem principal. Vivido pelo ator sueco Joel Kinnaman (que entrou em “Hannah”) na 1ª temporada, Takeshi Kovacks será agora interpretado por Mackie. O personagem, por sinal, também já foi mostrado como um homem oriental, interpretado por Will Yun Lee (da série “Falling Water”) em flashbacks da temporada inaugural, que explicam como a mesma pessoa pode aparecer com aparências tão diferentes. “Altered Carbon” se passa num futuro distante, em que a mente humana foi digitalizada e quem tem dinheiro pode transferir todas as suas memórias e sua personalidade de um corpo para outro, conforme vai envelhecendo, para usufruir da vida eterna. A série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), e é baseada no romance cyberpunk homônimo de Richard K. Morgan. Apesar da troca do protagonista, os coadjuvantes Renée Elise Goldsberry e Chris Conner vão continuar a interpretar seus personagens, respectivamente como a líder rebelde Quellcrist Falconer e a inteligência artificial Poe. Além de Mackie, as novidades incluem Simone Missick (a Misty Knight de “Luke Cage”), Dina Shihabi (“Jack Ryan”), Toren Liebrecht (“Operação Final”) e James Saito (“Eli Stone”). Your re-sleeving is now complete. 2.27.20. #AlteredCarbon pic.twitter.com/h4VtaCp6Wh — Altered Carbon (@AltCarb) January 21, 2020
Netflix mexe nos números para afirmar que The Witcher e Esquadrão 6 quebraram recordes de audiência
A série “The Witcher”, estrelada por Henry Cavill, e o filme “Esquadrão 6”, com Ryan Reynolds, teriam quebrado recordes de audiência da Netflix, segundo informação da própria plataforma. A companhia revelou o desempenho de seu último trimestre num relatório apresentado nesta terça-feira (21/1) para investidores. E ao abordar o conteúdo que justificaria seu crescimento no período, presentou números impressionantes, que jamais tinha atingido anteriormente. Para começar, o relatório afirma que 76 milhões de famílias assistiram à 1ª temporada de “The Witcher” nas primeiras quatro semanas de sua lançamento. Isso indica que 46% dos assinantes da Netflix em todo o mundo assistiram a atração, que estreou em 20 de dezembro e já se encontra renovada para sua 2ª temporada, transformando “The Witcher” na série mais vista da plataforma em todos os tempos. “Esquadrão 6”, dirigido por Michael Bay e lançado em 13 de dezembro, teria conquistado ainda mais público, visto por 83 milhões, praticamente metade do total de 167 milhões de assinantes do serviço no planeta, durante suas primeiras quatro semanas. Entretanto, estes números embutem uma pegadinha. Ao expor os recordes, a Netflix também anunciou ter mudado a maneira como realiza sua medição. E, graças à essa alteração, os resultados foram assumidamente inflados. Segundo a Netflix, uma série agora é considerada vista se alguém “escolher assistir pelo menos 2 minutos” de um episódio, “tempo suficiente para indicar que a escolha foi intencional”. Anteriormente, a medição se baseava apenas em episódios que tivessem 70% de exibição concluída. Vale lembrar que dois minutos é a duração de um trailer. A justificativa dada para a mudança foi o aumento na oferta de “títulos com durações muito variadas — desde episódios curtos (por exemplo, especiais com cerca de 15 minutos) até filmes muito longos” – como “O Irlandês”, de 3h30. Por isso, diz a Netflix: “acreditamos que reportar que famílias assistem a um título com base em 70% de um único episódio de uma série ou de um filme inteiro, o que estávamos fazendo, faz menos sentido. Agora estamos relatando famílias (contas) que optaram por assistir a um determinado título.” A própria Netflix assume que a nova métrica gera resultados cerca de 35% mais altos que a métrica anterior. Por exemplo, 45 milhões de assinantes “optaram por assistir” à minissérie “Nosso Planeta” – isto é, viram dois minutos de toda a produção. Enquanto que, na metodologia anterior, a visualização da produção era de 33 milhões – de pessoas que viram 70% de um episódio da série. Com esta distorção, todas as produções registraram aumento de audiência. “Você”, por exemplo, foi visto por 54 milhões de contas em sua 2ª temporada. O thriller psicológico “se originou na TV dos EUA com um público modesto”, observou a Netflix. A nova métrica é parecida com os critérios de visualizações dos vídeos do YouTube, que consideram, em sua audiência, apenas uma pequena parte do tempo de exibição de um determinado conteúdo. Mas vale observar que a maioria dos vídeos do YouTube não passam dos 4 minutos de duração – assim, 2 minutos de um clipe ou trailer podem representar 50% ou mais de toda sua visualização. O critério recém-adotado também deixa a medição da Netflix completamente distante dos relatórios de audiência da TV tradicional. Não é à toa que a Netflix pode afirmar, com certeza, que uma série “com um público modesto” na TV tem muito mais audiência em sua plataforma. Sempre terá, a não ser que seja um fracasso retumbante. O fato é que a Netflix tornou impossível a comparação dos resultados de sua audiência com as medições de outros veículos. Assim sendo, os raros números de visualizações divulgados pela empresa só servem mesmo de parâmetro para ela própria. Ninguém sabe realmente qual foi a audiência real de “The Witcher”, que deve ter sido alta, em comparação com outras produções de medição inflada da Netflix. Mas provavelmente muito menor que “Game of Thrones”, “The Walking Dead” e outros sucessos da TV convencional.
Netflix continua a crescer e chega a 167 milhões de assinantes no mundo
A Netflix teve um desempenho acima das expectativas no último trimestre de 2019. Os dados, divulgados na noite desta terça-feira (21/1) para o mercado, revelam que a empresa teve faturamento de US$ 5,5 bilhões no período entre outubro e dezembro, com alta de 31% em relação ao ano anterior. A empresa também ganhou 8,8 milhões de novos assinantes no trimestre, muito acima da expectativa da própria Netflix, que previa adquirir 7,6 milhões de novos membros. Mas, por outro lado, abaixo da previsão de crescimento para a América do Norte. A plataforma conquistou apenas 420 mil novos assinantes nos EUA, contra uma previsão de 600 mil. Essa diferença já indica a disputa do público com a Disney+ (Disney Plus) nos EUA. O serviço do conglomerado Disney ainda não começou a atuar no exterior, onde a Netflix segue crescendo sem muita concorrência. Mas a situação deve mudar radicalmente em 2020, com a expansão internacional da Disney+ (Disney Plus) e o lançamento de novos concorrentes, como HBO Max e Peacock. Por enquanto, a anunciada “guerra dos streamings” ainda não abalou a supremacia da Netflix. No acumulado do ano, a empresa permanece no azul, adicionando 27,8 milhões de clientes – também acima das expectativas de cerca de 26 milhões – , fechando 2019 com 167 milhões de assinantes em todo o mundo. Após a América do Norte, a Europa e a América Latina representam os maiores mercados da plataforma. Em 3º lugar em faturamento, a América Latina responde por 31,4 milhões de assinantes. A Europa tem 51,8 milhões de assinantes e a América do Norte, 67,7 milhões. Em último vem a Ásia, com 16,2 milhões, mas, por ter sido o último mercado desbravado, o continente asiático é o que tem registrado maior aumento proporcional do serviço. O relatório também revelou alguns números relativos às visualizações de conteúdo do serviço e uma mudança de metodologia para apresentar valores de audiência. Graças à nova medição, os resultados surgiram bem inflados, atingindo números nunca antes vistos, casos da série “The Witcher” e do filme “Esquadrão 6”. Saiba mais aqui. A análise é completada por uma projeção para o atual trimestre, que os investidores americanos consideraram pessimista. A Netflix espera ganhar entre janeiro e março 7 milhões de novos usuários. Mas no mesmo trimestre de 2019, aumentou sua clientela em 9,6 milhões de usuários — para contrabalançar a diferença, a empresa sustenta que resultado do primeiro trimestre de 2019 foi um recorde histórico. Há um consenso no mercado a respeito da necessidade da plataforma precisar investir cada vez mais em conteúdo próprio, já que, a partir de 2020, não contará mais com produções das empresas concorrentes, como a Disney e a Time Warner, que retiraram seus filmes e séries de seu catálogo. De acordo com relatório independente, da empresa de pesquisa BMO Capital Markets, a Netflix deverá investir US$ 17,3 bilhões em 2020 em sua própria programação, para fazer frente à perda de conteúdo dos estúdios de Hollywood, num aumento de mais de US$ 2 bilhões em relação ao investimento estimado no ano passado. Como a conta não fecha, isso significa operar no vermelho, correndo riscos se o crescimento estagnar. Por enquanto, os investidores parecem estar confiantes no potencial da Netfilx. Após a divulgação do resultado do trimestre, as ações da empresa exibiram alta de quase 2% em negócios após o fechamento das bolsas em Nova York.












