Netflix enfrenta protesto de funcionários e da comunidade LGBTQIAP+
A Netflix enfrentou uma mobilização de seus próprios funcionários e de ativistas da causa LGBTQIAP+ nesta quarta (20/10), que se reuniram para protestar contra a exibição de um especial de comédia com piadas transfóbicas. Eles acusaram a plataforma de streaming de lucrar com conteúdo que incentiva o ódio contra a comunidade LGBTQIAP+. Os protestos surgiram após o lançamento do especial de comédia “Encerramento” (The Closer), estrelado por Dave Chappelle. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Além disso, uma mulher transexual citada numa piada de “Stick and Stones” (2019) suicidou-se dois meses após a chegada do programa ao streaming. Mesmo com esse antecedente, ele voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. O motivo foi uma defesa de J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e transfóbica assumida. Em seu monólogo, o comediante fez diversas afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e dar declarações problemáticas. Uma das líderes da manifestação desta quarta, B. Pagels-Minor, foi demitida da Netflix na semana passada, acusada de supostamente vazar informações confidenciais sobre o especial do humorista para a imprensa, o que ela nega. Ela leu uma carta do grupo de funcionários endereçado a Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma. “Acreditamos que esta empresa pode e deve fazer melhor em nossa busca para entreter o mundo e que o caminho a seguir deve incluir vozes mais diversificadas para evitar causar mais danos”, diz um trecho do documento. O próprio Sarandos admitiu ter falhado ao considerar o impacto do especial, em declaração feita na noite de terça, durante evento com acionistas. “Cometi um erro”, ele assumiu. “Eu deveria ter primeiro reconhecido que um grupo de nossos funcionários estava sofrendo, e que eles estavam realmente feridos por uma decisão que tomamos na empresa”, disse o executivo. Foi a reação inicial de Sarandos aos protestos que levou ao confronto. Na semana passada, enquanto grupos LGBTQIAP+ se manifestavam contra o especial, citando estudos que relacionavam piadas preconceituosas à agressões na vida real, o diretor de conteúdo divulgou um memorando interno que afirmava o contrário, que “o conteúdo na tela não se traduz diretamente em agressão no mundo real” e enfatizou a importância de defender “a liberdade artística”. Na ocasião, ele ainda alertou a equipe sênior da empresa de que “alguns talentos podem se juntar a terceiros para nos pedir para remover o especial nos próximos dias, o que não faremos”. Com o vazamento do memorando, vários artistas da comunidade LGBQIA+ se juntaram ao protesto, incluindo Elliot Page (“The Umbrella Academy”), Angelica Ross (“Pose”), Jonathan Van Ness (“Queer Eye”), Alexandra Billings (“Transparent”), Sara Ramirez (“Grey’s Anatomy”), Colton Haynes (“Arrow”), Eureka O’Hara (“AJ and the Queen”), Jameela Jamil (“The Good Place”), TS Madison (“Zola”), Our Lady J (“Pose”) e Joey Soloway (“United States of Tara”). Além disso, Jaclyn Moore, a showrunner da série “Cara Gente Branca” (Dear White People), encerrada em 22 de setembro, anunciou no Twitter que nunca mais trabalharia com a Netflix devido aos “comentários transfóbicos e perigosos” difundidos pelo especial. Diante da escalada conflituosa, a Netflix emitiu um comunicado antes do protesto desta quarta. “Respeitamos a decisão de qualquer funcionário que decide protestar e admitimos que temos muito mais trabalho pela frente na Netflix e em nosso conteúdo”, informou a plataforma, ressaltando ainda que “compreende o profundo dano que causou”. A organizadora do protesto, Ashlee Marie Preston, disse que o objetivo da manifestação não foi apenas o especial, mas para demonstrar que qualquer piada preconceituosa pode ter um efeito danoso. “Estamos aqui hoje não porque não saibamos lidar com uma piada, mas porque nos preocupa que as piadas custem vidas. Não é engraçado”, disse, em vídeo que viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. A drag Eureka O’Hara de “Ru Paul’s Drag Race”, foi outra que participou da manifestação e destacou: “Se você promove ódio e discriminação, é diretamente a causa”. A manifestação também atraiu vários fãs e defensores de Dave Chappelle, que apareceram com cartazes. “As piadas são engraçadas”, diziam alguns deles.
Nova geração de “Rebelde” ganha data de estreia e primeiro clipe
A Netflix revelou que a série “Rebelde” vai estrear em 5 de janeiro de 2022. Além de anunciar data, a plataforma divulgou em suas redes sociais o clipe completo da música “Yo Soy Rebelde”, um dos grandes hits do RBD, em versão com o elenco da nova geração. Veja abaixo. As gravações da nova versão aconteceram no México, mas ao contrário das versões anteriores, o reboot será multinacional, com representantes de quatro países latinos. Até o Brasil terá uma estudante na Elite Way em 2022: Giovanna Grigio, atriz e cantora que se destacou em “Malhação: Viva a Diferença” e “As Five”, da Globoplay. O elenco também inclui o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene. A “Rebelde” de 2004 da emissora mexicana Televisa já era um remake – da novela argentina “Rebelde Way”, de 2002. E se tornou um fenômeno ao explorar os talentos musicais de seu elenco. Da novela, surgiu o grupo musical RBD formado por Anahí, Dulce Maria, Alfonso Herrera, Christian Chávez, Maite Perroni e Christopher von Uckerman. O sucesso foi tão grande, que até rendeu outro remake, desta vez brasileiro, feito pela Record em 2011 com Arthur Aguiar, Chay Suede, Lua Blanco, Sophia Abrahão e a sister do “BBB 21” Carla Diaz. Não sabia se cantava ou se procurava a @gigi_grigio nesse vídeo. 👀 A nova geração de Rebelde chega dia 5 de janeiro de 2022. pic.twitter.com/57ZYX9MnJF — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 20, 2021
“Maid” vira minissérie mais vista da Netflix
A minissérie “Maid”, lançada em 1 de outubro, está sendo tratada pela Netflix como um nova recordista da plataforma. O relatório de desempenho trimestral da empresa, apresentado para o mercado financeiro na terça-feira (19/10), revelou uma estimativa de 67 milhões de assinaturas para a produção até o fim do mês, o que superaria o número de assinantes que visualizaram a premiada “O Gambito da Rainha”, vista por 62 milhões de contas em seus primeiros 28 dias. Com isso, “Maid” se tornaria a minissérie mais vista da Netflix em todos os tempos. Os números também a colocariam numa posição privilegiada entre todas as séries da companhia, atrás apenas do público de temporadas individuais de “Round 6”, “Bridgerton”, “The Witcher”, “Lupin” e “La Casa de Papel”, e empatada com “Sex/Life” e “Stranger Things”. Assim como aconteceu com “O Gambito da Rainha”, “Maid” também deve concorrer a prêmios. O nome de Margaret Qualley (“The Leftovers”) é cantado em prosa e verso pela crítica por um desempenho de cortar o coração no papel principal. Inspirada pela autobiografia best-seller de Stephanie Land, “Superação: Trabalho Duro, Salário Baixo e o Dever de Uma Mãe Solo”, a minissérie gira em torno de uma mãe solteira (Qualley) que, ao fugir do marido agressor com a filha pequena, precisa aprender a se virar sem teto ou dinheiro, trabalhando como faxineira. São quatro episódios que parecem um filme, dirigidos pelo cineasta John Wells (“Álbum de Família”) e coproduzidos pela atriz Margot Robbie – que trabalhou com Qualley em “Era uma Vez… em Hollywood”. Veja o trailer abaixo.
Netflix atinge 214 milhões de assinantes no mundo
A Netflix superou suas previsões de crescimento no terceiro trimestre, adicionando 4,38 milhões de novos assinantes e alcançando cerca de 214 milhões em todo o mundo. A receita correspondente a esse número representa um total de US$ 7,48 bilhões de arrecadação anual com assinaturas, 16% a mais que no ano passado. “Após uma lista de conteúdo mais leve do que o normal no primeiro e segundo trimestres devido aos atrasos na produção por causa da pandemia em 2020, estamos vendo os efeitos positivos de lançamentos mais fortes no segundo semestre do ano”, escreveu a empresa em seu relatório trimestral aos acionistas. A maioria dos novos assinantes vem da Ásia, onde a plataforma registrou recordes de audiência graças ao fenômeno de “Round 6”, enquanto a minoria vem dos EUA, onde obteve apenas 70 mil novos assinantes no trimestre. O relatório ainda adiantou que a Netflix planeja uma grande mudança na forma como contabiliza sua audiência, passando a contabilizar as horas de visualização de conteúdo em vez da quantidade de assinantes que assistem aos conteúdos, numa métrica similar à feita pelos serviços que medem a exibição televisiva. “Achamos que o engajamento, medido pelas horas visualizadas, é um indicador ligeiramente melhor do que o número de assinantes”, diz o comunicado. “Também coincide com a forma como os serviços externos medem a exibição de TV e dão o devido crédito para quando alguém assiste novamente. Além disso, começaremos a divulgar a audiência dos títulos com mais regularidade, fora de nossos relatórios financeiros, para que nossos membros e a indústria possam medir melhor o sucesso no mundo do streaming”.
Trailer mostra chegada de Sabrina em “Riverdale”
A rede The CW divulgou o trailer de “Riverdale” que revela a participação de Kiernan Shipka, de volta ao papel de Sabrina Spellman após o cancelamento de “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Apresentada como “um evento especial de cinco capítulos”, a participação acontece por artimanha da personagem Cheryl (Madelaine Petsch), cada vez mais envolvida com situações sombrias. Segundo a sinopse, ela realizará um feitiço perigoso, que pode significar a diferença entre a vida e a morte para um membro querido da família Blossom, e que a leva a necessitar da ajuda da bruxinha platinada. Em comunicado, o showrunner Roberto Aguirre-Sacasa comentou a participação. “Temos falado sobre a visita de Sabrina a ‘Riverdale’ desde a 1ª temporada, então é emocionante que isso esteja finalmente acontecendo, como parte de um evento especial de ‘Rivervale’”, disse o produtor. “Também é perfeito que ela apareça para ajudar Cheryl Blossom durante sua hora de maior necessidade. Todos no set perderam a cabeça – e acho que os fãs também perderão. É muito divertido e especial.” Vale lembrar que, quando “O Mundo Sombrio de Sabrina” foi cancelado em sua 4ª temporada na Netflix, Roberto Aguirre-Sacasa sugeriu que o ano seguinte seria um crossover com “Riverdale”. Infelizmente, “O Mundo Sombrio de Sabrina” não só acabou como a própria Sabrina morreu no final da série. Havia planos para trazê-la de volta, mas o final abrupto impediu isso. Não está claro se “Riverdale” vai simplesmente ignorar esse detalhe ou se incorporará a ressurreição de Sabrina em sua trama. “Riverdale” encerrou sua 5ª temporada em 6 de outubro nos EUA, despedindo-se de um de seus intérpretes principais, e voltará com os capítulos de seu sexto ano em 16 de novembro. A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner.
Trailer de nova comédia da Netflix diminui Leandro Hassum
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Amor Sem Medida”, segunda comédia de Leandro Hassum na plataforma – após “Tudo Bem No Natal Que Vem”, no ano passado. A prévia revela uma premissa típica de comédias americanas dos anos 1990, com Juliana Paes (“A Dona do Pedaço”) se apaixonando pelo médico vivido por Hassum, após os dois trocarem acidentalmente de celular. Só que ao se encontrarem ao vivo, ela descobre que ele é baixinho, praticamente anão. O resto da história é previsível, com mensagem de superação de preconceitos. Só que a produção não supera seu próprio preconceito. De fato, este filme jamais seria feito nos EUA nos anos 2020 porque o ator principal não é, como se sabe, “baixinho”. O uso de efeito visual para diminuir Hassum impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. E não faltaria candidato. Afinal, Gigante Léo já estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017. Vale apontar que “Amor sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira tem direção de Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015). A estreia acontece em 18 de novembro.
“Round 6” esmaga recordes ao ser vista por 142 milhões de assinantes da Netflix
A Netflix divulgou números assombrosos da audiência de “Round 6”, série sul-coreana que virou um fenômeno mundial. Um mês após seu lançamento, a atração foi vista por 142 milhões de assinantes da plataforma. A atualização dos números de exibição foram revelados no relatório financeiro do terceiro trimestre da empresa de streaming. “Incrivelmente, 142 milhões de famílias de assinantes em todo o mundo optaram por assistir ao título nas primeiras quatro semanas. A amplitude da popularidade de ‘Round 6’ é realmente incrível”, disse a empresa em um comunicado ao mercado investidor. A empresa observou que a série virou o seu programa mais assistido em 94 países, incluindo os EUA, e que “perfurou o zeitgeist cultural” ao inspirar esquetes no humorístico “Saturday Night Live” e memes no TikTok vistos mais de 42 bilhões de vezes. O comunicado acrescentou ainda que a demanda por produtos de consumo – em vista do surgimento de fantasias piratas da série para o Halloween – é “alta” e que os itens oficiais já estão a caminho do varejo. Vale lembrar que a Netflix já tinha anunciado na semana passada que “Round 6” havia se tornado sua série mais assistida, celebrando o fato de ser a primeira vista por mais de 100 milhões de perfis de assinantes do serviço. Na época, a plataforma contabilizava 111 milhões de visualizações. Em uma semana, os episódios da série foram vistos mais 31 milhões de vezes. Com os novos números, sua audiência massiva é quase o dobro do 2º colocado, o sucesso de “Bridgerton”, até então a série mais assistida da Netflix, com 82 milhões de visualizações. O volume de tráfego gerado pela produção foi tão grande que uma das maiores empresas provedoras de internet da Coreia do Sul resolveu processar a plataforma por monopolizar seus serviços. A SK Broadband está cobrando na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver “Round 6”. O lado mais sombrio do fenômeno é que a série está sendo vista por muitas crianças, que tentam recriar os jogos com colegas. O apelo encontra-se no fato de os desafios mortais serem baseados em brincadeiras infantis. Mas por conter muita violência a produção é imprópria para menores de 16 anos. O sucesso se reflete ainda na popularidade repentina dos atores da série. A estreante Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram praticamente da noite para o dia. Até então modelo, ela viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para o nível Juliette de mais de 20 milhões em quatro semanas. O impacto, claro, também virou pressão para que a história continue. Embora este não fosse o plano original do criador, o cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) já começou a comentar seus planos para retomar a série. Outro efeito dessa popularidade é que a Netflix tem buscado chamar atenção do público para outras séries sul-coreanas em seu catálogo. São muitas, mas para cada “Kingdom” há uma dúzia de doramas românticos que não compartilham o menor denominador comum com o apelo dos jogos vorazes e violentos de “Round 6”.
Teaser anuncia data do retorno sombrio de “Ozark”
A Netflix divulgou um novo teaser da 4ª e última temporada de “Ozark”, que confirma um final ao estilo de “La Casa de Papel”. Isto é, dividido em duas partes. Em clima sombrio, o vídeo também informa que a Parte 1 vai estrear em 21 de janeiro. Além de dividido em duas partes, o desfecho da série será prolongado, com um total de 14 episódios – quatro a mais que as temporadas anteriores. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), “Ozark” acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos. O motivo nada pitoresco da mudança é o envolvimento de Marty com um cartel do narcotráfico mexicano. O elenco também inclui Skylar Gaertner (o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) e Sofia Hublitz (série “Louie”) como os filhos do casal, além de Julia Garner (“The Americans”) como uma criminosa local que se associa a Marty. A atração caiu nas graças da crítica, com cada temporada atingido maior aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto o primeiro ano recebeu 68% de críticas favoráveis, o segundo chegou a 71%. O mais impressionante, porém, aconteceu durante a 3ª temporada, que se tornou quase uma unanimidade com 97% de comentários positivos. Refletindo essa repercussão positiva, a série também conquistou Emmys para Julia Garner (Melhor Atriz Coadjuvante) e Jason Bateman (Melhor Diretor).
Vídeo de “Cowboy Bebop” apresenta personagens e estética de anime
A Netflix divulgou um vídeo divertido de “Cowboy Bebop”, que usa e abusa da estética de anime para criar efeitos visuais e evocar metalinguagem, além de apresentar a dinâmica do trio de protagonistas. Concebido como um curta-metragem, o vídeo ganhou até pôster. Veja abaixo. Baseado no anime cultuadíssimo de Shinichirō Watanabe, que estreou no Japão em 1998, a atração gira em torno das aventuras de um grupo de caçadores de recompensa que viajava na espaçonave Bebop atrás de criminosos perigosos no ano de 2071. O elenco destaca John Cho (“Procurando…”), que interpreta o protagonista Spike Spiegel, Daniella Pineda (a bruxa Sophie Deveraux de “The Originals”) como a femme fatale Faye Valentine e Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet, enquanto o elenco de apoio inclui Elena Satine (a Dreamer de “The Gifted”), que tem o papel de Julia, Tamara Tunie (“Law & Order: SVU”) como Ana, Mason Alexander Park (“iCarly”) como Gren e Alex Hassell (“Suburbicon”) como Vicious, o assassino mais notório da galáxia. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”) e conta com o diretor do anime, Shinichiro Watanabe, como consultor da produção. A 1ª temporada com dez episódios com estreia daqui a um mês, em 19 de novembro.
“Para Todos os Garotos” terá série derivada sobre irmã de Lara Jean
A Netflix oficializou a produção de uma série derivada da trilogia de sucesso “Para Todos os Garotos”, estrelada por Lana Condor e Noah Centineo, que se encerrou em fevereiro com o lançamento de “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre”. Intitulada “XO, Kitty”, a atração será centrada na personagem Kitty, a mais jovem das irmãs Covey, interpretada por Anna Cathcart nos filmes. A série vai acompanhar sua jornada para encontrar o amor verdadeiro. “Caçula também ama, caçula também chora…”, diz o texto da Netflix postado nas redes sociais para anunciar a produção. O spin-off vazou em março, mas na época a empresa se recusou a comentar. Jenny Han, autora dos livros que inspiraram os filmes, assina a criação e vai comandar a série com Sascha Rothchild, que trabalhou nas equipes de “O Clube das Babás” e “GLOW”. A produção é do estúdio Awesomeness, que realizou os filmes para a Netflix. “XO, Kitty” conta com a volta de Anna Cathcart ao papel-título e possíveis participações do resto do elenco. Como Kitty, a atriz roubou as cenas na trilogia, desempenhando um papel fundamental na trama. Foi ela quem, no primeiro filme de 2018, encontrou as cartas que sua irmã mais velha Lara Jean (Condor), uma tímida aluna do Ensino Médio, havia escrito para meninos por quem ela tinha uma queda e as enviou secretamente, gerando todos os eventos subsequentes. A produção será a primeira série derivada de um filme original da Netflix. Com isso, a plataforma segue os concorrentes Disney+ e HBO Max, que já começaram a expandir os universos de franquias populares com conteúdos do gênero. Ainda não há previsão para a estreia. Caçula também ama, caçula também chora… 💘💌 XO, Kitty é a minha nova série derivada de Para Todos os Garotos protagonizada por Anna Cathcart. pic.twitter.com/Wt3xaf431v — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 18, 2021
Jamie Lee Curtis vai produzir minissérie biográfica de atleta LGBTQIAP+
A atriz Jamie Lee Curtis, atualmente no topo das bilheterias dos EUA com “Halloween Kills”, vai retomar sua parceria com o produtor Ryan Murphy num projeto para a Netflix. Os dois já tinham trabalhado juntos na série “Scream Queens”, homenagem aos filmes de terror ao estilo de “Halloween”, que durou duas temporadas na rede Fox. Mas desta vez o projeto não tem a ver com terror. Trata-se de uma minissérie biográfica, batizada de “Outfielder”, que vai contar a história de Glenn Burke, primeiro jogador de beisebol profissional a se assumir gay publicamente. Como curiosidade, Burke também foi quem criou o cumprimento conhecido como “high five”. O primeiro “high five” foi feito em 1977, quando Burke tinha 19 anos de idade e deu um tapa na mão de um colega no ar, ao comemorar entusiasmado seu 30º home run (rebatida que manda a bola para fora do campo). Em entrevista para o jornal New York Times, o jogador afirmou que o preconceito dentro do esporte encurtou sua carreira. Burke só jogou três anos pelos Dodgers, mas se disse feliz por não ter que mudar quem era por causa dos outros. Ele foi o primeiro jogador Major League Baseball abertamente gay e faleceu em 1995. Em participação no podcast Hero Nation, do site Deadline, Curtis afirmou que vinha tentado tirar o projeto do papel há anos. “Outfielder” está sendo escrito e será dirigido por Robert O’Hara, que foi recentemente nomeado para o Tony de Melhor Direção pela peça teatral “Slave Play”.
Salma Hayek brigou com Chloé Zhao nos bastidores de “Eternos”
A atriz Salma Hayek contou que teve uma briga de gritos com a diretora Chloé Zhao nos bastidores do novo filme da Marvel, “Eternos”. A revelação foi feita à revista Elle. “Entramos numa briga séria”, revelou a estrela mexicana de “Dupla Explosiva 2” em entrevista à publicação. A discórdia foi ocasionada por sugestões de mudanças trazidas pela atriz para sua personagem. A cineasta chinesa, que venceu o Oscar deste ano por “Nomadland”, não aprovou a iniciativa, porque as propostas não se encaixavam com seus planos para o filme. “Estávamos as duas apaixonadas [por nossas ideias]”, explicou Hayek. “As pessoas do lado fora da minha casa [onde a conversa aconteceu] chamaram de briga, porque nós estávamos basicamente gritando”, acrescentou. Mas a discussão se provou produtiva. Hayek disse que saiu da briga “apaixonada pelo cérebro” de Zhao. “Foi a melhor conversa criativa que eu já tive com um diretor e ela sentiu a mesma coisa. Ela me falou ‘nossa, foi incrível’”. Segundo a atriz, ela teve “liberdade total” para encontrar um ponto em comum com a cineasta para evoluir sua personagem. “Quando encontramos, tivemos várias ideias novas. Foi emocionante”. O elenco da atração também inclui Richard Madden (‘Game of Thrones’), Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”), Kit Harrington (“Game of Thrones”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Lia McHugh (“American Woman”), Don Lee (“Invasão Zumbi”), Barry Keoghan (“Dunkirk”), Dan Stevens (“Legion”) e Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”). A estreia está marcada para 4 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Artistas LGBTQIAP+ se juntam a protesto contra Netflix
Vários artistas LGBTQIAP+ se uniram a um protesto organizado por funcionários da Netflix contra o especial de comédia “Encerramento” (The Closer), de Dave Chappelle, que desde que foi disponibilizado em 5 de outubro virou alvo de polêmica e dor de cabeça para a plataforma. Entre os astros que apoiam o movimento para tirar o especial do catálogo da Netflix estão Angelica Ross (“Pose”), Jonathan Van Ness (“Queer Eye”), Alexandra Billings (“Transparent”), Sara Ramirez (“Grey’s Anatomy”), Colton Haynes (“Arrow”), Eureka O’Hara (“AJ and the Queen”), Jameela Jamil (“The Good Place”), TS Madison (“Zola”), Our Lady J (“Pose”) e Joey Soloway (“United States of Tara”). Eles se juntaram em solidariedade ao movimento iniciado internamente na empresa após três funcionários serem suspensos ao invadirem uma reunião para cobrar satisfação do CEO Ted Sarandos, que defendeu o especial num memorando, afirmando que a Netflix não iria tirá-lo do ar. Uma das pessoas afastadas foi Tara Field, mulher trans que iniciou uma campanha contra o especial de Chappelle em sua conta pessoal no Twitter. A repercussão negativa fez Sarandos voltar atrás e “suspender as suspensões”. Mas logo em seguia um funcionário foi demitido por vazar informações sigilosas sobre os custos do especial e sua comparação com outros produtos similares, mostrando que a Netflix não lucrou com a defesa das opiniões indefensáveis do humorista. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Além disso, uma mulher transexual citada numa piada de “Stick and Stones” (2019) suicidou-se dois meses após a chegada do programa ao streaming. Mesmo com esse antecedente, ele voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. O motivo foi uma defesa de J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e transfóbica assumida. “Cancelaram J. K. Rowling, Meu Deus. Efetivamente, ela disse que gênero era um fato. A comunidade trans ficou furiosa e começou a chamá-la de TERF [sigla em inglês para feminista radical trans-excludente]. Eu sou time TERF. Concordo. Gênero é um fato”. Em seu monólogo, o comediante faz diversas outras afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e repetir declarações problemáticas. A comunidade LGBTQIAP+ ficou enfurecida por Chappelle ser reincidente e a Netflix continuar a lhe dar espaço para reforçar o tipo de preconceito que tem levado ao assassinato e suicídio de pessoas inocentes. A GLAAD, principal organização LGBTQIAP+ voltada à mídia, também se posicionou em meio à polêmica. “A Netflix tem uma política de que conteúdo ‘projetado para incitar ódio ou violência’ não é permitido na plataforma, mas todos nós sabemos que conteúdo anti-LGBTQ faz exatamente isso”, manifestou-se em comunicado. “Embora a Netflix seja o lar de histórias LGBTQ inovadoras, agora é a hora de seus executivos ouvirem os funcionários LGBTQ, líderes do setor e o público e se comprometerem a seguir seus próprios padrões.”












