“Round 6” esmaga recordes ao ser vista por 142 milhões de assinantes da Netflix
A Netflix divulgou números assombrosos da audiência de “Round 6”, série sul-coreana que virou um fenômeno mundial. Um mês após seu lançamento, a atração foi vista por 142 milhões de assinantes da plataforma. A atualização dos números de exibição foram revelados no relatório financeiro do terceiro trimestre da empresa de streaming. “Incrivelmente, 142 milhões de famílias de assinantes em todo o mundo optaram por assistir ao título nas primeiras quatro semanas. A amplitude da popularidade de ‘Round 6’ é realmente incrível”, disse a empresa em um comunicado ao mercado investidor. A empresa observou que a série virou o seu programa mais assistido em 94 países, incluindo os EUA, e que “perfurou o zeitgeist cultural” ao inspirar esquetes no humorístico “Saturday Night Live” e memes no TikTok vistos mais de 42 bilhões de vezes. O comunicado acrescentou ainda que a demanda por produtos de consumo – em vista do surgimento de fantasias piratas da série para o Halloween – é “alta” e que os itens oficiais já estão a caminho do varejo. Vale lembrar que a Netflix já tinha anunciado na semana passada que “Round 6” havia se tornado sua série mais assistida, celebrando o fato de ser a primeira vista por mais de 100 milhões de perfis de assinantes do serviço. Na época, a plataforma contabilizava 111 milhões de visualizações. Em uma semana, os episódios da série foram vistos mais 31 milhões de vezes. Com os novos números, sua audiência massiva é quase o dobro do 2º colocado, o sucesso de “Bridgerton”, até então a série mais assistida da Netflix, com 82 milhões de visualizações. O volume de tráfego gerado pela produção foi tão grande que uma das maiores empresas provedoras de internet da Coreia do Sul resolveu processar a plataforma por monopolizar seus serviços. A SK Broadband está cobrando na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver “Round 6”. O lado mais sombrio do fenômeno é que a série está sendo vista por muitas crianças, que tentam recriar os jogos com colegas. O apelo encontra-se no fato de os desafios mortais serem baseados em brincadeiras infantis. Mas por conter muita violência a produção é imprópria para menores de 16 anos. O sucesso se reflete ainda na popularidade repentina dos atores da série. A estreante Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram praticamente da noite para o dia. Até então modelo, ela viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para o nível Juliette de mais de 20 milhões em quatro semanas. O impacto, claro, também virou pressão para que a história continue. Embora este não fosse o plano original do criador, o cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) já começou a comentar seus planos para retomar a série. Outro efeito dessa popularidade é que a Netflix tem buscado chamar atenção do público para outras séries sul-coreanas em seu catálogo. São muitas, mas para cada “Kingdom” há uma dúzia de doramas românticos que não compartilham o menor denominador comum com o apelo dos jogos vorazes e violentos de “Round 6”.
Teaser anuncia data do retorno sombrio de “Ozark”
A Netflix divulgou um novo teaser da 4ª e última temporada de “Ozark”, que confirma um final ao estilo de “La Casa de Papel”. Isto é, dividido em duas partes. Em clima sombrio, o vídeo também informa que a Parte 1 vai estrear em 21 de janeiro. Além de dividido em duas partes, o desfecho da série será prolongado, com um total de 14 episódios – quatro a mais que as temporadas anteriores. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), “Ozark” acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos. O motivo nada pitoresco da mudança é o envolvimento de Marty com um cartel do narcotráfico mexicano. O elenco também inclui Skylar Gaertner (o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) e Sofia Hublitz (série “Louie”) como os filhos do casal, além de Julia Garner (“The Americans”) como uma criminosa local que se associa a Marty. A atração caiu nas graças da crítica, com cada temporada atingido maior aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto o primeiro ano recebeu 68% de críticas favoráveis, o segundo chegou a 71%. O mais impressionante, porém, aconteceu durante a 3ª temporada, que se tornou quase uma unanimidade com 97% de comentários positivos. Refletindo essa repercussão positiva, a série também conquistou Emmys para Julia Garner (Melhor Atriz Coadjuvante) e Jason Bateman (Melhor Diretor).
Vídeo de “Cowboy Bebop” apresenta personagens e estética de anime
A Netflix divulgou um vídeo divertido de “Cowboy Bebop”, que usa e abusa da estética de anime para criar efeitos visuais e evocar metalinguagem, além de apresentar a dinâmica do trio de protagonistas. Concebido como um curta-metragem, o vídeo ganhou até pôster. Veja abaixo. Baseado no anime cultuadíssimo de Shinichirō Watanabe, que estreou no Japão em 1998, a atração gira em torno das aventuras de um grupo de caçadores de recompensa que viajava na espaçonave Bebop atrás de criminosos perigosos no ano de 2071. O elenco destaca John Cho (“Procurando…”), que interpreta o protagonista Spike Spiegel, Daniella Pineda (a bruxa Sophie Deveraux de “The Originals”) como a femme fatale Faye Valentine e Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet, enquanto o elenco de apoio inclui Elena Satine (a Dreamer de “The Gifted”), que tem o papel de Julia, Tamara Tunie (“Law & Order: SVU”) como Ana, Mason Alexander Park (“iCarly”) como Gren e Alex Hassell (“Suburbicon”) como Vicious, o assassino mais notório da galáxia. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”) e conta com o diretor do anime, Shinichiro Watanabe, como consultor da produção. A 1ª temporada com dez episódios com estreia daqui a um mês, em 19 de novembro.
“Para Todos os Garotos” terá série derivada sobre irmã de Lara Jean
A Netflix oficializou a produção de uma série derivada da trilogia de sucesso “Para Todos os Garotos”, estrelada por Lana Condor e Noah Centineo, que se encerrou em fevereiro com o lançamento de “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre”. Intitulada “XO, Kitty”, a atração será centrada na personagem Kitty, a mais jovem das irmãs Covey, interpretada por Anna Cathcart nos filmes. A série vai acompanhar sua jornada para encontrar o amor verdadeiro. “Caçula também ama, caçula também chora…”, diz o texto da Netflix postado nas redes sociais para anunciar a produção. O spin-off vazou em março, mas na época a empresa se recusou a comentar. Jenny Han, autora dos livros que inspiraram os filmes, assina a criação e vai comandar a série com Sascha Rothchild, que trabalhou nas equipes de “O Clube das Babás” e “GLOW”. A produção é do estúdio Awesomeness, que realizou os filmes para a Netflix. “XO, Kitty” conta com a volta de Anna Cathcart ao papel-título e possíveis participações do resto do elenco. Como Kitty, a atriz roubou as cenas na trilogia, desempenhando um papel fundamental na trama. Foi ela quem, no primeiro filme de 2018, encontrou as cartas que sua irmã mais velha Lara Jean (Condor), uma tímida aluna do Ensino Médio, havia escrito para meninos por quem ela tinha uma queda e as enviou secretamente, gerando todos os eventos subsequentes. A produção será a primeira série derivada de um filme original da Netflix. Com isso, a plataforma segue os concorrentes Disney+ e HBO Max, que já começaram a expandir os universos de franquias populares com conteúdos do gênero. Ainda não há previsão para a estreia. Caçula também ama, caçula também chora… 💘💌 XO, Kitty é a minha nova série derivada de Para Todos os Garotos protagonizada por Anna Cathcart. pic.twitter.com/Wt3xaf431v — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 18, 2021
Jamie Lee Curtis vai produzir minissérie biográfica de atleta LGBTQIAP+
A atriz Jamie Lee Curtis, atualmente no topo das bilheterias dos EUA com “Halloween Kills”, vai retomar sua parceria com o produtor Ryan Murphy num projeto para a Netflix. Os dois já tinham trabalhado juntos na série “Scream Queens”, homenagem aos filmes de terror ao estilo de “Halloween”, que durou duas temporadas na rede Fox. Mas desta vez o projeto não tem a ver com terror. Trata-se de uma minissérie biográfica, batizada de “Outfielder”, que vai contar a história de Glenn Burke, primeiro jogador de beisebol profissional a se assumir gay publicamente. Como curiosidade, Burke também foi quem criou o cumprimento conhecido como “high five”. O primeiro “high five” foi feito em 1977, quando Burke tinha 19 anos de idade e deu um tapa na mão de um colega no ar, ao comemorar entusiasmado seu 30º home run (rebatida que manda a bola para fora do campo). Em entrevista para o jornal New York Times, o jogador afirmou que o preconceito dentro do esporte encurtou sua carreira. Burke só jogou três anos pelos Dodgers, mas se disse feliz por não ter que mudar quem era por causa dos outros. Ele foi o primeiro jogador Major League Baseball abertamente gay e faleceu em 1995. Em participação no podcast Hero Nation, do site Deadline, Curtis afirmou que vinha tentado tirar o projeto do papel há anos. “Outfielder” está sendo escrito e será dirigido por Robert O’Hara, que foi recentemente nomeado para o Tony de Melhor Direção pela peça teatral “Slave Play”.
Salma Hayek brigou com Chloé Zhao nos bastidores de “Eternos”
A atriz Salma Hayek contou que teve uma briga de gritos com a diretora Chloé Zhao nos bastidores do novo filme da Marvel, “Eternos”. A revelação foi feita à revista Elle. “Entramos numa briga séria”, revelou a estrela mexicana de “Dupla Explosiva 2” em entrevista à publicação. A discórdia foi ocasionada por sugestões de mudanças trazidas pela atriz para sua personagem. A cineasta chinesa, que venceu o Oscar deste ano por “Nomadland”, não aprovou a iniciativa, porque as propostas não se encaixavam com seus planos para o filme. “Estávamos as duas apaixonadas [por nossas ideias]”, explicou Hayek. “As pessoas do lado fora da minha casa [onde a conversa aconteceu] chamaram de briga, porque nós estávamos basicamente gritando”, acrescentou. Mas a discussão se provou produtiva. Hayek disse que saiu da briga “apaixonada pelo cérebro” de Zhao. “Foi a melhor conversa criativa que eu já tive com um diretor e ela sentiu a mesma coisa. Ela me falou ‘nossa, foi incrível’”. Segundo a atriz, ela teve “liberdade total” para encontrar um ponto em comum com a cineasta para evoluir sua personagem. “Quando encontramos, tivemos várias ideias novas. Foi emocionante”. O elenco da atração também inclui Richard Madden (‘Game of Thrones’), Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”), Kit Harrington (“Game of Thrones”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Lia McHugh (“American Woman”), Don Lee (“Invasão Zumbi”), Barry Keoghan (“Dunkirk”), Dan Stevens (“Legion”) e Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”). A estreia está marcada para 4 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Artistas LGBTQIAP+ se juntam a protesto contra Netflix
Vários artistas LGBTQIAP+ se uniram a um protesto organizado por funcionários da Netflix contra o especial de comédia “Encerramento” (The Closer), de Dave Chappelle, que desde que foi disponibilizado em 5 de outubro virou alvo de polêmica e dor de cabeça para a plataforma. Entre os astros que apoiam o movimento para tirar o especial do catálogo da Netflix estão Angelica Ross (“Pose”), Jonathan Van Ness (“Queer Eye”), Alexandra Billings (“Transparent”), Sara Ramirez (“Grey’s Anatomy”), Colton Haynes (“Arrow”), Eureka O’Hara (“AJ and the Queen”), Jameela Jamil (“The Good Place”), TS Madison (“Zola”), Our Lady J (“Pose”) e Joey Soloway (“United States of Tara”). Eles se juntaram em solidariedade ao movimento iniciado internamente na empresa após três funcionários serem suspensos ao invadirem uma reunião para cobrar satisfação do CEO Ted Sarandos, que defendeu o especial num memorando, afirmando que a Netflix não iria tirá-lo do ar. Uma das pessoas afastadas foi Tara Field, mulher trans que iniciou uma campanha contra o especial de Chappelle em sua conta pessoal no Twitter. A repercussão negativa fez Sarandos voltar atrás e “suspender as suspensões”. Mas logo em seguia um funcionário foi demitido por vazar informações sigilosas sobre os custos do especial e sua comparação com outros produtos similares, mostrando que a Netflix não lucrou com a defesa das opiniões indefensáveis do humorista. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Além disso, uma mulher transexual citada numa piada de “Stick and Stones” (2019) suicidou-se dois meses após a chegada do programa ao streaming. Mesmo com esse antecedente, ele voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. O motivo foi uma defesa de J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e transfóbica assumida. “Cancelaram J. K. Rowling, Meu Deus. Efetivamente, ela disse que gênero era um fato. A comunidade trans ficou furiosa e começou a chamá-la de TERF [sigla em inglês para feminista radical trans-excludente]. Eu sou time TERF. Concordo. Gênero é um fato”. Em seu monólogo, o comediante faz diversas outras afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e repetir declarações problemáticas. A comunidade LGBTQIAP+ ficou enfurecida por Chappelle ser reincidente e a Netflix continuar a lhe dar espaço para reforçar o tipo de preconceito que tem levado ao assassinato e suicídio de pessoas inocentes. A GLAAD, principal organização LGBTQIAP+ voltada à mídia, também se posicionou em meio à polêmica. “A Netflix tem uma política de que conteúdo ‘projetado para incitar ódio ou violência’ não é permitido na plataforma, mas todos nós sabemos que conteúdo anti-LGBTQ faz exatamente isso”, manifestou-se em comunicado. “Embora a Netflix seja o lar de histórias LGBTQ inovadoras, agora é a hora de seus executivos ouvirem os funcionários LGBTQ, líderes do setor e o público e se comprometerem a seguir seus próprios padrões.”
A Filha Perdida: Trailer tenso apresenta drama premiado de Maggie Gyllenhaal
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “A Filha Perdida” (The Lost Daughter), primeiro filme escrito e dirigido pela atriz Maggie Gyllenhaal (“The Deuce”), que recebeu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Veneza em setembro passado. “A Filha Perdida” é um drama com clima tenso de suspense psicológico, passado numa praia ensolarada durante o verão. A trama adapta o livro homônimo de Elena Ferrante, escritora italiana de “A Amiga Genial”, e gira em torno de uma mulher que passa uma temporada de veraneio desacompanhada e fica obcecada por uma família ruidosa na praia, especialmente a jovem mãe e sua filha. Incomodada pela relação entre as duas, ela é tomada por suas próprias lembranças de maternidade, suas escolhas problemáticas na juventude e os segredos que nunca revelou para ninguém. O excelente elenco destaca Olivia Colman (vencedora do Oscar por “A Favorita”), Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Jessie Buckley (“Estou Pensando em Acabar com Tudo”), Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), Paul Mescal (“Normal People”), Ed Harris (“Westworld”) e Oliver Jackson-Cohen (“O Homem Invisível”). A estreia está marcada para 31 de dezembro.
Gwendoline Christie é Lúcifer em pôster da série “The Sandman”
A DC divulgou nas redes sociais um pôster de “The Sandman”, que traz Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”) caracterizada como Lúcifer, o Rei do Inferno. Lúcifer apareceu originalmente numa única história dos quadrinhos escritos por Neil Gaiman nos anos 1980, logo no começo da saga. Mas foi uma aparição tão marcante que acabou rendeu uma revista própria para personagem, que, por sua vez, virou a série “Lucifer”, da Netflix. “The Sandman” também vai ser exibida na Netflix, mas os produtores resolveram trocar o intérprete de Lúcifer para distanciar a atração da série estrelada por Tom Ellis, uma vez que o tom das duas produções será completamente diferente. O próprio criador dos quadrinhos, Neil Gaiman, está à frente do projeto, que terá Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”) como protagonista. Ele vai viver o personagem-título, também conhecido como Morfeu e Sonho (Dream), um dos Perpétuos. Em inglês, todos os Perpétuos tem nomes começados pela letra D – como Death (Morte), Destiny (Destino), Desire (Desejo), etc. Com 11 episódios encomendados, a série será uma das mais caras adaptações da DC Comics já produzidas. E ainda não tem previsão de estreia. Dreams do come true! At #DCFanDome, WBTV unveiled a first look at Gwendoline Christie’s Lucifer in the upcoming @Netflix_Sandman series based on the landmark DC comic by @neilhimself ⏳ #TheSandman pic.twitter.com/UygkFPRV5p — DC (@DCComics) October 16, 2021
“Big Mouth” terá especial de Natal na 5ª temporada
Os monstros hormonais estão de volta. A Netflix divulgou o pôster e o trailer da 5ª temporada de “Big Mouth”, série animada que transforma a adolescência num terror biológico. A prévia inclui outros tipos de animação além da tradicional, incluindo cenas de fantoches e stop-motion, além de anunciar um episódio especial de temática natalina. Criada pelos roteiristas Nick Kroll (criador do “Kroll Show”), Andrew Goldberg (“Uma Família da Pesada/Family Guy”), Mark Levin e Jennifer Flackett (ambos de “Viagem ao Centro da Terra – O Filme”), “Big Mouth” apresenta monstros simbólicos, hormonais, que se manifestam como vozes da consciência dos personagens centrais, jovens passando pelas mudanças físicas e biológicas da puberdade. O elenco de dubladores originais inclui John Mulaney (série “Mulaney”), Maya Rudolph (série “Up All Night”), Jason Mantzoukas (“Como Ser Solteira”), Jordan Peele (humorístico “Key and Peele”), Fred Armisen (humorístico “Portlandia”) e Jenny Slate (a voz da Arlequina em “Lego Batman: O Filme”). A série já se encontra renovada para a 6ª temporada e ainda vai ganhar um spin-off, “Human Resources” (em português, “Recursos Humanos”), descrita como “uma comédia no ambiente de trabalho dos monstros de ‘Big Mouth'”. Os novos episódios estreiam em 5 de novembro.
Séries online: “Succession”, “Você” e as estreias da semana
O fim de semana traz dois retornos bastante esperados: o drama de excessos “Succession”, vencedor do Emmy de Melhor Série em 2020, e a divertida psicopatia de “Você”, uma espécie de “Dexter” da nova geração. Mas enquanto a briga corporativa de “Succession” desembarca em doses homeopáticas, com episódios semanais aos domingos na HBO Max, “Você” chega com tudo nesta sexta (15/10) na Netflix, 3ª temporada completa, incluindo piadas sangrentas sobre a pandemia. A programação tem mais continuações que estreias, como a sci-fi “Outra Vida”, destruída pela crítica e adorada pelo apelo trash, e “Hightown”, suspense policial estrelado por Monica Raymund (de “Chicago Fire”). Entre as estreias, destaca-se a nova aposta sul-coreana da Netflix, “My Name”, um thriller criminal que entra na plataforma logo após o fenômeno “Round 6”, e os desenhos “The Great North” para adultos e “Aquaman: King of Atlantis” para crianças, entre outras opções. Mas o lançamento que vai dar mais o que falar é “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, uma atualização do filme de terror de mesmo nome, grande sucesso dos anos 1990, em nova embalagem para usuários do Instagram. A Amazon disponibilizou os quatro primeiros episódios, que racharam a crítica. Adeptos de maratonas intensas também podem comemorar a disponibilização integral de algumas séries clássicas bastante esperadas, inclusive as sete temporadas de “Pretty Little Liars”, que já era “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” com celulares há uma década atrás. Basta dizer que “PLL” influenciou todas as séries de mistérios adolescentes dos últimos anos e é considerada tão relevante que já vai ganhar remake (do criador de “Riverdale”). O detalhe é que não deu sorte com spin-offs, como também pode ser verificado na lista abaixo. Para maratonar no Halloween, “Salem” é uma ótima pedida: três temporadas de bruxarias com tema musical e participação de Marilyn Manson (o que pode ser controverso, após os últimos desdobramentos da vida do roqueiro). E o que dizer de “Shameless”, além de que 11 temporadas é pouco para tanta loucura? São, ao todo, 20 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado | EUA | 1ª Temporada (Amazon Prime Video) My Name | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Just Beyond | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Famous in Love | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) Enfermeiros: Uma Nova Era | Dinamarca | 1ª Temporada (Globoplay) The Great North | EUA | 1ª Temporada (Star+) Aquaman: King of Atlantis | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) Hightown | EUA | 2ª Temporada (Starzplay) Outra Vida | EUA | 2ª Temporada (Netflix) O Clube das Babás | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Vlog da Berê | Brasil | 2ª Temporada (Globoplay) Você | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Succession | EUA | 3ª Temporada (HBO Max) Coisas da Vida | Índia | 4ª Temporada (Netflix) Um Milagre | Turquia | 2 Temporadas (HBO Max) Salem | EUA | 3 Temporadas (Star+) Pretty Little Liars | EUA | 7 Temporadas (HBO Max) Pretty Little Liars: The Perfectionists | EUA | 1 Temporada (HBO Max) Shameless | EUA | 11 Temporadas (HBO Max) What Happened, Brittany Murphy? | EUA | 1 Temporada (HBO Max)
Filmes online: “Pedro Coelho 2”, “Maligno” e mais 20 estreias digitais
O cinema em casa da semana tem lançamentos para públicos muito diversos, como “Pedro Coelho 2” para as crianças e “Maligno” para os adultos. Ambos passaram pelos cinemas, mas “Maligno” chega em formato digital apenas um mês depois de entrar em cartaz, demonstrando como a janela cinematográfica diminuiu durante a pandemia. “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro filme dos personagens infantis de Beatrix Potter, trazendo – em inglês – vários astros famosos como as vozes dos coelhos falantes – James Corden (“Cinderela”) no papel-título e nada menos que Margot Robbie (a Arlequina de “O Esquadrão Suicida”), Daisie Ridley (a Rey da nova trilogia “Star Wars”) e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como coelhinhas. A programação infantil ainda destaca “Zarafa”, uma animação francesa premiada, entre outros desenhos. A proximidade do Halloween aumenta a oferta de filmes de terror, gênero em que se encaixa “Maligno”, a volta do diretor James Wan (“Invocação do Mal”) ao horror sobrenatural após dirigir o blockbuster “Aquaman” (2018). E se trata de um retorno com vingança, extremamente autoral e divisivo (pra amar ou odiar), mas com um dos finais mais perturbadores e inesperados do ano. Duas produções sul-americanas também se destacam no filão: “O Fio Invisível”, suspense psicológico da premiada cineasta peruana Claudia Llosa, vencedora do Festival de Berlim por “A Teta Assustada” (2010), e “História do Oculto”, do argentino Cristian Ponce, que se tornou cult após vencer prêmios em festivais internacionais. Para fãs de humor sombrio, há ainda “The Trip”, do norueguês Tommy Wirkola (do cult “Zumbis na Neve”), que transforma Noomi Rapace (“Prometheus”) e Aksel Hennie (“Hedhunters”) numa espécie de versão psicopata de “Sr. e Sra. Smith” (2005). Entre os lançamentos cinéfilos, “Shadow” eclipsa todos os demais. O filme é um show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Zhang Yimou (“Herói”), que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista ainda inclui dramas brasileiros premiados e o importante documentário investigativo “Controlling Britney Spears”, empurrão que faltava para Britney Spears se livrar da tutela do pai, Jamie Spears, no fim de setembro. Mas o documentário que autodeclarados fãs de música precisam ver neste fim de semana é “The Velvet Underground”, recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano. Dirigido por Todd Haynes (“Carol”) e com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, conta a história da lendária banda nova-iorquina liderada por Lou Reed e apadrinhada por Andy Warhol, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influenciou gerações, de David Bowie a Jesus and Mary Chain. São, ao todo, 22 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Maligno | EUA | Terror (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Fio Invisível | Peru, Chile, Espanha | Terror (Netflix) História do Oculto | Argentina | Terror (Netflix) Lucky – Uma Mulher de Sorte | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) The Trip | Noruega | Thriller (Netflix) Entre Frestas | Polônia | Thriller (Netflix) A Batalha Esquecida | Holanda | Guerra (Netflix) Shadow | China | Ação (Apple TV, Google Play, Looke, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Nunca mais Nevará | Polônia | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Sole | Itália | Drama (MUBI) Moving On | Coreia do Sul | Drama (MUBI) Suk Suk – Um Amor em Segredo | Hong Kong | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Veneza | Brasil | Drama (Star+) Piedade | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Abe | EUA, Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Pedro Coelho 2: O Fugitivo | EUA | Infantil (Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) Zarafa | França, Bélgica | Animação (Reserval Imovision) Bright: Alma de Samurai | EUA, Japão | Animação (Netflix) Violet Evergarden – O Filme | Japão | Animação (Netflix) Vil, Má | Brasil | Documentário (MUBI) Controlling Britney Spears | EUA | Documentário (Globoplay) The Velvet Underground | EUA | Documentário (Apple TV+)
Coreia do Norte diz que “Round 6” representa fracasso violento do capitalismo
O sucesso de “Round 6” cruzou a fronteira extremamente vigiada entre as Coreias e passou a ser usado pela ditadura repressiva da Coréia do Norte como prova de que a cultura capitalista da Coréia do Sul é um fracasso “violento”. O site de propaganda norte-coreano Arirang Meari publicou uma crítica do drama de sobrevivência, descrevendo-o como um retrato da “triste realidade de uma sociedade sul-coreana violenta”. “’Round 6′ ganhou popularidade porque expõe a realidade da cultura capitalista sul-coreana”, diz o texto publicado na terça (12/10), e revela “um mundo em que só o dinheiro importa – um horror infernal”, no qual “a corrupção e os canalhas imorais são comuns”. “É a atual sociedade sul-coreana, onde o número de perdedores da competição acirrada por empregos, imóveis e ações aumenta dramaticamente”, segue o artigo de Arirang Meari. A Netflix não comentou a crítica comunista negativa. A trama da atração acompanha 456 competidores que, sufocados por dívidas, aceitam participar de uma competição mortal de origem misteriosa, lutando uns contra os outros em uma série de jogos infantis pela chance de ganhar 45,6 bilhões de won (cerca de US$ 38,5 milhões) em dinheiro. Um arco de história que pode ter enfurecido particularmente o regime da Coreia do Norte envolve a principal personagem feminina da história, Kang Sae-byeok (Jung Ho-yeon), que é um desertora norte-coreana e entrou no torneio para tirar seu irmão mais novo de um orfanato e resgatar sua mãe, detida na China depois de fugir da Coreia do Norte. Série mais popular da Netflix em todos os tempos, “Round 6” bateu o recorde de visualizações da plataforma ao ser assistida por 111 milhões de perfis de assinantes em todo o mundo, nos primeiros 25 dias de sua disponibilização.












