“Encanto” é maior estreia animada da pandemia nos EUA
A nova animação da Disney, “Encanto”, foi o filme mais visto dos EUA no feriadão do Dia de Ação de Graças. A produção com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) liderou as bilheterias da América do Norte com US$ 40,3 milhões, valor que representa o melhor começo da era pandêmica para um título de animação. Este montante foi atingida graças à estratégia de lançamento antecipado na quarta-feira (24/11), justamente para aproveitar o tradicional feriado americano, que caiu na quinta. Portanto, é um valor de cinco dias. Em relação à arrecadação de sexta à domingo (28/11), “Encanto” somou US$ 27 milhões. Trata-se de um faturamento três vezes maior que o lançamento animado anterior da Disney nos cinemas, “Raya e o Último Dragão”, que abriu com US$ 8,5 milhões em março passado. E US$ 10 milhões acima da maior bilheteria do gênero durante a pandemia – “A Família Addams 2”, com US$ 17 milhões em outubro. A diferença em relação aos lançamentos anteriores é que o novo desenho da Disney foi o primeiro título de animação a receber distribuição exclusiva nos cinemas desde o começo da pandemia, graças ao avanço da vacinação entre as crianças nos EUA. Globalmente, “Encanto” começou com US$ 70 milhões, demonstrando que sua trama latina (os personagens são colombianos) teve apelo mundial. O filme agradou em cheio ao público e à crítica. Seu recepção positiva foi representada pela nota A no CinemaScore, pesquisa feita após a saída dos cinemas nos EUA, e nos 92% de aprovação na média do Rotten Tomatoes – continuando o legado de alta qualidade que caracteriza as produções do mais tradicional estúdio de animação de Hollywood. Apesar de não contar com o mesmo entusiasmo da crítica (62% no Rotten Tomatoes), “Casa Gucci” também registrou recordes de arrecadação para seu gênero. Foram US$ 21,8 milhões no feriadão e US$ 14,2 milhões no fim de semana, ambos recordes para um lançamento dramático focado no público adulto durante a pandemia. Analistas do mercado creditam esse desempenho ao apelo da estrela Lady Gaga entre todas as faixas etárias. O valor, porém, deixou “Casa Gucci” em 3º lugar, atrás de “Ghostbusters – Mais Além”, que faturou US$ 35,3 milhões desde quarta e US$ 24,5 milhões nos últimos três dias. Em dez dias, a continuação de “Os Caça-Fantasmas” produzida pela Sony já soma US$ 87,8 milhões na América do Norte e US$ 115,7 milhões mundiais. Em compensação, o estúdio amargou um grande fracasso com o reboot de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”, que teve uma estreia de US$ 8,8 milhões em cinco dias e US$ 5,3 milhões no fim de semana. O filme de terror abriu em 5º, atrás de “Eternos”, da Marvel. Um verdadeiro fiasco em comparação ao sucesso dos filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich. Logo abaixo do Top 10, a MGM/United Artists comemorou com comunicados à imprensa o desempenho de “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chamando atenção para seus recordes. Lançado em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões exclusivas com projeção de 70 mm atraíram o maior número de pessoas por sala desde o início da pandemia – ou o maior número de todos os tempos, segundo o estúdio – , rendendo US$ 84 mil por cinema. Por sinal, esta arrecadação representou um recorde histórico para um cinema específico: a melhor receita de fim de semana do tradicional Regency Village de Los Angeles em 25 anos. O montante de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” chegou até a bater aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas) e “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas). A crítica foi em peso aplaudir o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. A má notícia em meio ao feito de “Licorice Pizza” é que ele só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro.
“Mixtape” ganha título nacional e trailer legendado da Netflix
A Netflix divulgou a versão legendada do trailer de “Mixtape”, comédia dramática passada nos anos 1990 que recebeu o título nacional de “A Fita Cassete”, num caso típico em que era melhor ter mantido o nome original. O filme segue uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos. Ao acidentalmente destruir a fita, ela decide encontrar cada música obscura listada na fita k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. É uma história adolescente divertida, que tipicamente erra referências como costumam acontecer nos filmes adolescentes sobre outras gerações. Para deixar clara a confusão, a trilha que toca no trailer vai do hair metal de Blues Saraceno ao punk quase indie de Girls at Our Best, o que revela que os pais da garota tinham gosto ecletíssimo ou que os produtores são jovens demais para lembrar que as duas tribos musicais não se suportavam. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco também destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem, Audrey Hsieh (“Here Today”) como sua melhor amiga, a estreante Olga Petsa como a rebelde da escola e Nick Thune (“Love Life”) como um vendedor de loja de discos. A nostalgia de “Mixtape” chega ao streaming em 3 de dezembro.
“The Witcher”: Vídeo revela monstro inédito da 2ª temporada
A Netflix divulgou um vídeo curto de “The Witcher”, que mostra Geralt de Rivia (Henry Cavill) enfrentando uma das novas criaturas da 2ª temporada. A luta foi postada no perfil oficial da série nas redes sociais. Veja abaixo. Os próximos episódios vão mostrar o caçador de monstros cuidando da jovem princesa perdida Ciri (Freya Allan), levando-a ao lugar mais seguro que conhece, seu lar de infância, Kaer Morhen, onde tem início um treinamento que a transformará numa guerreira. Paralelamente, a feiticeira Yennefer (Anya Chalotra) também embarcará em nova jornada, enfrentando ainda mais perigos. Em seu cronograma original, a Netflix pretendia lançar a 2ª temporada em fevereiro de 2021. Mas, graças à pandemia, as gravações levaram mais de um ano. Por isso, a estreia só vai acontecer no dia 17 de dezembro. Para evitar maiores atrasos, a série já teve sua renovação antecipada para a 3ª temporada. New monsters await. Are you ready? ⚔️ Meet. The. Myriapod. #TheWitcher Season 2. December 17. pic.twitter.com/vgpbjGxIpL — The Witcher (@witchernetflix) November 25, 2021
Astros de “Round 6” e “Sense8” vão à lua no teaser de “Mar da Tranquilidade”
A Netflix divulgou dois pôsteres e o teaser de “O Mar da Tranquilidade”, série sci-fi sul-coreana passada na lua. A prévia mostra Gong Yoo (“Round 6”) e Bae Doona (“Sense8”) entre outros astronautas explorando uma base lunar abandonada. A trama se passa no futuro, após a Terra se tornar quase inabitável. Mas o segredo para sobrevivência da humanidade pode ter encontrado pela equipe da base do Mar da Tranquilidade. O problema é que eles estão desaparecidos. Por isso, uma nova tripulação é enviada ao local, em busca de pistas sobre o que aconteceu e qual era o segredo. A série foi desenvolvida por Park Eun-kyo, roteirista do impactante suspense “Mother: A Busca pela Verdade”, dirigido por Bong Joon-ho (“Parasita”) em 2009, e o elenco ainda inclui o ator e cantor Lee Joon (“Vampire Detective”), que é integrante da boy band MBLAQ. “Mar da Tranquilidade” estreia em 24 de dezembro.
Filmes online: “Duna” e as estreias de streaming
“Duna” é a grande estreia de streaming da semana. Mas com um detalhe: quem não for assinante da HBO Max também poderá vê-lo, pagando mais caro que a assinatura mensal, numa das muitas plataformas de VOD que passam a oferecer sua locação digital simultaneamente nesta sexta (26/11). Entre os demais dicas, há dois filmes de Natal e muitos lançamentos premiados no circuito dos festivais, com destaque para “Annette”, musical que conquistou dois troféus do Festival de Cannes deste ano e que é inédito no circuito oficial dos cinemas brasileiros. Veja abaixo 10 sugestões para aproveitar o melhor do streaming no fim de semana. Duna | HBO Max Maior sucesso cinematográfico da Warner durante a pandemia, “Duna” chega “de graça” ao streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max – para ser conferido de preferência numa Smart TV de tela gigante, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico. Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme – ou dois, pois planeja fazer a adaptação do livro seguinte, “O Messias de Duna”. Annette | MUBI Primeiro filme falado em inglês de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”), que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes neste ano, é um musical que destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música. Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como um arista de “stand up” e Marion Cotillard (“Aliados”) como uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua filha Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional”, altera o rumo de suas vidas. The Trouble with Being Born | MUBI Uma das tramas de ficção científica mais provocadoras dos últimos tempos, “The Trouble with Being Born”, premiado no Festival de Berlim do ano passado, acompanha Elli, um robô androide com forma de criança, programada com memórias que significam tudo para seus donos, mas nada para ela. A trama traz o ponto de vista da máquina e choca a princípio com imagens de sexualização infantil, que sugerem abuso da relação entre dono e “filha” – e as insinuações de incesto foram suficientes para o Festival de Melbourne desistir de exibir o filme da cineasta austríaca Sandra Wollner (“The Impossible Picture”) em sua programação. Mas este é só o começo da história. Num impulso de fuga, Elli vai parar nas mãos de outra proprietária, assumindo outro visual e relacionamento tóxico. Trata-se, ao final, de uma parábola moral, que vai além de um óbvio comentário sobre os efeitos desumanizadores da tecnologia. Ferida | Netflix A estreia da atriz Halle Berry na direção é um mergulho no mundo das lutas profissionais femininas. Além de estar atrás das câmeras, ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Sua vida tem uma reviravolta quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida e ela se vê precisando sustentar a criança. Com seu currículo sem brilho, a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e o prestígio em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 55 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. Reação em Cadeia | Amazon Prime Video Márcio Garcia se arrisca como diretor de thriller de ação em seu primeiro “filme brasileiro” – após rodar dois longas nos EUA – e o resultado surpreende. Mesmo sem orçamento hollywoodiano, “Reação em Cadeia” tem sequências decentes de perseguição de carros sem efeitos especiais exorbitantes. Mas seu grande trunfo é o roteiro escrito em parceria entre o diretor, Thiago Dottori (dos dois filmes da “Turma da Mônica”) e Bráulio Mantovani (dos dois “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”). Com uma trama que aborda crime e corrupção, entrega um retrato autêntico da podridão política no Brasil. O protagonista (Bruno Gissoni) é o auditor fiscal de uma empresa que, sem querer, depara-se com um grande esquema de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. A situação envolve o crime organizado e coloca sua família em risco. Mas, ao contrário dos filmes de ação de Hollywood, o herói não resolve a parada armando-se até os dentes. Sua principal arma é a inteligência com que enfrenta as ameaças e reviravoltas do enredo, traçando um plano para retomar sua vida normal. Chega no sábado (27/11) na Amazon. O Fim do Mundo | Filmicca Espécie de “Cidade de Deus” português, filmado com atores não profissionais, “O Fim do Mundo” acompanha um jovem de 18 anos que passou os últimos 8 em uma unidade de internação de menores e tenta retomar sua vida na Reboleira, uma favela de Lisboa. Seus amigos de infância continuam lá, assim como os cariocas e as festas. Mas também o tráfico e inimigos jurados. Buscar o equilíbrio é ainda mais difícil conforme as escavadeiras começam a demolir o bairro e todos tentam se agarrar a sonhos, sejam românticos ou violentos. Melhor Filme Português do IndieLisboa do ano passado, o segundo longa de Basil da Cunha fez bastante sucesso no circuito dos festivais internacionais, revelando um universo pouco visto no cinema europeu, e que já tinha aparecido no primeiro filme do diretor luso-suíço, “Até Ver a Luz”, no já distante ano de 2013. Tirem o Sorriso do Rosto | Filmicca Aclamado pela crítica ao passar nos festivais de Berlim e Tribeca, a estreia do diretor americano Daniel Patrick Carbone acompanham dois irmãos enquanto amadurecem abruptamente pelo choque da morte de um amigo. Perturbados de uma forma que não conseguem entender, eles buscam refúgio longe da cidade, enquanto ponderam os mistérios da natureza e a própria mortalidade. Ao filmar esta jornada, Carbone entrega um retrato belamente fotografado do interior rural americano sob a ótica distorcida da juventude. Natal em 8 Bits | HBO Max Um dos mais divertidos filmes de temática natalina deste ano, “Natal em 8 Bits” gira em torno das desventuras de um adolescente do final dos anos 1980 para conseguir o presente de seus sonhos: a última palavra em consoles de videogame, o Nintendo Entertainment System. Mesmo tendo o pedido de Natal recusado pela família, ele não desiste e entra num concurso repleto de desafios para ganhar o grande prêmio. A história lembra a conhecida epopeia do menino de “Uma História de Natal” (1983), mas também compartilha do humor doce e irônico de “A Princesa Prometida” (1987), na forma como Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) conta a história para sua filha, jurando que tudo é verdade e aconteceu em sua infância. Sem falar que é repleto de referências da década mais pop de todas. Um Menino Chamado Natal | Netflix A qualidade dos efeitos e o bom elenco diferenciam esta fantasia dos muitos títulos natalinos lançados pela Netflix neste final do ano. A história se revela conforme Maggie Smith (“Downton Abbey”) conta para um grupo de crianças como o Natal realmente começou, quando um menino chamado Nicholas e seu rato falante embarcaram numa jornada impossível em busca de um pouco de mágica. Com roteiro e direção de Gil Kenan (“Poltergeist – O Fenômeno”), o elenco também inclui Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Jim Broadbent (“Harry Potter”) e o menino estreante Henry Lawfull. Becoming Cousteau | Disney+ Premiado no Festival de Londres, este documentário celebra a carreira e realizações, mas também lembra as tragédias que marcaram a vida do famoso explorador e ambientalista Jacques Cousteau (1910–1997). Ele próprio foi um documentarista premiado – vencedor de três Oscars – , que por muitos anos teve seu nome associado às maiores aventuras submarinas da vida real, além de ter sido responsável por invenções importantes e despertado a paixão oceanográfica em várias gerações que cresceram assistindo a seus programas televisivos, como “O Mundo Submarino de Jacques Custeau”, “A Odisséia de Custeau” e tantos outros – fez até uma série dedicada à exploração dos rios da Amazônia nos anos 1980.
Séries online: “Star Trek” e “Aruanas” são novidades do fim de semana
Depois de uma avalanche de estreias no meio da semana, as plataformas de streaming ainda guardaram novidades para o fim de semana. E com direito a lançamentos de surpresa, já que dois dos principais títulos desta sexta (26/11), “Star Trek: Discovery” e “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), eram esperados só em 2022. Com a chegada de “Elfos” no domingo, a disponibilização da 2ª temporada de “Aruanas” e alguns títulos que não couberam na lista inicial, a seleção abaixo dobra a quantidade de opções para ver na semana, juntando-se às dicas de quarta (24/11), em que os destaques foram “Gavião Arqueiro” e “The Beatles: Get Back”. Veja abaixo as últimas novidades para maratonar no fim de semana. Star Trek: Discovery | Paramount+ A série que revitalizou o universo “Star Trek” tem nova Capitã e endereço. “Star Trek: Discovery” deixou o catálogo da Netflix na semana passada e estreia sua 4ª temporada nesta sexta na Paramount+, trazendo a primeira missão liderada por Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) como Capitã da nave espacial que batiza a atração – a quarta pessoa a ocupar o cargo desde o começo da produção. E ela enfrenta logo de cara uma ameaça capaz de destruir mundos num piscar de olhos. Apresentada nos dois primeiros episódios disponibilizados, a anomalia gravitacional se prova um terror para o qual não existe defesa – e que rende efeitos visuais cinematográficos. Aruanas | Globoplay As ativistas vividas por Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araujo e Thainá Duarte encontram-se divididas e endividadas na 2ª temporada de “Aruanas”, justamente quando enfrentam seu maior desafio: o poderoso lobby da indústria do petróleo. Com R$ 1 trilhão de isenção de impostos em jogo, elas embarcam numa aventura por uma cidade modelo de sustentabilidade (do prefeito Lázaro Ramos), após um petroquímica causar um desastre ecológico na região, e suas descobertas as tornam alvo de criminosos, políticos e empresários. Quem também volta é a lobista interpretada por Camila Pitanga, mais intensa e incisiva, com uma nova cartela de clientes e interesses, agora defendendo petroleiros – como o vilão maior da trama, o astro português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”). O papel é o último trabalho guardado da atriz na Globo – ela assinou com a HBO Max – e aproveita-se de sua assumida bissexualidade para desenvolver a sexualidade da personagem em cenas românticas com Elisa Volpatto – ex-namoradas na trama. Galera do Barulho | HBO Max Lançado ironicamente sem barulho, o revival da série clássica “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) chegou de surpresa na HBO Max, dois dias após a estreia da 2ª temporada nos EUA – onde lidera a audiência da plataforma Peacock, inexistente no Brasil. Concebida como uma sequência da série adolescente imensamente popular dos anos 1990, a nova produção se foca nos filhos dos personagens originais – mais ou menos como aconteceu com “Fuller House”, na Netflix. O revival traz de volta Mark-Paul Gosselaar, Mario Lopez, Elizabeth Berkley e Tiffani Thiessen a seus papéis clássicos, agora como os adultos da trama, que ainda segue acompanhando os estudantes adolescentes da Bayside High School. A premissa explora o que acontece quando o governador da Califórnia, Zack Morris (Gosselaar), fica em apuros por fechar muitas escolas de Ensino Médio que atendiam a população de baixa renda, e propõe o envio dos estudantes afetados às escolas mais bem financiadas do estado – incluindo Bayside High. O afluxo de novos alunos dá às crianças privilegiadas de Bayside uma dose muito necessária de realidade – entre eles, o próprio filho de Zack, vivido por Mitchell Hoog (de “Freaky – No Corpo de um Assassino”). Os personagens Jessica Spano (Elizabeth Berkley) e A.C. Slater (Mario Lopez) agora trabalham na escola em que cresceram e lideram um elenco que também destaca John Michael Higgins (“A Escolha Perfeita”) como diretor do colégio e, no meio da nova turma de alunos, Belmont Cameli (“Empire”) como o filho de Jessica. Legacies | HBO Max A série dos herdeiros sobrenaturais do universo de “The Vampire Diaries” chega a sua 4ª temporada focando no destino da protagonista Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell), que pretende se tornar “tríbrida” para enfrentar Malivore, a grande ameaça que paira sobre a série desde seu episódio inaugural. Filha do primeiro híbrido (vampiro e lobisomem), Klaus Mikaelson, Hope preferiu seguir o caminho da tia bruxa Freya, especializando-se em encantamentos na escola para crianças sobrenaturais de Mystic Falls. Entretanto, eventualmente desencadeou a maldição de lobisomem de seu sangue e agora considera também morrer para retornar como vampira, tornando-se ainda mais poderosa para vencer Malivore. Claro que isso pode lhe custar sua humanidade. Elfos | Netflix Com lançamento no domingo (28/11), esta série dinamarquesa é uma verdadeira antíteses das fantasias adocicadas programadas para a (extensa) temporada de Natal na Netflix. Escrita por Stefan Jaworski, criador do suspense nórdico “Those Who Kill”, a trama gira em torno de uma família que, em viagem de fim de ano, vai parar numa ilha distante com um segredo terrível e sanguinário: ela abriga os elfos de Natal, que na verdade são criaturas mais parecidas com gremlins. MotherFatherSon | Starzplay Com um elenco imponente, “MotherFatherSon” teve o azar de sair depois de “Succession”, com quem divide premissa similar, mas não os mesmos textos irônicos. Desenvolvida por Tom Rob Smith, criador de “American Crime Story”, a minissérie britânica gira em torno da disputa de poder numa empresa de mídia dominada por uma poderosa família, encabeçada por Richard Gere (“Chicago”) e a recentemente falecida Helen McCrory (“Peaky Blinders”). Super Crooks | Netflix Mestres do Universo: Salvando Eternia | Netflix Solar Opposites | Star+ F is for Family | Netflix Quatro animações completam a relação, das quais apenas é novidade completa. Desenvolvida em estilo anime pelo estúdio Bones (de “Fullmetal Alchimist”, “Wolf’s Rain” e “Godzilla Ponto Singular”), “Super Crooks” adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar, passados no mesmo universo de “O Legado de Júpiter”, e segue um grupo de supervilões que planejam um golpe monumental. A lista inclui outra série de ação, “Mestres do Universo: Salvando Eternia”, que é concluída com o lançamento de sua Parte 2. A iniciativa do cineasta Kevin Smith (“O Balconista”) visava justamente dar um fim à trama inacabada da animação clássica do He-Man dos anos 1980. Mas apesar do tom nostálgico, os personagens passaram por uma grande repaginação, aproximando-os do visual de “Castlevania”. Não por acaso, a série tem produção da Powerhouse Animation – o estúdio por trás de “Castlevania”. As demais são comédias. A 2ª temporada da hilária “Solar Opposites”, de Justin Roiland (cocriador de “Rick & Morty”), mostra novas confusões da família alienígena que escapou da explosão de seu mundo para se refugiar nos subúrbios dos EUA. Já a 5ª temporada de “F Is For Family” despede-se da família criada por Michael Price (produtor-roteirista de “Os Simpsons”) e o humorista Bill Burr (“Pai em Dose Dupla”), que ajudou a lembrar como eram inacreditáveis os anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo os criadores.
Homem é condenado à morte por pirataria de “Round 6” na Coreia do Norte
Um homem que disponibilizou cópias piratas da série “Round 6” na Coreia do Norte foi condenado à morte, segundo a Radio Free Asia. Tanto a Netflix quanto a cultura sul-coreana são proibidas na ditadora de Kim Jong-un. E ele não foi o único condenado. Cerca de sete estudantes do ensino médio, que assistiram a série após comprarem pen-drives com o conteúdo pirata, também receberam sentenças duras. Um dos meninos pegou prisão perpétua, enquanto os outros seis foram condenados a cinco anos de trabalhos forçados. Professores e funcionários da escola dos alunos também sofreram punições. Já foram demitidos e ainda correm o risco de serem enviados para trabalhar em minas remotas. Além disso, o governo estaria estudando punição para os pais e parentes das crianças. “Isso tudo começou na semana passada, quando um estudante do ensino médio comprou secretamente uma USB contendo o drama sul-coreano e assistiu com um de seus melhores amigos na classe”, disse uma fonte da polícia na província de Hamgyong Norte, no nordeste do país, à Radio Free Asia. Em seguida, eles comentaram entre si e compartilharam o pen-drive com ‘Round 6’. A informação vazou e eles foram presos pelo serviço governamental especializado na detenção de telespectadores ilegais, a Surveillance Bureau Group 109. Sob interrogação pesada, seis contaram como adquiriram o conteúdo. O sétimo foi o que pegou prisão perpétua. “O governo está levando muito a sério esse incidente, dizendo que a educação dos alunos estava sendo negligenciada”, informou a fonte policial. O caso marca a primeira vez que menores são enquadrados na lei de “eliminação do pensamento e cultura reacionários”. Ela foi criada no ano passado e tem pena de morte para “quem assistir, manter ou distribuir mídia de países capitalistas, principalmente da Coreia do Sul e dos Estados Unidos”, diz a Radio Free Asia. A agência também afirma que o responsável pela pirataria terá a pena executada por um pelotão de fuzilamento. “Round 6” bateu recorde de audiência e se tornou a série mais assistida da história da Netflix, após ser exibida em 111 milhões de casas, segundo a plataforma. A trama é especialmente sensível para a ditatura norte-coreana por destacar uma desertora e demonstrar a miséria que existe no país. O criador e diretor da série, Hwang Dong-hyuk, confirmou os planos para uma 2ª temporada.
Disney vai gastar US$ 33 bilhões em produção de conteúdo em 2022
A Disney pretende investir uma quantia recorde em produção de conteúdo ao longo de 2022. De acordo com uma reportagem do site The Hollywood Reporter, o estúdio vai gastar US$ 33 bilhões, cerca de US$ 8 bilhões a mais do que em 2021, para realizar filmes e séries entre todos os seus estúdios – que incluem Marvel, Pixar, Lucasfilm, 20th Century, Searchlight, ABC Studios, Disney Animation e Walt Disney Pictures. Mas não só isso. Embora boa parte desse investimento seja voltado a fortalecer a plataforma Disney+ com novas produções da Marvel e “Star Wars”, a Disney também precisa alimentar o canal ESPN e a plataforma ESPN+ com a programação esportiva de ligas como NFL, NHL e NBA, cujos direitos são caros. Blockbusters também custam uma fortuna. Mesmo assim, vai sobrar muito dinheiro para o atual carro-chefe da companhia e para ainda vitaminar o serviço complementar da Hulu/Star+. Para se ter noção, a Netflix, que ainda é a líder do segmento, vai investir algo em torno de US$ 14 bilhões no mesmo período, menos da metade do que a Disney planeja gastar.
Series online: Estreias da semana destacam “Gavião Arqueiro” e Beatles
O dia das estreias das séries mudou nesta semana. A maioria dos títulos chegou nesta quarta (24/11), entre eles o principal lançamento: “Gavião Arqueiro”. Com isto, abre-se a possibilidade de duas listas, com o primeiro Top 10 no meio da semana, focando nas estreias já disponíveis e em duas que começam a ser exibidas na quinta – a parte 2 de “Gossip Girl” e o esperado documentário em capítulos dos Beatles. Veja abaixo os destaques da programação do streaming do meio da semana. Gavião Arqueiro | Disney+ Cada série da Marvel lançada até agora tem sido diferente uma da outra. Com “Gavião Arqueiro”, o ritmo é mais lento, o humor infeccioso e não há uma ameaça superpoderosa a ser combatida. As lutas de rua chegam a lembrar as adaptações da época da Netflix, especialmente “Jessica Jones” e seu humor mordaz. Isto permite maior desenvolvimento dos personagens e valoriza a óbvia química dos protagonistas. Embora tenha o nome do personagem de Jeremy Renner no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), o foco da produção é a novata Kate Bishop, que Hailee Steinfeld (“Dickinson”) interpreta com convicção. Fã do Gavião Arqueiro desde que foi salva por ele na infância – quando os Vingadores impediram a invasão alienígena do filme de 2012 – , ela se tornou uma arqueira campeã, aprendeu artes marciais e decide virar uma heroína. O problema é que usa o traje de Ronin, atraindo atenção da mídia e bandidos. Ronin foi a identidade assumida pelo Gavião Arqueiro durante os cinco anos entre o estalar de dedos de Thanos e o retorno de sua família desaparecida. Só que, sentindo-se responsável pela confusão em que ela se mete, o herói descobre que ajudá-la rende mais problemas que esperava, além de uma inesperada discípula. O primeiro longa dos Vingadores também aparece referenciado num inacreditável musical da Broadway, que garante o ponto alto do primeiro dos dois episódios liberados simultaneamente nesta quarta. É ver para crer, rir e se emocionar com a reação de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, diante da intérprete da Viúva Negra no espetáculo. Com roteiro e produção de Jonathan Igla (“Mad Men”), “Gavião Arqueiro” também inclui Vera Farmiga (“Bates Motel”) como Eleanor Bishop, a mãe de Kate, Tony Dalton (“Better Call Saul”) como Jack Duquesne, também conhecido como o vilão/anti-herói Espadachim, e Alaqua Cox como Eco (Echo), heroína surda e nativo-americana, que vai ganhar seu próprio spin-off em 2022, além de contar com uma vindoura participação de Florence Pugh no papel de Yelena Belova, dando sequência à trama do filme “Viúva Negra”. The Beatles: Get Back | Disney+ O documentário sobre os bastidores da gravação do álbum “Let It Be” joga por terra mitos consagrados pelos fãs dos Beatles. Não há Paul McCartney mandão, Yoko Ono intrigante, nada do que entrou para as lendas em torno do fim da banda. Curiosamente, quem aparece aprontando é George Harrison, que chega a abandonar as gravações e ameaça sair da banda, retornando dias depois – os Beatles esconderam este fato por anos. Mas o ponto alto de “The Beatles: Get Back” é a química da melhor banda de todos os tempos em seu processo criativo. Eles riem e se divertem na maior parte do tempo. A captação das imagens foi feita pelo diretor Michael Lindsay-Hogg de 2 de janeiro a 31 de janeiro de 1969, originalmente para um especial de televisão focado na produção de um novo álbum dos Beatles. Só que “Let It Be” acabou virando o último disco. Após John, Paul, George e Ringo anunciarem a separação, o registro teve outro rumo: virou filme, lançado em maio de 1970 com destaque para as brigas e disputas internas que teriam levado o quarteto a encerrar a parceria. Intrigado com o resto da filmagem que nunca tinha vindo a luz, o cineasta Peter Jackson (da trilogia “O Senhor dos Anéis”) pediu para vasculhar os arquivos – roubados em 1970, mas recuperados quase na totalidade pela Interpol desde a década de 1990 – e encontrou mais de 56 horas desconhecidas do público. Com a permissão dos dois integrantes vivos dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, além das bênçãos das viúvas de John Lennon, Yoko Ono, e de George Harrison, Olivia Harrison, ele restaurou as imagens e o áudio com tecnologia de ponta e produziu uma reedição completa, que também inclui o célebre show no telhado do estúdio da Apple, em Londres, última vez que os Beatles tocaram juntos. “The Beatles: Get Back” será disponibilizado ao longo de três dias, com cada capítulo chegando um dia após o outro, entre 25 e 27 de novembro na plataforma Disney+. Top of the Lake | HBO Max Antes de fazer “The Handsmaid Tale”, Elizabeth Moss já mostrava seu talento como protagonista na minissérie “Top of the Lake”. Trata-se de uma minissérie criminal concebida e dirigida pela cineasta neozelandesa Jane Campion, primeira mulher a vencer o Festival de Cannes (por “O Piano”) e que este ano foi premiada no Festival de Veneza (por “Ataque dos Cães”). Moss venceu um Globo de Ouro em 2014 por sua performance como a detetive policial Robin Griffin, que investiga o desaparecimento de uma menina de 12 anos numa comunidade do interior da Nova Zelândia. Consagrada com, ao todo, 20 troféus, a atração acabou ganhando continuação, que mostrou a personagem de Moss trabalhando num novo caso – com participação de Gwendoline Christie (de “Game of Thrones”). Ambas as “temporadas” foram disponibilizadas pela HBO Max. Reservation Dogs | Star+ Primeira série de comédia passada em território nativo-americano, “Reservation Dogs” gira em torno de quatro adolescentes de descendência indígena, que cometem pequenos delitos em sua cidadezinha em Oklahoma, sonhando juntar dinheiro para ir à Califórnia. A criação é do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Ragnarok” e “Jojo Rabbit”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirigiu o piloto e é coprodutor da atração com Waititi. Elogiadíssima pela crítica, atingiu 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e já se encontra renovada para a 2ª temporada. Law & Order: Organized Crime | Star+ A nova série do produtor Dick Wolf chega direto em streaming no Brasil, trazendo o personagem Elliot Stabler, vivido por Christopher Meloni, de volta à longeva franquia “Law & Order”, 10 anos após sua despedida em “Law & Order: Special Victims Unit”. A motivação da volta de Stabler é descobrir quem matou sua esposa, Kathy (Isabel Gillies), violência que o levou a se juntar à equipe responsável por combater o crime organizado em Nova York. Como se passa na mesma cidade de “SVU”, o reencontro de Stabler com os colegas da antiga série foi assumido pelos produtores como inevitável. E para tirar logo esse “detalhe” do caminho, “Law & Order: OC” estreou durante um crossover com “Law & Order: SVU”, com a reunião de Stabler com a agora Capitã Benson, uma década após a última cena que compartilharam juntos. O detalhe é que a 23ª temporada de “SVU”, onde começa a história, permanece inédita em streaming no Brasil. A Mais Pura Verdade | Netflix “A Mais Pura Verdade” é duas coisas raras na carreira do comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”): uma minissérie e uma história criminal dramática. E seu resultado demonstra que ele deve continuar fazendo o que faz melhor: comédias no cinema. Desenvolvida por Eric Newman (roteirista-produtor de “Narcos” e “Narcos: Mexico”), a produção vale mais pela volta de Wesley Snipes aos papéis dramáticos após retomar a carreira – interrompida pela prisão por sonegação de impostos – com duas comédias ao lado de Eddie Murphy – “Meu Nome é Dolemite” e “Um Princípe em Nova York 2”. O nome de “Eddie”, por sinal, é citado na trama em comparação a Kevin Hart, que na atração vive um astro das comédias, numa turnê de espetáculos lotados de stand-up. Durante uma parada da turnê em sua cidade natal, Filadélfia, o humorista se reconecta com seu irmão mais velho (Snipes). Mas após uma noite de bebedeira em comemoração ao reencontro, algo acontece, que envolve a polícia e desgraça a carreira do humorista, ameaçando destruir tudo o que construiu. Sem saída, ele aceita participar de um plano do irmão para dar a volta por cima, mas isso implica numa série de escolhas moralmente complicadas, que torna a trama cada vez mais sombria. Gossip Girl | HBO Max A Parte 2 da temporada inaugural de “Gossip Girl” prepara diversas reviravoltas dramáticas e cenas quentes, que incluem uma traição entre irmãs e até uma relação de sexo à três envolvendo Emily Alyn Lind (“A Babá”), Thomas Doherty (“Legacies”) e o estreante Evan Mock. A trama se passa quase uma década depois que o blog da “garota fofoqueira” foi desativado e revela uma nova Gossip Girl, desta vez concebida pelos professores da escola de elite da trama para controlar a atual geração de estudantes – que tem ainda menos limites que a turma de Serena, Blair e cia. A continuação da série de mesmo nome, que foi sucesso entre 2007 e 2012 na TV americana, é escrita por Joshua Safran e tem produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage, criadores da “Gossip Girl” original. Para reforçar a ligação das duas gerações, a série manteve a narração de Kristen Bell como a voz informal de Gossip Girl e tem resgatado personagens secundários da década passada em pequenas participações. Hanna | Amazon Prime Video A adaptação do filme “Hanna” de 2011 – que contou com Saoirse Ronan no papel-título – chega à sua conclusão. Desenvolvida por David Farr, roteirista do longa original, a série reviu toda a história vista no cinema em sua temporada inaugural e continuou expandindo sua trama até transformar a jovem Hanna, vivida na série por Esmé Creed-Miles (“Dark River”), numa espécie de “Viúva Negra” mirim. Após superar o condicionamento que a transformou em assassina fria, ela se infiltra numa unidade que prepara outras assassinas adolescentes, visando impedir na 3ª e última temporada a continuidade do experimento que sofreu na infância. A produção também destaca em seu elenco Mireille Einos (“The Killing”) e Dermot Mulroney (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”), além de introduzir Ray Liotta (“Os Bons Companheiros”) nos últimos capítulos. Doctor Who | Globoplay A temporada de despedida de Jodie Whitaker como a personagem-título de “Doctor Who” chega na Globoplay com a exibição de episódios semanais. Definida pela rede britânica BBC, responsável por sua produção, como “a maior aventura” da Doutora até agora, a 13ª temporada é na verdade a menor de todas, com apenas seis episódios. Por isso, o pacote de despedida inclui três especiais, que mostrarão a transição de Jodie Whittaker e do showrunner Chris Chibnall para a nova equipe. Em sua temporada final, Whittaker continua tendo a companhia de Mandip Gill, que retorna como Yas, e recebe reforço de dois novos atores, John Bishop (“Rota Irlandesa”) e Jacob Anderson (o Verme Cinzento de “Game of Thrones”). Juntos, eles enfrentam a chegada de um misterioso Flux, que traz em seu rastro sontarianos, anjos lamentadores e outras criaturas “de todo o universo”. O nome “Flux” também foi adotado como subtítulo da temporada. Blade Runner: Black Lotus | Crunchyroll A série anime se passa no universo da franquia “Blade Runner”, evocando diretamente a iconografia do filme de 1982, além da trilha jazzista e a atmosfera neon noir. A trama gira em torno de uma nova replicante foragida, mestre em artes marciais, caçada por blade runners no ano de 2032 – ou seja, 17 anos antes dos eventos de “Blade Runner 2049”. Vale lembrar que este não é o primeiro projeto animado de “Blade Runner”. A Warner produziu três curtas como prólogo para o filme de 2017 e um deles era dirigido por Shinichirô Watanabe, criador dos cultuados animes “Cowboy Bebop” e “Samurai Champloo”. Watanabe é justamente o produtor...
“Profecia do Inferno” se consagra como novo hit sul-coreano da Netflix
A produção sul-coreana “Profecia do Inferno” foi a série mais vista da Netflix na última semana. O bom desempenho se materializou nesta terça (23/11) na atualização semanal do Top 10 mundial da plataforma. A série lançada na sexta (19/11) entrou no ranking com 43,4 milhões de horas. Como a audiência registrada é relativa ao período de 15 a 21 de novembro, isto significa que o número representa apenas três dias de exibição da série. O pouco tempo de disponibilidade foi o suficiente para superar a animação “Arcane”, lançada em três partes, e a 2ª temporada de “A Máfia dos Tigres”. As duas atrações lideraram o ranking das séries faladas em inglês com 38,4 milhões e 30 milhões de horas, respectivamente. Depois do sucesso de “Round 6”, as produções sul-coreanas tem ganhado mais atenção da plataforma. E “Profecia do Inferno” (Hellbound) tem como chamariz o fato de ter sido criada por Yeon Sang-ho, diretor do filme “Invasão Zumbi” – um dos melhores filmes de zumbis dos últimos tempos. Adaptação do popular webtoon (quadrinhos digitais sul-coreanos) “Hell” (Jiok), a série acompanha o caos provocado pelo surgimento de seres sobrenaturais, que passam a condenar pessoas ao inferno, enquanto um novo grupo religioso começa a pregar que esses seres são enviados por Deus. O elenco destaca Ah-in Yoo, astro de outro filme de zumbis, “#Alive” (disponível na Netflix). Todos os seis episódios foram dirigidos por Yeon, que também assina os roteiros em parceria com Choi Gyu-seok, um artista conhecido pelo webtoon “Songgot”, que já rendeu uma adaptação live-action em 2015. Vale apontar que “Round 6” continua no Top 10 como a 3ª série não falada em inglês mais vista da semana. Por curiosidade, também fazem parte deste ranking duas outras atrações sul-coreanas: as românticas “The King’s Affection” (em 4º lugar) e “Hometown Cha-Cha-Cha” (em 6º).
Filmes brasileiros são produções internacionais mais vistas na Netflix
Ao atualizar seu Top 10 mundial nesta terça (23/11), a Netflix revelou que duas produções brasileiras se classificaram entre as mais vistas da última semana em sua plataforma. De acordo com o ranking divulgado no site Top 10 Netflix (top10.netflix.com), o filme não falado em inglês mais visto do período de 15 a 21 de novembro foi a comédia “Amor Sem Medida”. A comédia estrelada por Leandro Hassum e Juliana Paes foi consumida durante 9,6 milhões de horas. Fazendo dobradinha, o 2º lugar também é brasileiro, com um número bem próximo obtido por “7 Prisioneiros”: 9,57 milhões de horas. O drama estrelado por Sergio Malheiros e Rodrigo Santoro ainda recebeu muitos elogios da crítica e atingiu 98% de aprovação, uma das maiores do ano no Rotten Tomatoes. Por outro lado, “Amor Sem Medida” foi totalmente ignorado pela imprensa internacional. Entre os filmes falados em inglês, “Alerta Vermelho” destruiu a concorrência, registrando 129,1 milhões de horas de exibição no período. Somando o levantamento anterior, a comédia de ação estrelada pelo trio Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase), Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”) já acumula 277,9 milhões de horas de exibição entre os assinantes do streaming, número que a transforma no segundo filme mais visto da Netflix em todos os tempos – atrás apenas das 282 milhões de horas de “Bird Box”.
“Alerta Vermelho” já é segundo filme mais visto da Netflix em todos os tempos
Com menos de duas semanas no catálogo da Netflix, “Alerta Vermelho” já é o segundo filme mais visto da plataforma em todos os tempos, acumulando 277,9 milhões de horas de exibição entre os assinantes do streaming. A novidade foi revelada nesta terça (23/11) na atualização semanal do Top 10 mundial da Netflix. O detalhe é que a comédia de ação estrelada pelo trio Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase), Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”) deve virar o filme mais visto de todos os tempos no serviço até a próxima semana. O líder do ranking atualmente é “Bird Box”, terror apocalíptico protagonizado por Sandra Bullock, que contabiliza 282 milhões de horas. “Alerta Vermelho” foi o filme mais assistido da Netflix de 15 a 21 de novembro, registrando 129,1 milhões de horas de exibição neste período. A diferença é brutal para o 2º lugar na relação: a continuação da franquia de Vanessa Hudgens, “A Princesa e a Plebeia 3: As Vilãs Também Amam”, teve 24,77 milhões de horas assistidas pelos assinantes. A lista também destaca produções brasileiras. O filme não falado em inglês mais visto do período foi a comédia “Amor Sem Medida”, estrelada por Leandro Hassum e Juliana Paes, que foi consumida durante 9,6 milhões de horas. E o 2º lugar também é brasileiro, com “7 Prisioneiros” bem pertinho, com registro de 9,57 milhões de horas. O drama estrelado por Sergio Malheiros e Rodrigo Santoro ainda recebeu muitos elogios da crítica e atingiu 98% de aprovação, uma das maiores do ano no Rotten Tomatoes. Por outro lado, “Amor Sem Medida” foi totalmente ignorado pela imprensa internacional. Entre as séries, a animação “Arcane” e a 2ª temporada de “A Máfia dos Tigres” dominaram o ranking, respectivamente com 38,4 milhões e 30 milhões de horas, enquanto uma nova série sul-coreana tomou o topo das produções internacional. Na verdade, “Profecia do Inferno” liderou não apenas o Top 10 das séries não faladas em inglês, mas foi a série mais vista em geral durante a última semana, gerando consumo de 43,4 milhões de horas.
Rodrigo Sant’anna terá série e especial de comédia na Netflix
A Netflix revelou que fará programa duplo com o humorista Rodrigo Sant’anna. A novidade é que ele vai ganhar um especial de comédia, chamado “Cheguei”, que irá tratar sobre sua trajetória. E o projeto se junta a uma atração anteriormente anunciada: um sitcom à moda antiga, intitulado “A Sogra que Te Pariu”. O projeto do sitcom foi anunciado em setembro e será a primeira produção brasileira da Netflix gravada com plateia, visando registrar a reação do público – a claque dos risinhos. Conhecido por papéis femininos, como a Valéria do “Zorra Total” e a Graça do “Tô de Graça”, Sant’anna vai viver mais uma mulher na atração: Dona Isadir, que, durante a pandemia, aluga o seu apartamento no Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e se muda para a mansão do filho Carlos (Rafael Zulu), na Barra da Tijuca. No entanto, ela terá que aprender a lidar com a nora Alice (Lidi Lisboa). Na casa, Dona Isadir também se relaciona com os netos Jonas e Márcia (Pedro Ottoni e Bárbara Sut) e com a emprega Marinez (Daniela Fontan), que trabalha há anos para a família de seu filho. Importante destacar que o elenco é todo negro, algo ainda muito raro de se ver numa produção brasileira. Criada pelo próprio humorista, a atração conta com direção de Alex Cabral (“Escolinha do Professor Raimundo”) e as gravações já começaram, visando uma estreia em 2022.












