Séries da semana trazem Julia Roberts, Viola Davis e Natasha Lyonne
A variedade e quantidade de séries que chegam ao streaming até domingo (24/4) acabou tornando a seleção desta semana um pouco diferente. Para priorizar os títulos que geram maior expectativa, produções menos vistosas acabaram cedendo espaço na lista para obras menos recomendáveis. O dilema surgiu pela dificuldade de ignorar uma atração estrelada por Viola Davis e Michelle Pfeiffer em favor de produções europeias com nomes totalmente desconhecidos. Mas como qualidade nunca passa em branco, semana que vem tem resgate. A lista também destaca trabalhos elogiados de Julia Roberts, Sean Penn, Natasha Lyonne, Bill Hader, Kaley Cuoco, Bob Odenkirk e Don Cheadle. Confira abaixo as 10 estreias selecionadas e comentadas, com seus respectivos trailers. BONECA RUSSA | NETFLIX Uma das melhores séries da Netflix ficou ainda melhor na 2ª temporada, recompensando o espectador com um destemor absurdo ao correr grandes riscos com sua trama mirabolante. Na história original de looping temporal, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) morria várias vezes durante sua noite de aniversário na cidade de Nova York, apenas para voltar ao começo da festa e se preparar para morrer novamente, continuamente, vitimada por detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Mas esta foi só a primeira fase de suas desventuras, que agora trocam o looping temporal por viagem no tempo. Após conseguir sobreviver à morte insistente, ela se vê embarcando num trem para o passado, que a leva aos anos 1980. Não só isso, ela passa a habitar o corpo de sua mãe, então grávida dela mesma. E tem a brilhante ideia de mudar o passado para corrigir seu presente. Só que essa ideia nunca deu certo em nenhum filme de viagem no tempo já produzido. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”). GASLIT | STARZPLAY A minissérie de época deve finalmente dar a Julia Roberts seu perseguido Emmy. A atriz dá um show como Martha Mitchell, socialite casada com o Procurador-Geral da República John Mitchell (um irreconhecível Sean Penn sob quilos de maquiagem) e personagem central de um dos maiores escândalos políticos dos EUA. Trata-se do escândalo Watergate, nome do prédio onde funcionava um importante escritório do Partido Democrata, invadido na calada da noite por “espiões” do Partido Republicano em 1972 com o objetivo de plantar escutas. Só que a “missão secreta” se provou uma sucessão de trapalhadas. Denunciada pela imprensa, a espionagem política e sua tentativa de acobertamento levaram à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Apesar de sua filiação partidária, Martha gostava de “aparecer” e tinha fama de ser “boca aberta”. E por saber dos segredos, foi logo considerada o elo fraco dos conspiradores, levando seu marido a ter que escolher entre a esposa e o presidente dos EUA. Na minissérie, a situação tensa rapidamente evoluiu do drama de família para o suspense psicológico e político. Com estreia marcada para domingo (24/4), a produção criada por Robbie Pickering (roteirista de “Mr. Robot”) também traz em seu elenco Dan Stevens (“Legion”), Erinn Hayes (“Bill & Ted: Encare a Música”), Shea Whigham (“Perry Mason”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Darby Camp (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”), Nat Faxon (“The Conners”) e Patton Oswalt (“A.P. Bio”). ANOS INCRÍVEIS | DISNEY+ A nova série é um reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years), exibida nos anos 1980, sobre uma família de classe média dos 1960 que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. A nova versão repete a premissa, a estrutura e a época da produção original, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, é diretor de oito episódios e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Já o roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”. WU-TANG: AN AMERICAN SAGA | STAR+ Demorou três anos, mas a série que conta a história do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan finalmente chegou ao Brasil. Desenvolvida por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, em parceria com o roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme”), a trama mostra como Bobby Diggs (o próprio The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontravam divididos entre a música e o crime no começo dos anos 1990, para originar uma das histórias mais improváveis de sucesso da música popular americana. Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e referências de kung fu em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop em todos os tempos. Ao todo, a banda lançou cinco álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo. Além disso, a maioria de seus integrantes também desenvolveu carreiras individuais bem-sucedidas. Junto de RZA, a série conta com a produção de outro membro do grupo, Method Man, e inclui Ghostface Killa, Inspectah Deck, Masta Killa e GZA, bem como herdeiros de Ol ‘Dirty Bastard (falecido em 2004), como consultores. Por enquanto, a Star+ disponibilizou apenas a 1ª temporada, mas a atração já exibiu seu segundo ano de produção nos EUA e encontra-se renovada para a 3ª e última leva de episódios. BETTER CALL SAUL | NETFLIX O lançamento dos dois primeiros capítulos inaugura oficialmente o início do fim, também conhecido como primeira parte da 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. Estruturado como um interminável flashback, o spin-off de “Breaking Bad” vem contando desde 2015 como o advogado idealista Jimmy McGill se transformou no inescrupuloso vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. E a produção fez o público aguardar cinco temporadas para chegar no ponto mais esperado, quando a trama se cruza com os eventos de “Breaking Bad”, trazendo de volta Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) para conduzir a trama aos eventos fatídicos que levaram o personagem vivido por Bob Odenkirk a perder carreira e fortuna ao final da série original. Vale lembrar que o primeiro episódio de “Better Call Saul” iniciava bem depois dos eventos de “Breaking Bad”, e há grande expectativa para ver em que condições Jimmy/Saul se tornou um dos poucos sobreviventes da trama criminal. HEARTSTOPPER | NETFLIX A adaptação dos quadrinhos homônimos de Alice Oseman sobre dois garotos apaixonados virou uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas. Uma produção cor-de-rosa, que transmite conforto e ternura como a primeira série adolescente de temática gay produzida pela Netflix. A trama gira em torno de dois adolescentes britânicos: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se tornam amigos. Mas logo Charlie se vê profundamente apaixonado por Nick, embora não ache que tenha uma chance. Só que Nick está mais interessado em Charlie do que qualquer um dos dois imagina – e isto pode lhes custar suas amizades ou se transformar no primeiro amor de suas vidas. A história foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels. Mas, curiosamente, os personagens já existiam antes dos quadrinhos, introduzidos no primeiro romance de Alice Oseman, “Solitaire”, publicado em 2014 quando ela tinha 17 anos. A trama de “Heartstopper”, na verdade, serve de prólogo para “Solitaire”. A série é escrita pela própria Oseman e tem direção de Euros Lyn, que já assinou episódios de séries como “Doctor Who”, “Torchwood”, “Demolidor” e “His Dark Materials”. THE FLIGHT ATTENDANT | HBO MAX A comissária de bordo vivida por Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) retorna na 2ª temporada como uma agente secreta da CIA e logo se vê inadvertidamente envolvida em nova intriga internacional cheia de reviravoltas, com direito a uma rival que tem exatamente a sua cara. O enredo explora a possibilidade desta doppelgänger ser uma alucinação causada pela sobriedade forçada da protagonista, mas também é uma citação hitchockiana dos produtores – assim como a loira que sabe demais. Inspirada no livro homônimo de Chris Bohjalian, a série foi desenvolvida pelo roteirista Steve Yockey (“Supernatural”) e a produção está a cargo da própria atriz principal, via sua empresa Yes Norman, em parceria com o ubíquo Greg Berlanti (“The Flash”, “Riverdale”, etc), o produtor com mais séries exibidas simultaneamente nos EUA. Entre as novidades do segundo ano, destaca-se a participação da atriz Sharon Stone (“Instinto Selvagem”) como a mãe de Cuoco. BARRY | HBO MAX A primeira série estrelada por Bill Hader – depois de oito temporadas no programa humorístico “Saturday Night Live” – gira em torno de um ex-militar que trabalha como assassino de aluguel no Meio-Oeste americano. Bem sucedido, mas não apaixonado por sua linha de trabalho, ele descobre que pode ser bom em outra coisa ao viajar até Los Angeles para um “serviço” e se deparar com uma comunidade de teatro amador, encantando-se com as possibilidades da atuação. O problema é que seu passado não quer lhe dar uma chance de mudar de vida e a 3ª temporada, que estreia no domingo (24/4), sofre uma guinada dramática após a vida dupla do protagonista ser colocada em cheque. Bastante sombrios, os novos capítulos trazem Barry ponderando se mata seu professor de teatro (Henry Winkler), que também virou seu melhor amigo, para preservar seu segredo e garantir sua vida atual. Hader criou “Barry” em parceria com Alec Berg (roteirista de “Silicon Valley”) e a atração lhe rendeu dois prêmios consecutivos de Melhor Ator de Comédia no Emmy Awards, além de um prêmio de Melhor Coadjuvante para Henry Winkler. SISSI | GLOBOPLAY A produção alemã conta a história da Imperatriz da Áustria, que é adorada nos países de língua alemã – e na Hungria – tanto pela modernidade de seu reinado como pelo status de heroína romântica forjado numa trilogia cinematográfica de enorme sucesso nos anos 1950, que catapultou a atriz Romy Schneider ao estrelato mundial. Mas a nova Sissi é bem diferente dos “filmes de princesa”. A série não é açucarada nem indicada para crianças, traz cenas picantes e apresenta os personagens sem a mesma pureza. A versão interpretada por Dominique Devenport chega a ser teimosa e até egoísta. Ao conhecer o mulherengo Imperador Frans Jozef (Jannik Schümann), já sabe que ele pretende se casar com sua irmã Helena (Pauline Rénevier), mas isso não a impede de ir atrás dele até conquistá-lo… com 16 anos de idade. THE FIRST LADY | PARAMOUNT+ A minissérie conta a história de três primeiras-damas dos Estados Unidos com interpretação de atrizes famosas. Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) vive Michelle Obama, Gillian Anderson (“The Crown”) interpreta Eleanor Roosevelt e Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”) é Betty Ford. Mas, apesar do talento envolvido, a criação do roteirista Aaron Cooley (“Melhor. Pior. Finde. De. Todos.”) é a opção mais fraca da semana. Com falta de foco, os episódios são apanhados de situações trazidos à tela de forma superficial e sem desenvolvimento dramático. Para o público internacional, ainda há ausência de contexto em detalhes da política americana. Mesmo com direção da dinamarquesa Susanne Bier, que já venceu o Oscar de Melhor Filme...
Netflix perde US$ 54 bilhões em 24 horas
Um dia após revelar ter perdido 200 mil assinantes no trimestre passado e esperar perder mais 2 milhões no atual, a Netflix sofreu uma desvalorização brutal na bolsa de Nova York, registrando uma queda de 35% nas negociações desta quarta (20/4). Ao fim do dia, a empresa viu evaporar nada menos que US$ 54 bilhões em seu valor de mercado. O tombo financeiro marca o fim da longa lua de mel da empresa com os investidores. William Ackman, bilionário que comprou mais de 3 milhões de ações da Netflix em janeiro, revelou ter vendido toda sua participação com prejuízo. Em uma carta aos investidores, ele assumiu uma perda de cerca de US$ 400 milhões. Em janeiro, Ackman dizia que a Netflix ostentava uma “avaliação atraente”. Nesta quarta-feira, escreveu: “Perdemos a confiança em nossa capacidade de prever as perspectivas futuras da empresa”. Confrontada com a estagnação, após um histórico de crescimento – e endividamento – constante, a Netflix adiantou ao mercado duas alternativas para reverter o quadro: cobrar pelo compartilhamento de senhas e oferecer uma alternativa de assinatura mais barata, compensada pela exibição de comerciais publicitários. As propostas não foram acompanhadas por muitos detalhes, o que deixou o mercado nervoso diante dos problemas que podem causar no modelo financeiro atual da empresa – especialmente por a Netflix sempre ter se orgulhado de oferecer um serviço sem anúncios. A crise também deve se estender a outras plataformas, ao estabelecer que o total de assinantes da Netflix, atualmente 220 milhões, é o teto para o crescimento mundial do streaming. Não por acaso, as ações da Paramount Global caíram mais de 11%, a Warner Bros Discovery desvalorizou em cerca de 6% e a Disney em cerca de 4%. Além do compartilhamento de senhas, a Netflix culpa a lenta adoção de Smart TVs e da tecnologia 5G, a crise financeira e a inflação que acompanharam pandemia como razões de seu encolhimento no mercado.
Omar Ayuso e Claudia Salas se despedem de “Elite”
Os atores Omar Ayuso e Claudia Salas se despediram oficialmente de “Elite”. Ayuso e Itzan Escamilla eram os dois últimos membros do elenco original de 2018 que ainda permaneciam na produção, nos papéis de Omar Shanaa e Samuel Garcia, e nenhum deles voltará na 6ª temporada. Já Claudia Salas interpretava Rebeka Parrilla desde a 2ª temporada. Os atores confirmaram suas saídas em postagens no Instagram. “Depois da semana da estreia, não quis deixar de compartilhar estas duas imagens: a minha primeira e última foto naquela que foi a viagem emocional mais importante da minha vida até agora”, escreveu Ayuso. “Em uma imagem, a criança animada e insegura, na outra, não tão criança, mas mais animada e muito mais insegura do que quando começou”, comparou. “‘Elite’, devemos tantas coisas um ao outro que acho que é melhor deixá-la em paz. Obrigado a todas as pessoas que me deram a mão no início deste estranho caminho que já é meu, no qual espero conseguir voltar para nos encontrarmos muitas vezes. Obrigado Omar, nos demos muita vida e muitas guerras. O show tem que continuar!”, finalizou. Sallas se despediu citando que “Cinco sempre foi meu número favorito”, em referência à sua saída na 5ª temporada. “Que viagem louca. Literalmente. Não há espaço possível em um post para explicar o que isso significa. Espero que gostem um décimo do que eu gostei. Obrigado Rebeka (com um ‘k’)”, acrescentou. Para recompor o elenco, a Netflix já anunciou novos intérpretes na 6ª temporada. O principal destaque é Ana Bokesa, primeira atriz negra da atração em três anos. Anteriormente, a série de adolescentes brancos chegou a trazer Sergio Momo (Yeray) e Leïti Sène (Malik). Os primeiros atores negros surgiram na 3ª temporada e foram rapidamente dispensados, sem retornar na 4ª. O 6º ano da produção deve estrear na Netflix somente em 2023. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por omar (@omarayuso) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Claudia Salas (@claudiasalas_)
“O Golpista do Tinder” é o documentário mais assistido da Netflix em todos os tempos
A Netflix revelou que “O Golpista do Tinder” se tornou seu documentário mais assistido de todos os tempos. A revelação foi feita no relatório financeiro trimestral apresentado ao mercado dos EUA na terça (19/4). Lançada em em 2 de fevereiro, a produção teve 166 milhões de horas assistidas em seus primeiros 28 dias, de acordo com a plataforma. Dirigido por Felicity Morris, o filme revela os golpes do israelense Shimon Hayut, que enganou várias mulheres no aplicativo de namoro Tinder para ficar com o dinheiro delas. A produção também conta como um grupo de mulheres ajudou a desmascará-lo. No ano passado, a Netflix tinha dito que “Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha” era seu documentário mais assistido. Mas, na época, a metodologia aplicada para medir audiência era diferente, contabilizando contas e não horas assistidas. O filme de 2020, dirigido por Jenny Popplewell, teve 52 milhões de visualizações. Vale destacar que os dois trabalhos seguem a tendência de “true crime”, que investiga crimes reais. Esta também é a vertente mais explorada pelos documentários da plataforma de streaming.
Zack Snyder revela primeiras fotos do set de “Rebel Moon”
O diretor Zack Snyder divulgou nas redes sociais as primeiras imagens do set de “Rebel Moon”, seu novo filme para a Netflix, que começou suas filmagens nesta semana. Além das imagens de uma nave espacial, ele destacou uma foto do personagem de Djimon Hounsou. “Rebel Moon” vai contar a história de uma colônia intergaláctica ameaçada pelas forças de um governante tirano. Desesperados, os moradores da colônia despacham uma jovem com um passado misterioso para procurar guerreiros de planetas vizinhos para ajudá-los a lutar contra o déspota. Se esta premissa parece conhecida, versões similares já foram contadas com samurais e cowboys em clássicos do cinema – “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa, e “Sete Homens e um Destino” (1960), de John Sturges. Com grande elenco, a produção vai reunir Sofia Boutella (“A Múmia”), Charlie Hunnam (“Magnatas do Crime”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Doona Bae (“Mar da Tranquilidade”), Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Michiel Huisman (“A Maldição da Residência Hill”), Alfonso Herrera (“Ozark”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Staz Nair (“Supergirl”), Charlotte Maggi (“MaveriX”), Sky Yang (“Tomb Raider: A Origem”) e a estreante E. Duffy. Snyder assina o roteiro em parceria com Shay Hatten e Kurt Johnstad, que trabalharam com o diretor respectivamente em “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” (2021) e “300” (2006). Ainda não há previsão de estreia do filme, que, segundo apurou o site The Hollywood Reporter, deve ser lançado em duas partes. Day 1 #RebelMoon. It’s begun. pic.twitter.com/1j1RDmYYTM — Zack Snyder (@ZackSnyder) April 19, 2022
Netflix perde 200 mil assinantes em 2022
A Netflix divulgou o relatório financeiro do primeiro trimestre de 2022, onde registrou uma diminuição em seu número de assinantes. Após relatar quedas consistentes no ritmo de crescimento ao longo do ano passado, a empresa revelou ter perdido 200 mil clientes entre janeiro e março. Foi a segunda vez que a gigante do streaming apresentou números negativos, desde o lançamento de suas primeiras produções originais. A primeira foi em 2011, quando um investidor aproveitou o viés de baixa para tentar adquirir a empresa comprando suas ações no mercado. Na ocasião, a Netflix conseguiu impedir a compra hostil. A plataforma perdeu assinantes em quase todas as regiões, exceto no mercado da Ásia e do Pacífico, onde teve um acréscimo líquido de mais de 1 milhão de assinantes, puxado pela diminuição no preço das assinaturas na Índia. O aumento asiático ajudou a compensar uma queda impressionante entre os consumidores da América do Norte. Com concorrência cada vez mais acirrada pelas diversas ofertas de streaming, a empresa perdeu cerca de 640 mil assinantes na região. O serviço também perdeu 350 mil assinantes na América Latina e mais 300 mil entre a Europa, Oriente Médio e África. A projeção do relatório não é otimista, prevendo que o encolhimento deve aumentar no segundo trimestre, quando a Netflix espera perder até mais de 2 milhões de assinantes. Este número elevado leva em conta a decisão da empresa de suspender seu serviço na Rússia, onde possui cerca de 700 mil assinantes, em protesto contra a invasão da Ucrânia. Para reagir às perdas, o streamer pretende impedir o compartilhamento de senhas entre pessoas de diferentes residências. Em seu relatório para o mercado, a Netflix apontou que, no universo de suas 220 milhões de assinaturas pagas, cerca de 100 milhões de pessoas compartilhavam o serviço sem pagar. Deste total, 30 milhões usufruem de senhas de terceiros apenas nos EUA e Canadá. O plano da plataforma é explorar “a melhor forma de monetizar o compartilhamento”. Em vez de condenar a prática, pretende cobrar por ela. A ideia é oferecer o serviço com preço promocional, chamado a iniciativa de “uma grande oportunidade” para quem quiser compartilhar a senha com terceiros, “pois essas famílias já estão assistindo à Netflix e desfrutando de nosso serviço”. No mês passado, a Netflix começou a fazer testes para a cobrança de compartilhamento em três países da América Latina (Chile, Costa Rica e Peru) e a experiência deve agora ser implementada em todo o mundo. O crescimento acelerado da Netflix nos últimos anos foi o fator que fez os estúdios de Hollywood criarem seus próprios serviços de streaming, mas a desaceleração que a empresa começa a enfrentar também pode levar a concorrência a reavaliar o tamanho do mercado global do entretenimento online e os investimentos elevados dispendidos para competir por assinantes.
2ª temporada de “Bridgerton” bate recorde, supera estreia e vira maior audiência da Netflix
A série “Bridgerton” quebrou seu próprio recorde. Nesta terça (19/4), a Netflix revelou o ranking atualizado de sua audiência, que mostra a 2ª temporada da atração como a série em inglês mais assistida da história da plataforma em seu primeiro mês de exibição. Com 627,11 milhões de horas de exibição, a nova temporada, focada em Anthony Bridgeton, superou a anterior, centrada em sua irmã Daphne, que detinha o recorde com 625,49 milhões de horas visualizadas. Isto significa que as duas temporadas produzidas de “Bridgeton” ocupam o 1º e o 2º lugar do ranking. O recorde foi quebrado bem antes da data limite para isto acontecer. O limite se deve à Netflix só contabilizar a audiência dos primeiros 28 dias de exibição, que se completarão na próxima sexta-feira (22/4). Por outro lado, isto também significa que a 1ª temporada ainda deve ter muito mais audiência que a 2ª, já que a totalização continua após os 28 dias, mas é mantida em sigilo pelos executivos da empresa. A 2ª temporada de “Bridgerton” lidera o ranking semanal da plataforma desde que foi lançada em 25 de março. Na última semana, foi vista durante 66,61 milhões de horas e apareceu no Top 10 da Netflix em 88 países. Mas esse sucesso também é acompanhado pela 1ª temporada, que reapareceu no Top 10 mundial no último mês, sendo descoberta pela primeira vez por muitos assinantes. Os episódios iniciais ocupam atualmente o 4º lugar entre as séries em inglês mais vistas da plataforma, com 23,3 milhões de exibições. Vale observar que, mesmo somando as duas temporadas, as impressionantes 1,2 bilhão de horas oficiais de “Bridgerton” não superam a única temporada exibida de “Round 6”, série mais vista da Netflix em qualquer idioma, que rendeu 1,6 bilhão de horas de consumo mundial. Produzida por Shonda Rhimes e desenvolvida pelo roteirista Chris Van Dusen, que trabalhou nas criações mais populares de Rhimes, “Grey’s Anatomy” e “Scandal”, “Bridgerton” já está renovada até a 4ª temporada pela Netflix.
Trailer do final de “Quem Matou Sara?” responde pergunta do título
A Netflix divulgou o trailer da 3ª e última temporada de “Quem Matou Sara?”. E a prévia responde a pergunta do título da atração. Spoiler: quem matou Sara foi… ninguém. A derradeira reviravolta da trama mirabolante mostra que Sara ainda está viva. Criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”), o thriller mexicano gira em torno da vingança de um homem que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imaginava é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara são o maior obstáculo para chegar à verdade. “Quem Matou Sara?” foi lançado em março de 2021 e renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming, após se tornar uma das séries mais populares da plataforma, com uma estimativa de 55 milhões de visualizações de assinantes em seu primeiro mês de lançamento. Os últimos episódios estreiam em 18 de maio.
“Love, Death + Robots” volta em maio com sua 3ª temporada. Veja o teaser
A Netflix divulgou fotos, o teaser e a data de estreia da 3ª temporada de “Love, Death + Robots”. Vencedora de cinco Emmys e quatro Annies, “Love, Death & Robots” é uma série de animação adulta com formato de antologia e temática sci-fi, desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”). A atração se diferencia pela abordagem extrema que dá aos três itens de seu título (amor, morte e robôs) e pelo visual refinadíssimo de cada capítulo. Os novos episódios estreiam em 20 de maio. pic.twitter.com/oSUSNBvw8z — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 19, 2022
Séries “Big Mouth” e “Recursos Humanos” são renovadas
A Netflix anunciou a renovação de “Big Mouth” para a 7ª temporada e de seu spin-off, “Recursos Humanos”, para a 2ª temporada. O detalhe é que a 6ª temporada da animação original ainda não estreou e nem tem data definida de lançamento, apenas uma expectativa de que aparecerá ainda em 2022. A 5ª temporada chegou ao streaming no ano passado, introduzindo os insetos do amor e as larvas do ódio, criaturas que podem mudar rapidamente entre seus dois estados e afetar os adolescentes da trama. A criatividade dos monstros hormonais foi o que rendeu o spin-off da série, “Recursos Humanos”, que estreou em março, focando-se especificamente nessas criaturas. As renovações antecipadas ajudam a equipe criativa por trás dos dois programas a não se dispersar, concentrando esforços na produção. “Big Mouth” foi criada por Nick Kroll (criador do “Kroll Show”), Andrew Goldberg (roteirista de “Uma Família da Pesada/Family Guy”) e Jennifer Flackett (roteirista de “O Projeto Adam”), e, apesar de apresentar monstros, gira em torno de sexo, hormônios e genitália, acompanhando pré-adolescentes que só pensam nisso, ao passar pelas mudanças físicas da puberdade. O elenco de dubladores originais inclui John Mulaney (série “Mulaney”), Maya Rudolph (série “Up All Night”), Jason Mantzoukas (“Como Ser Solteira”), Jordan Peele (humorístico “Key and Peele”), Fred Armisen (humorístico “Portlandia”) e Jenny Slate (a voz da Arlequina em “Lego Batman: O Filme”). Já “Recursos Humanos” foi criada por Jennifer Flackett, Andrew Goldberg e Kelly Galuska (produtora-roteirista de “Big Mouth”) e seu elenco ampliado de vozes inclui, além das vozes de “Big Mouth”, os talentos vocais de Hugh Jackman (“Logan”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”) e Randall Park (“WandaVision”).
“Ultraman” vai acabar na 3ª temporada
A Netflix divulgou um teaser que anuncia a 3ª e última temporada de “Ultraman”, anime baseado na série clássica dos anos 1960. O teaser mostra o protagonista com sua armadura quebrada e praticamente desfalecido, enquanto alguém exige que ele se levante. O vídeo termina avisando que a série vai exibir seu final em 2023. Fenômeno internacional, “Ultraman” foi a segunda série a cores produzida pela TV japonesa. Lançada em 1966, a atração original foi pioneira de um subgênero de Tokusatsu (séries com efeitos visuais) conhecido como “Kyodai Hero”, em que um herói era capaz de se tornar gigante para enfrentar monstros colossais. O efeito especial, no caso, era mostrar dois atores fantasiados brigando num cenário com miniaturas de prédios. As brigas entre Ultraman e o kaiju da semana tornaram-se um fenômeno cultural, rendendo dezenas de sequências, derivados, cópias, seguidores e paródias. O herói que batia em monstros também enjoou de tanto reprisar na Record, SBT, Band e até em canais que não existem mais, como Tupi e Manchete. A nova série é uma continuação direta do programa original, acompanhando Shinjiro, o filho de Shin Hayata, que foi o Ultraman dos anos 1960, e apresenta seu lugar em meio à profusão de personagens criados posteriormente na chamada saga “Ultra”. Na trama, anos se passaram desde a última aparição de Ultraman, o que levara a humanidade a acreditar que ele tinha voltado ao espaço depois de derrotar os alienígenas monstruosos que invadiram a Terra. Entretanto, com a chegada de novos invasores, Hayata revela seu segredo a seu filho, preparando-o para assumir seu legado como o novo Ultraman. A série foi desenvolvida pela Production I.G., produtora de “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, em parceria com a Sola Digital Arts, de “Appleseed Alpha”. São duas escolas bem diferentes de animação, que se combinam para dar nova vida ao clássico, criado como uma junção de computação gráfica e desenho tradicional. A direção também reúne Kenji Kamiyama (de “Cyborg 009”) e Shinji Aramaki (de “Appleseed Alpha”). A animação chegou ao catálogo da Netflix em 2019 e sua 2ª temporada foi lançada na quinta passada (14/4).
Simone Ashley abandona “Sex Education”: “Sou Bridgerton agora”
A atriz Simone Ashley declarou que não volta mais a “Sex Education” depois de interpretar Kate Sharma na 2ª temporada de “Bridgerton”. Ela apareceu nas três temporadas produzidas de “Sex Education” como Olivia Hanan, uma das meninas esnobes de Moordale, mas trocou o papel quase de figurante pelo de protagonista em sua nova série. A declaração de que não voltará mais ao papel de Olivia foi feita durante entrevista ao programa “This Morning”, do canal britânico ITV. “Perguntam isso o tempo todo”, ela comentou, antes de confirmar sua despedida de “Sex Education”. “Não, eu sou uma garota de ‘Bridgerton’ agora.” Na série produzida por Shonda Rhimes, ela vive a inteligente e charmosa Kate Sharma, uma jovem recém-chegada de Londres que encanta Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey), apesar dele, inicialmente, estar interessado na irmã dela. O casal, que se formou na 2ª temporada, vai continuar sua história no terceiro ano de produção. A série encontra-se atualmente renovada até a 4ª temporada.
O Poder e a Lei: Conheça a nova série jurídica da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da série “O Poder e a Lei” (The Lincoln Lawyer), produção baseada na franquia literária de Michael Connelly. A série jurídica tem o nome do primeiro livro (batizado no Brasil como “Advogado de Porta de Cadeia”), que foi adaptado no filme “O Poder e a Lei”, estrelado por Matthew McConaughey em 2011. Mas a temporada inaugural vai levar às telas a história do segundo livro, “O Veredicto de Chumbo”, para não repetir o que já foi visto no cinema. Connelly escreveu seis livros sobre o advogado Michael “Mickey” Haller, cujo escritório é o banco traseiro de seu carro da marca Lincoln, em que atende clientes de todos os tipos. A produção está a cargo de David E. Kelley, o prolífico produtor-roteirista que criou “Big Little Lies”, “The Undoing”, “Big Sky”, “Nove Desconhecidos” e a recém-lançada “Anatomia de um Escândalo”, entre muitas outras séries. Seu parceiro no projeto é o co-roteirista e showrunner Ted Humphrey (“The Good Wife”). Na versão da Netflix, Haller é vivido pelo mexicano Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e o elenco ainda destaca Neve Campbell (“Pânico”) como sua primeira ex-esposa, Maggie McPherson, uma promotora apaixonadamente dedicada à Justiça. Os dois são pais da pré-adolescente Hayley, interpretada por Krista Warner (“Priorities”). Já o papel do suspeito da temporada coube a Christopher Gorham (“Internal Affairs”). Ele é um homem poderoso de Hollywood que está sendo acusado de matar a esposa e o amante dela. O detalhe é que a trama original de “O Veredicto de Chumbo” também inclui o detetive da polícia de Los Angeles Hieronymus “Harry” Bosch, que precisou ser “substituído” por um personagem genérico na produção da Netflix por ter sua própria série na Amazon – “Bosch”, concluída no ano passado após sete temporadas. E esta nem é a única mudança da adaptação, que pela prévia parece ter trocado nome, sexo e raça de diversos personagens. A estreia está marcada para 13 de maio.












