Kate Bush agradece sucesso de “Running Up That Hill” em “Stranger Things”
A cantora Kate Bush também se rendeu a “Stranger Things”. Numa rara declaração, feita em seu site oficial, ela comentou a redescoberta de “Running Up That Hill”, sua canção de 1985, que voltou a liderar paradas de sucesso após sua inclusão na 4ª temporada da série. “Vocês devem ter ouvido que a primeira parte da nova e fantástica série ‘Stranger Things’ foi lançada recentemente na Netflix. Ele apresenta a música ‘Running Up That Hill’, que está ganhando um novo sopro de vida por parte dos jovens fãs que amam a série – eu também amo!”, ela escreveu. “Por causa disso, ‘Running Up That Hill’ está nas paradas em todo o mundo e chegou ao número 8 das paradas do Reino Unido. É tudo muito emocionante! Muito obrigado a todos que apoiaram a música”, acrescentou a cantora. “Espero, com a respiração presa, pelo resto da série em julho.” “Running Up That Hill” também se tornou a música mais tocada no iTunes, no fim de semana de estreia dos novos episódios de “Stranger Things”, e atingiu o 2º lugar na parada americana do Spotify. Sem lançar discos há uma década, e praticamente afastada da mídia desde a virada do século, Kate Bush sempre recusou todos os pedidos de liberação de músicas para filmes e séries. Mas isto mudou ao ser procurada pela equipe de “Stranger Things”. Confessando que era fã da série, a cantora não só liberou como adorou a forma como os produtores idealizaram usar sua música na trama. Os fãs de “Stranger Things” também amaram como “Running Up That Hill” se encaixou na história. Um comentário no perfil oficial de Kate Bush no Instagram resume o sentimento geral: “Obrigado por salvar Max”. Na trama, a música foi responsável por tirar a personagem Max (Sadie Sink) do transe que a levaria à morte. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados em 27 de maio, enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho. Criadores da atração da Netflix, os irmãos Matt e Ross Duffer já adiantaram que a música de Kate Bush voltará a tocar num “momento épico” do final da temporada, o que explica porque a cantora disse esperar “com a respiração presa, pelo resto da série em julho”.
Integrante da “Máfia dos Tigres” é preso nos EUA
O dono de zoológico Bhagavan “Doc” Antle, que foi destaque na série documental “A Máfia dos Tigres” (Tiger King), da Netflix, foi preso na tarde de sexta (3/6) pelo FBI, segundo vários relatos. A prisão aconteceu no condado de Horry, no estado americano da Carolina do Sul, mas as acusações não foram divulgadas. Segundo apurou o site TMZ, o motivo seria lavagem de dinheiro. Antle, que era mágico antes de fundar seu primeiro zoológico particular, atualmente administra o Myrtle Beach Safari, especializado em grandes felinos e outras espécies ameaçadas de extinção. Após sua passagem na 1ª temporada de “A Máfia dos Tigres”, ele se tornou o foco de um derivado documental da Netflix, “A Máfia dos Tigres: A História de Doc Antle”, lançado em 2021, que cobre várias denúncias de atividades ilegais. Em 2020, Antle foi alvo de duas acusações criminais relacionadas ao tráfico de animais selvagens. Ele ainda enfrentou denúncias de ter relacionamentos inadequados com menores e de operar uma seita em seu negócio em Myrtle Beach. Antle nega as alegações. Apesar das alegações, ele mantém boas conexões com Hollywood. Antle forneceu animais para filmes como “O Poderoso Joe Young” e “O Livro da Selva”, foi creditado como “principal treinador de animais” nas duas comédias de “Ace Ventura” e foi contratado como especialista em animais em “Dr. Dolittle”. Vale lembrar que o principal personagem de “A Máfia dos Tigres” também está preso. Joe Exotic foi sentenciado em janeiro de 2020 a duas décadas de prisão por planejar o assassinato de sua rival, a ativista Carole Baskin.
Trailer de “La Casa De Papel: Coreia” mostra assalto tenso
A Netflix divulgou um novo pôster e o trailer completo da versão sul-coreana de “La Casa de Papel”, com muitas cenas de ação e tensão envolvendo o assalto milionário da trama. A adaptação introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, após o fim das fronteiras entre Sul e Norte, os antigos norte-coreanos reparam que continuam pobres, enquanto os milionários do Sul se tornam mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. “La Casa de Papel: Coreia” traz Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. Os demais integrantes são Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jun Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio, Lee Won-jong (“Hand: The Guest”) como Moscou, Kim Ji-hun (“The Flower of Evil”) como Denver, Jang Yoon-ju (“Three Sisters”) como Nairóbi, Lee Hyun-woo (“To the Beautiful You”) como Rio, Kim Ji-hoon (“Voice”) como Helsinki e Lee Kyu-ho (“#Alive”) como Oslo. Os roteiros da adaptação sul-coreana são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e a direção é de Kim Hong-sun (das séries “Black” e “Voice”). A estreia vai acontecer em 24 de junho.
“Sonic 2”, “Animais Fantásticos 3” e mais filmes pra ver em casa
A sessão de cinema em casa destaca dois títulos populares de apelo juvenil, que estiveram recentemente em cartaz nas salas de exibição. Mas os adultos estão mais bem-servidos, graças a uma seleção de thrillers intensos, comédias divertidas e dramas premiados, que chegam às plataformas digitais sem passar pelas filas de ingressos dos multiplexes nacionais. Confira abaixo as 10 principais novidades da semana nos serviços de assinatura e locação online. | SONIC 2: O FILME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* No mesmo tom de comédia infantil do primeiro filme, mas com mais personagens digitais, “Sonic 2” volta a mostrar que não há problemas que o ouriço mais veloz do mundo não possa vencer e canastrice que Jim Carrey não seja capaz de superar. Como o vilão bigodudo Dr. Ivo Robotnik, desta vez o comediante alista o fortão Knuckles para lutar contra Sonic e seu novo aliado Tails, recriando elementos da famosa franquia de videogames da SEGA – em meio a muitas citações de filmes de super-heróis. Com personagens animados ligeiros e imagens de colorido intenso, a produção foca especificamente o público infantil, sem perder tempo em apresentar atrativos para os jovens adultos que cresceram jogando “Sonic”. | ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS SEGREDOS DE DUMBLEDORE | CLARO TV+, HBO MAX, VIVO PLAY, VOD* O terceiro e possivelmente último filme da franquia “Animais Fantásticos” mantém o visual suntuoso de “Harry Potter” e oferece momentos divertidos para os fãs dos personagens. Mas sofre com a falta de concisão dos roteiros de JK Rowling, que deixam claro como o papel do roteirista Steve Kloves foi subestimado na adaptação da saga original. Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, as 2h22 de filme passam de forma arrastada e aos trancos, sem nem sequer explicar porque o vilão Grindelwald trocou de rosto, com a substituição de Johnny Depp (antagonista em “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) por Mads Mikkelsen (“Hannibal”) durante as filmagens. O motivo foi o escandaloso processo aberto por Depp contra o jornal The Sun, contestando um artigo que o chamou de espancador de esposa. Depp perdeu, virou legalmente um espancador de esposa e foi convidado a se retirar do filme. Representando a emergência do fascismo nos anos 1930, época em que o filme se passa, Grindelwald tenta transformar seus planos de extermínio em plataforma político-eleitoral, ao mesmo tempo em que o suposto protagonista Newt Scamander (Eddie Redmayne) embarca numa nova missão para justificar a quantidade absurda de coadjuvantes sem função na história, incluindo desta vez uma bruxa vivida pela brasileira Maria Fernanda Cândido (quase sem diálogos). Vários personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltam se amontoar na trama, incluindo Jude Law (Alvo Dumbledore) Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), disputando minutos de cenas com as novidades do elenco. A falta de foco seria um dos motivos dos baixos 47% de aprovação no Rotten Tomatoes e a pior bilheteria entre todos os títulos do universo “Harry Potter”. Outro motivo seria a desimportância dos tais segredos de Dumbledore, a menos que se considere bombástico o fato do diretor de Hogwarts ter vivido no armário durante todos os filmes do bruxinho. A nova produção confirma que ele e Grindelwald costumavam ser… bem íntimos. Há também revelações sobre o sobrinho do mestre bruxo, que mal registram como detalhes periféricos. | LIVRAI-NOS DO MAL | VIVO PLAY, VOD* O violento thriller sul-coreano volta a reunir Lee Jung-jae (o protagonista de “Round 6”) com Jung-min Hwang após o premiado policial “Nova Ordem” (2013). Desta vez, os dois querem se matar. Hwang vive um assassino profissional que eliminou seu último alvo e planeja se aposentar. Jung-jae é o irmão do último alvo, que persegue Hwang para se vingar, jurando matá-lo e a todos os que o conheceram de forma brutal e sanguinária. No meio dessa disputa feroz, a filha de Hwang – que ele não sabia existir – é sequestrada na Tailândia, levando a ação a cruzar fronteiras. Considerado um dos melhores filmes de ação recentes da Coreia do Sul, atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu 11 prêmios internacionais. Roteiro e direção são de Won-Chan Hong, que escreveu os excelentes thrillers “O Caçador” (2008) e “Confissão de Assassinato” (2012). | INTERCEPTOR | NETFLIX A espanhola Elsa Pataky, ex-integrante da franquia “Velozes e Furiosos” e esposa de Chris Hemsworth (o Thor da Marvel) estrela estre thriller de ação, que segue uma fórmula de sucesso dos anos 1990. A premissa é basicamente “A Força em Alerta” (1992), 30 anos depois. Em vez de um navio, desta vez é uma base militar isolada no Atlântico que sofre a invasão de terroristas armados, e novamente só há uma pessoa capaz de impedi-los de assumir o controle de mísseis perigosos. Para atualizar a trama, desta vez o herói brutamontes é uma mulher, uma corajosa capitã do exército que usa seus anos de treinamento tático e experiência contra os inimigos. Repleto de explosões e cenas de ação mirabolantes, o filme escrito pelo roteirista do primeiro “Piratas do Caribe”, Stuart Beattie, investe na adrenalina para oferecer um pouco mais do que se espera de seus clichês, sua locação reduzida e seu orçamento limitado, resultando num passatempo na média para os fãs de ação. Detalhe: o marido famoso de Pataky aparece numa figuração e é um dos produtores do longa. | ORGULHO & SEDUÇÃO | STAR+ Esta comédia muito divertida é uma versão gay de “Orgulho & Preconceito”, clássico romântico de Jane Austen, encenada nos dias de hoje durante férias de verão. Escrita e estrelada pelo comediante Joel Kim Booster (“Sunnyside”), a produção acompanha amigos de descendência asiática determinados a se divertir numa ilha famosa por ser itinerário de festas LGBTQIAP+, mas ao chegar lá acabam travando numa espécie de competição com gays de beleza instagramável, que se portam de forma esnobe, fazendo julgamentos ferinos com base em raça e classe social. Logicamente, um dos amigos se vê atraído pelo mais orgulhoso de todos. Elogiadíssima pela crítica americana, a comédia estreou com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Seu tom alegre é equivalente a uma Sessão da Tarde sem preconceitos, e ainda serve de antídoto para as muitas histórias de repressão à comunidade LGBTQIAP+ que costumam dominar as produções cinematográficas dos últimos anos – segue um exemplo mais abaixo. | A EXTRAORDINÁRIA GAROTA CHAMADA ESTRELA EM HOLLYWOOD | DISNEY+ A continuação do sucesso “A Extraordinária Garota Chamada Estrela” encontra a protagonista de mudança para Los Angeles em busca de expandir seus horizontes e conhecer pessoas que possam ajudá-la a brilhar como seu nome. Destacando mais a personagem-título que o primeiro filme, a produção também permite à cantora Grace VanderWaal expandir seus talentos dramáticos. Doce ao extremo, a trama também tem uma mensagem importante sobre a busca de sucesso: o que é, como obtê-lo e como sustentá-lo em um mercado instável como o alimentado pela indústria musical. A jornada da protagonista, entre recusas e resoluções, é uma carta de amor ao processo artístico e criativo, e dedicada a sonhadores com ambição inabalável. Ou seja, este é um filme infantil com a fagulha clássica da Disney, o estúdio que nasceu estimulando sonhos. A direção é novamente de Julia Hart. E além de Grace VanderWaal como Stargirl/Estrela, o elenco inclui Uma Thurman (“Kill Bill”), Judy Greer (“Homem-Formiga e a Vespa”), Elijah Richardson (“Falcão e o Soldado Invernal”), Tyrel Jackson Williams (“Lab Rats”) e o veterano Judd Hirsch (“Superior Donuts”). | DESERTO DO OURO | VIVO PLAY, VOD* Zac Efron (“Chamas da Vingança”) vive um homem obstinado, que viaja ao deserto na companhia de um guia e lá descobre a maior pepita de ouro já encontrada. Entretanto, eles não tem as ferramentas para desenterrá-la. Enquanto o parceiro vai buscar equipamento, Efron guarda seu tesouro, enfrentando o calor terrível, cães selvagens, tempestade de areia e possíveis alucinações, sem que o outro dê sinais de voltar. O drama de sobrevivência e ganância tem roteiro e direção do australiano Anthony Hayes, que também interpreta o parceiro de Efron. Ele é conhecido por atuar nos filmes de David Michôd, como “Reino Animal” (2010) e “The Rover – A Caçada” (2014). | NUCLEAR | VIVO PLAY, VOD* Protagonista de “No Ritmo do Coração”, vencedor do Oscar 2022, a jovem Emilia Jones já mostrava toda sua capacidade de conduzir uma trama complexa nesta produção britânica de 2019 sobre uma família tóxica. Ela vive uma jovem traumatizada, que testemunha um ataque violento do próprio irmão contra sua mãe, e foge com ela para um abrigo isolado, próximo de uma velha usina nuclear, onde a toxidade do ambiente se torna mais que uma metáfora. O filme de estreia da diretora Catherine Linstrum tem atmosfera semi-alucinatória e repleta de simbolismos, que exploram o impacto do trauma e a locação quase pós apocalíptica no estado mental da adolescente, que pode ou não ter conhecido um garoto ao explorar aquele lugar deserto sob a sombra do castelo de Drácula – apelido dado para a usina abandonada. O elenco também inclui Sienna Guillory (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”) como a mãe e George MacKay (“1917”) como o rapaz do campo. | WET SAND | MUBI Premiado no Festival de Locarno, o drama de Elene Naveriani se passa numa aldeia no Mar Negro georgiano, cheia de pessoas amigáveis convencidas de que são gente de bem. Até o dia em que um morador é encontrado enforcado e ninguém quer perder tempo com o enterro. Quando sua neta chega para organizar seu funeral, ela é confrontada com uma surpreendente falta de simpatia ou ajuda para organizar os pertences do avô. Logo, descobre o motivo: homofobia. E não demora para a população supostamente amigável mostrar-se detestável, ao descobrir que o falecido tinha uma amante homossexual ainda vivo na cidade. Profundamente humanista, o filme apresenta uma história de resistência diante do atraso, preconceito e fanatismo de mentes de cidade pequena. | A MESMA PARTE DE UM HOMEM | VOD* O primeiro drama de ficção da documentarista Ana Johann é uma alegoria feminista, passada numa localidade isolada do interior, onde a personagem de Clarissa Kiste (“Amor de Mãe”) vive com a filha adolescente (Laís Cristina, de “Fora de Série”) e o marido dominador (Otavio Linhares, de “Deserto Particular”). Até que, de repente, o marido some e outro homem (Irandhir Santos) surge para ocupar seu espaço. Diferente do bruto que as dominava, o forasteiro é um homem urbano e viajado, e o jogo de dominação se inverte, com a mulher assumindo o controle. Entretanto, cada gesto brusco, cada brincadeira mal compreendida acende um alerta, que leva mãe e filha a desconfiarem deste e de qualquer outro homem. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“The Boys”, “Sob Pressão” e as novas séries da semana
As novas temporadas de “The Boys” e “Sob Pressão” (agora exclusivamente online) são as estreias mais esperadas da semana. Mas também refletem a nova estratégia das plataformas de streaming de estender as produções com episódios semanais. Para os adeptos das maratonas, as principais opções são minisséries, desde uma adaptação de terror de Stephen King até suspenses criminais europeus com boa repercussão mundial. E ainda há um lançamento especialmente indicado para os campeões do atletismo digital: todas as seis temporadas de “Glee”, para ver e cantar junto. Confira abaixo mais detalhes e os trailers das 10 melhores séries disponibilizadas em streaming nesta semana. | THE BOYS | AMAZON PRIME VIDEO A série de super-heróis com mais sexo e violência já feita volta ainda mais explícita e extrema, com closes urológicos e chuvas de vísceras, numa temporada marcada por banhos de sangue literais – e que ainda contrabandeia uma participação surpreendente de Charlize Theron (“The Old Guard”) em sua abertura. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a produção acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Na verdade, aqueles que normalmente seriam considerados vilões é que são os verdadeiros heróis, lutando contra um esquema superpoderoso que mantém a farsa para dominar a economia e a política dos EUA. Esta luta desigual pelos corações e mentes da população começou a se equilibrar com a revelação de que Tempesta (Storm Front, interpretada por Aya Cash), uma das integrantes dos Sete (a Liga da Justiça da trama), era em segredo uma nazista alucinada. Mas se a desgraça da personagem na 2ª temporada jogou nova luz sobre os heróis, ela também alimenta a psicopatia crescente do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr), o líder dos Sete, que começa a surtar com a morte da namorada Tempesta nos novos episódios. A 3ª temporada também destaca a história do Soldier Boy (Jensen Ackles, o Dean de “Supernatural”), que é uma espécie de Capitão América desse universo, além de uma decisão arriscada de Billy Bruto (Billy Butcher, de Karl Urban), que resolve adquirir poderes para lutar de igual para igual, e o aguardado “Herogasm”, uma orgia de super-heróis que rendeu muita controvérsia nos quadrinhos originais – prevista para o sexto episódio. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical” (veja antes de começar os novos episódios) e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis, que contará com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”). Após o lançamento dos três primeiros episódios nesta sexta (3/6), a plataforma vai liberar um novo capítulo inédito toda a semana. | SOB PRESSÃO | GLOBOPLAY O Dr. Evandro (Júlio Andrade) e a Dra. Carolina (Marjorie Estiano) estão de volta, mas agora apenas no streaming. E logo de cara precisam lidar com uma explosão numa refinaria, que vitima dois irmãos gêmeos e mobiliza a equipe do hospital Edith de Magalhães. Baseada no filme de mesmo nome de Andrucha Waddington, a atração desenvolvida por Lucas Paraizo é a série dramática mais popular da Globo e em sua 5ª temporada – e primeira exclusiva da Globoplay – contará com participações especiais de luxo, incluindo Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”), Marco Nanini (“A Grande Família”), Tony Ramos (“Getúlio”), Irene Ravache (“A Memória que me Contam”), Douglas Silva (ele mesmo, do “BBB 22”) e Fabio Assunção (“Onde Está Meu Coração”). A temporada também vai marcar a estreia de um novo ator: Joaquim Andrade, o filho de 6 anos de Júlio Andrade. O menino vai aparecer em flashbacks como Evandro, o papel do pai, na infância. Além dele, Ravel Andrade, irmão de Júlio, também participará de flashbacks como o protagonista em outra fase. O ator da série “Aruanas” já tinha aparecido no especial “Plantão Covid” como o Evandro jovem. Na nova leva de episódios, o médico ainda reencontrará o pai, que não vê há 20 anos e está com Alzheimer. Este é o papel desempenhado por Marco Nanini. Outros desenvolvimentos dramáticos envolvem a descoberta de um câncer de mama na Dra. Carolina, um novo residente que está mais preocupado consigo mesmo do que com os pacientes e uma mudança na diretoria do hospital que afetará todo corpo médico da série. A plataforma vai liberar os 12 episódios da 5ª temporada ao ritmo de dois por semana. Já a exibição na TV aberta só deve ocorrer no segundo semestre. | BORGEN: O REINO, O PODER E A GLÓRIA | NETFLIX Nove anos após seu final, o premiado drama político dinamarquês revive no streaming com um subtítulo e a indicação de que se trata de uma nova série. Mas não é um reboot e sim uma continuação da boa e velha “Borgen”, que segue acompanhando a poderosa Brigitte Nyborg, agora como ministra das relações exteriores. Os novos episódios equivalem à 4ª temporada da atração, que venceu com dois BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Série Internacional. Em seu retorno, a carreira de Nyborg corre perigo quando uma controvérsia relacionada à descoberta de petróleo na Groenlândia vira uma crise internacional. A atriz Sidse Babett Knudsen segue no papel principal, enquanto Birgitte Hjort Sørensen volta a viver Katrine Fønsmark. Depois de ser chefe de imprensa de Birgitte, na nova temporada ela está de volta ao jornalismo, com um emprego importante em um grande canal de televisão. | PHYSICAL | APPLE TV+ A comédia sombria de época gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980 e traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada, que após se viciar em exercícios descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se em guru de um novo estilo de vida. A 2ª temporada vai acompanhar sua evolução empresarial, que conduz à lutas contra rivais que querem seu lugar. Porém, apesar de poderosa nos negócios, a protagonista ainda tem que aturar um marido cafajeste (Rory Scovel) e vários personagens intragáveis. A plataforma vai disponibilizar um episódio por semana da série criada por Annie Weisman (“Almost Family”), sempre às sextas-feiras. | CHAPELWAITE | HBO MAX Baseada em um conto de terror de Stephen King, a minissérie se passa em meados do século 19 e traz Adrien Brody (vencedor do Oscar por “O Pianista”) como um viúvo que se muda com os três filhos para uma antiga mansão da família no Maine, após a morte da esposa. Lá, ele descobre que precisará enfrentar os segredos sórdidos que assombram os Boones há gerações. Seu sobrenome é malvisto, mas também há uma boa dose de racismo na hostilidade dos moradores locais, pelo fato de seus filhos terem herdado a aparência asiática da mãe. Para piorar, a casa faz barulhos estranhos durante a noite. O ritmo é lento e o terror atmosférico, uma vez que os aspectos sobrenaturais só começam a se manifestar próximo da metade da produção por opção dos roteiristas, os irmãos Jason (“17 Outra Vez”) e Peter Filardi (“Jovens Bruxas”), que ampliaram uma história relativamente curta, focada num personagem central, em 10 capítulos e mais filhos. Fãs da obra de Stephen King podem conhecer essa história com outro nome: “Jerusalem’s Lot”. Trata-se do prólogo (até então inédito nas telas) do clássico “Salem’s Lot”, já adaptado três vezes – a primeira também como minissérie: “Os Vampiros de Salem”, em 1979, e a mais recente como um filme do diretor Gary Dauberman (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”), previsto para setembro. | THE ORVILLE: NOVOS HORIZONTES | STAR+ Originalmente, “The Orville” era exibida na rede americana Fox, mas com a compra do estúdio 20th Century Fox pela Disney, a atração foi remanejada para o streaming e ganhou um subtítulo para diferenciar sua nova versão das duas temporadas apresentadas na TV. Dá para ver a diferença no orçamento dos efeitos digitais caprichados. O detalhe é que muita gente nem lembrava que a série tinha sido renovada, já que seu último episódio foi exibido em abril de 2019. A pandemia estourou em meio à produção dos episódios, gerando um grande atraso nos trabalhos. Desenvolvida e estrelada por Seth MacFarlane (que também é o criador da série animada “Uma Família da Pesada”/Family Guy), a série acompanha a tripulação da Orville, uma nave exploratória da União Planetária, em sua missão de cinco anos para homenagear as produções clássicas do universo “Star Trek”. Todo o visual e o estilo narrativo dos episódios é anacrônico, resultando numa sci-fi retrô, que, entretanto, apresenta efeitos especiais mais avançados que os disponíveis nos anos 1980 e 1990, décadas que claramente inspiram a atração. MacFarlane interpreta o Capitão Ed, que tem um relacionamento conflituoso com sua Primeira Oficial Kelly, pelo simples fato dela ser sua ex-esposa. A personagem é vivida por Adrianne Palicki (série “Agents of SHIELD”) e o elenco ainda inclui Scott Grimes (“Plantão Médico/E.R.”), Halston Sage (“Cidades de Papel”), Penny Johnson Jerald (“Castle”) e Peter Macon (“Shameless”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Jon Favreau (criador de “The Mandalorian”), que também é um dos produtores, e a lista de diretores dos episódios inclui nada menos que Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Jonathan Frakes (intérprete de William Riker na série “Star Trek: A Nova Geração”). | UMA MÃE PERFEITA | NETFLIX A minissérie criminal francesa traz Julie Gayet (“O Palácio Francês”) como uma mãe dedicada, que tem a filha acusada de homicídio. Convencida da inocência da jovem (Eden Ducourant, de “Inocência Roubada”), ela faz descobertas perturbadoras e a linha que separa vítima e agressor começa a desaparecer. A atração foi criada por Thomas Boullé (“Tandem”) e Carol Noble (“A Bailarina”) e tem direção de Frédéric Garson, assistente de Luc Besson nos filmes “O Quinto Elemento” (1997) e “Joanna D’Arc” (1999). | DOIS VERÕES | NETFLIX Um grupo de amigos se reencontra para passar férias luxuosa numa ilha, décadas após um caso de abuso sexual acontecer entre eles. Só que alguém sabe o que eles fizeram naquele verão que gostariam de esquecer. E um passeio que deveria ser relaxante se transforma num pesadelo, quando vídeos com cenas de seus segredos começam a ser recebidos por cada um deles. Criada por Paul Baeten Gronda e Tom Lenaerts (ambos de “Over Water”), a série belga destaca em seu elenco An Miller (“Loft”), Tom Vermeir (“Hotel Beau Séjour”), Kevin Janssens (“Vingança”), Lukas Bulteel (“Déjà Vu”), Tijmen Govaerts (“Girl”) e Inge Paulussen (“Vermist”). | TURBULÊNCIAS DE VERÃO | NETFLIX Expulsa da escola e enviada para morar com parentes na Austrália contra sua vontade, uma adolescente rebelde – e skatista – de Nova York tenta encontrar seu lugar em meio a uma turma de jovens surfistas interioranos. Mas apesar da contrariedade, Summer acaba se apaixonando pela cidadezinha de Shorehaven, pelas pessoas e pelo surfe. Criada por Josh Mapleston e Joanna Werner (ambos de “Dance Academy”), a produção australiana é estrelada por uma nova-iorquina de verdade: Sky Katz, conhecida pelo papel de Tess O’Malley em “A Casa da Raven”, do Disney Channel. E tem um público-alvo claro, com a exibição de muitos adolescentes descamisados de pele dourada. | GLEE | DISNEY+ A comédia musical adolescente lançada em 2009 foi um fenômeno de audiência, que catapultou a carreira de seu criador, Ryan Murphy, e transformou seu elenco então desconhecido em estrelas da TV. A trama girava em torno de nerds que encontravam estimulo de um professor (Matthew Morrison) para reabrir o coral da William McKinley High School. Mas o que deveria ser um clube de perdedores logo passa a atrair estrelas...
Começa a produção da 3ª temporada de “Emily em Paris”
O perfil oficial de “Emily em Paris” no Instagram anunciou que a produção da 3ª temporada já começou. Ao lado de uma imagem do roteiro de Lily Collins, que vive a protagonista Emily, postado numa mesa para, aparentemente, a leitura coletiva da temporada, o perfil escreveu: “De volta a uma mesa juntos, e não é para uma reunião com cliente ou um jantar. A produção da terceira temporada está começando agora!” Lily Collins também compartilhou uma foto ao lado de Ashley Park, que interpreta a cantora Mindy, nas ruas de Paris, indicando que o elenco já está na capital da França para retomar as gravações. “Reunidas em Paris! Que comecem as gravações da 3ª temporada!”, escreveu Collins. “Aquelas americanas vagando por Paris novamente, yay!”, comemorou Park, acrescentando mais uma foto da sessão, no seu próprio perfil. A série é estrelada pela filha do cantor Phil Collins no papel de uma jovem executiva de marketing que consegue o emprego de seus sonhos em Paris. Após a empresa americana em que trabalha comprar uma agência francesa, ela parte para a França com a tarefa de trazer “a visão americana” para os negócios, mas pensando mesmo em viver incríveis aventuras românticas. Entretanto, nem tudo acontece como o planejado, pois o choque cultural se prova muito maior que o esperado. O elenco da atração também inclui Lucas Bravo (“La Crème de la Crème”), Samuel Arnold (“National Theatre Live: Antony & Cleopatra”), Bruno Gouery (“50 São os Novos 30”), Kate Walsh (“13 Reasons Why”), William Abadie (“Homeland”) e os veteranos Arnaud Viard (“Graças a Deus”) e Philippine Leroy Beaulieu (“Vatel, um Banquete para o Rei”). Ainda não há previsão de estreia para a 3ª temporada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Emily In Paris (@emilyinparis) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lily Collins (@lilyjcollins) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashley Park (@ashleyparklady)
Stephen King alfineta “Stranger Things” e roteiristas respondem
A nova temporada de “Stranger Things” é o assunto do momento e até o rei do terror, Stephen King, decidiu comentar. Ele elogiou os novos episódios, com mais “terror até agora”, além de destacar referência a suas obras, mas considerou a divisão em duas partes uma ideia de centavos. “A nova temporada de ‘Stranger Things’ é muito legal – tão boa ou melhor que as três anteriores. Tem até umas notas de ‘Carrie’. É a temporada inteira ou é mais uma daquelas que foi dividida em 2 partes? Na minha opinião, isso é meio trouxa”, escreveu King na noite de quarta-feira (1/6). Vendo o comentário, a conta oficial dos roteiristas da série respondeu rapidamente: “Desculpe, tio Stevie, ainda não terminamos [os episódios] 8 e 9, mas estamos trabalhando o mais rápido que podemos! Que bom que você está gostando e que pegou nossa citação super sutil da ‘Carrie'”. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados na sexta (27/5), enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho. Sorry Uncle Stevie, 8+9 aren’t done yet, but we’re working as fast as we can! Glad you’re enjoying and that you picked up on our super subtle Carrie riff 😜 — stranger writers (@strangerwriters) June 1, 2022
Diretor diz que próximos episódios de “Stranger Things” serão “soco no coração”
Além de dirigir filmes de sucesso como “Free Guy” e “O Projeto Adam”, Shawn Levy também é produtor e diretor da série “Stranger Things”. Ele assinou dois dos capítulos mais importantes da primeira parte da 4ª temporada e revelou, em entrevista ao site The Hollywood Reporter, que a segunda parte dará um “soco bem no coração” dos fãs. “Tendo visto os dois capítulos finais, eles são tão emocionantes quanto são cinematográficos. Eles são realmente um deleite para os olhos, mas eles dão um soco bem no coração. Então, é assim que eu os defino”, explicou. Responsável pelos episódios “O Monstro e a Super-Heroína” e “Querido Billy” na atual leva, Levy contou que as duas últimas partes também esclarecerão o mistério de Hawkings. Ele afirmou que os criadores da série, Matt e Ross Duffer, decidiram ter chegado a hora das respostas. “É a hora de explicar tudo”, disse. “O final reposiciona tudo que sabemos sobre o mal em Hawkins e os vilões sobrenaturais. Certamente, serve de trampolim para o que vem depois.” O diretor também comentou a expectativas para o encerramento da série, na 5ª temporada. “Será agridoce para nós gravarmos e será agridoce para o público ver, mas esperamos que seja também profundamente satisfatório, porque todos nós sabemos, como fãs de outras séries, que poucos sentimentos são tão ruins quando um final decepcionante. E não há a menor chance que daremos qualquer coisa menos que um final satisfatório aos nossos fãs fieis”. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados na sexta (27/5), enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho.
Stranger Things: Música de Kate Bush vai impactar Parte 2 da temporada
Depois de cumprir um papel importante na primeira parte da 4ª temporada de “Stranger Things”, a música “Running Up That Hill”, de Kate Bush, vai voltar a ser ouvida na segunda parte. E, segundo os criadores da série, ela tocará num momento significativo do final. Os irmãos Matt e Ross Duffer contaram detalhes desse retorno musical, além de como chegaram nesta música e o apoio de Kate Bush à série, numa nova entrevista ao site Tudum, da própria Netflix. Eles revelaram que tinha outra ideia para tirar Max (Sadie Sink) do transe, mas a pesquisa que fizeram para a série acabou influenciando a decisão. “Estávamos pesquisando sobre pessoas que têm coma e essas coisas, e acho que foi isso que nos levou à canção. A música tem o poder de alcançar as pessoas, mesmo quando elas estão nesses estados catatônicos. Mas então pensamos: ‘Bem, seja qual for a música, tem que ser perfeita’”, explicou Ross. Segundo o showrunner, a faixa ideal precisaria ser cinematográfica para combinar com o momento de tensão do confronto da Max com o Vecna. “Sabíamos que a cena, em que ela está passando pelo que chamamos de camada mental, precisava ter um alcance cinematográfico. Ao mesmo tempo, precisava ser emocional. E as letras de Kate Bush são emocionais”. Assim que se decidiram por “Running Up That Hill”, eles entraram em contato com Kate Bush. “Ela tem sido incrível. Enviamos as cenas para que ela visse como a música é usada na série”, revelou Matt. Foi neste ponto da entrevista que ele revelou: “Há um momento épico de Kate Bush no final [episódio 9] que não esperávamos, meio que descobrimos enquanto estávamos editando”. “A sequência ficou muito legal, mas faltava uma coisinha. E eu fiquei, tipo: ‘Bem, vamos tentar Kate. Quando Kate nos decepcionou?’. Enviamos a cena para ela e ela foi gentil o suficiente para nos deixar usar sua música mais uma vez. A faixa volta de uma maneira importante”, completou. Por conta da sua inclusão em “Stranger Things”, “Running up that Hill”, clássico de Kate Bush, atingiu o topo do iTunes 37 anos após seu lançamento, além de ter ficado em 2º lugar no Spotify americano no fim de semana. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados na sexta (27/5), enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho.
Sadie Sink revela que música atual a salvaria de qualquer coisa
Um dos momentos mais comentados da volta recordista de audiência de “Stranger Things” é a relação de Max, personagem interpretada pela atriz Sadie Sink, com a música “Running Up That Hill”, da cantora Kate Bush. A música literalmente salva a vida da adolescente na série da Netflix. Graças a seu uso em “Stranger Things”, a música de 1985 atingiu o 1º lugar na parada de sucessos do iTunes e o 2º lugar na parada americana do Spotify neste fim de semana. Além disso, a redescoberta da canção tem despertado interesse na carreira da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década. Inevitavelmente, Sadie Sink, que pertence a uma geração bem diferente de Max, acabou sendo perguntada sobre o tema. Em entrevista ao site Tudum, criado pela própria Netflix, a atriz revelou que música atual a salvaria na vida real. A resposta foi “August”, de Taylor Swift. Segundo Sink, “essa música honestamente pode me reviver de qualquer coisa”. Vale lembrar que a intérprete de Max já apareceu num clipe de Taylor Swift: o curta que ilustrou a versão de 10 minutos da música “All Too Well” – ao lado do ator Dylan O’Brien (“Maze Runner”), no ano passado. Relembre “August”, a música de salvação de Sadie Sink.
Volta de “Stranger Things” vira maior estreia da história da Netflix
A Netflix registrou uma audiência recorde com o retorno de “Stranger Things”. Três anos após o lançamento dos últimos capítulos, a estreia da 4ª temporada acumulou 286,79 milhões de horas de visualização em todo o mundo. E isto em apenas três dias, desde o lançamento na sexta (27/5) até o domingo (29/5) passado. Os números superam com folga o recorde anterior de estreia em inglês na plataforma, registrado em março pelo lançamento da 2ª temporada de “Bridgerton”, com 193 milhões de horas de exibição em seu primeiro fim de semana. Outro detalhe impressionante da façanha da série sci-fi dos irmãos Duffer é que a audiência de seus primeiros dias já representa 44% de toda a visualização da temporada recordista de “Bridgerton”. A produção de época de Shonda Rhimes possui a maior audiência das séries em inglês da Netflix, com 656,26 milhões de horas de exibição acumulada em todo o mundo no período de 28 dias desde seu lançamento. A série sul-coreana “Round 6” é a líder entre as produções de qualquer idioma, com 1,65 bilhão de horas de visualização em seus primeiros 28 dias de lançamento. A estreia altamente antecipada da 4ª temporada de “Stranger Things” também ajudou a resgatar o interesse nas temporadas anteriores da série, que ressurgiram no Top 10 global da plataforma. Na verdade, no Top 5, ocupando a 3ª, 4ª e 5ª posições do ranking, atrás de “O Poder e a Lei” (The Lincoln Lawyer) em 2º lugar. A volta de “Stranger Things” também foi um fenômeno nas redes sociais. Apenas no Twitter, foram feitas quase 5 milhões de postagens no mundo inteiro, sendo que o Brasil correspondeu a cerca de um terço de toda esta movimentação. Além do sucesso da série, a música de 1985 de Kate Bush, “Running Up That Hill”, que aparece com destaque nos novos episódios, alcançou o 1º lugar na parada de sucessos do iTunes e o 2º lugar na parada americana do Spotify neste fim de semana. Isto também tem despertado interesse na carreira da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década.
Teaser apresenta “Prisioneiro da Madrugada”, nova série espanhola da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro teaser legendado da série “Prisioneiro da Madrugada” (La Noche Más Larga), novo thriller espanhol que estreia na plataforma no dia 8 de julho. A trama se passa em uma prisão psiquiátrica e acompanha um grupo de homens armados, que adentra o recinto com o objetivo de capturar um serial killer. Claro que tudo vai dar errado. A série foi criada por Xosé Morais e Victoriano Sierra Ferreiro, que já criaram uma série criminal de terror de sucesso, “Néboa”, exibida em 2020 pela Radio Televisión Española (RTVE). A direção é de Óscar Pedraza, que chamou atenção pelo visual estiloso de “Sky Rojo”, também lançada pela Netflix. E o elenco destaca Fran Berenguer (“Amar à Distància”), Alberto Ammann (“Narcos: Mexico”), David Solans (“Os Herdeiros da Terra”), César Mateo (“Bem-vindos ao Éden”), José Luis García Pérez (“El Cid”), Luis Callejo (“A Peste”), Roman Rymar (“La Casa de Papel”) e Maria Caballero (“Alma”).
Maestro: Netflix revela fotos do novo filme de Bradley Cooper
A Netflix divulgou as primeiras imagens oficiais de “Maestro”, próximo filme de Bradley Cooper, que será uma biografia do famoso maestro e compositor Leonard Bernstein (1918–1990), conhecido por suas trilhas para filmes e peças de teatro como “Amor, Sublime Amor”, “Um Dia em Nova York” e “Sindicato de Ladrões”. Para dar noção da importância de Bernstein para a história dos musicais, basta dizer que ele é o autor da conhecidíssima canção “New York, New York”. A plataforma de streaming “roubou” o filme da Paramount, que estava originalmente desenvolvendo o longa. Entre os produtores do projeto, estão ninguém menos que os cineastas Martin Scorsese (“O Irlandês”), Steven Spielberg (“Jogador Nº 1”) e Todd Phillips (“Coringa”). Será o segundo filme dirigido por Cooper, após sua estreia atrás das câmeras em “Nasce uma Estrela”. Ele também estrela a produção e aparece bastante envelhecido por maquiagem nas fotos divulgadas. O astro ainda co-escreveu o roteiro com Josh Singer, roteirista do drama vencedor do Oscar “Spotlight”. O longa vai cobrir mais de 30 anos para contar a história complexa do casamento entre Bernstein e sua esposa, Felicia Montealegre. A atriz Carey Mulligan (“Bela Vingança”) interpreta a mulher do compositor e Maya Hawke (“Stranger Things”) está escalada como a filha mais velha do casal, Jamie. Cooper obteve os direitos artísticos das obras de Bernstein e trabalha em estreita colaboração com os filhos do maestro – Jamie, Alexander e Nina. Ele está comprometido com esse projeto já há quatro anos e, graças ao apoio da família de Bernstein e ao controle dos direitos musicais, derrubou um filme rival, chamado de “The American”, que deveria ser dirigido por Cary Fukunaga (“007 – Sem Tempo para Morrer”) e estrelado por Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”). Além da estreia na Netflix, o filme terá lançamento limitado nos cinemas, visando a temporada de premiações. Vale lembrar que “Nasce Uma Estrela”, a estreia de Cooper na direção, foi indicado a oito Oscars. From the set of MAESTRO. pic.twitter.com/y3qsYILk6P — NetflixFilm (@NetflixFilm) May 30, 2022












