Netflix encerra suspense a anuncia renovação de “Wandinha”
A Netflix acabou com o suspense sobre a renovação de “Wandinha” e anunciou a 2ª temporada da série estrelada por Jenna Ortega. “Wandinha” se tornou um fenômeno cultural e de audiência, superando o público de “Stranger Things”. Mas a demora em anunciar o óbvio vinha alimentado boatos, já que a série é uma produção da MGM, que foi comprada pela Amazon. Por conta disso, não faltaram teorias de fãs – e fãs jornalistas – sobre a transferência de “Wandinha” para a Prime Video. Por isso, não foi por acaso que a Netflix se manifestou dizendo que “‘Wandinha’ está oficialmente renovada pra a 2ª temporada. Só no MEU site”, com ênfase no “meu” em letras maiúsculas. A notícia também foi acompanhada por um vídeo com cenas da série e a reação dos fãs em eventos de divulgação ao redor do mundo, editado ao som de “Bloody Mary”, música de Lady Gaga que voltou às paradas ao ser usada num vídeo viral do TikTok sobre a dancinha feita por Jenna Ortega na atração. A série foi criada por Alfred Gough e Miles Millar, dupla que criou “Smallville” e a sci-fi de artes marciais “Into the Badlands”, e dirigida por um especialista em fantasia gótica juvenil: Tim Burton, responsável por “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990), entre muitas outras produções sombrias. E vai continuar em breve, apenas na Netflix. Wandinha está oficialmente renovada pra a 2ª temporada. Só no MEU site. 🖤✌️ pic.twitter.com/DRV0TzgINa — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 6, 2023
Astro mirim de “Stranger Things” assume-se gay
O ator americano Noah Schnapp, intérprete de Will Byers na série “Stranger Things”, assumiu ser gay. Em um vídeo publicado no TikTok nesta quinta-feira (5/1), o ator de 18 anos de idade conta que a revelação de sua homossexualidade não surpreendeu as pessoas próximas. “Acho que sou mais parecido com Will do que eu pensava”, ele afirmou, em tom de brincadeira, no vídeo, que já soma mais de 12 milhões de visualizações. Em “Stranger Things”, Will também é gay e seu comportamento transparece um crush pelo melhor amigo Mike (Finn Wolfhard), que ignora completamente sua inclinação. “Quando eu finalmente contei para meus amigos e família que era gay, depois de 18 anos no armário com medo, todos disseram que já sabiam”, escreveu no vídeo o astro da série em inglês mais vista da Netflix. A publicação de Noah fez parte de uma tendência viral de vídeos no TikTok sobre “coisas que não deveriam ser tão levadas a sério”. @noahschnapp I guess I’m more similar to will than I thought ♬ original sound – princessazula0
Trailer mostra que não é fácil casar com filha de Eddie Murphy
A Netflix divulgou o primeiro trailer e dois pôsteres de “Certas Pessoas” (You People), comédia estrelada por Jonah Hill (“A Pé Ele Não Vai Longe”) e Eddie Murphy (“Um Príncipe em Nova York 2”). A prévia destaca os conflitos raciais e religiosos gerados a partir do noivado de um homem branco de uma família judia e uma mulher negra de família muçulmana. A trama acompanha Ezra Cohen (Hill), um sujeito solteiro que conhece e se apaixona por Amira Mohammed (Lauren London, de “Sem Remorso”). Porém, o relacionamento deles é testado por suas famílias: os pais progressistas de Ezra e os pais inflexíveis de Amira, que se intrometem na vida do casal. Eddie Murphy e Nia Long (“O Banqueiro”) interpretam os pai de Amira, enquanto Julia Louis-Dreyfus (“Veep”) e David Duchovny (“Arquivo X”) vivem os pais de Ezra. O elenco ainda inclui Elliott Gould (“Onze Homens e Um Segredo”), Molly Gordon (“Lakers: Hora de Vencer”), Rhea Perlman (“As Rainhas da Torcida”), Deon Cole (“Black-ish”), Andrea Savage (“Tulsa King”) e Mike Epps (“Família Upshaw”). Além de estrelar, Hill também co-escreveu o roteiro ao lado de Kenya Barris (criador de “Black-ish”), que faz aqui a sua estreia na direção de um longa-metragem. “Certas Pessoas” chega à Netflix no dia 27 de janeiro.
Última temporada de “The Flash” vai trazer personagens antigos de volta
Os atores David Ramsey (intérprete do personagem John Diggle/Espartano), Keiynan Lonsdale (Wally West/Kid Flash) e Sendhil Ramamurthy (Ramsey Rosso/Hemoglobina) vão participar da vindoura 9ª e última temporada da série “The Flash”. Integrante original da série “Arrow”, Ramsey apareceu em um total de 10 episódios de “The Flash”, começando na 1ª temporada. “Como um dos personagens do legado do Arrowverso que ajudaram a começar tudo, John Diggle ocupa um lugar especial em nossos corações, assim como nos fãs.” disse o produtor executivo Eric Wallace, em comunicado. “Além disso, a presença dominante e o compromisso com a excelência que o ator/diretor David Ramsey traz para a tela todas as vezes é verdadeiramente inspirador”. O produtor disse ainda que o público deve se preparar “para uma reunião muito emocionante, pois John Diggle, também conhecido como Espartano, ajuda a proteger Central City ao lado do Team Flash pela última vez”. O ator Keiynan Lonsdale viveu o personagem Wally West em um total de 45 episódios, entre a 2ª e 5ª temporadas da série. “Estamos muito felizes em nos reunirmos com o incrivelmente talentoso Keiynan Lonsdale como parte da temporada final de ‘The Flash’. Porque Kid Flash não é apenas mais um velocista – ele é uma parte amada da nossa família Flash”, disse Wallace. “Assim que soubemos que ele voltaria, decidimos criar uma história especial e sincera para seu retorno. O resultado é uma performance brilhante de Keiynan que mostra um lado de Wally West que você nunca viu antes.” Por fim, Ramamurthy apareceu como Ramsey Rosso em 9 episódios da 6ª temporada. Mas sua participação foi marcante o suficiente para garantir seu retorno. “Desde que Sendhil apresentou uma atuação brilhante e inesquecível como o torturado Ramsey Rosso na 6ª temporada, estamos procurando uma maneira de trazê-lo de volta”, disse o produtor. “Também sabíamos que queríamos que Ramsey participasse da corrida final de ‘The Flash’. Felizmente, tudo deu certo e agora o retorno do vilão Hemoglobina (Bloodwork) dará início a uma das aventuras mais loucas e emocionantes do Flash até agora.” “The Flash” foi a segunda série de super-heróis desenvolvida pelo produtor Greg Berlanti. Ao surgir como derivado de “Arrow”, a atração ajudou a expandir as narrativas e criar um universo compartilhado, batizado de “Arrowverso”, que ajudou a redefinir a rede CW e trazer espectadores masculinos para o que até então era um canal de perfil feminino. Mas desde então, o canal foi vendido e as séries “Legends of Tomorrow”, “Supergirl”, “Raio Negro” (Black Lightning), “Batgirl” e a própria “Arrow” foram canceladas – e duas delas, “Legends” e “Batgirl”, interrompidas sem final no ano passado. Ao menos “The Flash” terá um final digno. A 9ª temporada estreia em 8 de fevereiro nos EUA. No Brasil, as sete primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix.
“Glass Onion” já é 3º filme mais visto da Netflix em 10 dias de exibição
“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019), tornou-se o 3º filme mais visto da Netflix em seus primeiros 10 dias de exibição. Durante sua segunda semana de exibição, o filme de Rian Johnson acumulou mais 127 milhões de horas assistidas (que se somaram às 82 milhões de horas da primeira semana). Com isso, o filme está atrás apenas de “Não Olhe Para Cima”, que teve um total de 359,7 milhões de horas assistidas, e “Alerta Vermelho”, que acumulou 364 milhões de horas. Entre as séries de TV, o destaque ficou mais uma vez com “Wandinha”, que acumulou mais 103 milhões de horas assistidas e ficou, pela sexta semana consecutiva, no 1º lugar do Top 10 semanal da Netflix. Com essa audiência, a série se distancia ainda mais da 4ª temporada de “Stranger Things” e deveria ser considerada a série falada em inglês mais vista da Netflix. Mas o serviço de streaming parou essa contagem antes, ignorando o desempenho de “Wandinha” após 28 dias – embora tenha contado uma audiência de 56 dias de “Stranger Things 4” para declará-la mais vista. Outros destaques entre as séries de TV foram a 3ª temporada de “Emily em Paris”, que teve 95 milhões de horas assistidas, e “The Witcher: A Origem”, que acumulou 64 milhões de horas assistidas, apesar de ter sido odiada pelo público e pela crítica.
Outer Banks: 3ª temporada ganha fotos e data de estreia
A Netflix divulgou a data de estreia e oito fotos da 3ª temporada da série “Outer Banks”. As imagens destacam os personagens em meio ao cenário paradisíaco da série, que terá novos episódios disponibilizados no dia 23 de fevereiro. A atração acompanha um grupo de jovens pobres – com aparência de modelos – que vivem numa comunidade litorânea, trabalhando para os ricaços que veraneiam no local, em meio a grandes divisões sociais. Tudo muda quando os protagonistas encontram um mapa de tesouro, ligado ao desaparecimento do pai de um deles, e se convencem da existência de uma fortuna em ouro escondida que pode transformá-los em milionários. Ao final da 2ª temporada, foi revelado que Ward (Charles Easten) estava vivo depois de fingir sua morte, e que ele e Rafe (Drew Starkey) escaparam com a cruz de ouro depois de quase matarem Sarah (Madelyn Cline). No final das contas, os Pogues escaparam e acabaram presos em uma ilha deserta. Rafe prometeu ao pai que encontraria uma maneira de trazer Sarah de volta para casa. Não só isso, mas o pai de John B (Charles Halford), que todos acreditavam estar morto, revelou estar vivo e aparentemente se escondendo em Barbados. Segundo a sinopse oficial, a 3ª temporada vai mostrar os Pogues na ilha deserta que, por um breve momento, parece um lar idílico. Oficialmente chamada de ‘Poguelandia’, os mais novos moradores da ilha passam seus dias pescando, nadando e se divertindo com o estilo de vida despreocupado. Mas a situação muda quando eles se encontram mais uma vez presos em uma corrida pelo tesouro, literalmente correndo para salvarem suas vidas. Criadores da série, os irmãos gêmeos Josh e Jonas Pate (autores de “Surface”) e o produtor Shannon Burke (de “Sem Pistas”) observam que “as apostas estão aumentando” para os Pogues, pois eles “percebem que suas aventuras nas duas primeiras temporadas foram apenas o prelúdio para a maior de todas as caças ao tesouro”. Em comunicado, eles também mencionaram que o “elenco tem sido grandes amigos na vida real praticamente desde o início, e tem sido muito gratificante ver essas conexões se aprofundarem ao longo dos anos em que trabalhamos no programa”. Eles são verdadeiramente Pogues for Life.” O elenco etambém inclui Jonathan Daviss (“Age of Summer”), Rudy Pankow (“Solve”), Caroline Arapoglou (“The Resident”), Carlacia Grant (“Greenleaf”), Adina Porter (“The 100”) e Chase Stokes (“Between Waves”).
1899: Netflix cancela nova série dos criadores de “Dark” após uma temporada
A Netflix cancelou a série “1899” após a 1ª temporada, deixando a história sem final. A notícia foi dada pelo cocriador da série, o alemão Baran Bo Odar, por meio de um comunicado compartilhado em seu Instagram oficial. A nota aos fãs também foi assinada pela parceira de Odar e co-criadora da série, Jantje Freise. “Com o coração pesado, temos que dizer a vocês que ‘1899’ não será renovada”, escreveu Odar. “Teríamos adorado terminar essa jornada incrível com uma 2ª e uma 3ª temporada, como fizemos com ‘Dark’. Mas às vezes as coisas não saem do jeito que se planeja. Isso é vida.” “Sabemos que isso vai decepcionar milhões de fãs por aí”, continua o texto. “Mas queremos agradecer do fundo do coração por vocês terem feito parte dessa maravilhosa aventura. Nós te amamos. Nunca se esqueçam.” Com críticas pouco entusiasmadas e várias reclamações nas redes sociais por conta da falta de sentido da história, que teria deixado explicações para temporadas futuras, a série acabou não correspondendo à expectativa da plataforma, que investiu uma fortuna na sua produção e em sua longa campanha de divulgação, que estimulava o público a embarcar no mistério, sem revelar quase nada da premissa. E foi justamente a falta de explicações que causou o desinteresse em seguir acompanhando a série após os primeiros capítulos. A expectativa também era elevada devido ao sucesso de “Dark”, um fenômeno internacional, que fez com que a Netflix assinasse um contrato de exclusividade com Baran Bo Odar e Jantje Freise. Eles foram os primeiros criadores europeus a fechar um acordo deste tipo com a plataforma. “1899” foi o primeiro projeto resultante deste investimento. Como prova do prestígio conquistado pelos produtores com sua série anterior, o elenco reunia uma impressionante coleção de talentos internacionais, com destaque para os britânicos Emily Beecham (Melhor Atriz em Cannes pelo terror biológico “Little Joe”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”) e Rosalie Craig (“Truth Seekers”), o português José Pimentão (da série da Amazon “Filhas da Lei”), o franco-camaronês Yann Gael (“Loro”), a francesa Mathilde Ollivier (“Operação Overlord”), o alemão Andreas Pietschmann (de “Dark”), o espanhol Miguel Bernardeau (“Elite”), o polonês Maciej Musial (“The Witcher”) e os dinamarqueses Lucas Lynggaard Tønnesen, Clara Rosager (ambos de “The Rain”) e Maria Erwolter (“O Ritual”), além da chinesa estreante Isabella Wei. Já a trama era basicamente “Lost” no “Titanic”. Tudo se passava durante uma viagem transatlântica do fim do século 19, que sofre um desvio para realizar o salvamento de outra embarcação. Mas ao chegar no suposto naufrágio, situações sobrenaturais começam a se manifestar, assombrando passageiros e a tripulação no oceano sombrio. Repetindo a mesma lógica labiríntica de “Dark”, os produtores e roteiristas alemães acrescentavam cada vez mais perguntas conforme os episódios se desenvolviam, sem responder à maioria e encerrando a temporada num gancho para uma futura resolução. A produção também enfrentou uma polêmica, ao ser acusada de plágio de uma história em quadrinhos da brasileira Mary Cagnin. Eles negaram, afirmando nunca ter visto a publicação. Veja o trailer da produção abaixo.
Caleidoscópio: Qual a melhor ordem para assistir à série da Netflix?
A série “Caleidoscópio” (Kaleidoscope), criada por Eric Garcia (roteirista de “Estranho Mas Verdade”), chegou na Netflix com uma proposta diferente. Ao contrário das séries “convencionais”, com uma narrativa desenvolvida do início ao fim, essa nova atração permite que o espectador escolha a ordem em que vai assistir aos episódios. “Caleidoscópio” conta a história de um ladrão e sua equipe que pretendem realizar um roubo de US$ 7 bilhões. Mas para que o plano dar certo eles terão que lidar com traições, ganâncias e muitas outras ameaças. Cada episódio, que ganhou o nome de uma cor, pode ser visto em qualquer ordem, criando mais de 40 mil possibilidades de se assistir a série. E, dependendo da escolha, diferentes narrativas são criadas à medida que novas informações são reveladas e/ou escondidas. OPensando em quem prefere uma narrativa mais cronológica, os episódios “Violeta” e “Verde” são dois bons pontos de entrada na série, já que contam as histórias pregressas dos personagens, o que permite que o restante da trama seja focada apenas no presente, e não no passado. A história de “Violeta” acontece 24 anos antes do roubo, permitindo ao espectador entender as motivações do personagem Leo Pap (interpretado por Giancarlo Esposito, de “Better Call Saul”). Já “Verde” acompanha Leo enquanto ele estava preso e mostra o desenvolvimento do seu plano para fugir da prisão. Outro bom ponto de partida é o episódio “Vermelho”, por permitir ao espectador assistir a uma narrativa inspirada no clássico “Cães de Aluguel” (1992), de Quentin Tarantino. A relação da série com o filme de Tarantino é bastante óbvia, seja pela trama centrada em um assalto ou pelo destaque dado aos nomes das cores. Portanto, se o espectador começar por esse episódio, terá uma estrutura muito similar ao filme dos anos 1990, com a série se iniciando após o assalto e mostrando a equipe tentando juntar as peças do quebra-cabeças a partir de suas diferentes perspectivas do que aconteceu. O episódio chamado “Amarelo” é o que aparece primeiro na lista de reprodução da Netflix e, portanto, é aquele que a maioria das pessoas vai acabar assistindo primeiro. Também é um bom episódio introdutório, por mostrar Leo montando a sua equipe para o assalto. A tal equipe é formada por Stan Loomis (Peter Mark Kendall, de “Chicago Med”), um contrabandista que consegue os materiais necessários para o assalto, Ava Mercer (Paz Vega, de “Rambo: Até o Fim”), uma mulher engenhosa com um arsenal de armas, Judy Goodwin (Rosaline Elbay, de “Qabeel”), especialista em explosivos, seu marido Bob Goodwin (Jai Courtney, de “Esquadrão Suicida”), o arrombador, e RJ Acosta (Jordan Mendoza, de “Comedy Central – As Seen ON CC”), o motorista e especialista em tecnologia. Os piores episódios para iniciar a série são “Laranja” e “Azul”, porque mostram o desenvolvimento do planejamento do assalto. Portanto, é melhor assistir a estes episódios depois de já ter visto os anteriores. Também são estes episódios que apresentam os antagonistas da série, Nazan Abassi (Niousha Noor, de “The Night”) e Roger Salas (Rufus Sewell, de “Tempo”). Por fim, as melhores opções para encerrar a série são “Rosa” (primeiro) e “Branco” (em seguida). Esses episódios mostram um final épico para a série, além de apresentarem situações que acontecem seis meses após o desfecho do assalto. Assista abaixo ao trailer de “Caleidoscópio”:
Microsoft estaria considerando comprar a Netflix
Envolvida com a aquisição da desenvolvedora de jogos Activision Blizzard, a Microsoft pode estar pensando em outras alternativas de investimento, caso a compra não seja aprovada pelos órgãos de fiscalização econômica dos EUA e Europa. Uma das opções reais seria simplesmente comprar a Netflix. Os rumores surgiram após a inclusão de anúncios nos planos básicos do streaming. A Microsoft é a parceira comercial da plataforma nessa incursão pela publicidade. Além disso, embora a Netflix seja voltada a filmes e séries, a plataforma também possui seu segmento de jogos, o que poderia impulsionar ainda mais o streaming do Xbox. Segundo a agência de notícias Reuters, a aquisição entrou em pauta por influência da chefe-executiva Satya Nadella, que já fechou parcerias anteriores para a área de games da Microsoft. “[A compra da plataforma] faria sentido estratégico e provavelmente seria mais fácil de vender em Washington e em Bruxelas”, declarou, referindo-se às cedes dos governos dos EUA e da União Europeia. Além do mais, a aquisição da Netflix seria uma forma de expandir ainda mais o mercado de consoles e PC, já que a plataforma do xCloud possui um público bastante segmentado. Outra peça fundamental para a suposta compra seria a participação de Brad Smith, o atual presidente da Microsoft e do Xbox, no conselho da Netflix, o que tem alimentado ainda mais os rumores. Pelas redes sociais, os internautas esboçaram dúvidas sobre as supostas vantagens desse negócio. “A Netflix tem triunfado porque se concentram apenas em seu produto, já a Microsoft quer atingir diversos setores e acaba descuidando da maioria deles”, declarou um usuário do Twitter. “Eu diria que é uma salvação [para a Netflix], porque agora estão indo muito mal. Para 2023, não vão melhorar sua situação com as novas mudanças”, rebateu outra. De acordo com a colunista Jennifer Saba, da Reuters, ainda não há evidências reais de qualquer negociação entre as empresas. Enquanto isso, a Microsoft deve continuar lutando para obter a aprovação de compra da Activision Blizzard, que tem enfrentado dificuldades por preocupação de monopólio, ao juntar uma fabricante de console com uma das maiores marcas de conteúdo de games.
10 séries novas para maratonar até 2023
A Netflix inaugura 2023 com o lançamento de duas séries novas no domingo (1/1). São justamente os destaques entre as séries que ficam disponíveis nesse fim de semana. A lista da virada também inclui as últimas estreias de 2022. Confira abaixo as melhores opções pra maratonar até o ano novo. | OLHAR INDISCRETO | NETFLIX A primeira série brasileira de 2023 da Netflix é um suspense psicológico, em que Débora Nascimento (“Pacificado”) vive uma voyeur incontrolável e hacker extremamente habilidosa. Sua personagem se chama Miranda e ela gosta de espiar pela janela a vida de Cléo (Emanuelle Araújo, de “Samantha!”), uma prostituta de luxo e moradora que mora no prédio da frente. Quando Cléo bate à sua porta e pede para ela cuidar de seu cachorro enquanto viaja, a vida da hacker muda para sempre e ela conhece o homem dos seus sonhos. No entanto, nada é exatamente o que parece. O título entrega de cara a inspiração em “Janela Indiscreta” (1954), mas a sinopse também sugere o filtro sexual de “Dublê de Corpo” (1984), a homenagem de Brian De Palma ao clássico de Hitchcock. Escrita por Marcela Citterio e com direção de Fabrizia Pinto e Letícia Veiga, “Olhar Indiscreto” também traz em seu elenco Nikolas Antunes (“A Vida Invisível”) e o português Ângelo Rodrigues (“Golpe de Sorte”). A estreia está marcada para domingo (1/1). | CALEIDOSCÓPIO | NETFLIX A primeira série americana de 2023 da Netflix se encaixa no gênero “heist”, de grandes assaltos como “La Casa de Papel”. A trama parte de uma história real, o desaparecimento de US$ 70 bilhões em títulos que teriam sido destruídos pelo impacto do furacão Sandy em Nova York, em 2012. Mas sua premissa é totalmente fictícia, considerando a hipótese de os bilhões terem sido roubados durante o furacão por um grupo de ladrões internacionais. Apesar do apelo da superação de obstáculos supostamente intransponíveis para um roubo impossível, o grande diferencial da produção é outro. A narrativa foi concebida pelo roteirista Eric Garcia (“Repo Men: O Resgate de Órgãos”) sem ordem estabelecida. Os episódios não foram numerados. Em vez disso, receberam nomes de cores, para serem vistos de forma aleatória, embora White (Branco) seja considerado o último capítulo. Os oito episódios mostram eventos que começam 24 anos antes e terminam seis meses depois do roubo. Deste modo, cada ordem escolhida pelos telespectadores apresenta um desenvolvimento diferente, afetando o ponto de vista sobre a história, os personagens e as questões de fundo que envolvem o roubo, como a subtrama de vingança e a ligação entre o chefe da equipe e seu alvo. O bom elenco destaca Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Jai Courtney (“O Esquadrão Suicida”), Paz Vega (“Rambo: Até o Fim”), Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Rufus Sewell (“O Homem do Castelo Alto”), Peter Mark Kendall (“Chicago Med”) e Rosaline Elbay (“Ramy”). Vale lembrar que a série, que estreia neste domingo (1/1), não é a primeira a explorar ordem aleatória de episódios. O suspense “Mosaic”, da HBO, foi concebido da mesma forma pelo diretor Steven Soderbergh em 2017. | TRAIÇÃO | NETFLIX A minissérie de espionagem gira em torno da ascensão suspeita do personagem de Charlie Cox (o “Demolidor”) à chefia do MI6, serviço secreto britânico, com a ajuda mortal de uma espiã russa vivida por Olga Kurylenko (“Viúva Negra”). Investigado pela CIA e pressionado pelo inimigo, ele precisa provar que não é um agente duplo, ao mesmo tempo em que vê a segurança de sua família em risco. Sem ter a quem recorrer, ele descobre que o maior problema em ser um espião é não saber em quem confiar. Desenvolvido por Matt Charman, roteirista indicado ao Oscar pelo filme “Ponte dos Espiões” (2015), a atração ainda traz no elenco Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Ciarán Hinds (“Belfast”), Tracy Ifeachor (“Treadstone”) e Beau Gadsdon (“The Crown”). | A VÍTIMA | GLOBOPLAY A minissérie criminal britânica acompanha o desejo de vingança de uma mãe, que procura descobrir o paradeiro do assassino de seu filho, após ele ser libertado da prisão. Entretanto, o homem a quem ela dirige sua fúria jura que é outra pessoa. O impasse leva a polícia a questionar quem é o verdadeiro criminoso nesse confronto. Criada por Rob Williams (criador também de “Suspition”), a produção foi indicada ao BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Minissérie e destaca em seu elenco Kelly Macdonald (“Boardwalk Empire”) como a mãe, James Harkness (“Raised by Wolves”) como o suspeito e John Hannah (“A Múmia”) como o encarregado do caso. | A LIÇÃO| NETFLIX O thriller sul-coreano acompanha uma mulher que dedica a vida a se vingar de seus agressores, anos depois de ter sido vítima de terríveis atos de violência na escola. A produção foi concebida pela roteirista Kim Eun Sook (“Mr. Sunshine, Um Raio de Sol”), mais conhecida por tramas românticas, e é estrelada pela atriz Song Hye-Kyo (“O Grande Mestre”), bastante popular na Coreia do Sul. As duas trabalharam juntas anteriormente no sucesso “Descendants of the Sun”, romance de 2017 que também está disponível na Netflix. | CANIBAL | STAR+ O terror japonês se passa numa bela vila isolada, onde a paisagem idílica convive com um boato macabro, de que canibais habitam a região. O policial novato que se muda para o local logo se depara com a terrível verdade que espreita os moradores. Baseada no mangá “Gannibal”, de Ninomiya Masaaki, a trama foi adaptada pelo cineasta Shinzô Katayama (diretor-roteirista do thriller “Missing”) e é estrelada por Yûya Yagira (“Gintana”). | SICÁRIOS: SINDICATO DO CRIME | HBO MAX A produção filipina é baseada na franquia cinematográfica “On the Job”, que gerou dois elogiados filmes escritos por Michiko Yamamoto e dirigidos por Erik Matti. Os primeiros episódios, por sinal, são o próprio filme homônimo de 2013, reeditado e remasterizado para incorporação na atração, originalmente lançada na HBO Ásia no ano passado e indicada ao Emmy Internacional de Melhor Minissérie do mundo. A trama gira em torno de sindicatos do crime, que libertam temporariamente presidiários para que possam realizar assassinatos políticos. O detalhe é que os chefões por trás de tudo também são políticos. | A RAINHA DO TRÁFICO 3 | NETFLIX A produção mexicana original que inspirou “A Rainha do Sul”, com Alice Braga, continua sua história na Netflix, trazendo Kate del Castillo, rosto conhecido das novelas da tarde, no papel-título. Fora da prisão e foragida, ela agora está ainda mais perigosa, fazendo seu império do crime crescer com o aumento do tráfico internacional. Lançada originalmente em 2010 como uma novela da Telemundo, a adaptação do best-seller “La Reina del Sur”, de Arturo Pérez-Reverte, fez tanto sucesso que acabou ganhando “temporadas”. Embora o título seja antigo, a 2ª fase estreou em 2019 e a 3ª foi produzida neste ano. Mais curta, a nova temporada tem “apenas” 43 episódios. | A FAXINEIRA 2 | HBO MAX O drama criminal é um remake americano da série argentina “A Garota da Limpeza”, também disponibilizada pela HBO Max. A trama acompanha uma faxineira vivida por Elodie Young (a Elektra da série “Demolidor”), que faz mais que limpeza doméstica. A personagem é, na verdade, uma médica, que não pode exercer sua profissão por ser um imigrante ilegal nos EUA. Ela está no país por causa de um tratamento experimental para salvar seu filho doente. Mas sem dinheiro e emprego por ser estrangeira, acaba marginalizada. Um dia, por acaso, acaba testemunhando um assassinato cometido por traficantes. Sob ameaça de morte, promete ser capaz de limpar a cena do crime sem que pareça ter havido uma morte no local. Ao convencer com suas habilidades, recebe a proposta de se tornar faxineira oficial dos criminosos, uma opção melhor que ser assassinada no local. A série argentina (“La Chica que Limpia” em espanhol) teve uma temporada de 13 episódios, mas a versão americana, adaptada pela roteirista Miranda Kwok (da série “The 100”), completou sua 2ª temporada. A season finale com mortes chocantes, deportação e uma lição trágica para a protagonista pode ser o fim da série, caso não seja renovada. Além de Elodie Young, o elenco também inclui Adam Canto (“Designated Survivor”), Martha Millan (“O Destino de Mister e Pete”), Vincent Piazza (“Boardwalk Empire”) e os gêmeos Sebastien e Valentino LaSalle, que compartilham o papel do menino Luca, filho da protagonista. E, como curiosidade, ainda conta com a atriz Shay Mitchell (a Emily de “Pretty Little Liars”) como produtora, por meio de sua empresa Amore & Vita Productions. | CALL ME CAT 3 | HBO MAX A primeira atração de Mayim Bialik após “The Big Bang Theory” é remake da sitcom britânica “Miranda” (2009–2015), da BBC, e traz a atriz como uma mulher que luta todos os dias contra a sociedade e sua mãe para provar que pode viver uma vida feliz e gratificante, apesar de ainda ser solteira aos 39 anos. Num ato de desafio, ela resolve gastar todo o dinheiro que os pais economizavam para seu casamento para abrir um café com tema felino em sua cidade. “Call Me Kat” também continua a parceria entre Bialik e Jim Parsons, após interpretarem o casal Amy e Sheldon em “The Big Bang Theory”. Desta vez, Parsons se junta à colega nos bastidores, como coprodutor da adaptação, que foi desenvolvida pela roteirista-produtora Darlene Hunt (“The Big C”). O elenco também inclui Swoosie Kurtz (“Mike & Molly”), Cheyenne Jackson (“American Horror Story”), Kyla Pratt (“Recovery Road”), Julian Gant (“Good Girls”) e Leslie Jordan (“American Horror Story”), que morreu num acidente de carro em outubro passado. O ator aparece em 9 episódios e ganhou uma grande homenagem da equipe da 3ª temporada, que ainda está sendo exibida nos EUA.
Veja os últimos filmes que chegam ao streaming no ano
As últimas novidades do ano chegam ao streaming. Mas o detalhe é que a maior parte é composta por lançamentos para locação digital. Dos 10 destaques da semana, apenas três são de serviços de assinatura. Mas a variedade é ampla, do terror asiático à comédia nacional. Confira abaixo as dicas para uma virada cinéfila. | RUÍDO BRANCO | NETFLIX O novo filme de Noah Baumbach (“História de um Casamento”) é uma comédia absurda, horripilante, lírica e apocalíptica, baseada num romance “infilmável” de Don DeLillo (“Cosmópolis”) sobre as tentativas de uma família americana dos anos 1980 para lidar com os pavores da vida cotidiana. Com clima apocalíptico, traz os personagens centrais em fuga de um nuvem tóxica, mas tudo é exacerbado por uma condição psicológica: um medo exagerado da morte, que acompanha cada passo dessa família. Adam Driver vive o personagem principal, fazendo sua segunda parceria com Baumbach, após ser indicado ao Oscar por seu desempenho em “História de um Casamento” (2019). O elenco também destaca a participação da mulher do diretor, Greta Gerwig, que não atuava numa produção live-action desde “Mulheres do Século 20” (2016) – basicamente, desde que também decolou como cineasta com “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017). E ainda tem Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jodie Turner-Smith (“Sem Remorso”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) e seus filhos Sam e May Nivola. | IMPETIGORE: HERANÇA MALDITA | STAR+ O diretor Joko Anwar (“Folclore”) é um dos mestres do novo terror indonésio arrepiante e visceral – que também rendeu recentemente “A Médium” e “Marcas da Maldição”. Ele se inspirou em pesadelos e no “Massacre da Serra Elétrica” original para conjurar seu filme mais famosos, esta obra sinistra sobre duas amigas com problemas financeiros, que acreditam ter mudado a sorte quando uma delas herda uma propriedade rural. Mas ao viajarem à aldeia distante, logo percebem o perigo que as espera, evidenciado pelo comportamento estranho dos moradores e nos vestígios de rituais na região. Apesar de muito brutal, foi a submissão da Indonésia na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar de 2021. | A MALDIÇÃO – DESPERTAR DOS MORTOS | VOD* O terror sul-coreano é baseado na série “The Curse”, disponível na Netflix, e volta a contar com direção de Kim Yong-wan (“Champion”), roteiro de Yeon Sang-ho (criador também da série “Profecia do Inferno”) e o elenco original, com destaque para as atrizes Uhm Ji-won (“As Três Irmãs”) e Jung Ji-so (“Profecia do Inferno”). A trama gira em torno de assassinatos cometidos por mortos-vivos. Um mago poderoso detém o poder de despertar os mortos e os usa para assassinar desafetos. Sem medo de se incriminar, ele desafia a polícia a detê-lo, anunciando suas intenções. E quando a polícia prepara um cerco para pegá-lo, é surpreendida pelo ataque de um exército de mortos. | LIGAÇÃO EXPLOSIVA | VOD* Esse thriller sul-coreano evoca o clássico de ação “Velocidade Máxima” (1994). A caminho de seu trabalho com os dois filhos pequenos, um gerente de banco (Jo Woo-jin, de “Narco-Santos”) recebe uma ligação avisando que eles estão sentados em uma bomba. Se alguém sair do veículo, a bomba explodirá, a menos que ele pague uma fortuna. A princípio, o gerente acha que é uma piada, mas muda de ideia quando vê outro carro-bomba explodir na sua frente. A partir disso, porém, ele passa a ser suspeito de terrorismo e perseguido pela polícia, enquanto a voz no telefone lhe proíbe de parar e exige o dinheiro que seu banco protela para liberar. Bem tenso, o filme atingiu 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O MATADOR: MISSÃO RESGATE | VOD* O filme de ação sul-coreano segue a linha de “John Wick”, em que um matador solitário enfrenta um exército de criminosos e dá um show coreográfico de violência. A história é uma adaptação de quadrinhos e possui uma premissa basicona para sustentar seus muitos tiros e pancadaria. Um assassino reformado concorda em cuidar de uma adolescente, mas ela é sequestrada por criminosos poderosos e ele tem que resgatá-la. O ator Jang Hyuk (da série “The Voice”) vive o protagonista e a direção é assinada por Choi Jae-Hoon (“Hipnose”). | RAINHA DE COPAS | MUBI O terceiro filme da jovem cineasta May el-Toukhy dominou as premiações do cinema dinamarquês em 2019. O longa, que também foi premiado pelo público no Festival de Sundance, deu muito o que falar por seu tema polêmico: o relacionamento tabu entre uma mulher mais velha e seu enteado adolescente. O drama acaba pendendo para o suspense, ao retratar a protagonista como uma narcisista capaz de tudo para conseguir o que quer, sem pretender abrir mão de nada por isso. Atingiu 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. | SAVE THE CINEMA | VOD* A comédia cinéfila britânica conta a história real de uma cabeleira do País de Gales que, em 1993, deu início a uma campanha desesperada para salvar um cinema local, ameaçado de demolição. Para impedir as máquinas, ela junta amigos para se instalarem no local e arma um grande plano, que envolve ninguém menos que o famoso diretor Steven Spielberg. Dirigido por Sara Sugarman (“Confissões de uma Adolescente em Crise”), o filme de superações de dificuldades traz Samantha Morton (a Alpha de “The Walking Dead”) no papel principal, além de Adeel Akhtar (o Lestrade de “Enola Holmes”), Jonathan Pryce (o Alto Pardal de “Game of Thrones”) e Tom Felton (o Draco Malfoy de “Harry Potter”). | NOITES DE PARIS | VOD* Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) vive a mãe de dois adolescentes que, após o fim de seu casamento, percebe que terá que sustentar sua família. Mesmo sem experiência, arranja trabalho em um programa de rádio noturna, onde encontra uma adolescente perdida, que ela decide levar para sua casa. Mesmo aumentando as despesas, a jovem é bem-recebida e experimenta uma família pela primeira vez, enquanto seu espírito contagia os demais com a coragem para correr riscos, mudando a trajetória de suas vidas. A direção é de Mikhaël Hers (“Amanda”). | O CLUBE DOS ANJOS | VOD* Baseada no livro de Luis Fernando Veríssimo, a comédia de humor sombrio acompanha uma confraria de sete amigos que, ao longo das décadas, passaram de reuniões para discutir rituais de poder a melancólicas assembleias de fracassos. Até que a chegada de um misterioso cozinheiro muda tudo com magníficos banquetes. Os laços de amizade são reforçados pela gula como celebração da vida. Só há um porém: depois de cada jantar, um integrante da confraria amanhece morto. A trama mantém mistério sobre o motivo real das mortes, ao mesmo tempo em que questiona por que esses homens continuam retornando aos jantares dos quais um deles não sobreviverá. O primeiro longa de Angelo Defanti reúne em seu elenco Otávio Müller, André Abujamra (“7 Prisioneiros”), Paulo Miklos (“Manhãs de Setembro”), Ângelo Antônio (“Segunda Chamada”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Matheus Nachtergaele (“Cine Holliúdy”) como o cozinheiro. | 45 DO SEGUNDO TEMPO | *VOD Três amigos de colégio se reencontram após 40 anos para recriar uma foto tirada no dia da inauguração do metrô de São Paulo. A reunião é, na realidade, o pretexto de um deles, dono de um restaurante com problemas financeiros, para avisar aos demais que pretende se matar. Mas não antes de ver o Palmeiras ser campeão. A comédia sombria de Luiz Villaça (“O Contador de Histórias”) é estrelada por Tony Ramos (“Se Eu Fosse Você”), Cassio Gabus Mendes (“Justiça”) e Ary França (“Samantha!”) e usa o expediente do reencontro para confrontar a nostalgia de um passado irreal, embelezado por lembranças distantes, e um presente de desencanto com os rumos das vidas. Os três viraram pessoas completamente diferentes de quem eram. E embora um deles tenha tomado a decisão de encerrar sua história assim, os outros dois passam a ponderar a opção da ressignificação. O resultado é um belo filme que, como o título indica, reforça a fé na esperança até o apito final. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Casamento às Cegas: Participante acusa Netflix de manipulação
A participante Bruna Luana, que desistiu durante a 2ª temporada do reality show “Casamento às Cegas Brasil”, acusou a Netflix de manipular o programa e criar uma narrativa diferente da realidade por meio da edição. Ela se envolveu numa polêmica após iniciar um romance com o participante Paulo Simi, que foi acusado de ser gordofóbico por ter rejeitado outra participante, Amanda Souza. “A história que tem ali está longe de ser a real”, disse ela em entrevista ao colunista Leo Dias. “Eles manipulam muito, tiraram frases de ordem. O Paulo me pediu em casamento no primeiro dia de cabine, a nossa história é muito bonita. Eles esqueceram tudo porque ficaram putos porque eu saí quebrando o pau com aquela galera”. A proposta de “Casamento às Cegas” é fazer com que seus participantes se apaixonem se nunca terem se visto. Eles são colocados em cabines e conversam um com o outro (sem enxergarem a outra pessoa). A partir das conversas, relacionamentos vão surgindo e, eventualmente, surgem pedidos de casamento. É somente depois dos pedidos de casamento que os casais vão se ver pela primeira vez. Depois disso, eles passam por uma “lua de mel” e, em seguida, voltam para as suas realidades, onde conhecem os parentes e amigos dos seus respectivos noivos e noivas. Ao final de tudo isso, eles precisam decidir se vão mesmo se casar ou não. Porém, Bruna não passou por todo esse processo. Ela desistiu do programa e queria que Paulo desistisse com ela. Em vez disso, ele continuou lá porque também estava envolvido com Amanda. Ao menos foi isso que o programa mostrou. Mas, segundo ela, não foi assim que aconteceu. “O Paulo começou a ter conexão com a Amanda depois que eu saí. Fizeram ele regravar depoimentos”, revelou ela. “O negócio é muito grave, muito sério. Eles distorceram muito, estão sendo escrotos”. Bruna Luana também revelou que chegou a considerar a possibilidade de processar a Netflix. Segundo ela, além do problema da manipulação, houve muita negligência durante o período em que os participantes ficaram confinados num hotel. “Eu fui sequestrada quando era criança, fiquei dez dias em cativeiro. Eu tinha avisado [à produção] que era muito difícil para mim lidar com confinamento, e eles fizeram questão de deixar tudo pior. Eu pedi psicóloga e eu não tive”, contou ela. “Eu tive uma queimadura química porque estava usando um ácido. Pedi pomada para três pessoas e ninguém deu. Eu tive que descer e comprar, enquanto a gente estava confinado. Eles não tinham o mínimo cuidado com a gente”, completou. Paulo Simi se encontrou com Bruna do lado de fora. Os dois começaram a namorar e, depois de dois meses, foram morar juntos. Ele reforçou todas as acusações que ela fez. “Estão falando muita coisa que não é verdade, fico muito chateado. Desde o primeiro dia, eu só quis a Bruna”, disse ele. Após a desistência de Bruna, Paulo foi pedido em casamento por Amanda. Ele aceitou o pedido, mas, ao conhecê-la pessoalmente, a rejeitou. Na ocasião, ele disse que o motivo para a rejeição foi o empoderamento dela, pois não tinha lidado com isso antes. Porém, para o público, ele foi gordofóbico. “Antes de abrir a porta [para se verem pela primeira vez], bateu. Sabe quando bate aquela sensação de: ‘Nossa, eu queria que fosse a Bruna, porque meu coração queria a Bruna’. A porta abriu e eu não podia fazer isso, porque o meu coração pertence e pertencia à Bruna. Esse é o real motivo, mas provavelmente nunca mostrem”, afirmou ele. “A Amanda é uma pessoa muito gente boa, com ótimo coração, uma luz que brilha muito. Uma baita de uma mulher”, contou ele. “Só que meu coração sempre foi da Bruna, minha razão pedia, devido à desistência [da Bruna], a Amanda”. A Netflix lança “Casamento às Cegas Brasil” em blocos de episódios semanais. Até o momento só foram lançados os quatro primeiros episódios. Não se sabe se essa polêmica será abordada nos demais episódios.
Netflix entra no mercado fitness com vídeos de exercícios
A Netflix fez uma parceria com a Nike para oferecer vídeos de exercícios físicos para seus usuários. Os vídeos começaram a ser disponibilizados a partir dessa sexta-feira (30/12) com o título de “Treinos de 30 Minutos”. A estratégia faz parte dos esforços da Netflix em atrair novos perfis de consumidores e manter engajados os já existentes. A produção ficou a cargo do Nike Training Club, o aplicativo fitness da grife, que oferece vídeos de exercícios conduzidos por treinadores da Nike. Ao todo, serão disponibilizados 90 vídeos, totalizando 30 horas de exercícios que podem ser feitos em casa, com nenhuma – ou pouca – necessidade de uso de equipamentos. Os primeiros 46 vídeos de exercícios lançados na Netflix incluirão programas que abrangem fundamentos de condicionamento físico, yoga, treinamento intervalado de alta intensidade e treinamento de força. O segundo lote de vídeos será lançado no final de 2023. O lançamento indica o interesse da Netflix no crescente mercado de home fitness, que se popularizou na década de 1980 com as fitas VHS de exercício estreladas por Jane Fonda. Desde então, o mercado cresceu e evoluiu muito. Redes sociais como YouTube e Instagram têm inúmeros canais voltados para exercícios com milhões de seguidores. E a marca Peloton, fabricante de bicicletas ergométricas e esteiras, também lançou um serviço de streaming dedicado a exercícios. A diferença é que o serviço da Peloton tem cerca de 3 milhões de inscritos, enquanto a Netflix conta com 223 milhões de assinantes em todo o mundo, o que imediatamente a coloca à frente de todos os concorrentes.












