As 10 melhores séries lançadas em fevereiro
Quem gosta de séries anda cada vez mais bem servido desde a explosão dos streamings. Mas com tantas séries lançadas todas as semanas nas diversas plataformas em operação no Brasil, várias atrações de primeira linha podem estar sendo ignoradas, simplesmente pelo excesso de oferta. Não dá para acompanhar o ritmo vertiginoso de estreias do mercado. E é pensando nisso que todo mês reforçamos o que de melhor foi lançado no período anterior. Confira abaixo o Top 10 de fevereiro. Já viu todos esses destaques? | VOCÊ 4 | NETFLIX A 4ª temporada traz uma reviravolta completa, que coloca o psicopata Joe (Penn Badgley) como alvo de outro serial killer. Após seguir Marienne (Tati Gabrielle) até Paris, ele ressurge como uma nova identidade, trabalhando como professor em Londres. Apesar do desgosto que sente pelos colegas acadêmicos, Joe ainda precisa relutar contra a atração fatal despertada por uma das esnobes. Até que os colegas começam a morrer assassinados e ele próprio se vê na posição de próxima vítima, o que pelo menos desperta sua curiosidade. O novo ano da produção terá nada menos que 14 atores novos, com destaque para Ed Speelers (“Downton Abbey”), Lukas Gage (“Euphoria”), Tilly Keeper (“EastEnders”), Amy Leigh Hickman (“Safe”) e Charlotte Ritchie (“Call the Midwife”). | A GAROTA NA FITA | NETFLIX A minissérie espanhola lembra muito o mistério inglês “The Missing”. As duas produções começam com o desaparecimento de uma criança, o desespero dos pais e uma investigação que se arrasta em busca de pistas que conduzem a lugar alguma, até que se passam anos. A diferença principal é que uma fita VHS é enviada aos pais para provar que a menina ainda está viva. A protagonista também é bem diversa: uma estagiária de jornalismo e sobrevivente de um estupro, que resolve ajudar a família a encontrar a criança. Com muitas reviravoltas, a trama caiu no gosto dos fãs de mistérios criminais. Adaptação de um best-seller de Javier Castillo, a produção foi desenvolvida por Javier Andrés Roig e Jesús Mesas Silva, que trabalharam juntos no thriller sobrenatural “Estoy Vivo”, e destaca a atriz Milena Smit (“Mães Paralelas”) no papel principal. | PARTY DOWN 3 | LIONGSGATE+ A série cult retornou para mais para mais seis episódios. Criada em 2009, “Party Down” acompanha os empregados de um buffet itinerante de festas de Los Angeles, que sonham emplacar carreiras em Hollywood. Cada episódio se desenrola em um evento diferente, enquanto os funcionários do buffet inevitavelmente se envolvem demais na vida dos convidados – enquanto tentam convencer produtores a escalá-los em seus filmes ou lerem seus roteiros. Engraçadíssima, “Party Down” era criação de ninguém menos que o ator Paul Rudd (o Homem-Formiga), o roteirista John Enbom e o produtor Dan Etheridge (ambos de “Veronica Mars”), além de contar com produção de Rob Thomas (criador de “Veronica Mars”), mas não sobreviveu ao costume inicial do canal Starz de encomendar apenas duas temporadas de cada série, logo que começou a produzir conteúdo próprio. Apesar da baixa audiência inicial, acabou se tornou cultuadíssima em reprises. E esta fama adquirida desde que saiu do ar em 2010 acabou convencendo a Starz a retomar a série, 13 anos depois, com os mesmos personagens. Apesar do enorme hiato, os novos episódios configuram uma 3ª temporada e voltam a reunir a maioria dos integrantes originais: Adam Scott (mais conhecido por “Parks and Recreation”), Jane Lynch (“Glee”), Ken Marino (“Childrens Hospital”), Martin Starr (“Silicon Valley”), Ryan Hansen (“Veronica Mars”) e Megan Mullally (“Will & Grace”). Faltou só Lizzy Caplan (“Masters of Sex”), que não conseguiu encaixar a série em sua agenda. Entre as novidades, Jennifer Garner (“Dia do Sim”) vive uma produtora de blockbusters que namora Henry Pollard, o personagem de Adam Scott, Zoë Chao (“Love Life”) é a nova chef do buffet Party Down, Tyrel Jackson Williams (“Brockmire”) tem o papel de um influencer desconectado com a realidade e James Marsden (“Sonic: O Filme”) é um astro famoso de uma franquia de super-heróis (X-Men, talvez?). | O CONSULTOR | AMAZON PRIME VIVEO A sátira sombria de ambiente de trabalho traz o vencedor do Oscar Christoph Waltz (“Django Livre”, “Bastardos Inglórios”) como o consultor do título, um profissional sinistro e com planos sádicos, trazido para avaliar a performance de funcionários de uma empresa de games após o suicídio do antigo chefe. Sua performance perturbadora é o principal atrativo da produção. Desenvolvida por Tony Basgallop (criador de “Servant” na Apple TV+), a série é inspirada no romance homônimo de Bentley Little e explora, em clima de thriller satírico, a relação sinistra entre esse chefe e seus empregados, questionando o quão longe é possível ir para progredir e sobreviver no ambiente de trabalho. Especialmente quando o patrão indica ser um sociopata. A direção dos capítulos está a cargo de Matt Shakman (de “WandaVision”), que também participa da produção, e o elenco ainda inclui Nat Wolff (“The Stand”), Brittany O’Grady (“The White Lotus”) e Aimee Carrero (“O Menu”). | 1923 | PARAMOUNT+ O segundo spin-off de “Yellowstone” é estrelado por ninguém menos que Helen Mirren (“A Rainha”) e Harrison Ford (o “Indiana Jones”). Os dois trabalharam juntos pela primeira vez há 36 anos, como rebeldes antissociais em “A Costa do Mosquito”, e gora vivem fazendeiros, os donos da fazenda Yellowstone no começo do século 20, um período difícil da história dos EUA, quando precisam enfrentar especuladores como o antagonista vivido por Timothy Dalton (“Patrulha do Destino”). Depois de “1883”, passada no Velho Oeste, a nova atração derivada de “Yellowstone” acompanha a família Dutton no período entre a 1ª Guerra Mundial e a Grande Depressão, marcado pela pandemia, seca histórica, crise econômica, Lei Seca e a ascensão dos gângsteres, que substituíram os cowboys foras-da-lei no noticiário criminal – além de ter uma trama paralela encenada na África. Concebida como uma produção limitada, a série está programada para durar duas temporadas, compostas por oito episódios cada. O elenco também inclui Brandon Sklenar (“Westworld”), Darren Mann (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Michelle Randolph (“A Noite da Bruxa”), James Badge Dale (“O Mensageiro do Último Dia”), Marley Shelton (“Pânico 4”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Aminah Nieves (“V/H/S/99”), Julia Schlaepfer (“The Politician”) e Jerome Flynn (“Game of Thrones”). Todas as três séries do universo “Yellowstone” são criações de Taylor Sheridan, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). | STAR TREK: PICARD 3 | PARAMOUNT+ Concebida como última temporada, a produção volta a reunir novamente Patrick Stewart (Picard) com Jonathan Frakes (Ryker), LeVar Burton (Geordi La Forge), Michael Dorn (Worf), Marina Sirtis (Deanna Troi) e Gates McFadden (Dra. Beverly Crusher), personagens da série clássica “Star Trek: A Nova Geração”, que introduziu o personagem-título Jean-Luc Picard nos anos 1980. E embora o androide Data tenha sido desmontado, o ator Brent Spiner também está a bordo como outro robô criado pelo Dr. Soong na série clássica, o maligno Lore. Os tripulantes da NCC1701-D não compartilhavam uma missão conjunta há duas décadas, desde que a Paramount lançou o filme “Jornada nas Estrelas: Nêmesis” (2002), mas Picard encontrou Ryker e Troi – e conheceu a filha deles – na 1ª temporada da nova série, que ainda mostrou lembranças de Data. O atual reencontro é motivado por um filho desconhecido de Picard (Ed Speelers, também presente em “Você”), que é caçado por uma alienígena (Amanda Plummer, de “Pulp Fiction”) no comando de uma nave sinistra, que tenta impedir seu resgate e ataca a nave de Picard, vociferando planos de vingança e destruição contra a Federação dos Planetas Unidos. Mas o motivo de seu ódio contra o filho do antigo capitão da Enterprise D é cercado de mistério. O elenco ainda conta com duas atrizes que sobreviveram aos eventos das temporadas anteriores de “Picard”, Michelle Hurd (Raffi) e Jeri Ryan (Seven of Nine), e o retorno de Moriarty (Daniel Davis), o vilão de Sherlock Holmes, que foi criado artificialmente como um personagem para aventuras no Holodec e ganhou consciência própria na série original dos anos 1980. | CARNIVAL ROW 2 | AMAZON PRIME VIDEO O final da série de fantasia mostra um conflito definitivo entre a humanidade e criaturas das fábulas, com direito a ataques das fadas voadoras comandadas por Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). A trama se passa em um mundo de fantasia vitoriano, de um século 19 estilizado, onde criaturas mágicas são reais, mas sofrem discriminação dos seres humanos, vivendo como imigrantes exilados em guetos nas grandes cidades. Orlando Bloom (“Piratas do Caribe”) interpreta um detetive humano que se apaixona pela fada interpretada por Delevingne e passa a viver entre os refugiados. Os dois também produzem a série, criada por Travis Beacham (“Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”). Os novos capítulos chegam cerca de três anos e meio depois da estreia da atração em agosto de 2019. A produção sofreu grande atraso devido à paralisação de todas as atividades em Praga, capital da República Tcheca onde a trama é gravada, durante a pandemia de covid-19. Os trabalhos já tinham começado quando o lockdown foi decretado em março de 2020. Com isso, todo a equipe se desmobilizou, voltando aos EUA e Reino Unido. As gravações foram retomadas só depois de três meses e encerradas apenas em setembro do ano passado. | FREERIDGE | NETFLIX O spin-off da série “On My Block”, que teve sua temporada final disponibilizada em 2021, acompanha um novo grupo de adolescentes de Freeridge, o bairro latino em que vivem os personagens da franquia. Os protagonistas são amigos que foram amaldiçoados e tentam de todas as formas quebrar a maldição, sempre piorando suas situações no processo. Apesar dessa premissa sobrenatural, a trama é bem mais leve e divertida que a série original. Criada por Jamie Uyeshiro, escritor das quatro temporadas de “On My Block”, a produção também chama atenção pela qualidade de seu elenco jovem, que inclui a cantora e atriz Bryana Salaz (“Resgate em Malibu”), Ciara Riley Wilson (“Kim Possible – O Filme”), Tenzing Norgay Trainor (“Boo, Bitch”) e Keyla Monterroso Mejia, pronta para estourar após uma participação recorrente e memorável na 11ª temporada de “Curb Your Enthusiasm”. | RED ROSE | NETFLIX O suspense juvenil britânico se passa durante um longo verão quente após o ensino médio, quando as amizades dos adolescentes são infiltradas pelo aplicativo Red Rose, que floresce em seus smartphones, ameaçando-os com consequências perigosas se não atenderem às suas demandas. O conceito do game terrível que surge das profundezas da dark web já circula há algum tempo em produções B (e C) de terror, mas os gêmeos Michael e Paul Clarkson se saem melhor com sua criação pela plausibilidade: adolescentes baixam um aplicativo mal-intencionado, acessam um site ou clicam em um link maligno, dando acesso à câmera e ao microfone de seus aparelhos, além do controle de suas mensagens e mídias sociais, para que pessoas nefastas os vigiem e os prejudiquem. O resultado é um “Pretty Little Liars” ainda mais perturbador, conduzindo o cyberbullying e o assédio a um nível totalmente novo. | A JOVEM DIABA | STAR+ A nova série de animação adulta criada por Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”) gira em torno de uma garota vítima de bullying que descobre que é filha do diabo. Quando ela atinge a adolescência, seu pai se apresenta e a convida a assumir o legado de Anticristo, o que faz sua mãe vir em sua defesa. O elenco de vozes originais destaca Lucy DeVito (“Deadbeat”) como a protagonista e seu pai Dany DeVito (“Dumbo”) como o diabo. Já a mãe é interpretada por Aubrey Plaza (“The White Lotus”). O trio também produz a atração junto com Harmon.
Chris Rock devolve tapa em Will Smith com piadas polêmicas em especial da Netflix
O comediante Chris Rock estreou o primeiro especial ao vivo da Netflix, “Selective Outrage”, que foi ao ar na noite de sábado (4/3) e, como era esperado, direcionou críticas a seu desafeto Will Smith. O assunto mais esperado era seu comentário sobre o tapa que levou do ator na última cerimônia do Oscar. Rock revelou que o título de especial de humor, “indignação seletiva”, era uma referência ao comportamento de Smith. Para exemplificar a indignação seletiva, Rock fez uma piada polêmica. Ele começou dizendo que o tapa que Smith deu em seu rosto teria mais a ver com o que o ator enfrentava no próprio relacionamento com a esposa, Jada Pinkett Smith, do que com a piada feita na ocasião — quando comparou o visual careca da atriz, que sofre de alopecia, com o personagem de Demi Moore no filme “G.I Jane”. O casal Smith tinha um casamento aberto, que permitiu Jada a se relacionar com o rapper Alsina. Rock usou esse fato para atacar Smith “Will Smith pratica indignação seletiva, porque todo mundo sabe o que aconteceu, todo mundo sabe que eu não tive merda nenhuma a ver com aquela merda toda. Eu não tive nenhum ‘envolvimento’ [expressão usada por Jada pare se referir à sua relação com Alsina]. A esposa dele estava transando com o amigo do filho”, disse Rock. O humorista puxou então outro fato do relacionamento do casal. Algum tempo depois da relação entre Jada e Alsina chegar na mídia, Will foi convidado por Jada a discutir abertamente a questão no programa que ela apresenta no Facebook, “Red Table Talk”. “Normalmente, eu não falaria sobre essa merda. Mas, por algum motivo, esses dois colocaram essa porcaria na internet. Não faço ideia do motivo de duas pessoas famosas baixarem tanto o nível. Olhem essa p***a. Todo mundo já foi traído. Todo mundo aqui já foi traído. Ninguém aqui foi entrevistado pela pessoa que foi traído na televisão, tipo, ‘ei, eu chupei o p** de alguém, como você se sentiu?'”, descreveu. “Ela machucou ele muito mais do que ele me machucou”, afirmou o comediante, que a seguir atingiu o ponto mais controverso de seu discurso. “E ele bateu em quem? Em mim, um cara que ele dá conta de bater. Isso é uma merda imensa”, completou, insinuando que Will Smith deveria ter batido na esposa ou no amante dela. Chris Rock encerrou o especial abordando por que decidiu não revidar fisicamente a agressão que sofreu durante o Oscar: “Eu tenho pais. Porque fui educado. E sabe o que meus pais me ensinaram? Não brigue na frente de brancos”.
Edgar Ramírez é “Um Homem da Flórida” em nova série da Netflix. Veja o trailer
A Netflix divulgou o pôster e o teaser da minissérie “Um Homem da Flórida” (Florida Man), que destaca o ator venezuelano Edgar Ramírez (“Dia do Sim”) no papel-título. A trama gira em torno do ex-detetive policial vivido por Ramírez, que precisa voltar relutantemente para sua casa na Flórida em busca de uma namorada fugitiva, interpretada por Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Mas a jornada rapidamente se transforma em uma missão perigosa, que envolve segredos de família. Desenvolvida por Donald Todd (criador de “Samantha Who?” e roteirista de “This is Us”) e com produção do ator Jason Bateman (“Ozark”), a série também inclui no elenco o veterano Anthony LaPaglia (“Desaparecidos”/Without a Trace), Otmara Marrero (“StartUp”), Lex Scott Davis (“The L Word: Generation Q”), Emory Cohen (“The OA”), Clark Gregg (“Agents of SHIELD”) e Paul Schneider (“Parks and Recriation”), entre outros. A estreia está marcada para 13 de abril.
Melhores séries da semana vão do rock a outros mundos
A programação de novas séries da primeira semana de março destaca produções musicais, sci-fi, comédia, thrillers criminais e animação infantil. Para fãs de rock, há “Daisy Jones & The Six”. Para quem prefere country, a biografia “George & Tammy”. E a sci-fi está representada pela volta de “The Mandalorian” e a estreia do reboot de “Quantum Leap”. Confira abaixo o que mais faz parte da seleção de 10 melhores novidades para descobrir no fim de semana. | DAISY JONES & THE SIX | AMAZON PRIME VIDEO Inspirada na banda Fleetwood Mac, a série musical acompanha uma banda fictícia dos anos 1970, debulhando seus bastidores como o enredo de uma boa novela, cheia de intrigas, brigas, romance, traições e excessos. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama foca os altos e baixos de uma renomada banda liderada pela personagem do título, desde sua formação, seu sucesso repentino e sua separação. A narrativa se desenvolve em flashback, acompanhada por depoimentos dos personagens ao estilo de um documentário. Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Lá, ela se junta com um compositor em ascensão e ambos encontram sucesso numa parceria relutante, mas conforme o relacionamento começa a evoluir, as pressões da banda ameaçam implodir suas vidas pessoais. A atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), neta de Elvis Presley, vive a cantora, enquanto o compositor, guitarrista e outra voz da banda, é vivido por Sam Claflin (“Enola Holmes”). O elenco também inclui participação de uma brasileira: Nabiyah Be, intérprete de Simone Jackson, a melhor amiga de Daisy. A atriz nasceu em Salvador e é filha do cantor de reggae jamaicano Jimmy Cliff com a psicóloga Sônia Gomes. “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e tem episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). | GEORGE & TAMMY | PARAMOUNT+ A minissérie biográfica narra a trajetória da famosa cantora Tammy Wynette, conhecida como “A Primera-Dama da Música Country”. Muitas das suas músicas tratavam de solidão, divórcio e dificuldades nos relacionamentos, temas também abordados na série, que é focada justamente na sua turbulenta relação com o marido George Jones. A atração foi criada pelo roteirista Abe Sylvia em uma nova parceria premiada com Jessica Chastain após “Os Olhos de Tammy Faye”. A atriz venceu o Oscar pelo filme no ano passado e no último domingo (26/2) conquistou o SAG Award (prêmio do Sindicato dos Atores) pelo papel de Tammy. A série também é estrelada por Michael Shannon (“Entre Facas e Segredos”) no papel de George, além de contar com Steve Zahn (“The White Lotus”), Kelly McCormack (“Sugar Daddy – Na Busca de um Patrocínio”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Pat Healy (“Estação 19”), David Wilson Barnes (“The Son”) e Katy Mixon (“American Housewife”). Além disso, todos seus seis episódios são dirigidos pelo cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). | THE MANDALORIAN 3 | DISNEY+ A 3ª temporada da primeira série do universo “Star Wars” traz de volta Din Djarin e o “Baby Yoda” Grogu após suas participações coadjuvantes em “O Livro de Boba Fett” do ano passado. Continuação daquela série, os novos capítulos refletem a determinação de Djarin de recuperar sua honra após cair em desgraça no credo dos mandalorianos. Para isso, ele decide retornar ao devastado planeta Mandalore, mas a recepção não parece ser das melhores, com muitas cenas de tiroteios e um reencontro com Bo-Katan. Para completar, a produção também apresentará uma ameaça não revelada, que exige o envolvimento de Jedis, o retorno de rostos conhecidos e novos memes do pequeno Grogu. O elenco destaca Pedro Pascal (“The Last of Us”) como a voz do personagem mascarado do título, além de Carl Weathers (o Apollo de “Rocky”) como Greef Karga, Omid Abtahi (“Fear the Walking Dead”) na pele do sinistro Dr. Pershing, Amy Sedaris (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) como a mecânica Peli Moto, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) na armadura da guerreira mandaloriana Bo-Katan e Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) de volta ao papel de Moff Gideon, vilão da 1ª temporada. Consagradíssimo, o primeiro hit da plataforma Disney+ venceu nada menos que 14 prêmios Emmy em suas temporadas já exibidas, incluindo dois troféus de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho inovador e revolucionário nesse departamento. | QUANTUM LEAP | GLOBOPLAY A série é continuação de uma produção cult dos anos 1990, também conhecida no Brasil como “Contratempos”, e parte da investigação do que aconteceu com o antigo protagonista da trama, o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula), que há 30 entrou no acelerador Quantum Leap e desapareceu. Com a retomada do projeto, na esperança de desvendar os mistérios da máquina, um novo cientista (Raymond Lee, de “Here and Now”) acaba enviado pelo tempo, assumindo os corpos de diferentes pessoas em épocas variadas. O reboot tem produção de Steven Lilien (criador de “Deus Me Adicionou”), Bryan Wynbrandt (showrunner de “La Brea”) e Martin Gero (criador de “Blindspot”). O criador do “Quantum Leap” original, Don Bellisario, também está a bordo como produtor. E além de Lee, o elenco ainda inclui Anastasia Antonia (“Este Jogo Se Chama Assassinato”), Ernie Hudson (“Os Caça-Fantasmas”), Mason Alexander Park (“Sandman”), Jewel Staite (“Family Law”) e Georgina Reilly (“Murdoch Mysteries”). | A NOVA VIDA DE TOBY | STAR+ Também conhecida pelo título original de “Fleishman Is in Trouble”, a comédia traz Jesse Eisenberg (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) e Claire Danes (“Homeland”) como um casal que precisa reorganizar a sua vida enquanto passa pelo estressante processo de separação. A minisssérie é baseada em um livro de Taffy Brodesser-Akner, que também criou a adaptação, e o ótimo elenco ainda conta com Lizzy Caplan (“Masters of Sex”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Adam Brody (“StartUp”) e Christian Slater (“Mr. Robot”). Os episódios são dirigidos por duas duplas famosas de casais cineastas, Shari Springer Berman e Robert Pulcini (de “O Diário de uma Babá”), e Jonathan Dayton e Valerie Faris (“A Pequena Miss Sunshine”). | THREE PINES | HBO MAX A série policial traz Alfred Molina (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como o inspetor-chefe Armand Gamache, um detetive da polícia canadense que vai investigar uma morte bizarra numa cidade rural idílica e tediosa, mas ao chegar lá se depara com uma epidemia de falecimentos com as mais diversas causas. Perplexo com a quantidade de mortes súbitas, beirando o sobrenatural, o detetive logo se depara com segredos há muito enterrados, mas para solucionar o caso precisará enfrentar alguns de seus próprios fantasmas. A produção canadense-britânica é baseada numa franquia literária da escritora Louise Penny e foi desenvolvida pela produtora-roteirista Emilia di Girolamo (“The Tunnel”), com realização da Left Bank Pictures, empresa por trás da premiada série “The Crown”. | LIAR | PARAMOUNT+ O suspense psicológico britânico originalmente acompanhava uma professora (Joanne Froggatt, de “Downton Abbey”) que acusava um renomado cirurgião (Ioan Gruffudd, de “Quarteto Fantástico”) de abuso sexual. Concebida como minissérie, a trama acabou estendida após a repercussão positiva (que rendeu até remake espanhol) e se transformou numa investigação de assassinato em seu segundo ano de produção. A trama elogiada foi escrita pelos irmãos Jack e Harry Williams, criadores de séries bem-sucedidas como “Missing”, “Baptiste”, “Angela Black” e “The Tourist”, com Jamie Dornan. A Paramount+ disponibilizou as duas temporadas completas, exibidas no Reino Unido entre 2017 e 2020. | BLACKOUT | HBO MAX O thriller alemão tem como ponto de partida um grande apagão na Europa, quando toda a energia do continente é desligada. O protagonista é um hacker que a polícia considera o maior suspeito. Mas enquanto ele foge, a Europa mergulha no caos e, em menos de uma semana, a situação se torna praticamente pós-apocalíptica. Premiada com três prêmios técnicos da Academia Alemã de Televisão, a atração é estrelada por Moritz Bleibtreu, famoso ator alemão (de “Corra, Lola, Corra” e “O Grupo Baader Meinhof”) que já fez vários filmes de Hollywood, como “Munique” (2005), “Guerra Mundial Z” (2013) e “A Dama Dourada” (2015), além de ter trabalhado com o brasileiro Fernando Meirelles em “360” (2011). | SEX/LIFE | NETFLIX Melodrama típico de novela disfarçado de produção “adulta” (temática sexual), a série começou como um triângulo amoroso envolvendo Sarah Shahi (“Pessoa de Interesse”), seu marido vivido por Mike Vogel (“Under the Dome”) e uma paixão nunca superada, interpretada por Adam Demos (“UnREAL”). E a química foi tão boa que Shahi e Demos acabaram se apaixonando na vida real, durante as gravações da atração da Netflix. O relacionamento foi assumido por Shahi em seu Instagram, ao desejar feliz aniversário para o namorado. A série é criação de Stacy Rukeyser, produtora-roteirista das séries teen “apimentadas” “Jogo de Mentiras” (The Lying Game) e “Twisted”, e retorna com um novo amante (Darius Homayoun, de “Teerã”) para a protagonista, após ela implodir seu casamento e perceber que errou o timing de sua decisão. | A PEQUENA ESPIÃ 2 | APPLE TV+ Animação estilosa, inspirada no design de desenhos dos anos 1960, “A Pequena Espiã” adapta um clássico da literatura infantil escrito por Louise Fitzhugh. Assim como no livro, a série se passa na Nova York da década de 1960 e acompanha as aventuras de Harriet M. Welsch, uma garotinha precoce de 11 anos que decide ser uma escritora-espiã e passa a observar tudo e todos à sua volta, registrando acontecimentos em seu diário e investigando casos suspeitos da vizinhança. Esta história já virou filme em 1996, estrelado pela então “pequena” Michelle Trachtenberg (depois irmã de “Buffy” e vilã de “Gossip Girl”). Na série animada, Harriet é dublada por Beanie Feldstein (“Fora de Série”).
Filmes do Oscar estreiam nas locadoras digitais
Com poucos lançamentos de filmes novos nos serviços de streaming por assinatura, as principais estreias são opções das locadoras digitais, que entraram em clima de Oscar, disponibilizando dois filmes indicados aos troféus da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. Confira abaixo quais títulos rendem as 10 melhores sugestões de cinema em casa do fim de semana. | OS FABELMANS | *VOD O filme autobiográfico de Steven Spielberg, que arrancou elogios rasgados da crítica (91% de aprovação no Rotten Tomatoes), venceu o Globo de Ouro, o Festival de Toronto e ainda concorre a 7 Oscars, é uma dramatização das memórias de infância e adolescência do diretor. O próprio Spielberg co-escreveu o roteiro com Tony Kushner, com quem já trabalhou em “Munique”, “Lincoln” e no remake de “Amor, Sublime Amor”, inspirando-se em sua própria vida para contar uma história de amor pela família e pelo próprio cinema. Os dois polos se juntam via o impacto dos filmes na imaginação do pequeno ‘Fabelman’ e o incentivo de sua mãe para que virasse um cineasta. Também há cenas sobre as amizades e o preconceito que ele sofre na juventude por ser judeu, além de uma fotografia linda de época. O elenco destaca Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Paul Dano (“Batman”) como os pais, Gabriel LaBelle (“Predador”) como a versão adolescente do protagonista, Seth Rogen (“Vizinhos”) como seu tio favorito e mais Chloe East (“Generation”), Julia Butters (“Bela, Recatada e do Lar”/American Housewife), Jeannie Berlin (“Café Society”), Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”), o veterano Judd Hirsch (“Numb3rs”) e até o diretor David Lynch, conhecido por filmes como “Veludo Azul” e “Cidade dos Sonhos”. | TRIÂNGULO DA TRISTEZA | *VOD A comédia que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, o troféu de Melhor Filme da Academia Europeia e ainda disputa três Oscars é uma sátira que debocha da futilidade dos super-ricos. A trama acompanha modelos, influenciadores e oligarcas de todo o mundo num cruzeiro de luxo, que acaba naufragando. A produção destaca em seu elenco o americano Woody Harrelson (“Venom: Tempo de Carnificina”), o inglês Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), a filipina Dolly De Leon (“A Interrupção”), a luxemburguesa Sunnyi Melles (“Fassbinder: Ascensão e Queda de um Gênio”), a escocesa Amanda Walker (“A Viagem”) e a sul-africana Charlbi Dean (“Raio Negro”/Black Lightining), que morreu em agosto passado de sepse bacteriana aos 32 anos de idade. A vitória no festival francês foi a segunda Palma de Ouro para o diretor sueco Ruben Östlund, que em 2017 conquistou o prêmio com outra crítica social, “The Square: A Arte da Discórdia”, voltada ao mundo das artes. “Triângulo da Triesteza” também é o primeiro filme falado em inglês do cineasta, que já teve um de seus longas, “Força Maior” (2014), refilmado para o público americano em 2020. | NOITE INFELIZ | *VOD David Harbour (“Stranger Things”) interpreta um Papai Noel sanguinário nessa comédia de ação violenta. Na trama passada na véspera de Natal, uma equipe de mercenários de elite invade a casa de uma família rica que se odeia, fazendo todos de reféns. Porém, os invasores são surpreendidos pela visita de Papai Noel (Harbour), que ao ser recebido à tiros decide mostrar o que faz com meninos malvados. O roteiro que apresenta o “Papai Noel Duro de Matar” foi escrito pela dupla Pat Casey e Josh Miller (ambos de “Sonic: O Filme”), a direção é de Tommy Wirkola (“Zumbis na Neve”) e o elenco também conta com John Leguizamo (“John Wick”), Beverly D’Angelo (“Entourage”), Alex Haskell (“Cowboy Bebop”) e Cam Gigandet (“Crepúsculo”). A produção fez sucesso suficiente para garantir uma continuação, atualmente em desenvolvimento. | ESCOLA DA QUEBRADA | PARAMOUNT+ O primeiro filme da produtora de clipes Kondzilla (que também faz a série “Sintonia”) é uma comédia juvenil que retrata a cultura jovem das periferias de São Paulo. Misturando a realidade da periferia com o funk, o longa conta a história de Luan (Mauricio Sasi), um jovem estudante de escola pública da Zona Leste de São Paulo. Cansado de sempre ser excluído dos grupinhos e, principalmente, ser invisível aos olhos de Camila (Laura Castro), ele resolve se tornar respeitado e popular. Mas suas tentativas de se enturmar só conseguem fazê-lo criar inimizades com todos os integrantes do colégio, além de colocar em risco o amado campeonato de futsal da escola. Diretor de clipes de artistas como Kevinho e Dani Russo, Kaique Alves marca sua estreia na direção de um longa-metragem ao lado de Thiago Eva, que trabalhou com Anitta, Zaac e Tyga no clipe de “Desce Pro Play (PA PA PA)”. | DECISÃO DE PARTIR | *VOD O cineasta Park Chan-wook, que marcou o cinema sul-coreano com “Oldboy” (2003) e “A Criada” (2016), levou o troféu de Melhor Direção no último Festival de Cannes por esse suspense hitchockiano, com referências ao clássico “Um Corpo que Cai” (1958). A trama parte da investigação da morte de um homem, que aparentemente caiu de uma montanha. Entretanto, após conhecer a viúva da vítima, o detetive responsável pelo caso reluta em considerar a morte um acidente. Desconfiado com o comportamento da mulher, que não demonstra nenhuma reação diante da morte do marido, ele passa a segui-la e investigar seus hábitos. Mas, nesse trabalho quase de voyeur, também sente crescer seu interesse por ela. O detetive é interpretado por Park Hae-il, que trabalhou com o diretor nos clássicos “O Hospedeiro” (2006) e “Memórias de um Assassino” (2003), enquanto a viúva é vivida pela chinesa Tang Wei, estrela de “Desejo e Perigo” (2007), de Ang Lee. Os dois atores também venceram vários dos 43 prêmios internacionais conquistados pela produção. | SEGREDOS DE GUERRA | *VOD Vencedor de seis prêmios em festivais internacionais de temática LGBTQIAP+, o drama acompanha dois jovens militares soviéticos que se apaixonam durante a ocupação da Estônia, no final dos anos 1970. Mas precisam se separar diante da forte pressão do regime comunista, temendo ameaças de prisão feitas por oficiais superiores. Enquanto um deles se reconecta com um antiga namorada, o outro sofre sabendo que o regime tem olhos e delatores em todos os lugares. A direção é do britânico Peeter Rebane, que estreia na ficção após fazer clipe dos Pet Shop Boys e documentário do cantor Robbie Williams. | AMOR AO PRIMEIRO BEIJO | NETFLIX A comédia romântica espanhola acompanha Javier, um rapaz com uma habilidade sobrenatural: saber qual será o futuro de seu relacionamento com um mulher ao dar o primeiro beijo. Acostumado a ver finais dramáticos com esse poder, ele toma um choque ao, sem querer, descobrir o grande amor de sua vida. Só tem um problema: ela é a namorada do seu melhor amigo. O segundo longa da diretora Alauda Ruiz de Azúa, premiada com o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Estreia por “Cinco Lobitos” (2022), é estrelado por Álvaro Cervantes (“Se Organizar Direitinho…”), Silvia Alonso (“Encurralados em Veneza”), Gorka Otxoa (“Paraíso”), Pilar Castro (“Julieta”) e Susana Abaitua (“Fomos Canções”). | REGRA 34 | *VOD Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, na Suíça, o novo longa da diretora Julia Murat (“Histórias que Só Existem Quando Lembradas”) gira em torno de Simone, uma jovem negra formada em Direito, que pagou a faculdade com a venda de performances sexuais online. Aprovada num concurso para a Defensoria Pública, ela pretende atuar em favor de mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto seus próprios interesses sexuais a levam à práticas de violência e erotismo. O papel principal marca a estreia no cinema da atriz e dramaturga Sol Miranda, idealizadora do premiado espetáculo “Mercedes” (sobre Mercedes Baptista, primeira bailarina negra a dançar no Theatro Municipal). O título é uma referência à “34ª regra da Internet, que afirma que qualquer objeto, personagem ou franquia de mídia imaginável tem pornografia associada a ele”, e o elenco também destaca Lucas Andrade (“Corpo Elétrico”), Lorena Comparato (“Rensga Hits!”) e a estreante Isabella Mariotto. | MAGIC MIKE: A ÚLTIMA DANÇA | *VOD O terceiro filme da franquia “Magic Mike” traz Channing Tatum (“Cidade Perdida”) de volta ao papel-título, mas esta é a única conexão com os longas anteriores, centrados no universo dos strippers masculinos. A prévia encontra Mike afastado dos clubes de striptease, trabalhando como garçom. Mas o encontro com uma mulher mais velha e empreendedora (Salma Hayek Pinault, de “Eternos”) o leva de volta aos palcos. Encantada com a habilidade do dançarino, a mulher resolve criar um espetáculo de dança num teatro londrino, com Magic Mike ao centro, como atração principal, e atrás das cortinas, coordenando a coreografia. Trata-se de uma grande mudança em relação à trama original, que troca os shows de musculosos descamisados pelos bastidores de um musical do West End (a Broadway londrina). O choque entre a expectativa e o resultado não agradou à crítica, que deu ao longa a pior avaliação da franquia: 49% de aprovação no Rotten Tomatoes. À exceção de Tatum, o elenco é todo novo, com destaque para Hayek, que foi uma adição de última hora – após um desentendimento entre o astro e Thandiwe Newton (“Westworld”), que saiu da produção. Mas os bastidores da produção voltam a reunir a equipe do “Magic Mike” original, incluindo o roteirista Reid Carolin e o diretor Steven Soderbergh. | ME CHAMA QUE EU VOU | *VOD O divertido documentário narra a carreira de Sidney Magal. Amarrado por histórias contadas pelo próprio cantor, o filme encanta pela capacidade que Magal sempre possuiu para entreter o público e fazer piada de si mesmo. São 50 anos de trajetória, apresentados com imagens raras e comentadas, em que o artista lembra hits e relata os momentos mais significativos da sua vida. A direção é de Joana Mariani, do romance “Todas as Canções de Amor” (2018). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Conteúdo brasileiro em plataformas de streaming é menor que 10%
A Ancine publicou no portal do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), um panorama com dados sobre os serviços de Vídeo por Demanda no País. Os estudos confirmaram que a participação de conteúdo brasileiro ocupa menos de 10% do catálogo dos principais serviços estrangeiros como Netflix, Amazon Prime Video, HBO Max e Disney+. Essa participação só é maior nas plataformas nacionais, de menor porte. Elaborado a partir de dados fornecidos por empresas que monitoram o segmento, o estudo apresenta uma análise dos catálogos de mais de 30 serviços de VOD disponíveis no Brasil e em outros Países da América Latina. No Brasil, o trabalho cobriu cerca de 32 mil títulos disponíveis por assinatura para o público. O trabalho buscou entender como são compostos os catálogos dos principais serviços considerando a proporção de filmes e séries, os diferentes modelos de negócio e o ano de produção das obras, entre outras características. Concluiu-se que, com 31 plataformas principais de VOD analisadas, cerca de 32 mil títulos distintos estão disponíveis por assinatura para o público brasileiro. As plataformas nacionais se destacam na presença de conteúdo brasileiro, independente ou não. Segundo a Ancine, a insuficiência de dados sobre a produção brasileira independente no segmento de VOD reforça a iniciativa da agência por mais informações sobre os catálogos, conforme definido na Agenda Regulatória. Futuramente, a agência pretende regular a obrigatoriedade de prestação de informações dos agentes econômicos. Com a obtenção de dados primários sobre a atividade, pretende-se qualificar o auxílio técnico da Ancine aos Poderes Executivo e Legislativo na regulamentação do segmento. A agência avalia medidas para a ampliação e a garantia da participação de conteúdo brasileiro independente nas plataformas. Para isso, a Ancine se prepara para colaborar com o debate sobre a regulamentação do segmento de Vídeo por Demanda, prevendo a regulamentação do streaming em 2023. Em 15 de dezembro de 2022, a Diretoria Colegiada da Ancine decidiu priorizar medidas tanto para efeito da tributação do setor, com vistas ao financiamento da atividade audiovisual brasileira, quanto para implementação de mecanismos que assegurem a circulação e participação das obras brasileiras independentes nos catálogos, inclusive no que se refere à titularidade e ao exercício de direitos patrimoniais pelas produtoras brasileiras.
Unstable: Trailer apresenta comédia de Rob Lowe e seu filho
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Unstable”, série de comédia protagonizada pelo ator Rob Lowe (“9-1-1: Lone Star”) e seu filho, John Owen Lowe (“Resgate do Coração”). Todo o projeto foi idealizado pelos dois em parceria com o roteirista Victor Fresco (“Santa Clarita Diet”). A premissa do seriado é inspirada na forma como John Owen costuma zoar seu pai famoso nas redes sociais. A trama gira em torno de Jackson Dragon (John), um rapaz introvertido que vai trabalhar para seu excêntrico e bem-sucedido pai na tentativa de impedir um desastre na empresa da família. Ellis Dragon (Rob) é um empresário extremamente egocêntrico e admirado universalmente, mas que está enfrentando sérios problemas emocionais. Nessa atual cenário, só Jackson poderá salvar seu próprio pai, os negócios da família e ainda se impor como um homem adulto. Pai e filho já trabalharam juntos antes na série “The Grinder” (2015-2016) e na comédia “Resgate do Coração”, esta última lançada pela própria Netflix em 2019. Além da dupla, o elenco contará com as participações de Sian Clifford (“Fleabag”), Emma Ferreira (“Learn to Swim”) e Aaron Branch (“Christmas at the Ranch”). A série de oito episódios estreia na Netflix no dia 30 de março.
Trailer revela participação de Priscilla Presley na animação “Agente Elvis”
A Netflix divulgou novos pôster e trailer de “Agente Elvis”, uma nova série de animação “estrelada” por Elvis Presley. A prévia apresenta o elenco estelar da produção e revela que a personagem Priscilla é dublada por ninguém menos que ela própria, Priscilla Presley. Na premissa, o cantor troca seu traje de lantejoulas por uma mochila à jato ao entrar em um programa de espionagem do governo para ajudar a combater as forças do mal. Ao virar o agente Elvis, ele também passa a usar seus shows ao redor do mundo como disfarce para seu verdadeiro trabalho. Apesar da trama bizarra – e o fato de Elvis nunca ter feito turnês mundiais é a menor das liberdades – , a animação tem entre seus produtores a viúva do cantor, Priscilla Presley, que é creditada como criadora da atração. Mas o desenvolvimento é de Mike Arnold, autor de diversos episódios de outra famosa animação de espionagem, “Archer”. O elenco também destaca Matthew McConaughey (“Magnatas do Crime”) como a voz do cantor na produção, além de Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philladelphia”), Johnny Knoxville (“Jackass”), Niecy Nash (“The Rookie: Feds”), Tom Kenny (o “Bob Esponja Calça Quadrada”), Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) e diversas estrelas convidadas – Ed Helms (“Se Beber, Não Case”), Simon Pegg (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”), Kieran Culkin (“Succession”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Craig Robinson (“Ghosted”) e até o cantor George Clinton, entre muitos outros. A estreia vai acontecer em 17 de março.
Kristen Bell vai estrelar nova série de comédia da Netflix
A atriz Kristen Bell (“The Good Place”) vai continuar a sua parceria com a Netflix. Ela vai estrelar uma nova comédia, ainda sem título, criada por Erin Foster (“Barely Famous”). A série mostrará a relação improvável entre uma mulher irreverente, franca e agnóstica (Bell) e um rabino não convencional. Além de estrelar, Bell também vai produzir a atração ao lado de Steven Levitan (“Modern Family”). Os dois trabalharam juntos recentemente na série cancelada “Reboot”. O projeto, ainda sem data de estreia, vai marcar a segunda parceria da atriz com a Netflix, após ter estrelado “A Vizinha da Mulher na Janela”. Ela também protagonizou a série “The Good Place”, que, embora tenha sido disponibilizada na plataforma, era uma produção original do canal americano NBC. Kristen Bell será vista a seguir no musical “Molly and the Moon”, dirigido pela dupla Carter Bays e Craig Thomas (criadores da série “How I Met Your Mother”), ainda sem previsão de lançamento.
Chris Rock vai abordar tapa de Will Smith em especial da Netflix
O tapa que Will Smith (“Aladdin”) deu em Chris Rock (“Gente Grande”) no Oscar 2022, que teve repercussão mundial e dividiu opiniões, será abordado num novo especial de comédia da Netflix. Segundo o site Deadline, Chris Rock guardou sua munição para este momento, quando finalmente falará sobre o infame incidente. “Chris Rock: Selective Outrage” será transmitido ao vivo no próximo Chris Rock às 00h, na Netflix. O projeto, como já havia sido anunciado, será o primeiro especial de comédia ao vivo da plataforma. E, por coincidência, será transmitido uma semana antes da cerimônia do Oscar 2023 (marcada para 12 de março). Enquanto a mídia discutia o ataque do Oscar, Will Smith tentou se explicar de várias maneiras, mas Rock se manteve em silêncio. Ele chegou a compartilhar algumas piadas durante suas apresentações de stand-up comedy, mas nunca se aprofundou sobre o assunto. Há boatos de que ele tenha recusado apresentar novamente a cerimônia do Oscar e também não quis aparecer em um comercial do Super Bowl ao lado de Will Smith. O comediante afirmou que estava guardando sua opinião sobre o assunto. Mas piadas sobre o momento começaram a pipocar recentemente nos shows de Chris Rock. Em uma apresentação em janeiro, ele teria abordado o assunto por bastante tempo e comentado sobre a comoção coletiva que aconteceu após a cerimônia do Oscar. “A coisa que as pessoas querem saber: doeu? Claro que sim. Ele interpretou o Muhammad Ali! Mesmo em filmes de animação, eu sou uma zebra e ele é um maldito de um tubarão”, teria dito Rock na apresentação. Em outra fala, o comediante falou sobre a diferença de tamanho entre os dois atores: “Will Smith é um cara grande. Eu não sou. Ele fica sem camisa em seus filmes. Se você me ver em algum filme fazendo uma cirurgia de coração aberto, eu vou usar um suéter.” Rock também relatou que odiou assistir ao último filme de Will Smith, o drama “Emancipation” (2022), do diretor Antoine Fuqua (“Invasão à Casa Branca”). Na trama, Will interpreta um ex-escravo que foi brutalmente afastado de sua família após ser capturado ilegalmente por capangas de seu antigo senhor. Tentando fazer piada com o trabalho de Smith, Chris comentou que só assistiu ao longa “para ver Will ser chicoteado”. De acordo com o Deadline, essas tiradas foram ensaios para o especial da Netflix. Smith tentou, de todas as formas, pedir desculpas para o humorista. E todas foram ignoradas. “Entrei em contato com Chris e a mensagem que recebi é que ele não está pronto para falar e, quando estiver, ele entrará em contato”, disse Smith em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. Em um show na O2 Arena, Rock respondeu ao vídeo do ator de forma singela: “F*da-se você e o seu vídeo de refém”.
Robert De Niro vai estrelar série da Netflix
O ator Robert De Niro vai estrelar e produzir “Zero Day”, sua primeira série para a Netflix. Segundo o site Variety, a atração terá seis episódios, todos dirigidos por Lesli Linka Glatter (“Homeland”), que também vai atuar como produtora da atração. Sem entrar em muitos detalhes, a sinopse oficial afirma que a atração “pergunta o que todos estão se perguntando: como encontrar a verdade em um mundo em crise, que parece estar sendo dilacerado por forças fora do nosso controle? E em uma era repleta de teorias da conspiração e subterfúgios, quantas dessas forças são produtos de nossas próprias ações, talvez até de nossa própria imaginação?” “Zero Day” foi criada por Eric Newman (produtor de “Narcos: México”) e Noah Oppenheim (roteirista de “Jackie”) em parceria com o escritor Michael S. Schmidt, vencedor do Prêmio Pulitzer. “Sou um fã vitalício de Robert De Niro”, disse Newman. “Tê-lo como parceiro de produção e estrela nesta série está além dos meus sonhos mais loucos. E Lesli Linka Glatter dirigiu tantos dos meus episódios favoritos de televisão; ela foi nossa primeira escolha clara para dirigir esta série. Sou grato à Netflix por sua contínua fé e apoio e estou animado por estar fazendo negócios com a incrível equipe criativa de Noah, Lesli e Jonathan nesta série oportuna (e aterrorizante).” “Ver este thriller arrancado da realidade ganhar vida, estrelando o lendário Robert De Niro, é mais do que poderíamos esperar”, acrescentou Noah Oppenheim. “Zero Day” ainda não tem previsão de estreia. O projeto vai reforçar uma mudança significativa na carreira de De Niro. Até pouco tempo atrás, o ator só havia feito aparições pequenas e esporádicas em séries (como “Extras” e “30 Rock”), dedicando sua carreira quase que inteiramente ao cinema. Mas, aos poucos, o ator vem focando a sua atenção na TV. Além de “Zero Day”, De Niro também será visto em “Nada”, uma produção de comédia da Disney+ Argentina, que deve estrear ainda em 2023. No streaming, ele também poderá ser visto em breve no filme “Assassinos da Lua das Flores”, sua nova colaboração com o cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”), que foi produzido pela Apple TV+ e ainda não tem previsão de estreia.
Série “Stranger Things” vai virar peça de teatro
A série da Netflix “Stranger Things” vai virar uma peça de teatro. Intitulado “Stranger Things: The First Shadow”, o espetáculo terá estreia mundial no Phoenix Theatre, em Londres, ainda neste ano, e contará uma história da juventude do xerife Hooper, Joyce e… Vecna! Segundo a descrição da Netflix, a peça está “enraizada na mitologia” na série original e foi escrita por Kate Trefry (roteirista da série), a partir de uma ideia original dos irmãos Duffer (criadores de “Stranger Things”), de Jack Thorne (criador de “His Dark Materials”) e da própria Trefry – e com produção da Netflix. A direção da peça ficará a cargo do cineasta Stephen Daldry (“Tão Forte e Tão Perto”), que vai dividir a função com Justin Martin. Os dois já trabalharam juntos no filme “Together” (2021). A trama vai se passar no ano de 1959, em Hawkins, uma cidade até então bastante comum. Nesse local, o carro do jovem Jim Hopper não liga, a irmã de Bob Newby não leva seu programa de rádio a sério e Joyce Maldonado só quer se formar e sair da cidade. Porém, quando o novo aluno Henry Creel chega à cidade, sua família descobre que um novo começo não é tão fácil… e que as sombras do passado têm um alcance muito longo. “Estamos muito empolgados com ‘Stranger Things: The First Shadow'”, disseram os irmãos Duffer em comunicado. “Colaborar com o brilhante Stephen Daldry tem sido nada menos que inspirador, e Kate Trefry escreveu uma peça que é surpreendente, assustadora e sincera ao mesmo tempo” “Você conhecerá novos personagens cativantes, bem como outros muito familiares, em uma jornada ao passado que estabelece as bases para o futuro de ‘Stranger Things'”, continuaram eles. “Mal podemos esperar para contar mais sobre a história, mas não vamos – é mais divertido descobrir por si mesmo. Mal podemos esperar para ver vocês, nerds, em Londres!” Os ingressos para a peça começarão a ser vendidos a partir do terceiro trimestre, mas a data de estreia ainda não foi definida. Igualmente indefinida é a data de lançamento da 5ª e última temporada de “Stranger Things”.
Cidade Invisível: Série adentra floresta amazônica no trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, série que mostra entidades do folclore brasileiro vivendo no mundo atual. A prévia reforça que a nova leva de episódios da produção será ambientada na floresta amazônica, e integra ainda mais o personagem de Marco Pigossi no universo místico da trama. “Cidade Invisível” foi concebida pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, e fez sucesso ao explorar figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-as de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Por conta disso, a série sofreu mudanças em sua 2ª temporada e teve locações no Pará, incluindo não apenas a selva, mas também a capital Belém. Nos novos episódios, Eric (Marco Pigossi) está sendo procurado por garimpeiros, mas recebe proteção de indígenas num santuário natural perto de Belém do Pará. O policial também descobrirá que sua filha, Luna (Manu Dieguez), e Cuca (Alessandra Negrini) viajaram para aquele local com o objetivo de encontrá-lo. Assim, apesar de querer retornar ao Rio, ele percebe que a menina tem uma missão a cumprir na região e, ao tentar protegê-la, se torna uma ameaça para o equilíbrio entre as entidades e a natureza. Os novos episódios chegam em streaming no dia 22 de março.












