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  • Música

    Clipe de Adriana Calcanhotto transforma canção de Caetano Veloso em protesto contundente contra o neofascismo

    1 de dezembro de 2018 /

    Adriana Calcanhotto lançou um clipe provocante para a sua versão da música “O Cu do Mundo”, gravada por Caetano Veloso em 1991. A pegada dançante com percussão eletro-tribal brasileira nem parece uma obra da cantora do banquinho e violão, graças à produção dos DJs Ubunto Zé Pedro. Assim como o clipe, sem presença da própria, que resulta de encenação do grupo do Teatro da PombaGira inspirada no espetáculo “Demônios”. A performance ganhou cores fortes sob direção de Murilo Alvesso, enfatizando o tom de denúncia da canção, de versos como “A mais triste nação/ Na época mais podre/ Compõe-se de possíveis/ Grupos de linchadores”, que soam ainda mais atuais hoje do que na época do “Plano Collor”. A união de letra, música, carne e teatro resulta num protesto LGBTQIA+ contundente contra a inclinação neofascista que empurra “esse nosso sítio” para “onde o cujo faz a curva”.

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  • Música

    Cleo Pires seduz Mano Brown em seu novo clipe musical

    30 de novembro de 2018 /

    A atriz Cleo Pires divulgou seu novo clipe como cantora. “Melhor que Eu” traz participação especial de Mano Brown. E o curioso é que o rapper dos Racionais não entra com a voz, apenas com o corpo. Numa inversão de papéis, ele vira ator no clipe em que a atriz é cantora. Os dois protagonizam cenas quentes, com muitos agarrões e beijos, supostamente rodados numa casa em Capão Redondo, região violenta de São Paulo que Mano Brown chama de lar. Em seu Instagram, Cleo (sem Pires em sua versão musical) revelou que escolheu o rapper porque sempre o achou sexy. E ele aparece até sem camisa, ainda que mantenha a cara fechada que caracteriza o visual malvadão dos Racionais. “Tinha que ser um dos caras mais gato e mais sexy. E pra mim, o Brown é”, escreveu ela na rede social. “Como pra mim ele não era só um dos caras que eu acho mais gatos do Brasil, ele tem uma história foda, uma presença foda, uma arte foda e eu queria trocar com ele”, complementou. Detalhe: a direção do clipe é assinada pela própria Cleo.

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  • Música

    Luan Santana e DJ Alok viram desenho animado “japonês” em clipe de parceria musical

    23 de novembro de 2018 /

    A parceria entre Luan Santana e o DJ Alok ganhou clipe. A canção “Próximo Amor”, que marca o encontro inusitado entre astros da música eletrônica e sertaneja, passa-se num futuro de desenho animado japonês. Os dois viram personagens de anime e confundem o coração de uma jovem japonesinha, que parece não distinguir quem é quem. Também pudera, já que esses brancos são muito iguais, com o mesmo penteado e barba. A arte da animação é excelente – mas os artistas não foram creditados no vídeo – e consegue, sem querer, simbolizar a homogeneização resultante da parceria. “Próximo Amor” é uma viagem ao lugar-comum musical, que elimina distinções de estilos e tribos em busca de um pastiche de pop eletrônico, em que cabe tanto o sintetizador quanto o vocal chororô, culminando num refrão ôôôôô de boy band. Um hit fabricado em laboratório, sem identidade distinguível entre as barbinhas e penteadinhos iguais. Não será surpresa se Luan Santana lançar uma versão acústica da faixa, já que ela não pertence a nenhum estilo, além daquele que se costuma chamar de música comercial. Já para Alok, a parceria com cantores sertanejos não é novidade, após gravar com Matheus e Kauan e Simone e Simaria. Disponível em todas plataformas digitais, a música será tema do VillaMix Festival 2019.

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  • Música

    Leela lança novo clipe dançante com foco na autossatisfação digital

    19 de novembro de 2018 /

    A banda Leela está com com clipe novo, o primeiro de seu próximo álbum. A música “YouTube Mine” tem uma pegada dançante sem abandonar as guitarras, e demonstra boas influências – de Blondie, Garbage, Metric e New Young Pony Club, entre outras. Em parceria com Fausto Fawcett, a letra explora o mundo da autossatisfação digital, com ênfase no YouTube, de onde vem o trocadilho do título, e a obsessão por “likes”, enquanto o vídeo brinca com a invasão das webcams, cobrindo de dicas de beleza de dragtubers a sextings privados. Quem disse “I can’t get no (satisfaction)”? A direção do clipe é de Los Cabras (Antônio Adriano e Thiago Reys), diretores de comerciais que também já gravaram Maluvitta Drag Queen, uma das participantes do vídeo. Considere como aperitivo para o disco novo, o quarto da banda, que reunirá dez canções inéditas escritas ao longo dos últimos cinco anos. Sem dúvida, desperta o apetite por mais. Por sinal, Leelaoficial é um ótimo canal para se seguir no YouTube, atualmente transmitindo a 2ª temporada de “Leela Live”. #FicaADica.

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  • Música,  Série

    Anitta “esquece” produtores do começo da carreira, ex-empresária e diretor polêmico na sua série documental

    16 de novembro de 2018 /

    A série documental “Vai Anitta” estreou nesta sexta (16/11) na Netflix e já rendeu polêmica. Dois produtores lamentaram o “esquecimento” de sua importância para a carreira da cantora, já que foram completamente ignorados nos depoimentos que tratam da artista. “Larissa, você pode até me tentar tirar da sua história! Mas não tem como negar que eu estava certo. Parabéns pela série no Netflix.”, escreveu o DJ Batutinha nas redes sociais. Batutinha foi quem descobriu Anitta, quando ela ainda se chamava Larissa – o nome de batismo da cantora é Larissa de Macedo Machado. “Vi um vídeo dela na internet, cantando duas músicas que eu tinha produzido para outra cantora, a Priscilla Nocetti. Percebi que tinha algo a mais no timbre de voz e na presença de palco e resolvi chamá-la para um teste vocal no estúdio. Ela chegou lá e cantou as músicas que pedi, de um jeito totalmente peculiar, que eu decidi que iria escrever e produzir. Apostei na Larissa”, ele contou em entrevista para o UOL em março. “Eu tinha certeza absoluta que havia encontrado uma popstar! Mesmo dentro do universo do funk.” O segundo produtor que reclamou ter sido esquecido no documentário foi Rômulo Costa, dono da equipe Furacão 2000, que lançou Anitta. “Já esperava. O ser humano é ingrato, mas a história está aí e não se apaga. Existem registros como fotos, vídeos, programas e discos e é só ver ou procurar para descobrir onde ela começou a carreira”, reclamou Costa ao UOL. A assessoria da cantora não comentou as declarações dos produtores. Mas eles não foram os únicos “esquecidos” pela série. Kamilla Fialho, a ex-empresária com quem Anitta travou batalha judicial por quatro anos, não é mencionada, assim como o americano Terry Richardson, fotógrafo famoso que dirigiu o clipe de “Vai Malandra” e, depois, foi acusado de abuso sexual por várias mulheres. Anitta, porém, contou que quebrou o pau com a equipe de produção do clipe de “Vai Malandra”, mas não se sabe o que realmente rolou entre ela e Richardson, que não é mencionado. Entretanto, ele deve ser a pessoa referida numa frase sobre as gravações. “Eu chamei todos os envolvidos, eu pedi perdão pra Jojo Toddynho e para o DJ Yuri, que eram apenas convidados, e falei ‘vocês vão conhecer uma pessoa que eu gostaria que vocês esquecessem logo na saída’”, disse a cantora, explicando ainda que dispensou a equipe de produção, colocou sua equipe pessoal para trabalhar e coordenou pessoalmente as cenas: “Eu que falava ‘vai música’, ‘rodou’, ‘câmera’, ‘ação’”. Esta é uma das muitas revelações de bastidores e da vida pessoal de Anitta na produção. Mas não a mais contundente. Neste caso, vale a saída do armário bissexual da cantora. Num dos episódios, Anitta assume já ter ficado com mulheres. E era bem jovem quando isso aconteceu, porque conta que tinha medo da reação de sua mãe. “Eu fiquei morrendo de medo da reação dela e ela foi completamente normal como sempre comigo. Por isso tenho tanta vontade de dar esse suporte às pessoas que têm suas diferenças sexuais, porque acho me lembra o medo que eu tive e o alívio que minha mãe me causou. Ao mesmo tempo em que eu agradeço a ela, tento ser um suporte às pessoas que não tiveram essa sorte que eu tive”, diz a cantora. Para quem não lembra, quando foi provocada para se posicionar nas últimas eleições em relação a Jair Bolsonaro, Anitta chegou a afirmar que fazia parte da comunidade LGBTQIA+, mas não deu detalhes sobre sua orientação sexual. O vídeo também mostra o lado chatinho de Anitta, reclamando dos colaboradores e apontando falhas com o famoso “eu disse”, além de mostrá-la lidando com a depressão, que se manifesta sem avisos em momentos que deveriam ser de comemoração. A história continua, claro, muito além do período coberto pela série. E num vídeo de divulgação disponibilizado pela Netflix nesta sexta, ela até já iniciou a campanha para a 2ª temporada – uma chance de corrigir omissões. Veja abaixo.

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  • Filme

    Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald e candidatos ao Oscar de Filme Estrangeiro chegam aos cinemas

    15 de novembro de 2018 /

    “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é a maior estreia da semana, que ainda destaca dois candidatos à indicações no Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira: o brasileiro “O Grande Circo Místico” e o sul-coreano “Em Chamas”. A lista também traz dramas premiados, como “Sueño Florianópolis”, consagrado no Festival de Karlovy Vary, e “Rota Selvagem”, indicado ao BIFA e premiado no Festival de Veneza. São 15 estreias ao todo, a maioria em circuito limitado. A nova fantasia criada por J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos. E não está sendo bem-recebida pela crítica americana, ao registrar a nota mais baixa de todos os filmes do universo de Harry Potter, com média de 54% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre. Anteriormente, o filme pior avaliado dos bruxos de Hogwarts era “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com 74% em 2016. O que diferencia os dois longas da nova saga, além da ausência de Harry Potter e a participação de novos personagens, são os roteiros escritos por J.K. Rowling, a escritora que criou Harry Potter na literatura. Os filmes do bruxinho foram todos adaptados por roteiristas profissionais, e embora fãs lamentassem cortes de diversas passagens, tinham um ritmo bastante ágil. Já “Os Crimes de Grindelwald” é repleto de cenas descartáveis com personagens secundários, que não levam a lugar algum em termos narrativos. Os detalhismos que os fãs adoravam nos livros travam a história no cinema. E para frustrar ainda mais as expectativas, a aventura é interrompida num cliffhanger, prevendo continuar no próximo capítulo. Nisto, lembra quadrinhos. De fato, há mais personagens em cena que nos gibis dos X-Men. E, sim, o maior crime de Grindelwald é plagiar Magneto. Igualmente derivativo, “O Grande Circo Místico” não é, nem de longe, o melhor filme brasileiro do ano. Mas foi o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar. Exibido apenas fora de competição em festivais, foi destruído pela crítica internacional, que o considerou ultrapassado, em especial no tratamento das personagens femininas. Isto deve ter sido entendido como elogio pelo comitê da ABC que viu em seu aspecto antiquado um apelo nostálgico. Primeiro longa dirigido por Cacá Diegues em 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006) – , conta os feitos e desventuras dos membros de uma companhia circense ao longo de um século, com inspiração no espetáculo musical dos anos 1980 e no disco homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Só com menos empolgação que “O Rei do Show”. Sem tanta pretensão, “Sueño Florianópolis” é uma comédia de férias que venceu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio da Crítica do Festival de Karlovy Vary, na República Checa, principal evento cinematográfico do Leste Europeu e um dos mais importantes do antigo continente – atrás dos tradicionais festivais de Cannes, Veneza e Berlim. Filmado em Santa Catarina, com atores brasileiros e direção da argentina Ana Katz (de “Minha Amiga do Parque”), seu humor irreverente questiona convenções sociais sobre família. A trama acompanha um casal argentino em crise que, na década de 1990, viaja com seus filhos adolescentes até Florianópolis de férias. O casal é vivido por Gustavo Garzón (“O Cidadão Ilustre”) e Mercedes Morán (“Neruda”), mas o elenco também destaca Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Andréa Beltrão (“Sob Pressão”). Mais sensível da lista, “A Rota Selvagem”, do diretor inglês Andrew Haigh (“45 Anos”), tem 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e apresenta uma história emotiva sem clichês de melodrama, que evidencia o talento precoce de Charlie Plummer (de “Todo o Dinheiro do Mundo”), premiado por seu desempenho no Festival de Veneza. Ele vive um adolescente pobre que arranja trabalho cuidando de um velho cavalo de corridas, com quem desenvolve uma ligação especial. O dono do cavalo e sua jóquei acabam se tornando sua família adotiva. Mas tudo muda quando o menino descobre que o animal será sacrificado. Ele joga o emprego para cima para fugir com o amigo, mudando o rumo do filme para um emocionante road movie de fuga. Concorre a quatro prêmios no BIFA, a premiação do cinema indie britânico. Para completar os principais destaques, “Em Chamas”, candidato da Coreia do Sul ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dirigido por Lee Chang-dong (do ótimo “Poesia”) e com participação do ator Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), subverte expectativas como um estudo de personagens que complica um triângulo amoroso com um jogo de verdades e mentiras. Entre a vasta lista de estreias, ainda vale conferir o russo “Verão”, de Kirill Serebrennikov (“O Estudante”). Filmado em belíssimo preto e branco, recria a cena roqueira russa dos anos 1980, centrando sua trama em dois roqueiros do período, que viveram um triângulo romântico. O mais jovem, Viktor Tsoi, virou figura cultuadíssima ao fundar a banda Kino, a mais importante do rock soviético. A banda ganhou projeção internacional ao aparecer no filme “Assa” (1987) e acabou três anos depois, quando Viktor morreu num acidente de carro. Além destes, o drama indie americano “O Quebra-Cabeças” traz uma história de empoderamento e despertar feminino que, embora repita o tema de “O Despertar de Rita” (1983), continua atual. 82% no Rotten Tomatoes. Tem mais. Confira abaixo as sinopses e veja os trailers para conhecer todas as estreias da semana, inclusive as menos cotadas. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald | EUA | Fantasia Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre magos sangue puro e seres não-mágicos. O Grande Circo Místico | Brasil | Drama Em meio ao universo de uma tradicional família austríaca, que é dona do Grande Circo Knieps, nasceu um improvável romance entre um aristocrata e uma acrobata. Este é o retrato dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações do clã à frente do espetáculo e suas histórias fantásticas. Sueño Florianópolis | Brasil | Comédia No verão de 1990 o casal Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón) tem 22 anos de casamento e estão prestes a se divorciar. Porém, antes de tomar essa decisão, eles resolvem viajar com seus dois filhos adolescentes de Buenos Aires para Florianópolis em um velho carro sem ar condicionado. A Rota Selvagem | EUA | Drama Charley (Charlie Plummer) é um menino de 15 anos que vive com o pai solteiro em Portland, Oregon. Na procura pela tia desaparecida há muitos anos, Charley consegue um emprego de verão como treinador de cavalos e acaba fazendo amizade com um cavalo de corrida chamado Lean on Pete. Em Chamas | Coreia do Sul | Suspense Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo (Yoo Ah-In) reencontra Hae-mi (Jeon Jong-seo), uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato de estimação enquanto está longe. Hae-mi volta para casa na companhia de Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos. Verão | Rússia | Drama No verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de São Petersburgo. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha. O Quebra-Cabeça | EUA | Drama Agnes (Kelly Macdonald) é uma mãe suburbana na casa dos 40 anos que tem todo o seu tempo consumido e dedicado ao cuidado dos homens da sua família. Quando ela descobre o dom de montar quebra-cabeças, seu mundo muda completamente e, escondida dos parentes, ela passa a se preparar para uma competição fazendo dupla com um excêntrico especialista no assunto (Irrfan Khan). Tudo Acaba em Festa | Brasil | Comédia Vlad (Marcos Veras) é um dos funcionários do setor de Recursos Humanos de sua empresa. Com o fim do ano se aproximando, ele se torna o responsável por organizar a “festa da firma”, uma festa de fim de ano para levantar o moral do quadro de funcionários, abalado profundamente por causa de uma sequência de demissões. Determinado a provar seu valor para sua ex-namorada, ele aceita o desafio. Tudo começa bem, mas as coisas acabam saindo do controle de Vlad, que terá que fazer o possível e o impossível para resolver todos os problemas e fazer a festa dar certo. Um Segredo em Paris | França | Comédia Uma mulher de 27 anos sonha com um futuro como escritora, mas é atormentada pela dúvida e pela incerteza. Ela se muda para Paris onde algo mágico acontece e acaba se conectando com um misantropo de 76 anos, que dirige uma livraria. Porém, quando um segredo do homem é revelado, a relação deles pode se tornar algo muito distinto. Entrevista com Deus | EUA | Drama Paul (Brenton Thwaites) é um jornalista ambicioso em busca de sucesso profissional através de alguma grande matéria. Depois de uma extensa procura, ele topa de frente com um homem que pode lhe dar a melhor entrevista de vida: ele diz ser Deus e promete responder a qualquer pergunta de Paul em uma conversa única. Torre – Um Dia Brilhante | Polônia | Suspense Mula (Anna Krotoska) mora com seu marido, sua mãe enferma e filha Nina (Laila Hennessy) em uma casa de campo. No final de semana antes da Primeira Comunhão da menina, sua família vem visitar, com sua irmã mais nova, Kaja (Małgorzata Szczerbowska), que desapareceu de repente há 6 anos. Kaja é a mãe biológica da Nina e Mula teme que ela possa querer levar a filha embora. Porém, há um motivo totalmente distinto pelo qual Kaja veio para casa em primeiro lugar. Carvana | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Filme Paisagem – Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos | Documentário | Brasil Uma investigação afetiva sobre a obra, a trajetória e o impacto da Super Oara – ou Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos -, uma verdadeira big band sertaneja que marcou os bailes de Pernambuco e que ainda se apresenta nos dias de hoje em datas comemorativas. BTS – Burn the Stage: The Movie | Documentário | Coreia do Sul Depoimentos e entrevistas exclusivas revelam a longa trajetória da banda sul-coreana BTS, um dos maiores sucessos atuais do K-pop que conseguiu se consolidar como um expoente do gênero na cultura mainstream. Através desses materiais adquirimos uma perspectiva íntima do grupo durante a turnê Wings. Os sonhos, as...

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  • Música

    Anitta lança três clipes de uma vez, com muitas cobras, beijos e brilho

    9 de novembro de 2018 /

    Anitta mudou de estratégia. Em vez de lançar um clipe por mês, como na campanha de “fidelização” que a tornou a artista brasileira mais bem-sucedida do ano passado, ela foi tomada pelo espírito de Beyoncé e disponibilizou três clipes de uma vez, um para cada música de seu novo trabalho. Todos os clipes tem direção de João Papa, que já tinha trabalhado com Anitta em “Jacuzzi” (dueto com a colombiana Greeicy). E todos foram gravados em estúdio, caracterizando-se por cenas internas em espaço reduzido. Representam o oposto radical dos últimos exemplares da videografia da artista, marcada por locações múltiplas e grandiosas. Mas apesar dessa estilização temática, resultam completamente diferentes entre si. O mais tradicional acompanha a música “Goals”, composta pelo americano Pharrell Williams (ele mesmo, de “Happy”), que é cantada em inglês por Anitta. O clipe é basicamente coreografia sensual. E mesmo com produção minimalista consegue resultados interessantes, ao explorar o brilho – na água sob os pés, nas roupas, nas estrelas – com um efeito glitter que até aumenta o sex appeal da artista. Já para ilustrar o reggaeton “Veneno”, cantada em espanhol, o diretor cercou Anitta de cobras. A edição alterna as cenas peçonhentas com coreografias de dançarinas maquiadas com pele escamosa, num efeito eficaz. Mas é a desenvoltura de cantora com os répteis rastejantes que impressiona. Anitta demonstra tranquilidade tão perturbadora, enquanto os bichos passeiam por seu corpo, que passaria com louvor no teste para estrelar terror do Zé do Caixão. Por fim, “Não Perco Meu Tempo” multiplica Anittas num ótimo trabalho de edição, contando uma história completa com o mínimo de esforço físico. Ela quase não se move em cena e passa grande parte do vídeo sentada numa cadeira. Mesmo assim, o clipe tende a dar o que falar pelos beijos que Anitta dá numa coleção de figurantes de todos os tamanhos, larguras, idades, cores e sexos. Sempre, como em meio às cobras, na maior naturalidade. As três músicas, cada uma cantada numa língua diferente, compõem o EP “Solo”, lançado nesta sexta-feira (9/11).

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  • Música,  Série

    Série documental da Anitta na Netflix ganha primeiro trailer

    1 de novembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer do documentário “Vai Anitta”, que mostra os bastidores agitados do último ano da vida da cantora, quando ela passou de artista mais conhecida do funk brasileiro para estrela pop internacional. A prévia mostra gravações de clipes, shows, camarins e apuros, desde o esgotamento e as dores físicas causadas pela agenda lotada, com direito à injeções para aliviar o sofrimento que afetou seu rebolado, mas também situações engraçadas, como a súbita vontade de fazer xixi no meio da floresta amazônica. O documentário representa mais uma investida de Anitta em outros formatos de entretenimento. Este ano, ela também estreou “Anitta Entrou no Grupo”, seu novo programa no canal Multishow, após comandar o “Música Boa Ao Vivo”, e a recente série animada “Clube da Anittinha”, no canal infantil Gloob. “Vai Anitta” estreia em duas semanas (16/11) em streaming

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  • Filme

    Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões

    1 de novembro de 2018 /

    A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.

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  • Música

    Emicida e Fióti lançam clipe do Rap do Motoboy com participações de motoboys de verdade

    17 de outubro de 2018 /

    A parceria de Emicida e Fióti, “Rap do Motoboy”, ganhou um clipe rodado nas ruas de São Paulo. E rodado literalmente, com duas rodas girando sem parar, pois o vídeo acompanha a rotina de motoboys – e motogirls – de verdade. A abertura já dá o tom, com depoimentos dos “figurantes” do trânsito paulistano, registrados em estilo de documentário. Seguem-se cenas de aceleração em espaço reduzido, para driblar os congestionamentos e cumprir o trabalho cotidiano, compiladas enquanto os cantores rimam em outros closes pela cidade. Tudo muito bem fotografado sob a direção de Fred Ouro Preto (sobrinho do cantor do Capital Inicial), que tem assinado os trabalhos mais recentes de Emicida. Vale apontar um detalhe: não é coincidência que todos os motoboys tenham o mesmo uniforme vermelho com o logotipo do aplicativo iFood – e da produtora do clipe, Laboratório Fantasma Produções. Neste caso, a publicidade não é tão explícita e está alinhada ao tema, além de oferecer uma unidade visual à produção. Não é como se Emicida pegasse um sorvete aleatório e exibisse o rótulo para a câmera com um sorriso canastrão, feito outros artistas.

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    Spotify lança clipe e documentário para celebrar luta das mulheres por mais espaço

    16 de outubro de 2018 /

    A plataforma Spotify divulgou o clipe e o documentário “Escuta as Minas”. A iniciativa reúne cantoras como Elza Soares, Karol Conká, Maiara e Maraisa, Tiê, Martnália, Lan Lanh, As Baianas e a Cozinha Mineira e o grupo Mulamba para celebrar a luta das mulheres por seu espaço. O trabalho é mais uma colagem que uma canção propriamente dita. A chamada música reúne trechos de versos de várias épocas, como “Ô Abre Alas” (1899), de Chiquinha Gonzaga, “Reposta” (1970), de Maysa, “Relicário” (1995), que fez sucesso na voz de Cássia Eller, “O Que Se Cala” (2018), nova canção de Elza Soares, “A Culpa é Dele” (2018), de Marília Mendonça cantada em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, “Mulamba” (2017), da banda que leva o mesmo nome, e “Bate a Poeira” (2013), de Karol Conká. O documentário que acompanha o clipe, por sua vez, traz depoimentos das artistas sobre feminismo e suas carreiras. Tiê, por exemplo, lembra como sua avó, a atriz Vida Alves, foi chamada de vadia ao protagonizar o primeiro beijo na TV. “Fui criada com ideais feministas, mas não se falava claramente sobre isso. Hoje digo para as minhas filhas que somos sim feministas”, conta a cantora. O momento é oportuno, mas o trabalho é genérico, sem levantar bandeiras específicas, além de ressaltar uma das poucas áreas do país em que as mulheres sempre foram muito bem representadas, a música popular brasileira – “a luta segue, por mais mulheres na música…” E mesmo assim sem referenciar várias personalidades icônicas, como Rita Lee, Nara Leão, Clara Nunes, Elis Regina, as Mercenárias, Vange Leonel, Marina Lima, Dona Ivone Lara, Joyce, Angela Rô-Rô, só para citar um punhado de revolucionárias. Veja abaixo.

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    Eleitores de Bolsonaro ajudam novo clipe de Pabllo Vittar a disparar em visualizações no YouTube

    7 de outubro de 2018 /

    Pabllo Vittar virou alvo de bolsonaristas por conta da estreia de seu clipe novo, “Disk Me”. Eleitores do candidato da extrema direita à Presidente do Brasil organizaram uma campanha nas redes sociais para dar dislike no vídeo e, assim, passar a impressão de rejeição ao trabalho da artista. Os mutirões são incentivados em grupos fechados no Facebook. Uma das mensagens disseminadas nas redes diz: “Cadê a família bolsonariano reunindo para dar dislike nesse lixo que está em #2 em alta no Youtube? Porque é o último dele no Brasil. Amanhã ele já vai para a Cuba. Acesse o link e deixe seu dislike. Vamos aumentar esse lixo de dislike”. Veja abaixo. A ordem está sendo seguida com rigor militar. Em poucas horas, o clipe de “Disk Me” atingiu mais de 80 mil dislikes. Mas isso não se compara às reações positivas, com mais de 220 mil likes. Mas além de causar indignação em muitos artistas – Preta Gil que fez questão de demonstrar seu sentimento em um único comentário: “Nojo!” – , a campanha negativa está, na verdade, sendo muito boa para o clipe. Para dar dislike, os bolsonaristas precisam entrar na página do YouTube de Vittar, o que conta como uma nova visualização. Assim, o clipe lançado na sexta (5/10) já foi visto mais de 5,6 milhões de vezes. Com a ajuda de Bolsonaro, tornou-se um dos maiores sucessos de artistas brasileiros no YouTube em 2018.

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    Pabllo Vittar vende sorvete e dá seu telefone no clipe de Disk Me

    5 de outubro de 2018 /

    Pabllo Vittar lançou o clipe de “Disk Me”, que inova na estratégia de marketing. Não é por fazer uma propaganda descarada de sorvete, com a artista segurando o pote feito assistente de palco para mostrar o rótulo em posição frontal, com o logo voltado obrigatoriamente para o público de casa, mesmo porque a maioria dos clipes nacionais já caiu nesse dilema de virar comercial com som de música. A novidade do clipe brega é que o número exibido com evidência no celular da artista existe mesmo. Quem ligar para lá encontra uma gravação da “Central Disk Me”. “Central Disk Me. Você tentou retornar ligação para aquele boy lixo, mas estamos aqui pra te ajudar a ‘desaquendar’ daquele boy”, diz a gravação, que oferece opções numéricas para navegar pelo menu do atendimento, entre elas ouvir os conselhos de Pabllo. Diferente. Já a música, em si, não tem novidade. Na verdade, a melodia é reciclada de um brega histórico que falta vir na ponta da língua, interpretada de forma tão esganiçada que estoura a escala Florence Foster Jenkins da diva-pretensão. De resto, as imagens em que tudo brilha ou fica à mostra seguem a linha da ostentação e objetificação, que entope os tubos do YouTube. “Disk Me” faz parte do segundo álbum de Pabllo, “Não Para Não”, lançado na quinta (4/10).

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