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  • Música

    Anitta e Kevinho inauguram a era dos remakes de videoclipes

    1 de fevereiro de 2019 /

    “Terremoto”, a parceria entre Anitta e Kevinho, ganhou clipe. E o curioso é que se trata de remake de outro clipe: feito para a música “I’m Still in Love With You”, de Sean Paul e Sasha, lançado em 2002. Com direção de João Papa, o vídeo teve a benção de Sean Paul, que autorizou as referências. E assim “Terremoto” pôde abalar as placas de paradigmas. Como as séries e filmes, clipes também passam a ter remakes. Claro que os fãs já gravam a si mesmos, há anos, imitando clipes de seus ídolos. Mas faltava uma produção oficial que assumisse a vontade de ser igual a quem veio antes. Uma fã famosa como Anitta para copiar o ídolo – até já esquecido, no caso. “Eu A-M-A-V-A esse clipe. A ideia surgiu porque planejamos esse lançamento há mais de um ano, mas sempre acontecia alguma coisa e precisávamos adiar. Demorou tanto para sair que decidimos fazer um remake (risos). Deu um trabalhão, mas ficou exatamente como queríamos. Espero que vocês gostem!”, disse Anitta em comunicado reproduzido por todo mundo. A cantora diz ter feito questão de reproduzir quadro a quadro as cenas da obra original de Director X (diretor também do sucesso “Work from Home”, do Fifth Harmony). Mas se são as mesmas cores, cenografia, figurino e detalhes coreográficos, por mais parecido que tenha ficado, a vibe resulta bem diferente. Simplesmente porque Anitta e Kevinho têm mais ginga que Sean Paul e Sasha, mesmo quando tentam repetir poses e passos do clipe original. Passa por funk/reggaton ser mais dançante que reggae tradicional. E isso se manifesta de forma ainda mais clara nas cenas que são exclusivas do vídeo nacional, gravadas fora do cenário inicial. Compare os dois vídeos abaixo.

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  • Filme

    Estreias: Vice, O Menino que Queria Ser Rei e Climax são os destaques da semana nos cinemas

    31 de janeiro de 2019 /

    Mais um filme indicado ao Oscar 2019 chega aos cinemas brasileiros. A programação desta quinta (31/1) destaca a estreia de “Vice”, sátira política em que Christian Bale se transforma no ex-vice-presidente americano Dick Cheney. Irreconhecível, o ator contou com maquiagem para aparecer gordo e envelhecido, e venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice pelo papel. Escrito e dirigido por Adam McKay, que já tem um Oscar de Melhor Roteiro Adaptado no currículo (pelo excelente “A Grande Aposta”), “Vice” foi nomeado a oito prêmios da Academia: Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Ator, Atriz (Amy Adams), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell), Edição e Cabelo e Maquiagem. Mas, apesar das premiações, o longa teve “apenas” 66% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Isto se explica, em parte, pelas preferências políticas dos críticos americanos, mas também pelo desinteresse de britânicos e canadenses. Os bastidores da política americana não são tão atraentes para o público estrangeiro e, mesmo diante da espantosa transformação de Bale, isso vale também para os espectadores brasileiros. Para quem busca algo mais movimentado, a semana traz “O Menino que Queria Ser Rei”, uma versão com crianças da lenda do Rei Arthur, passada nos dias atuais. A aventura infantil é o segundo longa dirigido por Joe Cornish, roteirista do “Homem-Formiga”, que chamou atenção ao estrear com “Ataque ao Prédio” em 2011, e destaca em seu elenco Louis Ashbourne Serkis, filho do ator Andy Serkis (o César da franquia “Planeta dos Macacos”), Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) e o veterano Patrick Stewart (“Logan”). No circuito limitado, os destaques são os novos filmes do sempre polêmico Gaspar Noé e do sempre extenuante Lav Diaz. Em “Climax”, o diretor de “Irreversível” (2002) e “Love” (2015) volta a mexer com a libido, filmando uma festa regada a LSD, que deixa dançarinos em êxtase e pânico, ao som da trilha eletrônica de Thomas Bangalter (do Daft Punk). É uma paulada e foi premiado em festivais de terror e até em Cannes. Atingiu 86% no Rotten Tomatoes. Já “Estação do Diabo”, o novo filme em preto-e-branco de quatro horas de duração do diretor de “Norte, O Fim da História” (2013), “Do Que Vem Antes” (2014) e “A Mulher Que se Foi” (2016), é descrito como um anti-musical e uma ópera rock, mas traz o tema de sempre: um desaparecimento ligado à ditadura militar filipina. Venceu o Festival de Cartagena e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem frequentar os shoppings ainda vai dar de cara com cartazes do terror russo “A Sereia – Lago dos Mortos” e da comédia romântica “Uma Nova Chance”, com Jennifer Lopez. Entre os dois, o melhor é ler as últimas mensagens do WhatsApp. Mais escondidos, ainda há uma comédia francesa do diretor de “As Mulheres do Sexto Andar” (2010) e dois documentários musicais brasileiros. Os trailers e as sinopses podem ser vistos abaixo. Vice | Estados Unidos | Comédia Na juventude, Dick Cheney (Christian Bale) se aproximou do Partido Republicano ao ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida. Para tanto, se aproxima de Donald Rumsfeld (Steve Carell) e logo se torna seu assessor direto. Com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os poucos republicanos que não estavam associados ao governo ganham imediata importância e, com isso, tanto Cheney quanto Rumsfeld ascendem à esfera de poder do partido. Décadas depois, com a decisão de George W. Bush (Sam Rockwell) em se lançar candidato à presidência, Cheney é cortejado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com uma condição: que tenha amplos poderes dentro do governo, caso a chapa formada seja eleita. O Menino que Queria Ser Rei | Reino Unido | Aventura Alex (Louis Serkis) é um garoto que enfrenta problemas no colégio, por sempre defender o amigo Bedders (Dean Chaumoo) dos valentões Lance (Tom Taylor) e Kaye (Rhianna Dorris). Um dia, ao fugir da dupla, ele se esconde em um canteiro de obras abandonado. Lá encontra uma espada encravada em uma pedra, que retira com grande facilidade. O que Alex não sabia era que a espada era a lendária Excalibur e que, como seu novo portador, precisa agora enfrentar a meia-irmã do rei Arthur, a feiticeira Morgana (Rebecca Ferguson), que está prestes a retomar seu poder. Para tanto, ele conta com a ajuda do mago Merlin (Angus Imrie), transformado em uma versão bem mais jovem. Clímax | França | Drama Nos anos 1990, um grupo de dançarinos urbanos se reúnem em um isolado internato, localizado no coração de uma floresta, para um importante ensaio. Ao fazerem uma última festa de comemoração, eles notam a atmosfera mudando e percebem que foram drogados quando uma estranha loucura toma conta deles. Sem saberem o por quê ou por quem, os jovens mergulham num turbilhão de paranoia e psicose. Enquanto para uns, parece o paraíso, para outros parece uma descida ao inferno. Estação do Diabo | Filipinas | Drama Lorena (Shaina Magdayao), uma jovem e destemida médica, abre uma clínica para os pobres em uma aldeia remota nas Filipinas, mas desaparece sem deixar pistas logo depois. Seu marido Hugo Haniway (Piolo Pascual), um poeta ativista e professor, quer descobrir a verdade sobre o paradeiro de sua esposa. Ao chegar, ele é confrontado por uma comunidade que sofreu o ataque de uma gangue de milicianos durante o tempo da Lei Marcial, em 1972. A Sereia – Lago dos Mortos | Rússia | Terror Uma sereia malvada se apaixona por Roman, noivo de Marina, e tenta mantê-lo longe dela em seu Reino submerso. Marina terá apenas uma semana para superar o medo do oceano, lutar com monstros e se manter viva e na forma humana. Uma Nova Chance | EUA | Comédia Maya (Jennifer Lopez) é uma caixa de supermercado insatisfeita com sua vida profissional. Porém, tudo muda com uma pequena alteração em seu currículo e suas redes sociais. Com sua experiência das ruas, habilidades excepcionais e a ajuda de seus amigos, ela se reinventa e se torna uma executiva de sucesso. Normandia Nua | França | Comédia Georges Balbuzard (François Cluzet) é o prefeito da pequena cidade de Mêle sur Sarthe, na Normandia, onde os agricultores vêm sofrendo cada vez mais por conta de uma crise econômica. Quando o fotógrafo Blake Newman (Toby Jones), conhecido por deixar multidões nuas em suas obras, está passando pela região, Balbuzard enxerga nisso uma oportunidade perfeita para salvar seu povo. Só falta convencer os cidadãos a tirarem a roupa. Fevereiros | Brasil | Documentário O documentário registra a vitória da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira em 2016, que teve um enredo homenageando a cantora baiana Maria Bethânia. Além de filmar a escola e os preparativos do barracão, a produção ainda acompanhou a cantora nas festas da Nossa Senhora da Purificação, na Bahia. Ultraje | Brasil | Documentário Uma das bandas mais reconhecidas do cenário musical brasileiro das últimas décadas, o Ultraje a Rigor invadiu os rádios e TVs na década de 1980. No fim da ditadura militar, a banda estava por toda parte no dia a dia dos brasileiros. É assim que começa a trajetória do grupo, que tem sua carreira e a vida de seus membros, especialmente o líder, Roger, expostas nesse documentário.

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  • Música

    Clipe de Claudia Leitte erra o timing em homenagem a Michael Jackson

    30 de janeiro de 2019 /

    A cantora Claudia Leitte estava com saudade. Seu novo clipe entrelaça várias cenas de seu baú particular, de 18 anos de carreira, mas também reencena imagens conhecidas do clipe “brasileiro” de Michael Jackson, “They Don’t Care About Us”, gravadas em Salvador. “Minha infância foi em Salvador! Minhas raízes, meu lar! Eu sou o que sou porque cresci no Pelô, brincando de Sara, cantando Luiz, vendo Michael. É lá, com meus pés no chão. Sempre foi lá, com a cabeça no céu!”, disse a cantora, durante a divulgação. O timing é medonho, já que as denúncias de abusos de menores contra o cantor voltaram com força nos últimos dias, graças à première mundial de “Leaving Neverland”, documentário sobre suas vítimas, exibido no Festival de Sundance. A baiana “don’t care” e joga o baú para cima, misturando tudo, pois “Saudade” elogia o samba reggae com participação de um rapper (Hungria Hip Hop) e, onde se espera um refrão, embala um ô-ô-ô-ô de tema de Copa do Mundo/comercial da Coca-Cola. Enquanto isso, as imagens desse som recriam o figurino e as locações usadas por Spike Lee para estabelecer a Salvador turística de Michael Jackson. Já é carnaval, aparentemente. A direção do vídeo é do publicitário Chico Kertész, que em 2016 realizou o documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar”. Repare na homenagem abaixo.

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  • Música

    Clipe clássico de O Rappa é revisitado em homenagem à Marcelo Yuka

    30 de janeiro de 2019 /

    O clipe clássico de “Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero)”, um dos primeiros registros da banda O Rappa, foi revisitado por um dos integrantes da equipe que produziu o vídeo, em homenagem ao músico Marcelo Yuka, morto no dia 18 de janeiro, aos 53 anos. Luciano Vidigal, diretor do grupo Nós do Morro e que trabalhou como assistente de direção do clipe original, recriou o vídeo com seu parceiro Fernando Barcellos, trazendo o ator Ramon Francisco para cantar/narrar a letra de Yuka, numa versão acústica da canção. Ramon interpretou o garotinho Gigante no clipe original, dirigido pelos cineastas Kátia Lund e Breno Silveira antes de ficarem famosos – ela por “Cidade de Deus” (2002), ele por “2 Filhos de Francisco” (2005). A participação do ator como adulto contrasta com a imagem do menino que ele era no ano 2000, em cenas intercaladas no vídeo. Desde que apareceu do clipe do Rappa, Ramon esteve no filme “Cidade de Deus”, teve papéis em “Malhação” e na série “Sob Pressão”. Vale destacar que outro integrante de “Cidade de Deus” também teve participação importante no vídeo original: Jonathan Haagensen, que atualmente pode ser visto nas séries “Ilha de Ferro” e “O Mecanismo”. Além de projetar os envolvidos em sua produção, o clipe de “Minha Alma” ajudou a transformar o verso “paz sem voz não é paz, é medo” em bandeira de protestos sociais no Brasil. Veja abaixo a homenagem e relembre o clipe original – com o visual de “pirata” que é cortesia da Warner, responsável por disponibilizar imagens de baixíssima qualidade como “vídeo oficial”.

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  • Filme

    Chay Suede interpreta Erasmo Carlos em trailer musical de Minha Fama de Mau

    30 de janeiro de 2019 /

    A Downtown divulgou um novo trailer de “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos. A distribuidora resolveu chamar a prévia de “clipe”, porque desfila cenas do filme ao som da música que lhe dá título. Centrado no estouro da Jovem Guarda, com destaque para a parceria de Erasmo com Roberto Carlos e Wanderléa no programa da TV Record que levou o nome do movimento musical nos anos 1960, o filme chama atenção por trazer atores muito diferentes dos personagens reais. O mais parecido é Gabriel Leone (“Onde Nascem os Fortes”), que vive Roberto. Já Erasmo é interpretado por Chay Suede (“Segundo Sol”), que não se parece nada fisicamente com o cantor, enquanto Malu Rodrigues (“O Outro Lado do Paraíso”) interpreta a Ternurinha. São atores de novelas da Globo. A direção é do veterano Lui Farias, que chega ao seu quarto filme como diretor numa carreira de mais de 30 anos. O elenco inclui sua esposa, a cantora Paula Toller, como Candinha, a colunista que virou música do Roberto – “Mexerico da Candinha” – , além de Bianca Comparato (“3%”) como Nara Leão, Bruno de Luca (“Os Parças”) como Carlos Imperial e outros. A estreia está marcada para 14 de fevereiro.

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  • Música,  TV

    Edyr de Castro (1946 – 2019)

    15 de janeiro de 2019 /

    A cantora e atriz Edyr de Castro, que fez parte do grupo As Frenéticas e atuou em novelas, morreu na manhã desta terça-feira (15/1) no Rio de Janeiro. Ela começou sua carreira no teatro, na montagem do famoso musical “Hair”, em 1969. Mas só ficou conhecida após ser convocada por Nelson Motta para integrar o sexteto vocal As Frenéticas, juntamente com Sandra Pêra, Regina Chaves, Leiloca Neves, Dhu Moraes e Lidoka Martuscelli. Ao emplacar o tema de abertura da novela “Dancin’ Days” (1978), o grupo virou um fenômeno de popularidade – e ainda bisou o feito com o tema de “Feijão Maravilha” (1979). Com o fim das Frenéticas em 1984, Edyr migrou para a televisão, aparecendo na minissérie “Tenda dos Milagres” (1985) e na novela mais vista da rede Globo, “Roque Santeiro” (1985). Em seguida, ela viveu seu papel mais lembrado, como Doroteia na novela “Cambalacho” (1986). Edyr de Castro ficou na Globo até 2006, participando ainda das minisséries “Anos Rebeldes” (1992) e “Chiquinha Gonzaga” (1999), além de algumas novelas, despedindo-se do canal com “Sinhá Moça” (2006). Depois disso, ainda atuou na série “A Turma do Pererê”, na TVE Brasil, e fez duas novelas na Record – “Amor e Intrigas” (2007) e “Poder Paralelo” (2009). Sua carreira ainda inclui diversos filmes, com destaque para “Menino Maluquinho: O Filme” (1995), “Uma Onda No Ar” (2002), “Proibido Proibir” (2006) e “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” (2010). Mas a aposentadoria se tornou incontornável quando descobriu que sofria de Alzheimer. Ela viveu seus últimos oito anos no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, sem deixar ser abater. “Sou feliz aqui, estou em paz comigo mesma”, disse em entrevista ao jornal Extra em 2015. Lembre abaixo o maior sucesso das Frenéticas.

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  • Filme

    Chay Suede vira Erasmo Carlos no trailer de Minha Fama de Mau

    9 de janeiro de 2019 /

    A Downtown divulgou as fotos, o pôster e o trailer de “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos. A prévia é toda narrada em primeira pessoa e centrada no estouro da Jovem Guarda, com destaque para a parceria com Roberto Carlos e Wanderléa no programa da TV Record que levou o nome do movimento musical nos anos 1960. Erasmo é vivido por Chay Suede (“Segundo Sol”), que não se parece nada fisicamente com o cantor, enquanto Gabriel Leone (“Onde Nascem os Fortes”) vive Roberto e Malu Rodrigues (“O Outro Lado do Paraíso”) interpreta a Ternurinha. São atores de novelas da Globo. A direção é do veterano Lui Farias, que chega ao seu quarto filme como diretor numa carreira de mais de 30 anos. O elenco inclui sua esposa, a cantora Paula Toller, como Candinha, a colunista que virou música do Roberto – “Mexerico da Candinha” – , além de Bianca Comparato (“3%”) como Nara Leão, Bruno de Luca (“Os Parças”) como Carlos Imperial e outros. A estreia está marcada para 14 de fevereiro.

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  • Música

    Retrospectiva: Os 50 melhores clipes nacionais de 2018

    2 de janeiro de 2019 /

    2018 foi o ano em que os clipes brasileiros mudaram de patamar com o envolvimento de muitos diretores de publicidade e cinema, fazendo com que até as produções de música indie atingissem uma qualidade muito acima da média de outras retrospectivas. Sejam do rock independente ou da nova MPB, os clipes brasileiros nunca tiveram uma qualidade tão uniforme, passando pelos mais diferentes ritmos. Claro que ninguém foi tão longe quanto Anitta, que deu a volta ao mundo só para gravar um clipe – e lançou pelo menos mais três vídeos fantásticos em 2018, embora apenas um tenha entrado na lista, para dar espaço a 50 artistas diferentes. Mas ela não foi a única a ter músicas transformadas em superproduções. Não faltam, entre as obras selecionadas, efeitos visuais cinematográficos e participações de astros famosos em dramatizações de impacto – com pelo menos uma estrela de cinema atrás também do microfone. Outro detalhe visível é o engajamento da maioria das produções, contra a intolerância e o racismo, e em defesa dos direitos LGBTQIA+ e do empoderamento feminino. Há retratos de trabalhadores e estudantes em seus cotidianos, e histórias de amor que acontecem longe dos cenários tradicionais das novelas da Globo. A diversidade chega a dar esperanças no futuro. Aperte o play para ver e ouvir, numa ordem definida por afinidade sonora, e confira os nomes dos artistas abaixo. 1 Baco Exu do Blues – Bluesman | 2 Criolo – Boca de Lobo | 3 Rincon Sapiência – Crime Bárbaro | 4 Àttooxxá – Caixa Postal | 5 Karol Conka & Sabotage – Cabeça de Nego | 6 Emicida & Fióti – Rap do Motoboy | 7 Iza – Dona de Mim | 8 Xenia França – Pra que me Chamas? | 9 Mawu – Chamamento | 10 Cordel do Fogo Encantado – Liberdade, a Filha do Vento | 11 Scalene – Esc (Caverna Digital) | 12 Molho Negro – O Jeito de Errar | 13 Canto Cego – Eu Não Sei Dizer | 14 The Mönic – Buda | 15 Marcelo Gross – Alô, Liguei | 15 Wasadog – I’m Willin’ | 16 Daniel Groove – Seu Amor | 18 Leela – YouTube Mine | 19 Letrux – Além de Cavalos | 20 Dani Vellocet – A Rainha e o Leão | 21 Gab – Not Yours | 22 André Cardinali – Contos de Fadas | 23 Marcelo Perdido – Tesoura sem Ponta | 24 Alaska – Vazio | 25 Lupa – Lunático | 26 Fresno – Convicção | 27 Isabel Lenza – Cinematográfico | 28 Verônica Ferriani – Amado Imortal | 29 Luiza Lian – Azul Moderno | 30 Ana Cañas – Eu Amo Você | 31 Baleia – Eu Estou Aqui | 32 Duda Beat – Bixinho | 33 Bel – Esse calor | 34 Alok, Zeeba & IRO – Ocean | 35 Pabllo Vittar – Indestrutível | 36 Prume – 606 On Fire | 37 Filipe Catto – Canção de Engate | 38 Cleo – Jungle Kid | 39 Teach Me Tiger – Drive | 40 Trago – A Ponte | 41 Plutão Já Foi Planeta – Estrondo | 42 Rubel – Colégio | 43 Tagua Tagua – Rastro de Pó | 44 Alex Sant’Anna – Insônia | 45 Leo Moraes – Incrível | 46 Fran Rosas – Relatividade | 47 Nana – Gato É Crime, Denuncie | 48 Francisco, El Hombre – Tá com Dólar, Tá com Deus | 49 Adriana Calcanhotto – O Cu do Mundo | 50 Anitta – Medicina

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  • Música

    Daniela Mercury lança clipe de música inspirada pelo filme Pantera Negra

    21 de dezembro de 2018 /

    Daniela Mercury liberou nesta sexta-feira (21/12) o clipe de “Pantera Negra Deusa”, música lançada na semana da Consciência Negra e que celebra a África real e fictícia, e sua ligação com o Brasil. A letra cita Mandela, o líder político da África do Sul, e Wakanda, o país do super-herói da Marvel que batiza a canção. “Ilê Pantera Negra diga diga diga onde é Wakanda. Wakanda é aqui”, celebra a cantora, fazendo uma analogia sobre o empoderamento negro em todo o mundo, que se manifesta no clipe com a combinação de dançarinas em trajes africanos e o cenário do Museu de Arte Moderna da Bahia, numa fusão de tradição e futurismo, como a estética do filme “Pantera Negra”. O clipe tem alguns convidados, como a youtuber Tia Má e seu filho Aladê Koman, e direção de Chico Kertész, do documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar” (2016). Se a letra sugere uma antítese de “Haiti”, de Caetano e Gil, o lyric vídeo (vídeo com letra) lançado 24 horas antes do clipe oficial, lembrou que aqui, na verdade, é mesmo o Brasil, usando a música para homenagear a vereadora Marielle Franco, “deusa do ébano”, na descrição lírica, que foi executada no Rio de Janeiro há nove meses. Veja os dois vídeos abaixo.

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  • Filme,  Música

    Vida do cantor Ney Matogrosso vai virar filme

    19 de dezembro de 2018 /

    O cantor Ney Matogrosso assinou na última semana um contrato com a Paris Filmes para a produção de sua cinebiografia. Ainda sem título, o filme será produzido por Renata Rezende (da Paris Entretenimento) e deverá acompanhar a vida do artista desde a a infância no Mato Grosso do Sul, incluindo o complicado relacionamento com o pai militar, mostrará a vida do cantor no Rio de Janeiro vendendo artesanato até o sucesso com o grupo Secos e Molhados, sua carreira solo e os dias atuais. Como pano de fundo, a trama deve abordar a história do país, desde movimentos culturais como o Tropicalismo, até políticos como a luta contra a censura e a Diretas Já. O projeto acontece após o estouro internacional de “Bohemian Rhapsody”, cinebiografia da banda Queen e do cantor Freddie Mercury, comprovando o interesse do público por histórias de músicos. Outros filmes recentes, como “Elis”, “Tim Maia” e “Gonzaga, de Pai para Filho”, atestam a viabilidade do filão no Brasil. O filme de Ney Matogrosso deverá ser rodado em 2019 para um lançamento em 2020. Além do filme, a Paris Filmes também adquiriu os direitos das músicas do cantor para desenvolver ainda um espetáculo teatral e uma série de TV.

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  • Música

    Clipe com nudez de Luísa Sonza é visto mais de 2 milhões de vezes em 24 horas

    15 de dezembro de 2018 /

    A cantora Luísa Sonza divulgou seu novo clipe na quinta (13/12) e em 24 horas o vídeo foi visto mais de 2 milhões de vezes. A música “Nunca Foi Sorte” é tema de personagem da novela “O Sétimo Guardião”, o que é um grande empurrão comercial. Mas há outro chamariz na produção: a nudez da cantora, que aparece sem roupas em várias cenas, enquanto fala, paradoxalmente, contra o machismo. A música tem letra do próprio autor da novela das nove da Globo, Aguinaldo Silva, que escolheu a influenciadora digital como intérprete. Seguindo os últimos lançamentos de Luísa Sonza, “Nunca Foi Sorte” traz uma mensagem empoderada. “Quem disse que futebol é coisa pra menino? Quem disse que azul é a cor que ele tem que usar? Um homem que é homem de verdade cria um filho mostrando pra ele o que a vida tem pra dar”, diz a letra. Como ilustração da mensagem, Luísa Sonza e um modelo masculino dançam muito, alternadamente, e também aparecem pelados, cobertos de tinta azul, que é retirada de seus corpo conforme o vídeo avança. No caso dela, de forma a revelar seus contornos de forma bem clara. A direção é de Philippe Noguchi, que já fez clipes para Ana Cañas e Whipallas, e trabalha em publicidade. “Nunca Foi Sorte” é o quarto clipe lançado por Luísa Sonza neste ano. Antes da música da novela, a cantora lançou “Rebolar”, “Devagarinho” e “Boa Menina”. Juntos, os quatro vídeos já passam dos 108 milhões de visualizações no canal do YouTube da artista.

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  • Música

    Ana Cañas protagoniza clipe quente com Nanda Costa

    14 de dezembro de 2018 /

    A cantora Ana Cañas lançou o clipe de “Eu Amo Você”. Composição de Cassiano que ficou conhecida na voz de Tim Maia, a música é uma declaração de amor a uma menina. O vídeo explicita a conotação que a letra assume ao ser cantada por uma mulher, mostrando cenas ítimas de Cañas com a atriz Nanda Costa (“Entre Irmãs”). Começa com brincadeira, vira dança, engata beijos e de repente os corpos nus assumem toda a sua beleza. Mais sensual que qualquer filme brasileiro lançado neste ano, o clipe foi registrado em um apartamento no Edifício Copan, em São Paulo, e dirigido por Rafaela Carvalho, que vem do mercado de publicidade – fez campanhas da Mitsubishi, Samsung, TAM e Vivo. A gravação faz parte do mais recente trabalho da cantora, “Todxs”, seu quinto álbum de estúdio, que foi realizado de forma independente. Além da pegada forte LGBTQIA+, o disco reflete um olhar feminista, seguindo o tom da faixa “Respeita”, de 2017.

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  • Música

    Baco Exu do Blues subverte expectativas com clipe-manifesto de hip-hop blueseiro

    1 de dezembro de 2018 /

    Para acompanhar “Bluesman”, um dos melhores álbuns brasileiros de 2018, o rapper Baco Exu do Blues liberou as primeiras imagens de seu manifesto de hip-hop blueseiro, um curta-metragem que reúne a faixa-título à trechos de “Preto e Prata” e “Queima Minha Pele”. Com direção de Douglas Ratzlaff Bernardt, o “clipe” é um épico de oito minutos, que subverte expectativas ao transformar a narrativa visual, de “negro correndo da polícia”, estilo “Cidade de Deus”, para um “jovem Basquiat”, artista correndo atrás de seu destino, estilo “Tudo Que Aprendemos Juntos”. Quem corre é o ator Kelson Succi (da série “1 Contra Todos”), deixando para trás um monte de preconceitos, ao manifestar em sua disparada a mensagem da letra. “Eles querem um preto com arma pra cima /Num clipe na favela gritando cocaína/ Querem que nossa pele seja a pele do crime/ Que Pantera Negra só seja um filme”. Entretanto, o protagonista do clipe é um jovem da classe média, atrasado para uma aula de música. Um jovem estudioso. “Eles têm medo pra c* de um próximo Obama”. Segundo disco de Baco Exu do Blues, “Bluesman” é o herdeiro de “Esú”, lançado no ano passado – e de Luis Melodia, o blueseiro que rima com brasileiro. Procure, ouça e queime na pele.

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