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    Alec Baldwin afirma não ter puxado o gatilho na tragédia do filme “Rust”

    1 de dezembro de 2021 /

    Alec Baldwin deu sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator no set do filme “Rust”. Ele conversou com o jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, por mais de uma hora e o resultado irá ao ar na noite de quinta (2/12) nos EUA, com transmissão também pela plataforma americana Hulu. Uma prévia da entrevista foi disponibilizada nas redes sociais da ABC News, que revela a emoção e devastação do ator, em meio à lágrimas, além de trazer pela primeira vez detalhes que não tinham sido revelados sobre a tragédia. Um dos fatos que mais chama atenção é que ele afirma não ter puxado o gatilho de seu revólver no momento da morte de Hutchins. “O gatilho não foi puxado, eu não puxei o gatilho”, declara Baldwin no vídeo. “Eu nunca apontaria uma arma para ninguém e puxaria o gatilho, nunca”, reforçou o ator. Stephanopoulos quer saber, então, o que aconteceu. A resposta fica para a exibição televisiva. A prévia também mostra Baldwin dizendo que “não tem ideia” de como munição real entrou no set. “Alguém colocou uma bala de verdade em uma arma. Uma bala que nem deveria estar na propriedade”, disse ele. Falando ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, na manhã desta quarta, Stephanopoulos disse que, de todas as milhares de entrevistas que conduziu na ABC News nos últimos 20 anos, “esta foi a mais intensa que já experimentei”. O jornalista descreveu a participação de Baldwin como “visceral”, mas também “muito sincera” e “muito participativa”. “Ele entrou em detalhes sobre o que aconteceu no set naquele dia”, além de contar sobre sua experiência ao encontrar a família de Halyna Hutchins após a tragédia. Segundo Stephanopoulos, a entrevista durou ao todo 1h20. Asked by @GStephanopoulos how a real bullet got on the "Rust" set, Alec Baldwin says: “I have no idea. Someone put a live bullet in a gun. A bullet that wasn’t even supposed to be on the property.” Watch TOMORROW 8pm ET on ABC and stream later on @hulu. https://t.co/fJQly1za1T pic.twitter.com/OnpDuYERiC — ABC News (@ABC) December 1, 2021

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    Investigação aponta origem das balas reais na tragédia do set de “Rust”

    30 de novembro de 2021 /

    A investigação da morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator Alec Baldwin no set do filme “Rust”, chegou a um possível responsável pela presença de munição real nas filmagens. As descobertas resultaram num mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (30/11) numa loja de armamentos da região das filmagens, no Novo México. Em seu depoimento, a armeira de “Rust”, Hannah Gutierrez-Reed, revelou que a munição da produção foi comprada de Seth Kenney, proprietário da loja revistada, PDQ Arm & Prop. Este fato se junta a um depoimento espontâneo do pai da jovem, Thell Reed, um armeiro veterano de Hollywood, que informou aos investigadores do caso ter trabalhado com Kenney em agosto e setembro em outro filme, em que houve treinamento com munição real para o elenco em um campo de tiro. De acordo com o depoimento, Kenney pediu a Thell Reed que trouxesse mais munição para o set, porque havia o risco de seu suprimento acabar. Ele contou ter levado uma lata de balas contendo entre 200 e 300 balas reais. E depois que a produção foi encerrada, Kenney levou embora o que tinha sobrado da munição real, dizendo para o armeiro considerar as balas perdidas, quando ele perguntou sobre o material. Thell Reed sugeriu que a munição real levada por Kenney pode coincidir com as balas recolhidas no set de “Rust”. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México. Apesar do recente desdobramento, essa investigação ainda pode levar meses para ser concluída, as autoridades observaram anteriormente. Mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo o ator Alec Baldwin. A família de Halyna Hutchins, entretanto, segue acompanhando os trabalhos da polícia.

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    Tommy Lane (1936–2021)

    30 de novembro de 2021 /

    O ator Tommy Lane, que participou de “Com 007 Viva e Deixe Morrer” e “Shaft”, morreu na segunda-feira (29/11) no Florida Medical Center em Fort Lauderdale após uma longa luta contra a doença pulmonar obstrutiva crônica. Ele tinha 83 anos. Nascido e criado no bairro de Liberty City, em Miami, Lane começou a carreira de ator com participações da série “Flipper”, filmada na Flórida, entre os anos de 1964 e 1966, e chegou em Hollywood durante o auge da tendência blaxploitation, de filmes criminais de trilha soul e elenco negro. Sua estreia no cinema foi em “Rififi no Harlem” (1970), um dos primeiros lançamentos de blaxploitation. E logo em seguida foi enfrentar Shaft. No filme de 1971, Lane deu vida a um pequeno gângster chamado Leroy, capanga do rei do crime do Harlem, Bumpy (Moses Gunn). O destino de seu personagem foi ser jogado pela janela pelo detetive particular eternizado por Richard Roundtree. A participação marcante em “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973) também foi como capanga. Filmadas na Jamaica e no estado de Louisiana, as cenas de Lane envolveram uma famosa perseguição de barco, além do característico racismo policial, a tentativa de transformar o James Bond vivido por Roger Moore em ração de crocodilos e uma saída de cena literalmente explosiva, com chamas para todos os lados. Ele também figurou em “Paixão pelo Perigo” (1973), estrelado por Burt Reynolds, “Ganja & Hess” (1973), “O Piloto” (1980), estrelado e dirigido por Cliff Robertson, “Eureka” (1983), dirigido por Nicolas Roeg, e na série “Carga Dupla” (Simon & Simon). Como a carreira de ator não lhe rendeu o reconhecimento que buscava, ele acabou trocando as telas pela música nos anos 1980, assumindo sua paixão pelo jazz como integrante da banda do clube Blue Note, em Nova York. Tocou trompete e flugelhorn por vários anos no clube mais tradicional do jazz americano.

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    Arlene Dahl (1925–2021)

    29 de novembro de 2021 /

    A atriz Arlene Dahl, que estrelou a versão clássica de “Viagem ao Centro da Terra”, morreu nesta segunda (29/11) aos 96 anos. O anúncio foi feito por seu filho, o também ator Lorenzo Lamas (“Falcon Crest”) em seu Facebook. “Ela foi a influência mais positiva em minha vida”, ele escreveu. Dahl era conhecida pela beleza e por seus cabelos cor de fogo, que a transformaram em modelo de lingerie nos anos 1940 e namorada de John F. Kennedy, futuro presidente dos EUA, quando ele era senador por Massachusetts. Ela foi “descoberta” em Hollywood por ninguém menos que Jack Warner, fundador do estúdio Warner Bros., que se encantou ao vê-la numa campanha publicitária. Mas após ser aproveitada como simples figurante em seu primeiro filme, “Nossa Vida com Papai” (1947), Dahl fechou com a MGM para viver a personagem-título do musical “Minha Rosa Silvestre” (1947) – a irlandesa Rose Donovan, paixão da vida do tenor Chauncey Olcott (Dennis Morgan) – , chegando ao estrelato instantâneo com a ajuda de um colorido glamouroso. Mas apesar de seus cabelos vermelhos serem perfeitos para o technicolor, ela também estrelou alguns filmes famosos em preto e branco, como o drama de época “A Sombra da Guilhotina” (1949), sobre a Revolução Francesa, o western “Armadilha” (1950), dois dramas noir, “A Cena do Crime” (1949) e “O Mistério da Casa Grande” (1953), e três comédias com Red Skelton (outro ruivo famoso de Hollywood), “Pisando em Brasas” (1948), “Três Palavrinhas” (1950) e “O Homem das Calamidades” (1950). Neste período, ela se casou com o ator Lex Barker, um dos intérpretes mais conhecidos de Tarzan, mas o matrimônio durou só um ano (ele a trocou por Lana Turner). O relacionamento, porém, a influenciou a enveredar por aventuras épicas, colocando-a à frente do primeiro “Pantera Negra” (1952), filme sobre piratas do caribe, e “Legião do Deserto” (1953), em que viveu a princesa de uma cidade perdida do deserto argelino. Num desses filmes, “Sangari” (1953), sobre a luta pela independência dos EUA, conheceu o segundo marido, o argentino Fernando Lamas. Os dois voltaram a contracenar em “O Caçador de Diamantes”, lançado no mesmo ano, e se casaram no ano seguinte. Alguns de seus melhores papéis são desta fase, incluindo a comédia “O Mundo é da Mulher” (1954) e as tramas noir em que se consagrou como femme fatale: “O Poder do Ódio” (1956), “Lodo na Alma” (1956) e “A Fortuna é Mulher” (1957). Lançado em 1959, “Viagem ao Centro da Terra” acabou se tornando seu filme mais popular. Na superprodução da 20th Century Fox, ela interpretou uma viúva determinada que vai para o centro do planeta com Pat Boone e um pato de estimação. Concebido como resposta da Fox a “20.000 Léguas Submarinas” (1954), da Disney – ambos eram adaptações de clássicos literários de Jules Verne – , acabou impressionando público e crítica com seus efeitos visuais, indicados ao Oscar da categoria. Além do sucesso nas telas, a atriz se consagrou como empresária, transformando o convite par escrever uma coluna de beleza no jornal Chicago Tribune num negócio extremamente lucrativo. Ela fundou a Arlene Dahl Enterprises, que passou a comercializar lingerie e cosméticos, inventou o Dahl Beauty Cap, um boné de tricô para as mulheres usarem para dormir e evitar que o cabelo ficasse bagunçado e também desenvolveu uma linha de roupas boudoir, incluindo camisolas, négligées e pijamas relaxantes. Paralelamente, passou a publicar livros com dicas de beleza. O primeiro foi publicado em 1965 e vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Vieram mais 14 nos anos seguintes. O começo da década também marcou o fim de seu casamento com Llamas e uma mudança de prioridades. Não por acaso, optou por se afastar das telas, voltando apenas em 1969 pelo prazer de fazer filmes franceses – ela estrelou duas produções na França, “Os Caminhos de Katmandou”, de André Cayette, e “Du Blé en Liasses”, de Alain Brunet. Milionária, Dahl se desinteressou por Hollywood. Entretanto, sua vida sofreu uma reviravolta inesperada. Um de seus seis maridos a deixou com uma pilha de dívidas impagáveis e, em 1980, ela pediu concordata, o que a levou a voltar a atuar. A partir daí, participou como convidada de vários episódios de “O Barco do Amor” e entrou na novela “One Life to Live”, onde permaneceu por alguns anos. Em 1991, contracenou pela primeira e única vez com o filho Lorenzo no thriller de ação “A Noite do Guerreiro Americano”, despedindo-se das telas no final daquela década, com passagens pelas série “Renegade” e “Air America”.

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    David Gulpilil (1953–2021)

    29 de novembro de 2021 /

    David Gulpilil, ator australiano de longa carreira e filmografia repleta de clássicos, reencontrou seus ancestrais durante o fim de semana. Ele tinha 68 anos e sofria de câncer de pulmão desde 2017. Integrante do clã Mandhalpingu do povo YolNGu, ele foi criado da maneira tradicional na terra de Arnhem e, graças a uma carreira de mais de 50 anos em filmes e séries, tornou-se o aborígene mais conhecido do mundo. Gulpilil apareceu pela primeira vez nas telas em 1971 no clássico absoluto “A Longa Caminhada”, de Nicolas Roeg, como um jovem aborígene que ajuda dois irmãos, uma adolescente e um menino brancos criados na cidade grande, a sobreviverem na região desértica do outback. Exibido em festivais do mundo inteiro, inclusive em Cannes, foi o cartão de visitas de uma carreira que teria muitos outros filmes marcantes. Um destes marcos foi “A Última Onda” (1977), de Peter Weir. Mistura de fantasia apocalíptica e drama jurídico, o longa girava em torno de um advogado (Richard Chamberlain) que passava a ter sonhos místicos e premonitórios após ser designado para defender um grupo de aborígenes acusado de assassinato, entre eles Gulpilil. O filme foi premiado nos festivais de Avoriaz e Sitges, os principais eventos mundiais do cinema fantástico, e fez deslanchar a carreira do ator – assim como a do diretor. Ele fez sua estreia em Hollywood numa sequência mística do filme “Os Eleitos” (1983), história do programa espacial americano, que venceu quatro Oscars. E em seguida teve um dos papéis principais de “Crocodilo Dundee” (1986), um dos filmes australianos mais populares de todos os tempos. Sua filmografia ainda destaca “Até o Fim do Mundo” (1991), do alemão Wim Wenders, e o impactante drama “Geração Roubada” (2002), de Phillip Noyce, como o rastreador de garotas aborígenes em fuga de serviços forçados (escravidão mesmo) nos anos 1930, além da carta de amor do cineasta Baz Luhrmann a seu país natal, “Austrália” (2008), com Nicole Kidman e Hugh Jackman. Mas seu principal trabalho como ator só veio em 2013, quando estrelou (e roteirizou) seu primeiro papel de protagonista em “O País de Charlie”, de Rolf de Heer, como um velho aborígene que, descontente com as leis dos brancos, parte para o interior australiano para viver segundo seus costumes, iniciando uma série de desventuras e eventos. Pelo desempenho, foi premiado como Melhor Ator na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) do Festival de Cannes e Melhor Ator nos AACTA Awards (o Oscar australiano), além de ser coberto de honrarias na Austrália. Entre seus últimos papéis, estão uma participação importante na última temporada da série “The Leftlovers”, em 2017, como o sábio Christopher Sunday, o filme de zumbis “Cargo” (2017), com Martin Freeman, e o drama “Amigos Para Sempre” (2019), onde atuou ao lado de Geoffrey Rush e Jai Courtney. Com a saúde deteriorando, ele ainda gravou depoimentos para um documentário dedicado à sua vida e carreira, “My Name is Gulpilil”, lançado em maio deste ano. Veja o trailer emocionante abaixo.

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    Joey Morgan (1993–2021)

    23 de novembro de 2021 /

    O ator Joey Morgan, que ficou conhecido por seu papel no terrir adolescente “Como Sobreviver a um Ataque Zumbi”, morreu no domingo (21/11) aos 28 anos de idade, de causa não divulgada. “Isso foi um choque que deixou todos que o amavam devastados, e nós sentiremos muito a falta de Joey. Esperamos que todos entendam que este é um momento doloroso para seus entes queridos, e respeitem as barreiras da privacidade”, disseram seus representantes em comunicado à imprensa. Sua estreia na atuação aconteceu em 2015, no citado “Como Sobreviver a um Ataque Zumbi”, em que deu vida a um dos três escoteiros que enfrentam o apocalipse. Em sua homenagem, o diretor do longa, Christopher Landon, o descreveu no Twitter como um jovem “quieto, engraçado, inteligente e pensativo”, mas que se tornava “magnético” quando as câmeras rolavam. Depois do filme de estreia, Morgan ainda apareceu em “Compadres” (2016), “Flor da Juventude” (2017), “O Acampamento de Férias” (2018) e no sucesso romântico da Netflix “Sierra Burgess é uma Loser” (2018). Seus últimos trabalhos foram o protagonismo da série “Critters: A New Binge” (2019), baseada na clássica franquia trash “Criaturas” no canal pago americano Shudder, e o filme “Max Reload and the Nether Blasters” (2020), um novo terrir em que precisou impedir novamente o apocalipse. Joey Morgan came into my life nearly 9 years ago when I made Scouts. He was quiet, funny, intelligent and thoughtful. And when the cameras rolled he was magnetic. He passed today and the news is heartbreaking. I am honored to have known him. 💔 pic.twitter.com/53GQ0r0YYB — christopher landon (@creetureshow) November 21, 2021

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    Peter Aykroyd (1955–2021)

    23 de novembro de 2021 /

    O comediante e roteirista Peter Aykroyd, irmão mais novo de Dan Aykroyd (“Os Caça-Fantasmas”), morreu no sábado passado (20/11) aos 66 anos, de causa não revelada. Aykroyd começou a carreira como membro da famosa trupe Second City, aparecendo inclusive na série televisiva de esquetes do grupo em 1978. No ano seguinte, foi para o humorístico “Saturday Night Live”. Ele entrou no elenco do programa três meses após a saída de seu irmão, mas apenas uma temporada, entre 1979 e 1980. Apesar do desencontro no “SNL”, ele fez várias parcerias com o irmão no cinema. Os dois apareceram juntos em filmes como “Doutor Detroit e suas Mulheres” (1983), “Dragnet: Desafiando o Perigo” (1987), “Nada Além de Problemas” (1991, que ele também ajudou a roteirizar) e “Cônicos e Cômicos” (1993). Ele também dublou a versão animada de seu irmão na série de TV baseada no filme “Os Irmãos Cara-de-Pau” (The Blues Brothers). Como roteirista e produtor, ainda criou a série investigativa “PSI Factor: Chronicles of the Paranormal”, que durou quatro temporadas, entre 1996 e 2000. Em suas redes sociais, o “SNL” postou uma homenagem ao ator, com um vídeo de um antigo esquete que ele estrelou no programa. Veja abaixo. Peter Aykroyd 1955-2021 SNL '79-'80 "The Java Junkie" pic.twitter.com/5IJWJTezgz — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) November 21, 2021

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    Filha de José Mojica Marins denuncia médicos que cuidaram do pai

    22 de novembro de 2021 /

    A curta-metragista Liz Marins, filha de José Mojica Marins (o Zé do Caixão), denunciou dois dos médicos que cuidaram de seu pai, morto em fevereiro de 2020 aos 83 anos por complicações de uma broncopneumonia. Os dois profissionais são da operadora de saúde Prevent Senior. Em entrevista à GloboNews, ela afirmou que um deles tirou Mojica da Unidade de Terapia Semi-Intensiva (semi-UTI) do Hospital Sancta Maggiore enquanto o quadro ainda era grave, e o outro não quis tratar dos sintomas dele, preferindo convencer a família a aceitar que o caso era irreversível. “A minha denúncia é contra dois médicos. Um médico que tirou ele da semi-uti quando ele estava estabilizado, grave, mas estabilizado, e mandou pro quarto e um médico que, vendo o meu pai com a saturação despencando no quarto, não deu o atendimento imediato e ficou tentando nos convencer a deixá-lo morrer”, afirmou Liz Marins. Ela relata, também, que a família tentou argumentar contra a transferência para o quarto dizendo a saturação (nível de oxigênio no sangue) dele deveria ser constantemente monitorada, o que só seria possível na semi-UTI — nos quartos, a equipe de enfermagem passaria só a cada seis horas. Entretanto, não lhe deram atenção. “Enquanto eu falava, já tinha pessoas retirando as coisas”. Em comunicado, a Prevent Senior afirmou que “todos os investimentos possíveis foram realizados”, e que o cineasta tinha “comorbidades que agravaram seu quadro de saúde ao longo dos anos”.

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    Art LaFleur (1943–2021)

    20 de novembro de 2021 /

    O ator Art LaFleur, mais conhecido por interpretar o astro do beisebol Babe Ruth em “Se Brincar o Bicho Morde” (1993), morreu na quarta-feira (17/11) aos 78 anos, após uma batalha de uma década contra a doença de Parkinson. Ele iniciou sua longa trajetória tardiamente. Tinha mais de 30 anos de idade quando se destacou na premiada minissérie baseada no filme “A um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity), que rendeu o Globo de Ouro para a veterana Natalie Wood e também deslanchou a carreira de Kim Basinger em 1979. LaFleur ainda participou de dezenas de séries populares, como “As Panteras”, “M*A*S*H”, “Lou Grant”, “O Incrível Hulk”, “Esquadrão Classe A”, “Chumbo Grosso”, “Contos da Cripta”, “S.O.S. Malibu”, “Maré Alta”, “Plantão Médico”, “Malcolm”, “JAG”, “House”, etc. Mas sempre em apenas um capítulo, como convidado especial. Por outro lado, conquistou papéis memoráveis no cinema, indo de fã de beisebol em “Sonhando com a Fama” (1982), de Herbert Ross, ao papel de outro jogador clássico do esporte, Chick Gandil, no cultuado “Campo dos Sonhos” (1989), de Phil Alden Robinson. Também foi um agente da CIA na comédia “O Homem do Sapato Vermelho” (1985), um militar em guerra contra alienígenas em “Patrulheiros do Espaço” (1985), o chefe da polícia em “Stallone: Cobra” (1986), uma vítima de “A Bolha Assassina” (1988), parceiro de Mel Gibson e Robert Downey Jr. em “Air America: Loucos pelo Perigo” (1990), sem esquecer o papel de Fada do Dente em “Meu Papai é Noel 3” (2006), entre vários outros créditos de sua vasta filmografia.

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    Heath Freeman (1980-2021)

    15 de novembro de 2021 /

    O ator Heath Freeman, que ficou conhecido por interpretar o primeiro serial killer da série “Bones”, foi encontrado morto em sua casa na cidade de Austen, Texas, aos 41 anos, de causa não foi divulgada. A notícia veio à publico no domingo (14/11) num post do Instagram da atriz Shanna Moakler, que escreveu: “De coração partido ao saber da perda do meu querido amigo Heath Freeman, talentoso ator, diretor, produtor, excelente chef e um amigo sólido. Sentiremos muito a sua falta e vou guardar com carinho todas as memórias incríveis que todos nós tivemos”. A carreira de Freeman começou há 20 anos com uma participação num episódio de “Plantão Médico” (E.R.). Ele também apareceu em “Tru Calling” e “NCIS” antes de ser escalado em 2005 como Howard Epps, o assassino calculista que deu trabalho durante as duas primeiras temporadas de “Bones”. Depois disso, ainda foi visto em “The Closer” e “Without a Trace”, chegando a ser escalado no elenco fixo de “Raising the Bar”, boa série jurídica que durou apenas uma temporada. Seu trabalho mais proeminente aconteceu em 2010, como protagonista, roteirista e produtor do drama independente “Skateland: Juventude Perdida”, exibido no Festival de Sundance. Ele também produziu a cinebiografia de Jimi Hendrix, “Jimi: Tudo a Meu Favor”, em 2013. Seus últimos papéis foram no terror “O Sétimo Dia”, com Guy Pearce, e o drama edificante “12 Órfãos Poderosos”, com Luke Wilson, ambos lançados neste ano em circuito limitado e streaming.

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    Maiara e Maraisa lançam clipe com Marília Mendonça

    13 de novembro de 2021 /

    A dupla sertaneja Maiara e Maraisa lançou o vídeo de uma parceria com Marília Mendonça. A gravação de “Você Não Manda Em Mim” foi registrada no projeto Patroas, idealizada pelas cantoras durante a pandemia, e disponibilizada como clipe na sexta (12/11) no YouTube. A letra é expressão perfeita do sertanejo feminista que elas compartilhavam, música de patroas. O lançamento foi feito para marcar uma semana do acidente aéreo que matou Marília Mendonça. Vários fãs se emocionaram com a gravação e deixaram comentários elogiosos, muitos já sentindo saudades da artista. As três cantoras faziam planos de sair juntas em turnê pelo Brasil no ano que vem e já tinham até nome para os shows: “Festival das Patroas”. Apesar da morte repentina de Marília Mendonça na sexta-feira passada (5/11), quando o avião que a transportava para um show caiu em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, o projeto pode continuar de outra forma, para homenagear a artista. As irmãs Maiara e Maraisa já vão assumir um show que originalmente seria de Marília Mendonça na cidade de Lorena (SP) no domingo (14/11). Anunciada como homenagem à amiga, a apresentação teve ingressos esgotados em menos de uma hora e precisou ganhar edição extra.

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    Winter (2005-2021)

    12 de novembro de 2021 /

    Winter, o golfinho do filme de 2011 que levou seu nome, morreu na noite de quinta (11/11) aos 16 anos, no aquário em que residia no estado da Flórida. De acordo com informações do site TMZ, o bichinho havia sido diagnosticado com uma obstrução gastrointestinal e seria operado no mesmo dia em que veio a óbito. Winter havia perdido a cauda aos dois meses de idade, ao ficar preso acidentalmente em uma armadilha para caranguejos em 2005. Ele foi resgatado por um pescador e encaminhado ao Aquário Marinho de Clearwater, onde permaneceu até o fim de sua vida. Parte dessa trajetória foi narrada no filme “Winter, o Golfinho”, que mostrava a amizade do animal com um garoto de 11 anos (Nathan Gable) e os esforços para ajudá-lo a voltar a nadar com uma cauda prostética. Estrelado também por Ashley Judd, Morgan Freeman e Harry Connick Jr., o longa fez tanto sucesso que ganhou uma continuação em 2014, “Winter, o Golfinho 2”. Ambos os filmes foram dirigidos pelo ator Charles Martin Smith, que após se destacar no elenco do clássico “Os Intocáveis” (1987) se especializou em comandar filmes sobre animais.

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    Coronji Calhoun (1991-2021)

    11 de novembro de 2021 /

    Coronji Calhoun, que interpretou o filho de Halle Berry no filme “A Última Ceia”, morreu de insuficiência cardíaca congestiva e problemas pulmonares em 13 de outubro, aos 30 anos. O falecimento foi confirmado por sua mãe na noite de quinta (10/11). O único crédito de atuação de Calhoun foi no filme de 2001, aos 10 anos de idade, quando deu vida a Tyrell Musgrove, o filho constantemente repreendido da personagem de Berry. Ele garantiu o papel em um teste de elenco na Louisiana. “A Última Ceia” rendeu a Berry o Oscar de Melhor Atriz, transformando-a na primeira mulher negra premiada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA na categoria principal de interpretação. O cineasta Lee Daniels, que produziu o filme, fez doações para o enterro de Calhoun na página do GoFundMe criada pela mãe do ator. “Estamos maravilhados com a demonstração de amor que a comunidade e a família adotiva de Coronji demonstraram durante nosso processo de luto”, escreveu Theresa C. Bailey, na página do GoFundMe. “Ao encerrarmos este capítulo, pedimos que, em sua lembrança dele, você se lembre de amar seu próximo como a si mesmo, porque foi isso que Coronji fez por toda a sua comunidade”, acrescentou a mãe do rapaz. Ele deixa um filho de 10 anos e um enteado de 13 anos.

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