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    Maggie Peterson (1941–2022)

    16 de maio de 2022 /

    A atriz Maggie Peterson, que participou da série clássica “The Andy Griffith Show” na década de 1960, morreu no domingo (14/5) no Colorado, “pacificamente enquanto dormia”, de acordo com comunicado da família. Embora sua personagem Charlene Darling tenha aparecido em apenas cinco episódios da comédia rural, ela se tornou uma das integrantes mais memoráveis ​​​​da cidade de Mayberry pela doçura de sua personagem. Natural do Colorado, Peterson começou sua carreira no show business na década de 1950 como cantora. Numa apresentação com o grupo vocal Ja-Da Quartet, foi notada pelo empresário de Griffith, Dick Linke, que a convidou para fazer uma participação na série. Ela acabou agradando e dando início a sua carreira nas telas. As habilidades vocais de Peterson também foram utilizadas no programa. Geralmente, sua personagem aparecia cantando com sua família na tela, os Darlings (interpretados pela banda de bluegrass The Dillards). Mas suas participações foram além da música. Em um episódio, Charlene foi prometida, por costume da montanha, ao xerife inconsciente Andy Taylor (Griffith), enquanto num episódio posterior foi a vez da filha de Charlene ser prometida ao filho de Andy, Opie (Ron Howard, hoje diretor de cinema). Além das aparições na sitcom, entre 1963 e 1966, ela também marcou presença no telefilme de reencontro, “Return to Mayberry”, lançado em 1986, além de ser convidada a participar de outras séries e filmes de Andy Griffith, como “Fuzileiro das Arábias” (em 1965), “Um Anjo no Meu Bolso” (1969) e “The Love God?” (1969). Ela ainda viveu uma garçonete recorrente na sitcom “The Bill Dana Show”, aparecendo em oito episódios (em 1964), ao mesmo tempo em que gravava “The Andy Griffith Show”. Depois de passar as décadas de 1970 e parte dos 1980 fazendo aparições esporádicas em diversas atrações televisivas, Peterson se aposentou da atuação em 1987 num episódio da antologia “Abertura Disneylândia”, mas continuou ligada ao audiovisual trabalhando na Nevada Film Comission. Sua saúde piorou muito após a morte do marido de mais de 40 anos, o músico de jazz Gus Mancuso, falecido em dezembro passado. “A saúde de Maggie piorou após a morte de seu marido Gus”, escreveu a família, “e ficamos aliviados por poder trazê-la para ficar perto da família nos últimos dias”.

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    Suspeito de assassinato de ator de “Chiquititas” é preso após três anos

    16 de maio de 2022 /

    A polícia prendeu Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel (“Chiquititas”) e os pais do jovem em junho de 2019. Ele foi detido e encaminhado à delegacia do 98º Distrito Policial, localizado no Jardim Miriam, zona sul de São Paulo, após quase três anos foragido. O assassinato aconteceu quando Rafael e seus pais foram à casa de Cupertino discutir o relacionamento do ator com a filha dele, Isabela Tibcherani. O casal namorava há um ano e estavam todos conversando com a mãe da jovem quando, segundo depoimentos, o acusado chegou disparando contra as vítimas, que morreram no local. Ele era contra o namoro da filha. Desde o assassinato de Rafael Miguel aos 22 anos de idade, as investigações levaram a política e procurar o suspeito no Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai, onde teria se escondido para escapar da prisão. Durante questionamento da imprensa na entrada da delegacia, Cupertino afirmou ser inocente e disse ter fugido por medo. As imagens foram exibidas pelo “Cidade Alerta”. Paulo Cupertino Matias já teve quatro passagens pela polícia: roubo a banco (1993), furto, lesão corporal e ameaça (2005) e ocorrência de fuga.

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    Luciano e Globo homenageiam diretor de “2 Filhos de Francisco”

    14 de maio de 2022 /

    A morte do diretor Breno Silveira, que faleceu na manhã deste sábado (14/5) num set de filmagem em Pernambuco, fez a Globo mudar sua programação. Para homenagear o cineasta, o canal exibirá “2 Filhos de Francisco” (2005), primeiro longa que ele dirigiu e um dos maiores sucessos do cinema brasileiro, no lugar da comédia americana “A Chefa” (2016), prevista anteriormente no Supercine. O horário previsto para a exibição é às 0h20 da madrugada de domingo (15/5). Fenômeno de bilheteria do cinema brasileiro, “2 Filhos de Francisco” superou a marca de 5 milhões de espectadores na época do lançamento e foi o filme mais visto de 2005. O longa conta a história do início da dupla Zezé Di Camargo & Luciano com enfoque nos esforços de Francisco Camargo (Ângelo Antônio), o lavrador que sonhava em transformar dois dos seus nove filhos em astros da música sertaneja. Em publicação em seu Instagram, Luciano Camargo recordou a parceria com o cineasta e lamentou sua morte com um texto comovente. “O poeta cubano José Martí dizia: ‘Há uma coisa que um homem deve fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro’. E o que dizer e sentir quando, além desse triplo legado, você ganha de presente divino um filme? Sim, ter o sonho do seu pai, sua história e da sua família, sob a ótica de um gênio, registrando com maestria cada fase de nossas vidas, com emoções e ações”, escreveu Camargo. “Esse gênio hoje partiu, com imensurável tristeza, mas deixando o legado de quem fez da arte a sua forma de viver. E se foi num set de filmagem, cenário onde seu olhar transcendeu o seu espaço e tempo, marcando a sua passagem pela Terra. Deus te receba no Céu, querido Breno”, complementou o cantor, ao lado de uma imagem em que aparece com a mãe Helena Camargo e o cineasta. Silveira morreu ao sofrer um mal súbito durante as filmagens do longa “Dona Vitória”, protagonizado por Fernanda Montenegro e rodado em Limoeiro (PE). O diretor também realizou os filmes “Era Uma Vez…” (2008), “À Beira do Caminho” (2012), “Gonzaga: De Pai para Filho” (2012) e “Duas Irmãs” (2017), além das séries criminais “1 Contra Todos” (2016-2020) e “Dom” (2021-2022). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Camargo (@camargoluciano)

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    Breno Silveira (1964-2022)

    14 de maio de 2022 /

    O cineasta Breno Silveira, dos filmes “2 Filhos de Francisco” e “Gonzaga: De Pai pra Filho”, morreu na manhã deste sábado (14/5) em Limoeiro, Pernambuco, aos 58 anos, após sofrer um infarto súbito durante as filmagens de “Dona Vitória”, longa estrelado por Fernanda Montenegro. Ele chegou a ser socorrido, mas a parada cardíaca foi irreversível. A informação foi confirmada pela produtora Conspiração, da qual Silveira era sócio. Breno Silveira estudou cinema na École Louis Lumière, de Paris, e começou a carreira como assistente de câmera nos anos 1980, trabalhando no clássico “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, entre outros. Uma década depois, passou a diretor de fotografia com “Carlota Joaquina” (1995), de Carla Camurati, marco zero do renascimento do cinema brasileiro, além de “Eu, Tu, Eles” (2000), de Andrucha Waddington, que lhe valeu prêmio de Melhor Fotografia no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Seus primeiros trabalhos como diretor foram clipes dos Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Gilberto Gil. Não por acaso, a música se tornou sua fonte favorita de inspiração. Logo no primeiro longa de ficção, a fonte musical se provou certeira, ajudando a bater recordes de bilheteria. Mas “2 Filhos de Francisco” (2005), a história do início da carreira de Zezé de Camargo e Luciano, também era uma história de pais e filhos, assim como “Gonzaga: de Pai pra Filho” (2012), sobre a relação entre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e a série “Dom”, em que o filho de um policial se torna traficante. Todas baseadas em personagens reais. O diretor também filmou “Era Uma Vez…” (2008), romance mais convencional, “À Beira do Caminho” (2012), sobre a intersecção entre o universo caminhoneiro e as músicas de Roberto Carlos, e “Entre Irmãs” (2017), combinação de melodrama e western sertanejo, novamente voltando às questões familiares, que rendeu a Nanda Costa um de seus principais papéis. “Entre Irmãs” foi esticada e transformada em série, no momento em que o cineasta dava seus primeiros passos na televisão. Ele foi um dos criadores de “1 Contra Todos”, série criminal estrelada por Júlio Andrade que foi indicada ao Emmy Internacional. Além de escrever e produzir, Silveira também dirigiu a maioria dos episódios, ao longo de quatro temporadas, entre 2016 e 2020. Seu último trabalho finalizado foi “Dom”, sua primeira série de streaming, estrelada por Gabriel Leone, que ele criou e dirigiu para a Amazon Prime Video. Ele tinha terminado de completar as gravações da 2ª temporada da atração, que deve estrear ainda neste ano. O filme em que ele trabalhava, “Dona Vitória”, deveria ter começado em 2020, mas acabou adiado devido à pandemia de coronavírus. A produção era outra história real. Traria Fernanda Montenegro como a senhora aposentada que, em 2005, gravou da janela de seu apartamento, de frente para a favela na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, o trânsito livre de traficantes armados e o consumo de maconha, cocaína e crack entre crianças e adolescentes, diante da cumplicidade de policiais. Suas gravações, realizadas com uma câmera comprada a prazo, desmantelaram uma quadrilha carioca. As filmagens no interior de Pernambuco serviriam para contar detalhes do passado da protagonista, confirmando a fama de Silveira de filmar seus longas em ordem cronológica. Ele havia contraído covid-19 no dia de 3 de maio, quando a produção precisou ser interrompidas. A equipe havia retomado o trabalho há poucos dias. O diretor começou a passar mal enquanto acompanhava uma cena ser rodada e morreu sentado, em frente ao monitor do set.

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    Fred Ward (1942–2022)

    13 de maio de 2022 /

    O ator americano Fred Ward, que estrelou os clássicos “Os Eleitos” (1983) e “Henry & June” (1990), morreu no domingo passado (8/5), aos 79 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13/5) pelo empresário dele à revista Variety sem maiores detalhes. Ward estreou nas telas na minissérie “O Renascimento: A Era dos Médici”, de 1973, dirigida pelo mestre italiano Roberto Rossellini, e começou a se projetar no filme “Fuga de Alcatraz” (1979), de Don Siegel, como um dos aliados de Clint Eastwood num plano ousado para escapar da famosa prisão de São Francisco. Fez ainda “O Confronto Final” (1981), famoso thriller de Walter Hill, como um dos integrantes da Guarda Nacional ameaçados por caipiras violentos na zona rural, antes de virar protagonista com a sci-fi “O Cavaleiro do Tempo” (1982), na pele de um motoqueiro acidentalmente transportado para o Velho Oeste. Ele começou a marcar época como o trágico astronauta Gus Grissom em “Os Eleitos”, filme épico de Philip Kaufman sobre o início do programa espacial americano. Talvez porque Grissom tenha perdido sua vida a serviço da NASA (logo após a história do filme), o personagem vivido por Ward foi um dos que mais impactou o público, precisando lutar pela vida quando seu módulo espacial afundou no oceano – o que o tornou o menos celebrado dos americanos “eleitos” para ir ao espaço. Mas Ward demorou a capitalizar esse desempenho, assumindo papéis coadjuvantes em vários filmes, como “Silkwood, Retrato de uma Coragem” (1983), “Admiradora Secreta” (1985) e “Cuidado com as Gêmeas” (1988), além de ter tentado virar herói de ação com “Remo – Desarmado e Perigoso” (1985), fracasso de bilheteria e crítica. Sem grandes ambições, ele acabou aceitando participar de um terrir, que deveria ser trash, mas em vez disso iniciou sua fase mais popular, ao se tornar cultuadíssimo e originar uma franquia. Dirigido por Ron Underwood, “O Ataque dos Vermes Malditos” (1990) juntou Ward com Kevin Bacon, que demonstraram uma parceria perfeita como os responsáveis por salvar uma comunidade do deserto de Nevada cercada por vermes subterrâneos gigantes – do tipo “Duna”. A produção gerou seis sequências e uma série de TV. No mesmo ano, ele estrelou mais quatro filmes, consolidando seu status com “Atraída Pelo Perigo” (1990), ao lado de Jodie Foster, “O Anjo Assassino” (1990), com Alec Baldwin, mas principalmente “Henry & June” (1990). Voltando a se juntar com o diretor de “Os Eleitos”, Philip Kaufman, o ator interpretou o romancista renegado Henry Miller, que explorava em suas obras e em sua vida os limites aceitáveis da sexualidade no início dos anos 1930. “Henry & June” retratava a dinâmica intelectual e psicossexual entre Miller, sua esposa June (interpretada pela jovem Uma Thurman) e a romancista francesa Anais Nin (a portuguesa Maria Medeiros), totalmente liberada, na Paris da era do jazz. As cenas quentes marcaram época por chocar os responsáveis pela classificação etária do filme, que indicaram proibição absoluta para menores. Na época, isto significava igualá-lo à pornografia, que recebia classificação “X”. Diante de protestos, os censores da MPA (Associação de Cinema dos EUA) resolveram criar uma nova categoria, NC-17, para designar filmes impróprios que não eram explícitos. A classificação existe até hoje, basicamente para filmes europeus ousados e terrores extremos. Depois disso, Ward passou a ser procurado por alguns dos pesos-pesados de Hollywood. Robert Altman o escalou em dois filmes seguidos, “O Jogador” (1992) e “Short Cuts – Cenas da Vida” (1993). Ele também trabalhou com Alan Rudolph em “Equinox” (1992) e Michael Apted em “Coração de Trovão” (1992), além de ter feito o cultuado “Bob Roberts” (1992) de Tim Robbins, seu parceiro de “O Jogador”, encaixando um lançamento atrás do outro. Filmou até com o mestre francês Alain Robbe-Grillet em “Un Bruit qui Rend Fou” (1995), exibido no Festival de Berlim. Mas prejudicou muito este embalo com a decisão de estrelar a sequência “O Ataque dos Vermes Malditos 2”, lançada direto em vídeo em 1996, e que o levou a outras produções de pouco valor artístico. Seus thrillers de baixo orçamento acabaram destinado às locadoras, mas algumas comédias conquistaram algum destaque, como “Caindo na Estrada” (2000), que lançou a carreira do diretor Todd Phillips (hoje mais conhecido por “Coringa”). Sem novos lançamentos de impacto, ele começou a fazer participações em séries, incluindo três episódios em “Plantão Médico” (E.R.) entre 2006 e 2007. A carreira nunca se recuperou. Após viver o presidente Ronald Reagan no thriller de espionagem “O Caso Farewell” (2009), fez apenas mais quatro filmes, encerrando sua trajetória cinematográfica no longa de ação “Dose Dupla” (2013), com Denzel Washington e Mark Wahlberg. Dois anos depois, despediu-se da TV em dois episódios da 2ª temporada de “True Detective”, em que viveu o pai do personagem de Colin Farrell.

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    Jack Kehler (1946–2022)

    9 de maio de 2022 /

    O ator americano Jack Kehler, que teve pequenos papéis em vários filmes famosos, morreu no sábado (7/5) de complicações ligadas à leucemia no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, EUA. Ele tinha 75 anos. Kehler iniciou sua carreira de ator aos 24 anos, quando começou a trabalhar no teatro em Nova York. Mas ao contrário de seus colegas de curso na famosa escola Actor’s Studio, sua carreira não lhe rendeu papéis memoráveis. Mesmo assim, ele teve uma participação prolífica em mais de uma centena de séries e filmes desde sua estreia nas telas em 1983. Seu primeiro papel foi como frentista de posto de gasolina na sci-fi “Estranhos Invasores” e desde então se tornou uma presença constante em filmes de ação, incluindo breves participações em “Caçadores de Emoção” (1991), “O Último Boy Scout” (1991), “Waterworld” (1995), “Estrada Perdida” (1997), “Máquina Mortífera 4” (1998), “Crime Verdadeiro” (1999) e “MIB: Homens de Preto II” (2001). De todas suas aparições, a mais lembrada aconteceu no filme cult “O Grande Lebowski” (1998), dos irmãos Coen, no qual viveu Marty, o senhorio do The Dude, o personagem icônico de Jeff Bridges. Em atividade até o ano passado, Kehler foi visto mais recentemente num papel recorrente na 1ª temporada de “The Man in the High Castle” e em episódios esporádicos de várias outras séries, incluindo “Máquina Mortífera”, “The Magicians” e “Com Amor, Victor” – seu último crédito, no qual interpretou seu tipo de personagem predileto: um senhorio. Lembre abaixo a cena do ator em “O Grande Lebowski”.

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    Kang Soo-youn (1966–2022)

    8 de maio de 2022 /

    A atriz Kang Soo-youn, primeira sul-coreana premiada num festival europeu de ponta, morreu no sábado (7/5) em um hospital de Seul, após sofrer uma parada cardíaca e uma hemorragia cerebral. Ela tinha 55 anos. Soo-youn começou a atuar no cinema ainda criança, com 4 anos de idade numa série da emissora local TBC. A estreia no cinema aconteceu aos 11 e abriu uma sucessão de filmes que a transformou numa das atrizes mirins mais populares da Coreia do Sul. Até que, aos 21 anos, ela se reinventou como atriz de dramas adultos, consagrando-se como Melhor Atriz do Festival de Veneza por seu papel em “The Surrogate Womb”, dirigido por Im Kwon-taek. O filme representou uma mudança radical em sua carreira, trocando sua imagem de menina inocente pela de uma adolescente disposta a tudo, que convence um homem em busca de uma barriga de aluguel a contratá-la para engravidar dele por dinheiro. Ao se tornar a primeira sul-coreana reconhecida no Festival de Veneza, ela se transformou numa das maiores estrelas de seu país natal. Dois anos depois, com o cabelo raspado para viver uma monja budista, ela ainda recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Moscou por “Come Come Come Upward”, de Im Kwon-taek, estabelecendo-se como a maior estrela da Coreia do Sul – o que lhe rendeu convites para integrar o júri de festivais importantes, como de Tóquio e o próprio Festival de Moscou. Soo-youn permaneceu uma das atrizes mais ativas do cinema sul-coreano até o final dos anos 1990. Mas depois de “Rainbow Trout” em 1999, ela decidiu priorizar a televisão, afastando-se das telas grandes para estrelar o drama político histórico “Ladies of the Palace” (2001) no canal SBS, que se tornou uma das séries de maior audiência da Coreia do Sul. Nos últimos anos, porém, ela preferiu diminuir o ritmo. Foram apenas cinco longa-metragens neste século, com o último lançado em 2011. Em compensação, de 2015 a 2017, foi co-diretora executiva do Festival de Busan, principal evento de cinema de seu país. Ela estava pronta para retomar sua carreira com “Jung-E”, produção da Netflix dirigida por Yeon Sang-ho (“Invasão Zumbi”).

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    Dennis Waterman (1948–2022)

    8 de maio de 2022 /

    O ator britânico Dennis Waterman, que estrelou a série clássica “The Sweeney”, morreu neste domingo (8/5) num hospital da Espanha de causas não informadas, aos 74 anos. Nascido em Londres, ele começou sua carreira aos 12 anos, alternando-se entre peças, filmes e séries britânicas, e, além de atuar, ficou conhecido por cantar as músicas-tema de muitos de suas atrações. Waterman virou protagonista aos 14 anos, quanto foi escalado no papel-título da série “William” (1962), da BBC, baseada nos livros de Richmal Crompton. Logo após a adolescência, participou de filmes importantes como “Na Encruzilhada” (1968), de Peter Collinson, marco do chamado “kitchen sink realism”, a versão britânica do neorrealismo italiano, que rendeu dramas impactantes sobre a realidade social da classe trabalhadora. E também integrou os terrores “O Conde Drácula” (1970), de Roy Ward Baker, e “Uma Noite de Pavor” (1971), novamente trabalhando com Collinson. Sua carreira sofreu uma reviravolta quando foi escalado para viver o detetive policial George Carter na série “The Sweeney”. Enorme sucesso de audiência no Reino Unido, a série durou quatro temporadas, de 1974 a 1978, e ainda rendeu dois filmes, em 1977 e 1978. Ele seguiu o papel com outro ainda mais bem-sucedido, o guarda-costas Terry McCann na série “Minder”, sobre o submundo do crime de Londres, que durou nada menos que 10 temporadas, de 1979 a 1994. E ainda superou esta duração em sua série final, o drama policial “New Tricks”, que teve 12 temporadas entre 2004 e 2015. Nesta série, ele chegou a contracenar com uma de suas filhas, Hannah Waterman, que seguiu a carreira de atriz e apareceu em quase 400 episódios da novela “EastEnders” Seu último trabalho foi a comédia “A Última Escapada”, lançada em 2020, em que liderou uma rebelião e fuga de internados de um asilo para idosos. Lembre abaixo as aberturas das três séries mais famosas de Waterman. Detalhe: ele canta as músicas das duas últimas.

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    Kenneth Welsh (1942–2022)

    7 de maio de 2022 /

    O ator canadense Kenneth Welsh, que ficou conhecido como o vilão Windom Earle na série “Twin Peaks”, morreu na quinta-feira (5/5), aos 80 anos, de causa não informada. Ele teve mais de 200 créditos de tela durante uma carreira de quase seis décadas, iniciada em 1963, mas muitos de seus trabalhos foram produções da TV canadense, que não tiveram grande repercussão fora do país. A situação começou a mudar nos anos 1980, quando passou a atuar nos EUA. A carreira americana começou com figurações em dramas como “Amor à Primeira Vista” (1984), estrelado por Robert De Niro e Meryl Streep, “Perfeição” (1985), com John Travolta e Jamie Lee Curtis, “A Difícil Arte de Amar” (1986), com Jack Nicholsen e novamente Maryl Streep, além de dois filmes de Woody Allen: “A Era do Rádio” (1987) e “A Outra” (1988). Aos poucos, ele começou a se destacar. Chegou a conquistar um papel coadjuvante em “Crocodile Dundee II” (1988), mas seu destino foi mesmo a televisão, a partir do papel principal num episódio da antologia “Além da Imaginação” (Twilight Zone) no final de 1988. Welsh entrou em “Twin Peaks” em 1990, durante a 2ª temporada da série de David Lynch, deixando o público intrigado sobre as intenções sinistras de seu personagem, que enviava referências de xadrez para o agente Cooper (Kyle MacLachlan). O papel na atração de suspense foi um dos poucos personagens fixos de sua carreira, marcada por participações especiais em episódios semanais de séries tão variadas quanto “Arquivo X” e “Law & Order”. Paralelamente, ele apareceu em vários filmes de sucesso, com destaque para “O Guardião do Tempo” (1994), com Jean-Claude Van Damme, “Lendas da Paixão” (1994), com Brad Pitt, “Desafio no Gelo” (2004), com Kurt Russell, “O Dia Depois de Amanhã” (2004), com Jake Gyllenhaal, “O Aviador” (2004), com Leonardo DiCaprio, e “A Ilha dos Mortos” (2009), último filme dirigido pelo pai dos zumbis George A. Romero. Nos últimos anos, ele voltou a integrar elencos de produções televisivas, atuando de forma recorrente na única temporada da série “The Divide” em 2014 e nas duas de “Lodge 49”, entre 2018 e 2019. Seus trabalhos finais foram participações nas séries “The Expanse”, “Star Trek: Discovery” e “Charmed: Nova Geração”, além de “The Kids in the Hall”, reboot de uma famosa atração canadense que estreia na sexta (13/5) na Amazon Prime Video. “Ken foi um dos maiores artistas de todos os tempos do Canadá, com centenas de papéis memoráveis ​​ao longo de décadas”, escreveu o ACTRA (Sindicato dos Atores do Canadá) em um comunicado. “Ele fará muita falta”.

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    Mike Hagerty (1954–2022)

    6 de maio de 2022 /

    O ator Mike Hagerty, mais conhecido por viver o zelador do prédio de “Friends” (1994-2004), morreu no dia 29 de abril, de causa não revelada, aos 67 anos de idade. O falecimento só veio à tona nesta sexta (6/5), numa homenagem da protagonista de sua última série, “Alguém em Algum Lugar”. O personagem de Hagerty, Mr. Treeger, apareceu em apenas cinco episódios de “Friends”, mas como as participações foram espaçadas – entre a 2º e a 8ª temporadas – , ele acabou marcando momentos bem diferentes da série. Entre suas aparições, destacam-se a tentativa de Ross (David Schwimmer) de tentar suborná-lo para arrumar o aquecedor do apê de Monica (Courteney Cox) e ainda uma tentativa de aprender a dançar com Joey (Matt LeBlanc). Mr. Treeger também foi o último personagem mencionado pelo nome em “Friends”. No desfecho da série, Monica sugere que os amigos deixem as chaves do apartamento com ele, quando se despedem do prédio que serviu de cenário para a atração. Antes de conseguir esse papel recorrente, ele trabalhava como figurante de filmes e fazia eventuais aparições em séries, numa carreira que vinha desde 1973 e inclui alguns clássicos, como as comédias “Chuva de Milhões” (1985), “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992) e “Austin Powers” (1999). Sua carreira deslanchou na época de “Friends”, quando também encaixou participações recorrentes em “The George Carlin Show” (1994–1995) e “The Home Court” (1995-1996). Depois de “Friends”, ele teve um longo arco na comédia “Lucky Louie” (2006–2007), de Louis C.K., e integrou o elenco da minissérie “Mob City” (2013), primeiro trabalho de Frank Darabont após criar “The Walking Dead”. Hagerty ainda pôde ser visto em episódios de “Anos Incríveis”, “Seinfeld”, “Plantão Médico”, “Grey’s Anatomy”, “Glee”, “CSI”, “Desperate Housewives”, “Medium”, “Projeto Mindy”, “Os Goldbergs”, “Shameless” e “Brooklyn Nine-Nine”, entre muitos outros. Até que neste ano conseguiu seu primeiro papel no elenco central de numa série semanal, integrando “Alguém em Algum Lugar”, lançada em janeiro pela HBO. Na série, ele interpretava o pai fazendeiro da protagonista Sam, vivida por Bridget Everett. Foi Everett quem anunciou sua morte. Ela usou as redes sociais para se despedir do colega. “Eu passei a amar Mike no instante que eu o conheci”, disse a atriz. “Ele era muito especial, carinhoso, engraçado… Estamos devastados com a notícia da morte dele. Mike era amado por toda a equipe e elenco de ‘Alguém em Algum Lugar’.”

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    Família e amigos homenagem Paulo Gustavo no aniversário da morte

    4 de maio de 2022 /

    O aniversário de um ano da morte de Paulo Gustavo por covid-19 rendeu muitas homenagens nas redes sociais. Mas foi a mãe do artista, Déa Lúcia Amaral, quem melhor resumiu a falta que ele faz. “Não é verdade que tudo passa… Tem coisas que ficam dentro de nós para sempre”, ela publicou no Instagram. O viúvo do ator, Thales Bretas, também se manifestou, usando muitas palavras para expressar sua dor. “Hoje completa um ano que meus sonhos e projetos tiveram um freio de mão puxado bruscamente. Em 2021, em meio à pandemia de covid, vivi a partida do meu marido, companheiro de vida, pai dos meus filhos, com o qual passei muitos dos meus melhores momentos, realizei os meus maiores sonhos e idealizei tantas coisas por muitos e muitos anos ainda por vir”, ele desabafou, em um longo texto publicado em seu Instagram. “Não há como negar a sensação de que um pedaço de mim foi arrancado precocemente. Principalmente tendo sido vítima de um vírus para o qual já haviam desenvolvido vacinas que estavam sendo aplicadas pelo mundo”, acrescentou. E após falar sobre seu processo de luto, agradeceu o tempo em que pôde conviver com o marido. “A nossa experiência, aqui na Terra, é passageira e imprevisível, e com o PG aprendi a viver o presente, o hoje como se não houvesse amanhã, sem precisar ser inconsequente! Obrigado, meu amor, por me fazer tão feliz e me deixar um presente (dois) e um futuro tão lindos!”, concluiu. A comediante Tata Werneck também publicou um texto em tom de saudade. “Eu sonho com você quase todo dia”, disse, imaginando a reação do amigo. “Você deve estar satisfeito por ver tanta gente que te ama. Deve estar p*to por ver gente que não era amiga se fazendo. Deve estar bolado quando alguém posta foto sua que você acha que não saiu bem”, escreveu. Regina Casé resgatou um vídeo do dia em que o humorista levou sua mãe ao programa “Esquenta”. “Dia de chorar a sua falta, mas, principalmente, de celebrar sua existência!”, acrescentou na legenda. “Que honra a nossa termos convivido com esse cara maravilhoso, assistido de pertinho o espetáculo que foi sua vida”. Fabio Porchat também buscou um vídeo de um bate-papo com Paulo Gustavo para escrever ao lado: “Que loucura… Mais um dia em que eu preciso me convencer de que é verdade. Paulo Gustavo não está mais aqui. Eu sei que ele está, mas ele não está. Não era pra ser assim. Rir é resistir seguir em frente, Paulo Gustavo pra sempre”. Samantha Schmütz comentou uma foto em que aparece andando com o amigo: “Paulo… são tantas coisas que gostaria de dizer, que resolvi apenas agradecer pela oportunidade de caminhar ao seu lado por muitos anos da minha vida…”. Cacau Protásio lembrou como a presença do comediante deixava o trabalho leve. “A gente não trabalhava, a gente se divertia”. Fiorella Mattheis postou a última foto que tirou ao lado do colega de “Vai que Cola”. “Nunca poderia imaginar isso…” E muitos outros se emocionaram, lamentaram e comemoraram o comediante nesta quarta (4/5), enquanto aguardam a principal homenagem: a derrubada no Congresso do veto de Jair Bolsonaro à Lei Paulo Gustavo, cuja votação está prevista para a manhã de quinta-feira. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dea Amaral (@dealucia66) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Bretas (@thalesbretas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina Casé (@reginacase) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fabio Porchat (@fabioporchat) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🎤🎬 (@samanthaschmutz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fiorella Mattheis (@fiorellamattheis)

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    David Birney (1939–2022)

    3 de maio de 2022 /

    O ator David Birney, que estrelou a 1ª temporada do drama médico “St. Elsewhere” e a série de comédia “Bridget Loves Bernie”, morreu na sexta passada (29/4) devido à doença de Alzheimer em sua casa em Santa Monica, Califórnia, aos 83 anos. Apesar de uma carreira de quase 40 anos na televisão, Birney não teve muitos papéis significativos. Seus principais trabalhos foram os nomeados acima, todos resumidos em uma temporada de duração. Mas seu rosto se tornou conhecido pela quantidade de episódios e diversidade de séries em que apareceu desde 1969 – quando estreou na TV numa participação de “Love Is a Many-Splendored Thing”. Seu primeiro personagem fixo foi Bernie Steinberg, o marido judeu da católica Bridget Fitzgerald (Meredith Baxter) na sitcom “Bridget Loves Bernie”, lançada em 1972. E o casal se deu tão bem nos bastidores que se casou de verdade na vida real. Eles ficaram juntos de 1974 a 1989 e tiveram três filhos. Outros trabalhos de destaque de Birney incluem o papel de John Quincy Adams na minissérie histórica “The Adams Chronicles” (1976) e do policial Frank Serpico na série “Serpico” (1976-77) – personagem vivido por Al Pacino no filme homônimo de 1973. Ele também apareceu em várias séries policiais, como “Police Woman”, “Bronk”, “Casal McMillan” (também conhecida como “Os Detetives”), “Havaí Cinco-Zero” e “Assassinato por Escrito”. Mas seu desempenho mais lembrado foi como o Dr. Ben Samuels na 1ª temporada de “St. Elsewhere”, exibida em 1982, que ele abandonou por assumir um compromisso na Broadway. Ele sempre se definiu como um ator de teatro e várias vezes admitiu ter aceitado fazer TV apenas para pagar as contas. Seu último trabalho televisivo foi uma aparição em “Desaparecidos” (Without a Trace) em 2007.

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    Multishow terá programação especial para marcar um ano sem Paulo Gustavo

    3 de maio de 2022 /

    O canal pago Multishow está preparando uma programação especial, que irá ao ar durante toda a quarta-feira (4/5), para marcar um ano da morte de Paulo Gustavo, vítima da covid-19. A programação começará às 7h com a exibição de vídeos com a família e os amigos, como Thales Bretas, Luciano Huck, Angélica, Fil Braz, Fiorella Mattheis, Didi Wagner e Carol Trentini. Eles contarão histórias que viveram com o humorista. A partir das 12h30, haverá uma maratona de episódios das atrações “Vai que Cola”, “220 Volts”, “A Vila” e “Ferdinando Show”, com seis horas de duração. Para completar, às 22h15 irá ao ar um especial do “Vai que Cola”, “O Grande Golpe do Valdo”, centrado no personagem do comediante.

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