Michael Jackson tinha 19 identidades falsas para comprar drogas
Um novo documentário sobre Michael Jackson (1959-2009) vai revelar um lado do cantor desconhecido dos fãs: de homem viciado, capaz de cometer crimes para manter-se abastecido de drogas. E foi isso principalmente que acabou contribuindo para sua morte. O Rei do Pop faleceu em junho de 2009 devido a uma overdose de propofol, poderoso anestésico. O documentário “TMZ Investigates: Who Really Killed Michael Jackson”, que será exibido na próxima terça-feira (6/9) pela rede Fox nos Estados Unidos, aponta que ele comprava o remédio de forma ilegal, encabeçando um esquema de receitas falsas. Segundo apuração da produção, Michael Jackson chegava a usar 19 identidades falsas para adquirir medicação pesada em diferentes farmácias. Após sua morte em 2009, o médico Conrad Murray, que lhe prescrevia medicamentos, ficou dois anos preso em regime fechado. O documentário contará com depoimentos inéditos do médico e de outros profissionais de saúde que tiveram responsabilidade na morte do artista. “Vários profissionais diferentes permitiram que Michael ditasse seus próprios termos para obter as drogas que queria, quando e onde. Eles são a razão pela qual ele está morto”, sintetiza Orlando Martinez, detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles que investigou a morte do astro, em seu depoimento para a produção. “Havia vários médicos diferentes. Ele ia no ‘Doutor A’ e pedia um sedativo. Depois ia no ‘Doutor B’ e pedia a mesma coisa”, confirmou Harry Glasmann, cirurgião plástico de Jackson. O vício de Michael Jackson teve início em 1984, quando ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em um comercial da Pepsi. Para se recuperar, começou a fazer uso de analgésicos e não parou mais. “Tornei-me cada vez mais dependente [dos remédios] para me ajudar nos dias da minha turnê”, confirmou ele em um áudio de arquivo que foi incluído no longa. Michael Jackson morreu aos 50 anos, na véspera de iniciar uma grande turnê na Inglaterra. Suas últimas imagens foram registradas nos ensaios da produção e acabaram rendendo o documentário “This is It”, lançado apenas quatro meses após sua morte.
Neil Gaiman revela que Michael Jackson quase viveu Sandman
A adaptação de Sandman para o cinema quase contou com Michael Jackson. O escritor Neil Gaiman, criador do personagem, contou que isso chegou perto de acontecer nos anos 1990, quando a Warner contemplou o projeto de filmar os quadrinhos. Em entrevista para o podcast “Happy Sad Confused”, Gaiman revelou que ficou sabendo disso quando a Warner lhe chamou para uma reunião, onde foi consultado sobre o que achava do Rei do Pop viver Morpheus. “Em 1996, eu fui levado até a sede da Warner, onde o então presidente da Warner Bros. sentou comigo e me disse que Michael Jackson havia telefonado para ele no dia anterior, e perguntado se ele poderia estrelar como Morpheus em ‘Sandman’. Então, havia muito interesse nisso e eles acreditavam que era uma das Jóias da Coroa, e queriam saber o que eu achava. Eu disse… hmmm”, contou Gaiman, arrancando risos. Nesta semana, Gaiman já tinha contado que trabalhou para sabotar esse filme. Em entrevista à revista Rolling Stone, ele contou que chegou a receber um roteiro da adaptação em 1998, que seria produzida por Jon Peters. Ele descreveu as páginas como “o pior roteiro que eu já li”. Com o intuito de prejudicar aquela produção e impedir que ela acontecesse, Gaiman vazou anonimamente o roteiro para o site Ain’t It Cool News, que já foi o maior portal de notícias de cinema da internet. “E de repente, a perspectiva daquele filme acontecer foi embora”, resumiu o autor. Após inúmeras idas e vindas, “Sandman” finalmente ganhou uma adaptação que Gaiman considera digna como série na Netflix, onde tem liderado a audiência do streaming. Veja abaixo o trecho da entrevista do escritor com a citação a Michael Jackson. Michael Jackson wanted to play Morpheus in THE SANDMAN. Yup, you read that right. Watch the full #happysadconfused with @neilhimself here: https://t.co/04iXe0GGvp pic.twitter.com/vrchzPHAsU — Josh Horowitz (@joshuahorowitz) August 26, 2022
Deixando Neverland vai ganhar continuação
O diretor Dan Reed decidiu filmar uma sequência do seu documentário “Deixando Neverland”, em que pretende mostrar as batalhas legais de Wade Robson e James Safechuck, os dois acusadores de Michael Jackson que deram seus depoimentos para seu filme. Ambos alegam que Jackson cometeu abuso sexual contra eles quando eram menores de idade, e processam a MJJ Productions e a MJJ Ventures, que administram o legado do cantor, para tentar ganhar algum reconhecimento de culpa. Paralelamente, os responsáveis pelo legado de Jackson querem impedir a produção dessa continuação, processando o diretor e sua companhia de produção, a Amos Pictures. Os advogados também querem que o juiz obrigue Reed a testemunhar em julgamento e entregar documentos de produção do filme. O diretor rebateu a tentativa de processo com uma moção alegando que ele e sua companhia não são baseados nos EUA, e sim no Reino Unido, além de dizer que não tem nenhuma afiliação pessoal com Safechuck e Robson, que não foram pagos para aparecer nos filmes. O canal britânico Channel 4, que está apoiando a produção do documentário, acrescentou que o novo filme buscará abordar as ramificações legais do caso de todos os ângulos, inclusive o da defesa de Jackson. O diretor anexou à sua moção cópias de e-mails entre ele e Howard Weitzman, o principal advogado do legado de Jackson no caso. Weitzman chegou a ter uma reunião com os produtores, mas acabou recusando-se a aparecer no filme. O caso da MJJ Productions contra Reed chegará a julgamento em abril de 2021. Já o caso de Safechuck foi rejeitado por um juiz ontem, e o acusador de Jackson prepara recurso. A demanda de Robson, por sua vez, deve chegar aos tribunais só em junho do ano que vem. A continuação de “Deixando Neverland” não tem data de estreia definida e nem a HBO, que exibiu o primeiro filme em todo o mundo (inclusive no Brasil), ainda não fechou acordo para fazer o mesmo com a sequência. Além de dar o que falar, “Deixando Neverland” venceu o prêmio Emmy de Melhor Documentário e um BAFTA de melhor série factual.
Shows Clássicos: Veja ao vivo Madonna, Michael Jackson, Prince, Wham, James Brown, Beastie Boys, NWA e mais
A mostra de shows clássicos da Pipoca Moderna chega à 10ª edição com algumas das turnês mais populares da década de 1980, como as célebres “Virgin Tour” de Madonna e “Bad World Tour” de Michael Jackson. Além da Rainha e do Rei do Pop, a seleção tem o Príncipe no auge de sua carreira, na “LoveSexy Tour”. Especialmente dançante, a seleção ainda destaca os astros gays que surgiram durante a new wave e avança pelo pop rock que dominou as paradas de sucesso da década, até chegar no funk e nos primeiros astros do rap. Tem o Wham em show chinês, antes de George Michael lançar carreira e solo e se assumir gay, e Roxette levantando o público sueco com os hits da “Look Sharp Tour”. Também tem um dueto lendário entre James Brown e Aretha Franklin num especial produzido para a TV americana, Rick James mostrando porque era superfreak e até um registro do começo da carreira dos Beastie Boys, sem esquecer o show do NWA em Houston que foi recriado no filme “Straight Outta Compton” (2015). A seleção se encerra com uma “antologia” de acid house, com 10 performances televisivas de diversos artistas da época no “Top of the Pops” britânico. Para mergulhar ainda mais na história do pop/rock, também estão disponíveis abaixo os atalhos para as mostras anteriores, que cobrem diferentes gerações musicais. > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) > Shows dos 1980 – Parte 1 (punk, hardcore e grunge) > Shows dos 1980 – Parte 2 (reggae, ska, new wave, pós-punk) > Shows dos 1980 – Parte 3 (punk comercial e os revials mod, rockabilly, folk & blues) > Shows dos 1980 – Parte 4 (rock gótico e neopsicodélico) > Shows dos 1980 – Parte 5 (synthpop, new romantic, new wave) Fine Young Cannibals | 1989 Bronski Beat | 1984 Communards | 1986 Wham! | 1985 Culture Club | 1983 Oingo Bongo | 1987 The Bangles | 1986 Nena | 1983 Roxette | 1988 Cyndi Lauper | 1984 Madonna | 1985 Prince | 1988 Michael Jackson | 1988 Diana Ross | 1981 Rick James | 1982 Kool & the Gang | 1982 James Brown, Aretha Franklin & Friends | 1987 Chaka Khan | 1985 Run DMC| 1987 Beastie Boys | 1987 Public Enemy | 1989 NWA | 1989 De La Soul | 1989 A Tribe Called Quest | 1989 Acid House | 1988-89
Spike Lee atualiza clipe clássico de Michael Jackson com cenas de protestos raciais
Spike Lee homenageou Michael Jackson, no dia em que o astro pop completaria 62 anos, com uma nova versão do clipe de “They Don’t Care About Us”, um dos vídeos mais icônicos da carreira do cantor. O novo trabalho acompanha um remix da música, que enfatiza a percussão do grupo Olodum, e é uma paulada. O cineasta intercalou as imagens que ele próprio gravou originalmente na Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, com cenas de outro clipe alternativo, passado numa prisão cenográfica. E atualizou o contexto ao acrescentar registros dos protestos raciais do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) em todo o mundo – do Brasil ao Japão. A nova edição deixa bastante evidente a relevância social da canção. Quando Michael canta que “eles não se importam conosco”, a tela apresenta negros presos ou sofrendo violência da polícia, refletindo os protestos descadeados após a morte do americano George Floyd e que continuam com a perpetuação de ataques mortais contra mulheres e homens negros desarmados. A revolta se expressa no gestual do próprio cantor, que faz cara feia e aponta dedos para a polícia militar brasileira, figurante da gravação. “Grandes canções de protesto não envelhecem, ficam obsoletas ou irrelevantes porque a luta ainda continua. É por isso que ‘They Don’t Care About Us’ é um hino durante a caótica pandemia mundial que nós todos estamos vivendo. Para celebrar o dia do nascimento de Michael Jackson, nós fizemos essa versão do clipe para continuar lutando por igualdade para todos. Fiquem seguros”, disse Spike Lee, em comunicado, sobre a nova versão.
Série documental da filha de Michael Jackson revela cenas inéditas do cantor
O Facebook divulgou o trailer do documentário sobre Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson. Na verdade, o documentário é sobre Paris e “mais um”, porque não esconde a intenção de promover seu atual trabalho musical como parte de uma dupla hippie-romântica, apresentando-se pelos EUA com uma van e um violão. Mas o fato é que ninguém vai ver “Unfiltered: Paris Jackson & Gabriel Glenn” por causa do namorado hippie da filha de Michael Jackson. E a prévia já deixa claro que Paris é o foco de atenção, mostrando-a desde criança, por meio de registros inéditos com seu famoso pai. O vídeo destaca uma conversa entre os dois. Michael pergunta o que a menina quer fazer quando crescer e ela diz: “Eu quero fazer o que você faz”. Michael pergunta o que ele faz e a garota responde: “Você dança e canta”. O cantor morreu em 2011 devido a uma parada cardíaca motivada por overdose de medicamentos, quando Paris tinha apenas 11 anos de idade. A série documental vai mostrar como ela lidou com a perda do pai, a luta para lidar com a pressão e a exposição que acompanha seu sobrenome, enquanto tenta divulgar sua banda Soundflowers. A estreia está marcada para terça-feira (30/6) na rede social.
Ex-ator mirim surtado diz que Will Smith o estuprou na infância
O ex-ator mirim Orlando Brown, que vem gravando vídeos surtados nas redes sociais, causou polêmica em seu mais recente pronunciamento. Em vídeo de 5 minutos, o ex-intérprete de Eddie em “As Visões da Raven”, antiga série do Disney Channel, contou que foi estuprado por Will Smith quando ainda era criança, mostrou uma faca, dizendo que gostaria de matá-lo, e concluiu afirmando ser filho de Michael Jackson. Segundo Brown, o próprio Michael Jackson teria orquestrado toda a violência que sofreu. Mesmo assim, o autor do ataque foi Will Smith, a quem deseja matar toda vez que o vê na TV. “Você me estuprou quando eu era criança e ainda tenta sair livre disso! Como assim? Eu estou sentado bem aqui, toda vez que te vejo eu quero cortar o seu pescoço!”, disse no vídeo, gritando e bastante agitado. Brown tem um passado repleto de polêmicas. Ele já foi preso por violência doméstica, posse de drogas e por dirigir embriagado com sua namorada grávida no banco do passageiro, quando estava de posse de drogas ilícitas. A situação foi se agravando, até que, em agosto de 2014, ele invadiu o apartamento de uma mulher, ameaçando matá-la e ao filho dela. Voltou a ser preso ao agredir uma namorada na rua e resistir a um policial em 2016, que encontrou drogas em suas roupas. A lista de problemas também inclui um chamado de violência doméstica em sua casa em 2018. Foragido da justiça, foi parar num hotel conhecido por ser ponto de viciados e foi novamente detido ao tentar trocar fechaduras do restaurante de um amigo de infância, sem a permissão dele, em Los Angeles. Solto sob custódia, ele fez sua última aparição pública numa entrevista sobre seu caso no programa televisivo do psicólogo Dr. Phil McGraw, na qual apareceu com lentes de olhos de serpente, em dezembro de 2018. O delírio sobre ser filho de Michael Jackson convenceu a justiça que era caso de internamento, após tentar buscar parte da herança do cantor, falecido em 2009. Com a pandemia do novo coronavírus, muitos presos e internados foram liberados para ficar em isolamento social em suas casas.
Macauley Culkin diz que nunca viu Michael Jackson abusar de menores
Macauley Culkin, que até hoje é lembrado como o pequeno Kevin de “Esqueceram de Mim” (1990), aceitou falar sobre sua relação com Michael Jackson, durante uma entrevista à revista Esquire, publicada nesta terça (11/2). Hoje com 39 anos, o ator tinha apenas 11 quando estrelou o clipe de “Black and White” em 1991, iniciando sua amizade com o cantor. Nos anos seguintes, estouraram acusações de pedofilia contra Michael, o que ele sempre negou. Na entrevista, Culkin garante que, durante sua convivência com o Rei do Pop, numa sofreu abuso nem testemunhou nada nesse sentido. “Olhe, essa é a verdade: ele nunca fez nada comigo. Eu nunca o vi fazer nada. E especialmente neste momento da vida, eu não tenho motivos para esconder nada”, afirmou o ator. “Eu não diria que virou moda ou algo assim, mas agora seria um bom momento para falar. E, se eu tivesse algo para falar, eu falaria com certeza. Mas não, eu nunca vi nada: ele nunca fez nada.” No passado, Culkin chegou a se comparar com o cantor, dizendo que ambos tiveram infâncias semelhantes, foram alçados à fama muito cedo, e por isso tinham uma ligação especial – ainda que tivessem 22 anos de diferença. O último encontro entre eles aconteceu em 2005, quando Culkin teve de testemunhar no julgamento de Michael Jackson, acusado de intoxicar e molestar um garoto de 13 anos. Mas eles não conversaram na ocasião. “Melhor não nos falarmos”, disse Jackson, de acordo com Culkin. “Não quero influenciar seu testemunho.” O cantor foi absolvido. Quatro anos depois, morreu por uma overdose por medicamentos. Durante a conversa com a Esquire, Culkin contou uma história que ilustra como as pessoas pensam que ele teria sido abusado por Michael. “Uma vez eu cruzei com James Franco em um avião. Eu tinha encontrado com ele dois ou três anos antes. Nós nos acenamos enquanto guardávamos nossas malas de mão. Foi logo depois de ‘Leaving Neverland’ [documentário com acusações contra o cantor] e ele falou: ‘Então, aquele documentário, né?’. E foi tudo o que ele falou. Eu fiquei meio: ‘Aham…’. Silêncio. Então ele disse: ‘O que você achou?’. Eu virei e falei: ‘Você quer falar sobre algum amigo SEU morto?’. Ele respondeu: ‘Não, não quero’. Então, eu disse: ‘Legal, cara, foi bom te ver”, concluiu. Culkin também revelou um conselho que deu para Paris Jackson, que é sua afilhada, quando a filha do Rei do Pop se tornou mais “pública”. “Não se esqueça de ser boba, não se esqueça de tirar algo desta experiência toda e não se esqueça de sempre ter algo na manga”, completou
Michael Jackson vai ganhar cinebiografia do produtor de Bohemian Rhapsody
O sucesso de “Bohemian Rhapsody” convenceu o produtor Graham King a insistir na fórmula. Depois da cinebiografia de Freddie Mercury e seus parceiros de Queen, ele vai produzir um filme sobre Michael Jackson. Se “Bohemian Rhapsody” foi acusado de amenizar as polêmicas do cantor do Queen, o novo longa deve ir além. Com apoio da família e dos administradores do legado de Michael Jackson, o filme será uma versão chapa branca da vida do cantor, mostrando suas músicas e sua popularidade mundial. Polêmicas como a do documentário “Deixando Neverland” devem ser completamente ignoradas, refletindo a posição da família de Jackson. Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi realmente o cantor mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas para torná-lo mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu processos de abuso contra o cantor. O roteiro foi encomendado para John Logan, criador da série “Penny Dreadful”, escritor de vários filmes de “007” e três vezes indicado ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011). Desta lista, “O Aviador”, foi uma biografia: do produtor, cineasta e empresário Howard Hughes. King e sua produtora GK Filmes ainda não tem apoio de nenhum estúdio para o projeto, por isso não há diretor ou cronograma de filmagens definido.
Documentário sobre abusos de Michael Jackson vence o Emmy 2019
A Academia da Televisão dos Estados Unidos realizou na noite de sábado (14/9) a primeira parte da premiação do Emmy Awards 2019. O evento não televisionado aconteceu em Los Angeles e destacou os melhores das chamadas “artes criativas” da indústria televisiva americana. São os prêmios das categorias mais técnicas, como edição, maquiagem, fotografia, dublagem, etc. Mas também entram na lista alguns troféus que poderiam estar na cerimônia principal, a ser realizada no próximo fim de semana. Um dos resultados mais esperados da noite era o vencedor da disputa de Melhor Documentário. E deu o mais polêmico: “Deixando Neverland”. O filme de Dan Reed exibido pela HBO, após causar no Festival de Sundance deste ano, registra depoimentos de dois homens adultos que dizem ter sido abusados sexualmente por Michael Jackson quando tinham 7 e 10 anos de idade. A obra foi recebida com indignação pela família do cantor e gerou protestos entre os fãs. Para o bem e para o mal, deu o que falar. E agora recebeu a aprovação da Academia. Curiosamente, a produção mais premiada da noite foi outro documentário. “Free Solo”, produção da National Geographic que já tinha vencido o Oscar de Melhor Documentário, não disputou esta categoria no Emmy, mas venceu todos os sete prêmios a que concorria. O filme dirigido por Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, sobre um alpinista determinado a bater um recorde de escalada solo numa montanha dos Estados Unidos, venceu as categorias de Direção de Documentário, Cinematografia, Montagem, Edição de Som, Mixagem, Trilha Sonora e Mídia Interativa. Em compensação, o documentário do show “Homecoming”, de Beyoncé, que concorria a seis troféus, saiu sem nenhum reconhecimento. A derrota em todas as categorias fez muitos fãs da cantora protestarem nas redes sociais. Beyoncé perdeu, entre outros, para James Corden, que venceu o prêmio de Melhor Especial de Variedades por seu programa “Carpool Karaoke”. “Beyoncé se esforça tanto para fazer um ótimo documentário e é vencida por um karaokê? Mulheres nunca podem vencer”, desabafou uma fã no Twitter. “O próprio James Corden entregaria esse prêmio para a Beyoncé!”, reclamou outro. Na verdade, é possível considerar que Beyoncé perdeu para Paul McCartney, já que o episódio de “Carpool Karoke” contemplado com o Emmy trazia o ex-Beatle de volta à sua cidade natal, Liverpool. Ela também perdeu para Bruce Springsteen na disputa de Melhor Direção de Especial, vencido por Thom Zimny, diretor de “Springsteen on Broadway”. Entre os programas de reality show, RuPaul conquistou pelo quarto ano consecutivo o Emmy de Melhor Apresentador de Programa de Competição, “Queer Eye” garantiu pelo segundo ano o prêmio de Melhor Reality Show Estruturado e “Anthony Bourdain Parts Unknown”, o programa de viagens e gastronomia apresentado pelo chef americano que se suicidou em 2018, ganhou dois Emmys. Clique aqui para conhecer os vencedores das categorias de série animada do Emmy 2019. Outros prêmios serão entregues na noite deste domingo (15/9) e a parte televisionada da premiação vai acontecer no próximo domingo (22/9), com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.
Fãs de Michael Jackson processam acusadores de Deixando Neverland por difamação
Grupos de fãs de Michael Jackson resolveram processar as duas supostas vítimas que denunciaram abuso do cantor no documentário da HBO “Deixando Neverland”. Trata-se de uma ação simbólica, com indenização fixada em um euro, contra Wade Robson e James Safechuck por “macularem a imagem” do astro pop, que não pode se defender. Os fã-clubes Michel Jackson Community, MJ Street e On the Line processaram os homens por difamação em Orléans, no norte da França. O advogado que deu entrada na ação, Emmanuel Ludot, comparou as alegações dos acusadores a um “genuíno linchamento” de Jackson, que morreu em 2009. A decisão de abrir o processa na França se deve às leis de difamação do país oferecem proteção contra essa ofensa até depois da morte, ao contrário dos sistemas legais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Robson e Safechuck não se manifestaram e nem procuraram advogados para tratar do caso. Além desse processo simbólico, há uma ação legal dos herdeiros de Michael Jackson contra a HBO, que busca indenização de US$ 100 milhões, mas tem sido derrotada em suas primeiras etapas na justiça americana. “Deixando Neverland” registrou uma das maiores audiências de documentários da HBO em sua estreia em março. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram.
Deixando Neverland pode ganhar sequência com novas acusações contra Michael Jackson
O documentário “Deixando Neverland” (Leaving Neverland), que está dando o que falar por conta de suas acusações de pedofilia contra Michael Jackson, pode ganhar uma continuação. Em entrevista à revista Variety, o diretor Dan Reed disse que voltaria prontamente ao caso se outras supostas vítimas do cantor o procurassem para falar publicamente sobre o assunto. Ele chega a citar dois casos notórios, envolvendo Jordan Chandler e Gavin Arvizo, os meninos cujas famílias levaram Michael Jackson ao tribunal, em 1993 e 2003, respectivamente. No primeiro caso, Jackson firmou um acordo milionário para que a acusação fosse retirada. Já no segundo processo, o cantor foi inocentado pela justiça. Em “Deixando Neverland”, são outros dois homens que denunciam fatos de sua convivência com Michael Jackson na infância, James Safechuck e Wade Robson. “Se Jordan Chandler se apresentasse, eu sentaria e conversaria com ele da mesma forma que eu fiz com Wade (Robson) e James (Safechuck), e acho que esse seria o coração de um filme muito interessante sobre essa história, e a mesma coisa vale para Gavin”, afirmou o cineasta. Ao contrário do que aconteceu com Wade e Safechuck, Chandler e Arvizo tiveram seus casos levados à tona quando Michael Jackson ainda estava vivo, e tiveram grande cobertura da imprensa, o que renderia uma abordagem diferente de “Deixando Neverland”s. “Eu com certeza usaria as entrevistas que já gravei com investigadores desses casos — os procuradores e todas as pessoas que fizeram parte desse drama de forma mais ampla — , e assim você não estaria trancado em um quarto com os Safechucks e os Robsons. Eu contaria a história do ponto de vista de Jordan e Gavin, mas também pelos olhos de todos os outros participantes”, detalhou Reed. Uma das maiores audiências de documentário da HBO, o filme será exibido em duas partes no Brasil nos dias 16 e 17 de março.
Produtores de Os Simpsons banem episódio com participação de Michael Jackson
Os produtores de “Os Simpsons” decidiram tirar de circulação um episódio antigo da série, que conta com dublagem de Michael Jackson. Ele não será mais exibido nas reprises do programa ou disponibilizado em plataformas de streaming, após a polêmica trazida à tona pelo documentário “Deixando Neverland” (Leaving Neverland), que denuncia supostos abusos sexuais do cantor a menores. O produtor executivo James L. Brooks, o criador Matt Groening e o showrunnner Al Jean tomaram coletivamente a decisão de banir o episódio “Stark Raving Dad” após assistirem ao documentário da HBO. “Pareceu claramente a única escolha a ser feita”, disse Brooks ao The Wall Street Journal. “Os caras com quem trabalho – e com o qual passei a vida inteira discutindo sobre piadas – chegaram a um consenso sobre isso.” O episódio com Michael Jackson foi ao ar em 1991, durante a 3ª temporada de “Os Simpsons”. Ele deu voz a um personagem de hospício que acreditava ser o próprio cantor. Além de “Os Simpsons”, algumas rádios do Canadá, Austrália e Holanda anunciaram que estavam tirando as músicas do cantor de suas programações. A família de Jackson classificou o documentário e a cobertura noticiosa das acusações de “linchamento público”, e disse que ele é “100% inocente”. O espólio do artista abriu um processo contra a HBO, devido à exibição de “Deixando Neverland”.








