Netflix lança site para divulgar Top 10 mundial
A Netflix mudou a forma de divulgação de suas métricas de visualização. O plano tinha sido anunciado de forma genérica em outubro, durante o relatório trimestral para investidores, e se materializou nesta terça (16/11) com o lançamento de um site específico voltado às listas de conteúdos mais vistos do serviço em todo o mundo. O Top 10 Netflix (https://top10.netflix.com/) apresenta quatro listas principais, contendo os 10 filmes e as 10 temporadas de séries mais vistas em inglês e não inglês, além de um ranking por país, um ranking geral dos títulos mais assistidos em todos os tempos e um levantamento que aponta quais países rendem maior audiência para os lançamentos em destaque. Para gerar as listas de Top 10 estão sendo considerados o desempenho dos títulos em mais de 90 países, com atualização semanal. A Netflix também mudou a forma de informar o desempenho de seu conteúdo, substituindo a amostragem de dois minutos (equivalente a uma visualização) pelo número total de horas visualizadas de cada título. É o método usado pela Globoplay, pela auditoria da Nielsen e por várias outras plataformas. A avaliação de dois minutos, adotada originalmente pelo YouTube (onde a maioria do conteúdo tem menos de 4 minutos), causava distorções e gerava números inflados e irreais de audiência. O primeiro top 10 semanal, que cobre de 8 a 14 de novembro, traz o filme “Alerta Vermelho” com quase 149 milhões de horas de exibição em todo o mundo. O desempenho de uma semana é impressionante, já que coloca o longa próximo do Top 10 de todos os tempos da Netflix. O atual 10º lugar é a comédia “Mistério no Mediterrâneo”, que conta com 170 milhões de horas em seus primeiros 28 dias. Vale destacar também que, entre os filmes não falados em inglês, o brasileiro “7 Prisioneiros” aparece em 2º lugar, atrás do italiano “Yara”, entre os mais assistidos do streaming em todo o mundo. Entre as séries, a 3ª temporada de “Narcos: México” superou “Round 6” (lançado há dois meses) como a série mais popular desta semana – 50,29 milhões de horas contra 42,79 milhões. Entretanto, a atração sul-coreana é disparado o conteúdo mais acessado da Netflix, com um total de 1,6 bilhão de horas de exibição em todo o mundo em seu primeiro mês – o dobro da segunda série mais popular, “Bridgerton” (625 milhões de horas). Curiosamente, a atualização não vai além de 28 dias, impedindo o número de “Round 6”, ainda em 2º lugar no ranking semanal, de evoluir em visualizações e impressionar cada vez mais com seu sucesso descomunal.
Camila Pitanga troca Globo por HBO Max
A atriz Camila Pitanga não é mais contratada da Globo. Após 25 anos na emissora, ela assinou com a HBO Max por um período inicial de três anos. “Eu cresci na Globo e minha história com a emissora é indissociável. Saio grata porque graças a Globo fui reconhecida pelo público. E saio feliz por ter recebido tanto acolhimento de todos os profissionais e amigos que colecionei ao longo da minha vida”, disse a atriz em nota para a imprensa. Sobre a mudança para a HBO Max, ela se diz animada para “desbravar novos caminhos” e assumir um novo papel. “Além de atriz, serei criadora de conteúdo. Agora, a intérprete e a produtora executiva caminharão juntas — ávidas por realizar conteúdos que tenham relevância e alcance que extrapolem nossas fronteiras. Eu acredito no streaming como um novo veículo para cultivar o carinho que sempre recebi do público brasileiro”, afirma. O incentivo para a atriz de 44 anos a trocar sua parceria foi justamente o fato de, além de atuar, ter abertura para produzir novos projetos na plataforma de streaming. Tomás Yankelevich, diretor de conteúdo da WarnerMedia Latin America, destacou em comunicado que Camila Pitanga tem “papel importantíssimo no mercado audiovisual brasileiro”. “Nós apostamos no entretenimento e na cultura como transformação e queremos, ao lado de nossos talentos, produzir cada vez mais conteúdo de qualidade”, disse ele. Vale lembrar que a plataforma da Warner planeja lançar novelas, que chama de telesséries, e contratou Sílvio Abreu, autor de novelas e ex-diretor do departamento dramático da Globo, para comandar esse projeto. Enquanto isso, Camila Pitanga ainda poderá ser vista no Globoplay na 2ª temporada de “Aruanas”, que estreia no próximo dia 25. Fãs também podem matar saudades de um de seus papéis mais marcantes na reprise de “Paraíso Tropical”, atualmente no ar na programação do canal pago Viva.
“Eternos” lidera e “Marighella” vira exemplo de resistência nos cinemas do Brasil
“Eternos” liderou as bilheterias brasileiras pelo segundo fim de semana consecutivo com pouquíssima queda de público. O filme da Marvel/Disney teve 937 mil espectadores e arrecadou R$ 17,6 milhões entre quinta e domingo (14/11), segundo dados da consultoria Comscore. Graças ao lançamento em número recorde de salas no país (quase 1,8 mil), a produção já foi vista por 2,6 milhões de brasileiros, somando um total de R$ 47,4 milhões em ingressos vendidos. A animação “Família Adams 2: Pé na Estrada” ficou em 2º lugar com 119 mil espectadores e R$ 2 milhões de bilheteria, seguida por “Venom – Tempo de Carnificina”, que levou 111 mil aos cinemas e vendeu R$ 1,9 milhão em ingressos. Maior sucesso do cinema nacional em 2021, “Marighella” enfrentou a concorrência dos blockbusters e o pouco caso dos distribuidores, com exibição em menos de 300 salas, para mobilizar mais 75 mil pessoas e arrecadar R$ 1,5 milhão. Em duas semanas em cartaz, o filme já superou a expectativa dos produtores, que esperavam pelo menos atrair 100 mil espectadores. Exemplo de resistência da produção brasileira, enfrentando bloqueio de verbas da Ancine, “Marighella” já acumula 216 mil espectadores e arrecadação de R$ 4,2 milhões. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 11-15/Nov1. Eternos 2. Familia Adams 23. Venom4. Mariguella5. Duna6. Deus Não Está Morto7. A Profissional8. Querido Evan Hansen9. 00710. Ron Bugado — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 16, 2021
“007 – Sem Tempo para Morrer” atinge US$ 700 milhões nas bilheterias
O novo filme do agente secreto James Bond acertou seu título, recusando-se a morrer nas bilheterias. Há sete semanas em cartaz, “007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassou a marca de US$ 700 milhões de arrecadação mundial neste domingo (14/11), consolidando-se como o segundo filme mais bem-sucedido de Hollywood em 2021. Ao todo, o longa da MGM/Universal soma US$ 708,6 milhões. Apenas “Velozes e Furiosos 9” arrecadou mais em todo o mundo, com US$ 721 milhões. Como a diferença é pequena, pode ser superada em poucos dias para consagrar de vez a despedida do ator Daniel Craig do papel de 007. Mas a tarefa vai se tornar cada vez mais árdua daqui para frente, já que o filme passou a enfrentar concorrência de si mesmo, com o lançamento de sua versão digital em muitos mercados. O mais impressionante no desempenho do longa é que a maior parte de sua arrecadação vem de fora dos EUA. A América do Norte é responsável por “apenas” US$ 150 milhões do faturamento, enquanto o restante, US$ 558 milhões, vem do exterior. Isto faz de de “007 – Sem Tempo para Morrer” a produção de Hollywood mais bem-sucedida no mercado internacional em toda a pandemia. O 25º filme oficial de James Bond já ultrapassa o campeão de bilheteria da franquia, “007 – Operação Skyfall”, em 18 países, e o lançamento anterior, “007 Contra Spectre”, em 22. A produção estreou em seu último mercado importante neste fim de semana, abrindo com US$ 8,2 milhões na Austrália, a maior estreia no país desde dezembro de 2019. Outros destaques de arrecadação do longa incluem a receita bruta do Reino Unido, atualmente em US$ 126 milhões, o desempenho na Alemanha, com US$ 70,5 milhões, e o sucesso na China, com US$ 57,9 milhões. O sucesso do filme também impulsiona o circuito IMAX, onde soma US$ 43,5 milhões em todo o mundo, o segundo melhor resultado do formato desde dezembro de 2019.
“Eternos” mantém liderança das bilheterias dos EUA pela segunda semana
“Eternos” manteve a liderança das bilheterias nos EUA e Canadá com mais US$ 27,5 milhões em sua segunda semana em cartaz. O valor representa uma queda de 61% em relação à estreia, diferença maior que a registrada por “Shangi-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o filme anterior da Marvel/Disney. O total doméstico da produção chegou em US$ 118,4 milhões em dez dias. Mas sua principal fonte de arrecadação vem do mercado internacional. Neste fim de semana, o longa rendeu mais US$ 48 milhões em 45 países, elevando a contagem estrangeira para US$ 162,6 milhões e somando um total de US$ 281,4 milhões mundiais. E isto sem a China, que barrou a distribuição devido à entrevistas da diretora do filme, Chloé Zhao, chinesa que vive nos EUA e traça um retratado pouco lisonjeiro de seu país natal, “onde há mentiras por toda parte”. No início do ano, o governo chinês chegou a censurar o fato de Zhao ter vencido o Oscar com “Nomadland”, em vez de comemorar a conquista de uma cineasta do país. O 2º lugar ficou com “Clifford – O Gigante Cão Vermelho”, que alcançou US$ 22 milhões em cinco dias. O filme teve lançamento antecipado na quarta-feira (10/11) para compensar o fato de ter sido lançado simultaneamente na plataforma Paramount+. Considerando apenas o fim de semana, foram US$ 16,4 milhões, que mesmo com a concorrência do streaming representa um dos melhores começos da era pandêmica para um filme infantil. “Clifford” foi o segundo filme seguido da Paramount a ter lançamento híbrido. E “Patrulha Canina – O Filme” também teve bom desempenho nas bilheterias. Os executivos do estúdio informaram que o formato continuará a ser utilizado em títulos para crianças, pois ainda levará muito tempo para que o público mais jovem sejam vacinado. A crítica norte-americana considerou a adaptação dos livros ilustrados de Norman Bridwell (1928–2014) medíocre, com apenas 48% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o público achou o cão gigante vermelho fofo, dando nota A no CinemaScore, avaliação feita na saída do cinema. A estreia no Brasil vai acontecer em 2 de dezembro. O resto do Top 5 comemorou a ultrapassagem de metas importantes, com vários números impressionantes. “Duna” fez mais US$ 5,5 milhões, que lhe valeu o 3º lugar e ajudou seu faturamento doméstico a atingir US$ 93,1 milhões, permitindo-lhe ultrapassar os US$ 350 milhões mundiais – está com US$ 351,2 milhões. Em 4º lugar, “007 – Sem Tempo para Morrer” arrecadou US$ 4,6 milhões, o que fez seu montante chegar à marca exata de US$ 150 milhões em seu sexto fim de semana em cartaz nos EUA e Canadá, e ultrapassar os US$ 700 milhões mundiais – chegou em US$ 708,6 milhões. Apenas “Velozes e Furiosos 9” arrecadou mais em todo o mundo, com US$ 721 milhões. Fechando a lista, “Venom: Tempo de Carnificina” acrescentou US$ 4 milhões em sua contabilidade, valor que lhe permitiu superar a marca de US$ 200 milhões na América do Norte. Trata-se apenas do segundo filme da era da pandemia a fazer isso, juntando-se a “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. O filme de super-herói chegou neste domingo (14/11) a um total doméstico de US$ 202,7 milhões e a US$ 441,5 milhões globalmente.
“Finch” vira maior sucesso da Apple TV+
A sci-fi “Finch”, estrelada por Tom Hanks, estabeleceu um novo recorde de audiência na Apple TV+ desde que estreou na sexta-feira passada (5/11). Com lançamento em mais de 100 países, “Finch” teria dobrado seu público do dia de estreia no sábado e no domingo, gerando o fim de semana de maior audiência da Apple TV+ em todos os tempos – ou seja, em dois anos, desde o lançamento da plataforma. Como a maioria das plataformas, a empresa não oferece números para servir de parâmetro, mas o site Deadline apurou que a trama apocalíptica se tornou o filme mais assistido da Apple TV+ ao superar um lançamento anterior de Hanks, “Greyhound”, que era o líder até então. Foi a audiência de “Greyhound”, inclusive, que fez a Apple TV+ ir atrás de “Finch”. O longa deveria ter estreado em agosto nos cinemas com o título de “BIOS” e distribuição da Universal, mas acabou interceptado pela Apple, que adquiriu seus direitos para exibição em streaming. Com direção de Miguel Sapochnik, premiado com o Emmy por seu trabalho monumental na série “Game of Thrones”, o filme traz Hanks como o protagonista Finch, um engenheiro de robótica e um dos poucos sobreviventes de um evento solar cataclísmico que transformou o mundo num deserto. Vivendo em um abrigo subterrâneo há uma década, ele construiu um mundo próprio, que divide com seu cachorro Goodyear. Por isso, decide criar um robô (dublado por Caleb Landry Jones, de “Corra!”) para cuidar de Goodyear quando ele não puder mais, esforçando-se para mostrar à sua criação a alegria e a maravilha do que significa estar vivo. O longa tem produção de Robert Zemeckis, que curiosamente já dirigiu Hanks em situação parecida, como um náufrago isolado que tinha apenas a companhia de uma bola que batizou de Wilson, em “Náufrago” (2000). Tanto Wilson como Goodyear são marcas comerciais. Graças ao sucesso de “Greyhound” e agora “Finch”, a Apple quer mais parcerias de Tom Hanks. Ele não estrela, mas produz “Masters of the Air”, minissérie dramática sobre a 2ª Guerra Mundial que já começou a ser gravada no Reino Unido e que a plataforma pretende lançar em 2022. O sucesso da sci-fi também aponta o acerto da estratégia do serviço de, após produzir suas primeiras séries, voltar-se aos filmes. A Apple TV+ tem vários longas-metragens programados para os próximos meses, que podem, inclusive, superar o recorde de “Finch”.
Peter Jackson vende empresa de efeitos visuais de “O Senhor dos Anéis”
O cineasta neozelandês Peter Jackson (“O Hobbit”) vendeu sua empresa de efeitos especiais Weta Digital, responsável pelos efeitos de “O Senhor dos Anéis”, “Planeta dos Macacos” e “Avatar”, entre muitas outras produções. A empresa compradora foi a Unity Software, com sede em San Francisco, que pagou US$ 1,6 bilhão para utilizá-la no desenvolvimento do “metaverso”. Segundo a Unitity, a Weta vai “definir o futuro do metaverso”, uma versão imersiva em 3D da internet que pretende transformar o trabalho e as interações virtuais. A ideia é utilizar a tecnologia dos efeitos visuais para permitir interações virtuais em espaços ultrarrealistas, criados por computação gráfica — como conversar com um amigo ou assistir a um show como se você estivesse no local. A obsessão das empresas de tecnologia pelo “metaverso” levou até o Facebook mudou o nome de sua empresa matriz para “Meta”, com o objetivo de refletir o compromisso de seu fundador, Mark Zuckerberg, com o conceito. “Estamos entusiasmados em democratizar estas ferramentas e levar o gênio de Peter Jackson e o incrível talento de engenharia da Weta a artistas em todos os lugares”, afirmou o presidente da Unity, John Riccitiello, em um comunicado. Apesar da venda dos ativos de tecnologia e engenharia da Weta Digital, Jackson manteve a propriedade majoritária da subsidiária WetaFX, que vai continuar desenvolvendo efeitos especiais para o cinema.
Discovery+ chega ao Brasil nesta terça
O serviço de streaming Discovery+ finalmente chegou no Brasil. Prevista extraoficialmente para setembro, a nova plataforma de conteúdo digital começa a funcionar a partir das 15h de terça-feira (9/11) no país, com assinaturas a partir de R$ 16,29 ao mês. Lançada no início do ano nos EUA, a Discovery+ tem como diferencial a especialização em reality shows, programas de variedades e documentários, e inclui em sua programação mais de 55 mil atrações dos canais Discovery Channel, Kids, Home & Health, TLC, Animal Planet, ID, Discovery Turbo, Science, Food Network e HGTV, além de conteúdos originais e exclusivos. Trata-se do maior conteúdo de não ficção do mundo, e só tende a aumentar, com o atual desenvolvimento de mais de 150 programas para o streaming. O primeiro lançamento inédito feito especialmente para a estreia do serviço no país é o “Largados e Pelados Brasil”, versão brasileira do programa de sobrevivência da Discovery que faz sucesso desde 2013. Também estão previstas versões brasileiras de “Mestres da Sabotagem” e “Tô Chegando – Na Casa dos Famosos”, em que Dony De Nuccio conhecerá o lar e história de celebridades como Cafu e Carlinhos Brown. A programação também traz Antonio Fagundes narrando “Um Planeta Perfeito”, superprodução sobre a relação entre homem e natureza distribuída pela BBC Studios, um documentário sobre o Papa Francisco e muito conteúdo infantil, com a animação brasileira inédita “Ba Da Bean” e a série “Mundo Curiozoo”, que falam, respectivamente, de arte e meio ambiente. Apesar desse investimento, o futuro do serviço encontra-se indefinido, uma vez que Discovery e WarnerMedia anunciaram em maio sua fusão numa nova companhia, a Warner Bros. Discovery, que deve dar uma nova cara para os negócios de streaming da empresa. A Warner também tem seu próprio streaming, a HBO Max, que já está em atividade no Brasil. Avaliada em US$ 200 bilhões, a nova companhia ainda precisa passar pela aprovação dos comitês reguladores dos EUA e demais países em que a empresa opera, o que só deve acontecer em 2022. Os rumos da Warner Bros. Discovery só serão conhecidos após essa aprovação. Por enquanto, a Discovery fechou parceria com a Globo no Brasil, permitindo à Globoplay oferecer seu serviço num combo promocional – a partir do dia 17. Veja abaixo o comercial de lançamento da Discovery+ no Brasil.
“Eternos” leva 1 milhão aos cinemas e lidera bilheteria do Brasil
Com a maior distribuição de todos os tempos no Brasil, ocupando quase 1,8 mil telas, “Eternos” vendeu 1 milhão de ingressos e arrecadou R$ 19,9 milhões em seu primeiro fim de semana no país, segundo levantamento da consultoria Comscore. O sucesso do filme ajudou a fazer com que as bilheterias brasileiras tivessem seu melhor fim de semana desde o começo da pandemia. No total, 1,4 milhão de pessoas compraram ingressos, que renderam R$ 26,7 milhões – um aumento de mais de 20% na comparação com o período entre os dias 7 e 10 de outubro, data da estreia de “Venom – Tempo de Carnificina” e até então o fim de semana de maior bilheteria da pandemia. Por sinal, “Venom – Tempo de Carnificina”, que perdeu várias salas para o lançamento da Disney, continua entre os filmes mais vistos do país depois de cinco semanas em cartaz. O super-herói da Sony ficou em 2º lugar, atraindo 110,4 mil espectadores para faturar R$ 1,9 milhão – ou seja, 10% da bilheteria de “Eternos”. O pódio se completa com a animação “A Família Addams 2: Pé na Estrada”, que levou 94,7 mil pessoas aos cinemas e rendeu R$ 1,6 milhão. Já a estreia de “Marighella” foi a 4ª maior bilheteria deste fim de semana – à frente da superprodução “Duna” e com uma diferença gritante em relação aos demais. O filme de Wagner Moura foi exibido em menos de 300 salas, e mesmo assim levou 69,7 mil pessoas aos cinemas, arrecadando R$ 1,4 milhão entre quinta-feira e domingo (7/11). Somando as chamadas sessões de “pré-estreia” – na verdade, lançamento antecipado – desde segunda-feira passada (1/11), o filme já acumula 96,3 mil espectadores e arrecadação de R$ 1,9 milhão, estabelecendo novo recorde para o cinema brasileiro em 2021. Com este desempenho, “Marighella” praticamente conseguiu, em apenas uma semana, atingir a expectativa dos produtores para toda sua exibição, que era somar 100 mil espectadores. O filme deve atingir pelo menos o dobro desse número. Veja abaixo a lista das 10 maiores bilheterias do Brasil no fim de semana, de acordo com a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 4 -7/11:1. Eternos 2. Venom3. Famila Adams4. Mariguella5. Duna6. 0077. Ron Bugado8. Halloween Kills10. Patrulha Canina — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 8, 2021
“Eternos” estreia em 1º lugar com pior bilheteria da Marvel em 2021
O filme de super-heróis “Eternos” estreou no topo das bilheterias da América do Norte com uma arrecadação US$ 71 milhões neste fim de semana. O valor equivale à quarta maior estreia de cinema nos EUA e Canadá desde o início da pandemia da covid-19. Só que tem um detalhe. Os três títulos acima de “Eternos” são filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), o que torna “Eternos” o filme da Marvel que menos faturou no período, atrás dos lançamentos de “Venom: Tempo de Carnificina” (US$ 90 milhões), “Viúva Negra” (US$ 80,3 milhões) e “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (US$ 75 milhões). “Eternos” também ganhou a reputação de ser o pior filme da Marvel em todos os tempos, tanto em avaliação da crítica quanto do público norte-americanos. No CinemaScore, que é uma pesquisa de opinião feita com o público na saída das sessões de cinema nos EUA, a produção registrou o primeiro “B” do Marvel Studios, abaixo do “B+” conferido ao primeiro filme de Thor, em 2011. Todos os outros filmes do MCU receberam A-, A ou A+. A avaliação dos críticos profissionais é ainda pior. Desde que as primeiras críticas começaram a ser publicadas, em 24 de outubro, a nota no Rotten Tomatoes não parou de cair. No sábado (6/11), um dia após a estreia do filme nos EUA, “Eternos” se tornou o primeiro lançamento do MCU considerado “podre”, desabando para 48% de aprovação. O impacto dessas notas pode levar a uma queda de arrecadação nos próximos dias e encurtar a carreira do filme no cinema. A boa notícia para o Marvel Studios e a Disney é que a arrecadação foi mais robusta no exterior. Mesmo sem lançamentos na China e na Rússia, onde uma nova onda de covid-19 obrigou outra rodada de fechamentos de cinemas, o longa faturou US$ 90,7 milhões internacionalmente, chegando a US$ 161,7 milhões mundiais. Foi o filme mais visto em todos os lugares, exceto na Índia. A produção chegou a bater o recorde de bilheteria da Coreia do Sul na pandemia, com US$ 14,1 milhões. E também teve bons desempenhos no Reino Unido (US$ 7,1 milhões), França (US$ 6,7 milhões), México (US$ 5,7 milhões) e Austrália (US$ 5 milhões). Sob a sombra de “Eternos”, os outros filmes em cartaz viram suas fortunas encolherem drasticamente na América do Norte. Em seu terceiro fim de semana, “Duna” caiu para o 2º lugar com US$ 7,6 milhões, elevando sua arrecadação doméstica para US$ 83,9 milhões e a mundial para US$ 338,4 milhões. “007 – Sem Tempo para Morrer” ficou em 3º lugar com US$ 6,2 milhões, aumentando seus rendimentos para US$ 143,1 milhões nos EUA e Canadá e US$ 667,1 milhões em todo o mundo. “Venom – Tempo de Carnificina” fez US$ 4,5 milhões em 4º lugar, chegando a US$ 197 milhões no mercado interno e US$ 424,6 milhões no total. E a animação “Ron Bugado” fechou o Top 5 com US$ 3,6 milhões, sem passar de um total de US$ 17,6 milhões. O maior lançamento do circuito limitado foi “Spencer”. O drama indie em que Kristen Stewart vive a princesa Diana chegou a US$ 2,1 milhões em cerca de mil salas e ocupou o 8º lugar no ranking da arrecadação. Para completar, a Netflix liberou “Alerta Vermelho” nos cinemas uma semana antes de lançar a superprodução em streaming, mas ninguém sabe qual foi sua bilheteria oficial, já que a empresa escondeu os números. A comédia de ação estrelada por Dwayne Johnson , Ryan Reynolds e Gal Gadot foi exibida em 750 cinemas dos EUA, e fontes das publicações de Hollywood estimam que não deva ter faturado mais que US$ 1,3 milhão, um número desanimador em circunstâncias normais. E com um detalhe: a crítica achou pior que “Eternos”, com apenas 42% de aprovação no Rotten Tomatoes.
“Marighella” já é o filme brasileiro mais visto de 2021
Oficialmente lançado na quinta-feira (5/11), “Marighella” já virou o filme brasileiro mais assistido nos cinemas em 2021, com 36,7 mil espectadores. Foi visto por mais gente que a comédia “Depois a Louca Sou Eu”, que teve 29 mil espectadores em todo seu tempo de exibição, segundo dados do Filme B. O feito resulta de uma distorção. Extraoficialmente, o filme já estava em cartaz desde o começo da semana. A distribuidora Paris Filmes chama isso de “pré-estreia”, alterando o sentido da expressão, que deixa de ser um evento especial para convidados para designar todas as sessões pagas em exibição normal antes de uma data determinada. Na prática, “Marighella” começou a ser exibido na segunda-feira (1/11) e só nas sessões da chamada “pré-estreia”, até quarta, movimentou 26,3 mil espectadores. Na quinta-feira, dia da estreia oficial, mais 10,4 mil passaram pelas catracas. No ranking geral do dia 4, incluindo filmes estrangeiros, o filme só foi menos visto que “Eternos”, novo lançamento da Marvel, que levou 180 mil pessoas aos cinemas. Mas “Marighella” está em cartaz em apenas 275 salas, enquanto “Eternos” tem a maior distribuição do ano no país, ocupando 1,7 mil telas. O interesse do público foi alimentado pela irritação de integrantes do governo pelo tema da produção. Ao mobilizarem disputas de narrativas nas redes sociais, eles acabaram fazendo propaganda da produção. O filme recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói no longa, em interpretação magistral de Seu Jorge, Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com Wagner Moura, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Rodado em 2017, o longa teve pré-estreia (no sentido clássico da palavra) mundial no Festival de Berlim de 2019 e, inclusive, até já foi exibido nos EUA, onde atingiu 88% de aprovação da crítica, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. No Brasil, no entanto, enfrentou entraves burocráticos da Ancine, que represaram a liberação de sua verba e impediram o lançamento originalmente planejado há dois anos, atrasando a estreia para 2021. A expectativa dos produtores é que “Marighella” possa vender 100 mil ingressos, o que seria um feito diante das dificuldades enfrentadas pelo cinema nacional – e a Cultura em geral – desde a posse do fã de Jim Carrey, o “Debi e Loide” e “O Mentiroso”.
Dwayne Johnson declara que não usará mais armas reais em seus filmes
O astro Dwayne “The Rock” Johnson, ator mais bem-pago de Hollywood na atualidade, declarou que não vai mais participar de filmes que utilizem armas de fogo reais. A decisão foi tomada após a tragédia no set do western “Rust”, em que um tiro disparado por Alec Balwin num ensaio das filmagens matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Johnson disse que ficou com o “coração partido” ao saber da morte da profissional e passou a repensar o uso de armas de fogo durante os projetos de sua produtora Seven Bucks Productions. “Perdemos uma vida”, disse o ator de 49 anos à revista Variety, no tapete vermelho de seu novo filme, a comédia “Alerta Vermelho” da Netflix. “Aquela foi uma situação terrível que aconteceu. Conheço Alec (Baldwin) há muitos, muitos anos. Ele é meu camarada, e me solidarizo com as famílias de todos os envolvidos”, continuou. “Não posso falar por mais ninguém, mas posso dizer, sem dúvida alguma, que em qualquer filme que fizermos a partir de agora com a Seven Bucks Productions — qualquer filme, qualquer programa de televisão ou qualquer coisa que façamos ou produzamos — com certeza não usaremos armas reais”, destacou. Ele explicou que sua produtora usará pistolas de borracha e adicionará todos os efeitos de disparos na pós-produção. “Não nos preocuparemos com o quanto vai custar”, acrescentou. Com sua iniciativa, Johnson espera inspirar outros a fazerem mudanças mais profundas na indústria cinematográfica. “À medida que avançamos, acredito que existem novos protocolos e novas medidas de segurança que devemos adotar, especialmente depois do ocorrido”, disse. “É horrível que isso tenha precisado acontecer desta forma para que despertemos”. Hutchins morreu no mês passado no set de “Rust” em Santa Fé, Novo México, quando a arma cenográfica usada por Baldwin foi disparada. A bala atingiu a diretora de fotografia em cheio e o diretor Joel Souza no ombro. Ele foi hospitalizado e recebeu alta. Baldwin recebeu um revólver identificado como “arma fria”, uma expressão da indústria para se referir a um objeto considerado seguro para o uso. Entretanto, ele continha uma bala de verdade. O departamento do xerife de Santa Fé, encarregado das investigações, ainda não indiciou ninguém, mas também não descartou nenhum suspeito envolvido com o revólver responsável pela morte da cinematógrafa, incluindo o assistente de direção que declarou a arma “fria” e a armeira responsável pela segurança do armamento utilizado na produção. Ambos tiveram problemas em trabalhos anteriores.
Netflix lança primeiros games para assinantes
A Netflix lançou nesta terça (2/11) a “Netflix Games”, uma plataforma de jogos disponível para seus assinantes em todo o mundo. Por enquanto, os jogos estão disponíveis apenas para celulares e tablets com o sistema Android, e se resumem a cinco opções, duas delas com o nome da série “Stranger Things”: “Stranger Things: 1984”, “Stranger Things 3: The Game”, “Shooting Hoops”, “Card Blast” e “Teeter Up”. Para ter acesso aos games, só é necessário ter uma conta na Netflix e acessá-la usando aparelhos móveis com o sistema Android. Ao logar, os assinantes verão a lista dos jogos. “Assim como em todas as nossas séries, filmes e especiais, queremos oferecer opções para todos os tipos de jogadores, tanto iniciantes quanto experientes. Este é só o começo. Vamos continuar aprimorando a experiência, além de adicionar ainda mais jogos nos próximos meses”, disse em comunicado Mike Verdu, ex-executivo do Facebook e da empresa de games EA (Electronic Arts), que foi contratado como novo vice-presidente de desenvolvimento de jogos da Netflix para lançar o projeto. “Este é só o começo” é a definição mais adequada para a iniciativa, que veio à tona em julho passado, uma semana após a contratação de Verdu, quando a apresentação da Netflix Games parecia apontar um lançamento ainda distante. Ao fazer o balanço do segundo trimestre, a empresa explicou que a expansão para o mercado de jogos teria como base os “esforços anteriores em torno da interatividade”, vistos em episódios especiais de “Black Mirror” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, entre outras produções interativas. “Vemos os jogos como outra categoria de conteúdo para nós, semelhante à nossa expansão para filmes originais, animação e reality shows”, explicou o texto que apresentou o projeto. “Os jogos serão incluídos na assinatura da Netflix sem nenhum custo adicional aos membros, de forma semelhante como acontece atualmente com filmes e séries. A princípio, vamos nos concentrar principalmente em jogos para dispositivos móveis”. Acompanhando o comunicado, os executivos da Netflix participaram de uma sessão de perguntas e respostas, em que o co-CEO Ted Sarandos reforçou a ideia por trás da nova linha de produção. “Não é um produto separado. Somos uma empresa de um só produto”, ele destacou. No mesma conversa, Greg Peters, COO e diretor de produto, reforçou que os games serão relacionados a conteúdos da plataforma. “Os conteúdos que criamos, com mundos incríveis, histórias, personagens… Sabemos que os fãs querem um envolvimento mais profundo”, afirmou. Lembrem-se: “Este é só o começo”. Os mais entusiasmados com a perspectiva de a Netflix entrar no negócio de games chegaram a imaginar uma competição com a Microsoft, que, neste ano, colocou o Game Pass e o Xbox Cloud Streaming como pontos centrais de sua estratégia de crescimento – tentando criar o que muitos analistas chamaram, justamente, de “a Netflix dos games”. Por isso, os planos da Netflix Games, aparentemente tímidos, embutem futuras possibilidades. O próprio Peters admitiu em julho que, apesar de privilegiar adaptações de seus conteúdos, “também tentaremos jogos autônomos”. “Talvez um dia veremos um jogo que gere um filme ou série”, ponderou. E isso implica produção própria de games originais. O fundador e co-CEO Reed Hastings complementou lembrando que a empresa já explora várias propriedades intelectuais de produtoras de games, que tem adaptado como séries e filmes. “Você pode possuir o conteúdo e ter essas franquias longas. Será melhor se pudermos dominar o conjunto criativo”.











