Bilheteria de “Batman” é de quase R$ 100 milhões no Brasil
“Batman” foi o filme mais visto no Brasil pelo terceiro fim de semana consecutivo, atraindo 576,5 mil espectadores para uma bilheteria de R$ 11,87 milhões entre quinta e domingo (20/3). O sucesso do filme continua representando mais da metade do público de cinema do país, sendo responsável por 65,9% das vendas de ingressos do período, segundo dados da consultoria Comscore. Desde sua pré-estréia em 1 de março, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics já vendeu 4,7 milhões de ingressos e acumula uma bilheteria de R$ 92,4 milhões no país. Falta pouco para arredondar esses números (5 milhões e R$ 100 milhões), o que deve acontecer ao longo dessa semana A estreia da animação “Os Caras Malvados” ficou em 2º lugar no fim de semana, com 155,7 mil pessoas e renda de R$ 3,03 milhões – ou o equivalente a 17,7% das 874,7 mil pessoas que frequentaram os cinemas brasileiros de quinta a domingo. Em 3º, “Uncharted – Fora do Mapa” teve público de 61,3 mil pessoas e faturou R$ 1,21 milhão. O levantamento da Comscore com as 10 maiores bilheterias do fim de semana no Brasil ainda revela que, após o lançamento digital na sexta-feira (18/3), “Homem-Aranha: Sem Volta para Cama” não tem mais presença cinematográfica, embora ainda estivesse no Top 10 da semana passada. Confira abaixo a relação. #Top10 #Bilheteria #Filmes #Cinema 17-20/3:1. #Batman 2.#OsCarasMalvados 3.#UnchartedMovie 4.#Ritual #PresençaMaligna5. #AgenteDasSombras6. #Belfast 7. #DriveMyCar8. #ValeNight9. #CoraçãoDeFogo10. #Tarsilinha — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) March 21, 2022
“Batman” chega a US$ 600 milhões em todo o mundo
Biff, bang, pow, “Batman” venceu com folga seu terceiro fim de semana em cartaz, arrecadando US$ 36 milhões nos últimos três dias de exibição nos EUA e Canadá. Com isso, chegou a US$ 300 milhões na América do Norte e se consolidou como a segunda maior bilheteria doméstica de toda a pandemia – atrás só de “Homem-Aranha: De Volta para Casa”. São os super-heróis que estão salvando as bilheterias de cinema no período mais crítico da História desse mercado. Em todo o mundo, “Batman” atingiu US$ 600 milhões, no arredondamento da soma de US$ 50 milhões contabilizados no fim de semana internacional. Podia até ser mais, não fosse a nova onda de coronavírus na China, que levou ao fechamento de 43% das salas exibidoras do país durante a estreia do filme por lá. Enquanto o Brasil se apressa em relaxar os protocolos de proteção, a Ásia voltou a fechar tudo. Sem grandes lançamentos de Hollywood, o 2º lugar nos EUA ficou com um anime japonês: “Jujutsu Kaisen 0”, que faturou US$ 17,7 milhões, bem acima do esperado, com a ajuda de uma pontuação perfeita de 100% no Rotten Tomatoes e das crianças fãs da série em que se baseia. “Uncharted” garantiu um distante 3º lugar, arrecadando US$ 8 milhões para atingir US$ 125,9 milhões na América do Norte. Como “Batman”, também foi prejudicado pelo fechamento dos cinemas chineses em sua estreia no país, mas já soma US$ US$ 337,3 milhões em todo o mundo. Os cinemas norte-americanos ainda receberam dois lançamentos de terror de baixo orçamento neste fim de semana, mas apenas “X”, da produtora indie A24, conseguiu se destacar, arrecadando US$ 4,4 milhões em 4º lugar. Já “Umma”, da Stage 6/Sony, rendeu apenas US$ 915 mil e nem entrou no Top 10. “X”, do celebrado diretor Ti West (“O Último Sacramento”), também agradou a crítica, atingindo 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa acompanha um grupo de jovens aterrorizados enquanto filmam uma produção erótica nos anos 1970. Por outro lado, “Umma”, terror sobrenatural estrelado por Sandra Oh (“Killing Eve”), foi eviscerado com somente 29% de aprovação. Nenhum dos dois filmes tem previsão de estreia no Brasil.
Procon investiga Netflix por cobrança que ainda não afeta brasileiros
O Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo iniciou uma investigação pra saber se a iniciativa da Netflix de começar a cobrar a mais para assinantes que compartilham senhas com outras pessoas é irregular. A entidade fez um questionário sobre supostos testes e o contrato da plataforma para a implementação do serviço, exigindo respostas em dois dias úteis (22/3). O tom e o prazo sugerem se tratar de assunto de urgência. Entretanto, a novidade não está em vigor em São Paulo nem no resto do Brasil. Ela só está sendo adotada na Costa Rica, Chile e Peru em fase de testes, para estudar a reação dos assinantes. Metade das questões levantadas pelo Procon devem ser respondidas com “não”, “nenhuma” e “não há”. Apesar de não estar vigorando no país, o Procon de São Paulo pode ter decidido analisar alguma possível irregularidade nos planos da plataforma de streaming. Mas a verdade é que, caso seja adotada no Brasil, a prática encontrará equivalência em ações feitas por provedores de serviços de internet e TV paga, que comparam o compartilhamento de sinais entre diferentes residências à pirataria. A Netflix ensaia cobrar pelo compartilhamento para evitar que pessoas que moram em casas diferentes usem a mesma senha – uma prática comum, mas realizada de maneira ilegal, segundo os Termos de Serviço da plataforma. O compartilhamento será abordado na hora que o assinante criar e gerenciar perfis, quando será oferecida a possibilidade de dar acesso à conta para um indivíduo de fora da moradia principal. Por enquanto, a opção vai custar US$ 3,99 na Costa Rica, 7,9 Soles no Peru, e 2380 pesos chilenos, além da assinatura mensal.
Amazon conclui aquisição da MGM
A Amazon concluiu a aquisição do lendário estúdio de cinema MGM (Metro Goldwyn Mayer). Anunciado em maio do ano passado, o negócio recebeu a aprovação “de forma incondicional” das autoridades europeias, que afirmaram em um comunicado nesta quinta-feira (17/3) que a transação “não traria preocupações em termos de concorrência”. Como os reguladores dos EUA não apresentaram objeções ao acordo, a gigante do e-commerce anunciou a fusão. “Amazon e MGM anunciaram que a MGM se juntou ao Prime Video e à Amazon Studios”, declararam ambas as companhias em um comunicado conjunto. A empresa de comércio online e streaming pagou US$ 8,45 bilhões para contar com o catálogo vastíssimo da MGM, um dos estúdios mais antigos de Hollywood (fundado em 1924). A lista é repleta de clássicos (“O Mágico de Oz”, “E o Vento Levou”, “Rocky”, “O Silêncio dos Inocentes”), franquias cobiçadas no mundo do streaming (como os filmes de 007 e três séries longevas de um mesmo universo, “Stargate”), além de atrações modernas como os filmes “Creed”, “A Família Addams”, “Nasce uma Estrela”, as séries “The Handmaid’s Tale”, “Vikings”, “Fargo”, reality shows como “The Voice”, “Survivor”, “Shark Tank” e até um canal de TV paga, o Epix. Mas o melhor do negócio é que também inclui os direitos criativos de todas as produções – menos 007, que é propriedade da EON Productions – , para serem utilizados em novas continuações, remakes e séries derivadas. O negócio é a maior aquisição da Amazon no setor de mídia, e sinaliza que a empresa está disposta a investir pesadamente em conteúdo para seus serviços de streaming, após atingir 200 milhões de assinantes Prime em todo o mundo.
Netflix testa cobrar por contas compartilhadas em diferentes endereços
A Netflix vai começar a testar uma nova forma de evitar o compartilhamento ilícito de assinaturas. Por enquanto, o teste será aplicado em três mercados da América Latina: Peru, Costa Rica e Chile. Visando restringir o compartilhamento de perfis entre indivíduos que moram em casas diferentes – uma prática comum, mas realizada de maneira teoricamente ilegal, segundo os Termos de Serviço da plataforma – , a Netflix vai passar a cobrar uma taxa para “adicionar um membro extra” fora do endereço da conta. A novidade vai aparecer na hora de criar e gerenciar perfis, quando será oferecida a possibilidade de dar acesso à conta para um indivíduo de fora da moradia principal. A opção vai custar US$ 3,99 na Costa Rica, 7,9 Soles no Peru, e 2380 pesos chilenos. Chengyi Long, diretora de inovação da Netflix, escreveu no blog oficial da plataforma que a nova ferramenta pode ou não ser expandida para outros mercados após o teste nesses três territórios. “Vamos tentar entender o quanto os nossos assinantes acharam essa funcionalidade útil nesses países”, explicou. “Sempre quisemos facilitar o compartilhamento da conta da Netflix entre pessoas que moram juntas, e por isso desenvolvemos opções como a criação de perfis diferentes e a possibilidade de streaming em várias telas simultâneas.” “Embora essas opções sejam enormemente populares, elas também criaram algumas confusões sobre quando e como a sua conta da Netflix pode ser compartilhada”, acrescentou Long.
“Batman” já rendeu mais de R$ 50 milhões no Brasil
O filme “Batman” manteve a liderança das bilheterias do Brasil em seu segundo fim de semana em cartaz. De acordo com a consultoria Comscore, o longa estrelado por Robert Pattinson levou quase 1 milhão de pessoas – mais exatamente 960,2 mil – às salas de cinema brasileiras entre quinta e domingo (13/3). O detalhe é que, no fim de semana, todas as salas de cinema do país tiveram 1,24 milhão de visitantes. “Batman” foi responsável por 77,4% de toda a comercialização de ingressos no país. Na estreia, o filme do super-herói já tinha dominado as vendas com 85,7% de todas as bilheterias, levando 1,51 milhão de espectadores aos cinemas. Ao todo, a bilheteria de “Batman” já passou dos R$ 50 milhões no Brasil. Foram R$ 31,79 milhões na estreia e, no segundo fim de semana, somou mais R$ 20,37 milhões – e isto sem contar os dias de semana. O ranking nacional registrou uma curiosidade em 2ª lugar. “BTS: Permission to Dance on Stage”, um documentário do grupo de K-Pop BTS com distribuição limitada a 200 salas apenas no sábado (12/3), faturou R$ 3,12 milhões, mobilizando 73,2 mil fãs brasileiros. O filme do BTS fez “Uncharted – Fora do Mapa” perder uma posição em relação à semana passada, ficando em 3º lugar com 96,1 mil espectadores e renda de R$ 1,92 milhão. Veja abaixo o Top 10 do fim de semana divulgado pela Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 10-13/3:1. #TheBatman #TheBatmanMovie 2. #BTSPermissionToDanceOnStage 3. #Uncharted 4. #CoraçaoDeFogo5. #AgenteDasSombras6. #Belfast 7. #RitualPresençaMaligna8. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 9. #ToRyca210. #MorteNoNilo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) March 14, 2022
HBO Max e Discovery+ vão virar um único streaming
Uma das decisões mais aguardadas da fusão entre a WarnerMedia e a Discovery, finalizada na sexta-feira passada (11/3), já teria sido tomada. As plataformas de streaming da nova empresa, batizada de Warner Bros. Discovery, vão se juntar num único serviço que combinará ambos acervos. O diretor financeiro da Discovery, Gunnar Wiedenfels, falou sobre o plano de fundir HBO Max e Discovery+ nesta segunda (14/3), durante seu discurso na 30ª Conferência Anual de Mídia do Deutsche Bank. “Um dos itens mais importantes aqui é que acreditamos em um produto combinado em vez de um pacote”, disse o CFO no evento. “Acreditamos que a amplitude e a profundidade do conteúdo oferecido será uma proposta valiosa e fenomenal para o consumidor”. “Não tenho dúvida de que criaremos um dos produtos mais completos para atingir os quatro quadrantes, velhos, jovens, masculino e feminino, por aí. Mal posso esperar para ver as primeiras métricas combinadas diretas ao consumidor porque, em teoria, o poder de aquisição do HBO Max combinado com o poder de retenção do conteúdo do Discovery certamente devem impulsionar um crescimento de receita muito saudável nos próximos anos”, acrescentou. O executivo ponderou que ainda há estudos para a empresa definir como proceder e a questão não será resolvida em semanas, mas sim em meses. “Mas o principal objetivo será harmonizar a plataforma tecnológica. Construir uma plataforma e um produto muito forte e combinado diretamente para o consumidor, e isso vai demorar um pouco”, acrescentou, lembrando que cerca de 100 milhões de assinantes serão afetados pela mudança. No Brasil, ambas as plataformas estão disponíveis de forma individual desde 2021. Enquanto a HBO Max aposta em conteúdo de filmes e séries de ficção, a Discovery+ é especializada em documentários e reality shows.
“Batman” já é maior bilheteria de 2022 nos EUA
Bastaram 10 dias para “Batman” virar a maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Só nos últimos três dias, foram US$ 66 milhões de arrecadação doméstica, que, somados ao faturamento desde a estreia em 4 de março, elevam o total norte-americano a US$ 238,5 milhões. O valor supera a arrecadação de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” em 2022. Considerando apenas a venda de ingressos a partir de 1 de janeiro, a coprodução da Sony e Disney/Marvel rendeu US$ 219,3 milhões. Entretanto, o filme do herói da Marvel está bem à frente do herói da DC Comics no faturamento completo, quando entram na conta os US$ 572,9 milhões que conquistou em 2021. Ao todo, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” soma uma impressionante bilheteria doméstica de US$ 792,2 milhões. “Batman” também está tendo um excelente desempenho internacional. O longa estrelado por Robert Pattinson está prestes a se tornar o quinto filme desde o começo da pandemia a ultrapassar a marca de US$ 500 milhões de bilheteria mundial – após “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 1,8 bilhão), “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 774 milhões), “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) e “Venom: Tempo de Carnificina” (US$ 502 milhões). Neste domingo (13/3), atingiu US$ 463 milhões globais, cinco dias antes de chegar na China, que disputa com os EUA a condição de maior mercado cinematográfico do planeta. A bilheteria chinesa deve impulsionar sua arrecadação para novos recordes. Fora da América do Norte, os territórios em que “Batman” tem maior faturamento são Reino Unido (US$ 35 milhões), México (US$ 20,2 milhões) e Austrália (US$ 16,7 milhões).
Megafusão da Warner com a Discovery é aprovada
Os acionistas da Discovery aprovaram na sexta-feira (11/3) a megafusão da empresa com a WarnerMedia, que vai criar uma nova companhia de entretenimento global: a Warner Bros. Discovery. O chefão da Discovery, Davis Zaslav, é quem vai comandar o novo conglomerado, que não encontrou objeção jurídica após o departamento antitruste norte-americano perder o prazo de contestação – ao contrário do que aconteceu com os vários entraves levantados pelo governo Trump contra a aquisição da Warner pela AT&T. No Brasil, a megafusão também já foi aprovada pelo Cade sem restrições. A criação da Warner Bros. Discovery passa a originar uma empresa mais valiosa que a Netflix e a NBCUniversal, ficando atrás apenas da Walt Disney Company em termos de grupos de mídia norte-americanos. O valor estimado da nova companhia é de US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais como Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além da plataforma HBO Max, a editora DC Comics e metade da rede The CW. Segundo os termos do acordo, os acionistas da AT&T controlarão 71% da nova empresa, enquanto os acionistas da Discovery deterão 29% e ainda precisarão desembolsar US$ 43 bilhões em compensação financeira. Na prática, porém, a Discovery está pagando para ser a cabeça do negócio, enquanto a AT&T abandona o mercado de entretenimento para se forcar em seu negócio original, tecnologia de comunicação. Por conta disso, Zaslav deve montar uma equipe formada basicamente por executivos da Discovery, mantendo apenas um punhado de profissionais da WarnerMedia em posições de chefia. Uma das decisões mais esperadas da nova companhia é sobre o destino dos streamings HBO Max e Discovery+, que atualmente são plataformas distintas. Ambos podem continuar coexistindo, como aconteceu com a Disney+ e a Hulu (Star+ no Brasil) após a fusão da Disney com a Fox, ou podem ser integrados num único serviço. Segundo apurou o site Deadline, Zaslav não deve se apressar para implementar mudanças, porque há riscos de abalos no mercado de ações. Afinal, a Discovery será a terceira empresa a comandar os destinos corporativos da Warner em menos de quatro anos. Uma nova mexida grande no comando do grupo pode ser percebida como um tiro no próprio pé, diante do sucesso atual da HBO Max e das adaptações dos quadrinhos da DC Comics nos cinemas e em séries.
“Homem-Aranha” tem estreia digital adiantada após vazamento online
A Sony decidiu adiantar o lançamento digital de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, após um vazamento massivo de cópias do Blu-ray em alta qualidade, que surgirem em centenas de sites piratas na noite de sexta (12/3). O filme, que chegaria para locação e compra digital a partir de 22 de março, poderá ser visto em VOD já na próxima terça, dia 15. A antecipação foi divulgada para o mercado americano, mas provavelmente será seguida em todo o mundo, pois o vazamento foi irrestrito. Tanto o vazamento quanto a antecipação devem impactar o desempenho do filme nos cinemas. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua em cartaz e lotando o circuito cinematográfico após quase três meses de exibição. Ao todo, a coprodução da Sony e da Disney/Marvel faturou US$ 1,87 bilhão de bilheteria em todo o mundo.
Globo adere ao boicote internacional contra Rússia
O Grupo Globo aderiu ao boicote internacional contra a Rússia, em protesto contra a invasão militar da Ucrânia. O conglomerado brasileiro interrompeu negócios com o país, suspendendo novos licenciamentos de produções russas para seus canais de TV e streaming, e decidiu não negociar mais novelas e séries com empresas russas por tempo indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, não há prazo para a retomada das operações de compra e venda de conteúdo com parceiros comerciais russos. Embora o conteúdo russo seja irrelevante para a Globoplay e canais pagos do grupo, a Globo tem bom faturamento com a venda de novelas para a Rússia. O país europeu é um grande mercado para as novelas da emissora desde que “A Escrava Isaura” (1976) atraiu o interesse internacional para as produções brasileiras. No momento, estão em exibição na TV aberta russa as novelas “Por Amor” (1997), de Manoel Carlos, e “O Clone” (2001), de Glória Perez. Além disso, as plataformas russas de streaming incluem em seus catálogos “Avenida Brasil (2012), “Verdades Secretas” (2015) e as séries “Justiça” (2016) e “Ilha de Ferro” (2018).
Filmes dublados dominam vendas de ingressos no Brasil
Dados disponibilizados pelo site Ingresso.com revela que o público brasileiro prefere assistir filmes dublados em português. Um levantamento das vendas de ingressos do site apontou que em 2021 mais de 73% da procura foi por versões dubladas. A tendência deve ser, inclusive, ampliada em 2022, já que somente “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” foi responsável por 82% das vendas dubladas no período. Muitas teorias podem explicar essa preferência, mas a conclusão mais óbvia é que a pandemia afastou dos cinemas o público mais velho, de tradição cinéfila. Os blockbusters que tem lotado as salas atraem mais crianças e adolescentes sem tradição cinematográfica, que cresceram vendo filmes dublados na TV. A dublagem tem como ponto positivo facilitar a vida de disléxicos, que têm mais dificuldades em acompanhar as legendas. Por outro lado, inclui uma intermediação entre o desempenho dos atores e os espectadores, ao constituir uma camada a mais no desempenho visto nas telas, que pode não corresponder às entonações e sugestões originais dos intérpretes no momento das filmagens. Outro problema das cópias dubladas é a deterioração do som original. Embora as faixas sonoras sejam gravadas nos EUA com o que há de mais avançada em tecnologia de som, a versão brasileira é muitas vezes feita por estúdios de dublagem que não tem acesso à tecnologia equivalente, criando um contraste entre uma trilha musical bastante nítida e sons abafados em primeiro plano. Para incluir a dublagem em português, o filme sofre inevitável perda sonora, que é melhor detectada em salas de padrão de som superior – ironicamente, paga-se mais para perceber um som pior. Confiram vocês mesmos, ao comparar abaixo a diferença dos sons das versões dublada e legendada do trailer de “Batman”, filme recém-lançado nos cinemas brasileiros.
Netflix sai do ar na Rússia
A Netflix tirou sua plataforma do ar na Rússia. Os usuários do serviço não poderão mais acessar as suas contas no país. A decisão foi anunciada na noite de domingo (6/1) em reação à invasão da Ucrânia por tropas militares russas. Segundo o site Deadline, a Netflix tem menos de 1 milhão de inscritos na Rússia, onde foi lançada há menos de um ano. A suspensão do serviço aconteceu quatro dias após a Netflix anunciar a paralisação de todas as suas produções russas, incluindo uma série de suspense que estava no meio das gravações. A empresa também suspendeu a compra de filmes e séries produzidas no país. As decisões se somam à recusa da empresa de streaming de cumprir uma determinação do governo russo para exibir TVs estatais em seu catálogo. No ano passado, o Roskomnadzor, órgão controlador das comunicações na Rússia, classificou a Netflix como um “serviço audiovisual”, uma vez que a plataforma possui mais de cem mil usuários diários no país, e impôs a obrigatoriedade de que o serviço transmita 20 canais de TV estatais para seus assinantes, como se fosse um provedor de canais pagos. Com o boicote, a empresa de streaming se junta aos estúdios de Hollywood, que decidiram não lançar mais filmes na Rússia enquanto persistirem as agressões militares à Ucrânia.










