Estudo denuncia controle da China sobre conteúdo do cinema americano
Um relatório divulgado nesta quarta-feira (5/8) pela organização Pen America acusa os maiores estúdios de cinema dos EUA de promoverem autocensura para permitir que seus filmes sejam bem-vindos no milionário mercado chinês. O estudo de 94 páginas do grupo literário e de direitos humanos revelou uma profunda influência do governo chinês em Hollywood, detalhando as várias maneiras em que os estúdios alteram “elenco, enredo, diálogo e cenários” em um “esforço para evitar antagonizar as autoridades chinesas” em seus filmes. A lista de produções que sofreram intervenção pró-chinesa inclui blockbusters como “Homem de Ferro 3”, “Guerra Mundial Z” e até o vindouro “Top Gun: Maverick”. Segundo a associação, essa autocensura vai desde a remoção da bandeira de Taiwan na jaqueta de Tom Cruise em “Top Gun: Maverick” até a exclusão da China como fonte de um vírus zumbi no filme “Guerra Mundial Z”, lançado em 2013. A prática da autocensura também busca evitar tópicos sensíveis, como Tibete, Taiwan, Hong Kong ou Xinjiang, e eliminar personagens pertencentes à comunidade LGBTQIA+. Para entrar no mercado chinês, conteúdo LGBTQIA+ foi removido de “Bohemian Rhapsody”, quase transformando Freddie Mercury num cantor heterossexual. Filmes como “Star Trek: Sem Fronteiras”, “Alien: Covenant” e “A Viagem” também eliminaram cenas LGBTQIA+. Sequências com mortes de chineses foram tiradas de “007: Operação Skyfall” e “Missão: Impossível III”, e um personagem principal teve a etnia alterada de tibetano para celta em “Doutor Estranho”, da Marvel, uma decisão tomada pelo roteirista para evitar o risco de “alienar 1 bilhão de pessoas”, e que assim atingiu 7,5 bilhões de pessoas, para ficar na metáfora numérica. “Apaziguar o governo chinês e seus censores se tornou uma maneira simples de fazer negócios como qualquer outra”, diz o relatório. Pequim possui um dos mais rígidos sistemas de censura do mundo, sediado no departamento de propaganda do Partido Comunista Chinês. O comitê de censura decide se um filme estrangeiro pode ser lançado no mercado local de filmes, que é o segundo e pode se tornar no maior do mundo após a pandemia de covid-19. Para se ter ideia, os sucessos de bilheteria “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Longe de Casa” geraram mais receita na China do que nos Estados Unidos. “O Partido Comunista Chinês realmente exerce uma enorme influência sobre a lucratividade dos filmes de Hollywood e os executivos do estúdio sabem disso”, diz a Pen America. Isto gera uma submissão ao autoritarismo chinês, que pode render até momentos constrangedores, como a ida do então CEO da Disney, Michael Eisner, até Pequim para pedir desculpas pessoalmente pela produção do filme “Kundun” de Martin Scorsese, lançado em 1997, que trata da vida de Dalai Lama, líder espiritual do Tibete no exílio. Isto mesmo: a Disney lamentou que o filme existisse, após ele ser censurado e proibido de ser lançado na China, porque seu principal interesse na época era construir um parque temático em Xangai. O relatório denuncia que a censura se institucionalizou a ponto de alguns estúdios fazerem “voluntariamente determinadas restrições sem serem solicitados” e outros até convidam censores chineses para os sets. “Se algum projeto for considerado abertamente crítico” ao regime chinês, os estúdios temem que “sejam colocados em uma lista negra”, disse um produtor, que pediu para não ser identificado, à agência AFP. Assim, não permitem sequer que filmagens críticas à China sejam realizadas, eliminando-as do cinema de Hollywood. Em junho passado, o ator Richard Gere, que é budista e defensor da causa tibetana, já tinha comparecido ao Senado dos EUA para denunciar a forma como a China estava controlando o conteúdo de Hollywood. “A combinação da censura chinesa com o desejo dos estúdios de cinema americanos de acessar o mercado chinês leva à autocensura e a negligenciar as questões sociais que os grandes filmes americanos sempre abordaram”, disse ele na ocasião. “Ao obedecer aos ditames chineses, a abordagem de Hollywood cria um padrão para o resto do mundo”, afirma a Pen America, que conclui seu relatório lamentando a forma como esse “novo normal” consolidou-se em países supostamente orgulhosos de sua liberdade de expressão.
Diretora de A Lenda de Candyman vai filmar Capitã Marvel 2
A cineasta Nia DaCosta será a primeira mulher negra a dirigir um filme da Marvel. Ela fechou contrato para dirigir a sequência de “Capitã Marvel”, estrelado por Brie Larson. A notícia foi veiculada pelo site Deadline e confirmada por publicações rivais. Nia DaCosta está atualmente dando retoques finais em seu segundo longa-metragem, o terror “A Lenda de Candyman”, reboot de “O Mistério de Candyman” (1992), que tem previsão de lançamento para outubro nos EUA. Antes disso, ela só tinha feito um longa, o também terror “Little Woods”, em 2018. O roteiro de “Capitã Marvel 2” está a cargo de Megan McDonnell, que trabalhou na série da Marvel “WandaVision”, prevista para o fim do ano na Disney+ (Disney Plus). Não foram revelados detalhes da nova aventura da heroína, mas a história não deve se passar nos anos 1990, como no filme original, e sim nos dias atuais. O primeiro “Capitã Marvel” foi lançado em março de 2019 e faturou US$ 1,1 bilhão em todo o mundo. No filme, Larson interpretou Carol Danvers, uma humana que se envolve na guerra entre duas raças alienígenas, os Kree e os Skrulls, e ao sobreviver a uma explosão ligada a um mecanismo alienígena se vê impregnada por um poder incrível, que a transforma num dos heróis mais poderosos do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). A continuação tem estreia marcada para 8 de julho de 2022.
Produtores de X-Men confirmam rumores de mau comportamento de Bryan Singer
Uma reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre os 20 anos do filme “X-Men” trouxe à tona a roupa suja dos bastidores da saga, revelando uma rotina de tumultos envolvendo o diretor Bryan Singer, responsável por quatro dos sete filmes da franquia. De acordo com o artigo, o comportamento do cineasta já incomodava o elenco no primeiro longa, lançado em 2000, mas a situação piorou muito no segundo, de 2003, a ponto de todo os intérpretes se unirem contra ele. Singer tinha apenas 34 anos quando filmou “X-Men, e os relatos revelam abusos de drogas, brigas com roteiristas e até se envolvido em denúncias de assédio sexual. Um ator que esteve no filme processou a produção, alegando ter sido estuprado por pessoas ligadas ao cineasta. Surgiram até rumores de que Singer estava escalando atores em troca de sexo. Um caso emblemático foi do desconhecido Alex Burton, então com 18 anos e sem qualquer experiência notável, que acabou ganhando o papel de Pyro – apenas para ser substituído no segundo filme por Aaron Stanford. Um executivo da Fox que não quis ser identificado definiu assim a situação: “Seu comportamento era terrível. Nós acomodamos as coisas no primeiro filme, acomodamos no segundo… E seguidamente. E criamos um monstro” A produtora Lauren Shuler Donner deu aval à constatação. “O cinema é um negócio engraçado. Nós homenageamos a criatividade e o talento. Inconscientemente, acho que fechamos os olhos para todo o resto que acontece em volta”. Uma das situações que quase levou à demissão do diretor aconteceu durante uma briga com o produtor Tom DeSanto, que tentou impedir que uma cena de ação fosse filmada em “X-Men 2” sem o coordenador de dublês. Na ocasião, Singer estaria “incapacitado” de fazer seu trabalho direito por estar sob efeito de drogas. Quando a cena foi rodada, Hugh Jackman, um dos principais nomes da franquia, se machucou a ponto de sair coberto de sangue. Ainda assim, os executivos da Fox ficaram do lado de Singer, fazendo DeSanto deixar a produção. Em resposta, o elenco inteiro, com exceção de Ian McKellen e Rebecca Romijn, que não tinham gravações naquele dia, cercaram o cineasta em seu trailer, avisando que deixariam o filme caso DeSanto não retornasse. O diretor completou o filme, mas foi dispensado de “X-Men: O Confronto Final” (2006). Só que este filme foi um fracasso completo. A Fox tentou um reboot da franquia em “X-Men: Primeira Classe” (2011), também com desempenho abaixo do esperado. E assim Singer foi resgatado para filmar “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014). O lançamento eletrizou os fãs, mas o diretor precisou ser afastado da divulgação devido a um processo por abuso de menor. O caso acabou abandonado por inconsistências da acusação – a vítima alegava que Singer teria viajado com ele ao Havaí em data em que estava filmando em Toronto. Com a acusação desacreditada, Singer pôde comandar “X-Men: Apocalipse” (2016). Mas os problemas continuaram, com Olivia Munn, que viveu Psylocke, reclamando publicamente de várias ausências do diretor durante as filmagens. A Fox continuou do lado do diretor, que enfrentou nova acusação de abuso sexual enquanto filmava “Bohemian Rhapsody”. Até perder a paciência quando Singer desapareceu do set durante dias, deixando atores – e os integrantes da banda Queen – sem saber o que fazer. Ele acabou demitido e substituído por Dexter Fletcher (“Rocketman”), que terminou as filmagens. Ninguém mais falou seu nome, especialmente durante os (muitos) agradecimentos da temporada de premiação. Pressionado a se manifestar, Rami Malek, vencedor do Oscar de Melhor Ator pelo filme, afirmou apenas que sua relação com Singer foi bastante “desagradável”. Para completar, a reportagem questionou como alguém tão complicado fez tantos filmes de grande orçamento e contou com apoio irrestrito do estúdio por tanto tempo. “Vocês precisam entender. O cara era brilhante”, explicou Donner. “É por isso que o toleramos por tanto tempo. Se ele não fosse tão f*****, seria visto como um grande diretor”. O também produtor Ralph Winter, que interviu nas filmagens de “X-Men 2”, defende a franquia e separa os filmes de seu diretor. “Acredito que ‘X-Men’ irá sobreviver ao teste do tempo. Eu não acho que o filme esteja manchado de nenhuma forma por conta de qualquer coisa que tenha a ver com Bryan. E com sorte Bryan também irá sobreviver de alguma forma através de sua carreira como cineasta”. Desde a demissão por abandono em “Bohemian Rhapsody”, Bryan Singer não encontrou mais trabalho como diretor.
Versão online da Comic-Con decepciona e reúne pouco público
Primeira tentativa de realizar um grande evento de forma virtual, a versão online da Comic-Con não conseguiu empolgar o público e fracassou em materializar uma versão digital da convenção real. Os organizadores prometeram o melhor dos mundos, uma edição cheia de atrações, gratuita e sem filas. Mas a Comic-Con@Home teve poucas estrelas do mundo do entretenimento e, tragicamente, pouca presença de fãs. Além da baixa visualização dos vídeos disponibilizados, faltaram fãs na própria programação. Maior atrativo de qualquer Comic-Con, os cosplays acabaram esquecidos pelos organizadores, sem aparecer em nenhum vídeo, embora habitualmente sejam as imagens mais associadas à festa geek. Também não houve comércio virtual, um oportunidade perdida para promoções e lançamentos que, em outros tempos, movimentariam fortunas nos corredores do centro de convenções de San Diego. Faltou até programação interativa – e alternativa – , com passatempos temáticos. A Comic-Con@Home se restringiu a uma sucessão de vídeos produzidos com o aplicativo Zoom, reunindo cabeças falantes. E, aparentemente, alguns desses vídeos, apresentados como “lives”, eram pré-gravados. Keanu Reeves, que participou de dois painéis no fim de semana – para divulgar “Bill & Ted: Encare a Música” e comentar os 15 anos de “Constantine” – , acabou sendo a maior estrela do evento, que ainda contou com o elenco do filme “Os Novos Mutantes”, das séries das franquias “Star Trek” e “The Walking Dead”, e um punhado de outras atrações televisivas. Apesar de alardeados 350 painéis online, menos de duas dezenas foram dedicados a filmes e séries. Já as discussões acadêmicas sobre o que representa “A máscara nos quadrinhos de ‘Watchmen'”, “A psicologia da cultura pop de Natal” e “A ciência de ‘Star Trek'” ficaram às moscas. Não por acaso, a grande maioria dos vídeos disponibilizadas na página da Comic-Con Internacional no YouTube registrou menos de 2 mil visualizações. Alguns não conseguiram atrair nem 500 pessoas. A Comic-Con Internacional sempre teve esses debates obscuros, mas eles nunca chamaram tanta atenção quanto em sua versão virtual. O formato do evento “democratizou” a programação, colocando painéis hollywoodianos ao lado de discussões da “academia dos geeks”, sem priorizar destaques. A única divisão oferecida foi a dos dias da semana. Mais assistido de todos os painéis, o encontro de vários intérpretes da série “Vikings”, da 1ª à última temporada, atraiu o interesse de 223 mil pessoas. Só outro vídeo chegou perto desses números: “Os Novos Mutantes”, que reuniu 213 mil pessoas. Este painel foi também o que mais caprichou em novidades. Além de reunir o diretor e o elenco completo, apresentou a primeira cena do filme e um trailer inédito. Nenhum outro momento da programação chegou perto desse volume. Entre os bate-papos mais bem-sucedidos, o debate com Keanu Reeves sobre “Constantine” foi visto por 67 mil e um painel dedicado aos papéis heroicos de Charlize Theron teve 57 mil visualizações. Dentre as séries, depois de “Vikings” o programa mais assistido foi dedicado a “The Walking Dead”, que reuniu 87 mil fãs, seguido por “Fear The Walking Dead”, visto por 72 mil e um painel com diversas atrações do universo “Star Trek”, prestigiado por 64 mil. Outros destaques incluíram a participação do elenco de “The Boys”, com 54 mil visualizações, “His Dark Materials”, com 44 mil, e o curioso empate de público dos painéis de “The 100”, “Wynona Earp” e “What We Do in The Shadows”, com 34 mil espectadores. O dado negativo ficou por conta do desinteresse gerado pelo painel da 4ª temporada de “Van Helsing”, visto por apenas 4 mil pessoas. A falta de grandes atrativos se deveu à ausência de produções da Disney e da WarnerMedia. Os dois conglomerados decidiram dar pouca importância para o evento, porque têm outros planos de divulgação. A Disney tem sua própria “Comic Con”, a D23 Expo, que este ano também deverá ser virtual, e a Warner anunciou sua primeira convenção dedicada às atrações da DC Comics, a DC FanDome, que vai acontecer no dia 22 de agosto. Se a realização da Comic-Con@Home não foi exatamente o que os fãs esperavam, o que acabou se materializando serviu para alertar os “concorrentes” sobre o que precisa ser aperfeiçoado. Além disso, demonstrou para todo mundo que não é caro nem muito difícil organizar uma convenção digital. Sem as dificuldades logísticas para reunir diversos astros num mesmo local, acomodar o público e ainda contar com equipamento sofisticado para exibições especiais, até fãs estão fazendo convenções online. Durante o fim de semana da Comic-Con, aconteceram duas: JusticeCon, dedicada à “Liga da Justiça”, com a presença do diretor Zack Snyder e do ator Ray Fisher (Ciborgue), e #SaveDaredevil, com diversos atores e a equipe da série “Demolidor”. Só a entrevista com Zack Snyder na JusticeCon foi acompanhada por 281 mil pessoas. Ou seja, teve mais público que a atração mais vista da Comic-Con@Home.
Helstrom: Série de terror da Marvel ganha primeiro trailer assustador
A plataforma Hulu divulgou o primeiro trailer da nova série da Marvel, “Helstrom”, que difere de tudo que se imagina em relação às adaptações da editora de quadrinhos. O clima é de terror demoníaco, com direito à performance assustadora de Elizabeth Marvel (presidente dos EUA na série “Homeland”). A prévia também revela a data da estreia da atração. Nos quadrinhos, Daimon Helstrom é filho de um demônio, concebido por uma mulher mortal chamada Victoria Wingate. Tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Na trama original, Daimon e sua irmã, Satana Helstrom, herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Ele se estabeleceu como um investigador ocultista e exorcista, e tomou posse de um tridente satânico, que transformou em arma para lutar contra o próprio pai e seus seguidores. Mas a série pretende mudar tudo isso. Daimon será filho de um serial killer e sua irmã vai se chamar Ana. Os irmãos terão um relacionamento complicado, pela forma como lidam com o que existe de pior na humanidade, cada um com uma atitude diferente. Elizabeth Marvel tem o papel de Victoria Helstrom, que está enclausurada em um hospício há décadas, acusada de uma série de assassinatos, enquanto Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero num episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) vivem seus filhos. Traumatizados pelos supostos crimes da mãe, os irmãos Daimon e Ana dedicam suas vidas a combater os membros mais sórdidos e violentos da sociedade, um capítulo por vez. O elenco ainda inclui Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“The Passage”), além de Ariana Guerra (“Raising Dion”), que vive um personagem importante dos quadrinhos. Ela interpreta Gabriella Rosetti, que na verdade é Gabriel Rosetti nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973) e conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios. “Helstrom” deveria estrear ao lado de uma série do “Motoqueiro Fantasma”, que foi descartada antes do começo de sua produção, e chega à Hulu com futuro incerto. Ela deveria inaugurar um universo de terror da Marvel, mas se tornou a última produção live-action realizada pela Marvel Television, antes da divisão ser dissolvida e suas funções incorporadas pela Marvel Studios. Não só isso, o showrunner do programa, Paul Zbyszewski (produtor-roteirista de “Agents of SHIELD”, “Hawaii Five-0” e “Lost”), foi dispensado em abril, em plena quarentena. Uma estreia bem-sucedida pode reverter o mau agouro. A série vai chegar em 16 de outubro no serviço de streaming dos EUA.
Próximo Homem-Aranha é adiado para dezembro de 2021
As mais recentes mudanças no cronograma de lançamentos da Disney causaram um efeito dominó. A Sony rapidamente aproveitou o súbito aparecimento de uma vaga no concorrido calendário de dezembro de 2021, com o adiamento de um ano de “Avatar 2”, para mudar a estreia de seu terceiro Homem-Aranha, ainda sem título. Prevista para 4 de novembro de 2021, a estreia do super-herói foi atrasada em algumas semanas e agora vai acontecer em 17 de dezembro, data até então reservada para “Avatar 2”. Não está claro se a mudança foi planejada em conjunto com a Disney, que é coprodutora do longa e tem excesso de títulos, com poucas vagas para encaixá-los, devido à compressão do calendário causada pela pandemia de coronavírus. A continuação de “Homem-Aranha: Longe de Casa” vai trazer de volta Tom Holland ao papel de Peter Parker/Homem-Aranha após o filme anterior bater o recorde de bilheteria da franquia, com US$ 1,13 bilhão. O valor também representou a maior arrecadação da história da Sony, superando o lançamento do “007: Operação Skyfall”, que faturou US$ 1,1 bilhão. O filme é bastante esperado pelos fãs, após o herói ser denunciado como criminoso e ter sua identidade secreta revelada nos instantes finais de “Homem-Aranha: Longe de Casa”.
Os Novos Mutantes: Veja a abertura e um novo trailer do filme da Marvel
A 20th Century Studios divulgou uma coleção de pôsteres e um novo vídeo de “Os Novos Mutantes”, última produção da Marvel realizada pela antiga Fox. A prévia reúne os dois primeiros minutos do filme e um novo trailer com muitas cenas inéditas, que enfatizam um clima de terror. O material foi divulgado durante a Comic-Con@Home e pode ser visto abaixo com legendas no vídeo do painel completo, com participação do elenco e do diretor. A equipe também brincou bastante com a data de estreia da produção, várias vezes adiada, mas que continua marcada para agosto nos EUA – 10 de setembro no Brasil. “Os Novos Mutantes” é realmente um dos lançamentos de cinema mais adiados de todos os tempos. Filmado em 2016, deveria ter estreado originalmente em 2018, como lembra o vídeo. Mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. E quando a estreia foi marcada para março, veio o coronavírus, que tirou o longa do calendário. Uma nova data foi recentemente anunciada. Mas é arriscada, porque prevê o lançamento em agosto. Nesta quinta (24/7), a Disney tirou “Mulan” de seu calendário de lançamentos, porque considerou a estreia em agosto inviável. Com essas idas e vindas, o diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) aproveitou para aprimorar a pós-produção, refazendo e melhorando os efeitos e o visual das habilidades místicas de Magia, notadamente sua espada de energia, além de materializar Lockheed, o dragão roxo da personagem. A trama gira em torno de cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade, porque representam um perigo para a sociedade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Veja abaixo o painel completo legendado. As cenas do filme estão no final. Além disso, é possível ver apenas a abertura e o trailer num segundo vídeo abaixo, porém sem legendas. Confira.
Diretores de Vingadores: Ultimato querem filmar Guerras Secretas da Marvel
Os diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, Anthony e Joe Russo, estão em campanha não assumida para comandar um próximo filme dos Vingadores, centrado na saga “Guerras Secretas”. Para quem não sabe, “Guerras Secretas” foi o primeiro megacrossover da Marvel, concebida em 1984 pelo então editor-chefe da empresa, Jim Shooter. A história foi contada numa minissérie de 12 edições e acompanhava uma série de conflitos, após heróis e vilões serem aprisionados por uma entidade superpoderosa (Beyonder) num planeta desconhecido para lutarem numa espécie de mortal kombat, tendo como prêmio a realização de todos os seus desejos. A publicação teve inúmeras repercussões, entre elas a introdução do simbionte que viraria Venom e a substituição do Coisa pela Mulher-Hulk no Quarteto Fantástico. O sucesso foi tanto que, um ano depois, a Marvel lançou “Guerras Secretas II”, seguido de perto por duas edições de Quarteto Fantástico dedicadas a “Guerras Secretas III”. O tema voltou em 2015, com outra “Guerras Secretas”. Para Joe, o mais empolgante foi ver todos os heróis reunidos, ainda mais que leu a história pela primeira vez aos 10 anos de idade. “Foi um dos primeiros quadrinhos importantes a fazer isso. Isso era realmente um evento no seu melhor”, disse o diretor, em entrevista ao BroBible. E eu também gosto da ideia de vilões se unindo a heróis. Anthony e eu gostamos de relacionamentos complicados entre heróis e vilões, nós gostamos de vilões que acreditam que são os heróis de suas próprias histórias, então tudo está embutido nesta noção de ‘Guerras Secretas’. Executar algo na escala de ‘Guerra Infinita’ estava diretamente relacionado à lembrança de ‘Guerras Secretas’, que é ainda maior em escala.” Anthony reforçou os comentários do irmão, acrescentando que eles adorariam encarar o desafio de realizar uma adaptação de “Guerras Secretas”. “Seria o maior filme que você poderia imaginar, e é isso que realmente nos deixa empolgados na história – a ambição disso é ainda maior que a ambição da Saga do Infinito.” Não é a primeira vez que eles citam a vontade de adaptar “Guerras Secretas”. Se a Marvel tiver planos de superar “Vingadores: Ultimato”, este projeto provavelmente fará parte das discussões de produção. Além dos Vingadores, a história inclui os personagens dos X-Men e do Quarteto Fantástico, que a Marvel reincorporou após a aquisição da Fox pela Disney. Veja abaixo a capa das publicações originais dos anos 1980.
Falcão e o Soldado Invernal: Série da Marvel não consegue manter data de estreia
“Falcão e o Soldado Invernal”, primeira série da Marvel para a plataforma Disney+ (Disney Plus), não vai conseguir manter a data de estreia original, prevista para o mês de agosto. A plataforma da Disney divulgou nesta sexta (17/7) sua lista de estreias do próximo mês, sem incluir a produção. A Disney não forneceu uma nova previsão para o lançamento, mas novidades devem ser reveladas em breve pelo estúdio, que participará da versão virtual da Comic-Con na próxima semana. A atração estrelada por Anthony Mackie (o Falcão) e Sebastian Stan (o Soldado Invernal) teve suas gravações paralisadas pela pandemia de covid-19, mas retomou produção recentemente na República Tcheca. A trama de “Falcão e o Soldado Invernal” está a cargo do roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”) e, além dos dois Vingadores do título, interpretados por Anthony Mackie (Falcão) e Stan (Soldado Invernal), também traz Emily Van Camp de volta ao papel de Sharon Carter, que ela interpretou em dois filmes do Capitão América, e Daniel Brühl, que retoma a identidade de Barão Zemo, vilão responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. A principal novidade no elenco central fica por conta de Wyatt Russell (“Operação Overlord”) como John Walker, o Agente Americano. A série deve ser lançada ainda este ano na Disney+ (Disney Plus), com episódios assinados por Kari Skogland, diretora premiada de episódios de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”.
Os Novos Mutantes: Teaser traz imagens inéditas e convite para painel virtual da Comic-Con
A 20th Century Studios divulgou um novo teaser legendado de “Os Novos Mutantes”, última produção da Marvel realizada pela antiga Fox. A prévia tem algumas cenas inéditas envolvendo a heroína Magia, mas seu objetivo principal é divulgar o painel do filme na Comic-Con Internacional, que vai acontecer virtualmente na próxima quinta (23/7), aberto para todo mundo. “Os Novos Mutantes” é um dos filmes prontos mais adiados de todos os tempos. Filmado em 2016, deveria ter estreado originalmente em 2018, mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. E quando a estreia foi agendada para março, veio o coronavírus, que tirou o longa do calendário. Uma nova data foi recentemente anunciada. Mas também não deve ser cumprida, porque prevê o lançamento em agosto. Com essas idas e vindas, o diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando os efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Apesar de três anos de trailers já divulgados, a trama continua pouco clara, refletindo uma sinopse incrivelmente curta sobre cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e que são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Maiores detalhes devem ser revelados na Comic-Con, na quinta-feira a partir das 18h.
Helstrom: Nova série da Marvel ganha primeiras fotos
A Marvel divulgou as primeiras fotos de sua nova série “Helstrom”, que vai estrear na plataforma americana Hulu em outubro. A atração conseguiu completar seus episódios antes da paralisação causada pela pandemia de coronavírus. A série é o último programa da extinta Marvel Television e chegará à plataforma Hulu com um futuro incerto. Não só a divisão que a desenvolveu foi fechada como o showrunner do programa, Paul Zbyszewski (produtor-roteirista de “Agents of SHIELD”, “Hawaii Five-0” e “Lost”), foi dispensado em abril, durante a quarentena. “Helstrom” deveria estrear ao lado uma série do “Motoqueiro Fantasma”, que foi descartada antes do começo de sua produção. Assim, ficou sozinha com a missão de introduzir o universo de terror da Marvel na televisão. Nos quadrinhos, Daimon Helstrom é filho de um demônio, concebido por uma mulher mortal chamada Victoria Wingate. Tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Na trama original, Daimon e sua irmã, Satana Helstrom, herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Ele se estabeleceu como um investigador ocultista e exorcista, e tomou posse de um tridente satânico, que transformou em arma para lutar contra o próprio pai e seus seguidores. Mas a série pretende mudar tudo isso. Daimon será filho de um serial killer e sua irmã vai se chamar Ana. Os irmãos terão um relacionamento complicado, pela forma como lidam com o que existe de pior na humanidade, cada um com uma atitude diferente. A adaptação vai trazer Elizabeth Marvel (presidente dos EUA na série “Homeland”) como Victoria Helstrom, que está enclausurada em um hospício há décadas, acusada de uma série de assassinatos, enquanto Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero de um episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) vivem seus filhos. Traumatizados pelos supostos crimes da mãe, os irmãos Daimon e Ana dedicarão suas vidas a combater os membros mais sórdidos e violentos da sociedade, um capítulo por vez. O elenco ainda inclui Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“The Passage”), além de Ariana Guerra (“Raising Dion”), que vive um personagem importante dos quadrinhos. Ela interpreta Gabriella Rosetti, que na verdade é Gabriel Rosetti nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973) e conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios.
Diretora confirma que Viúva Negra será passagem de bastão para Florence Pugh
A diretora Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) confirmou que “Viúva Negra” vai realmente apresentar, conforme especulado, uma espécie de passagem de bastão de Scarlett Johansson para Florence Pugh. Ela deixou escapar o detalhe mais importante do enredo em entrevista à revista Empire. “Percebemos que o público esperaria uma história de origem. Então, claro, fomos na direção oposta”, afirmou, revelando em seguida: “Não sabíamos como a Florence Pugh seria maravilhosa. Sabíamos que ela seria boa, mas não sabíamos quanto. Scarlett foi muito graciosa, tipo ‘Ah, vou passar o bastão para ela’. Então, o filme vai impulsionar uma nova história feminina.” No ano passado, Scarlett Johansson já tinha dado a entender que “Viúva Negra” daria o pontapé em mais uma franquia no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A afirmação gerou especulações de que talvez a personagem de Pugh, Yelena Belova, pudesse assumir o lugar da Vingadora original, algo que ocorreu nos quadrinhos. Mas na ocasião a atriz negou. O filme é um grande flashback, passado antes da morte da heroína. A trama acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Segundo a diretora, ele também será uma oportunidade para os fãs se despedirem de Natasha. Isto é um banho de água fria em quem esperava uma reviravolta milagrosa na história da personagem, que não teve um funeral após se sacrificar em “Vingadores: Ultimato”. Shortland contou que a própria Scarlett Johansson lhe disse que a personagem não gostaria de uma cerimônia fúnebre. “Ela [Natacha] é muito fechada e, de qualquer forma, as pessoas não sabem quem ela realmente é. Então o que fizemos neste filme foi permitir que o fim fosse o luto que cada indivíduo sentiu, em vez de uma grande cerimônia pública. Acho que é um desfecho apropriado para ela”. Diz a sinopse oficial: “Em ‘Viúva Negra’, thriller de espionagem recheado de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff – a Viúva Negra – confronta as partes sombrias de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada com o seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e as relações quebradas que deixou quando se tornou uma Vingadora.” O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”) e seu elenco também inclui David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Adiado pela pandemia de covid-19, “Viúva Negra” tem estreia marcada para 29 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Shang-Chi: Nova produção da Marvel deve retomar filmagens no fim do mês
A produção de “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”, novo filme da Marvel, deve ser retomada no final deste mês. O longa do herói asiático, também conhecido como Mestre do Kung-Fu, é uma das produções que recebeu sinal verde para voltar a ser filmada em Sydney, na Austrália. As filmagens originais foram interrompidas logo no começo da produção no país, em março, quando o diretor Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) decidiu entrar em quarentena por suspeita de ter contraído covid-19. Ele não manifestou sintomas da doença. Segundo apurou o site Deadline, a Marvel está dando “passos cuidadosos” para retomar as filmagens. “Shang-Chi” será o segundo filme da Disney a retomar os trabalhos depois da paralisação causada pela pandemia de coronavírus em toda a indústria cinematográfica. Há poucos dias, “Avatar 2” recomeçou suas filmagens na Nova Zelândia. Assim como aconteceu com “Avatar 2”, o elenco e a equipe de “Shang-Chi” passarão por um período de duas semanas de quarentena ao desembarcarem na Austrália para as filmagens. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (da série “Kim’s Convenience”) como o herói do título, e o elenco também conta com Awkwafina (“A Despedida”) e o astro de filmes de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”).











