Astro de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” rebate chefão da Disney: “Não somos um teste”
O ator Simu Liu, protagonista de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, resolveu rebater o CEO da Disney, Bob Chapek, que durante uma conversa com investidores na quinta (12/8) afirmou que o filme será “um teste” para a empresa. Chapek usou a palavra teste no contexto de distribuição, já que, ao contrário de “Viúva Negra”, o longa de Shang-Chi será lançado exclusivamente nos cinemas. Mas Liu viu subtexto na afirmação. Em uma publicação no Twitter, neste sábado (14/8), o ator escreveu: “Nós não somos um teste. Nós somos as zebras, os subestimados. Nós somos os quebradores de barreiras. Nós somos uma celebração de cultura e alegria que vai perseverar após um ano sitiado. Nós somos a surpresa. Estou empolgado pra c****** para fazer história no dia 3 de setembro. Junte-se a nós”. Em seu desabafo, o ator ressaltou a importância do filme em termos de representatividade. Shang-Chi é o primeiro lançamento do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) com um protagonista de origem asiática. Além disso, seu elenco é formado majoritariamente por atores de ascendência asiática, como Tony Leung, Awkwafina e Michelle Yeoh. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, entretanto, não está gerando muito interesse nas redes sociais, ao contrário de “Pantera Negra” ou mesmo a recente “Viúva Negra”, que eram comentados com entusiasmo antes mesmo da estreia. Os dois filmes também foram exemplos de representatividade no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A première está marcada para segunda-feira (16/8) em Los Angeles, quando começarão a surgir os primeiros comentários sobre a produção. Geralmente, logo após as primeiras sessões abertas à imprensa, blogueiros geeks ocupam o espaço da crítica com elogios rasgados nas redes sociais. Mas há muita curiosidade para ver como os geeks vão reagir ao filme, pois a adaptação do personagem antigamente chamado de Mestre do Kung Fu é a produção do Marvel Studios que mais se distancia dos quadrinhos originais. E não apenas na troca do vilão Fu Manchu pelo Mandarim, mas até na abordagem de gênero. As primeiras histórias do personagem eram inspiradas pelo clima de espionagem de “Operação Dragão” e dos filmes de “007”, porém os trailers da adaptação cinematográfica sugerem que sua maior influência é o game “Mortal Kombat”. O roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”), a direção é de Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) e a estreia está marcada para 2 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. We are not an experiment. We are the underdog; the underestimated. We are the ceiling-breakers. We are the celebration of culture and joy that will persevere after an embattled year. We are the surprise. I’m fired the f**k up to make history on September 3rd; JOIN US. pic.twitter.com/IcyFzh0KIb — Simu Liu (刘思慕) (@SimuLiu) August 14, 2021
Séries online: Luta livre, super-heróis e vingança feminina são destaques no streaming
A Marvel lançou uma nova série nesta semana, “What If…?”, sua primeira produção animada para a Disney+. Os episódios revisitam situações clássicas dos filmes do estúdio (com dublagens de boa parte do elenco original), mas com mudanças radicais no desenvolvimento dos personagens, como a transformação de Peggy Carter em super-heroína no lugar de Steve Rogers – cortesia das inúmeras variantes do multiverso – , além de trazer muita ação numa estética computadorizada bonita e avançada. Apesar disso, os destaques da semana são atrações com atores de carne e osso, capazes de coreografar porradas bem mais realistas. Por coincidência, a principal estreia é uma criação de Michael Waldron, o responsável pela elogiada “Loki”, da Marvel. Trata-se de “Heels”, série de luta livre (wrestling) estrelada por Stephen Amell, o protagonista de “Arrow”, e Alexander Ludwig, astro de “Vikings”. Eles vivem irmãos que nutrem uma longa rivalidade no ringue e também fora dele. A disputa acontece em Duffy, uma pequena comunidade da Georgia que viveu dias de glória quando o ginásio de lutas local era mantido pelo pai dos dois. Agora, o que resta é a briga dos irmãos pelo controle do legado familiar. O primeiro episódio tem direção do cineasta Peter Segal (“Como se Fosse a Primeira Vez”, “Aprendiz de Espiã”) e chega à Starzplay apenas no domingo (15/8), mas já com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Entre as demais opções, destacam-se séries com protagonistas femininas, a começar pelo terror “Vingança Sabor Cereja”, em que Rosa Salazar (“Alita – Anjo de Combate”) dá show. Desenvolvida pela equipe da subestimada antologia de terror “Channel Zero”, a trama traz Salazar como uma diretora de cinema aspirante na ensolarada Los Angeles de 1990, que após ser abusada por um produtor famoso embarca em um jornada de vingança sanguinário e sobrenatural. “AlRawabi School for Girls” é uma surpresa inesperada da Jordânia. Imagine “Elite” só com garotas. E garotas muçulmanas! A trama mostra como uma vítima de bullying vai à forra contra a turma popular da sua escola exclusiva para meninas. “Made for Love” leva o machismo tóxico para a ficção científica. Ao estilo de “Black Mirror”, a trama gira em torno de um inventor que implanta no cérebro da esposa uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Incomodada, ela resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Os personagens são vividos por Cristin Milioti (que, por sinal, participou de “Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), que sustentam um tom de comédia ácida em meio aos cenários futuristas. A criativa série de super-heróis adolescentes “Stargirl” também está de volta, empoderando mais garotas – com a estreia de Jade, a filha do Lanterna Verde – em sua 2ª temporada. E ainda há o cultuado anime “Shaman King”, a antologia romântica “Modern Love” – com o astro de “Game of Thrones” Kit Harington – e duas séries de suspense para completar o Top 10. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Heels | EUA | 1ª Temporada (Starzplay) Vingança Sabor Cereja | EUA | Minissérie (Netflix) Made for Love | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) AlRawabi School for Girls | Jordânia | Minissérie (Netflix) Vosso Reino | Argentina | 1ª Temporada (Netflix) Desaparecido para Sempre | França | Minissérie (Netflix) Modern Love | EUA | 2ª Temporada (Amazon) Stargirl | EUA | 2ª Temporada (HBO Max) What If…? | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Shaman King | Japão | 1ª Temporada (Netflix)
Série do Gavião Arqueiro pode se chamar “Hawkeye” no Brasil
A Disney+ divulgou um comunicado sobre as séries do Marvel Studios em sua plataforma onde a série “Hawkeye”, do herói Gavião Arqueiro, não teve seu título traduzido. A atração da Marvel estrelada por Jeremy Renner e Hailee Steinfeld vai chegar ao streaming no dia 24 de novembro. Vale lembrar que os títulos de “WandaVision”, “What If…?” e, vá lá, “Loki” não ganharam tradução em português, ao contrário de “Falcão e o Soldado Invernal”. Na nova série, Renner reprisa seu papel como Clint Barton, o Gavião Arqueiro dos Vingadores, enquanto Steinfeld interpreta Kate Bishop, sua discípula, que nos quadrinhos também se torna sua substituta e integrante dos Jovens Vingadores. O elenco também inclui Vera Farmiga (“Bates Motel”), Tony Dalton (“Better Call Saul”), Fra Fee (“Les Misérables”) e Zahn McClarnon (“Longmire”). Com roteiro e produção de Jonathan Igla (“Mad Men”), a trama vai dar sequência ao desfecho do filme “Viúva Negra” e contará ainda com participação de Florence Pugh no papel de Yelena Belova. O encontro não será nada amistoso, já que ela está sendo levada a crer que Barton foi responsável pela morte de sua irmã Natasha (a Viúva Negra) e busca vingança. “Hawkeye” também vai introduzir Eco (Echo), heroína surda e nativo-americana, que será interpretada pela estreante Alaqua Cox e deve ganhar seu próprio spin-off em 2022, atualmente em desenvolvimento pelo casal Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e Emily Cohen.
Chefão da Disney se pronuncia sobre streaming após processo de Scarlett Johansson
O CEO da Disney Bob Chapek se pronunciou na quinta (12/8) sobre o modelo de compensação por lançamento híbrido, simultaneamente nos cinemas e na Disney+, que levou a atriz Scarlett Johansson a processar a companhia. Ele abordou o assunto durante uma teleconferência para acionistas sobre os resultados financeiros positivos da Walt Disney Co. no terceiro trimestre. “Bob Iger e eu, junto com a equipe de distribuição, determinamos que essa era a estratégia certa para nos permitir alcançar o maior público possível”, disse Chapek, invocando seu antecessor para justificar a decisão de lançar “Viúva Negra” e outros filmes no Premier Access da Disney+. “E, só para reiterar, as decisões de distribuição são feitas filme por filme, e continuaremos a utilizar todas as opções daqui para frente”, acrescentou. O chefão da Disney ainda fez questão de caracterizar a briga jurídica de Johansson como uma anomalia, mesmo sem mencionar a atriz diretamente. Ele fez isso ao sugerir que, quando a companhia passou a alterar os planos de lançamento de filmes, todos os acordos com as estrelas cujos bônus estavam atrelados ao desempenho de bilheteria foram remanejados sem criar problemas. “Esses filmes foram concebidos em uma época em que… certamente não sabíamos sobre covid”, disse Chapek aos analistas de Wall Street. “Assim como o que fizemos muitas vezes antes, encontramos maneiras de compensar de forma justa nosso talento para que, não importa o que acontecesse, todos se sentissem satisfeitos.” Ele ainda acrescentou que “desde que a covid começou, firmamos centenas de acordos com os nossos talentos e, em geral, eles têm corrido muito bem”. A diferença de compensação financeira do streaming em relação às bilheterias de cinema foi o ponto crítico que levou Johansson a processar a companhia por quebra de contrato. Anteriormente, a Disney afirmou que o processo movido por Johansson “não tem qualquer mérito” e que era “triste e inquietante em seu completo desprezo aos efeitos globais terríveis e prolongados da pandemia de covid-19”. “A Disney cumpriu totalmente seu contrato com a Sra. Johansson e, além disso, o lançamento de ‘Viúva Negra’ no Premier Access do Disney+ aumentou significativamente sua capacidade de gerar ganhos adicionais além dos US$ 20 milhões que ela já recebeu até agora”, acrescentou a empresa. A reação da Disney foi repudiada pelo Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) e várias entidades de direitos femininos, que acusaram a empresa de realizar um ataque de gênero em sua defesa, além de tornar público o cachê da artista, numa atitude nunca vista antes. “Embora não tomemos posição sobre as questões de negócios no litígio entre Scarlett Johansson e a The Walt Disney Company, nos posicionamos firmemente contra a declaração recente da Disney que tenta caracterizar Johansson como insensível ou egoísta por defender os direitos de seu contrato de negócios”, afirmou a SAG-Aftra em comunicado oficial. “Esse ataque de gênero não tem lugar em uma disputa de negócios e contribui para um ambiente no qual mulheres são percebidas como menos capazes do que os homens de proteger seus próprios interesses sem enfrentar críticas ad hominem”. Em sua apresentação para o mercado, Chapek ainda disse que “Free Guy” e “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” serão lançados exclusivamente nos cinemas – respectivamente em 19 de agosto e 2 de setembro no Brasil. O primeiro devido ao contrato original firmado pela antiga 20th Century Fox e o segundo porque “será um teste e uma fonte de dados interessante”.
“Venom: Tempo de Carnificina” é adiado para outubro
A Sony anunciou um novo adiamento de “Venom: Tempo de Carnificina” por conta da pandemia da covid-19. Previsto para estrear em 24 de setembro, o filme baseado nos quadrinhos da Marvel agora chegará aos cinemas em 14 de outubro no Brasil e um dia depois nos EUA. A decisão foi tomada porque as bilheterias dos cinemas nos Estados Unidos têm sido prejudicada pelo aumento de casos de covid-19 ligados à variante delta. Segundo pesquisa divulgada pela revista Variety, apenas 67% das pessoas se sentem seguros indo aos cinemas do país. Há um mês, o número era de 81%. Isto ajuda a explicar as bilheterias abaixo do esperado em relação a “O Esquadrão Suicida”, “Space Jam – Um Novo Legado” e “Jungle Cruise”. Mas é importante lembrar que estes três títulos tiveram lançamentos simultâneos em streaming. “Venom: Tempo de Carnificina” será lançado apenas nos cinemas. O filme estrelado por Tom Hardy já teve sua data de estreia modificada outras duas vezes. Originalmente, ele deveria ter estreado em outubro do ano passado. O lançamento vai acontecer, portanto, um ano após o planejado.
Final alternativo de “Viúva Negra” vaza na internet
Um final alternativo de “Viúva Negra” vazou na internet, multiplicando-se em compartilhamentos em várias plataformas. Diferente da cena exibida nos cinemas, este fim mostra Natasha (Scarlett Johansson) voltando até Ohio, antes de embarcar na missão de “Vingadores: Guerra Infinita”. Estacionando a moto em frente à casa onde passou parte de sua infância com a família formada pela Sala Vermelha, ela observa crianças brincado de Vingadores e interage com sua versão mirim. Confira a cena abaixo. Em cartaz nos cinemas e na plataforma Disney+, “Viúva Negra” já faturou mais de US$ 360 milhões nas bilheterias mundiais, mas também colocou a Disney e Scarlett Johansson em pé de guerra. A estrela processou o estúdio pelo lançamento simultâneo em streaming, que não estava previsto em seu contrato e que representa uma perda financeira significativa para suas pretensões com o lançamento cinematográfico.
Trailer de “What If…?” revela origem da Capitã Bretanha
A Disney+ divulgou um último trailer de “What If…?” na véspera da estreia de sua nova série da Marvel Studios, que também é a primeira animação oficial do estúdio. A prévia mostra a origem da Capitã Bretanha (ou Capitã Carter) e promete revelar várias linhas temporais alternativas, que apresentam variantes de personagens conhecidos da Marvel. O grande diferencial da produção é que ela conta com a participação de diversos atores do MCU (sigla do Universo Cinematográfico da Marvel) dublando as versões animadas de seus personagens. Entre eles, destaca-se Chadwick Boseman, que gravou suas últimas palavras como T’Challa, o Pantera Negra, antes de morrer de câncer no ano passado. “What If…?” é baseada nas histórias em quadrinhos conhecidas no Brasil como “O Que Aconteceria Se…”. O título foi lançado em 1977 e possui mais de 200 edições, que exploram como a Marvel seria se alguns personagens não tivessem morrido, outros não tivessem ganhado superpoderes e até situações assumidamente ridículas. Fez tanto sucesso que o conceito extrapolou suas páginas, dando origem a personagens de linhas alternativas, como Gwen Aranha – além de ter inspirado a DC Comics a lançar sua própria versão, “Elseworlds”. A série dá à premissa original um contexto ligeiramente diferente, ao apresentar seus episódios como uma exploração do multiverso, logo após “Loki” apresentar o conceito das variantes. Além de Chadwick Boseman, a lista de participações na série inclui Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Hayley Atwell (Agente Carter), Michael B. Jordan (Killmonger), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Josh Brolin (Thanos), Mark Ruffalo (Hulk), Tom Hiddleton (Loki), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Chris Hemsworth (Thor), Karen Gillan (Nebulosa), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Paul Rudd (Homem-Formiga), Michael Douglas (Hank Pym), Josh Brolin (Thanos), Dominic Cooper (Howard Stark), Neal McDonough (Dum Dum), Dominic Cooper (Howard Stark), Sean Gunn (Kraglin), Natalie Portman (Jane Foster), David Dastmalchian (Kurt), Stanley Tucci (Dr. Erskine), Taika Waititi (Korg), Toby Jones (Dr. Zola), Djimon Hounsou (Korath), Jeff Goldblum (Grão-Mestre), Michael Rooker (Yondu) e Chris Sullivan (Taserface), entre outros. Para completar, a série ainda introduzirá um personagem inédito, o Vigia, conhecido dos quadrinhos do Quarteto Fantástico. É ele quem faz a narração do vídeo, com a voz de Jeffrey Wright (“Westworld”). Para quem não conhece, o Vigia é uma entidade cósmica que observa os acontecimentos do multiverso, e também é referido como Uatu – para distingui-lo dos demais, que surgiram posteriormente. Este primeiro Vigia, que morava na lua, também se provou o mais problemático, já que deveria registrar tudo sem interferir, mas na maioria das vezes não resistia a dar uma ajudazinha à humanidade. Esta “falha” pode ser explorada na série ou no novo longa do Quarteto Fantástico, já anunciado pela Marvel. A conferir. A estreia de “What If…?” acontece na quarta-feira (11/8).
“O Esquadrão Suicida” lidera mas não anima bilheterias dos EUA
“O Esquadrão Suicida” estreou em 1ª lugar nas bilheterias da América do Norte no fim de semana, marcando a primeira liderança de um filme “R-Rated” (para maiores nos EUA) desde o começo da pandemia, em março de 2020. Mas a arrecadação de US$ 26,5 milhões foi menor do que a esperada para um lançamento em 4.002 cinemas e com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho reflete o temor pela variante delta do coronavírus, que tem causado aumento de internações nos EUA, e o lançamento simultâneo na HBO Max. Ao contrário de “Viúva Negra”, que cobrava ingresso digital, “O Esquadrão Suicida” chegou ao streaming de graça para os assinantes americanos da plataforma da WarnerMedia. No mercado internacional, “O Esquadrão Suicida” arrecadou mais US$ 35 milhões de 70 países. Como já tinha sido lançado em alguns territórios na semana passada, seu total global está em US$ 72,2 milhões. Mesmo muito longe de recuperar o investimento de US$ 185 milhões em sua produção – sem contar os elevados custos de P&A (divulgação e marketing) – , o longa dirigido por James Gunn saiu-se melhor que o lançamento anterior da DC Comics, “Mulher-Maravilha 1984”. Disponibilizado no auge da pandemia, “Mulher-Maravilha 1984” fez só US$ 16,7 milhões no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. E também foi lançado simultaneamente na HBO Max. “A performance deste fim de semana de ‘O Esquadrão Suicida’ mostra mais uma vez a imprevisibilidade de um mercado cinematográfico cujo sucesso aumenta e diminui com base em um conjunto de fatores díspares em constante evolução, incluindo não apenas as métricas usuais, mas também o impacto de uma pandemia preocupante sobre o comportamento do consumidor”, disse Paul Dergarabedian da Comscore. “É claro que o lançamento simultâneo em streaming de qualquer filme tem implicações, mas no ambiente de hoje é muito simplista analisar o desempenho de um filme com base apenas nessa variável, já que há muitas outras.” As notícias sobre a variante delta passaram a ocupar os noticiários dos EUA depois da estreia de “Viúva Negra”, que bateu o recorde de bilheteria da pandemia, com US$ 80 milhões. Mas o que parecia assinalar o reaquecimento do mercado foi rapidamente afetado pelas manchetes de agosto, levando ao fraco desempenho de “Jungle Cruise” na semana passada e à baixa venda de ingressos para a adaptação dos quadrinhos da DC Comics neste fim de semana. Líder no levantamento anterior, “Jungle Cruise” ficou com o 2º lugar neste domingo (8/8), com US$ 15,7 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme já faturou US$ 65,3 milhões nos EUA e Canadá e atingiu um total de US$ 121,8 milhões globalmente – sem contar os US$ 30 milhões revelados pela Disney em streaming no fim de semana passado. O terror “Tempo” ficou num distante 3º lugar em seu terceiro fim de semana na América do Norte, com US$ 4,1 milhões, para chegar a US$ 38,5 milhões domésticos e US$ 65,2 milhões mundiais. Em 4º lugar, “Viúva Negra” somou mais US$ 4 milhões. O filme que levou Scarlett Johansson a processar a Disney já faturou US$ 174,4 milhões no mercado norte-americano e US$ 359,8 milhões em todo o mundo – sem contar as sessões pagas da Disney+. O Top 5 se fecha com “Stillwater”, filme estrelado por Matt Damon e ainda inédito no Brasil, com US$ 2,9 milhões e um total de US$ 10 milhões em 10 dias. “Stillwater” tem estreia prevista no Brasil para 2 de setembro.
Sindicato dos Atores defende Scarlett Johnsson: “Disney deveria se envergonhar”
A Disney voltou a sofrer críticas pela forma como lidou com Scarlett Johansson em “Viúva Negra”. A atriz abriu um processo por quebra de contrato contra o estúdio pelo lançamento simultâneo do filme nos cinemas e em streaming. A situação, que poderia ter sido contornada com um acordo amigável, tem rendido comunicados irritados da Disney, que chegou a acusar a atriz de ser insensível e desprezar as vítimas de covid-19 com sua iniciativa. A situação chegou a ponto de organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres na indústria do entretenimento denunciarem a comunicação do estúdio como um “ataque de gênero” (machista), que “não tem lugar em uma disputa de negócios”. Na sexta (6/8), o advogado de longa data da Walt Disney Pictures, Daniel Petrocelli, deu outra declaração polêmica, ao afirmar que a ação da atriz não passa de “uma jogada de marketing altamente orquestrada”. ”É óbvio que se trata de uma jogada de marketing altamente orquestrada, para alcançar um resultado que não seria obtido no processo judicial”, disse o advogado para a revista Variety. “Tratamos a receita do Disney Premier Access [do lançamento em streaming] como bilheteria para fins dos requisitos de bônus no contrato. Isso só melhorou as finanças da Sra. Johansson”, acrescentou. A declaração gerou outra reação, desta vez do SAG-AFTRA, o Sindicato dos Atores dos EUA. “A Disney deveria se envergonhar de si mesma por recorrer a táticas batidas de sexismo e intimidação”, disse a presidente do sindicato, Gabrielle Carteris, em um comunicado oficial. “Os atores devem ser remunerados por seu trabalho de acordo com seus contratos. Scarlett Johansson está dando destaque às mudanças impróprias na remuneração que as empresas estão tentando emplacar à medida que os modelos de distribuição mudam. Ninguém, em qualquer área de trabalho, deve ser vítima de reduções inesperadas na compensação acertada. É irracional e injusto. A Disney e outras empresas de conteúdo estão indo muito bem e certamente podem cumprir suas obrigações de compensar os artistas cuja arte e talento são responsáveis por seus lucros.” Ela ainda acrescentou: “Além disso, estamos profundamente preocupados com o tom de gênero usado nas críticas da Disney à Sra. Johansson. As mulheres não são ‘insensíveis’ quando se levantam e lutam por um pagamento justo – elas são líderes e defensoras da justiça econômica. As mulheres foram vitimadas pela desigualdade salarial durante décadas e foram ainda mais vitimadas por comentários como os das declarações de imprensa da Disney. Esse tipo de ataque não tem lugar em nossa sociedade e o SAG-AFTRA continuará a defender nossos membros de todas as formas de preconceito.”
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” ganha novo comercial
A Marvel divulgou um novo comercial de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o filme do Mestre do Kung Fu. Com poucas cenas inéditas, a prévia reforça o clima de “Mortal Kombat” que parece caracterizar a produção. O filme tende a ser a adaptação menos fiel já feita pela Marvel, preservando apenas a premissa básica dos quadrinhos, centrada na rebelião do filho altruísta contra o pai maligno, ao mesmo tempo em que faz a troca do Fu Manchu das publicações originais pelo vilão Mandarim (ou Wenwu, seu nome civil), mencionado na franquia “Homem de Ferro”. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como o pai antagonista, além de Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e Florian Munteanu (“Creed II”). Além destes, o filme contará com aparições de Wong (Benedict Wong), o assistente de “Doutor Estranho”, e o vilão Abominável, de “O Incrível Hulk” (2008). Sabe-se que o ator Tim Roth vai voltar ao papel da criatura na série da Mulher Hulk. O roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”), a direção é de Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) e a estreia está marcada para 2 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Personagens de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” ilustram pôsteres individuais
A Marvel divulgou uma coleção de pôsteres com os personagens de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como seu pai antagonista Wenwu (o Mandarim), além de Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) e Fala Chen (“The Undoing”). Junto destes cinco astros, a Marvel também fez um pôster do vilão mascarado Agente da Morte (Death Dealer), que (ao estilo de “Viúva Negra”) até agora não teve seu intérprete identificado. Além destes, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” contará com aparições de Wong (Benedict Wong), o assistente de “Doutor Estranho”, e o vilão Abominável, de “O Incrível Hulk” (2008). Não está claro se ele voltará a ser interpretado pelo ator Tim Roth, que por enquanto está confirmado no papel da criatura apenas na vindoura série da Mulher Hulk. O roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”), a direção é de Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) e a estreia está marcada para 2 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Cena de “What If…?” mostra Capitã Bretanha e um Homem de Ferro diferente
A primeira série animada do Marvel Studios, “What If…?”, teve uma cena inédita divulgada. O vídeo curto revela um encontro entre Peggy Carter, Steve Rogers e Bucky Barnes em circunstâncias bem diferentes. Passado na 2ª Guerra Mundial, o episódio traz Peggy como a Capitã Bretanha – ou Capitã Carter – , lutando contra nazistas ao lado de Bucky, e apresenta Steve Rogers equipado com uma armadura de Homem de Ferro. Todos os personagens são dublados por seus intérpretes no MCU (sigla do Universo Cinematográfico da Marvel): Hayley Atwell, Sebastian Stan e Chris Evans. A nova série chega na Disney+ logo após “Loki” apresentar o conceito das variantes criadas por diferentes linhas temporais. Cada episódio da atração vai mostrar realidades diferentes em que os personagens tomaram decisões que alteraram radicalmente o destino que teriam no MCU tradicional. “What If…?” é baseada nas histórias em quadrinhos conhecidas no Brasil como “O Que Aconteceria Se…”. O título foi lançado em 1977 e possui mais de 200 edições, que exploram como a Marvel seria se alguns personagens não tivessem morrido, outros não tivessem ganhado superpoderes e até situações assumidamente ridículas. Fez tanto sucesso que o conceito extrapolou suas páginas, dando origem a personagens de linhas alternativas, como Gwen Aranha – além de ter inspirado a DC Comics a lançar sua própria versão, “Elseworlds”. A série adapta a premissa para transformar seus episódios numa exploração do multiverso, exibindo versões alternativas dos super-heróis, como Peggy Carter na pele da Capitã Bretanha e T’Challa viajando as estrelas como um dos Saqueadores (Ravagers) de Yondu. Como os personagens são dublados por seus intérpretes nos filmes, a atração também inclui Chadwick Boseman, que gravou suas últimas palavras como T’Challa, o Pantera Negra, antes de morrer de câncer no ano passado. Para completar, “What If…?” ainda introduz um personagem inédito, o Vigia, uma entidade cósmica dos quadrinhos do Quarteto Fantástico, que serve como narrador de todos os episódios com a voz de Jeffrey Wright (“Westworld”). A estreia está marcada para a próxima quarta-feira, dia 11 de agosto.
Trailer de “Venom 2” apresenta Carnificina
A Sony divulgou um novo trailer legendado de “Venom: Tempo de Carnificina”. A prévia apresenta em detalhes a origem do novo vilão da história, Carnificina, que foi introduzido na cena pós-créditos do primeiro filme, com interpretação de Woody Harrelson. O trailer revela sua transformação num simbionte assassino e sua rivalidade com Venom. A continuação também volta a trazer Tom Hardy como Eddie Brock/Venom, além de Michelle Williams como sua namorada Anne Weying, e ainda destaca a atriz Naomie Harris, indicada ao Oscar por “Moonlight” (2016), como a vilã Shriek. A direção está a cargo de Andy Serkis (“Mogli: Entre Dois Mundos”), que substitui Ruben Fleischer, responsável pelo longa inaugural. A sequência de “Venom” foi um dos muitos lançamentos adiados devido à pandemia do novo coronavírus — antes, a produção deveria chegar aos cinemas em outubro do ano passado. A previsão de estreia atual é para 16 de setembro no Brasil, uma semana antes dos EUA.











