Daniel Craig vai estrelar drama gay com ator de “Outer Limits”
O cineasta italiano Luca Guadagnino vai dirigir uma adaptação do romance “Queer”, clássico LGBTQIAP+, com Daniel Craig (“007: Cassino Royale”) no papel principal. O ator Drew Starkey (o Rafe de Outer Banks”) será o par romântico de Craig. O eterno agente 007 vai interpretar Lee, que busca amor e desejo em bares do México dos anos 1950. Além de Craig e Starkey, o elenco conta com Lesley Manville (“The Crown”), Henry Zaga (“Quem é você, Alasca?”) e Jason Schwartzman (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”). Baseada na obra do escritor William S. Burroughs – que ficou três décadas proibida – , “Queer” será o 14º filme de Guadagnino, que ganhou popularidade após o lançamento de “Um Mergulho No Passado” (2015), com Tilda Swinton, Ralph Fiennes e Dakota Johnson, e estourou com “Me Chame pelo Seu Nome” (2017), também sobre um romance gay. Antes do lançamento de “Queer”, Guadagnino tem “Challengers” pela frente, que está atualmente em pós-produção. Estrelado por Zendaya (“Euphoria”) e Josh O’Connor (“The Crown”), o filme segue tenistas que competem em um torneio e reacendem velhas rivalidades pessoais.
Daniel Craig será gay no próximo filme do diretor de “Me Chame pelo Seu Nome”
O ator Daniel Craig (“007: Sem Tempo para Morrer”) vai estrelar o filme “Queer”, adaptação do livro homônimo de William S. Burroughs (o autor beatnik de “Almoço Nu”), que será dirigida por Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”). A obra acompanha o alter ego de Burroughs, William Lee, na Cidade do México, vivendo de empregos de meio período e entre bares frequentados por estudantes universitários americanos expatriados. Lee é autoconsciente, inseguro e motivado a perseguir um jovem chamado Allerton, personagem que foi inspirado em Adelbert Lewis Marker (1930-1998), um militar reformado da Marinha americana que fez amizade com Burroughs na Cidade do México. O livro é uma continuação direta de “Junkie”, outra obra famosa do autor, e retrata a abstinência de drogas de Lee/Burroughs, que ele tenta superar com álcool e com a paixão obsessiva por Allerton. Escrito entre 1951 e 1953, só foi publicado 30 anos depois, em 1985, devido ao tema explícito da homossexualidade do protagonista. O filme ainda não tem previsão de estreia. Daniel Craig será visto a seguir em “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019), que estreia em 23 de dezembro na Netflix. Luca Guadagnino, por sua vez, acabou de lançar o drama “Até os Ossos”, que deve marcar presença na temporada de premiações. Ele também está envolvido no filme esportivo “Challengers”, que será estrelado por Zendaya (“Euphoria”), mas ainda não tem previsão de estreia.
Zendaya virou tenista para novo filme: “Não usamos dublês”
A atriz Zendaya (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) passou três meses treinando com um tenista profissional para estrelar o filme “Challengers”, dirigido por Luca Guadagnino (“Me Chame pelo Seu Nome”). E o resultado agradou prontamente o diretor. “Ela é maravilhosa”, disse Guadagnino à revista Variety. “Quero dizer, uau! Editamos o filme e quase não usamos nenhum de seus dublês. Ela é tão boa.” Com roteiro do dramaturgo Justin Kuritzkes em sua estreia no cinema, o filme traz Zendaya como Tashi, uma jogadora de tênis que ao virar treinadora decide transformar seu marido Art de um jogador medíocre num campeão mundial de Grand Slam. Mas, para isso, precisará superar Patrick, um tenista promissor e agora decadente, que foi seu ex-namorado. Antigas rivalidades vem à tona e o jogo se torna mais que uma disputa de tênis. Além de Zendaya, o atores Josh O’Connor (“The Crown”), intérprete de Patrick, e Mike Faist (“Amor, Sublime Amor”), que vive Art, também passaram pelo treinamento intensivo. “Eles passaram três meses trabalhando muito”, disse Guadagnino à revista Variety. “Todo mundo – tecnicamente, atleticamente.” O ex-jogador de tênis Brad Gilbert é consultor do filme, e ficou responsável por ensinar o trio. Segundo Guadagnino, depois do treinamento os atores estão prontos para competirem no torneio U.S. Open. Em relação ao tom do filme, o diretor disse que a obra é uma comédia. “Eu acho que esses três personagens do filme são pessoas maravilhosamente complexas e realmente f*didas que eu amo muito. E é um filme de esportes, por que não? É hipercinético, e eu faço filmes, então é ótimo.” “Challengers” chega aos cinemas americanos em 11 de agosto de 2023. Além disso, Zendaya também será vista no filme “Duna: Parte Dois”, cuja estreia está marcada para novembro de 2023.
Timothée Chalamet é canibal apaixonado no trailer de “Até os Ossos”
A Warner Bros. divulgou o trailer legendado de “Até os Ossos” (Bones and All), que volta a reunir o ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome”. A prévia combina romance e chacina, refletindo a temática canibalesca da trama, ao som de “You Want It Darker”, de Leonard Cohen. Baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis, o filme se passa nos anos 1980 e segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. No meio de sua jornada, ela encontra alguém que parece ser sua alma gêmea carnívora. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e o papel principal feminino é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”). O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). O filme foi o mais aplaudido do Festival de Veneza, onde Taylor Russell venceu o Troféu Marcello Mastroianni de Melhor Atriz Jovem. A estreia está marcada para 23 de novembro nos EUA e 1 de dezembro no Brasil.
Timothée Chalamet é canibal apaixonado em trailer romântico/sangrento
A MGM divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Bones and All”, que volta a reunir o ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome”. A prévia combina romance e chacina, refletindo a temática canibalesca da trama. Baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis, “Bones and All” se passa nos anos 1980 e segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. No meio de sua jornada, ela encontra alguém que parece ser sua alma gêmea carnívora. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e o papel principal feminino é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”). O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). O filme foi o mais aplaudido do Festival de Veneza, onde Taylor Russell venceu o Troféu Marcello Mastroianni de Melhor Atriz Jovem. A estreia está marcada para 23 de novembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Festival de Veneza premia Cate Blanchett e Colin Farrell
O Festival de Veneza se encerrou neste sábado (10/9) com a premiação de “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras, com o Leão de Ouro. O filme é o primeiro documentário a receber as principais honras do festival. A obra acompanha a vida da artista Nan Goldin e sua campanha contra a família Sackler, dinastia farmacêutica que foi a grande responsável pela epidemia de opioides. Poitras, que já tem um Oscar por seu documentário sobre Edward Snowden, “Cidadãoquatro”, dedicou o prêmio a Goldin. Apesar da falta de astros para celebrar o prêmio principal, Hollywood esteve bem representada na entrega de troféus, com as conquistas da Coppa Volpi para a australiana Cate Blanchett, eleita a melhor atriz pelo trabalho em “Tár”, de Todd Field, e o irlandês Colin Farrell, melhor ator por “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh – que também foi premiado pelo roteiro. Os dois foram muito elogiados pela crítica por seus desempenhos. Blanchett, no papel de uma maestrina em crise, e Farrell, enfrentando ódio de um amigo em sua pequena vila, saem de Veneza com indicações ao Oscar praticamente garantidas. Mas também houve uma grande torcida por Brenda Fraser, por “A Baleia” Além deles, Taylor Russell, estrela da série “Perdidos no Espaço”, ganhou o troféu de Melhor Atriz Jovem por sua atuação como uma garota canibal em “Bones and All”, de Luca Guadagnino. Guadagnino também conquistou o Leão de Prata de Melhor Diretor. A Biennale ainda destacou com o Prêmio Especial do Júri o filme iraniano “No Bears”, do diretor Jafar Panahi, que se encontra preso por protestar contra o governo de seu país. Apesar de sua ausência no evento, o cineasta foi aplaudido longamente após o anúncio de seu prêmio. Panahi foi preso em 11 de julho ao chegar ao tribunal de Teerã para acompanhar o caso de outro diretor de cinema premiado, Mohammad Rasulof, que tinha sido preso três dias antes, junto com seu parceiro Mostafa Aleahmad. Segundo um porta-voz do sistema judiciário iraniano, Panahi cumpre uma pena aplicada em 2010, quando foi condenado a 6 anos de prisão e 20 anos de proibição para trabalhar com cinema, por “propaganda contra o governo” – apesar de ter cumprido todos os 6 anos em prisão domiciliar. “Saint Omer”, primeiro longa-metragem de ficção da documentarista francesa Alice Diop, ganhou o prêmio O Grande Prêmio do Júri e o prêmio Leão do Futuro de melhor filme de estreia. No drama jurídico, Diop narra o julgamento de uma mãe franco-senegalesa que cometeu infanticídio. O Júri do 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza foi presidido pela atriz americana Julianne Moore. Confira abaixo um resumo dos principais prêmios. Lista completa dos principais vencedores da competição. Leão de Ouro: “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras Grande Prêmio do Júri: “Saint Omer”, de Alice Diop Prêmio Especial do Júri: “No Bears”, de Jafar Panahi Leão de Prata de Melhor Diretor: Luca Guadagnino, por “Bones and All” Melhor Ator Jovem: Taylor Russell, por “Bones and All” Melhor Atriz: Cate Blanchett, por “Tár” Melhor Ator: Colin Farrell, por “The Banshees of Inisherin” Melhor Roteiro: Martin McDonagh, por “The Banshees of Inisherin”
Bones and All: Filme com Timothée Chalamet é o mais aplaudido do Festival de Veneza
Além de levar as fãs à histeria como se fosse um dos Beatles – ou Justin Bieber – no tapete vermelho de Veneza, Timothée Chalamet encantou a crítica presente no festival de cinema. Seu novo filme dirigido por Luca Guadagnino, que o comandou em “Me Chame Pelo Seu Nome”, recebeu a maior salva de aplausos do evento cinematográfico deste ano até o momento. Foram oito minutos e meio de palmas, gritos e assobios ao final da sessão da première mundial de “Bones and All”. O filme, que reúne Chalamet com a atriz Taylor Russell, da série “Perdidos no Espaço”, é uma história de amor canibal. Baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis, “Bones and All” segue a personagem de Russell em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. Nessa jornada, ela encontra um vagabundo intenso e desprivilegiado, e os dois partem para uma odisseia de mil milhas que os leva por estradas secundárias, passagens escondidas e alçapões dos EUA na época de Ronald Reagan, alimentando-se de membros mastigados com “ossos e tudo”, como diz o título em inglês. Diante da intensidade da reação, o diretor italiano do filme precisou enxugar as lágrimas de emoção que escorreram de seus olhos. Chalamet, Russell e o elenco desceram os degraus do mezanino da Sala Grande para se aproximar mais da multidão, que continuou enchendo-os de aplausos por mais tempo que qualquer outro filme. As críticas também soaram como uma aprovação unânime. Recomendado com elogios rasgados, o filme atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes com as primeiras publicações na imprensa. Entre 20 críticas avaliadas, apenas a da revista Variety passou mal e reprovou pelo excesso de sangue. O roteiro de “Bones and All” foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e o elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). Depois de Veneza, o filme será exibido no Festival de Nova York em outubro e chegará ao circuito comercial em 23 de novembro nos EUA. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. Enquanto isso, confira abaixo a reação do público à participação de Timothée Chalamet em Veneza.
Teaser apresenta novo filme de Timothée Chalamet com diretor de “Me Chame pelo Seu Nome”
O ator Timothée Chalamet divulgou em suas redes sociais a primeira prévia de “Bones and All”, filme que volta a reuni-lo com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome” numa trama passada nos anos 1980. Só que o teaser indica um tom muito diferente da produção romântica. O clima é de terror. Baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis, “Bones and All” segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. A sinopse resume a trama como “uma história de primeiro amor entre Maren, uma jovem que aprende a sobreviver à margem da sociedade, e Lee, um vagabundo intenso e desprivilegiado, e como eles se encontram e se unem para uma odisseia de mil milhas que os leva por estradas secundárias, passagens escondidas e alçapões dos EUA na época de Ronald Reagan. Mas, apesar de seus melhores esforços, todos os caminhos levam de volta a seus passados aterrorizantes e a um confronto que determinará se seu amor pode sobreviver à sua estranheza”. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e o papel de Maren é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”). O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). O filme terá première mundial no Festival de Veneza, em setembro. Já a previsão de lançamento comercial é em novembro nos EUA. LUCA GUADAGNINO’S BONES AND ALL 🩸🩸🩸 pic.twitter.com/Q1ErygQvGF — Timothée Chalamet (@RealChalamet) August 10, 2022
Timothée Chalamet vai repetir parceria com diretor de “Me Chame pelo seu Nome”
A nova parceria do ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino, após o sucesso de “Me Chame pelo seu Nome”, foi oficializada. A MGM (recentemente comprada pela Amazon) adquiriu os direitos e vai distribuir a produção. O filme é baseado no romance homônimo de Camille DeAngelis. A trama segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que ela tem vontade de matar e comer as pessoas que a amam. A sinopse resume assim a trama: “‘Bones and All é uma história de primeiro amor entre Maren, uma jovem que aprende a sobreviver à margem da sociedade, e Lee, um vagabundo intenso e desprivilegiado, e como eles se encontram e se unem para uma odisseia de mil milhas que os leva por estradas secundárias, passagens escondidas e alçapões dos EUA na época de Ronald Reagan. Mas, apesar de seus melhores esforços, todos os caminhos levam de volta a seus passados aterrorizantes e a um confronto que determinará se seu amor pode sobreviver à sua estranheza”. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e trará Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”) como par romântico de Chalamet. O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). Ainda não há previsão de estreia.
Zendaya vai estrelar novo filme de Luca Guadagnino
A atriz Zendaya (“Euphoria” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) foi anunciada no elenco de “Challengers”, novo filme do cineasta Luca Guadagnino (“Me Chame pelo Seu Nome”, “Suspiria”). Além dela, a produção do estúdio MGM também contará com Josh O’Connor (“The Crown”) e Mike Faist (“Amor, Sublime Amor”) como protagonistas. Escrita pelo dramaturgo Justin Kuritzkes em sua estreia no cinema, a história segue Tashi (Zendaya), uma jogadora de tênis que ao virar treinadora transformou seu marido, Art (Faist), de um jogador medíocre a um campeão mundialmente famoso de Grand Slam. Mas para tirá-lo de uma sequência de derrotas recente, ela o convence a disputar um evento de nível Challenger — próximo ao nível mais baixo do campeonato profissional — onde ele se encontra frente a frente com o antes promissor e agora decadente Patrick (O’Connor): um antigo amigo e ex-namorado de Tashi. Antigas rivalidades vem à tona e o jogo se torna mais que uma disputa de tênis. Os bastidores do filme vão marcar um reencontro entre Zendaya e Amy Pascal, produtora da franquia do Homem-Aranha. Segundo apuração do site The Hollywood Reporter, a atriz vai receber mais de US$ 10 milhões pelo trabalho. As filmagens devem começar ainda neste semestre, assim que Guadagnino encerrar a pós-produção do drama canibal “Bones and All”, em que voltou a trabalhar com Timothée Chalamet após “Me Chame pelo Seu Nome”.
Rooney Mara viverá Audrey Hepburn em filme biográfico
A atriz Rooney Mara (“Carol”) vai estrelar o filme biográfico de uma das maiores estrelas da história do cinema, a icônica Audrey Hepburn. A produção está sendo desenvolvida para a Apple TV+ pelo cineasta Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O filme conta com roteiro de Michael Mitnick (“O Doador de Memórias”), mas ainda não tem título definido nem maiores detalhes revelados. Isto é, não se sabe se terá abrangência geral ou se focará uma parte específica da vida da estrela, por exemplo. Audrey Hepburn teve uma das carreiras mais impressionantes de Hollywood. Nascida na Bélgica, ela se destacou como modelo na Europa antes de virar sensação no cinema, vencendo o Oscar em seu primeiro papel de protagonista, em “A Princesa e o Plebeu” (1953). Ela foi indicada mais quatro vezes ao troféu da Academia e acabou recebendo um prêmio especial por seu trabalho beneficente, entregue postumamente. Belíssima, marcou época por ditar moda, sendo a principal responsável pela popularização do visual “pretinho básico”, a roupa preta que fica bem sempre. Modelo favorita de Givenchy, sua elegância e vestidos de alta-costura tiveram impacto enorme na forma como as estrelas de cinema passaram a se relacionar com o mundo da moda, transformando o tapete vermelho das premières em passarelas de grifes. Mas nem todo o glamour do mundo lhe deu fama de frívola. Ao contrário. Adorava papéis que a tirassem da zona de conforto. Muitos esquecem que a protagonista de “Bonequinha de Luxo” era uma prostituta. E que ela foi pioneira ao abordar a intolerância contra homossexuais na tela, ao estrelar “Infâmia” (1961), como uma professora acusada de ter um relacionamento lésbico com a colega vivida por Shirley MacLaine. A partir dos anos 1970, Hepburn passou a se dividir entre o cinema e seu trabalho com a Unicef, onde também foi pioneira ao usar sua imagem de estrela em prol de uma causa humanitária, promovendo um fundo monetário que ajudava crianças em situação de extrema pobreza na África e na América Latina. Ela também foi um das poucas estrelas a vencer os quatro prêmios principais da indústria do entretenimento dos EUA: Oscar (cinema), Emmy (TV), Tony (teatro) e Grammy (música). O último filme da atriz foi “Além da Eternidade”, lançado em 1989, onde foi dirigida por Steven Spielberg. Hepburn morreu em 1993, aos 63 anos, após uma breve batalha contra o câncer.
John David Washington vive suspense tenso no trailer de “Becket”
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Becket”, suspense estrelado por John David Washington (“Tenet”). Ao estilo dos thrillers clássicos de Alfred Hitchcock, Washington vive um turista americano que se envolve, sem querer, em uma conspiração criminosa nos cenários deslumbrantes da Grécia. Tudo começa com um passeio inocente com a namorada (Alicia Vikander, de “Tomb Raider”), seguido por um acidente de carro, o sumiço dela e uma perseguição por assassinos, que o levam a tentar chegar à embaixada americana, sem saber porque querem matá-lo e quem mais está envolvido. Roteiro e direção são de Ferdinando Cito Filomarino (“Antonia”), a produção é de outro cineasta italiano, Luca Guadagnino (“Me Chame pelo Seu Nome”), e o elenco ainda inclui Boyd Holbrook (“Logan”) e Vicky Krieps (“Trama Fantasma”). “Becket” vai abrir o Festival de Locarno, na Suíça, e estreia em 13 de agosto em streaming.
Jean-Claude Carrière (1931 – 2021)
O roteirista e intelectual francês Jean-Claude Carrière, de “A Bela da Tarde”, “A Insustentável Leveza do Ser”, “Danton” e “Esse Obscuro Objeto do Desejo”, morreu na segunda-feira (8/2), aos 89 anos, de causas naturais em sua casa em Paris. Carriere teve uma carreira de mais de meio século como escritor, roteirista, ator e diretor, e recebeu uma série de prêmios e reconhecimentos ao longo da vida. As incursões cinematográficas começaram depois de publicar seu primeiro romance em 1957 e conhecer Pierre Etaix (“Rir é o Melhor Remédio”), com quem colaborou em vários projetos, incluindo “Feliz Aniversário” (1962), vencedor do Oscar de Melhor Curta, que os dois escreveram e dirigiram juntos, e os longas “O Pretendente” (1962), “Yoyo” (1965), “Rir é o Melhor Remédio” (1966) e “Esse Louco, Louco Amor” (1969). Entre seus colaboradores frequentes também se destacou o cineasta mexicano-espanhol Luis Buñuel. Carriere e o mestre do surrealismo cinematográfico começaram a relação artística com a adaptação de “O Diário de uma Camareira” (1964), na qual o escritor também estreou como ator, e a parceria se estendeu até o último filme do diretor. Juntos, eles criaram vários clássicos, inclusive o célebre “A Bela da Tarde” (1967), com Catherine Deneuve, “Via Lactea” (1969), “O Fantasma da Liberdade” (1974) e as obras que lhes renderam duas indicações ao Oscar, “O Discreto Charme da Burguesia” (1972) e “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977). Com mais de uma centena de roteiros escritos, entre textos originais e adaptações, Carriere teve muitos outros parceiros famosos. Na verdade, sua filmografia é quase um compêndio do cinema europeu, repleto de títulos icônicos como “Viva Maria!” e “O Ladrão Aventureiro” (1967), ambos dirigidos por Louis Malle, “A Piscina” (1969) e “Borsalino” (1970), de Jacques Deray, “Procura Insaciável” (1971) e “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), de Milos Forman, “Liza” (1972), de Marco Ferreri, “O Tambor” (1979) e “O Ocaso de um Povo” (1981), de Volker Schlöndorff, “Salve-se Quem Puder (A Vida)” (1980) e “Paixão” (1982), de Jean-Luc Godard, “O Retorno de Martin Guerre” (1982), de Daniel Vigne, “Danton – O Processo da Revolução” (1983), de Andrzej Wajda, “A Insustentável Leveza do Ser” (1988), de Philip Kaufman, e muitos outros. Ele também trabalhou com o mestre japonês Nagisa Ôshima, em “Max, Meu Amor” (1986), e com nosso argentino-brasileiro Hector Babenco, em “Brincando nos Campos do Senhor” (1991). Sem parar de escrever, Carriere seguiu produzindo roteiros até a morte. Entre os filmes mais recentes que projetaram suas páginas nas telas estão “À Sombra de Duas Mulheres” (2015), “Amante por um Dia” (2017) e “Le Sel des Larmes” (2020), todos de Philippe Garrel, “Um Mergulho no Passado” (2015), de Luca Guadagnino, “No Portal da Eternidade” (2018), de Julian Schnabel, e “Um Homem Fiel” (2018), de Louis (filho de Philippe) Garrel. Além disso, ele deixou três textos inéditos, atualmente em produção, um deles também dirigido pelo Garrel mais jovem (“La Croisade”). Bibliófilo, apaixonado por desenhos, astrofísica, vinhos, praticante de Tai-Chi-Chuan (arte marcial), disseminador do budismo e amigo do Dalai Lama, Carriere fez mais em sua vida que a maioria das pessoas do mundo, incluindo escrever cerca de 80 livros (entre contos, ensaios, traduções, ficção, roteiros e entrevistas) e várias peças de teatro. No cinema, ainda atuou em mais de 30 filmes e dirigiu quatro curtas, entre eles “La Pince à Ongles” (1969), que foi premiado no Festival de Cannes. Em 2015, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA lhe homenageou com um Oscar honorário por todas as suas realizações.










