Spike Lee chama Bolsonaro de gângster no Festival de Cannes
O cineasta americano Spike Lee, que preside o júri da 74ª edição do Festival de Cannes, chamou Jair Bolsonaro de “gângster” durante a primeira entrevista coletiva do evento, nesta terça-feira (6/7). “O mundo está sendo comandado por gângsteres. Há o Agente Laranja [o ex-presidente americano, Donald Trump], o cara do Brasil [Jair Bolsonaro] e [o presidente russo Vladimir] Putin. São bandidos e vão fazer o que desejarem. Não têm moral ou escrúpulos e precisamos falar alto sobre gente assim.” A declaração foi só uma mostra do que vem por aí, já que o evento também conta com Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) em seu júri, responsável por um famoso protesto no tapete vermelho do festival francês contra o Impeachment de Dilma Rousseff. Na entrevista coletiva, ele defendeu que uma das formas de “resistir” é divulgar a informação e denunciar, por exemplo, “o fechamento da Cinemateca Brasileira há mais de um ano”, uma “forma muito clara de reprimir a cultura e o cinema”. Spike Lee é o primeiro artista preto a ocupar a presidência do festival francês, mas já participou três vezes da disputa pela Palma de Ouro. Ele venceu o grande prêmio do júri em 2018, por “Infiltrado na Klan”, mas é considerado injustiçado por ter sido preterido pelo júri presido por Wim Wenders em 1989, quando exibiu seu filme mais importante, “Faça a Coisa Certa”. “Muita gente disse que o filme daria início a uma série de motins raciais pelos EUA”, lembrou Lee, em referência ao conteúdo do filme, que termina com uma rebelião racial em um bairro negro em Nova York. “Escrevi o filme em 1988. Mas quando vejo o irmão Eric Garner e o rei George Floyd mortos [homens negros assassinados por policiais brancos, em 2014 e 2020], lembro do [personagem de ‘Faça a Coisa Certa’ também assassinado] Radio Raheem. Você imaginaria que 30 malditos anos depois a população negra não fosse mais caçada como animais.” O cineasta, que lançou seu filme mais recente (“Destacamento Blood”) pela Netflix, também comentou a resistência do Festival de Cannes ao streaming, proibindo a inclusão de filmes não feitos para o cinema na competição. Para Lee, o streaming não ameaça o cinema. “Não é uma novidade, porque é sempre um ciclo”, afirmou, lembrando que a TV e os vídeos também sofreram a acusação de causarem o fim da experiência cinematográfica. “O cinema e o streaming podem, sim, coexistir.” O Festival de Cannes começa oficialmente nesta terça na França, com a exibição da estreia mundial de “Annette”, aguardado longa do francês Leos Carax, estrelado por Marion Cotillard e Adam Driver. Além de Spike Lee e Kleber Mendonça Filho, o júri do festival também inclui duas diretoras de cinema: a francesa Mati Diop (“Atlantique”) e a austríaca Jessica Hausner (“Little Joe”). O corpo de jurados se completa com cinco atores: o sul-coreano Song Kang-ho (“Parasita”), o francês Tahar Rahim (“O Mauritano”), a americana Maggie Gyllenhaal (“Secretária”), a francesa Mélanie Laurent (“Oxigênio”) e a canadense Mylène Farme (“A Casa do Medo – Incidente em Ghostland”), que também é cantora e compositora. Com cinco mulheres e quatro homens, trata-se de um dos grupos mais diversos da história de Cannes, que terão a difícil tarefa de suceder o júri comandado pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (“O Regresso”), responsável por apresentar ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020.
Festival de Cannes celebra volta ao cinema
O Festival de Cannes começa sua edição de 2021 nesta terça (6/7), estendendo seu tapete vermelho inaugural para a projeção de “Annette”. A ópera rock de Leos Carax, estrelada por Adam Driver, Marion Cotillard e com trilha da banda Sparks, abre a programação do evento, que seguirá com muitas exibições até o dia 17 de julho. Após o cancelamento do ano passado, devido à pandemia de covid-19, o clima deste ano é de celebração. Cannes quer aproveitar a participação presencial do público, astros e cineastas para comemorar a reabertura dos cinemas e a volta do público às sessões. Mas é bastante simbólico que esta festa esteja acontecendo sem a presença da Netflix ou de longas brasileiros em seu Palácio. Em plena pandemia, o festival francês manteve seu veto aos filmes de streaming, embora toda a indústria cinematográfica, incluindo o Oscar e festivais rivais de igual prestígio, tenham aberto suas portas às formas alternativas de exibição cinematográfica. A situação levou o chefe do festival, Thierry Fremaux, a ter que se justificar, citando “regras” da competição – mas até o Oscar mudou suas regras durante a pandemia. Ele também reiterou convite para a Netflix apresentar seus filmes fora de competição no festival, uma condição que a plataforma já recusou anteriormente, por considerar desrespeitoso com os cineastas de suas produções. Premiado na última competição presencial do festival com “Bacurau”, o Brasil, por sua vez, está representado na disputa da Palma de Ouro de 2021 somente pela participação nos bastidores de um dos diretores daquele filme, Kleber Mendonça Filho, convidado a integrar o júri presidido por Spike Lee. Mendonça é um dos artistas que escolherão os melhores trabalhos do evento. A ausência de longas brasileiros na competição do Palácio dos Festivais já é reflexo do desastre cultural do governo Bolsonaro, que implodiu o cinema nacional com o fim de patrocínios e financiamentos, retendo até o dinheiro arrecadado do próprio mercado, cerca de R$ 2 bilhões em taxas cobradas via Condecine e Fistel que deveriam alimentar o inativo Fundo Setorial do Audiovisual. Mesmo assim, dois curtas brasileiros foram selecionados para a disputa da Palma de Ouro de sua categoria: “Sideral”, de Carlos Segundo, e “Céu de Agosto”, de Jasmin Tenucci. Produção do Rio Grande do Norte, “Sideral” contou com ajuda financeira da Lei Aldir Blanc, solução encontrada pelo Congresso para apoiar parcialmente projetos paralisados pela inoperância da Ancine sob o governo Bolsonaro, enquanto “Céu de Agosto” teve première no Festival de Tiradentes deste ano. Já a programação de longas da competição destaca “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), de Wes Anderson, que segue a linha de “O Grande Hotel Budapeste” e reúne um grande elenco para viver repórteres de um jornal francês de expatriados, e “Benedetta”, drama erótico do veterano diretor holandês Paul Verhoeven (de “Instinto Selvagem”) sobre uma freira do século 17 que sofre com visões místicas e tentação sexual. Ambos deveriam ter integrado a edição do ano passado, que não aconteceu devido à pandemia. Além desses, outros títulos com première mundial em Cannes incluem os novos trabalhos do americano Sean Penn (“Na Natureza Selvagem”), do italiano Nanni Moretti (“O Quarto do Filho”), do iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), do russo Kirill Serebrennikov (“O Estudante”), do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), do tailandês Apichatpong Weerasethakul (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”), do australiano Justin Kurzel (“Macbeth: Ambição e Guerra”) e dos franceses François Ozon (“Frantz”), Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”), Bruno Dumont (“Camille Claudel 1915”), Mia Hansen-Love (“Eden”) e Leos Carax (“Holy Motors”). E vale observar que a nova obra de Hansen-Love, “Bergman Island”, apesar de ter equipe totalmente europeia, foi feita com investimento da produtora paulista RT Features. Entre os destaques das premières fora da competição, Oliver Stone traz à Croisette uma versão retrabalhada de “JFK – A Pergunta que Não Quer Calar”, de 1991, com cenas inéditas, o cineasta Todd Haynes (“Carol”) apresenta seu documentário sobre a banda The Velvet Underground e a atriz Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) estreia na direção com um documentário sobre sua mãe, a icônica estrela de cinema Jane Birkin (“A Bela Intrigante”). São nas sessões especiais e paralelas que se encontram os únicos longas de diretores brasileiros de toda a programação. Com exibição fora de competição, “O Marinheiro das Montanhas” resgata a história de amor dos pais do diretor Karim Ainouz (“A Vida Invisível”), enquanto “Medusa”, segundo longa de Anita Rocha da Silveira (“Mate-me Por Favor”), foi incluído na Quinzena dos Realizadores – é a única produção 100% brasileira, da Bananeira Filmes, com incentivos que antecedem o advento de Bolsonaro. Também na Quinzena, “Murina”, da croata Antoneta Alamat Kusijanovic, e “O Empregado e o Patrão”, do uruguaio Manuel Nieto Zas (Manolo Nieto), são outras coproduções brasileiras no festival, assim como “Noche de Fuego”, da salvadorenha/mexicana Tatiana Huezo, selecionado na mostra Um Certo Olhar e coproduzido pelo cineasta brasileiro Gabriel Mascaro. Foram as últimas obras realizadas antes que sumissem os editais e linhas de financiamento que permitiam aos produtores brasileiros injetar recursos em produções estrangeiras. Além de projetar filmes inéditos, o evento francês ainda prestará homenagens à atriz e diretora americana Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”) e ao cineasta italiano Marco Bellocchio (“Em Nome do Pai”) com Palmas de Ouro honorárias pelas realizações de suas carreiras. Entretanto, quem parece ser o grande homenageado do 74º festival é Spike Lee. O rosto do diretor nova-iorquino, extraído de uma campanha da Nike com o personagem de seu primeiro longa, “Ela Quer Tudo” (1986), ocupa cartazes, a marquise do Palácio, a decoração da sala de imprensa e toda a divulgação do evento. Só que ele não vai ganhar uma Palma honorária nem lançar um novo filme. Spike Lee vai entregar a Palma de Ouro oficial ao melhor filme, como presidente do júri. Ele é o primeiro artista preto a ocupar a presidência do festival francês e terá a difícil tarefa de suceder o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (“O Regresso”), que presidiu a premiação com louvor em 2019, apresentando ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020.
Kleber Mendonça Filho integra o júri do Festival de Cannes 2021
A organização do Festival de Cannes anunciou os artistas que farão parte do júri internacional da competição de 2021. E o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho foi um dos selecionados. O cineasta de “Bacurau” vai se juntar a duas colegas de profissão: a francesa Mati Diop (“Atlantique”) e a austríaca Jessica Hausner (“Little Joe”). O júri também inclui cinco atores: o sul-coreano Song Kang-ho (“Parasita”), o francês Tahar Rahim (“O Mauritano”), a americana Maggie Gyllenhaal (“Secretária”), a francesa Mélanie Laurent (“Oxigênio”) e a canadense Mylène Farme (“A Casa do Medo – Incidente em Ghostland”), que também é cantora e compositora. Com cinco mulheres e quatro homens, trata-se de um dos grupos mais diversos da história de Cannes, que se somará ao presidente do júri, Spike Lee, para distribuir prêmios entre os 24 filmes da mostra competitiva e entregar a cobiçada Palma de Ouro. Spike Lee é o primeiro artista preto a ocupar a presidência do júri do festival francês. Ele terá a tarefa de suceder o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que presidiu a premiação com louvor em 2019, apresentando ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020. Um dos destaques daquele filme foi o ator Song Kang-ho, que agora retorna à Croisette com nova função. Do grupo de jurados, Diop, Hausner e Mendonça Filho também exibiram filmes na competição de Cannes em 2019, o último ano em que o festival foi realizado, e todos saíram premiados do evento. Eles agora vão escolher quem será premiado em 2021. Após ser cancelado no ano passado devido à pandemia de coronavírus, o Festival de Cannes 2021 vai acontecer entre os dias 6 e 17 de julho na Riviera Francesa.
Kleber Mendonça Filho entra em antologia francesa sobre sexo
O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) juntou-se a outros cinco diretores internacionais em “Shining Sex”, uma antologia francesa de curtas que tem como tema o êxtase sexual. Os demais integrantes do projeto são os franceses Lucile Hadzihalilovic (“Evolução”), Bertrand Mandico (“Os Garotos Selvagens”), o casal Hélène Cattet e Bruno Forzani (“Amer”) e o japonês Sion Sono (“Culpada por Romance”). O curta de Mendonça Filho deve representar o caso de amor entre duas pessoas que se entregam ao “prazer sensual” em um salão de dança no Brasil. A lista de histórias antecipadas também inclui a paixão de um jovem por uma sereia. A produção terá distribuição da empresa francesa Wild Bunch e foi anunciada no mercado paralelo de negócios do Festival de Cannes de 2021. Ainda em fase de desenvolvimento, o projeto não tem previsão de lançamento.
Bacurau é premiado pelos críticos de Toronto, no Canadá
A Associação de Críticos de Cinema de Toronto, no Canadá, considerou “Bacurau” como Melhor Filme Estrangeiro do ano. O longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles superou “Druk – Mais uma Rodada” (da Dinamarca) e “Uma Mulher Alta” (da Rússia), que ficaram em 2º e 3º lugares. Esta é a segunda premiação da crítica norte-americana vencida pela produção brasileira. “Bacurau” já havia vencido a mesma categoria na premiação da Associação de Críticos de Nova York. Lançado nos cinemas norte-americanos em março do ano passado, o filme também foi indicado ao Spirit Awards 2021 (o Oscar do cinema independente).
BAFTA Awards 2021: Bacurau é semifinalista no “Oscar britânico”
O filme brasileiro “Bacurau” passou pela primeira peneira do BAFTA Awards 2021 (o Oscar britânico) e é um dos 15 longas-metragens que concorrem a uma vaga entre os indicados finais na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa da premiação. A lista dos pré-selecionados foi divulgada nesta quinta (4/2) pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês), junto com os finalistas em diversas outras categorias. Assim como o Oscar, para conseguir indicações ao BAFTA os filmes passam por uma espécie de “eliminatória”, em que a longa lista de todos os filmes elegíveis é diminuída para 15 títulos. Um novo corte a partir desses semifinalistas resulta na lista definitiva dos indicados na premiação. Para conseguir ser nomeado ao prêmio, o filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles precisará superar candidatos fortes, como o dinamarquês “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), que venceu o prêmio da Academia Europeia, o italiano “Rosa e Momo”, com Sophia Loren, e o americano (falado em coreano) “Minari”, que venceu o Festival de Sundance no ano passado. A lista preliminar da categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa também incluiu “Os Miseráveis” (França), “Transtorno Explosivo” (Alemanha), “Collectiv” (Romênia), “Dorogie Tovarishchi” (Rússia), “Ya No Estoy Aquí” (México), “El Agente Topo” (Chile), “Nuevo Orden” (México), “The Painter and the Thief” (Noruega), “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia), “O Traidor” (Itália) e “The Truffle Hunters” (Itália). Os indicados serão anunciados em 9 de março e a cerimônia de premiação está marcada para 11 de abril, em Londres.
Alfândega quer cobrar por prêmio internacional de Bacurau, revela diretor
O diretor Kleber Mendonça Filho revelou nesta terça (2/2) que um prêmio conquistado por seu filme “Bacurau” foi “detido” pela alfândega brasileira. O cineasta afirmou que o governo está cobrando R$ 1,6 mil para liberar o troféu. “Chegou hoje o prêmio do New York Film Critics Circle dado a Bacurau há três semanas (Melhor Filme Internacional). A alfândega quer que paguemos R$ 1.600 para receber o prêmio que tem valor simbólico e não comercial. Espero que seja um mal entendido dos amigos na aduana”, escreveu o diretor no Twitter. O filme codirigido por Juliano Dornelles, que chegou a integrar a lista de preferidos de 2020 do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, também está indicado na categoria de Melhor Filme Internacional no Spirit Awards 2021, o “Oscar” do cinema independente americano. Mas vale reparar melhor na situação. O mesmo governo que cortou qualquer apoio financeiro para ajudar filmes brasileiros em premiações e eventos internacionais, via Apex e Ancine, agora cobra para que os prêmios conquistados entrem no país, via Alfândega. Chegou hj o prêmio do New York Film Critics Circle @nyfcc dado a Bacurau há 3 semanas (Melhor Filme Internacional). A alfândega 🇧🇷 quer que paguemos R$ 1600,00 para receber o prêmio que tem valor simbólico e não comercial. Espero q seja um mal entendido dos amigos na aduana. — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) February 2, 2021
Spirit Awards 2021: Bacurau é indicado ao “Oscar” do cinema independente dos EUA
A organização do Film Independent (Cinema Independente) divulgou nesta terça (26/1) os indicados à premiação do Spirit Awards 2021, considerado o Oscar do cinema independente americano. E o Brasil está representado em dois títulos na lista. “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vai disputar o troféu de Melhor Filme Internacional, enquanto “Nine Days”, do paulista Edson Oda, foi selecionado como Melhor Longa de Estreia. A inclusão de “Bacurau”, um ano após a seleção de “A Vida Invisível” para o mesmo prêmio, é uma curiosa coincidência. Os dois filmes disputaram a indicação da Academia Brasileira de Cinema para tentar uma vaga no Oscar do ano passado, com o filme de Karim Aïnouz sendo selecionado. Como “Bacurau” ficou de fora daquela disputa, os distribuidores atrasaram seu lançamento nos EUA. O filme só chegou aos cinemas americanos em 2020, qualificando-se assim aos prêmios da atual temporada em Hollywood. Já “Nine Days” é uma produção hollywoodiana inédita no Brasil, com tema espiritual e estrelada por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”) e Benedict Wong (“Doutor Estranho”). Edson Oda já tinha sido premiado pelo roteiro deste filme no Festival de Sundance passado. A disputa principal é liderada por “Never Rarely Sometimes Always”, sobre os obstáculos que uma adolescente encontra para fazer um aborto. Com sete indicações, o filme de Eliza Hittman foi o mais lembrado, sendo seguido de perto por “Minari”, drama de Lee Isaac Chung, vencedor do Festival de Sundance, que conta a história de uma família de imigrantes sul-coreanos em busca de construir uma vida no sul rural dos EUA. Ambos os filmes competem na categoria de Melhor Filme com “Nomadland”, drama de Chloé Zhao que venceu os festivais de Veneza e Toronto, “A Voz Suprema do Blues”, último filme de Chadwick Boseman (que disputa o troféu de Melhor Ator), e “First Cow”, da cineasta Kelly Reichardt. A lista dos indicados também destaca “Uma Noite em Miami”, estreia da atriz Regina King (“Watchmen”) na direção, como o filme selecionado para receber o troféu especial Robert Altman, como melhor combinação de elenco e cineasta. A premiação do Film Independent Spirit Awards 2021 acontece no próximo dia 22 de abril, três dias antes da cerimônia do Oscar. Vale lembrar que “A Despedida” (The Farewell) foi o vencedor do ano passado. O fato de o Oscar ter ignorado completamente a obra de Lulu Wang não desvaloriza o Spirit Awards. Ao contrário, ressalta a importância de um prêmio que realmente celebra o melhor do cinema americano – e não apenas blockbusters. Veja abaixo a relação completa dos indicados. CINEMA Melhor Filme “First Cow” “A Voz Suprema do Blues” “Minari” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Nomadland” Melhor Direção Lee Isaac Chung (“Minari”) Emerald Fennell (“Promising Young Woman”) Eliza Hittman (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Kelly Reichardt (“First Cow”) Chloe Zhao (“Nomadland”) Melhor Filme de Estreia “I Carry You With Me” “Nine Days” “The 40 Year Old Version” “The Sound of Metal” “Miss Juneteenth” Melhor Atriz Nicole Beharie (“Miss Juneteenth”) Viola Davis (“A Voz Suprema do Blues”) Sidney Flanigan (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Julia Garner (“The Assistent”) Frances McDormand (“Nomadland”) Carey Mulligan (“Promising Young Woman”) Melhor Ator Riz Ahmed (“The Sound of Metal”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) Rob Morgan (“Bull”) Steven Yeun (“Minari”) Adarsh Gourav (“O Tigre Branco”) Melhor Atriz Coadjuvante Alexis Chikaeze (“Miss Juneteenth”) Yeri Han (“Minari”) Valerie Mahaffey (“French Exit”) Talia Ryder (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Yuh-jung Youn (“Minari”) Melhor Ator Coadjuvante Coleman Domingo (“A Voz Suprema do Blues”) Orion Lee (“First Cow”) Paul Raci (“The Sound of Metal”) Glynn Turmann (“A Voz Suprema do Blues”) Benedict Wong (“Nine Days”) Melhor Roteiro “Má Educação” “Minari” “Você Nem Imagina” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Promising Young Woman” Melhor Roteiro de Estreia Kitty Green (“The Assistent”) Noah Hutton (“Lapsis”) Channing Godfrey Peoples (“Miss Juneteenth”) Andy Siara (“Palm Springs”) James Sweeney (“Straight Up”) Melhor Fotografia Jay Keitel (“She Dies Tomorrow”) Shabier Kirchner (“Bull”) Michael Latham (“The Assistent”) Hélène Louvart (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Joshua James Richards (“Nomadland”) Melhor Edição “I Carry You With Me” “O Homem Invisível” “Residue” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Nomadland” Melhor Documentário “Collective” “Crip Camp” “As Mortes de Dick Johnson” “Time” “The Mole Agent” Melhor Filme Internacional “Bacurau” “The Disciple” “Night of the Kings” “Preparations to be Together for an Unknown Period of Time” “Quo Vadis, Aida?” Prêmio John Cassavetes “The Killing of Two Lovers” “La Leyenda Negra” “Língua Franca” “Residue” “Saint Frances” Prêmio Piaget Producers Kara Durrett Lucas Joaquin Gerry Kim Prêmio Someone to Watch David Midell (“The Killing of Kenneth Chamberlain”) Ekwa Msangi (“Farewell Amor”) Annie Silverstein (“Bull”) Prêmio Truer Than Fiction Cecilia Aldarondo (“Landfall”) Elegance Bratton (“Pier Kids”) Elizabeth Lo (“Stray”) Prêmio Robert Altman “Uma Noite em Miami” TELEVISÃO Melhor Série “I May Destroy You” “Little America” “Small Axe” “A Teacher” “Nada Ortodoxa” Melhor Série Documental “Atlanta’s Missing and Murdered: The Lost Children” “City So Real” “Immigration Nation” “Love Fraud” “We’re Here” Melhor Atriz em Série Elle Fanning (“The Great”) Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) Abby McEnany (“Work in Progress”) Maitreyi Ramakrishnan (“Eu Nunca…”) Jordan Kristine Seamón (“We Are Who We Are”) Melhor Ator em Série Conphidance (“Little America”) Adam Ali (“Little America”) Nicco Annan (“P-Valley”) Amit Rahav (“Nada Ortodoxa”) Harold Torres (“Zero, Zero, Zero”) Melhor Elenco em Série Nova “I May Destroy You”
Bacurau é eleito Melhor Filme Internacional do ano pelos críticos de Nova York
Depois de Barack Obama, o New York Film Critics Circle, associação de críticos de cinema residentes de Nova York, também incluiu “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, em sua lista anual de melhores do ano. O longa brasileiro foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro de 2020 pela crítica nova-iorquina. “Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, ‘Pixote’, do Babenco, e ‘Cidade de Deus’, do Meirelles. Grato”, escreveu Kleber Mendonça Filho, comemorando a referência nas redes sociais. “E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco ‘Bacurau’ como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, ‘Pixote’ e ‘Cidade’ de Deus”, ecoou Juliano Dornelles. A premiação de “Bacurau”, originalmente exibido em 2019 no Brasil, reflete o fato dele ter sido lançado nos EUA apenas neste ano. O fenômeno de popularidade entre a crítica americana lembra “Cidade de Deus”. Os dois filmes compartilham o fato de terem sido ignorados pelo comitê que escolhe o candidato brasileiro a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Em vez de “Bacurau”, a Academia Brasileira de Cinema (ABC) selecionou “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, no ano passado. Mas “Bacurau” pode repetir “Cidade de Deus” e aparecer no Oscar mesmo assim, indicado a categorias técnicas em 2021. Uma seguidora de Dornelles chegou a lembrar dessa possibilidade, escrevendo após a notícia: “Parabéns!!!!!!!! Rumo ao Oscar agora”. New York Film Critics Circle, BACURAU Melhor Filme Estrangeiro. Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, PIXOTE do Babenco e CIDADE DE DEUS do Meirelles. Grato. https://t.co/tvQXeJG0mV — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) December 18, 2020 E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco BACURAU como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, Pixote e Cidade de Deus.⚡️⚡️⚡️ — Juliano Dornelles (@jdornelles) December 18, 2020
Sonia Braga entra na lista dos melhores atores do século do New York Times
O tradicional jornal The New York Times publicou nesta quarta-feira (25/11) uma lista ambiciosa, visando destacar os atores e atrizes que tiveram mais impacto no século 21. E entre nomes como as francesas Catherine Deneuve e Isabelle Huppert, os americanos Denzel Washington e Keanu Reeves e os ingleses Tilda Swinton e Daniel Day-Lewis, aparece a brasileira Sonia Braga. Ela foi lembrada pelos críticos que votaram na seleção principalmente por sua atuação em “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, cineasta responsável pelos principais filmes de sua carreira neste século, incluindo sua participação em “Bacurau”. Mas os americanos também mencionaram, ao apontar suas novas interpretações, que ela tem uma rica carreira desde o século passado, com sucessos tanto no Brasil quanto em Hollywood. “Braga era um grande nome no Brasil entre 1970 e 1980, a resposta brasileira a Sophia Loren”, ponderou o crítico A. O. Scott, que também lembrou da sua atuação em “Bacurau”. “As habilidades dela se manifestam em uma maneira muito diferente em ‘Bacurau’, uma incrivelmente fantástica (e violenta) alegoria de um Brasil em crise”. Bastante diversificada, a lista não é composta apenas por veteranos, incluindo também o duplamente vencedor do Oscar Mahershala Ali, os jovens Saoirse Ronan e Michael B. Jordan, o latino Oscar Isaac, o consagrado Joaquin Phoenix e a estrela de comédias populares Melissa McCarthy, além de atores de diversas nacionalidades, como o mexicano Gael García Bernal, o italiano Toni Servillo e os sul-coreanos Kim Min-hee (musa dos filmes do Hong Sang-soo) e Song Kang Ho (astro dos filmes de Bong Joon-ho). Veja a lista completa abaixo, conforme apresentada pelo jornal americano. 25 – Gael García Bernal (México) 24 – Sônia Braga (Brasil) 23 – Mahershala Ali (EUA) 22 – Melissa McCarthy (EUA) 21 – Catherine Deneuve (França) 20 – Rob Morgan (EUA) 19 – Wes Studi (EUA) 18 – Willem Dafoe (EUA) 17 – Alfre Woodard (EUA) 16 – Kim Min-hee (Coreia do Sul) 15 – Michael B. Jordan (EUA) 14 – Oscar Isaac (EUA) 13 – Tilda Swinton (Inglaterra) 12 – Joaquin Phoenix (EUA) 11 – Julianne Moore (EUA) 10 – Saoirse Ronan (EUA) 9 – Viola Davis (EUA) 8 – Zhato Tao (China) 7 – Toni Servillo (Itália) 6 – Song Kang Ho (Coreia do Sul) 5 – Nicole Kidman (Australia) 4 – Keanu Reeves (EUA) 3 – Daniel Day-Lewis (Inglaterra) 2 – Isabelle Huppert (França) 1 – Denzel Washington (EUA)
Bacurau vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
O filme “Bacurau” foi o vencedor da premiação da Academia Brasileira de Cinema. Chamado de Grande Premio do Cinema Brasileiro, o evento aconteceu na noite de domingo, de forma remota, com transmissão pela TV Cultura, e além de consagrar o longa de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho como o Melhor Filme do ano, também rendeu os troféus de Melhor Direção e Roteiro Original para a dupla, sem esquecer o prêmio de Melhor Ator para Silvero Pereira e a conquista de Efeitos Visuais. “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, também se destacou no evento, recebendo quatro prêmios: Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia e Atriz Coadjuvante (para Fernanda Montenegro). Houve um empate no troféu de Melhor Ator, que foi dividido entre o intérprete de Lunga, em “Bacurau”, e Fabrício Boliveira, por “Simonal”. Já Andréa Beltrão teve seu trabalho em “Hebe” reconhecido, vencendo como Melhor Atriz. Na categoria de Comédia, o escolhido foi “Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral”, de Halder Gomes, que ainda rendeu a Chico Diaz o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Confira abaixo todas as categorias premiadas. Melhor Filme: “Bacurau” Melhor Documentário: “Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar” Melhor Comédia: “Cine Holliúdy – A Chibata Sideral ” Melhor Animação: “Tito e Os Pássaros” Melhor Filme Infantil: “Turma Da Mônica – Laços” Melhor Filme – Voto Popular: “Eu Sou Mais Eu” Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (“Bacurau”) Melhor Direção Estreante: Leonardo Domingues (“Simonal”) Melhor Atriz: Andrea Beltrão (“Hebe – A Estrela Do Brasil”) Melhor Ator: Silvero Pereira (“Bacurau”) e Fabrício Boliveira (“Simonal”) Melhor Atriz Coadjuvante: Fernanda Montenegro (“A Vida Invisível”) Melhor Ator Coadjuvante: Chico Diaz (“Cine Holliúdy – A Chibata Sideral”) Melhor Direção de Fotografia: Hélène Louvart (“A Vida Invisível”) Melhor Direção de Arte: Rodrigo Martirena (“A Vida Invisível”) Melhor Roteiro Original: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (“Bacurau”) Melhor Roteiro Adaptado: Murilo Hauser, Karim Aïnouz e Inés Bortagaray (“A Vida Invisível”) Melhor Figurino: Marina Franco (“A Vida Invisível”) Melhor Maquiagem: Simone Batata (“Hebe – A Estrela Do Brasil”) Melhor Efeito Visual: Mikaël Tanguy E Thierry Delobel (“Bacurau”) Melhor Montagem de Ficção: Eduardo Serrano (“Bacurau”) Melhor Montagem de Documentário: Karen Harley (“Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar”) Melhor Trilha Sonora: Wilson Simoninha e Max De Castro (“Simonal”) Melhor Som: Marcel Costa, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond, Armando Torres Jr., Abc e Renan Deodato (“Simonal”) Melhor Filme Internacional: “Parasita” Melhor Filme Ibero-Americano: “A Odisseia dos Tontos” Melhor Curta de Animação: “Ressurreição” Melhor Curta de Documentário: “Viva Alfredinho!” Melhor Curta: “Sem Asas” Melhor Série de Animação TV Paga/Streaming: “Turma Da Mônica Jovem – 1ª Temporada” Melhor Série de Ficção TV Paga/Streaming: “Sintonia – 1ª Temporada” Melhor Série de Ficção TV Aberta: “Cine Holliúdy– 1ª Temporada” Melhor Série de Documentário TV Paga/Streaming: “Quebrando O Tabu – 2ª Temporada”
Festival Sesc Melhores Filmes disponibiliza sucessos da crítica de graça
Principal endereço do cinema de arte de São Paulo, o Cinesesc começou a 46ª edição de seu Festival Sesc Melhores Filmes, que este ano acontece online e de graça, na plataforma Em Casa com Sesc. A seleção reúne 13 dos melhores principais títulos lançados nos cinemas brasileiros em 2019, como o polonês “Guerra Fria”, Melhor Direção em Cannes e indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, o dinamarquês “Rainha de Copas”, prêmio do público em Sundance, e o sueco “Border”, igualmente premiado em Cannes. A maioria, porém, são títulos nacionais, entre eles dois longas também premiados em Cannes, “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos”, de João Salaviza e Renée Nader Messora. Alguns títulos ficarão disponíveis por 30 dias na plataforma digital, mas outros, como o citado “Bacurau”, terão sessão única – neste caso, no domingo (23/8). O acesso aos filmes estão disponíveis no site oficial: https://melhoresfilmes.sescsp.org.br/. A lista de títulos pode ser conferida abaixo. “Bacurau”, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho. “Border”, de Ali Abbasi. “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos”, de Renée Nader Messora e João Salaviza. “Cine São Paulo”, de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli. “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro. “Elegia de um Crime”, de Cristiano Burlan. “Greta”, de Armando Praça. “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski. “Inferninho”, de Pedro Diogenes e Guto Parente. “Los Silencios”, de Beatriz Seigner. “No Coração do Mundo”, de Gabriel Martins e Maurílio Martins. “Rainha de Copas”, de May El-Toukhy. “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira.
Novo drive-in de São Paulo vai exibir filmes nacionais em sessões gratuitas
São Paulo vai ganhar mais um drive-in em agosto. Mas não será mais um espaço a cobrar ingresso caro para o público assistir filmes disponíveis em streaming. O Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a Spcine e o Cine Autorama – e conta com apoio da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) – para oferecer sessões gratuitas exclusivamente de filmes brasileiros. O novo cinema ao ar livre Drive-In Paradiso será instalado no estacionamento da Alesp, no Ibirapuera, e funcionará de 1 a 23 de agosto com uma programação realmente diferenciada, com curadoria da cineasta e cinéfila Marina Person (“Califórnia”). Para marcar o lançamento do projeto, o premiado “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, será exibido na estreia, no dia 1º de agosto. Inédito em circuito comercial, o drama de ficção sobre skatistas paulistas foi premiado no Festival de Berlim, no começo do ano. “Meu Nome É Bagdá” será exibido entre “Café com Canela”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, premiado no 50º Festival de Brasília, e o icônico “Central do Brasil”, de Walter Salles, que integra uma homenagem aos grandes clássicos brasileiros na programação do drive-in. As sessões serão realizadas apenas aos sábados e domingos, às 17h, 20h e 23h. No primeiro domingo de programação, estão previstos o infantil “As Aventuras do Avião Vermelho”, a biografia musical “Elis” e a comédia blockbuster “De Pernas pro Ar 3”. Nos próximos dias, serão realizadas exibições de “Bacurau” – em sessão dupla com filme surpresa escolhido pelo diretor Kleber Mendonça Filho – e “Pacarrete”, de Allan Deberton, grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado e também inédito em circuito comercial de cinema. Antes dos longas, ainda haverá a exibição de curtas-metragens produzidos por cineastas das periferias de São Paulo, que integram o projeto Curta em Casa – desenvolvido durante a pandemia pelo Projeto Paradiso em parceria com o Instituto Criar e a Spcine.











