Chris Pine viverá o lendário jornalista Walter Cronkite em filme sobre a cobertura do assassinato de JFK
O ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) vai interpretar o lendário jornalista Walter Cronkite, âncora mais famoso da TV americana, no drama “Newsflash”. O filme vai se concentrar na cobertura dos acontecimentos de 22 de novembro de 1963, quando as emissoras de televisão correram para noticiar o assassinato do presidente John F. Kennedy no Texas. O produtor de Cronkite, Don Hewitt, o chefe da CBS Jim Aubrey e o jovem colega de trabalho Dan Rather também são personagens do filme. Durante décadas, Walter Cronkite foi considerado o homem de maior credibilidade dos EUA. Ele apresentou o principal jornal da rede, o CBS Evening News, até 1981, e sua carreira também foi marcada pelas coberturas da chegada do homem à lua e da guerra do Vietnã. Em desenvolvimento há pelo menos dois anos, o filme já chegou a ter Seth Rogen previamente contratado para viver Cronkite, mas esta versão do projeto tinha David Gordon Green (“Especialista em Crise”) anexado como diretor. Green preferiu deixar “Newsflash” para dirigir “Halloween”, que ainda ganhará mais duas sequências. Por conta disso, “Newsflash” está atualmente sem diretor confirmado. O roteiro é de Ben Jacoby (do terror “Bleed”), a produção está a cargo de Greg Silverman (“No Limite do Amanhã”) e não há previsão de estreia.
Vazamento de diálogos privados de Sergio Moro vai virar filme
O depoimento de Glenn Greenwald no Senado Federal, que aconteceu na quinta-feira (11/7), foi acompanhado por cinegrafistas estrangeiros com equipamentos cinematográficos, que registraram imagens da audiência pública. Uma produtora confirmou à imprensa brasileira que estava trabalhando em uma produção independente iniciada havia pouco tempo. Ao fim da reunião, o próprio Glenn confirmou a informação ao blog Entre Quatro Poderes. “Sim. Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, estamos só registrando algumas imagens e depois veremos como aproveitá-las.” O longa seguiria o modelo de “Democracia em Vertigem”, documentário impressionista de Petra Costa, que reflete a narrativa petista da história recente do Brasil. Por sinal, Greenwald foi um dos nomes que a diretora agradeceu nos créditos de seu documentário. A nova obra seria focada na divulgação dos diálogos privados entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, capturados do aplicativo Telegram, e faria uma crítica à Operação Lava Jato. Será a segunda vez que uma reportagem de Greenwald vira filme. Seu trabalho na divulgação do programa secreto americano de vigilância da internet virou “Cidadãoquatro” (2014), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2015. Na ocasião, o vazamento de informações tinha nome e sobrenome: Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou e entregou material sigiloso para as reportagens. Desta vez, porém, a fonte de Greenwald é misteriosa e apenas se especula sua verdadeira motivação. Neste sentido, o filme poderia revelar muito, caso não se configure em material partidário. O tema parece sob medida para a cineasta americana Laura Poitras, diretora de “Cidadãoquatro” e também de “Risk” (2016), que igualmente aborda vazamentos de informações sigilosas, via WikiLeaks.
Maya reflete busca pela paz após trauma de guerra
O improvável encontro amoroso entre Gabriel (Roman Kolinka), correspondente de guerra, e Maya (Aarshi Banerjee), uma jovem indiana, parece inviável. Ele, aos 30 anos, já tem experiências de vida muito fortes, enquanto ela é uma adolescente que leva uma vida tranquila, no seu espaço, certamente em busca de voos maiores, mas até aqui as tradições que a prendem falaram mais alto. Esse encontro se dá porque Gabriel resolve revisitar a Índia de sua infância, sua cidade original, Goa, onde vivem seu padrinho e a jovem Maya, e Mumbai (Bombaim), onde vive sua mãe, de quem ele sempre esteve distante. De passagem, ele vai a outras localidades da Índia, o que permite à diretora francesa Mia Hansen-Love (de “Eden” e “O Que Está Por Vir”) explorar belezas e locais históricos do país. Gabriel acabou de passar por uma experiência terrível, ao cobrir a guerra da Síria e ser sequestrado e aprisionado por terroristas por quatro meses, escapando literalmente de ser degolado por eles. O que acabou acontecendo com um colega jornalista. Mas ele reluta em assumir uma notoriedade e uma espécie de heroísmo, ao lado de outro colega, ambos devolvidos à França numa negociação com o então chamado Estado Islâmico. Em vez de permanecer em Paris, prefere ir ao encontro de suas origens indianas. O elenco é muito bom. A química entre Roman Kolinka e Aarshi Banerjee vai bem, são ótimos desempenhos. E há sempre uma expectativa no ar quanto ao que pode acontecer. O que move um correspondente de guerra? O que ele busca, quando se dirige ao centro do conflito, sabendo dos enormes riscos envolvidos? Por que caminha para os lugares de onde todos estão fugindo? Essas são questões que se colocam diante do personagem Gabriel e que não deixam de ser enigmáticas. Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia, diria Shakespeare. Isso vale para o inescrutável ser humano que, muitas vezes, nos soa como muito estranho, incompreensível, até. Os caminhos da mente são surpreendentes. A história é boa, prende a atenção, apesar de o roteiro claudicar em uns tantos momentos. A filmagem, porém, de muita beleza e atualidade, compensa um pouco isso. O filme é falado em francês e inglês.
The Bold Type é renovada para sua 4ª temporada
O canal Freeform anunciou a renovação de “The Bold Type” para sua 4ª temporada, mas com troca de showrunner. A criadora da série Sarah Watson (criadora também da cancelada “Pure Genius”) já tinha sido substituída após diferenças criativas com os executivos da produtora Universal TV. Em seu lugar, entrou Amanda Lasher (produtora de “Gossip Girl”), que agora cederá seu lugar para Wendy Straker Hauser, roteirista da atração desde a 1ª temporada. “The Bold Type” é uma das séries de menor audiência do Freeform, com média de 212 mil telespectadores ao vivo e 0,09 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Séries de maior audiência, como “Famous in Love” e “Shadowhunters”, já foram canceladas pelo canal. A diferença é que “The Bold Type” recebeu críticas muito positivas, com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes para suas duas temporadas mais recentes. Livremente inspirada na vida de Joanna Coles, editora-chefe da revista Cosmopolitan (a antiga Nova, no Brasil), o programa gira em torno da vida e dos amores de três amigas, funcionárias da revista feminina fictícia Scarlet, que exploram juntas sexualidade, identidade, amor e moda, tanto em seus cotidianos na cidade de Nova York quanto na pauta da publicação, buscando encontrar suas próprias vozes em meio a chefes intimidadores. O elenco inclui Katie Stevens (série “Faking It”), Aisha Dee (série “Sweet/Vicious”) e Meghann Fahy (série “Necessary Roughness”) como as protagonistas, além de Sam Page (série “Switched at Birth”), Matt Ward (série “Remedy”) e Melora Hardin (série “The Office”), que vive a editora-chefe da revista Scarlet. Atualmente, “The Bold Type” está na metade de sua 3ª temporada nos Estados Unidos.
Russell Crowe vira fundador da Fox News em trailer de minissérie polêmica
O canal pago Showtime divulgou o pôster e o trailer completo da minissérie “The Loudest Voice”, que traz o ator Russell Crowe como Roger Ailes, o fundador da Fox News. Além da impressionante transformação do ator, a prévia mostra o potencial polêmico do projeto, cobrindo desde a manipulação levada adiante para divulgar a visão da direita americana como se fosse jornalismo até o assédio constante de Ailes em suas funcionárias. Esse comportamento acabou sendo culpado pela queda do todo-poderoso, que morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal, envolvido num escândalo. Em julho de 2016, Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que participou do popular programa matutino “Fox and Friends” antes de ganhar sua própria atração, processou o chefão, acusando-o de prejudicar sua carreira ao se ver rejeitado. Duas semanas depois, Ailes foi afastado da emissora com uma indenização milionária. Ainda sem título, a minissérie foi desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight”, trabalho também focado numa história sobre bastidores do jornalismo. Já os diretores dos seis episódios são o cineasta Stephen Frears (“A Rainha”), Jeremy Podeswa (de seis episódios de “Game of Thrones”) e Kari Skogland (de cinco capítulos de “The Handmaid’s Tale”). A produção é de Jason Blum, mais conhecido como produtor de filmes de terror bem-sucedidos, como “Corra!” e “Fragmentado”. Vencedor do Oscar por “Gladiador”, em 2001, Crowe só tinha trabalhado em séries no começo da carreira, em pequenos papéis na TV australiana antes de vir para Hollywood. Ele estreou como ator há cerca de três décadas com uma participação de quatro episódios na interminável novela australiana “Neighbours” – exibida até hoje. O elenco da atração conta ainda com Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). “The Loudest Voice” estreia em 30 de junho nos Estados Unidos.
Russell Crowe vira fundador da Fox News em fotos e teaser de minissérie
O canal pago Showtime divulgou o primeiro teaser e novas fotos da minissérie “The Loudest Voice”, que traz o ator Russell Crowe como Roger Ailes, o fundador da Fox News. A produção foca a trajetória e a queda do todo-poderoso, que morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal, envolvido num escândalo. Roger Ailes era uma das figuras mais poderosas da política e da mídia norte-americana, graças ao canal Fox News, que ele transformou no principal porta-voz da direita e do conservadorismo americano, até cair em desgraça por acusações de assédio sexual. Em julho de 2016, Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que participou do popular programa matutino “Fox and Friends” antes de ganhar sua própria atração, processou o jornalista, acusando-o de prejudicar sua carreira ao se ver rejeitado. Duas semanas depois, Ailes foi afastado da emissora com uma indenização milionária. Ainda sem título, a minissérie foi desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight”, trabalho também focado numa história sobre bastidores do jornalismo. A produção é de Jason Blum, mais conhecido como produtor de filmes de terror bem-sucedidos, como “Corra!” e “Fragmentado”. Vencedor do Oscar por “Gladiador”, em 2001, Crowe só tinha trabalhado em séries no começo da carreira, em pequenos papéis na TV australiana antes de vir para Hollywood. Ele estreou como ator há cerca de três décadas com uma participação de quatro episódios na interminável novela australiana “Neighbours” – exibida até hoje. O elenco da atração conta ainda com Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). “The Loudest Voice” também ganhou data de estreia. Vai ao ar em 30 de junho nos Estados Unidos.
Tom Hanks fará novo filme com o diretor de Capitão Phillips
O cineasta Paul Greengrass (“Jason Bourne”) planeja voltar a dirigir o astro Tom Hanks (“The Post”), após o premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013. Intitulado “News of the World”, o novo projeto é uma adaptação do best-seller homônimo de Paulette Jiles, com roteiro de Luke Davies (“Lion”). A trama se passa no período pós-Guerra Civil Americana e acompanha o capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num Texas em que a imprensa ainda engatinhava. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfão de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de viver Kidd, Hanks será coprodutor do filme, em desenvolvimento no estúdio Fox 2000. Mas ainda não há cronograma de filmagem nem previsão de estreia.
Foto de minissérie traz Russell Crowe irreconhecível como fundador da Fox News
O canal pago Showtime divulgou a primeira foto oficial do ator Russell Crowe como Roger Ailes, o fundador da Fox News, para a minissérie “The Loudest Voice”. Baseada no livro homônimo de Gabriel Sherman, a produção foca a trajetória e a queda do todo-poderoso, que morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal, envolvido num escândalo. Roger Ailes era uma das figuras mais poderosas da política e da mídia norte-americana, graças ao canal Fox News, que ele transformou no principal porta-voz da direita e do conservadorismo americano, até cair em desgraça por acusações de assédio sexual. Em julho de 2016, Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que participou do popular programa matutino “Fox and Friends” antes de ganhar sua sua própria atração, processou o jornalista, acusando-o de prejudicar sua carreira ao se ver rejeitado. Duas semanas depois, Ailes foi afastado da emissora com uma indenização milionária. Ainda sem título, a minissérie foi desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight”, trabalho também focado numa história sobre bastidores do jornalismo. A produção é de Jason Blum, mais conhecido como produtor de filmes de terror bem-sucedidos, como “Corra!” e “Fragmentado”. Vencedor do Oscar por “Gladiador”, em 2001, Crowe só tinha trabalhado em séries no começo da carreira, em pequenos papéis na TV australiana antes de vir para Hollywood. Ele estreou como ator há cerca de três décadas com uma participação de quatro episódios na interminável novela australiana “Neighbours” – exibida até hoje. O elenco da atração conta ainda com Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”, Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). “The Loudest Voice” ainda não tem previsão de estreia.
Editorial: Nova teoria sobre Vingadores: Ultimato é que Thanos dizimou o jornalismo cultural
Quem ainda aguenta ler sobre teorias de “Vingadores: Ultimato”? O fórum Reddit tem uma nova por dia. E o pior é que sites de notícias estão reproduzindo cada uma delas como se fossem… notícias. Com um estalar de dedos, Thanos dizimou o jornalismo cultural. O velho jornalismo cultural já andava combalido desde que a era dos blogues multiplicou as vozes dos fãs, causando, como efeito colateral, o inverso do imaginado. Em vez de disseminar dissonância, o aumento de opiniões elevou o volume da concordância. Formou-se uma geração de vozes redundantes, sem nada para acrescentar, a não ser a capacidade de elucubrar o elogio mais babante sobre o melhor boneco de personagem secundário de todos os tempos neste minuto. Com as redes sociais e a proliferação de fake news, a análise diferenciada e a reportagem investigativa foram condenadas de vez. Hoje, até o UOL publica a teoria do fã do dia como se fosse relevante. Jornalismo cultural virou fan fiction. Ao menos, é um fenômeno cultural. Para jornalistas analisarem. Onde estão? Ah, hoje é quinta e há uma nova teoria sobre Thanos. E a melhor “teoria do dia” ainda é de 2004. Tudo não passa de sonho do cachorro de “Lost”. Estale os dedos para acordar.
Angelina Jolie vai produzir programa jornalístico para crianças na BBC
A atriz e diretora Angelina Jolie vai produzir um programa jornalístico para crianças. Intitulado “Our World” (Nosso Mundo, em tradução literal), o projeto é da BBC e pretende estimular a alfabetização midiática e global de crianças de 7 a 12 anos. O objetivo é ajudar esse público a interpretar o noticiário sem cair nas armadilhas das informações falsas (“fake news”). “As crianças de hoje estão expostas a muitas opiniões, mas não necessariamente à informação confiável, que é baseada em fatos”, disse a atriz em comunicado da BBC. Segundo o diretor do Serviço Mundial da rede britânica, Jamie Angus, o canal encomendou uma pesquisa que aponta que crianças ficam por dentro das notícias por volta dos 7 anos de idade e criam uma conta em uma rede social aos 12 anos, em média. Isto inspirou o projeto de desenvolver uma espécie de telejornal para este público. O programa deve estrear no Reino Unido em 2019, numa data a ser definida.
Russell Crowe aparece completamente transformado em fotos de sua primeira série americana
O ator Russell Crowe (“A Múmia”) foi flagrado pelos paparazzi caracterizado para sua primeira série americana, “The Loudest Voice”. E as imagens revelam uma transformação completa. Irreconhecível, ele aparece idoso, gordo, careca, de óculos e andando com o auxílio de uma bengala no papel de Roger Ailes, o polêmico fundador da rede de notícias Fox News. A produção é baseada no livro homônimo de Gabriel Sherman, que narra a trajetória e a queda do magnata da mídia vivido por Crowe. E foi criada pelo Sherman em parceria com Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight”, trabalho também focado numa história sobre bastidores do jornalismo. A produção é de Jason Blum, mais conhecido como produtor de filmes de terror bem-sucedidos, como “Corra!” e “Fragmentado”. A adaptação vai ar em 2019 no canal pago Showtime e destacará os últimos anos de Ailes, que se tornou uma das figuras mais poderosas da política e da mídia norte-americana ao transformar o canal Fox News em uma voz enfática dos conservadores. Em julho de 2016, Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que participou do popular programa matutino “Fox and Friends” antes de ganhar sua sua própria atração, entrou com um processo por assédio contra Ailes, acusando-o de prejudicar sua carreira ao se ver rejeitado. Duas semanas depois, Ailes foi afastado da emissora com uma indenização milionária. Ele morreu logo em seguida, em maio de 2017. Vencedor do Oscar por “Gladiador”, em 2001, Crowe só tinha trabalhado em séries no começo da carreira, em pequenos papéis na TV australiana antes de vir para Hollywood. Ele estreou como ator há cerca de três décadas com uma participação de quatro episódios na interminável novela australiana “Neighbours” – exibida até hoje. Já o papel de Gretchen Carlson será vivido pela atriz inglesa Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”).
Gil Gomes (1940 – 2018)
O jornalista Gil Gomes, que marcou época na TV, como repórter do “Aqui Agora”, morreu nesta terça-feira (16/10) em São Paulo, aos 78 anos, em decorrência de um câncer. Ele foi encontrado desacordado em sua casa e levado às pressas ao Hospital São Paulo, que confirmou a morte. A instituição não informou qual tipo de câncer que o vitimou. Gil Gomes sofria de Mal de Parkinson e, nos últimos anos, passava a maior parte do tempo recluso em casa. Em entrevista ao UOL em 2016, ele falou sobre a doença e como se preparava para voltar à televisão pela TV Ultrafarma, programa da rede de farmácias, após mais de 10 anos afastado das câmeras. “Estou com Parkinson. Eu tremo. Parecia impossível voltar”. A participação como apresentador do programa da Ultrafarma foi seu último trabalho. O paulistano Cândido Gil Gomes Jr. nasceu no bairro da Mooca em 1940. Sofria de gagueira e para superá-la tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou e foi convidado a ser locutor nas quermesses da igreja que frequentava. Aos 18 anos, virou locutor esportivo da Rádio Progresso. Foi girando o mercado até chegar à Rádio Marconi e, quando a rádio parou de fazer coberturas esportivas, ele passou a integrar o departamento de jornalismo da emissora, assumindo sua chefia no fim dos anos 1960. Na rádio, conheceu sua futura esposa, Ana Vitória Vieira Monteiro, com quem teve três filhos, e sua vocação. Gil realizava entrevistas pelo telefone com políticos, quando tomou conhecimento de um caso de agressão sexual que estava ocorrendo no prédio da emissora. Num impulso, resolveu fazer a cobertura do caso ao vivo. Desceu as escadas do edifício com o microfone na mão, fazendo locução e entrevistando os envolvidos e as testemunhas. A Rádio Marconi obteve uma audiência recorde com essa cobertura e Gil concluiu que um programa policial ao vivo era o caminho a seguir. Mas foi um caminho difícil, o regime militar não tolerava críticas ao trabalho da polícia. Para agravar a situação, a Rádio Marconi já era visada pelas autoridades por adotar, em seu noticiário, uma linha de oposição ao governo. O jornalista afirma que foi preso mais de 30 vezes por conta disso e a rádio retirada do ar. Mas conseguia sempre ser libertado sem maiores consequências graças à sua amizade com policiais, consequência do trabalho da cobertura de crimes. Ele também era visado por bandidos, sofrendo ameaças de morte e teve até eu gato envenenado. Mas ficou tão famoso que, em 1978, virou filme. Gil Gomes escreveu e estrelou “O Outro Lado do Crime”, filme dirigido e com roteiro final de Clery Cunha, o mais famoso representante do cinema policial da Boca do Lixo. O filme levou para a tela o estilo de jornalismo policial popularizado por Gomes, que vivia a si mesmo na produção, além de narrar a história. “O Outro Lado do Crime” virou um clássico do cinema brasileiro, ao demonstrar como o jornalismo policial era ainda mais imersivo com imagens, antecipando uma tendência da TV brasileira. A parceria entre Gil Gomes e Clery Cunha foi retomada anos depois no programa “Aqui Agora”, do qual Clery foi um dos coordenadores. O programa de jornalismo policial do SBT foi um fenômeno da década de 1990, que transformou Gil Gomes em repórter de TV e o transformou numa celebridade televisiva. Mais que isso, a adaptação do estilo de Gil Gomes para a telinha deu origem ao método de exibir reportagens com edição truncada e longa duração, que dava uma aparência nervosa e dramaticidade narrativa ao material, revolucionando o modo de se fazer televisão no país. Com microfone na mão, acompanhado por uma câmera incansável, ele adentrava cenas de crime para colher depoimentos e registrar imagens exclusivas. E até resolveu um assassinato com a confissão de um morador do prédio em que aconteceu a morte, antes da polícia considerá-lo suspeito. A influência de Gil Gomes é tão grande que a maior parte do horário vespertino da TV brasileira atual, ocupada por programas como “Cidade Alerta” e “Brasil Urgente”, deve sua existência ao jornalista pioneiro do estilo. Em termos de impacto cultural, ele foi um dos jornalistas mais importantes da História do Brasil.
Viper Club: YouTube divulga trailer de seu primeiro filme dramático original
O YouTube divulgou o pôster e o trailer de seu primeiro filme dramático original, “Viper Club”, estrelado por Susan Sarandon (“A Intrometida”). Na trama, ela interpreta uma enfermeira que tem seu filho jornalista capturado durante a cobertura do conflito na Síria. Diante da falta de ação do governo americano, ela se junta a uma rede clandestina para pagar por sua libertação. Com a produção, o YouTube mostra que pretende ampliar seu investimento para se fortalecer no mercado de streaming. Após lançar suas primeiras séries, o portal de vídeos do Google ensaiou os primeiros passos em longa-metragem por meio de documentário musical (“Demi Lovato: Simply Complicated”) e um produto baseado em YouTuber (Logan Paul em “The Thinning”). “Viper Club” aumenta as apostas, com investimento em produção de apelo cinematográfico e elenco conhecido. Além de Susan Sarandon, há os atores Matt Bomer (de “American Horror Story”), Edie Falco (“Nurse Jackie”), Lola Kirke (“Mistress America”), Damian Young (“House of Cards”) e Julian Morris (“Pretty Little Liars”). Vale observar que o modelo é mais próximo dos projetos da Amazon que da Netflix, com previsão de lançamento no cinema e janela de três meses antes da disponibilização na internet. O filme é um antigo projeto da diretora e roteirista Maryam Keshavarz (“Circunstância”), nova-iorquina descendente de iranianos, preocupada com a situação no Oriente Médio. “As pessoas não se sensibilizam mais com notícias da Síria. Eu acho que elas deveriam ficar mais revoltadas com o que está acontecendo com jornalistas e médicos por lá”, contou a cineasta à revista Entertainment Weekly. “Eu já rodei filmes no Oriente Médio, e sempre foi um grande risco. Eu pensava: ‘Se algo der errado, como minha família vai lidar com isso?'”. “Viper Club” tem sua première mundial marcada para esta segunda (10/9) no Festival de Toronto e chegará aos cinemas norte-americanos em 26 de outubro. A previsão para a internet é para três meses depois. Como não há lançamento marcado para o Brasil, o mais provável é que o público nacional o assista direto no YouTube em janeiro.










