Hayden Panettiere morreu por overdose, confirma laudo
Exames encontraram fentanil e outras quatro substâncias no organismo da atriz de “Heroes”, e polícia mantém investigação aberta
Morte de Hayden Panettiere é investigada sob suspeita de overdose
Investigadores tentam rastrear comprimido de oxicodona que teria sido adulterado com fentanil, enquanto laudo toxicológico segue pendente
Elenco de “Heroes” se reúne para homenagear Hayden Panettiere após sua morte
Atores que trabalharam com a estrela se juntaram em Los Angeles e relembraram os anos de convivência na série
Mãe de Hayden Panettiere acusa ex de penhorar pertences da atriz
Lesley Vogel diz que Brian Hickerson vendeu objetos da filha, incluindo uma guitarra vintage
Namorado de Hayden Panettiere teria usado remédio contra overdose para tentar salvá-la
Brian Hickerson também se pronunciou pela primeira vez enquanto autoridades investigam a morte da atriz aos 36 anos
Diretor diz que equipe de Hayden Panettiere discutiu intervenção antes da morte
Griff Furst afirma que atriz lutava para permanecer sóbria durante filme de 2025 e que aceitou participar da iniciativa
Polícia apura possível crime na morte de Hayden Panettiere
Investigação corre em paralelo aos exames do legista e envolve descoberta de mensagens de texto
Remédio contra overdose é encontrado no local da morte de Hayden Panettiere
Narcan estava sobre um colchão e a causa da morte da atriz segue indefinida
Hayden Panettiere, estrela de “Heroes” e “Nashville”, morre aos 36 anos
Atriz, que também marcou a franquia “Pânico”, foi encontrada inconsciente em sua casa na Carolina do Sul
Série “Heroes” vai voltar com nova geração de heróis
Criador da atração original prepara nova leva de personagens com superpoderes para combater velhos inimigos
Universal+ estreia no catálogo do Prime Video
Inicialmente, a plataforma da NBCUniversal estava disponível somente para assinantes da Claro TV+, mas começou a se expandir com a nova parceria no Brasil
Séries online: 25 lançamentos para maratonar no fim de semana
As plataformas de streaming oferecem 25 opções entre novidades, continuações e nostalgia para maratonar neste fim de semana. A lista é dominada por thrillers criminais e desenhos adultos, mas o título que mais chama atenção é uma comédia romântica: “À Procura do Amor”, tanto pela realização quanto pelos bastidores. Baseada no livro de Nancy Mitford, a minissérie foi escrita pela atriz Emily Mortimer, que também fez sua estreia como diretora, e gira em torno de duas primas, cuja busca pelo marido perfeito se transforma numa aventura sexual escandalosa na Inglaterra às vésperas da 2ª Guerra Mundial. A produção acabou virando um escândalo na Inglaterra do século 21, após tabloides revelarem o envolvimento da atriz Lily James (a “Cinderela”) com seu colega casado, o ator Dominic West (o infiel de “The Affair”). Flagrados por paparazzi, West veio à público defender seu casamento, deixando James a ponderar as semelhanças da ficção com a realidade. Entre os thrillers, destaca-se “Jogo Perigoso” (Most Dangerous Game), uma das raras séries que sobreviveu ao fiasco da plataforma Quibi, lançada e falida durante a pandemia no ano passado. Com episódios de curta duração, apresenta-se como um filme em capítulos de ação intensa, no qual Liam Hemsworth (“Jogos Mortais”) vive um doente terminal que aceita a proposta sinistra de Christopher Waltz (“Django Livre”), entrando num jogo em que tudo que tem fazer é ficar vivo por 24 horas. Cada hora de sobrevivência representa depósitos milionários na conta de sua mulher, mas também ameaças maiores à sua vida. Foi renovada e terá 2ª temporada com novo “jogador”. A HBO Max oferece uma impressionante seleção de séries europeias, desde o noir nórdico de “Beartown”, até épicos históricos espanhóis como “A Linha Invisível”, sobre a origem do grupo terrorista basco ETA, e “Liberdade”, bangue-bangue com ecos de “Os Miseráveis” criado pelo cineasta Enrique Urbizu, vencedor do Goya (o Oscar espanhol) por “Não Haverá Paz Para os Malvados” (2011). Outro diretor famoso adentra o mundo das séries em “Dr. Brain”, primeira atração sul-coreana da Apple TV+. Criada por Kim Jee-woon, responsável por filmes famosos como o terror “Medo” (A Tale of Two Sisters) e o thriller “Eu Vi o Diabo”, traz Lee Sun-kyun (intérprete do milionário de “Parasita”) como um gênio autista incapaz de sentir empatia, que inventa uma forma de se conectar com a mente de pessoas recentemente mortas. As principais novidades animadas são “M.O.D.O.K.”, primeiro desenho adulto da Marvel, e “Arcane”, ambientada no universo do game “League of Legends” (LoL), que traz as participações vocais de Hailee Steinfeld (“Dickinson”) e Ella Purnell (“Army of the Dead”) como as irmãs Vi e Jinx, além de uma belíssima arte desenvolvida pelo estúdio parisiense Fortiche. Por falar em Hailee Steinfeld e “Dickinson”, a série da Apple TV+ sobre a poeta Emily Dickinson começa a se despedir com a disponibilização dos três primeiros episódios de sua 3ª e última temporada. Na Netflix, “Narcos: México” também se encerra na 3ª temporada, contando a história de El Chapo. E se essa quantidade de atrações inéditas não for suficiente, há coleções completas de séries clássicas para maratonar, com absoluto destaque para a sci-fi “Fringe”, última criação televisiva de J.J. Abrams, lançada logo após “Lost” e antes dele assumir as franquias de cinema “Star Trek” e “Star Wars” – e com participação saudosa de Leonardo Nimoy, o eterno Spock! Bem mais populares, há ainda a versão original de “Gossip Girl”, a pioneira do gênero super-heróis “Heroes”, o mau-humor genial de “House” e até a subestimada “2 Broke Girls”, imprescindível para quem achou Kat Dennings engraçada em “Loki”. Confira abaixo os 25 títulos disponibilizados na semana, acompanhados por seus respectivos trailers. À Procura do Amor | Reino Unido | 1 Temporada – Minissérie (HBO Max) The Gloaming | Austrália | 1 Temporada – Minissérie (Star+) Assassinato do Primeiro-Ministro | Suécia | 1 Temporada – Minissérie (Netflix) Jogo Perigoso | EUA | 1ª Temporada (Amazon Prime Video) Beartown | Suécia | 1ª Temporada (HBO Max) A Linha Invisível | Espanha | 1ª Temporada (HBO Max) Liberdade | Espanha | 1ª Temporada (HBO Max) Smother | Irlanda | 1ª Temporada (HBO Max) Uma Conspiração Sueca | Suécia | 1ª Temporada (HBO Max) Dr. Brain | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Apple TV+) Gloria | Portugal | 1ª Temporada (Netflix) Arcane | EUA | 1ª Temporada (Netflix) M.O.D.O.K. | EUA | 1ª Temporada (Star+) gen:Lock | EUA | 2ª Temporada (Star+) Dave | EUA | 2ª Temporada (Star+) Narcos: México | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Dickinson | EUA | 3ª Temporada (Apple TV+) Big Mouth | EUA | 5ª Temporada (Netflix) Vergonha | Espanha | 3 Temporadas – Completa (HBO Max) Heroes | EUA | 4 Temporadas – Completa (Globoplay) Fringe | EUA | 5 Temporadas – Completa (HBO Max) The New Adventures of Old Christine | EUA | 5 Temporadas – Completa (HBO Max) 2 Broke Girls | EUA | 6 Temporadas – Completa (HBO Max) Gossip Girl | EUA | 6 Temporadas – Completa (HBO Max) House | EUA | 8 Temporadas – Completa (HBO Max)
Ator de Heroes acusa colega e produtores de racismo
O ator Leonard Roberts assinou um artigo para a revista Variety, nesta quinta (17/12), sobre os bastidores conturbados de sua passagem pela série “Heroes”, há 13 anos, em que acusa uma atriz e os produtores de racismo. Roberts interpretou brevemente o personagem D.L. Hawkins e apontou que, do início de sua participação, até sua demissão sofreu atitudes racistas do criador Tim Kring, do produtor Dennis Hammer e da colega de cena Ali Larter. Em seu relato, Roberts repara que, logo no início da produção, os roteiros dos episódios eram constantemente modificados para atrasar a estreia do seu personagem — inicialmente, ele estava no piloto, mas a aparição continuou sendo adiada até se concretizar só no sexto episódio da trama. O ator ainda contou que ficou esperando uma ligação de Tim Kring para que os dois se reunissem para discutir ideias para o personagem, como ele havia feito com outros atores, mas a tal ligação nunca se concretizou. “Eu descobri que, apesar de ter três atores principais negros, não havia nenhum roteirista negro na equipe de ‘Heroes’. Depois, tivemos um photoshoot promocional, no qual todos os atores principais negros adultos foram relegados para a parte de trás e as laterais da foto – eles disseram que nós éramos ‘altos'”, escreveu o ator. Quando finalmente estreou na série, Roberts teve problemas com Ali Larter, que interpretava sua mulher na trama, Niki Sanders. “Eu sou um ator do teatro, então estou acostumado com os intérpretes se tornando um pouco passionais no processo. Por isso, após as primeiras tensões entre nós, enviei uma garrafa de vinho a Ali com um bilhete, afirmando o comprometimento com uma colaboração frutífera. Ela nunca me respondeu ou mencionou isso para mim”, disse. Roberts também recordou um momento em que Larter brigou com o diretor de um episódio, Greg Beeman, que pediu que ela abaixasse as alças de sua blusa em uma cena em que Niki e D.L. estavam juntos na cama, conversando. Beeman queria passar a impressão que Niki estava nua por baixo das cobertas, sem de fato pedir para a sua estrela se despir, mas Larter se recusou. Pouco depois, Roberts descobriu que a sua colega de elenco já havia filmado anteriormente uma cena em que sua personagem precisava seduzir Nathan Petrelli (Adrian Pasdar), um homem branco, e que ela não tinha visto problemas de aparecer de lingerie naquele momento da série. “Não pude deixar de pensar: será que minha cor foi pesou na recusa dela?”, ponderou. Após o fim das filmagens, durante uma sessão de fotos para promover a série, onde os casais de “Heroes” apareceriam em capas de revista individuais, Larter se aproximou de Roberts e falou: “Me disseram que a nossa capa é a que está vendendo menos”. O ator relembra: “A mensagem dela era clara: você está manchando a minha imagem”. Por fim, Roberts recorda o momento em que foi demitido da série, quando recebeu uma mensagem de Kring na caixa postal do seu telefone, dizendo que seu personagem morreria fora de cena, antes do início da 2ª temporada, e que o ator poderia marcar uma reunião com ele, se quisesse, para discutir a situação. Quando a reunião aconteceu, o produtor Dennis Hammer também estava presente. O criador mencionou Larter pelo nome ao explicar a decisão de demitir Roberts, enquanto Hammer tentou tranquilizá-lo ao dizer que “ele era amado por todos no set, enquanto ela era odiada”. Acho que eles estavam esperando que eu me juntasse a eles em criticar minha colega de cena. Eu não fiz isso. […] Foi quando Hammer disse que eu não deveria me preocupar, que ainda teria muitas oportunidades no futuro: ‘Não pense nisso como a situação em que um cara negro foi demitido, e a mulher branca venceu’.” O criador e o produtor teriam tentado, então, agradar Roberts ao mudar os planos para o personagem, concedendo a ele mais dois episódios, incluindo uma cena de morte impactante. “Quando filmarmos, vai ver o quanto você significa para todos nós na família ‘Heroes'”, teria dito Hammer. Quando recebeu os roteiros, Roberts descobriu que D.L. seria morto por um tiro, embora o seu poder na série fosse a capacidade de atravessar paredes e outros obstáculos sólidos. “Aparentemente, balas de revólver não estavam incluídas aí”, ironizou o ator. Na cena final de D.L. Hawkins, o meu assassino levantava a sua arma e eu, de costas para a câmera, tiro o meu corpo para fora. Com o som do tiro, a cena termina em um close-up no rosto de Niki, manchado com o meu ‘sangue’. Foi tudo filmado em um take. […] Minha colega de elenco me deu um abraço de adeus, que foi o maior sinal de afeição que já demonstramos na frente ou atrás das câmeras. Todo mundo foi embora. Enquanto estava andando até o meu carro, as palavras de Hammer ecoavam na minha cabeça: ele estava certo, agora eu via o quanto significava para a ‘família’ de ‘Heroes’.” Roberts conclui seu artigo refletindo sobre as sequelas que a experiência deixou. “Eu internalizei um sentimento de raiva e derrota que nunca tinha sentido antes. Percebi que não tinha agência para exigir nada de um ambiente de trabalho no qual, mesmo assim, era esperado que eu entregasse um trabalho excelente”, disse. Para o ator, saber que qualquer outro trabalho poderia levar a uma experiência similar o deixou “exausto” da profissão. “Eu me afastei de colegas, amigos e entes queridos, porque acreditava ser um fracassado, que tudo podia ter sido diferente se eu fosse um ator ou uma pessoa melhor. Minha voz e minha luz foram enfraquecidas”, continuou. “Será que as pessoas com quem trabalhei eram racistas? Mesmo agora, meu instinto é dizer que não, que conheci muita gente incrível em ‘Heroes’, gente que eu chamo de ‘amigo’ até hoje. […] Mas será que dizer isso, mesmo que seja verdade, nega que eu tenha trabalhado em um ambiente onde a branquitude era o padrão, o ideal? Ou que o meu propósito naquela série era preservar esse ideal, na frente das câmeras e atrás delas, não importa o quanto isso me prejudicasse como artista, profissional e homem? Não, não nega.” Com a repercussão do texto, Ali Larter respondeu aos relatos do ex-colega de elenco: “Me sinto profundamente triste ao ouvir sobre a experiência de Leonard Roberts em ‘Heroes’, e estou de coração quebrado ao ler sobre a percepção que ele tinha do nosso relacionamento, que não combina com a minha memória, ou a minha experiência, da série. […] Peço desculpas pelo papel que posso ter desempenhado na experiência dolorosa dele naquela época, e desejo a ele e sua família tudo de melhor”, ela se manifestou, ao ser contatada pelo site TVLine. Kring e Hammer também se defenderam das acusações. O criador da série disse que reunir um elenco diverso sempre foi uma prioridade para ele em “Heroes”, mas reconheceu o seu erro ao não incluir roteiristas e outros profissionais negros por trás das câmeras. Já o produtor disse apenas que “14 anos é muito tempo atrás”, mas se lembrava de Roberts “como um ótimo profissional”.








