Zack Snyder revela função do Coringa em sua versão de Liga da Justiça
O diretor Zack Snyder revelou porque quis incluir o Coringa, interpretado por Jared Leto, em sua nova versão de “Liga da Justiça”. Em entrevista ao canal do YouTube TheFilmJunkee, ele contou que o vilão será responsável pela chamada “Knightmare Timeline”, uma distopia futurista, que foi vislumbrada em um pesadelo do Batman (Ben Affleck) em “Batman Vs Superman – A Origem da Justiça”. Nesta visão distorcida do futuro, o Superman (Henry Cavill) é corrompido por Darkseid e torna-se um ditador do planeta, a serviço do alienígena. Snyder mencionou que o Coringa estará envolvido no roubo de uma Caixa Materna que dará início a este pesadelo de Bruce Wayne. Não está claro o quanto isso será aprofundado no filme – pode ser apenas uma cena de delírio ou um grande pedaço da trama – , mas o diretor está considerando a possibilidade de continuar essa história nos quadrinhos, numa parceria com o desenhista, roteirista e chefão da DC, Jim Lee. Esta continuação provavelmente lidaria com a morte de Robin, nesse universo alternativo, pelas mãos do Coringa. “Eu sempre pensei que, de certa forma, os conflitos que acontecem ali são parte do Bruce revivendo os eventos da morte do Robin, e o que se deu com isso. Seria uma publicação interessante, mesmo que fosse apenas a história dessa morte”, considerou o diretor. A “Liga da Justiça” de Zack Snyder será lançada como uma minissérie de cerca de 4 horas de duração na HBO Max no começo de 2021. Snyder estima um lançamento em março, mas a plataforma ainda não oficializou a data.
Sex and the City pode voltar como minissérie na HBO Max
“Sex and the City” pode ganhar continuação. O jornal New York Post apurou que a HBO Max estaria perto de um acordo para produzir um revival da atração clássica, na forma de uma nova série limitada. A produção contaria com a volta das protagonistas Sarah Jessica Parker, Kristin Davis e Cynthia Nixon a seus papéis, respectivamente como Carrie, Charlotte e Miranda. Já Kim Cattrall, que se envolveu em brigas de bastidores com as colegas, tornou público seu desejo de deixar a franquia, o elenco e sua personagem Samantha para trás e não deve se envolver no projeto. Criada por Darren Star (hoje à frente de “Emily em Paris”), a série original durou seis temporadas, entre 1998 e 2004 na HBO, e venceu vários prêmios Emmy durante seu tempo no ar – incluindo troféus de Melhor Atriz para Parker e Melhor Atriz Coadjuvante para Nixon. A trama acompanha quatro amigas que lidavam com a vida de solteiras em Nova York no final dos anos 1990, enquanto uma delas escrevia uma coluna sobre o assunto. Após o final, o quarteto original ainda se reuniu em dois filmes, em 2008 e 2010. O primeiro longa foi um sucesso de público e crítica. Já o segundo, basta dizer que implodiu os planos de uma trilogia. Há quem defenda que a série envelheceu muito mal, ficando datada ao apresentar uma visão comercial do empoderamento feminino com consumismo.
Estreia mundial de Mulher-Maravilha 1984 só deve ser “boa” no Brasil
“Mulher-Maravilha 1984” estreou no Brasil e em mais 31 países neste fim de semana. Mas o resultado não foi o esperado por muitos que planejavam utilizar seus números para atacar a tática da Warner de lançar o filme simultaneamente em streaming nos EUA. Nos locais onde começou a ser exibida com exclusividade nos cinemas – e antes que uma suposta pirataria das cópias digitais prejudicasse suas bilheterias – , o filme abriu com uma arrecadação de cerca de US$ 38,5 milhões, bem abaixo dos US$ 60 milhões que o mercado esperava na véspera do fim de semana. O desempenho foi especialmente reduzido na China, com US$ 18,8 milhões, valor decepcionante comparado aos blockbusters locais do período da pandemia. O filme também foi prejudicado por novos fechamentos de cinemas em vários países e por uma Europa em lockdown. A ausência de boas notícias da Europa e a decepção da China acabou quase compensada com resultados sólidos em países negacionistas. Na América Latina, o filme abriu em 1º lugar. O que significa que os cinemas ficaram lotados para a estreia no Brasil, um dos maiores mercados da região. De acordo com a revista Variety, o novo longa da super-heroína arrecadou US$ 1,7 milhões por aqui — o que equivale, aproximadamente, a R$ 8,5 milhões. Os números oficiais devem ser divulgados na segunda-feira (21/12). Mas os valores não devem representar a boa notícia que sugerem para o mercado cinematográfico nacional, pois refletem outro dado alarmante. Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo no sábado (19/12) apontou que o número de pessoas em isolamento no país recuou ao menor nível desde o início da pandemia. Refletindo este aumento de circulação, o país voltou a registrar na semana passada números superiores a mil mortes por dia. No sábado, inclusive, aconteceu a maior média móvel de casos de infecção desde o início da pandemia, com 47.439 testes positivos. Já a quantidade de óbitos passou de 186 mil, ao todo. A permanecer esta tendência, um novo fechamento dos cinemas – e do comércio não essencial – deve voltar à pauta política de prefeitos e governadores nos próximos dias (atualização: na verdade, aconteceu um dia depois deste texto ser publicado!).
Monster Hunter perde aposta contra pandemia nas bilheterias dos EUA
A Sony fez uma aposta de risco em “Monster Hunter” e deve perder uma fortuna. O filme de monstros gigantes, orçado em US$ 60 milhões e estrelado por Milla Jovovich (“Resident Evil”), teve um desempenho muito pior que o esperado em sua estreia nos EUA e Canadá neste fim de semana. Com uma arrecadação de somente US$ 2,2 milhões entre sexta e domingo (20/12), ficou abaixo da média de US$ 3 milhões que vinha marcando as estreias dos últimos meses, durante a pandemia. O valor é reflexo da diminuição crescente dos salas de exibição em atividade. Apenas 2,3 mil cinemas estão abertos na América do Norte, dos quais 1,7 mil receberam a produção de efeitos visuais monstruosos. O estúdio não negociou um lançamento simultâneo ou antecipado em streaming com o parque exibidor, porque acreditava poder compensar o esperado prejuízo norte-americano com um grande sucesso asiático. A franquia “Resident Evil”, também estrelada por Jovovich, teve seu maior desempenho na China. Mas a estreia chinesa de “Monster Hunter” acabou prejudicada por uma cena que o público entendeu como racista, levando as autoridades do país a ordenarem a retirada do filme de cartaz. Para completar, a crítica não aprovou a nova adaptação de videogame, considerada medíocre, com 48% de notas positivas na média compilada pelo site Rotten Tomatoes. De todo modo, essa nota é bem maior que a média dos filmes de “Resident Evil”, qualificados como lixo, em aprovações que variaram de 22% a 38% em toda a franquia. Os US$ 2,2 milhões de “Monster Hunter” se tornam ainda mais abissais quando comparados à estreia que ocupou o fim de semana antes do Natal em 2019. Neste período do ano passado, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” abriu com nada menos que US$ 177,3 milhões no mercado norte-americano. Graças ao desastre da Sony, devem diminuir muito as críticas feitas contra a Warner por decidir lançar seus filmes, a partir de “Mulher-Maravilha 1984”, simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max para os assinantes do serviço de streaming, que por enquanto só é comercializado na América do Norte. Um bom parâmetro pode ser traçado pelo desempenho de “Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal e DreamWorks Animation. Cumprindo seu cronograma de apenas três fins de semana exclusivos nos cinemas, o filme foi lançado na sexta (18/12) em PVOD (locação digital premium) e, mesmo assim, ocupou o 2º lugar no ranking das bilheterias de cinema, com uma arrecadação muito próxima da atingida pelo líder estreante: US$ 2 milhões. A sequência de “Os Croods” rendeu até agora US$ 27 milhões nos cinemas norte-americanos, mas já soma US$ 84,5 milhões mundiais, com cerca de 60% desse valor vindo da China, onde o filme faturou US$ 50 milhões. Tanto “Monster Hunter” quanto “Os Croods 2” sofreram adiamentos em suas previsões de estreia para o Brasil. Os dois filmes foram remanejados para janeiro, respectivamente nos dias 14 e 21. Mas, com isso, correm o risco de encontrarem os cinemas fechados devido à disparada de casos de covid-19 no país.
HBO Max revela primeiras cenas da nova Gossip Girl em comercial de sua programação
A HBO Max divulgou um comercial com sua programação para 2021, onde destaca a polêmica iniciativa de lançar filmes simultaneamente nos cinemas e no streaming. O vídeo também revela cenas inéditas de seus futuros projetos, entre elas as primeiras imagens da continuação de “Gossip Girl”. O breve vislumbre traz de volta estudantes de elite sentados nas escadarias do MET (Museu Metropolitano de Arte), em Nova York, onde a série original, que foi ao ar entre 2007 e 2012, teve alguns de seus momentos mais marcantes. No vídeo, é possível ver o novo elenco, que inclui Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Alta Fidelidade”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”) e o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”), mas detalhes sobre seus respectivos personagens estão sendo mantidos em sigilo. Passada oito anos depois da série original, a atração seguirá a nova geração da mesma escola de elite nova-iorquina e contará novamente com Kristen Bell (“The Good Place”) como narradora, no papel da “garota fofoqueira”, que espalha rumores sobre a vida das personagens via internet. Vale lembrar que, apesar da voz ser feminina, o final da série original revelou que a verdadeira Gossip Girl – o responsável pelo blog de fofocas – era um homem: Dan Humphrey, papel de Penn Badgley (hoje na série “Você”). O ator, por sinal, já se dispôs a fazer uma participação para ligar as tramas. O comercial da plataforma também revelou que outro spin-off bastante esperado, “House of the Dragon”, prólogo de “Game of Thrones”, só vai estrear em 2022. Veja o vídeo abaixo.
The Flight Attendant: HBO Max renova série de suspense de Kaley Cuoco
Um dia após exibir o capítulo final de “The Flight Attendant”, originalmente anunciada como minissérie, a HBO Max revelou que vai estender o voo de Kaley Cuoco numa 2ª temporada da atração. A nova série estrelada pela Penny de “The Big Bang Theory” contou, ao longo de oito episódios, toda a história do livro em que era baseada e precisará inventar uma trama completamente inédita para seus próximos capítulos. A extensão da história reflete o sucesso da produção, que ganhou elogios rasgados dos críticos norte-americanos – 98% de aprovação no Rotten Tomatoes – e aparentemente também atraiu grande público para a plataforma da WarnerMedia. Em comunicado, a HBO citou que “The Flight Attendant” foi a série original com mais audiência em seu serviço de streaming. Sem citar números, a empresa apontou que o público disparou 55% entre o começo e o fim da exibição. “Dizer que estou extasiada seria um eufemismo”, disse Cuoco, em comunicado. “A resposta positiva à nossa série superou todas as nossas expectativas e estou muito orgulhosa de toda a equipe por trás de seu sucesso”. “Estamos muito satisfeitos que o programa tenha ressoado tão fortemente com o público e os críticos”, acrescentou o diretor de conteúdo da HBO e da HBO Max, Casey Bloys. “Parabenizamos Kaley, Steve, Greg e Sarah, junto com o resto do elenco incrivelmente talentoso, o executivo produtores e nossos parceiros da Warner Bros. Television em todo o sucesso da primeira temporada. Estou ansioso para ver onde Cassie irá a seguir. ” A trama original prendeu o público com um suspense intenso e uma trama de mistério. Inspirado no livro homônimo de Chris Bohjalian, “The Flight Attendant” gira em torno de Cassandra (Cuoco), a comissária de bordo do título em inglês, que após um voo internacional acorda alcoolizada em um quarto de hotel em Dubai, com um passageiro morto ao seu lado na cama. Com medo de chamar a polícia e sem lembrar o que aconteceu na noite anterior, ela segue o seu dia como se nada tivesse acontecido. Mas quando seu voo chega à Nova York, o FBI está lhe aguardando no aeroporto e ela precisa dar muitas explicações que não parecem fazer sentido. A adaptação foi escrita pelo roteirista Steve Yockey (“Supernatural”), os dois primeiros episódios foram dirigidos pela cineasta Susanna Fogel (“Parceiras Eternas”) e a produção ficou a cargo da própria atriz principal, via sua empresa Yes Norman, em parceria com o ubíquo Greg Berlanti (“The Flash”, “Riverdale”, etc), o produtor com mais séries exibidas simultaneamente em todos os tempos. O projeto é o primeiro de um contrato assinado por Cuoco com a WarnerMedia. Pelo acordo, a atriz vai criar, produzir, dirigir e estrelar diversas séries para o estúdio nos próximos anos. Em sua 1ª temporada, a atração também incluiu em seu elenco Michiel Huisman (“Game of Thrones”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”), Zosia Mamet (“Girls”), Michelle Gomez (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), T.R. Knight (“Grey’s Anatomy”), Colin Woodell (“The Originals”), Merle Dandridge (“The Night Shift”), Griffin Matthews (“Cara Gente Branca”) e Nolan Gerard Funk (“Awkward.”). A série, assim como a HBO Max, ainda está não disponível no Brasil.
Gal Gadot revela que fez sua própria denúncia contra diretor de Liga da Justiça
Depois de confessar que testemunhou na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido nos bastidores de “Liga da Justiça”, Gal Gadot revelou que fez sua própria denúncia contra o diretor Joss Whedon durante as refilmagens do longa de 2017. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, disse a atriz nesta sexta (18/12), em entrevista ao jornal Los Angeles Times. Gadot, que está promovendo “Mulher-Maravilha 1984”, não quis detalhar qual foi seu problema com Whedon, mas boatos anteriores mencionavam sua recusa em filmar uma cena em que o Flash caía sobre Mulher-Maravilha durante uma luta, para criar uma piada com insinuação sexual. A cena foi realizada por uma dublê e incluída no longa (veja abaixo). Se foi só isso ou se há outros detalhes, ela não revela, mas deu seu apoio ao colega de elenco Ray Fisher (o Ciborgue), que foi quem trouxe à público o ambiente tóxico no set da produção. Em julho, Fisher denunciou publicamente uma má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. “Eu fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”, disse Gadot. Ao ser entrevista mais cedo num podcast da revista Variety, ela acrescentou que não foi informada do resultado da investigação interna da WarnerMedia sobre as denúncias. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, contou a estrela de “Mulher Maravilha de 1984”, que se disse curiosa com o resultado das várias entrevistas. Em um comunicado de 11 de dezembro, a WarnerMedia afirmou que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme e, sem mencionar nomes, acrescentou que “medidas corretivas foram tomadas”. “Também não sei o que isso significa”, disse ela. “Mas estou curiosa para saber qual será o resultado”.
Gal Gadot revela ter testemunhado na investigação sobre bastidores de Liga da Justiça
A atriz Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha no cinema, revelou ter testemunhado na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido no set de “Liga da Justiça”, após a saída do diretor Zack Snyder da produção. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, disse a estrela de “Mulher Maravilha de 1984” durante uma entrevista para o podcast da Variety “The Big Ticket”. Ela não se aprofundou sobre o assunto, dizendo que está curiosa com o resultado das várias entrevistas. A WarnerMedia disse, em um comunicado de 11 de dezembro, que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme. Sem mencionar conclusões, o texto oficial afirmava apenas que “a investigação da WarnerMedia sobre o filme ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Gadot disse que ninguém lhe explicou quais seriam as “medidas corretivas” tomadas. “Também não sei o que isso significa”, disse ela, acrescentando: “Estou curiosa para saber qual será o resultado”. A investigação foi resultado de uma denúncia do ator Ray Fisher, o Ciborgue da “Liga da Justiça”, que em julho denunciou publicamente uma alegada má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. Ele não comentou as acusações, assim como Whedon, mas Berg disse que a denúncia era “categoricamente falsa”. Mas Fisher ganhou apoio de seus colegas. Jason Momoa, o Aquaman, postou uma mensagem reforçando as acusações do intérprete de Ciborgue. Ele descreveu no Instagram sua indignação contra “a forma de m**** como fomos tratados nas refilmagens da ‘Liga da Justiça’. Coisas sérias aconteceram. Precisa ser investigado e as pessoas precisam ser responsabilizadas”. A própria Gal Gadot chegou a contar ao jornal Los Angeles Times que também denunciou Whedon. Ela disse que, embora ela não tenha participado de refilmagens com Fisher, “eu tive minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito. Mas fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”.
Warner marca estreia do novo filme de Mortal Kombat
A Warner agendou a estreia de “Mortal Kombat”, reboot cinematográfico da franquia de games. Antes marcado para janeiro, o filme chegou a sair do calendário do estúdio e agora ganhou nova data de lançamento, chegando simultaneamente aos cinemas e à HBO Max em 16 de abril de 2021. A data e a estratégia de lançamento foi anunciada pela conta oficial do longa no Twitter. Veja abaixo. A produção está a cargo de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”), que contratou o pouco experiente Simon McQuoid para dirigir o longa, a partir de um roteiro desenvolvido por Dave Callaham (“Os Mercenários”) e Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”). Já o elenco reúne atores sem trajetória de blockbusters, como Ludi Lin (“Power Rangers”), Mehcad Brooks (“Supergirl”), Sisi Stringer (“Colheira Maldita”), Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), Josh Lawson (“House of Lies”), Jessica McNamee (“Megatubarão”), Chin Han (“Marco Polo”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Joe Taslim (“Warrior”) e Lewis Tan (“Into the Badlands”). A franquia já rendeu dois filmes nos anos 1990. O primeiro foi dirigido por Paul W.S. Anderson (franquia “Resident Evil”) em 1995 e é considerada a primeira adaptação bem-sucedida de um videogame. A sequência, “Mortal Kombat: Aniquilação” (1997), ficou a cargo de John R. Leonetti, que por coincidência trabalhou com James Wan como diretor de fotografia de “Invocação do Mal” (2013). Mas o filme foi um fracasso. Depois disso, a franquia também teve uma série de TV, “Mortal Kombat: Conquest”, com apenas uma temporada em 1998, e a série de streaming de Kevin Tancharoen, “Mortal Kombat: Legacy”, que durou duas temporadas em 2011 e 2012. On April 16, Mortal Kombat enters the arena. Coming to theaters and streaming exclusively on HBO Max. #MortalKombatMovie pic.twitter.com/mjB8DRhyYM — Mortal Kombat Movie (@MKMovie) December 14, 2020
Zack Snyder acha que sua versão de Liga da Justiça será para maiores
Zack Snyder acrescentou tanta coisa na nova edição da “Liga da Justiça” – e mudou tanto o filme exibido nos cinemas – que ele acredita que a obra de quatro horas receberá classificação “R” – o equivalente ao “proibido para menores” nos EUA. “O filme é insano e tão épico que provavelmente será classificado como ‘R’ – isso é uma coisa que eu acho que vai acontecer, que será uma versão censurada, com certeza”, revelou o cineasta em uma entrevista à revista EW. “Nós não ouvimos da MPA (responsável pela classificação etária), mas essa é minha intuição. ” Algumas das situações que podem levar o filme a ter uma classificação etária elevada é que o Batman de Ben Affleck diz um palavrão forte (começa com a letra F) em uma cena, Ciborgue fala o que pensa e o vilão Lobo da Estepe (Steppenwolf) é bastante violento, “cortando pessoas ao meio”, explicou o diretor. Ao revelar que o estúdio está considerando lançar essa versão nos cinemas – paralelamente ao lançamento como minissérie – , Snyder ponderou a estratégia muito criticada da Warner Bros de disponibilizar todos os seus filmes de 2021 simultaneamente na HBO Max e nos cinemas. “Pareceu uma jogada bastante ousada e que talvez a implicação não tenha sido 100% pensada”, disse ele à EW. “Eu sinto que há muitas pessoas em pânico durante a covid-19. Espero que, no final, seja isso mesmo – algum tipo de empurrão para passar essa fase e não algum tipo de movimento maior para interromper a experiência cinematográfica”. A Warner Bros. ainda não fez nenhum anúncio sobre a possível classificação “R” e lançamento da nova versão de “Liga da Justiça” nos cinemas.
Denis Villeneuve diz que Warner pode ter matado a franquia de Duna
O cineasta Denis Villeneuve se juntou aos descontentes com a decisão da Warner de promover lançamentos simultâneas nos cinemas e em streaming de todo o seu catálogo de filmes de 2021. Diretor de “Duna”, Villeneuve acredita que esta estratégia vai matar a chance de seu filme se tornar uma franquia. Em entrevista à revista Variety, Villeneuve foi claro ao dizer que a iniciativa da Warner vai favorecer a pirataria e diminuir o lucro dos filmes, o que pode impedir que a sequência de “Dune”, previamente combinada, seja produzida. “Plataformas de streaming são positivas e um poderoso acréscimo aos ecossistemas dos filmes e TV. Mas quero que o público entenda que apenas isso não irá sustentar a indústria que nós conhecemos, pré-covid-19. Streaming pode produzir um conteúdo incrível, mas não produções com a escala de ‘Duna’. A decisão da Warner Bros. faz com que ‘Duna’ não tenha a chance de uma boa performance financeira e, nisso, a pirataria irá triunfar. O estúdio pode ter simplesmente matado a franquia”, ele comentou. Villeneuve ainda acrescentou que o segundo filme é “necessário” para concluir a história. Ele só concordou em dirigir a adaptação de “Duna” porque o estúdio permitiu que dividisse o romance clássico de Frank Herbert em dois filmes, mas, até o momento, o segundo longa não recebeu sinal verde para ser filmado. Os comentários do diretor ecoam as reclamações de Christopher Nolan, que ficou irritado com a decisão dos executivos da WarnerMedia, conglomerado que estaria pensando apenas na HBO Max, em detrimento do cinema. “Alguns dos maiores cineastas e estrelas de cinema de nossa indústria foram para a cama na noite anterior pensando que estavam trabalhando para o maior estúdio de cinema e acordaram para descobrir que trabalhavam para o pior serviço de streaming”, disse Nolan, cuja relação com a Warner vem desde “Insônia”, de 2002.
WarnerMedia conclui investigação sobre bastidores tóxicos de Liga da Justiça
Cinco meses depois que o ator Ray Fisher, o Ciborgue da “Liga da Justiça”, mencionou publicamente uma alegada má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, a WarnerMedia concluiu uma investigação sobre o que teria acontecido nos bastidores da produção. Mas não vai compartilhar suas conclusões. “A investigação da WarnerMedia sobre o filme da ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”, disse resumidamente a WarnerMedia em um comunicado na noite de sexta-feira (11/12). A declaração, assinada pela chefe de comunicações globais da empresa, Christy Haubegger, é tudo o que a WarnerMedia tem a dizer sobre o assunto. A empresa não deu mais detalhes sobre quais medidas foram tomadas nem contra quem. O site Deadline teria apurado que executivos de alto escalão do departamento cinematográfico da Warner Bros foram surpreendidos pelo anúncio desta noite, também sem saber quem especificamente estava recebendo punição nesta situação. Por outro lado, Ray Fisher, o homem que exigiu a investigação sobre a conduta do diretor substituto Joss Whedon no set e os produtores do filme, aparentou estar claramente de bom humor. Pouco depois de a declaração da WarnerMedia ter sido divulgada, Fisher compartilhou um texto oficial que recebeu da WarnerMedia com um agradecimento pela “coragem de se apresentar e ajudar a empresa a criar um ambiente de trabalho inclusivo e mais igualitário para seus funcionários e parceiros”. Ele acrescentou sua própria declaração no Twitter: “Ainda há conversas que precisam acontecer e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos à caminho.” Fisher ainda informou que a investigação “levou a uma ação corretiva”, explicamos que parte disso “já vimos”, mas outros desdobramentos “ainda estão por vir”. A especulação é que ele se refere a Whedon, que há duas semanas abandonou a produção da fantasia “The Nevers”, que ele criou para a HBO, citando exaustão e acontecimentos sem precedentes de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Em julho, Fisher acusou Whedon no Twitter de tratar atores e outros membros da equipe de “Liga da Justiça” de maneira “nojenta, abusiva, não profissional e inaceitável” durante as filmagens. E alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, contratado para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. O ator manteve comportamento litigioso desde que fez a denúncia, envolvendo também outros figurões da Warner, como o próprio chefão do estúdio, Toby Emmerich, e o presidente da DC Films, Walter Hamada, e voltou ao Twitter, logo após o anúncio da saída de Whedon, para afirmar que as mudanças de bastidores em “The Nevers” eram consequências da investigação sobre “Liga da Justiça”, e que a “versão oficial” de exaustão seria uma forma encontrada pela Warner para não queimar o cineasta. Ou, na visão do ator, acobertar o comportamento do cineasta. “Não tenho intenção nenhuma de deixar Joss Whedon usar a velha tática hollywoodiana de ‘sair’, ‘deixar’ ou ‘se afastar’ para acobertar seu comportamento horrível. A investigação da WarnerMedia sobre ‘Liga da Justiça’ está a todo vapor há três semanas. Isso é sem dúvida um resultado disso”, escreveu o ator. Em outubro, ele foi além, chegando a insinuar que as decisões tomadas nas refilmagens de “Liga da Justiça” tiveram motivações racistas. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de 2017 de ‘Liga da Justiça’ não foi um acidente nem uma coincidência”, afirmou Fisher. “Antes do processo de refilmagem, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto escalão da Warner Bros. Pictures”, ele acusou. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich”, nomeou. Embora não se saiba que consequências a investigação trará para a Warner, a polêmica não impediu Fisher de participar de refilmagens de “Liga da Justiça” sob o comando do diretor original, Zach Snyder, para lançamento como uma minissérie de quatro horas na HBO Max em 2021. Na verdade, Snyder prometeu que sua versão terá muito mais participação do Ciborgue que no filme refeito por Whedon. The following was relayed to me on behalf of @WarnerMedia at 5pm EST today: – The investigation of Justice League is now complete. – It has lead to remedial action. (Some we’ve seen, and some that is still to come.) 1/3 — Ray Fisher (@ray8fisher) December 12, 2020 There are still conversations that need to be had and resolutions that need to be found. Thank you all for your support and encouragement on this journey. We are on our way. More soon. A>E 3/3 — Ray Fisher (@ray8fisher) December 12, 2020
Cachê de Gal Gadot para apoiar streaming de Mulher-Maravilha 1984 irrita colegas
Os astros contratados pela Warner estão furiosos com o estúdio e morrendo de inveja de Gal Gadot. Uma reportagem publicada pelo jornal New York Times afirma que Gadot e a diretora Patty Jenkins receberam cada uma US$ 10 milhões do estúdio para aceitar e até elogiar a estreia simultânea de “Mulher-Maravilha 1984” na HBO Max e nos cinemas. De acordo com a reportagem, a Warner Bros. abordou as agências de talentos William Morris Endeavor e a Creative Artists, de Gadot e Jenkins, respectivamente, para colocá-las a par de seus planos para “Mulher-Maravilha 1984” e a HBO Max. As duas agências teriam questionado como suas artistas seriam compensadas pela mudança no tipo de lançamento. As negociações teriam levado ao acordo milionário com as duas, que desde então tem comentado favoravelmente a distribuição do filme em streaming. O problema é que a história vazou e deixou as agências de talentos de Hollywood em pé de guerra. As empresas que representam Denzel Washington, Margot Robbie, Will Smith, Keanu Reeves, Hugh Jackman e Angelina Jolie querem saber se terão o mesmo tratamento que Gadot e Jenkins, uma vez que projetos que os envolvem seguirão o mesmo modelo de distribuição híbrida, estreando simultaneamente no cinema e no streaming. Mas os atores não são os únicos incomodados. Os cineastas ficaram irritadíssimos, como demonstrou o diretor Christopher Nolan (“Tenet”) ao vociferar contra a HBO Max e a estratégia da companhia. A revista The Hollywood Reporter apurou que os diretores de “Duna” e “O Esquadrão Suicida”, respectivamente Denis Villeneuve e James Gunn, estariam muito insatisfeitos ao perceber que suas franquias podem ficar sem novos filmes. Villeneuve só teria topado fazer “Duna” porque Warner e Legendary aceitaram dividir o livro de Frank Herbert em duas produções. Seu longa é apenas a primeira parte da obra. Mas o mais irritado seria Jon M. Chu, que anteriormente tinha recusado ofertas da Netflix por defender que filmes devem ser vistos no cinema. Ele e o compositor Lin-Manuel Miranda dispensaram ofertas de streaming para colocar o musical “Em um Bairro de Nova York” nos cinemas. Ele teria dito a um associado que ficou “chocado” após ser informado da decisão da Warner. Para completar, começou a circular um rumor de boicote contra a Warner Bros. Ainda de acordo com o New York Times, o Sindicado dos Diretores dos EUA (DGU, na sigla em inglês) pode ser um aliado importante nesse movimento.












