Diretor confirma que O Esquadrão Suicida será para maiores
O diretor James Gunn confirmou que “O Esquadrão Suicida” será lançado com classificação etária “R”, o equivalente americano a “proibido para menores”. A confirmação aconteceu numa resposta do cineasta a um fã pelo Twitter. Seguindo a linha dos filmes de super-heróis “Deadpool”, “Logan”, “Coringa” e “Aves de Rapina”, o filme deve conter muita violência e palavrões. Com a classificação “R”, o filme também busca se diferenciar do primeiro “Esquadrão Suicida”, que foi classificado como “PG-13” (para maiores de 13 anos). Gunn já havia sugerido anteriormente que o filme “não era nada contido” e afirmado que a série derivada do longa, “Peacemaker (sobre o vilão Pacificador), seria para maiores. Embora os filmes de super-heróis para maiores tenham se tornado mais comuns desde “Deadpool”, o sucesso da série “The Boys” também pode ter facilitado a decisão da Warner. Soma-se a isso, o lançamento simultâneo em streaming (que não está sujeito às restrições etárias cinema) nos EUA. “O Esquadrão Suicida” tem estreia prevista para em 6 de agosto, tanto nos cinemas quando na plataforma HBO Max, que nesta data já pode estar disponível no Brasil – o plano da WarnerMedia visa um lançamento no segundo trimestre na América Latina.
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 atinge US$ 100 milhões mundiais
A Warner Bros. informou que a bilheteria de “Mulher-Maravilha 1984” ultrapassou os US$ 100 milhões mundiais na quinta-feira (31/12). “Parabéns a Patty Jenkins, Gal Gadot, Chuck Roven e todo o elenco e equipe que fizeram ‘Mulher Maravilha 1984’, permitindo que fãs e amantes de filmes voltem à emocionante experiência de ir ao cinema. Audiências em todo o mundo onde os mercados estão abertos têm aparecido para assistir ao novo capítulo da história cheia de ação de Diana Prince”, disseram o presidente de distribuição doméstica da Warner Bros, Jeff Goldstein, e o presidente de distribuição internacional, Andrew Cripps, em um comunicado conjunto na véspera do Ano Novo. Lançado antecipadamente no exterior, o filme já somava US$ 85 milhões mundiais no domingo passado (27/12), quando completou seu primeiro fim de semana de exibição na América do Norte (com apenas US$ 16,7 milhões de arrecadação doméstica). A nova produção de super-heróis da Warner abriu em 1º lugar nos EUA e Canadá, além do Brasil, Austrália, Coreia do Sul e vários países. Mas, de forma frustrante, não teve o mesmo sucesso na China, onde o estúdio esperava compensar o fechamento dos cinemas da Europa. Apesar do mercado chinês estar funcionando normalmente, “Mulher-Maravilha 1984” faturou por lá praticamente o mesmo que obteve na América do Norte – onde apenas 40% dos cinemas estão abertos – , o que deixou o lançamento em 3º lugar no país. Vale lembrar que a primeira “Mulher-Maravilha” arrecadou US$ 822,3 milhões em 2017 – e teve um lucro líquido estimado de US$ 252,9 milhões após todos os abatimentos. Com US$ 100 milhões de faturamento mundial, o novo filme está muito longe de compensar o investimento de US$ 200 milhões em sua produção – valor que não inclui P&A (cópias e publicidade). Mas a Warner Bros. optou por lançar a continuação na pandemia com uma estratégia diferente. O estúdio assumiu que teria prejuízo e, por isso, fez um lançamento simultâneo em streaming, na HBO Max, que por enquanto só está disponível no mercado norte-americano. Embora não tenha revelado números da estreia online, a Warner comemorou aumento de assinaturas da plataforma e rapidamente encomendou “Mulher-Maravilha 3” para a diretora Patty Jenkins e a estrela Gal Gadot.
Ray Fisher se recusa a fazer novos projetos da DC Films
Um dos motivos que explicam a falta de vontade da DC Films em dar continuidade à “Liga da Justiça” manifestou-se no Twitter. Após o chefão do estúdio, Walter Hamada, revelar planos para lançar seis filmes da DC por ano, o ator Ray Fisher, intérprete do Ciborgue, voltou a usar as redes sociais para atacar o executivo. Fisher linkou a entrevista de Hamada (no New York Times) sobre o futuro da DC Films, para declarar que não vai participar de “nenhuma produção associada a ele”. Fisher retomou uma briga que ele iniciou em setembro, ao revelar suposta conversa em que o executivo teria sugerido sacrificar algumas pessoas da produção da “Liga da Justiça” para preservar um dos produtores. Isto aconteceu em meio a várias polêmicas, como a denúncia feita pelo ator contra o diretor Joss Whedon por comportamento “abusivo” durante as refilmagens de “Liga da Justiça” e outras acusações, como racismo ou acobertamento de atitudes racistas – inclusive da parte do chefão da Warner Bros. Pictures, Toby Emmerich. “Para vocês entenderem o quão fundo isso vai: após eu expor o que aconteceu em ‘Liga da Justiça’, o presidente da DC Films [Walter Hamada] me ligou tentando que eu jogasse Joss Whedon e Jon Berg na fogueira e que eu pegasse leve com Geoff Johns. Eu não vou”, Fisher afirmou nas redes sociais, na ocasião. Agora, ele retoma a briga. “Walter Hamada é o mais perigoso tipo de facilitador. Ele mente, e sua tentativa fracassada de relações públicas de 4 de setembro procurou minar as questões reais por trás da investigação dos bastidores de ‘Liga da Justiça’. Não participarei de nenhuma produção associada a ele”, tuitou o ator nesta quarta (30/12). A tempestade de fogo de Fisher contra a WarnerMedia começou em 1º de julho num tuite em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Na primeira sexta de setembro, a WarnerMedia lançou um longo comunicado, o que não é típico do estúdio em situações de crise, disparando contra Fisher. “Em julho, os representantes de Ray Fisher pediram ao presidente da DC Films, Walter Hamada, que conversasse com o Sr. Fisher sobre suas preocupações durante a produção de ‘Liga da Justiça’. Os dois já haviam se falado quando o Sr. Hamada pediu que ele repetisse seu papel como Ciborgue no próximo filme da Warner Bros, do herói Flash, juntamente com outros membros da Liga da Justiça”, dizia o texto. “Em sua conversa de julho, o Sr. Fisher relatou divergências que teve com a equipe de criação do filme em relação à sua interpretação de Ciborgue, e reclamou que as revisões sugeridas do roteiro não foram adotadas. O Sr. Hamada explicou que diferenças criativas são uma parte normal do processo de produção e que o roteirista/diretor de um filme deve, em última instância, ser responsável por esses assuntos”, continuou o comunicado. “Notavelmente, o Sr. Hamada também disse ao Sr. Fisher que levaria suas preocupações à WarnerMedia para que eles pudessem conduzir uma investigação. Em nenhum momento o Sr. Hamada ‘jogou alguém na fogueira’, como o Sr. Fisher falsamente alegou, ou fez qualquer julgamento sobre a produção da Liga da Justiça, na qual Hamada não teve envolvimento, pois as filmagens ocorreram antes do Sr. Hamada assumir sua posição atual”, segue a nota. “Embora o Sr. Fisher nunca tenha alegado qualquer conduta indevida contra ele, a WarnerMedia, no entanto, iniciou uma investigação sobre as preocupações que ele havia levantado sobre a representação de seu personagem. Ainda não satisfeito, Fisher insistiu que a WarnerMedia contratasse um investigador independente. Este investigador tentou várias vezes se encontrar com o Sr. Fisher para discutir suas preocupações, mas, até o momento, o Sr. Fisher recusou-se a falar com o investigador. A Warner Bros. continua comprometida com a responsabilidade e o bem-estar de cada elenco e membro da equipe em cada uma de suas produções. Ela também continua empenhado em investigar qualquer alegação específica e confiável de má conduta, o que até agora o Sr. Fisher não forneceu”, conclui o texto oficial. Em uma entrevista subsequente à Forbes, em outubro, Fisher indicou que as questões raciais desempenharam um papel nas decisões que levaram aos seus alegados maus-tratos no set da “Liga da Justiça”. Outras estrelas de “Liga da Justiça”, como Jason Momoa, o Aquaman, apoiaram a cruzada do colega nas redes sociais, enquanto o ator convocava uma investigação. “Coisas sérias aconteceram”, declarou Momoa. Já Gal Gadot, a Mulher Maravilha, disse ao Los Angeles Times que não participou das refilmagens com Fisher, mas também teve “minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”. Na noite de 11 de dezembro, a WarnerMedia divulgou uma declaração vaga e superficial de que sua investigação dos bastidores de “Liga da Justiça” foi “concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Nenhum outro detalhe foi fornecido e nem os executivos do cinema da Warner Bros. sabiam que medidas foram estas. Pouco depois desta declaração, Fisher compartilhou um texto oficial que recebeu da WarnerMedia com um agradecimento pela “coragem de se apresentar e ajudar a empresa a criar um ambiente de trabalho inclusivo e mais igualitário para seus funcionários e parceiros”. Ele acrescentou sua própria declaração no Twitter: “Ainda há conversas que precisam acontecer e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos à caminho.” Fisher ainda informou que a investigação “levou a uma ação corretiva”, afirmando que “já vimos” isso, mas outros desdobramentos “ainda estão por vir”. Na época, especulou-se que o comentário se referia a Joss Whedon, que duas semanas antes tinha abandonado a produção da fantasia “The Nevers”, que ele criou para a HBO, citando exaustão e acontecimentos sem precedentes de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Não houve, até o momento, nenhuma outra repercussão visível da investigação. Por outro lado, a reportagem de domingo passado (27/12) do New York Times sobre os planos ambiciosos da DC Films informou que, apesar de Hamada prometer seis filmes por ano, nenhum deles seria continuação de “Liga da Justiça”. A HBO Max está investindo uma fortuna para relançar o filme como uma minissérie de quatro horas, totalmente reeditada pelo diretor original, Zack Snyder. Mesmo assim, de acordo com o jornal nova-iorquino, o estúdio avalia essa produção “como uma narrativa que não leva a lugar nenhum”.
James Gunn diz que série do Pacificador será para maiores
O cineasta James Gunn resolveu se pronunciar sobre a classificação etária da série “Peacemaker”, spin-off de “O Esquadrão Suicida” focado no vilão Pacificador, vivido por John Cena. Após as redes sociais espalharem rumores de que a série, anunciada em setembro para a HBO Max, poderia ter uma estreia simultânea na rede CW, Gunn disse no Twitter que a produção será voltada para adultos e, portanto, não tem a menor possibilidade de chegar a um canal de TV aberta. Segundo o diretor, que está escrevendo e produzindo a série, caso “Peacemaker” fosse editada para se adequar às restrições etárias de uma rede de TV, ela “teria apenas 40 segundos de duração”. Gunn não explicou porque motivo a produção seria “inapropriada” para menores, mas provavelmente se trata de uma trama com bastante violência. Produzido por Gunn, Cena e Peter Safran (produtor de “Aquaman”), a atração irá explorar a origem do Pacificador, embora o cineasta aponte que isso não a torna automaticamente um prólogo de “O Esquadrão Suicida”. A série também pode apresentar aparições de outros membros da Força Tarefa X (mais conhecida como Esquadrão Suicida), sugeriu Gunn. A série de oito episódios ainda não recebeu uma data de estreia na HBO Max. Lol. No. If we edited it for broadcast TV it would be forty seconds long. https://t.co/cVfKP8iFLz — James Gunn (@JamesGunn) December 28, 2020
Connie Nielsen: “Cena incrível de ação” das amazonas será restaurada em Liga da Justiça
A atriz Connie Nielsen, intérprete da rainha Hipólita (e mãe da heroína) nos filmes da Mulher-Maravilha, confirmou que Zack Snyder irá restaurar as cenas originais das amazonas em sua versão de “Liga da Justiça”, que será lançada pela HBO Max. “Zack me ligou e perguntou se eu ficaria contente com o lançamento dessa versão do filme”, contou a atriz durante entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Lembro que falei, ‘Bem, você vai trazer de volta o capítulo original das amazonas? Do jeito que foi escrito e gravado?’ E ele respondeu, ‘Absolutamente.’ E então continuei, ‘E Zack, você também vai trazer de volta aquela cena incrível de ação onde (Hipólita) corre pelas paredes?’ E ele respondeu, ‘É claro que sim.’ E terminei dizendo, ‘Ótimo, você com certeza têm minha bênção!’” A atriz confessou que tinha ficado muito chateada com a versão cinematográfica, especialmente por conta do corte da grande sequência de ação envolvendo Hipólita e Antiope (Robin Wright). “O mais triste foi ver tanto material sendo deixado de lado. E sinto que isso fez a versão dos cinemas de ‘Liga da Justiça’ ser menos coesa, não trazendo uma boa experiência ao público. As intenções durante a edição não eram as mesmas da época das filmagens.” Oficialmente intitulado, em inglês, “Zack Snyder’s Justice League”, mas conhecido popularmente como “Snyder Cut”, a versão de “Liga da Justiça” como minissérie de 4 horas deve chegar à HBO Max em março.
Diretor da DC planeja lançar seis filmes de super-heróis por ano – dois deles na HBO Max
O chefe da DC Films, Walter Hamada, deu uma entrevista ao jornal The New York Times no domingo (27/12), numa reportagem sobre o futuro dos filmes de super-heróis da Warner. Segundo o executivo, a partir de 2022 haverá até quatro estreias da DC Comics nos cinemas por ano. Os títulos serão baseados nos quadrinhos mais populares da editora, filmados com grande orçamento e projetados para a tela grande. Além disso, o plano inclui mais dois filmes adicionais “focados em personagens mais arriscados, como Batgirl e Super Choque (Static Shock)”, para lançamento anual na HBO Max. Séries derivadas de filmes também serão tratadas como prioridade e Hamada admite que, “com cada filme que estamos vendo agora, pensamos: ‘Qual é o potencial spin-off para a HBO Max?'” Os primeiros projetos dessa linha se relacionarão aos filmes “Batman” (um spin-off focado no departamento de polícia de Gotham City) e “O Esquadrão Suicida” (uma série do vilão Pacificador). Hamada acredita que os cinéfilos e os assinantes da HBO Max não deverão ter problemas para entender que todos esses projetos existem no Multiverso da DC, um conceito que o filme do Flash vai apresentar quando for lançado – por isso, ele incluirá duas versões diferentes de Batman, vividas por Ben Affleck e Michael Keaton. A exceção entre os projetos que se multiplicam em streaming deve ficar por conta da nova versão de “Liga da Justiça”, do diretor Zack Snyder. O estúdio avalia essa produção “como uma narrativa que não leva a lugar nenhum”, de acordo com o jornal nova-iorquino. Em outras palavras, as chances da nova “Liga da Justiça” ganhar uma sequência, derivados ou mesmo influenciar futuros projetos são mínimas. Isso não é muito surpreendente e pode explicar por que Snyder tem mencionado continuar sua história em quadrinhos (provavelmente com arte do chefão da editora DC Jim Lee). O simples lançamento do “Snyder Cut” já pode ser considerado uma grande vitória para os fãs, é claro – que a Warner tenha topado fazer essa versão já é um grande choque. Mas se a minissérie de quatro horas estourar em audiência na HBO Max, tudo pode acontecer – o estúdio pode simplesmente mudar sua postura e continuar a história. “Acho que ninguém mais tentou isso”, diz Hamada, sobre as diferentes abordagens dos projetos da DC. “Mas o público é sofisticado o suficiente para entender. Se fizermos bons filmes, eles virão assisti-los.”
Mulher-Maravilha 1984 lidera bilheterias e quebra recorde da HBO Max nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” teve uma arrecadação estimada em US$ 16,7 milhões em sua estreia no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. Com isso, não superou os US$ 20,2 milhões de “Tenet”, o campeão da pandemia, e ainda entrou para a História como a pior estreia em décadas de um líder de arrecadação de Natal. Mas vale lembrar que “Tenet” teve exibição em 2,8 mil salas, enquanto a continuação de “Mulher-Maravilha” (2017) entrou em cartaz em 2,1 mil cinemas, num circuito que mantém somente 40% das salas em operação – e os cinemas que estão abertos trabalham com metade de suas lotações, devido aos protocolos da pandemia. O filme da super-heroína teve desempenho melhor no exterior, onde atingiu US$ 68,3 milhões, fazendo sua bilheteria total chegar a US$ 85 milhões. “Tenet” faturou só US$ 53 milhões em sua estreia internacional, mas o montante de “Mulher Maravilha 1984” já contabiliza duas semanas de exibição. O desempenho foi comemorado pela Warner, que também lançou o longa na plataforma HBO Max. A empresa estaria imensamente satisfeita com o volume de assinaturas criado com a estratégia de distribuição simultânea do filme em sua plataforma. Quase metade dos assinantes da HBO Max assistiram ao filme no dia de sua estreia, e o total de horas de utilização do serviço triplicou na sexta-feira (25/12), segundo afirmou a Warner em comunicado. “'”Mulher-Maravilha 1984′ quebrou recordes e superou nossas expectativas em todas as nossas principais visualizações e métricas de assinantes nas primeiras 24 horas no serviço, e o interesse e o impulso que estamos vendo indicam que isso provavelmente continuará além do fim de semana”, disse o chefe da plataforma da WarnerMedia, Andy Forssell. É impossível saber quanto mais o filme teria feito na bilheteria se não tivesse sido exibido na HBO Max, mas a Warner tem enfrentado a pandemia com uma estratégia focada no fortalecimento de seu espaço digital. Após “Mulher Maravilha 1984”, toda a lista de estreias de cinemas de 2021 do estúdio seguirá o mesmo caminho, com distribuição simultânea nos cinemas e na HBO Max. A decisão gerou fúria em Hollywood, mas os números podem estar do lado da Warner. As outras estreias da semana acabaram ofuscadas pela produção da super-heroína. O western dramático “Relatos do Mundo” (News of the World), estrelado por Tom Hanks, abriu com US$ 2,4 milhões em 1,9 mil cinemas. A Universal esperava arrecadar pelo menos US$ 3 milhões. Mas sua bilheteria foi suficiente para lhe garantir o 2º lugar. Já a segunda produção da Universal da semana, o thriller “Bela Vingança” (Promising Young Woman), estrelado por Carey Mulligan, fez US$ 680 mil em 1,3 mil salas e fechou o Top 5 – atrás de “The Croods 2: Uma Nova Era” e “Monster Hunter”. A Universal é o estúdio que mais estreia filmes na pandemia, devido a um acordo com os exibidores que lhe permite disponibilizar os títulos em PVOD (para locação digital premium) apenas três fins de semana após seus lançamentos cinematográficos.
Nova versão de Liga da Justiça terá mais efeitos visuais que Vingadores: Ultimato
O diretor Zack Snyder revelou que sua nova versão de “Liga da Justiça” bateu o recorde de efeitos visuais das principais produções da Marvel. Com quatro horas de duração, o “filme”, que será lançado como minissérie, incluirá cerca de 2.800 tomadas de efeitos visuais. Isto significa que a produção superou o uso de computação gráfica do blockbuster “Vingadores: Ultimato”. Tanto aquele filme quanto o anterior, “Vingadores: Guerra Infinita”, tiveram, 2.500 planos de efeitos visuais cada. Em compensação, “Vingadores: Ultimato” tem uma hora a menos que a “extravagância” de Snyder. Em entrevista ao canal do YouTube “Beyond The Trailer”, Snyder disse ter tirado o chapéu para a equipe responsável pelo visual do filme. “É uma extravagância de efeitos visuais. E tiro o chapéu para toda a minha equipe de efeitos, eles fizeram um trabalho incrível, se dedicaram totalmente e todos os dias para este filme. É realmente um trabalho de amor para todos nós.” A nova versão de “Liga da Justiça” será lançada na HBO Max possivelmente em março de 2021, segundo acredita o diretor. A Warner ainda não fez um anúncio oficial sobre a estreia da produção.
Aprovação de Mulher-Maravilha 1984 desaba no Rotten Tomatoes
A aprovação de “Mulher-Maravilha 1984” despencou no Rotten Tomatoes após a estreia do filme nos EUA, que aconteceu durante este Natal. Apesar de ter sido inicialmente certificado como “Fresh” (ou fresco) com 88% de aprovação dos críticos, novas resenhas foram adicionadas após o lançamento norte-americano e a nota despencou, fazendo o filme perder o selo de aprovação. Neste sábado (26/12), o filme atingiu 67% de aprovação dos críticos. Apesar da queda, “Mulher-Maravilha 1984” ainda é considerado “bom” para o padrão do site agregador de críticas. Mas a queda de mais de mais de 20% em aprovação chama muito a atenção. Das 268 críticas compiladas pelo site, 180 são positivas, enquanto 88 são negativas. Dentre os “Top Critics”, que são os críticos de publicações mais tradicionais (leia-se “imprensa”), o filme sai-se um pouco melhor, com 71% de aprovação. Como parâmetro do comparação, o primeiro “Mulher-Maravilha”, de 2017, teve 90% de aprovação entre os críticos “top” e 93% entre os blogueiros em geral. Segundo avalia o próprio site, o consenso geral é que “’Mulher-Maravilha 1984′ luta com todo o excesso que acompanha uma sequência, mas ainda oferece um escapismo vibrante para satisfazer os fãs da franquia e da clássica personagem central”. Além de estar disponível nos cinemas, o filme também foi lançado simultaneamente na HBO Max para o público norte-americano.
Warner anuncia lançamento de prólogo de Mad Max e outros filmes para 2023
A Warner Bros Pictures anunciou as datas de lançamento de três grandes filmes nos cinemas em 2023. Além de destacarem as produções, os anúncios são uma forma de demonstrar ao mercado que o estúdio não está abandonando os cinemas, após programar estreias simultâneas em sua plataforma de streaming HBO Max para todos os seus títulos de 2021. O novo calendário reforça que a estratégia para 2021 é excepcional e criada pelas condições da pandemia, em que muitos cinemas estão fechados ao redor do mundo. Os três lançamentos anunciados são “Furiosa”, prólogo de “Mad Max: Estrada da Fúria”, do diretor George Miller, que ganhou data de estreia em 23 de junho de 2023, o híbrido animado “Coyote vs. Acme”, adaptação do desenho do “Papa-Léguas” com direção de Dave Green, marcado para 21 de julho de 2023, e o musical “A Cor Púrpura”, baseado no espetáculo da Broadway, que chegará aos cinemas americanos em 20 de dezembro de 2023. O anúncio das estreias foi feito por Toby Emmerich, Presidente da Warner Bros. Pictures Group, que ainda revelou a intenção lançar os três títulos exclusivamente nos cinemas e com distribuição mundial (sem incluir a HBO Max em sua estratégia). A data escolhida para o anúncio é significativa, já que a estreia americana de “Mulher-Maravilha 1984” acontece nesta sexta (25/12), com distribuição simultânea nos cinemas e na HBO Max. E a Warner está usando agressivamente este lançamento para vender assinaturas de seu serviço de streaming, com uma campanha forte no Facebook.
Zack Snyder revela função do Coringa em sua versão de Liga da Justiça
O diretor Zack Snyder revelou porque quis incluir o Coringa, interpretado por Jared Leto, em sua nova versão de “Liga da Justiça”. Em entrevista ao canal do YouTube TheFilmJunkee, ele contou que o vilão será responsável pela chamada “Knightmare Timeline”, uma distopia futurista, que foi vislumbrada em um pesadelo do Batman (Ben Affleck) em “Batman Vs Superman – A Origem da Justiça”. Nesta visão distorcida do futuro, o Superman (Henry Cavill) é corrompido por Darkseid e torna-se um ditador do planeta, a serviço do alienígena. Snyder mencionou que o Coringa estará envolvido no roubo de uma Caixa Materna que dará início a este pesadelo de Bruce Wayne. Não está claro o quanto isso será aprofundado no filme – pode ser apenas uma cena de delírio ou um grande pedaço da trama – , mas o diretor está considerando a possibilidade de continuar essa história nos quadrinhos, numa parceria com o desenhista, roteirista e chefão da DC, Jim Lee. Esta continuação provavelmente lidaria com a morte de Robin, nesse universo alternativo, pelas mãos do Coringa. “Eu sempre pensei que, de certa forma, os conflitos que acontecem ali são parte do Bruce revivendo os eventos da morte do Robin, e o que se deu com isso. Seria uma publicação interessante, mesmo que fosse apenas a história dessa morte”, considerou o diretor. A “Liga da Justiça” de Zack Snyder será lançada como uma minissérie de cerca de 4 horas de duração na HBO Max no começo de 2021. Snyder estima um lançamento em março, mas a plataforma ainda não oficializou a data.
Sex and the City pode voltar como minissérie na HBO Max
“Sex and the City” pode ganhar continuação. O jornal New York Post apurou que a HBO Max estaria perto de um acordo para produzir um revival da atração clássica, na forma de uma nova série limitada. A produção contaria com a volta das protagonistas Sarah Jessica Parker, Kristin Davis e Cynthia Nixon a seus papéis, respectivamente como Carrie, Charlotte e Miranda. Já Kim Cattrall, que se envolveu em brigas de bastidores com as colegas, tornou público seu desejo de deixar a franquia, o elenco e sua personagem Samantha para trás e não deve se envolver no projeto. Criada por Darren Star (hoje à frente de “Emily em Paris”), a série original durou seis temporadas, entre 1998 e 2004 na HBO, e venceu vários prêmios Emmy durante seu tempo no ar – incluindo troféus de Melhor Atriz para Parker e Melhor Atriz Coadjuvante para Nixon. A trama acompanha quatro amigas que lidavam com a vida de solteiras em Nova York no final dos anos 1990, enquanto uma delas escrevia uma coluna sobre o assunto. Após o final, o quarteto original ainda se reuniu em dois filmes, em 2008 e 2010. O primeiro longa foi um sucesso de público e crítica. Já o segundo, basta dizer que implodiu os planos de uma trilogia. Há quem defenda que a série envelheceu muito mal, ficando datada ao apresentar uma visão comercial do empoderamento feminino com consumismo.
Estreia mundial de Mulher-Maravilha 1984 só deve ser “boa” no Brasil
“Mulher-Maravilha 1984” estreou no Brasil e em mais 31 países neste fim de semana. Mas o resultado não foi o esperado por muitos que planejavam utilizar seus números para atacar a tática da Warner de lançar o filme simultaneamente em streaming nos EUA. Nos locais onde começou a ser exibida com exclusividade nos cinemas – e antes que uma suposta pirataria das cópias digitais prejudicasse suas bilheterias – , o filme abriu com uma arrecadação de cerca de US$ 38,5 milhões, bem abaixo dos US$ 60 milhões que o mercado esperava na véspera do fim de semana. O desempenho foi especialmente reduzido na China, com US$ 18,8 milhões, valor decepcionante comparado aos blockbusters locais do período da pandemia. O filme também foi prejudicado por novos fechamentos de cinemas em vários países e por uma Europa em lockdown. A ausência de boas notícias da Europa e a decepção da China acabou quase compensada com resultados sólidos em países negacionistas. Na América Latina, o filme abriu em 1º lugar. O que significa que os cinemas ficaram lotados para a estreia no Brasil, um dos maiores mercados da região. De acordo com a revista Variety, o novo longa da super-heroína arrecadou US$ 1,7 milhões por aqui — o que equivale, aproximadamente, a R$ 8,5 milhões. Os números oficiais devem ser divulgados na segunda-feira (21/12). Mas os valores não devem representar a boa notícia que sugerem para o mercado cinematográfico nacional, pois refletem outro dado alarmante. Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo no sábado (19/12) apontou que o número de pessoas em isolamento no país recuou ao menor nível desde o início da pandemia. Refletindo este aumento de circulação, o país voltou a registrar na semana passada números superiores a mil mortes por dia. No sábado, inclusive, aconteceu a maior média móvel de casos de infecção desde o início da pandemia, com 47.439 testes positivos. Já a quantidade de óbitos passou de 186 mil, ao todo. A permanecer esta tendência, um novo fechamento dos cinemas – e do comércio não essencial – deve voltar à pauta política de prefeitos e governadores nos próximos dias (atualização: na verdade, aconteceu um dia depois deste texto ser publicado!).











