Séries online: “Walker” e as estreias da semana
A série “Walker”, que traz Jared Padalecki (o Sam de “Supernatural”) em papel que pertenceu a Chuck Norris nos anos 1990, é o lançamento mais popular da semana. A produção bateu recordes de audiência no canal americano The CW em sua estreia, apesar de não ter convencido grande parte da crítica. Remake da clássica “Walker, Texas Ranger”, exibida no Brasil como “Chuck Norris: Homem da Lei”, a atração acompanha o protagonista de volta a sua cidade natal no Texas após a morte da esposa e de trabalhar dois anos infiltrado em um caso de alta prioridade. Os episódios traçam suas tentativas para se reconectar com os filhos, retomar a carreira policial e encontrar um consenso com sua nova parceira (uma das primeiras mulheres na história do Texas Rangers), enquanto investiga os casos da semana e as circunstâncias que cercaram a morte de sua esposa. Quem preferir algo menos convencional pode se divertir com “Kevin Can F*** Himself”, comédia de humor sombrio sobre uma dona de casa de sitcom que não suporta mais as piadas e abusos do marido machista. Ousada, a estrutura dos capítulos combina cenas de comédia antiquada, caracterizadas por cenários de estúdio e claque de auditório (risos e aplausos) sempre que o marido está presente, com momentos de comédia moderna, em que a protagonista vai às ruas desabafar sua frustração sem nenhum som de fundo. O resto das novidades destaca produções de vários países diferentes. Os destaques são o thriller argentino “A Garota da Limpeza”, que vai ganhar remake americano, a comédia nórdica vampírica “Post Mortem: Ninguém Morre em Skarnes”, o drama político australiano “Total Control” e o suspense polonês “A Saída”, que tem a melhor premissa – sobre uma instituição que trata vítimas de amnésia – , mas depende de renovação para dar respostas satisfatórias a sua trama misteriosa. Entre as continuações, há o final da impactante “Mr. Robot”, série que projetou Rami Malek (vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”), e a 2ª temporada da fantasia pós-apocalíptica “See”, que nos novos episódios passa a juntar Jason Momoa (“Aquaman”) com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Confira abaixo a seleção (com os trailers) de 12 opções de séries disponibilizadas em streaming nesta semana. Walker | EUA | 1ª temporada (Globoplay) Kevin Can F*** Himself | EUA | 1ª temporada (Amazon Prime Video) Post Mortem: Ninguém Morre em Skarnes | Noruega | 1ª temporada (Netflix) A Saída | Polônia | 1ª temporada (Netflix) Total Control | Austrália | 1ª temporada (HBO Max) A Garota da Limpeza | Argentina | 1ª temporada (HBO Max) D.P. Dog Day | Coreia do Sul | 1ª temporada (Netflix) Black Space | Israel | 1ª temporada (HBO Max) Edens Zero | Japão | 1ª temporada (Netflix) See | EUA | 2ª temporada (Apple TV+) Mr. Robot | EUA | 4ª temporada (Amazon Prime Video) Clickbait | EUA | Minissérie (Netflix)
Mary Elizabeth Winstead quer filme solo da Caçadora
Depois do anúncio de que Jurnee Smollett vai estrelar um filme solo da heroína Canário Negro na HBO Max, sua colega Mary Elizabeth Winstead se colocou à disposição para um longa centrado na Caçadora. As duas atrizes compartilharam as telas no filme “Aves de Rapina”, no ano passado, dando vida às heroínas da DC Comics. “Estou disposta a qualquer coisa, realmente”, ela afirmou ao site ComicBook. “A Caçadora é uma personagem tão divertida. Não sei se há planos para a minha versão da personagem continuar aparecendo, porque sei que existem várias versões dela por aí, nos quadrinhos. Fico feliz de ter tido a chance de interpretar ao menos uma iteração dela – e, se essa iteração for continuar em outros filmes, amaria fazer parte deles. Vamos ver o que vem por aí!”, declarou. No filme “Aves de Rapina”, a Caçadora e Canário Negro formaram um time improvável com Arlequina (Margot Robbie), Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco). Já nos quadrinhos, as duas heroínas formaram o grupo conhecido como Aves de Rapina com a Batgirl, que será vivida por Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”) em outro filme em desenvolvimento para a HBO Max. Com as produções já anunciadas, só faltaria mesmo um filme da Caçadora para completar possíveis planos de um relançamento da franquia em streaming.
“Free Guy” mantém controle das bilheterias dos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, manteve a liderança das bilheterias pelo segundo fim de semana consecutivo nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 18,8 milhões. O filme sofreu uma queda de apenas 38% de arrecadação desde a estreia na semana passada no mercado norte-americano. Foi o menor declínio da era da pandemia, causado em parte por ser um lançamento exclusivo dos cinemas, mas também pelas críticas positivas (82% de aprovação no Rotten Tomatoes) e recomendações boca a boca do público (nota A no CinemaScore). O fenômeno, por sinal, é global. A bilheteria de “Free Guy” caiu ainda menos no resto do planeta, apenas 26%, para permanecer como o filme mais visto em vários países. Ao todo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 58,8 milhões em 10 dias na América do Norte e quase o mesmo valor no exterior, chegando a US$ 112 milhões ao redor do mundo. A Disney se entusiasmou com o resultado e já encomendou uma sequência da produção. O 2º lugar das bilheterias dos EUA ficou com uma estreia, a animação “Patrulha Canina: O Filme”, baseada na série da Nickelodeon, que teve um desempenho melhor que o esperado com US$ 13 milhões, apesar do lançamento simultâneo na plataforma Paramount+. Boa parte da arrecadação vem do Canadá, país original da produção. O Top 5 teve ainda “Jungle Cruise” (US$ 6,2M), “O Homem nas Trevas 2” (US$ 5M) e “Respect: A História de Aretha Franklin (US$ 3,8M). Graças ao fraquíssimo desempenho em sua segunda semana nos EUA, a cinebiografia de Aretha Franklin, que deveria estrear em 9 de setembro por aqui, desapareceu do calendário de lançamentos nacionais e deve chegar diretamente em streaming no Brasil. O detalhe é que houve mais cinco estreias neste fim de semana nos cinemas norte-americanos. E todas tiveram desempenho pior que “Respect”. Na verdade, abaixo de “O Esquadrão Suicida”, que ficou em 6º lugar com US$ 3,4 milhões. Com lançamento amplo, o thriller de ação “The Protégé”, estrelado por Michael Keaton, Samuel L. Jackson e Maggie Q, fez US$ 2,93 milhões em 7º lugar, o terror “A Casa Sombria”, protagonizado por Rebecca Hall, ficou perto disso com US$ 2,8 milhões em 8º lugar, e a sci-fi “Caminhos da Memória”, com Hugh Jackman, naufragou com US$ 2 milhões em 9º lugar. Dos três, apenas “Caminhos da Memória” teve lançamento simultâneo em streaming – na HBO Max. O filme também chegou ao Brasil neste fim de semana. Destruída pela crítica (37% no Rotten Tomatoes), a estreia da roteirista Lisa Joy (cocriadora de “Westworld”) na direção teve pouquíssima divulgação da Warner, que preferiu economizar no marketing após gastar US$ 100 milhões em produção, já prevendo o prejuízo. “The Protégé” foi considerável passável pela crítica (62%), mas só tem previsão de estreia no Brasil em novembro. Já “A Casa Sombria” agradou a crítica (85%) e chega em 30 de setembro nos cinemas brasileiros. A produção que fecha o Top 10 é “Viúva Negra”, que ao somar mais US$ 1,1 milhão nos últimos três dias atingiu o total de US$ 180 milhões nas bilheterias dos EUA e Canadá, superando “Velozes e Furiosos 9” (US$ 172M) como o maior sucesso cinematográfico da pandemia na América do Norte. Em todo o mundo, porém, o filme de Vin Diesel ainda está muito na frente, devendo chegar a US$ 700 milhões nos próximos dias, contra US$ 369 milhões da produção da Disney/Marvel. Para completar, também chegaram às telas norte-americanas o drama “Flag Day”, dirigido e estrelado por Sean Penn, e o terror “Demonic”, Neill Blomkamp. Ambos tiveram lançamentos limitados e fizeram apenas US$ 40 mil e US$ 38 mil, em 22º e 24º lugares, respectivamente.
Atração inédita transforma Chris Pratt no ator mais bem pago das séries
Depois de entregar os rendimentos dos astros de filmes, a Variety revelou que Chris Pratt recebeu o cachê mais alto dentre os atores contratados para estrelar séries nos Estados Unidos. Segundo a revista, ele recebeu cerca de US$ 1,4 milhão por episódio de “The Terminal List”, que está atualmente em produção pela Amazon Prime Video. Só que ele não deve manter o posto por muito tempo. De acordo com a Variety, há rumores de que Robert Downey Jr negocia receber mais de US$ 2 milhões por capítulo para fazer “The Sympathizer” na HBO e HBO Max. “The Terminal List” começou a ser gravada em março e a previsão é que sua estreia aconteça em 2022. Na série, Pratt vive um militar que sobrevive a uma emboscada de seu pelotão de SEALs durante uma missão secreta e, ao voltar para casa, tem memórias conflitantes do evento e perguntas sobre sua culpabilidade. À medida que novas evidências vêm à tona, ele descobre forças obscuras trabalhando contra ele, colocando em risco não apenas sua vida, mas a vida daqueles que ele ama. Já “The Symphatizer” adapta o livro satírico homônimo de 2015 do professor vietnamita-americano Viet Thanh Nguyen, consagrado com o Prêmio Pulitzer. A trama gira em torno de um espião norte-vietnamita (comunista), infiltrado junto aos americanos durante a guerra no Vietnã, que acaba virando consultor cultural de uma grande produção de Hollywood sobre o conflito, no estilo de “Platoon” e “Apocalypse Now”. Downey Jr. deve desempenhar vários papéis na produção, representando elementos diferentes do establishment americano, incluindo um congressista emergente, um agente da CIA e um diretor de cinema de Hollywood, entre outros. O veterano Jeff Bridges, por sua vez, aceitou estrelar “The Old Man” ao receber a oferta de US$ 1 milhão por episódio da FX e da Hulu, Bryan Cranston voltou às séries para embolsar US$ 750 milhões por “Your Honor” e Kate Winslet faturou US$ 650 mil por cada um dos sete episódios de “Mare of Easttow”. O montante é o mesmo negociado por Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis para retomar seus papéis de “Sex and the City” em “…And Just Like That” na HBO Max. A lista dos mais bem pagos ainda inclui Pedro Pascal, estrela de “The Last of Us”, Michelle Pfeiffer, Viola Davis e Gillian Anderson, que estão na série “The First Lady”, Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez, de “Only Murders in the Building”, que vão receber US$ 600 mil por episódio de seus novos trabalhos nos canais pagos HBO e Showtime e na plataforma Hulu. A relação também mostra um grande abismo salarial em relação aos atores de atrações da TV aberta. Estrelas de séries tradicionais, como Ted Danson e Angela Bassett, recebem entre US$ 400 e 450 mil pelas séries “Mr. Mayor” e “9-1-1”, respectivamente. A exceção fica por conta de Ellen Pompeo, que recebe mais de US$ 1 milhão por episódio de “Grey’s Anatomy”, graças à longevidade da série – e curiosamente foi esquecida na relação publicada pela Variety.
Canário Negro de “Aves de Rapina” terá filme na HBO Max
A HBO Max está desenvolvendo um filme centrado na heroína Canário Negro. A produção será estrelada por Jurnee Smollett, que viveu a personagem no filme “Aves de Rapina”, e escrita por Misha Green, criadora de “Lovecraft Country”, que trabalhou com a atriz nessa série. O longa fará parte do DCU (Universo Cinematográfico da DC) e continuará a história da personagem de “Aves de Rapina”. A produção está a cargo de Sue Kroll, que também trabalhou no lançamento de 2020. “Aves de Rapina” não teve um forte desempenho de bilheteria – arrecadou apenas US$ 201,8 milhões em todo o mundo – , mas entusiasmou parte da crítica – alcançou 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção tomou várias liberdades em relação aos personagens retratados, trocando as etnias da Canário Negro e da Caçadora em relação aos quadrinhos – e, no caso da personagem de Smollett, contrastando até com as séries do Arrowverso. O filme da Canário Negro se junta a uma lista crescente de produções de super-heróis da DC Comics em desenvolvimento para a HBO Max, após os anúncios de longas de Batgirl e Besouro Azul.
Séries Online: Best-sellers inspiram maratonas da semana
Mais plataformas significam mais séries. E o aumento da oferta de títulos fez o Top 10 virar uma dúzia de sugestões para assistir no fim de semana. Os destaques são três minisséries baseadas em best-sellers e a estreia de Sandra Oh em sua primeira comédia. Adaptação do primeiro livro de John Green (conhecido pelo estouro de “A Culpa É das Estrelas”), “Quem É Você, Alaska?” acompanha um adolescente chamado Miles Halter, que se muda para uma nova cidade, onde faz novos amigos e conhece a bela Alaska, por quem se apaixona, enquanto descobre que ela não é tão perfeita quanto ele imaginava. Dramática até não poder mais, a produção tem um clima reminiscente da famosa série teen dos anos 1990 “Dawson’s Creek” e destaca em seu elenco Charlie Plummer (John Paul Getty III em “Todo o Dinheiro do Mundo”), Kristine Froseth (de “Sierra Burgess É uma Loser”) e o brasileiro Henry Zaga (“Os Novos Mutantes”). “Nove Desconhecidos” volta a trazer Nicole Kidman e o produtor David E. Kelley à frente de uma adaptação de Liane Moriarty após o sucesso de “Big Little Lies”. Com elenco impressionante e tema muito em voga – retiros espirituais, gurus e saúde mental – , a minissérie acompanha nove pessoas num spa longe da civilização, sem carro ou celular, buscando uma mudança de vida e saúde. Confrontados por situações incomuns, eles passam a questionar até que ponto devem se submeter ao que lhes é requisitado, alimentando um clima de tensão e suspense na locação distante. Kidman vive a diretora do spa e os demais personagens são interpretados por Melissa McCarthy (“Esquadrão Trovão”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Regina Hall (“Viagem das Garotas”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”), Bobby Cannavale (“O Irlandês”), Tiffany Boone (“Hunters”), Manny Jacinto (“The Good Place”), Melvin Gregg (“Estados Unidos vs. Billie Holiday”), Asher Keddie (“Estado Zero”) e Grace Van Patten (“Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”). Para completar, os oito episódios foram escritos por John-Henry Butterworth, que roteirizou “Ford vs. Ferrari” (2019), e têm direção do cineasta Jonathan Levine, dos filmes “Casal Improvável” (2019) e “Meu Namorado É um Zumbi” (2013). “Belgravia” é baseada no romance homônimo de Julian Fellowes, o autor de “Downton Abbey”, que assina a própria adaptação. Ambientada no começo do século 19, quando a aristocracia inglesa começa a conviver com os empresários industriais emergentes, a trama tem início durante a Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes da 1h da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas e muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. Mas este é apenas o prólogo e a trama logo avança um quarto de século para mostrar como as consequências daquele terrível episódio originaram uma teia intrigas que fervilha no interior das mansões daquele lugar, a Belgrave Square. O elenco destaca Tom Wilkinson (“Batman Begins”), Tamsin Greig (“Episodes”), Philip Glenister (“Outcast”), Harriet Walter (“The Spanish Princess”), Alice Eve (“Punho de Ferro”), Adam James (“Fúria em Alto Mar”) e Ella Purnell (“Sweetbitter”). Já “The Chair”, nova série estrelada por Sandra Oh após “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”, gira em torno da promoção da protagonista à diretora de departamento de uma grande universidade, cargo que ficou aberto quando o antigo chefe (Jay Duplass, de “Togetherness”) se envolver num escândalo. O detalhe é que ela também faz a defesa do ex-diretor e é apaixonada por ele. Criada pela atriz Amanda Peet (“Dirty John”), a série também é a primeira produção dos criadores de “Game of Thrones”, David Benioff (marido de Peet) e D.B. Weiss. Há outras boas opções, incluindo o thriller alemão (com elenco hollywoodiano) “Sombras da Guerra”, passado em Berlim logo após a 2ª Guerra Mundial, a comédia mexicana “Todo Va a Estar Bien”, criada pelo astro Diego Luna (“Rogue One”) e, claro, os episódios de “Sob Pressão”, disponibilizados semanalmente na Globoplay. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 12 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Quem É Você, Alaska? | EUA | Minissérie (HBO Max) Nove Desconhecidos | EUA | Minissérie (Amazon Prime Video) Belgravia | Reino Unido | Minissérie (Globoplay) The Chair | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Sombras da Guerra | França, Alemanha | 1ª Temporada (Netflix) Coyote | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) Todo Va a Estar Bien | México | 1ª Temporada (Netflix) Amarrações do Amor | México | 1ª Temporada (HBO Max) O Palhaço Coroado | Coreia do Sul | Minissérie (Netflix) Truth Be Told | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) Diário de uma Futura Presidente | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Sob Pressão | Brasil | 4ª Temporada (Globoplay)
Atrizes de “Black-ish” e “Batwoman” entram no reboot de “Pretty Little Liars”
As atrizes Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”) entraram no elenco de “Pretty Little Liars: Original Sin”, reboot da série “Pretty Little Liars” em desenvolvimento para a plataforma HBO Max. As duas vão se juntar aos integrantes anteriormente anunciados, Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon) e Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”). As escalações confirmam que o reboot terá um elenco muito mais diversificado que a antiga produção. A nova série vai acompanhar um grupo de garotas que se envolvem num mistério sombrio devido aos pecados cometidos por seus pais 20 anos atrás, quando eventos mantidos em segredo quase destruírem a cidade de Millwood. Se a premissa parecer conhecida não por relação à trama da atração original, mas porque uma história similar serviu de origem para os terrores de “A Hora do Pesadelo”. “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform. Além disso, a produção deslanchou a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das Pretty Little Liars do título. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outro criador para comandar o terceiro spin-off. O criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, está à frente do projeto com a missão de trazer a franquia de volta à TV em tempo recorde: apenas quatro anos após o fim da série original e dois anos desde o fracasso do último spin-off. Aguirre-Sacasa vai compartilhar os roteiros com sua colaboradora em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. Ainda não há previsão para a estreia.
“Hora de Aventura” vai ganhar série derivada na HBO Max
A HBO Max encomendou a produção de uma série animada derivada de “Hora de Aventura”, sucesso do Cartoon Network. A nova atração será focada em Fionna e Cake, versões femininas dos protagonistas da série original, Finn e Jake, que fazem parte de um universo alternativo. Fionna e Cake apareceram em muitos dos episódios da animação original, em tramas que flertavam com o multiverso, conceito atualmente na moda nas produções da Marvel. Na nova série, a dupla partirá em aventuras próprias por realidades alternativas e em “busca do auto-conhecimento”, segundo o comunicado oficial da produção. Intitulado “Adventure Time: Fionna and Cake” (Hora de Aventura: Fionna e Cake, em tradução literal), o spin-off também contará com o Rei Gelado, Simon Petrikov, e “um poderoso novo antagonista, determinado a rastreá-las e apagá-las da existência”. Criada por Pendleton Ward (roterista de “As Trapalhadas de Flapjack”), a série original teve 10 temporadas, exibidas entre 2010 e 2018, e quatro especiais, além de ter virado uma verdadeira incubadora de talentos, gerando sucessos como: “Steven Universo”, “Over The Garden Wall” e “Clarence”. Ainda não há previsão de estreia para “Adventure Time: Fionna and Cake”, mas a HBO Max já liberou a primeira arte do projeto. Veja abaixo.
“Free Guy” assume o controle das bilheterias nos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, liderou as bilheterias em sua estreia nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 26 milhões em 4.165 cinemas entre sexta e este domingo (15/8). Como o orçamento da produção está na casa dos US$ 100 milhões, o valor passa longe de ser ideal, mas se alinha às bilheterias recentes da pandemia. É basicamente o mesmo que fez “O Esquadrão Suicida” e um pouco mais do que faturou “Cruella” em seus três primeiros dias. O detalhe é que, ao contrário destes dois, a comédia de Reynolds foi um lançamento exclusivo dos cinemas, sem concorrência do streaming. No mercado internacional, “Free Guy” trouxe mais US$ 22,5 milhões de 41 países. O Brasil não foi um deles, já que o lançamento nacional ficou para a próxima quinta (19/8). Somando tudo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 51 milhões mundiais em seus primeiros dias de exibição. O resultado agradou ao estúdio, que já decidiu encomendar uma sequência da produção. Público e crítica também aplaudiram. O filme teve 82% de aprovação no Rotten Tomatoes e tirou nota “A” no CinemaScore, pesquisa feita com plateias na saída dos cinemas. Outra estreia da semana, o suspense “O Homem das Trevas 2”, ficou num distante 2º lugar nas bilheterias norte-americanas, com US$ 10,6 milhões arrecadados de 3.005 salas. Não é um desastre, porque seu orçamento foi de US$ 15 milhões, mas representa uma grande queda em relação ao filme antecessor, que abriu com US$ 26,4 milhões em 2016. A expectativa não é das melhores para a próximo fim de semana, porque a Sony escondeu o filme da crítica e muitas pessoas foram aos cinemas antes que as avaliações negativas se tornassem conhecidas. Considerado medíocre, ficou com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em seu terceiro fim de semana, “Jungle Cruise” assegurou o 3º lugar com US$ 8,9 milhões, elevando seu total a US$ 88 milhões no mercado doméstico. O 4º lugar ficou com a estreia de “Respect – A História de Aretha Franklin”, com US$ 8,8 milhões. A cinebiografia estrelada por Jennifer Hudson como a Rainha do Soul não galvanizou a crítica, atingindo 64% de aprovação no Rotten Tomatoes, e pode ter dificuldades para se pagar devido ao custo de US$ 55 milhões. O lançamento no Brasil está marcado para 9 de setembro. “O Esquadrão Suicida” fechou o Top 5 com US$ 7,7 milhões, representando uma queda brutal de 72% em relação à sua estreia no fim de semana passado. Com isso, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics soma US$ 42,3 milhões no mercado doméstico. Em compensação, manteve-se entre os mais vistos ao redor do mundo – no Brasil, a queda teria sido de apenas 28% – fazendo US$ 17 milhões no exterior para trazer seus rendimentos ao total de US$ 117 milhões mundiais.
Séries online: Luta livre, super-heróis e vingança feminina são destaques no streaming
A Marvel lançou uma nova série nesta semana, “What If…?”, sua primeira produção animada para a Disney+. Os episódios revisitam situações clássicas dos filmes do estúdio (com dublagens de boa parte do elenco original), mas com mudanças radicais no desenvolvimento dos personagens, como a transformação de Peggy Carter em super-heroína no lugar de Steve Rogers – cortesia das inúmeras variantes do multiverso – , além de trazer muita ação numa estética computadorizada bonita e avançada. Apesar disso, os destaques da semana são atrações com atores de carne e osso, capazes de coreografar porradas bem mais realistas. Por coincidência, a principal estreia é uma criação de Michael Waldron, o responsável pela elogiada “Loki”, da Marvel. Trata-se de “Heels”, série de luta livre (wrestling) estrelada por Stephen Amell, o protagonista de “Arrow”, e Alexander Ludwig, astro de “Vikings”. Eles vivem irmãos que nutrem uma longa rivalidade no ringue e também fora dele. A disputa acontece em Duffy, uma pequena comunidade da Georgia que viveu dias de glória quando o ginásio de lutas local era mantido pelo pai dos dois. Agora, o que resta é a briga dos irmãos pelo controle do legado familiar. O primeiro episódio tem direção do cineasta Peter Segal (“Como se Fosse a Primeira Vez”, “Aprendiz de Espiã”) e chega à Starzplay apenas no domingo (15/8), mas já com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Entre as demais opções, destacam-se séries com protagonistas femininas, a começar pelo terror “Vingança Sabor Cereja”, em que Rosa Salazar (“Alita – Anjo de Combate”) dá show. Desenvolvida pela equipe da subestimada antologia de terror “Channel Zero”, a trama traz Salazar como uma diretora de cinema aspirante na ensolarada Los Angeles de 1990, que após ser abusada por um produtor famoso embarca em um jornada de vingança sanguinário e sobrenatural. “AlRawabi School for Girls” é uma surpresa inesperada da Jordânia. Imagine “Elite” só com garotas. E garotas muçulmanas! A trama mostra como uma vítima de bullying vai à forra contra a turma popular da sua escola exclusiva para meninas. “Made for Love” leva o machismo tóxico para a ficção científica. Ao estilo de “Black Mirror”, a trama gira em torno de um inventor que implanta no cérebro da esposa uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Incomodada, ela resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Os personagens são vividos por Cristin Milioti (que, por sinal, participou de “Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), que sustentam um tom de comédia ácida em meio aos cenários futuristas. A criativa série de super-heróis adolescentes “Stargirl” também está de volta, empoderando mais garotas – com a estreia de Jade, a filha do Lanterna Verde – em sua 2ª temporada. E ainda há o cultuado anime “Shaman King”, a antologia romântica “Modern Love” – com o astro de “Game of Thrones” Kit Harington – e duas séries de suspense para completar o Top 10. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Heels | EUA | 1ª Temporada (Starzplay) Vingança Sabor Cereja | EUA | Minissérie (Netflix) Made for Love | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) AlRawabi School for Girls | Jordânia | Minissérie (Netflix) Vosso Reino | Argentina | 1ª Temporada (Netflix) Desaparecido para Sempre | França | Minissérie (Netflix) Modern Love | EUA | 2ª Temporada (Amazon) Stargirl | EUA | 2ª Temporada (HBO Max) What If…? | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Shaman King | Japão | 1ª Temporada (Netflix)
“The White Lotus” é renovada para 2ª temporada
O canal pago HBO renovou “The White Lotus” para sua 2ª temporada. Após o sucesso da minissérie original, a criação de Mike White (“Escola do Rock”) vai assumir formato de antologia, trazendo novos personagens e elenco para o segundo ano da produção. No anúncio da renovação, a HBO ainda revelou que a 1ª temporada, que termina no domingo (15/8) com a exibição do sexto episódio, tornou-se a série mais assistida da plataforma HBO Max mundialmente. “Mike mais uma vez apresentou um programa da HBO por excelência, que virou assunto de conversas. Ficamos entusiasmados ao saber onde ele pretendia ir em seguida, depois de encerrar este capítulo épico no Havaí, e mal podemos esperar para continuar a segui-lo aonde quer que ele nos leve”, disse a vice-presidente de programação da HBO, Francesca Orsi. Com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, a trama acompanha um fim de semana num resort paradisíaco para podres de ricos – interpretados por Connie Britton, Jennifer Coolidge, Alexandra Daddario, Steve Zahn, etc – e parece “Parasita” numa ilha. Os dramas de cada uma das famílias, além dos funcionários do hotel, se desenrolam com um tom distinto de humor ácido. A próxima leva de episódios deve mostrar um outro grupo de hóspedes em outra locação, numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis que batiza a série. Veja abaixo o trailer original como incentivo para conhecer a série, disponibilizada em streaming na HBO Max.
Laetitia: Diretor de “Morte na Escadaria” investiga novo crime real
A HBO americana divulgou o pôster e o trailer de “Laetitia”, primeira série francesa a ganhar première no Festival de Sundance. Baseada em fatos verídicos, relatados no livro homônimo de Ivan Jablonka, a série é escrita e dirigida por Jean-Xavier de Lestrade, responsável pela série documental “Morte na Escadaria”, que deu origem à febre dos documentários de crimes reais. A trama de suspense acompanha o desaparecimento da personagem-título, uma adolescente de 18 anos interpretada por Sophie Breyer (“Benedetta”), e as repercussões do caso, que assombram sua irmã Jessica, interpretada por Marie Colomb (“Sunshine State of Mind”). Durante a investigação, os detetives liderados por Yannick Choirat (“Ferrugem e Osso”) começam a descobrir detalhes profundamente perturbadores da educação de Laetitia e de sua irmã gêmea. Enquanto buscam descobrir os detalhes por trás de seus últimos dias, o caso se torna altamente polarizador, refletindo sobre o sistema legal da França, a força policial, os serviços sociais e como um único ato de violência pode afetar um país inteiro. “Laetitia” estreia em 30 de agosto nos EUA e deve chegar no Brasil pela HBO Max.
“Patrulha do Destino” enfrenta a Irmandade Negra no trailer da 3ª temporada
A HBO Max divulgou o primeiro trailer da 3ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). A prévia retoma a ação do final da temporada anterior, interrompida pela pandemia antes do desfecho previsto, mas logo introduz as novas aventuras surreais dos super-heróis mais bizarros da DC Comics, com direito à revelação de vários antagonistas, incluindo o gorila “francês” Monsieur Mallah e o Cérebro (que é literalmente um cérebro sem corpo), vilões clássicos dos quadrinhos. Os dois surgiram juntos nas páginas da “Patrulha do Destino” em 1964, mas vão aparecer com reforços em sua primeira adaptação live-action. É que o Cérebro também lidera a Irmandade Negra, um grupo de supervilões que inclui, entre outros integrantes, a Madame Rouge, vista de relance na prévia num visual muito maquiado de Michelle Gomez (a Madame Satã de “O Mundo Sombrio de Sabrina”). Já o time dos heróis é vivido por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane, Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o Ciborgue, Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) como Niles Caulder, o Chefe, além de Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Elogiadíssima, as duas primeiras temporadas da série têm 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão – acima dos 91% de “Loki” e “WandaVision”. Os novos episódios chegam em 23 de setembro em streaming.












