Comentário de Pacificador sobre Batman incomodou a DC
O diretor e roteirista James Gunn se orgulha de nunca ter sofrido interferências da Marvel e da DC durante as produções de “Guardiões da Galáxia” e “O Esquadrão Suicida”. Entretanto, quase sofreu censura no lançamento da série “O Pacificador”, lançada nesta semana em streaming. Num bate-papo no podcast TV’s Top 5, do site The Hollywood Reporter, ele contou que um dos xingamentos proferidos pelo personagem vivido por John Cena deixou os executivos da DC Entertainment de cabelos em pé. Segundo o cineasta, o estúdio quase barrou uma cena em que o Pacificador xinga o Batman. “Eles não ficaram felizes com o diálogo em que ele chama o Batman de ‘bi**a'”, lembrou Gunn. “Eu disse a eles que o Pacificador falava coisas terríveis sobre vários outros heróis, muito piores do que isso. Aliás, o ponto dele sobre o Batman é o único que faz um mínimo de sentido dentro da lógica dele”. A cena acontece no quarto episódio, que será disponibilizado na próxima quinta (20/1). Nele, o Pacificador usa o insulto (em inglês, “pu**y”) para indicar que Batman é covarde por não matar os seus inimigos. “Todos os outros insultos dele são baseados em rumores que ele lê na internet, mas esse é baseado em algo de verdade, sobre o que ele tem uma opinião”, disse Gunn. Outros xingamentos do Pacificador incluem insinuar que Aquaman faz sexo com peixes e que Superman tem um fetiche com fezes. “Eu não sei porque ele chamar o Batman de ‘bi**a’ é pior do que essas coisas, você vai ter que perguntar à DC”, concluiu o diretor.
“Euphoria” vira série mais assistida da HBO Max na América Latina
“Euphoria” se tornou a série mais assistida da HBO Max da América Latina com a estreia de sua 2ª temporada. Sem revelar números, a plataforma divulgou em comunicado que a audiência do primeiro episódio superou o público completo de toda a temporada anterior em streaming. Parece impressionante. Mas na verdade não é. A diferença é muito fácil de explicar. A HBO Max só chegou na América Latina no dia 29 de junho de 2021. E a 1ª temporada de “Euphoria” foi originalmente exibida de junho a agosto de 2019. Quem viu pelo streaming foi quem perdeu na época do lançamento original na TV, via HBO “convencional”. De todo modo, a série também rendeu grande engajamento nas redes sociais no dia de estreia. Segundo a plataforma, foi o capítulo mais comentado de uma atração da HBO nas redes sociais desde a exibição do final de “Game of Thrones”, em 2019. Só que, de novo, a plataforma não apresentou números para corroborar a afirmação ou servir de base de comparação. Os números que existem são da audiência televisiva. Nos EUA, atraiu 2,4 milhões de espectadores na HBO americana, uma audiência recorde para o drama estrelado por Zendaya. “Euphoria” retornou após um longo hiato desde o final de sua temporada inaugural em agosto de 2019, que foi ligeiramente compensado pelo lançamento de dois especiais em dezembro de 2020 e janeiro de 2021 – gravados com elenco e equipe limitados em meio ao auge da pandemia de covid-19. Descrita como “brutal” por Sam Levinson, criador e showrunner da série, a nova leva de episódios volta a abordar o vício de Rue (Zendaya), mostrando como isso afeta as pessoas ao seu redor. De volta à escola, a adolescente de 17 anos reencontra Jules (Hunter Schafer) e precisa encontrar esperanças para conseguir equilibrar a dor, a perda, o amor e o vício. Além dos rostos já conhecidos pelo público, os novos episódios contam com três reforços: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, entrou no elenco como uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, estreia como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) é um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). O segundo episódio será exibido na noite de domingo (16/1).
As 10 melhores séries da semana em streaming
Com opções que vão de super-heróis a documentário de MPB, a seleção de séries reflete uma semana com grandes lançamentos. A variedade de opções inclui ainda novidades de western, terror, comédia, thriller de ação, animação e até drama erótico. Confira abaixo 10 sugestões, selecionadas entre os títulos mais recentes disponibilizados pelas plataformas de streaming, para aproveitar o verão chuvoso. PACIFICADOR | HBO MAX A série filhote de “O Esquadrão Suicida” acompanha a nova missão do vilão sem noção vivido por John Cena, ao lado de dois personagens do filme e adições criativas do DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics). Criação do diretor de “O Esquadrão Suicida”, cada episódio tem uma ou duas reviravoltas inteligentes e cenas muito engraçadas, mas o que deve fisgar a atenção dos espectadores são os diálogos surpreendentemente profundos, que surgem sem aviso. Com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Pacificador” vai agradar em cheio os muitos fãs do humor pueril, rude e repleto de referências de quadrinhos do cineasta James Gunn, e tem tudo para se tornar o maior sucesso da HBO Max. O CANTO LIVRE DE NARA LEÃO | GLOBOPLAY Uma das melhores séries documentais de temática musical já feitas no Brasil e ponto alto da existência da Globoplay mostra como Nara Leão impactou a música e a cultura, desde o surgimento da bossa nova, o célebre show Opinião, de 1964, considerado primeiro protesto artístico contra a ditadura, e a fundação da MPB. A produção foi desenvolvida e dirigida por um especialista: Renato Terra, codiretor dos docs musicais “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020). Com imagens raras e depoimentos de Chico Buarque, Nelson Motta, Roberto Menescal, Paulinho da Viola e Maria Bethânia, entre outros, também aborda as transgressões criativas e a vida afetiva da intérprete. 1883 | PARAMOUNT+ Prólogo de “Yellowstone”, série de maior audiência da TV paga americana, a nova atração do roteirista-produtor Taylor Sheridon é um western autêntico. A história começa como uma jornada perigosa de caravana pelo Oeste selvagem, que leva os ancestrais de John Dutton (Kevin Costner) em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. O elenco destaca dois astros famosos da música country: o casal da vida real Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”), que formam a família protagonista com os filhos vividos pela adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco inclui Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano, Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei. ARQUIVO 81 | NETFLIX Inspirada em um podcast homônimo, o terror acompanha o personagem de Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”), que recebe a missão de restaurar uma coleção de fitas de vídeo danificadas num incêndio em 1994. O conteúdo é trabalho de uma documentarista que investigava fenômenos sobrenaturais e uma provável seita diabólica num antigo prédio residencial. E quanto mais ele restaura as imagens, mais envolvido se torna, a ponto de se ver passando pelas mesmas situações enfrentadas pela documentarista há 28 anos. A série foi desenvolvida por Rebecca Sonnenshine (produtora-roteirista de “The Boys” e “The Vampire Diaries”), tem direção de Rebecca Thomas (“A Fita Azul”) e produção de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”). E é daquelas que fazem o espectador maratonar noite a dentro, hipnotizado com o quebra-cabeças narrativo e torcendo por uma 2ª temporada. RAY DONOVAN | PARAMOUNT+ Apresentado como um “filme”, o episódio mais longo tem a função de encerrar a série, cancelada em 2020 após a 7ª temporada, deixando vários ganchos e a trama sem fim. A história se concentra nos problemas de três gerações dos Donovan: o personagem-título (vivido por Liev Schreiber), seu pai (Jon Voight) e sua filha (Kerris Dorsey), mas sem esquecer do irmão mais velho (Eddie Marzan). Originalmente, “Ray Donovan” girava em torno de um especialista em limpar cenas de crime e apagar evidências comprometedoras dos ricos e famosos de Hollywood, mas logo sua família acabou ganhando proeminência, levando-o a tentar se afastar de tudo com uma mudança para Nova York, que apenas colocou seus serviços ao alcance de novos contratantes. No Brasil, a série foi exibida pelo canal pago HBO, mas quem quiser maratonar hoje vai encontrar as sete temporadas disponíveis apenas na Paramount+. THE PREMISE | STAR+ Criada por BJ Novak, ator e roteirista da série “The Office”, “The Premise” é descrita como “uma antologia do agora”, apresentando temas relevantes do mundo contemporâneo sob a ótica do humor. O primeiro capítulo, por exemplo, trata de violência policial capturada em câmera, só que ao fundo de uma gravação altamente embaraçosa, enquanto o último reflete como as ações de um valentão da escola se voltam contra ele na vida adulta – a vingança envolve um butt plug (pesquise apenas se for maior de idade). A 1ª temporada tem cinco episódios, todos escritos por Novak, e inclui ainda abordagens sobre armamentismo, impacto negativo das redes sociais e filantropia fake de celebridades. Com um elenco diferente em cada capítulo, a produção reúne uma lista invejável de astros, como Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Boyd Holbrook (“Narcos”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Ben Platt (“The Politician”), Lucas Hedges (“Boy Erased”), Lola Kirke (“Mistress America”), Kaitlyn Dever (“Last Man Standing”), Amy Landecker (“Your Honor”), Beau Bridges (“Bloodline”) e Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”). AFTER LIFE | NETFLIX A atração criada e estrelada por Ricky Gervais (o criador da versão original de “The Office”) chega ao fim em sua 3ª temporada com uma reviravolta comovente do protagonista Tony. Ao embarcar numa jornada para honrar o último desejo de seu pai, ele aprende a lidar com o luto e as perdas inevitáveis da vida, decidindo se tornar um homem melhor. Ou seja, trata-se de uma conclusão oposta à premissa da série, quando a morte da esposa fez Tony querer acertar as contas com o universo de outro modo, dizendo e fazendo o que quisesse a qualquer hora, lixando-se para as consequências. OPERAÇÃO ECSTASY | NETFLIX Boa surpresa da Netflix, a coprodução belga e holandesa (chamada “Undercover” no original) chega à 3ª temporada após ganhar até filme (o prólogo “Ferry”). A principal novidade da trama escrita por Piet Matthys (“Vermist”) é que desta vez os antigos rivais são aliados. O traficante Ferry (Frank Lammers) precisa trabalhar com o policial (Tom Waes) que o prendeu para resolver seus problemas legais, infiltrando-se numa nova organização criminosa. Apesar do nome ruim no Brasil, trata-se de uma das melhores séries policiais da plataforma. NUA E CRUA | GLOBOPLAY O título é um pouco enganoso. Esta curiosidade turca da Globoplay não tem nudez. Mas é bem crua, no sentido de abordar abertamente o sexo. Mesmo com as restrições de um país de maioria muçulmana, consegue ter grande apelo sensual. A produção conta a história de Eylul (Müge Bayramoglu), uma jovem que mora com a avó e ganha a vida como acompanhante sexual. Seu destino muda quando certa noite é contratada para trabalhar em uma despedida de solteiro de Cem (Mert Ramazan Demir), um rapaz que está contando os dias para se casar com uma socialite. Lógico que os dois acabam se apaixonando, mas o melodrama de novela é um truque de Can Evrenol (“O Último Guardião”), roteirista e diretor da série, que usa a premissa convencional para apaziguar os censores e atiçar o público com cenas de sexo implícito – tudo é sugerido, tudo mesmo. Não faltam fetiches… ATTACK ON TITAN | CRUNCHYROLL Os episódios finais da 4ª temporada concluem a adaptação do mangá de Hajime Isayama, fenômeno com mais de 76 milhões de exemplares vendidos no Japão. Exibido desde 2013, o anime é uma distopia pós-apocalíptica sobre um futuro em que a humanidade vive enclausurada em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, o cultuado anime se encerra com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), e depois de ganhar versão “live action” nos cinemas japoneses. Para dar noção da expectativa gerada pelo desfecho, o lançamento derrubou os serviços americanos da Chuchyroll e da Funanimation, que chegaram a ficar fora do ar com a quantidade de acessos dos fãs na estreia dos episódios no mês passado nos EUA.
Don Cheadle desenvolve série sobre primeiro milionário negro dos EUA
O ator Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) juntou-se ao cineasta Steven Soderbergh (“Magic Mike”) para produzir uma série sobre o primeiro milionário negro dos EUA. A série vai se chamar “The Other Hamilton” e está em desenvolvimento para a HBO Max. “‘The Other Hamilton’ é a história de Jeremiah Hamilton, um imigrante haitiano que se tornou magnata de Wall Street nos anos 1800, sagrando-se um dos primeiros milionários negros da história. Usando métodos questionáveis e frequentemente ilegais para garantir sua grana, ele era um homem do seu tempo”, diz a sinopse oficial da produção, que também lembra como, “ao enganar companhias de seguros e faturar com outras perdas, ele ganhou o apelido de ‘Príncipe das Trevas'”. A série vai adaptar o livro “Prince of Darkness: The Untold Story of Jeremiah G. Hamilton, Wall Street’s First Black Millionaire”, de Shane White. A adaptação será escrita pelo trio Carlos Foglia (“The Lost Symbol”), Ashley Nicole Black (“A Black Lady Sketch Show”) e Keith Josef Adkins (“P-Valley”), que também serão produtores executivos junto de Cheadle e Soderbergh. Ator e diretor tem uma longa parceira. Cheadle e Soderbergh trabalharam juntos em vários filmes, incluindo “Irresistível Paixão” (1998), “Traffic” (2000) e na trilogia iniciada por “Onze Homens e um Segredo” (2001). O mais recente filme de Soderbergh estrelado por Cheadle foi o thriller “Nem um Passo em Falso”, lançado na HBO Max em julho passado. Não está claro se eles também vão trabalhar como ator e diretor no novo projeto. A série ainda não tem data de lançamento oficial.
Raised By Wolves: Trailer da 2ª temporada explora paraíso sinistro no espaço
A HBO Max divulgou novos pôster e trailer da 2ª temporada de “Raised By Wolves”, série sci-fi produzida por Ridley Scott (“Casa Gucci”). A prévia traz mais mistérios ao apresentar o lado paradisíaco do planeta desconhecido em que os últimos sobreviventes da Terra foram parar. Mas aos poucos revela que o paraíso pode ser infernal. Poucos detalhes sobre a trama dos novos episódios foram divulgados, mas é possível reparar que não faltarão intrigas, drama e tensão. Criada por Aaron Guzikowski (roteirista de “Os Suspeitos”), a 1ª temporada deslumbrou fãs de sci-fi com sua história sobre um casal de androides que cria crianças em um planeta deserto, ensinando-lhes valores humanistas e ateístas após a destruição da Terra numa guerra religiosa apocalíptica. No entanto, integrantes da facção religiosa fundamentalista também sobreviveram e chegam ao planeta para estabelecer uma colônia, iniciando uma batalha pela libertação das crianças dos androides. Gravados em cenários naturais da África do Sul, os episódios iniciais de “Raised by Wolves” contaram com direção do próprio Ridley Scott, em sua estreia em séries, além de seu filho Luke Scott (“Morgan: A Evolução”) e do brasileiro Alex Gabassi (“The ABC Murders”), entre outros. O elenco destaca a dinamarquesa Amanda Collin (“Guerreiro da Escuridão”) em sua estreia em inglês, como a Mãe androide superpoderosa, o inglês Abubakar Salim (“Jamestown”) como o Pai, e Travis Fimmel (“Vikings”) como um integrante da milícia religiosa que não é quem aparenta ser – além de Winta McGrath (“Doctor Doctor”), Niamh Algar (“The Bisexual”), Susan Danford (“A Salvação”), Jenna Upton (“Um Dia para Viver”), Matias Varela (“Assassins’ Creed”), Jordan Loughran (“Emerald City”), Ethan Hazzard (“O Desafio”), Aasiya Shah (“Unforgotten”) e Felix Jamieson (“Game of Thrones”). A 2ª temporada estreia em 3 de fevereiro.
Sharon Stone será mãe de Kaley Cuoco em “The Flight Attendant”
A atriz Sharon Stone (“Instinto Selvagem”) entrou na 2ª temporada de “The Flight Attendant”, da HBO Max. Ela vai interpretar a mãe da protagonista Cassie (Kaley Cuoco). As personagens não têm uma boa relação e estão afastadas. Na trama, Cassie estará aproveitando sua sobriedade em Los Angeles, enquanto trabalha com a CIA em seu tempo livre. Contudo, quando uma missão no exterior a leva a testemunhar inadvertidamente um (novo) assassinato, ela se envolve em outra intriga internacional. A extensão da história reflete o sucesso da produção, que ganhou elogios rasgados dos críticos norte-americanos – 98% de aprovação no Rotten Tomatoes – e aparentemente também atraiu grande público para a plataforma da WarnerMedia. Inspirado no livro homônimo de Chris Bohjalian, “The Flight Attendant” foi desenvolvida pelo roteirista Steve Yockey (“Supernatural”) e a produção está a cargo da própria atriz principal, via sua empresa Yes Norman, em parceria com o ubíquo Greg Berlanti (“The Flash”, “Riverdale”, etc), o produtor com mais séries exibidas simultaneamente nos EUA.
Aubrey Plaza vai estrelar 2ª temporada de “The White Lotus”
A série “The White Lotus” anunciou as participações de Aubrey Plaza (“Legion”) e Michael Imperioli (“Família Soprano”) em sua 2ª temporada. Eles serão novos hóspedes no hotel que batiza a atração, devendo se juntar a Jennifer Coolidge. Segundo apurações não confirmadas, a intérprete da socialite Tanya McQuoid será a única integrante do elenco original a retornar nos novos episódios. Em sua 2ª temporada, “The White Lotus” irá apresentar um novo grupo de hóspedes numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis The White Lotus. A ideia é que, em vez de mostrar ricaços hospedados em um resort de luxo no Havaí, a trama acompanhe turistas americanos de férias na Europa. Plaza interpretará Harper Spiller, uma mulher de férias com o marido, enquanto Imperioli interpreta Dominic Di Grasso, um homem que viaja com seu pai idoso e seu filho recém-formado. Originalmente concebida pelo roteirista-produtor Mike White (“Escola do Rock”) como minissérie, a atração foi muito elogiada pela crítica e se tornou um sucesso na HBO Max. Diante da repercussão, a plataforma optou por transformá-la numa série anual, funcionando como uma antologia com novos personagens a cada temporada. Ainda não há previsão para a estreia dos novos capítulos.
“Euphoria” volta com maior audiência e recorde na HBO Max
A estreia da 2ª temporada de “Euphoria”, na noite de domingo (9/1), atraiu 2,4 milhões de espectadores na HBO americana, uma audiência recorde para o drama estrelado por Zendaya, de acordo com informações do canal pago. Sem revelar números de streaming, a empresa também disse em comunicado que a volta de “Euphoria” marcou “a performance de estreia digital mais forte para qualquer episódio de uma série da HBO desde o lançamento da HBO Max”. A visualização digital teria sido quase dez vezes maior que a estreia da 1ª temporada e quatro vezes maior que seu final. O retorno da série também atraiu uma audiência quase 10 vezes maior do que os dois episódios especiais de “Euphoria” que foram lançados há um ano. “Euphoria” retornou após um longo hiato desde o final de sua temporada inaugural em agosto de 2019, que foi ligeiramente compensado pelo lançamento de dois especiais em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, gravados com elenco e equipe limitados em meio ao auge da pandemia de covid-19. Descrita como “brutal” por Sam Levinson, criador e showrunner da série, a nova leva de episódios volta a abordar o vício de Rue (Zendaya), mostrando como isso afeta as pessoas ao seu redor. De volta à escola, a adolescente de 17 anos reencontra Jules (Hunter Schafer) e precisa encontrar esperanças para conseguir equilibrar a dor, a perda, o amor e o vício. Além dos rostos já conhecidos pelo público, o elenco da nova temporada ganhou três reforços: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, entrou no elenco como uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, estreia como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) é um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie).
Zendaya volta a alertar fãs sobre “Euphoria”: “é para adultos”
A atriz Zendaya usou suas redes sociais para reforçar que “Euphoria” é uma série para adultos. Como a 2ª temporada estreou no domingo (9/1), ela alertou seus seguidores que a trama contém vários gatilhos e não é destinada ao público que a acompanhou na Disney. “Eu sei que já disse isso antes, mas quero lembrar que ‘Euphoria’ é para adultos. Essa temporada, talvez ainda mais do que a anterior, é muito emocional e lida com coisas que podem acionar gatilhos e serem difíceis de assistir”, ela avisou em seus perfis no Twitter e Instagram. “Por favor, assista apenas se você se sentir confortável. Se cuide e saiba que você é amado e eu sinto o seu apoio. Com todo o meu amor, Daya”, completou a artista. Descrita como “brutal” por Sam Levinson, criador e showrunner da série, a nova leva de episódios volta a abordar o vício de Rue (Zendaya), mostrando como isso afeta as pessoas ao seu redor. De volta à escola, a adolescente de 17 anos reencontra Jules (Hunter Schafer) e precisa encontrar esperanças para conseguir equilibrar a dor, a perda, o amor e o vício. Além dos rostos já conhecidos pelo público, o elenco da nova temporada ganhou três reforços: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, entrou no elenco como uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, estreia como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) é um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). pic.twitter.com/P6nnxVYXT3 — Zendaya (@Zendaya) January 9, 2022
Vídeo divertido traz o Pacificador recapitulando “O Esquadrão Suicida”
A HBO Max divulgou um vídeo de “recapitulação” da série inédita do vilão Pacificador (Peacemaker). A prévia serve para lembrar o que aconteceu com o personagem no filme “O Esquadrão Suicida” e traz o personagem-título, vivido por John Cena, ao lado da agente Emilia Harcourt, interpretada por Jennifer Holland, numa interação bastante divertida, explicando como o protagonista foi parar numa nova missão para salvar o mundo. O elenco da atração se completa com Chukwudi Iwuji (“Cidade Pássaro”), Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Steve Agee, que retoma o papel de John Economos de “O Esquadrão Suicida”, e Freddie Stroma (“Bridgerton”), no papel de outro anti-herói da DC Comics: o Vigilante. Criada pelo diretor de “O Esquadrão Suicida”, James Gunn, a série é continuação direta do filme e vai estrear em 13 de janeiro.
“This Is Us”, “Euphoria” e “Rebelde” são principais estreias de séries da semana
A semana marca o começo do fim para “This Is Us” e destaca duas séries adolescentes. Ironicamente, uma é para adultos por conter temas que a outra nem sonha em abordar. “Euphoria” retorna após longo hiato – e dois especiais – no domingo (9/1), enquanto o reboot de “Rebelde” rende assunto pela nostalgia despertada desde seu lançamento na quarta (5/1). A programação também traz boas produções de comédia, com ênfase para a divertida atração musical “Girls5eva” que chega com 1ª temporada completa para maratonar em streaming. Confira abaixo a lista das 10 melhores estreias de séries desta semana. EUPHORIA | HBO Max Um dos retornos mais aguardados de 2022, “Euphoria” estreia sua 2ª temporada no domingo (9/1) após consagrar Zendaya com o Emmy em 2020. A pandemia estendeu muito a espera entre os episódios – mesmo com o lançamento de dois especiais intermediários – , mas os fãs não devem perder tempo para se reconectar com os momentos dramáticos, divertidos, caóticos e tensos do grupo de jovens da trama, enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). REBELDE | Netflix O universo da novela mexicana homônima de 2004 é atualizado por uma trama típica de mistério teen, à moda de “Pretty Little Liars”, e competições musicais que viraram moda depois de “Glee”. Na continuação, novos estudantes da escola Elite Way viram “pop stars de dia e justiceiros na noite”, enquanto disputam um concurso musical do colégio com sua banda e tentam descobrir quem está por trás de trotes violentos e atentados na escola. O elenco destaca a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. THIS IS US | Star+ A última grande série dramática americana começa a se despedir, prometendo algumas das cenas mais tristes de sua trajetória. O criador Dan Fogelman até admitiu ter chorado ao escrever os episódios que mostrarão o destino da família Pearson. Além de mortes, o drama também vai explorar outros tipos de perdas, como a memória da personagem de Mandy Moore, mãe dos protagonistas, diagnosticada com Alzheimer, ao mesmo tempo em que a série exibe os últimos momentos que ela gostaria de lembrar para sempre. Mantenha lencinhos por perto durante a exibição. GIRLS5EVA | Globoplay Desenvolvida por Tina Fey e Meredith Scardino (parceiras de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a comédia musical gira em torno da turnê da volta de um grupo pop feminino que fez sucesso nos anos 1990. Após seu maior hit ser sampleado por um jovem rapper, o Girls5eva – uma criação inspirada em Spice Girls, Pussycat Dolls e S Club 7 – se vê subitamente de volta à moda e suas integrantes decidem dar mais uma chance ao sonho do estrelato pop. Só que elas não são mais adolescentes – têm filhos, empregos, dívidas e algumas nem se parecem mais fisicamente com suas versões jovens. O elenco é encabeçado pela cantora Sara Bareilles (“Little Voice”), Renée Elise Goldsberry (“Altered Carbon”), Paula Pell (“A.P. Bio”) e Busy Philipps (“Cougar Town”), e a atração já foi renovada, após atingir 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. BREEDERS | Star+ Os episódios da 2ª temporada chegam após a comédia do FX ter sido renovada para o terceiro ano. Criada e estrelada pelos atores Martin Freeman (“O Hobbit” e “Pantera Negra”) e Daisy Haggard (“Episodes”), a produção mostra o casal como pais imperfeitos, mas dedicados de duas crianças hiperativas. Lidando com recursos limitados – incluindo o tempo – , eles tentam dominar a arte de improvisar enquanto fingem saber o que estão fazendo. A premissa permite examinar os paradoxos da paternidade/maternidade, mostrando ser possível amar os filhos até os confins do Universo ao mesmo tempo em que se quer mandá-los para o mesmo lugar. MIRACLE WORKERS | HBO Max A série de antologia cômica, estrelada por Daniel Radcliffe e Steve Buscemi, conta uma história diferente a cada temporada e, após ser encenada no Céu e na Europa Medieval, leva seu elenco para o Velho Oeste em seu terceiro ano de produção. Criação de Simon Rich, ex-roteirista do humorístico “Saturday Night Live”, “Miracle Workers” já se encontra renovada para a 4ª temporada. THE RIGHTEOUS GEMSTONES | HBO Max Outra estreia de domingo (9/1), a 2ª temporada da série criada e estrelada por Danny McBride ameaça virar uma “Succession” evangélica. Os episódios trazem McBride (“Alien: Covenant”), John Goodman (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Adam Devine (“Perda Total”) como três gerações de uma famosa família de televangelistas, que possui uma longa tradição de desvios, ganância e machismo. Na nova temporada, eles vão lutar pela sucessão do patriarca vivido por Goodman, enquanto os negócios da família crescem cada vez mais, explorando o clima criado pela pandemia de covid-19. MONTANHA DA MORTE: O INCIDENTE NA PASSAGEM DYATLOV | HBO Max A minissérie russa dos produtores da premiada “Cidade dos Mortos” (2019) tenta resolver um dos maiores mistérios da era soviética: a morte violenta e sem explicações de um grupo de estudantes durante uma expedição de esqui nos Montes Urais, na Rússia, em 1959. A trama acompanha um enviado da KGB (Pyotr Fyodorov, de “Sputnik”) na missão de resolver o caso impossível, que antes desta série de época já tinha virado até filme de terror – “O Mistério da Passagem da Morte” (2013), dirigido por Renny Harlin (“Risco Total”). THE A WORD | HBO Max A elogiada dramédia britânica de 2016 (89% de aprovação no Rotten Tomatoes) acompanha uma família disfuncional que se divide diante da constatação de autismo de uma criança. Enquanto os pais se recusam a aceitar, o avô (vivido por Christopher Eccleston, de “The Leftovers” e “Doctor Who”) e a irmã mais velha percebem que o problema do menino, que está sempre com fones no ouvido, não se restringe às dificuldades de comunicação. Apesar de inspirada na produção israelense “Yellow Peppers”, o roteirista Peter Bowker se baseou em suas próprias experiências pessoais como professor e com integrantes de sua família para desenvolver três temporadas da trama até 2020 – todas lançadas simultaneamente pela HBO Max. Apesar de completa, a série ainda vai ganhar um spin-off, atualmente em produção na BBC. A SURDA ABSURDA | Apple TV+ A animação é inspirada no livro homônimo de Cece Bell, best-seller infantil que venceu o prêmio literário Newbery, e acompanha uma menina que começa a perder a audição. O detalhe é que, graças a ajuda de aparelhos auditivos, ela ganha a capacidade de ouvir mais que os colegas de aula e passa a acreditar que tem superpoderes. Desenvolvida por Will McRobb (criador de “A Pequena Espiã”), a atração tem narração da própria escritora, além das vozes de Pamela Adlon (“Better Things”), Jane Lynch (“Glee”), Clancy Brown (“Billions”) e da estreante Lexi Finigan no papel-título.
Filmes com Will Smith e Ben Affleck estreiam em streaming
A programação das plataformas de streaming e locadoras digitais traz ótimos filmes para o fim de semana, com destaque para “King Richard”, o longa que pode render o Oscar para Will Smith. Outros astros de Hollywood chegam em títulos inéditos no circuito cinematográfico, como Ben Affleck no drama “The Tender Bar” e Chlöe Grace Moretz na sci-fi “Mãe x Androides”. E ainda há Dev Patel em “A Lenda do Cavaleiro Verde”, um dos melhores filmes de 2021, que desembarca no Brasil direto em VOD (locação digital). Confira abaixo as 10 melhores opções de estreias, de sugestões de terror a títulos cinéfilos, para aproveitar o cinema em casa. KING RICHARD: CRIANDO CAMPEÃS | HBO Max e VOD* Will Smith (“Esquadrão Suicida”) busca sua terceira indicação ao Oscar após “Ali” (2001) e “À Procura da Felicidade” (2006) com uma nova cinebiografia, dando vida à perseverança do pai que possibilitou o sucesso das irmãs Venus e Serena Williams. O drama edificante mostra como Richard Williams (Smith) lutou contra todas as expectativas raciais para transformar suas filhas nas primeiras tenistas negras campeãs mundiais. Dirigido por Reinaldo Marcus Green (“Monstros e Homens”), “King Richard” tem música-tema inédita de Beyoncé, 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e chega ao streaming apenas um mês depois de passar pelos cinemas. THE TENDER BAR | Amazon Prime Video O drama de formação dirigido por George Clooney (“O Céu da Meia-Noite”) destaca o trabalho do ator Ben Affleck (“Liga da Justiça”), que eleva a história convencional com um ótimo desempenho. Na trama, ele é o tiozão proprietário de um bar decadente que ensina lições de vida ao sobrinho, enquanto o menino cresce e atinge idade suficiente para virar Tye Sheridan (“X-Men: Fênix Negra”) e entrar na faculdade. A trama é adaptação do livro autobiográfico do jornalista JR Moehringer, lançado no Brasil como “Bar Doce Bar”, e tem roteiro do superestimado William Monahan, que venceu o Oscar por piorar a trama do thriller de Hong Kong “Infernal Affairs” (2002) em “Os Infiltrados” (2006). A LENDA DO CAVALEIRO VERDE | VOD* Um dos melhores filmes do ano pulou os cinemas para chegar direto nas locadoras digitais. Em clima de terror medieval e repleto de imagens impressionantes, “A Lenda do Cavaleiro Verde” oferece uma visão alternativa para a fábula dos Cavaleiros da Távola Redonda. Na trama, Sir Gawain (Dev Patel, de “Lion”) parte em uma jornada condenada e cheia de desafios para enfrentar uma criatura sobrenatural gigante, mesmo sabendo que viaja rumo à morte certa, com a esperança de que seja uma morte com honra. O filme tem direção de David Lowery (“Meu Amigo, O Dragão”), especialista em fantasias de visual deslumbrante, e ainda destaca em seu elenco Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Joel Edgerton (“O Rei”), Sean Harris (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) e Barry Keoghan (“Eternos”). O REI DA ESCÓCIA | VOD* Sequência não oficial – e de baixo orçamento – de “Coração Valente”, este épico modesto começa após a derrota de rebelião de William Wallace (Mel Gibson, no filme de 1995). Sem o mesmo êxito em inflamar as massas, seu aliado Robert the Bruce se vê sozinho, ferido e caçado pelas forças da Inglaterra, mas reencontra forças ao ser salvo por uma família simples, cujos filhos se tornam os primeiros soldados em seu novo exército. Além de abordar o período histórico imediatamente posterior a “Coração Valente”, a produção é protagonizada por Angus Macfadyen, que retoma o papel de Robert the Bruce após dar vida ao personagem no filme de Mel Gibson. O ator também assina o roteiro. Mas vale dizer que esta história foi melhor contada em “Legítimo Rei”, da Netflix. MÃE X ANDROIDES | Netflix A sci-fi apocalíptica traz Chloë Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) como uma grávida que foge com o namorado, quando androides (robôs de aparência humana) usados em trabalhos domésticos declaram guerra contra a humanidade. O casal tenta se esconder dos ataques brutais na floresta, com a esperança de encontrar um lugar seguro para dar a luz. A premissa que sugere “O Exterminador do Futuro” em “Um Lugar Silencioso” foi concebida por Mattson Tomlin, mais conhecido por seu trabalho como roteirista de “Power” (o filme de super-heróis genéricos da Netflix) e do novo longa de Batman. Por curiosidade, Tomlin também desenvolve uma série de animação sobre “O Exterminador do Futuro” na Netflix, que ainda não tem previsão de estreia. PÂNICO NA FLORESTA: A FUNDAÇÃO | Telecine O sexto filme da longeva franquia de terror surpreende por ser o melhor e o mais violento. Praticamente um reboot, acompanha um novo grupo de jovens incautos que resolve andar por onde não devia e acaba vítima das armadilhas mortais de uma comunidade isolada, que odeia visitantes em suas montanhas. O roteiro é do criador da franquia, Alan B. McElroy, que concebeu o primeira variação montanhesa de “O Massacre da Serra Elétrica” em 2003. O elenco inclui vários atores conhecidos de séries, como Emma Dumont (“The Gifted”), Daisy Head (“Guilt”), Charlotte Vega (“Warrior Num”), Adain Bradley (“Riverdale”) e o veterano Matthew Modine (“Stranger Things”). SARAH INTERPRETA UM LOBISIOMEM | Filmicca Apesar do título, não se trata de terror, mas um drama sobre uma jovem demasiadamente apaixonada pelo clube de teatro de sua escola. A Sarah do título é uma confusão de raiva, frustração e medo, cheia de problemas familiares, mas também de energia criativa, que encontra no teatro um espaço para explorar suas emoções mais sombrias, inclusive fantasias de suicídio. Exibido no Festival de Veneza, o filme da suiça Katharina Wyss também explora a natureza teatral da vida cotidiana dos adolescentes, idade em que se experimenta novos papéis, roupas, gírias, parceiros e gostos. OS MEMBROS DA FAMÍLIA | Filmicca Vencedor do Festival de Valência, a dramédia argentina acompanha um adolescente obcecado por fitness e sua irmã mais velha com inclinações místicas, que se veem presos numa cidade litorânea quase deserta ao tentarem cumprir os últimos desejos de sua mãe morta. A situação deprimente e tediosa é amenizada por momentos de humor sutil, da mesma forma como a atmosfera enganosamente minimalista, com cores desbotadas, dá vida a belas imagens, especialmente nas cenas de praia, sob a direção criativa de Mateo Bendesky (“Acá Adentro”). WHAT DO WE SEE WHEN WE LOOK AT THE SKY | MUBI Premiado pela crítica internacional no Festival de Berlim de 2021, o drama do georgiano Aleksandre Koberidze narra uma história de amor à primeira vista digna das melhores fábulas encantadas, com direito à indefectível maldição inesperada. Após um casal se ver e se apaixonar à distância nas ruas de Kutaisi, na Geórgia, Europa Oriental, um evento sobrenatural acontece e, antes que possam ter seu primeiro encontro romântico, suas aparências mudam drasticamente, impedindo que se reconheçam. Assumidamente romântica, a obra tem uma fotografia belíssima, que encontra mágica nos aspectos mais banais do cotidiano. RESPIRE FUNDO | VOD* Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) vive uma autora de best-sellers infantis, que faz sucesso ensinando as crianças a se libertar de seus medos. Mas quando sua filha nasce, a depressão pós-parto faz com que ela tenha que aprender sua própria lição de sobrevivência. Primeiro longa dirigido por Amy Koppelman, que adapta seu próprio livro, o drama detalha, de forma quase didática, o desequilíbrio químico que afeta muitas mulheres após a gravidez. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados nas plataformas Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, NOW, Vivo Play e YouTube, entre outras.
Canal americano The CW está à venda
A WarnerMedia e a ViacomCBS estão dispostos a vender parte significativa ou até toda a rede americana The CW, lar das séries do Arrowverso, “Riverdale”, “Legacies”, “Walker” e várias outras atrações de fantasia juvenil. A rede foi inaugurada em 2006 como resultado da união dos antigos canais UPN e Warner nos EUA. Muitos apostaram que a experiência não duraria, mas embora nunca tenha se tornado lucrativa de forma tradicional, a joint venture se provou um bom negócio para os estúdios da CBS e Warner (o C e o W do nome do canal). A CW passou a render dinheiro por sinergia, ao comprar apenas séries produzidas pelas duas empresas. Além disso, as séries da emissora depois são negociadas por seus estúdios para o mercado internacional. Só a Netflix chegou a pagar US$ 1 bilhão pelos direitos de exibição do conteúdo da CW em 2018. Este modelo, porém, sofreu abalos nos últimos anos, acompanhando mudanças internas na Warner e na CBS. A primeira foi desastrosamente comprada pela AT&T, que passou a desmontar a empresa, dissolvendo ou vendendo parte de seu patrimônio – processo que parece seguir mesmo após as negociações para fusão com a Discovery. Já a CBS sobreviveu a um escândalo sexual de seu chefão, Les Mooves, para se fundir com a Viacom. Desde o ano passado, os dois grupos vêm priorizando a expansão de seus serviços streaming, HBO Max e Paramount+, sobre todos os outros projetos. Por isso, romperam o acordo bilionário com a Netflix, interrompendo o fluxo de dinheiro para o canal. Mesmo assim, Warner e CBS querem continuar usando a CW como parceira, tanto como fonte de renda quanto para reduzir os custos de produção de suas séries. A negociação com interessados na compra do canal teria que considerar manter os dois estúdios como sócios e renovar o acordo de exclusividade para a produção de conteúdo. Segundo o Wall Street Journal, que anunciou o negócio, o maior interessado em adquirir a CW é a Nexstar Media Group, empresa televisiva que já transmite o conteúdo da CW e tem se expandido com aquisições de outros grupos, buscando ganhar projeção nacional. Mas a revelação da possível venda atraiu outros interessados. Fala-se até na Netflix.









