Globoplay anuncia várias séries e novelas latinas em streaming
O Globoplay anunciou nesta quinta (10/6) um pacote de lançamentos latino-americanos, contendo séries inéditas, mas também novelas mexicanas que foram sucesso absoluto de audiência quando exibidas pelo canal SBT, concorrente direto da Globo. Dentre os títulos anunciados estão clássicos como “Maria do Bairro”, “Marimar” e “A Usurpadora”. Além disso, “Rubí”, sucesso de 2004, chega numa nova versão como série, produzida no ano passado, que condensa, mas também complica a trama com uma narrativa passada em duas épocas distintas. Seu lançamento vai abrir a leva, com estreia marcada já para a próxima segunda-feira (14/6). Completam a lista de novidades produções inéditas e exclusivas, como “Sem Medo da Verdade”, “Operação Pacífico”, “Império de Mentiras”, “Amar a Morte”, “Cair em Tentação”, “El Bronx”, “Marido de Aluguel” e “Juegar con Fuego”. Curiosamente, as duas últimas são remakes de produções da Globo, respectivamente da novela “Fina Estampa” e da série “Amores Roubados”. A iniciativa traz títulos de várias produtoras, da Televisa mexicana à Telemundo dos EUA, e mostra como a plataforma brasileira está buscando fortalecer seu conteúdo para enfrentar a concorrência de cada vez mais plataformas americanas no mercado nacional. A experiência começou com a disponibilização de “O Fogo da Paixão” e “Betty em Nova York”, e já programou para 2022 a novela colombiana “La Nieta Elegida”, produção do canal RCN, que é escrita por Julio Jiménez, conhecido como o mestre do suspense de seu país. Veja abaixo o trailer que anuncia as novidades, com várias cenas das produções.
Produtor do “BBB” é investigado por assédio sexual de candidata
Um produtor do “Big Brother Brasil” foi denunciado por assédio sexual por uma candidata à vaga no “BBB 22”. A estudante de odontologia Aline Vargas, de 35 anos, registrou a queixa na Delegacia da Mulher, de Belo Horizonte, no dia 23 de maio, mas só agora o caso veio à tona. A denúncia já está sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais, que ainda apura o envolvimento de um segundo produtor da Globo no caso. Na ocorrência, a vítima alega que, em janeiro deste ano, durante o processo para entrar na casa do “BBB 22”, um produtor do programa pediu fotos nuas como condição para incluí-la na próxima fase da seletiva. Ela já tinha tentado participar do “BBB 21”, mas na ocasião não conseguiu a vaga. Sem revelar o nome do produtor, a denunciante diz que ele pediu fotos sensuais, em que aparecesse “gostosa de biquíni”. Como alegou não ter fotos de biquíni, ele teria pedido fotos nuas: “Me envia uma foto pelada”. Depois de perceber que ela não enviaria uma foto “pelada e sexy”, o autor a descartou numa mensagem: “Bom dia, você tem poucas chances, você é casada, não é um perfil que agrada, boa sorte”. Diante do escândalo, a rede Globo informou, por meio da nota, que o funcionário acusado por Aline não trabalha mais na empresa. “O colaborador em questão não está mais na empresa. Aproveitamos para reiterar que temos um Código de Ética, que deve ser seguido por todos nossos colaboradores, e uma ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação ao Código. Todo relato é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento e as medidas necessárias são adotadas”, diz o texto. A nota chama atenção por chamar o denunciado de colaborador, mas apurações dão conta de que o suspeito teria mais de 37 anos de Globo. Além disso, não informa quando “o colaborador em questão” deixou a empresa, falhando em esclarecer se ele realmente participou do processo de seleção do “BBB 22”. As inscrições para a próxima edição do reality show foram abertas apenas em 29 de abril e o fato denunciado aconteceu em janeiro. Segundo o relato da denunciante, o produtor, que seria veterano da Globo, iniciou o contato em uma mensagem privada no Instagram. Todas as conversas relatadas no boletim de ocorrência foram entregues para a polícia em um pen drive, que passará por perícia. “A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o inquérito policial está em andamento na Delegacia Especializada de Investigação a Violência Sexual em Belo Horizonte. Outros detalhes serão repassados em momento oportuno, considerando que as investigações estão em curso e a divulgação antes da conclusão do procedimento pode prejudicar o andamento do feito”, disse a polícia em seu próprio comunicado.
Globo dispensa novelista Elizabeth Jhin após 30 anos
A escritora Elizabeth Jhin foi dispensada da Globo, ao não ter seu contrato renovado depois de 30 anos. Autora de novelas de temáticas místicas, ela assinou “Eterna Magia” (2007), “Escrito nas Estrelas” (2010), “Amor Eterno Amor” (2012), “Além do Tempo” (2015) e “Espelho da Vida” (2018). Em comunicado, a Globo repetiu sua explicação já padrão para o encerramento do vínculo. “O contrato com o Elizabeth Jhin não foi renovado. E, como todos sabem, a Globo, em sintonia com as transformações pelas quais passa o mercado, vem adotando novas dinâmicas de trabalho com seus talentos. A não renovação de um contrato não significa o final de uma parceria. Ao contrário, o novo modelo de gestão de talentos permite que essa parceria seja renovada em muitos outros formatos e projetos futuros. Elizabeth Jhin tem abertas as portas da empresa para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, diz o texto oficial da emissora. “Fechou-se um ciclo em que as alegrias superaram em muito os momentos difíceis”, acrescentou a novelista, em depoimento à colunista Patricia Kogut. Longe de ficar abalada, Jhin disse que já teve duas propostas de trabalho, mas que no momento quer apenas descansar. Colaboradora de novelas desde 1991, ela também teve parcerias de sucesso com outros grandes autores, como Walter Negrão (“Tropicaliente”, em 1994), Manoel Carlos (“Felicidade”, em 1991), Euclydes Marinho (“Andando nas Nuvens”, em 1999) e Gloria Perez (“Caminho das Índias”, em 2009). Atualmente, a Globo estuda reprisar “Além do Tempo”, que ocuparia o lugar de “A Vida da Gente”, caso a inédita “Nos Tempos do Imperador” não esteja completamente gravada até agosto. Por sinal, “Além do Tempo” é uma das tramas mais populares entre os pedidos de reprises das redes sociais.
Juliette será embaixadora do Globoplay
A Globo finalmente fechou contrato com Juliette Freire. O anúncio feito nesta quinta (3/6) revela que a campeã do “BBB 21” será embaixadora do Globoplay, protagonizando campanhas e promovendo a plataforma de streaming nas redes sociais. Ela também irá participar de novos projetos de conteúdo do próprio Globoplay e dos Canais Globo (nomenclatura que abrange de GNT a Sportv), que, segundo nota para a imprensa, serão anunciados na semana que vem. “Fico muito contente e feliz em ser embaixadora do Globoplay! Sempre adorei o conteúdo da plataforma e acho muito importante o fomento e apoio à cultura nacional e à uma empresa brasileira. Fazer parte disso é um presente e me conforta poder, dessa forma, usar a visibilidade que ganhei para a finalidade de divulgar filmes e séries do nosso pais e levar entretenimento e cultura para tantos brasileiros”, afirmou Juliette em comunicado.
Sobrinha trans de Roberta Close vai estrear como atriz
A modelo Gabrielle Gambine, sobrinha de Roberta Close, vai estrear como atriz em “Verdades Secretas 2”, novela chamada de série em produção para a plataforma Globoplay. Assim como na vida real, sua personagem será transexual. “Eu faço parte do elenco de apoio, mas está sendo desenvolvida uma personagem maior. Ela é uma modelo trans que trabalha na agência. Estou conhecendo gente genial e tendo trocas muito interessantes. Me sinto realizada”, disse Gambine à colunista Patricia Kogut. Como a “1ª temporada” de 65 episódios, “Verdades Secretas 2” vai se passar no mundo da moda e Gambine pretende usar sua experiência nesse mercado para o papel. Ela começou a modelar com 17 anos e já fez campanhas de marcas de roupa e de cosméticos. “A transição de gênero veio junto, num processo natural. Foi muito interessante. Modelar me ajudou a me entender como uma pessoa bonita”, explicou. A jovem de 23 anos elogiou a representatividade no elenco, que terá também atores orientais e negros. “É muito legal essa diversidade no casting. Eu fico feliz por poder estar atuando enquanto artista trans. Tem vários atores trans fake, roubando nosso protagonismo. Não adianta abordar pontos de vulnerabilidade da comunidade LGBTQIAP+ sem ter essas pessoas nesses papéis”, apontou. Gambine diz que a tia famosa, irmã de seu pai, é uma grande referência. Roberta Close marcou época nos anos 1980, ao se tornar a primeira modelo trans a ganhar popularidade, posar nua para a revista Playboy e ser constantemente convidada para aparecer na TV. “Ela é um ícone da beleza e da moda. Também chegou a atuar. Sempre me inspirou muito”, afirmou Gambine. Mas ela deixa claro que não quer ser vista como atriz trans. Apenas como trans. “As pessoas trans são muito vistas como as primeiras a fazer determinadas coisas. Por exemplo, a primeira trans a fazer “Malhação”, a primeira médica trans etc. Me incomoda ser reduzida a isso. Sou atriz. O fato de sermos as primeiras é porque essa oportunidade ainda é muito recente. Mas com certeza não seremos as últimas”, concluiu. “Verdades Secretas 2” tem roteiro de Walcyr Carrasco, direção de Amora Mautner e ainda não possuiu previsão de estreia.
Maurice Capovilla (1936-2021)
O cineasta Maurice Capovilla morreu no sábado (29/5), aos 85 anos, em decorrência de uma doença pulmonar. O anúncio foi feito por sua mulher, Marilia Alvim, em seu perfil no Facebook. Um dos últimos mestres do cinema que nasceu durante a ditadura militar, na encruzilhada entre o enfrentamento e a alegoria, ele sofria de Alzheimer há cinco anos. Capovilla deixou sua marca em obras que retratavam as condições de vida dos brasileiros, como “Bebel, Garota Propaganda” (1968), seu primeira longa-metragem, inspirado no livro “Bebel que a Cidade Comeu”, de Ignácio Loyola Brandão, sobre uma menina pobre contratada para ser o rosto de uma marca de sabonetes. O longa seguinte, “O Profeta da Fome” (1969), marcou época por juntar a estética da fome do Cinema Novo com os temas contraculturais do cinema marginal. Na trama, José Mojica Marins vivia um faquir decadente, que ao ser expulso de um circo pegava a estrada e virava ídolo religioso de uma pequena cidade. Foi um dos raros desempenhos de Mojica no cinema sem representar Zé do Caixão, seu icônico personagem. Três anos depois, os dois trocaram de papéis, com Capovilla virando ator dirigido por Mojica em “O Ritual dos Sádicos” (1970), um dos mais famosos filmes de Zé do Caixão. Ele também filmou “Noites de Iemanjá” (1971), misturando misticismo e terror, e o celebrado drama “O Jogo da Vida” (1977), premiado no Festival de Gramado, com música de João Bosco, Aldir Blanc e Radamés Gnatalli, e atuação inspirada de Lima Duarte, Gianfrancesco Guarnieri e Maurício do Valle como três malandros que ganham a vida com trapaças de sinuca. Como diretor, fez tanto ficções como documentários. Um de seus primeiros curtas, “Subterrâneos do Futebol” (1965), chamou atenção por mostrar o esporte por um ângulo pouco glamouroso, tornando-se pioneiro do “cinema verdade” no país. Outro, “Meninos do Tietê” (1963), foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires. Ainda gravou “O Último Dia de Lampião” (1975), documentário feito durante sua passagem pela rede Globo, onde foi diretor do “Globo Repórter”. A versatilidade do cineasta também o tornou diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. E na Band fez até novela, comandando “O Todo-Poderoso” (1979). Afastado dos cinemas desde 1980, Capovilla voltou em 2003 com “Harmada”, adaptação do romance de João Gilberto Noll com toques de surrealismo e metalinguagem. E encerrou a carreira com “Nervos de Aço” (2016), novo mergulho marginal, que transformava Arrigo Barnabé em ator e propunha releituras dos sambas de Lupicínio Rodrigues num universo teatral.
Veja a primeira imagem de Leticia Colin em “Sessão de Terapia”
A Globoplay divulgou a primeira imagem de Leticia Colin (“Onde Está Meu Coração”) na 5ª temporada de “Sessão de Terapia”. Na trama, ela viverá a estilista Manuela, paciente de Caio (Selton Mello) que acabou de dar à luz sua primeira filha e sofre de depressão pós-parto. A nova temporada também contará com Christian Malheiros (“Sintonia”), Luana Xavier (“A Vida Invisível”) e Miwa Yanagizawa (“Spectros”) como outros clientes do consultório, além de Rodrigo Santoro (“Westworld”), que viverá o terapeuta do protagonista. Os dez primeiros episódios chegarão à plataforma na próxima sexta-feira (4/6). A cada semana, serão lançados mais cinco, sempre às sextas-feiras. “Sessão de Terapia” é a versão brasileira da série israelense “BeTipul”, criada por Hagai Levi, que é mais conhecida pela adaptação americana da HBO, chamada de “Em Terapia” (In Treatment, em inglês). Com o reboot da temporada passada, que promoveu Selton Mello a protagonista (até então, trabalhava na série como diretor) e passou a incluir Morena Baccarin no elenco, a série se tornou uma das mais vistas no Globoplay. Como as anteriores, a nova temporada tem roteiros de Jaqueline Vargas e é dirigida pelo próprio Selton Mello.
Nelson Sargento (1924–2021)
O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta (27/5) aos 96 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o dia 20 e havia sido transferido para a UTI no último sábado (22/5) já com um quadro considerado grave. O músico havia recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 em fevereiro, no Rio de Janeiro. Mas um novo estudo da Vebra Covid-19 divulgado em 18 de maio apontou que a efetividade da vacina entre os que têm mais de 80 anos é menor que a eficácia global de 50,7% encontrada nos estudos do Instituto Butantan. Nelson era compositor dos sambas-enredo da Mangueira, onde chegou com 18 anos. Ele também desfilou ininterruptamente pela escola de samba até o Carnaval de 2020. No Carnaval de 2019, quando a Mangueira conquistou seu último título com um enredo que enfocava personagens esquecidos pelos livros de história, Nelson desfilou representando Zumbi dos Palmares. Parceiro de bambas como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Kéti e Paulinho da Viola, foi fundador com os antigos companheiros do Voz do Morro, grupo musical que trouxe o samba dos morros para o asfalto nos anos 1960, popularizando a música que então tocava nas favelas cariocas. Ao todo, compôs mais de 400 canções e lançou cerca de 30 discos. Seu repertório eternizou clássicos da música brasileira, como “Ciúme Doentio” (em parceria com Cartola), “Encanto da Paisagem”, “Deixa”, “Falso Amor Sincero” e o grande sucesso “Agoniza, Mas Não Morre”. Mas além de ser reconhecido pela vasta contribuição musical, Nelson Sargento também foi artista plástico, escritor e ator. Ele estrelou a minissérie “Presença de Anita”, em que interpretou Seu João, funcionário da fazenda onde a trama de 2001 foi retratada, além de ter atuado em filmes como “Dente por Dente” (1994), “O Primeiro Dia” (1998) e “Orfeu” (1999). Em “Orfeu”, remake do clássico “Orfeu Negro” e grande homenagem ao samba dos morros, interpretou a si mesmo, Nelson Sargento, um mestre do gênero musical que por muitos anos foi o som oficial do Rio de Janeiro. Mais recentemente, voltou a viver a si mesmo numa participação na novela “A Força do Querer” (2017), que foi reprisada durante a pandemia no horário nobre na Globo. Na época, foi muito tietado pelas atrizes da trama, inclusive Isis Valverde e Maria Fernanda Candido. Sua carreira foi colocada em perspectiva num documentário, “Nelson Sargento: Mémoria do Samba”, de 2012, que ele conseguiu apreciar ainda em vida.
Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante podem estrelar nova série de comédia
Miguel Falabella, Tom Cavalcante e Marisa Orth podem voltar a trabalhar juntos num novo projeto. Sem contratos com a Globo, os humoristas que marcaram época no “Sai de Baixo” estariam planejando um reencontro na Band. O trio de “Sai de Baixo” voltaria a estrelar novamente uma comédia de situação. Falabella e Orth interpretaram o casal Caco Antibes e Magda nas oito temporadas do programa lançado em 1996 na Globo – incluindo o revival de quatro episódios no canal pago Viva, em 2013. Já Cavalcante foi o porteiro Ribamar até o começo da 4ª temporada. Todos eles voltaram a se encontrar no filme com os personagens, lançado em 2019. A informação surgiu na coluna de Flávio Ricco e seria desdobramento da volta de Fausto Silva à Band em 2022, que tem trazido boas perspectivas financeiras para o ano que vem na emissora paulista.
Juliette supera Sabrina como ex-BBB mais seguida do Instagram
O fenômeno Juliette Freire continua. Após vencer o “BBB 21” com 90,15% dos votos, a advogada e maquiadora tornou-se nesta quarta-feira (26/5) a ex-BBB mais seguida do Instagram, com 29,8 milhões de cactus, como são conhecidos seus fãs. A antiga campeão era Sabrina Sato, que tem 28,7 milhões de seguidores, conquistados ao longo de sua carreira na televisão. Em 2003, quando ela era uma desconhecida no programa da Globo, o Instagram não existia nem em sonhos. A popularidade de Juliette é impressionante. Antes do reality show, a paraibana era seguida por 12,1 mil pessoas. Mas quando venceu, o apresentador Thiago Leifert definiu: “Juliette, você é um fenômeno”, citando que, após os 100 dias em que esteve na casa do “Big Brother Brasil”, ela conquistou 23 milhões de fãs. Mas o número de seguidores não parou de crescer após o fim do programa em 4 de maio. Nas primeiras três semanas longe do confinamento, Juliette adicionou mais 5 milhões a sua coleção de cactus. “Ser a BBB mais seguida da história do programa é uma honra e também uma responsabilidade”, ela ponderou, em publicação feita para marcar o feito. “Todo meu carinho e amor por terem acreditado em mim e nos meus sonhos”, acrescentou, ao lado de uma foto com pose séria de revista de moda, num vestido verde. “Verde como os cactos para agradecer por tanto”. Veja a postagem original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliette (@juliette)
Claudia Raia vai estrelar série baseada na obra de Nelson Rodrigues
A atriz Claudia Raia vai voltar ao universo do dramaturgo Nelson Rodrigues. Vinte e seis anos depois de viver o papel-título da série “Engraçadinha” na Globo, ela fará parte de “Paraíso Perdido” na Globoplay. O novo papel da atriz não foi revelado, mas “Paraíso Perdido” vai juntar quatro textos de Rodrigues, “A Mulher sem Pecado”, “Toda Nudez Será Castigada”, “Bonitinha, mas Ordinária” e “Os Sete Gatinhos”. As tramas vão se juntar numa série de 50 capítulos, escritos pela dupla de roteiristas George Moura e Sergio Goldenberg. Eles assinaram juntos “O Canto da Sereia” (2013), “Amores Roubados” (2014), o remake de “O Rebu” (2014), “Onde Nascem os Fortes” (2018) e a recém-lançada “Onde Está Meu Coração”. Por curiosidade, todos estes trabalhos foram parcerias com o diretor José Luiz Villamarim (“Redemoinho”), que também irá comandar a nova produção Para participar da série, Claudia Raia precisou sair do elenco de “Além da ilusão”, novela das 18h que está sendo reformulada. A atriz, que interpretaria a mãe da protagonista (Larissa Manoela), mudou de projeto porque as gravações das duas produções devem coincidir, e a direção da Globo decidiu que a prioridade é a participação na série, pela relação anterior da atriz com a obra de Nelson Rodrigues. Além de Claudia Raia, Marina Ruy Barbosa também deverá integrar o elenco de “Paraíso Perdido”.
Eva Wilma (1933-2021)
A atriz Eva Wilma morreu neste sábado (15/5), aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de um câncer no ovário. Ela estava internada desde o dia 15 de abril, inicialmente para tratar problemas cardíacos e renais, tendo descoberto o câncer apenas há 10 dias. Uma das atrizes mais queridas da TV brasileira, ela completou 70 anos de carreira em setembro passado. A longa jornada artística começou no início dos anos 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica e atuar no Teatro de Arena. Sua primeira aparição nas telas foi em 1953, aos 20 anos, como estrela da série “Alô, Doçura”, inspirada no popular seriado americano “I Love Lucy”, que era encenada ao vivo na TV Tupi. A atração, que ficou uma década no ar, era coestrelada por John Herbert, com quem a atriz se casou em 1955. Eva também começou a aparecer no cinema em 1953, a princípio como figurante em comédias da Vera Cruz e da Multifilmes, mas já em dezembro daquele ano foi escalada em seu primeiro papel romântico, em “O Craque”, de José Carlos Burle. Mesmo assim, só virou uma estrela de cinema de primeira grandeza a partir de 1960. Começando por “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, ela se notabilizou em clássicos de temática urbana, como “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, “A Ilha” (1963), de Walter Hugo Khouri, e “São Paulo SA” (1965), de Luiz Sérgio Person. A Record a escalou em sua primeira novela em 1964, “Prisioneiro de um Sonho”, em que ela interpretou três papéis diferentes. Não foi a única vez que demonstrou seu talento com múltiplos personagens. Nove anos depois, ela estrelou a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973), em que viveu as famosas gêmeas Ruth e Raquel, na Tupi. De fato, bastou a primeira novela para Eva se tornar rainha do gênero, estrelando uma, às vezes até duas novelas por ano, quase interruptamente até os anos 2000. Um de seus desempenhos mais longos, “As Confissões de Penélope”, em que viveu a personagem-título ao lado do marido, durou quase um ano inteiro na Tupi, entre 1969 e 1970. Principal artista da Tupi, ela protagonizou os maiores lançamentos do canal durante a década de 1970 – incluindo ainda “A Revolta dos Anjos” (1972), “Barba Azul” (1974), “A Viagem” (1975), “Roda de Fogo” (1978) e “O Direito de Nascer” (1979). Engajada politicamente, também desafiou a ditadura militar, ao participar da histórica Marcha dos Cem Mil em 1968, e jamais deixou o teatro, fazendo várias peças entre as novelas. O fim da Tupi aconteceu junto com o fim de seu casamento e um breve retorno ao cinema com “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1980). Mas as mudanças no cotidiano não diminuíram seu ritmo. Eva se casou com outro ator, Carlos Zara (1930-2002), e trocou de canal. Sem perder um ano sequer fora das telas, estreou na Globo em 1980, com “Plumas & Paetês”, e não saiu mais. Emplacou um sucesso atrás do outro, marcando época com personagens como a Marquesa D’Anjou, de “Que Rei Sou Eu?” (1989), e a inesquecível vilã Altiva, com seu sotaque nordestino misturado com inglês na fictícia Greenville de “A Indomada” (1997). O maior hiato noveleiro de sua carreira foram os três anos que separaram “Fina Estampa”, em 2012, de “Verdades Secretas”, em 2015, mesmo período que a Globo demorou para chamá-la de volta para uma pequena participação em “O Tempo Não Para”, onde viveu Petra Vaisánen, seu último papel no canal em 2018. Apesar de afastada da telinha, ela não parou. Em setembro, aderiu às lives, apresentando-se dentro de casa com o espetáculo virtual “Eva, a live”, transmitido no YouTube e no Instagram. Mesmo após ser internada, em abril, ainda gravou uma narração para um filme inédito, “As Aparecidas”, de Ivan Feijó, que ainda não tem previsão de lançamento. “Nossa querida Vivinha recebe o derradeiro aplauso, tenho certeza, de todos os profissionais que tiveram o privilégio e a honra de trabalhar com ela”, escreveu Miguel Falabella, num belo tributo nas redes sociais, evocando seu primeiro trabalho profissional com o diva. “A primeira cena que dirigi, na TV Globo, foi com ela e Carlos Zara”, continuou. “Eu estava muito nervoso, era uma externa noturna complicada, com grua, carrinho e uma grande equipe à espera das decisões e dos planos do diretor. Quanta gentileza e generosidade recebi dessa querida colega! Gravamos, no final, uma linda cena e ela me disse que eu jamais me esqueceria de que ela tinha sido a primeira atriz que eu dirigira na televisão. Como poderia eu esquecer? Se as noites na Ilha do Governador eram preenchidas por seu talento nas inesquecíveis tramas da Tupi, onde ela reinou por anos, antes de mudar-se para a Globo. Como esquecer de tão brilhante carreira nos palcos e na tela? Estou com o coração partido e os olhos molhados. Mas estou de pé. E daqui, Eva querida, calejo as minhas mãos num eterno e interminável aplauso. Brava!”.
Eduardo Sterblitch trocará comédia por papel de policial em nova série
O ator Eduardo Sterblitch, mais lembrado por papéis em comédias como o filme “Os Penetras” e a série “Shippados”, vai encarar um desempenho dramático em nova série. Ele será um dos protagonistas de “Os Outros”, de Lucas Paraizo. O projeto do roteirista de “Sob Pressão” recebeu sinal verde da Globo e terá direção e Luísa Lima (“Onde Está Meu Coração”). A escalação está a todo vapor, com Sterblitch entre os primeiros contratados para interpretar um ex-policial solitário que vive num condomínio da Barra. Não há maiores detalhes da trama nem previsão para a estreia da atração.












