Maria Fernanda: Estrela dos palcos e novelas clássicas morre aos 96 anos
A atriz Maria Fernanda morreu no sábado (30/7) em virtude de complicações respiratórias, aos 96 anos de idade. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio, desde o dia 26. Maria Fernanda Meireles Correia Dias era única filha ainda viva da poeta Cecília Meireles (1901-1964) e do ilustrador português Correia Dias (1892-1935). Ela iniciou sua carreira em 1948, interpretando a personagem Ofélia, na primeira montagem de “Hamlet” feita no país, ao lado de atores como Sergio Cardoso e Sergio Britto. A atriz teve uma carreira longa no teatro, onde atuou por sete décadas, após estudar artes cênicas na Europa. Sua consagração veio no começo dos anos 1960 no papel de Blanche DuBois, em quatro montagens diferentes da peça “Um Bonde Chamado Desejo”, do americano Tennessee Williams. A montagem paulista teve direção de Augusto Boal, em 1962, enquanto a carioca foi comandada por Flávio Rangel em 1963 e rendeu à Maria Fernanda os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz. Mas depois da ditadura, a atriz chegou a ser detida durante uma apresentação da mesma peça em Brasília. O episódio deu início a uma reação da classe artística, que desaguou em uma passeata contra a censura em frente ao Theatro Municipal do Rio. Compareceram artistas como Paulo Autran, Marieta Severo e Odete Lara. Ao longo de seus 70 anos de palco, ela fez vários outros papéis marcantes, trabalhando com textos clássicos de Shakespeare, Eurípedes, Oscar Wilde, Anton Tchekhov, August Strindberg, Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Arthur Miller, Bertold Brecht, García Lorca e o brasileiro Nelson Rodrigues. No cinema, Maria Fernanda estrelou produções da Atlântida e da Vera Cruz nos anos 1940 e 1950. Destacou-se ainda em “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto, “Chico Rei” (1985), de Walter Lima Jr., e “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995), de Carla Camurati, marco da retomada do cinema brasileiro, no qual interpretou o papel de D. Maria I, a louca. Também participou de vários trabalhos televisivos, desde o “Grande Teatro Tupi”, teleteatro ao vivo do começo da TV brasileira, até novelas que marcaram época na Globo como “Gabriela” (1975), “Nina” (1977) e “Pai Herói” (1979), além de “Dona Beja” (1986) na rede Manchete. Ela deixa o filho Luiz Fernando, fruto de seu relacionamento com o diretor de TV Luiz Gallon, com quem foi casada entre 1956 e 1963.
Fãs fazem petição pra manter elenco da “Turma da Mônica” em novos projetos
Após o estúdio de Mauricio de Sousa anunciar que os próximos filmes da “Turma da Mônica” teriam novos atores, os fãs das adaptações dos quadrinhos resolveram protestar nas redes sociais. O movimento acabou rendendo até uma petição online, que chegou a cerca de 50 mil assinantes. “O B.O. é o seguinte, vai ter recast dos personagens de ‘Turma da Mônica’ pra fazer novos filmes, mas os atores de ‘Laços’, ‘Lições’ e ‘A Série’ já estão bem construídos pra dar continuidade ao universo”, diz o texto da petição, criada na comunidade Avaaz. Os filmes e a série recém-lançada da “Turma da Mônica” foram estrelados por Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Emilly Nayara, intérprete de Milena, que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. A decisão de trocar o elenco foi anunciada na semana passada pelo produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP (Mauricio de Sousa Produções), Marcos Saraiva. Falando sobre os próximos lançamentos do estúdio, ele afirmou que “Turma da Mônica: A Série” marcaria a despedida do atual elenco de intérpretes. Mas os personagens voltariam em quatro filmes da “Turma da Mônica Jovem”, com novos atores na faixa dos 20 anos. Segundo Saraiva, eles já foram escolhidos, embora o casting ainda não tenha sido divulgados. Os fãs, entretanto, já demonstraram querer, no mínimo, uma 2ª temporada de “Turma da Mônica: A Série”. Lançada na quinta-feira passada (21/7) pela Globoplay, a série foi um dos assuntos mais comentados do Twitter no fim de semana e gerou engajamento de fãs de todas as idades. Um dos comentários destacou a importância de continuar com o elenco e focar em outros filmes enquanto eles crescem – para mantê-los em “Turma da Mônica Jovem”. “Escutem os fãs. A gente quer esse elenco. Foquem no Chico Bento e no Penadinho em 2022-2023 e trabalhem na caracterização do elenco pra TMJ. Não ignorem a gente. Por favor”. Para justificar a mudança, Saraiva disse que a MSP não quer esperar até que as crianças cresçam para interpretar a “Turma da Mônica Jovem” e também não gostaria de vincular os personagens aos atores, como a Marvel fez com “Os Vingadores”, por exemplo. O modelo é “Batman”. “Reproduzir o modelo da Marvel seria um risco”, disse Saraiva, listando o alto cachê que os atores podem cobrar conforme ficarem famosos e o problema que causaria um ou outro se recusar a seguir interpretando o papel – o que, lá fora, já ameaçou a continuidade de franquias, como os próprios Vingadores. Diante da mobilização do público, porém, tudo pode mudar. Um tuite do perfil oficial da “Turma da Mônica” avisou que a MSP estava acompanhando os protestos dos fãs. “Estamos acompanhando a movimentação nas redes sociais. É preciso reconhecer: nosso fandom é incrível! Os conteúdos sobre a série demonstram que o trabalho foi muito bem feito. Estamos felizes demais”, comunicou o perfil. Em seguida, acrescentou outro tuite para reforçar que pode agir de acordo com a vontade dos fãs. “Os próximos projetos da MSP estão na mesa e serão anunciados no momento certo. O objetivo desta mensagem é demonstrar que, sim, estamos escutando. E vamos manter vocês informados”, acrescentou, em recado aos leitores e espectadores de “Turma da Mônica”. Os próximos projetos da MSP estão na mesa e serão anunciados no momento certo. 👀 O objetivo desta mensagem é demonstrar que, sim, estamos escutando. E vamos manter vocês informados. 💛 — Turma da Mônica (@TurmadaMonica) July 26, 2022
Globo vai testar “Turma da Mônica: A Série” na TV aberta
A Globo está entusiasmada com o desempenho de “Turma da Mônica: A Série” no streaming e decidiu exibir o primeiro episódio da atração na TV aberta, já nesta sexta-feira (29/7), às 15h30, logo após a reprise de “O Cravo e a Rosa” (2000), no que foi chamado de sessão Espiadinha Globoplay. A exibição terá função dupla. A mais evidente é atrair assinantes para a Globoplay. Mas também servirá de teste para a receptividade do público para um lançamento da série em sua programação. A série da Turma da Mônica estreou em streaming na quinta-feira passada (21/7) e traz o mesmo elenco dos dois últimos filmes recentes de cinema, dirigidos por Daniel Rezende, que também assina a produção dos episódios. A atração tem sido elogiada por público e crítica, e já há campanha para sua renovação nas redes sociais, apesar de o produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP (Mauricio de Sousa Produções), Marcos Saraiva, ter afirmado que ela marcava a despedida dos atuais intérpretes dos personagens. Ao todo, a produção conta com 8 episódios de cerca de 25 minutos cada um. A intenção inicial da MSP, dona da franquia, é mudar o elenco para a próxima produção da Turma da Mônica, que será lançada no cinema. “Turma da Mônica: A Série” é estrelada por Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Emilly Nayara, intérprete de Milena, que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Entre as novidades, a produção ainda introduziu a fofoqueira Denise (Becca Guerra, de musicais teatrais), Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), sua mãe Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”).
Globo não renova contrato com Dani Calabresa
A comediante Dani Calabresa não faz mais parte do elenco fixo da TV Globo. Ele não teve o contrato renovado e, após sete anos de parceria, passará a trabalhar por obra, num modelo implantado recentemente pela empresa. A notícia vem à tona poucas semanas após o GNT, do grupo Globo, anunciar o cancelamento do programa de Calabresa no canal, o “Dani-se”. A confirmação do fim do contrato foi feita pela própria atriz durante pré-estreia de seu novo filme, “O Palestrante”, em um cinema da Zona Sul do Rio na terça-feira (26/7). “Agora trabalho com contrato por obra. É legal, porque adoro trabalhar na Globo, mas a gente tem tantas outras oportunidades”, comentou ela ao colunista Lucas Pasin. “Este modelo de contrato [por obra] possibilita parcerias diferentes, permite que o artista varie. Eu acho moderno. Pode ser que daqui a um ano eu esteja chorando debaixo da ponte”, completou a atriz e apresentadora. O primeiro projeto que irá ao ar após o fim do contrato é um combo de publicidade e talk show, patrocinado pela Perdigão e desenvolvida pela agência Ampfy: “Receitas com Calabresa”, que estreia na sexta (29/7) na plataforma Globoplay. Além disso, ela lançou campanha para voltar ao CAT no “BBB”. “Amei fazer. Amo o programa. Meu currículo está aí, né?”, comentou.
Produção confirma que imagens de atentado a Bolsonaro são de filme
Após o vazamento de imagens do filme “A Fúria”, que mostra um personagem semelhante ao presidente Jair Bolsonaro caído e ensanguentado ao lado de uma moto, a produção emitiu um comunicado, em que afirma que a cena foi divulgada sem autorização e fora de contexto. O longa-metragem, do cineasta Ruy Guerra, será lançado em 2023. “Circula na internet uma imagem captada sem autorização de uma filmagem à qual atribui-se suposto e infundado discurso de ódio. Ruy Guerra filmou um longa-metragem de ficção que será lançado no final de 2023, portanto não há qualquer relação com o processo eleitoral e, muito menos, forjar fake news simulando um fato real”, diz a nota da produção. “O fato ilegal neste caso é a divulgação de uma cena retirada do contexto da história que será contada. Esclarecidos estes fatos, o diretor Ruy Guerra avisa que só fala de seu filme quando estiver pronto, como ele sempre faz.” Durante o sábado (16/7), vários apoiadores de Bolsonaro publicaram as imagens, afirmando que se tratava de um incentivo à violência contra o presidente. Alguns pregaram censura – “Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas!”, comandou a ministra Damares Alves, fazendo propaganda das cenas. Mario Frias aproveitou para atacar a Globo com fake news ao dizer que era “lamentável, mas não inesperado, que o grupo Globo esteja por trás disso”. E o Ministro da Justiça, Anderson Torres, que anteriormente tentou restaurar a censura no Brasil, informou ter determinado que a Polícia Federal investigasse a produção. “Circulam nas redes fotos e vídeos de um suposto atentado contra a vida do presidente Bolsonaro. Produção artística??? Estamos estudando o caso para avaliar medidas cabíveis e apurar eventuais responsabilidades. As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, afirmou Torres, durante o sábado. “A Fúria” faz parte da trilogia composta por “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977), e acompanha o personagem dos dois filmes anteriores, Mario, originalmente vivido pelo falecido Nelson Xavier. Preso durante a ditadura militar, ele “sai da cadeia já velho, para ajustar contas com sua história, de acordo com a sinopse. O elenco conta com Lima Duarte, que apareceu em “A Queda”, e Paulo César Pereio, integrante de “Os Fuzis”, entre outros. Clássicos do Cinema Novo, “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977) foram ambos premiados com o Urso de Prata no Festival de Berlim. Além destes filmes, Ruy Guerra também dirigiu “Os Cafajestes” (1962), famoso por inaugurar o nu frontal no Brasil, sem esquecer adaptações de obras de Chico Buarque (“Ópera do Malandro” e “Estorvo”), Gabriel Garcia Marquez (“Erêndira”) e Antonio Callado (“Kuarup”), entre muitas outras produções. Sua longa carreira continua a ser premiada até hoje. O lançamento mais recente do cineasta de 90 anos, “Aos Pedaços”, recebeu três prêmios, inclusive o de Melhor Direção no Festival de Gramado de 2020. Encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do Chefe de Estado brasileiro? O MP precisa investigar isso a fundo! Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas! pic.twitter.com/tt4lBljtxo — Damares Alves (@DamaresAlves) July 16, 2022
Ministro da Justiça manda PF investigar filme com cena de morte de Bolsonaro
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, determinou que a Polícia Federal investigue um filme em que um personagem semelhante a Jair Bolsonaro participa de uma motociata e sofre um atentado. Fotos e vídeos de um ator trajado como Bolsonaro, caído ensanguentado sobre uma moto, dominaram as redes bolsonaristas durante o sábado (16/7), acompanhadas por protestos. “As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, disse o ministro. Segundo os apoiadores de Bolsonaro, trata-se de discurso de ódio da esquerda e de incentivo à violência contra o presidente. “Essa ideologia esquerdista mata e quer matar ainda mais! Tentaram matar Bolsonaro uma vez e não conseguiram, agora, até ensinam como fazer”, publicou o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair. A acusação de que a esquerda promove discurso de ódio ocorre poucos dias após o bolsonarista Jorge Guaranho assassinar o petista Marcelo de Arruda em Foz do Iguaçu, invadindo armado sua festa de aniversário temática, decorada com pôsteres de Lula. As cenas de ficção de um suposto ataque ao presidente também foram repudiadas pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ex-juiz Sergio Moro. “Repudio veemente qualquer ato que possa estimular a violência a quem quer que seja. Está circulando nas redes um ‘filme’ que demonstra o suposto assassinato do nosso presidente. Isso não é arte! Isso é um ato imoral à nação e ao governo federal”, publicou Mourão nas redes sociais. “Inadmissível tratar de forma jocosa ou figurativa a morte de uma pessoa, ainda mais de um presidente da República. Esse tipo de comportamento acirra os ânimos e não contribui em nada para o debate político”, disse Moro. Há dois meses, bolsonaristas se diziam os maiores defensores da liberdade de expressão do Brasil. O próprio Bolsonaro afirmou que “a liberdade de expressão é pilar essencial da sociedade em todas as suas manifestações”, ao indultar o deputado Daniel Silveira, condenado à prisão por promover ataques verbais contra o STF. Bolsonaro considerou “injustiça” condenar alguém apenas por ameaças, como esta sobre o ministro Edson Fachin do STF: “Uma surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar”. Ou essa: “Quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa Corte. Quantas vezes eu imaginei você, na rua, levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não. Eu só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda assim não seria crime”. Isto é um discurso de ódio. Filmes são obras de ficção. Indignado com as cenas do longa, o bolsonarista Mário Frias chegou a culpar a rede Globo. Mas a emissora negou ser responsável pela produção. Em nota, a Globo afirmou não ter “nenhuma série, novela ou programa com esse conteúdo”. Apesar disso, a própria Globo identificou a origem das imagens. “Segundo foi informada, a gravação seria de um filme do cineasta Ruy Guerra chamado ‘A Fúria'”, diz o comunicado da empresa. A nota ainda esclarece que o Canal Brasil, do grupo Globo, tem uma participação de 3,61% nos direitos patrimoniais desse filme, “mas jamais foi informado dessas cenas e, como é praxe em casos de cineastas consagrados, não supervisiona a produção”. “Embora tenha participação acionária no Canal Brasil, a Globo não interfere na gestão e nos conteúdos do canal”, acrescentou o texto. Questionado pela Folha, Guerra confirmou que está filmando “A Fúria”, mas disse não saber se as cenas compartilhadas nas redes pertencem a sua obra. Mesmo após a descrição das cenas pela reportagem, recusou-se a falar sobre o assunto. “Não sei dizer porque não vi, não vi o material”, disse. Ele afirmou que não falaria sobre o filme até o seu lançamento e não revelou quando isso ocorrerá. Nascido em Moçambique, Ruy Guerra faz parte importante da história do cinema brasileiro, tendo se destacado com clássicos como “Os Cafajestes” (1962), famoso por inaugurar o nu frontal no Brasil, e os marcos do Cinema Novo “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977), ambos premiados com o Urso de Prata no Festival de Berlim. A carreira longa continua prestigiada. O lançamento mais recente do cineasta de 90 anos, “Aos Pedaços”, recebeu três prêmios, inclusive o de Melhor Direção no Festival de Gramado de 2020. “A Fúria” faz parte da trilogia composta por “Os Fuzis” e “A Queda”, e acompanha o personagem dos dois filmes anteriores, Mario, originalmente vivido pelo falecido Nelson Xavier. Preso durante a ditadura militar, ele “sai da cadeia já velho, para ajustar contas com sua história e com os dois homens que, a seu ver, traíram a ele e ao país: Salatiel, seu sogro, e hoje rico empreiteiro, e Ulisses, seu antigo companheiro de militância, hoje um poderoso político” – de acordo com a sinopse. O elenco conta com Lima Duarte, que apareceu em “A Queda”, e Paulo César Pereio, integrante de “Os Fuzis”, entre outros. Um vídeo foi feito encenando a morte do Presidente @jairbolsonaro em um “acidente de moto”. Há rumores de que o vídeo foi feito no Projac. Isso eu não posso afirmar, mas pelo tamanho do estúdio, é alguém que tem uma produtora muito grande! pic.twitter.com/9RGMSbJtRo — MarioFrias (@mfriasoficial) July 16, 2022
Marcius Melhem é proibido de vazar conversas privadas de Dani Calabresa
O ex-diretor da Globo Marcius Melhem foi proibido pela Justiça de vazar para repórteres ou em suas redes sociais conversas privadas que teve com a humorista Dani Calabresa, que o acusa de assédio moral e sexual no período em que foi chefe do Departamento de Humor da Globo. A decisão foi do Foro Regional da Lapa, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que julga uma das ações da batalha judicial travada entre os artistas. A medida cautelar foi dada inicialmente em novembro de 2021, atendendo a um pedido da defesa de Dani Calabresa. O argumento era que o vazamento de mensagens era seletivo e feria a privacidade da humorista na ocasião. A Justiça concordou naquele momento que era uma violação e não acrescentava em nada ao caso. No último dia 4, a Justiça negou um pedido de Melhem para levantar a proibição. Apesar disso, as mensagens vazaram para um colunista que cobre televisão, rendendo vários artigos na imprensa. Se ficar provado que o humorista ou sua defesa repassaram as conversas para terceiros, Melhem poderá ser punido, juntamente com quem fez esse vazamento indevido, já que a decisão colocou as mensagens em segredo de Justiça. Sempre foi desejo de Marcius Melhem que estas mensagens viessem à público, principalmente durante o período entre 2017 e 2018, em que ele alega ter tido um caso consensual com Dani Calabresa. A artista o acusa de boicotá-la na Globo a partir de 2019 e de agarrá-la sem seu consentimento em uma festa do antigo Zorra (2015-2020), em 2017. Segundo a acusação, Melhem teria tentado obrigar a comediante a praticar sexo oral com ele no corredor de um bar. Melhem diz lamentar a decisão desfavorável e que, curiosamente, ela tenha vazado. Para ele, o esforço de Dani Calabresa e de seus advogados para manter em sigilo as mensagens trocadas entre os dois no WhatsApp prova que sua tese sobre o caso é a verdadeira. “Marcius Melhem reafirma sua posição de que gostaria que tudo fosse exposto de forma transparente. A luta por manter as mensagens em segredo já mostra de que lado está a verdade”, diz um comunicado enviado por ele. A defesa de Dani Calabresa também se manifestou em texto enviado à imprensa: “As 12 mulheres que denunciaram Marcius Melhem por assédio moral e sexual têm mantido absoluto respeito ao sigilo dos processos, até mesmo para proteger os nomes de terceiros envolvidos. Lamentamos os constantes vazamentos que têm acontecido, sempre com versões que atacam as vítimas, defendem os pontos de vista do acusado e em momentos que a ele interessam. Acreditamos na Justiça e temos certeza de que a verdade vai prevalecer”. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa as atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2020. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado. Em fevereiro, a revista Piauí trouxe novas denúncias, alimentadas por informações das acusadoras, e no mês passado começaram a vazar novamente as conversas por What’s App, em tom bastante íntimo, que contrastam com o teor das acusações feitas contra o ex-diretor do departamento de humor da Globo. Essas mensagens e gravações de voz foram aceitas e fazem parte do processo em que Melhem tenta provar sua inocência.
Globo fecha com a Paramount exibição de “Pantanal” na América do Sul
O Grupo Globo fechou com a Paramount Global um acordo milionário para a transmissão de Pantanal para toda a América do Sul. A notícia chegou à mídia em declaração de Francisco Espinoza, diretor de Programação da Chilevision. Em entrevista para a imprensa chilena na quarta (13/7), ele revelou: “Adquirimos os direitos desta série de televisão, que é um sucesso indiscutível no Brasil, e estamos vendo agora qual será o plano de exibição em cada um de seus canais de exibição”. Cada mercado terá uma forma diferente de exibir a novela. No Chile e na Argentina, “Pantanal” chegará pelos canais Chilevisión e Telefé, emissoras de TV aberta que pertencem à Paramount. No resto do continente, o lançamento será via streaming pela Paramount+. Espinoza também disse à imprensa chilena que o negócio é o primeiro de muitos, já que a Paramount deseja comprar mais novelas da Globo para exibição no resto do continente. De acordo com o site Notícias da TV, o contrato é estimado em US$ 10 milhões (R$ 54,7 milhões) e permite à Paramount distribuir a atração para outros países do continente até 2025. O negócio não afeta o mercado brasileiro, onde a trama é disponibilizada pela rede Globo e em streaming pela Globoplay. Além desse contrato, a Globo espera fechar novas vendas internacionais para Pantanal ainda neste ano. Quatro redes de TV da Europa já conversavam com a área de aquisição da Globo, incluindo a SIC, emissora de Portugal que já exibe novelas brasileiras.
Nádia Carvalho: Atriz da “Escolinha do Professor Raimundo” morre aos 67 anos
A comediante e dubladora Nádia Carvalho morreu na segunda-feira (11/7), aos 67 anos, dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ela interpretava a personagem Santinha Pureza na versão clássica do humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, na Globo, além de ter dublado várias animações famosas. Filha do ator Rafael de Carvalho, ela veio do teatro de revista, tendo integrado vários espetáculos nos anos 1970, e começou a se destacar na TV na década seguinte, em participações no “Chico Anysio Show”. Nádia acabou acompanhando Chico Anysio na transformação do quadro “Escolinha do Professor Raimundo” em programa nos anos 1990. Sua personagem, Santinha Pureza, era abusada pelo marido, mas respondia a todos os questionamentos com o bordão “Mas eu gostcho!”. Na vida real, ela teve um relacionamento de seis anos com Nizo Neto, filho de Chico Anysio, que também trabalhou na “Escolinha” no papel de Ptolomeu. A artista fez participações em vários outros programas da Globo, incluindo duas versões do infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, episódios do “Caso Verdade” e o humorístico “Zorra Total”. Além dos trabalhos como atriz, Nádia teve uma carreira bem-sucedida como dubladora. Entre suas dublagens mais marcantes, estão a Edna Moda de “Os Incríveis”, a avó do Sid de “A Era do Gelo” e a mãe do Dexter da série “O Laboratório de Dexter”. Além disso, deu voz à avó bruxa da série animada brasileira “Historietas Assombradas”, que virou filme em 2017.
Globo anuncia estreia de “This is Us” na TV aberta
A Globo anunciou nesta terça-feira (12/3) que vai exibir a série americana “This is Us” a partir de novembro. A produção, que recebeu 11 indicações aos Emmy durante sua temporada inaugural, entrará no ar no lugar do reality gastronômico “Mestres do Sabor”, que não será mais exibido em 2022. Assim, poderá ser vista após a vindoura novela das nove “Travessia”. “This is Us” é um melodrama com vários elementos de novela, mas em vez de capítulos diários, foi exibido semanalmente nos EUA, ao longo de seis temporadas, entre 2016 e 24 de maio passado. O enredo acompanha a história de uma família. Rebecca e Jack são um casal esperando trigêmeos em Pittsburgh, Kevin é um belo ator de televisão que está cansado de fazer papéis superficiais, Kate é uma mulher obesa que vive uma eterna luta para perder peso e Randall reencontra seu pai biológico que o abandonou quando ele era apenas um bebê recém-nascido. Todas essas histórias são apresentadas ao mesmo tempo, mas logo o público vai descobrir que nem todas se passam ao mesmo tempo, além do motivo mais profundo delas serem relacionadas. Ao todo, a atração conquistou quatro Emmys: Melhor Ator em Série de Drama para Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), intérprete de Randall, duas vitórias de Melhor Ator Convidado em Série de Drama para Ron Cephas Jones (“Luke Cage”), o pai biológico de Randall, e mais um Emmy para Gerald McRaney (“House of Cards”), o obstetra de Rebecca, também como Melhor Ator Convidado em Série de Drama. Criação de Dan Fogelman (que também criou “Galavant” e “The Neighbors”), a série também destaca em seu elenco Mandy Moore (série “Red Band Society”), Milo Ventimiglia (“The Whispers”), Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Susan Kelechi Watson (“Louie”) e Chris Sullivan (“The Knick”). A produção já foi transmitida no Brasil pela Fox Premium e a plataforma Star+, que tem disponível todos os episódios. Confira abaixo o trailer legendado da temporada inaugural da atração.
Luana Piovani revela assédio sofrido na Globo
A atriz Luana Piovani revelou ter sofrido assédio sexual no começo da carreira na Globo. Em entrevista à revista Veja, ela disse que foi cortada da novela “Anjo Mau” (1997) após ter se recusado a sentar na perna do diretor Carlos Manga (1928-2015). “Vivi um abuso aos 20 anos, mas na época era normal e só me dei conta mais tarde. Eu e algumas pessoas, entre elas Luiza Brunet, que seria minha mãe no folhetim, estávamos na sala do diretor Carlos Manga. De longe, ele bateu na perna e disse: ‘senta aqui’. Eu pensei: tiozinho ousado. Sentei no braço da poltrona”, contou ela na entrevista. Depois disso, ela foi dispensada da produção, sob o pretexto de que “não agregaria”. “Hoje vejo que aquele episódio pode ter pesado”, ponderou. Piovani também lembrou do episódio em que foi agredida por Dado Dolabella, com quem namorava na época. Ela acredita que o ator não foi devidamente punido. “Inclusive porque não me agrediu apenas, mas também a camareira da minha peça. Ele a jogou longe, e ela trincou os dois antebraços. Nunca pagou a indenização. Na época, vivi a primeira crise de ansiedade. Não pela agressão, mas pela ressaca daquilo. Brasileiro é cruel, mas fantasiado de engraçadinho”, afirmou. Por ter se afastado da TV brasileira, Luana disse que ficou livre de ameaças e represálias, e assinem não teve receio de bater de frente com J.B. de Oliveira, o Boninho, durante o “BBB 22”. Ela se recusou a permitir a inclusão de fotos dos filhos com Pedro Scooby no programa. “Poder tenho eu, que não preciso nem dele nem da Globo. Já precisei, não mais. Quanto à postura do Boninho, só falo do que sei. Ele é um fazedor de dinheiro, responsável pelo maior faturamento da casa. Suponho que seja tratado como rei na Globo. Quanto à qualidade, não conheço seu trabalho. Nunca assistir a um ‘BBB’, só vi trechos. Talvez aquilo seja bom para o diretor: ficar só botando armadilhas para as pessoas caírem. Deve se divertir com isso”, comentou. Ela defende o direito dos filhos à privacidade. “A minha reivindicação era justa. Sempre tomei o cuidado de minimizar o exagero no uso da minha imagem. Imagina se não teria com meus filhos. Tentei um acordo, ceder para tal prova, mas queriam para a edição toda. E esse ‘BBB’ é tipo Jason, não acaba. Parece ‘Sexta-Feira 13, versão 49′”, debochou.
Participante de “No Limite” é internado com varíola dos macacos
O participante do reality “No Limite”, Matheus Pires foi internado após ser diagnosticado com varíola dos macacos. A informação foi confirmada pela equipe dele com um comunicado nas redes sociais nesta quinta-feira (7/7). O quadro de saúde de Pires é estável, mas, por causa da internação, ele não estará presente na grande final do programa, que vai ao ar justamente nesta quinta. “No início da semana, Matheus começou apresentar alguns sintomas de ‘monkeypox’ (varíola dos macacos) e prontamente fez o exame. Ontem (6/7) foi confirmada a infecção pela varíola, com isso ele precisou ser internado e não vai comparecer à final do programa ‘No Limite’ da TV Globo nessa quinta-feira (7/7) no Rio de Janeiro”, diz o comunicado publicado nas redes sociais. “Pedimos a todos que mandem energias positivas para que ele se recupere quanto antes e logo possa estar de volta. Por enquanto, ele se encontra estável e assim que puder, vem aqui explicar tudo para vocês”, completa o texto. Nas últimas horas, os órgãos sanitários brasileiros confirmaram 36 novos casos de varíola dos macacos, um aumento exponencial em relação ao total de 142 casos já registrados da doença viral no Brasil. A maioria dos casos (98) se concentra em São Paulo. A doença começa com febre, fadiga, dor de cabeça e dores musculares, sintomas semelhantes a um resfriado ou gripe. A diferença é o aparecimento de lesões cutâneas (na pele), que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Essas lesões aparecem inicialmente na face, espalhando para outras partes do corpo. A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas. É necessário contato físico ou muita proximidade para o contágio – seja de um animal infectado (como roedores) ou de outros indivíduos infectados, por meio das secreções ou gotículas do sistema respiratório. O tempo de incubação é um intervalo entre 5 e 21 dias entre o contato com uma pessoa infectada e o aparecimento do primeiro sintoma. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matheus Pires (@matheus.campires)
Criador de “La Brea” revela novidades da 2ª temporada
O criador de “La Brea”, David Appelbaum revelou a principal novidade da 2ª temporada da série, que quebrou o recorde de audiência da “Tela Quente” no Brasil e virou a atração internacional mais vista da Globoplay. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele contou que parte dos próximos episódios vai se passar no ano de 1988. “A próxima temporada continuará focada na trama vivida em 10 mil anos A.C.”, contou Appelbaum. “Contudo, nós não iremos mais estar na Los Angeles atual. Ao invés disso, vamos contar a história da Los Angeles de 1988.” O showrunner espera que essa mudança ajude a revitalizar a atração. “Acredito que isso irá acrescentar uma nova camada de diversão e apresentar uma nova rede de intrigas aos episódios. Será algo que irá surpreender o público.” A referência a 1988 diz respeito ao final da temporada inaugural, quando um portal para este período se abre no passado e os personagens Josh (Jack Martin), Riley (Veronica St. Clair) e Lilly (Chloe De Los Santos) desaparecem em seu interior. Além disso, os novos episódios vão mostrar Izzy (Zyra Gorecki) chegando ao mundo pré-histórico, mas num lugar distante, onde hoje existe Seattle. Sua chegada também abre novas aventuras na trama. “Na essência, a série é sobre uma família dividida tentando se reconciliar. Queremos trazer esse mesmo espírito para a 2ª temporada, mas em um contexto totalmente novo”, ele explicou, aludindo ao modo como a trama será contada, com personagens espalhados pelo tempo e o espaço. “A história é um passeio emocionante de ação e aventura, mas também é crucial que façamos uma trama profundamente emocional”, continuou. “Encontrar esse equilíbrio foi um dos principais objetivos quando traçamos a 2ª temporada.” “La Brea” é a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”). Lançada em setembro do ano passado nos Estados Unidos, também se tornou uma das maiores estreias da temporada da TV aberta americana, além de bater o recorde de audiência da plataforma Peacock. Mas apesar da repercussão positiva, que lhe rendeu uma rápida renovação para 2ª temporada, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da catástrofe vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas – ou pelo menos é o que imaginam, antes de perceberem pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. Ao mesmo tempo, na superfície, um pai e uma filha lutam para reencontrar o resto de sua família, tragada para o interior do buraco, e descobrem que não foi a primeira vez que esse fenômeno aconteceu. Em sua busca, acabam encontrando uma forma de viajar até o local onde seus entes queridos foram parar. A produção reúne em seu elenco Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis. A 2ª temporada tem estreia marcada para 27 de setembro nos EUA, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.











