“Sob Pressão” pode acabar na 5ª temporada
Série brasileira mais comentada da Globo, “Sob Pressão” pode acabar na 5ª temporada. E o motivo não é falta de audiência. Julio Andrade, que interpreta o Dr. Evandro, personagem principal da série, sinalizou interesse em outros projetos. Ao ser questionado sobre a continuidade da trama, ele disse ao Notícias da TV: “Você pode deixar essa pergunta em aberto, por favor?”. Diante da insistência, respondeu: “Sim, tenho alguns outros projetos e ainda não sei o que vou fazer”. Por causa disso, a trama teria plantado um substituo na história. Nos novos episódios disponibilizados no Globoplay toda quinta-feira, Emilio Dantas vem ganhando destaque como um mastologista chamado Daniel. Ex-namorado de Carolina (Marjorie Estiano), ele volta a se aproximar da médica quando ela adoece. A ideia é que ele “ocupe” o lugar de Evandro caso a franquia seja renovada. Apesar dessa possibilidade, o roteirista Lucas Paraizo considera muito difícil imaginar “Sob Pressão” sem o personagem de Julio Andrade. “São cinco temporadas com ele e Carolina. Por mais que tenhamos possibilidades, não consigo ainda pensar num ‘Sob Pressão’ sem Evandro. E, principalmente, sem Evandro e Carolina”, explicou o autor da série. Já o diretor Andrucha Waddington acredita que “Sob Pressão” ainda renderia muitas temporadas. “As histórias são infinitas, poderia fazer 20 temporadas. A gente sempre diz que é a última, mas duvido que seja. Não posso falar isso, pois não foi encomendado ainda, mas a equipe já está ali esperando a encomenda para a galera começar a escrever. É muito bom fazer, temos arcos longos, que são as histórias dos protagonistas, e os arcos verticais que acontecem e duram um episódio, e, aí, falamos do Brasil inteiro. Acho que isso faz com que o ‘Sob Pressão’ seja inesgotável e tenha essa aceitação tão unânime do público.” A Globo ainda não encomendou novos capítulos. Isto porque a 5ª temporada de “Sob Pressão” é a primeira disponibilizada diretamente em streaming. Por conta disso, os parâmetros de audiência são outros e a Globo, que costuma esperar o retorno do público para decidir se continua investindo no projeto, ainda não determinou a renovação da série. O detalhe é que, sem saber se a história terá continuação, o roteirista Lucas Paraizo decidiu terminar a trama da temporada em cliffhanger. “Tem gancho, sim. Esse spoiler eu posso dar, tem um belo de um gancho para uma próxima temporada”, contou o escritor.
Elizângela teria sido dispensada de “Travessia” por recusar vacinação
A veterana atriz Elizângela, que estava cotada para “Travessia”, a nova novela das nove da Rede Globo, foi cortada do elenco por não querer se vacinar contra Covid-19. Os protocolos de segurança sanitária da emissora são rígidos quanto a imunização. Segundo o colunista Gabriel Perline, a atriz teria sido convidada para atuar na novela que substituirá “Pantanal” pessoalmente pela autora Glória Perez. A escritora e a atriz já trabalharam juntas em outras novelas, inclusive no último folhetim de Perez, “A Força do Querer”. Além de Elizângela, a portuguesa Maria Vieira usou as redes sociais na semana passada para denunciar seu corte de “Travessia” por ser contra a vacinação. Ela afirmou ter sido indicada para a novela pelo diretor Mauro Mendonça Filho, com quem trabalhou em “Negócio da China” (2008), e que chegou a ser instruída a pedir um visto de trabalho para o Brasil. Para Maria Vieira, forçar a vacinação faz parte de “decisões e ações ditatoriais” influenciadas pelo “globalismo” (teoria de conspiração da extrema direita, que sugere a implantação de chips nas vacinas). Politizando o tema, acrescentou que seu corte foi uma censura por ela ser de direita e apoiar Bolsonaro. A exigência da vacinação passou a ser norma nas empresas de produção de conteúdo artístico em todo o mundo, desde o final de 2020, por motivos econômicos. Trata-se de uma opção radicalmente capitalista: não apenas reduz os encargos de tratamento por contaminação individual como diminui as paralisações de produções devido à detecção de covid-19 nos sets, economizando gastos das empresas. Nos EUA, muitos atores foram dispensados de trabalhos em andamento por se recusarem a seguir os protocolos sanitários. As vacinas não contém chips. Após o início da vacinação, o Brasil caiu de 3 mil mortos diários para menos de 100. Uma pesquisa conduzida em Londrina, no Paraná, constatou que 75% das mortes por Covid-19 registradas nos primeiros dez meses de 2021 ocorreram em indivíduos que não foram imunizados contra a doença. A maior parte das pessoas que ainda morrem por Covid-19 estão com a vacinação atrasada.
Marilu Bueno (1940-2022)
A atriz Marilu Bueno, conhecida por diversas novelas da Globo, morreu nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro, aos 82 anos. Ela estava internada no Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul carioca, desde o início de junho. Na semana passada, a atriz passou por uma cirurgia no abdômen e estava em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do local. A causa da morte não foi divulgada pela família. Com vários papéis no teatro, ao longo de mais de 60 anos de carreira, ela apareceu nas telas pela primeira vez em 1960, no longa-metragem “O Cupim”, dirigido por Carlos Manga. A estreia em novelas foi em 1972, com “O Bofe”, e desde então foi presença constante na Globo. Em “Guerra dos Sexos”, de 1983, teve papel tão marcante como a divertida empregada Olívia que acabou escalada também para o remake exibido em 2012, revivendo a mesma personagem. Suas participações geralmente representavam o destaque de humor das tramas. Foi assim com a Mariinha de “Estúpido Cupido” (1976), a Tetê de “A Gata Comeu” (1986) e principalmente com a fada Margarida, da novelinha matinal “Caça Talentos”, estrelada por Angélica em 1996. Mas nem sempre seus trabalhos foram marcados por alegria. Em “De Corpo e Alma”, de 1992, interpretou a mãe da jovem Yasmin, papel de Daniela Perez, que foi assassinada em meio à produção. Entre seus papéis mais recentes estão os de Narcisa em “Êta Mundo Bom!” (2016), de Walcyr Carrasco, e Dulce Sampaio em “Salve-se quem Puder” (2020), de Daniel Ortiz. Ela também participou de séries como “Escolinha do Professor Raimundo”, “Sítio do Picapau Amarelo” e “A Grande Família”. E filmou os clássicos “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues, “Lua de Cristal” (1990), de Tizuka Yamasaki, e “O Homem do Ano” (2003), de José Henrique Fonseca. Por atuar ao lado de Xuxa (“Lua de Cristal”) e Angélica (“Caça Talentos”) no auge do sucesso das duas apresentadoras, e ainda ter encarnado a Dona Carochinha do “Sítio do Picapau Amarelo”, Marilu Bueno é especialmente lembrada pelo sorriso largo que marcou a infância de milhões de brasileiros.
Irandhir Santos sofre acidente nas gravações de “Pantanal”
O ator Irandhir Santos sofreu um acidente durante as gravações de “Pantanal” (Globo). O intérprete de Zé Lucas caiu de cavalo e teve que passar por uma cirurgia no ombro, sendo afastado das gravações da novela. A queda foi confirmada pela assessoria do ator. “Irandhir Santos teve um incidente nas gravações, mas já está na fase final da fisioterapia e voltará a gravar na próxima semana. Ele e toda equipe agradecem a atenção”, diz o comunicado oficial. De acordo com relatos, o tombo ocorreu na etapa final das gravações na região do Pantanal. Com fortes dores no ombro, Irandhir foi encaminhando para um hospital em Campo Grande. Ao ser informado da necessidade de um procedimento cirúrgico, o ator pediu para ser transferido para o Recife, para ficar mais perto do marido Roberto Efrem e da família. Antes de interpretar Zé Lucas, Irandhir foi Joventino na primeira fase da novela. Apesar do sucesso na novela, o ator é mais conhecido pelo trabalho no cinema, que já lhe rendeu vários prêmios, em filmes como “Febre do Rato” (2011), “O Som ao Redor” (2012), “Tatuagem” (2013), “Aquarius” (2016) e “Piedade” (2019).
Jade Picon comemora papel em primeira novela
A influencer e ex-BBB Jade Picon confirmou para os fãs sua presença no elenco da nova novela da Globo, “Travessia”. Num post nas redes sociais, a artista compartilhou um registro da placa com o nome de sua personagem na trama, Chiara. “Não via a hora de contar para vocês!!!!”, escreveu ao lado. Em seguida, ela publicou um vídeo do momento em que recebeu a notícia de que havia passado no teste para integrar o elenco da atração de Gloria Perez, que vai estrear após “Pantanal”. No vídeo, a ex-BBB berrou e foi às lágrimas: “A ficha ainda está caindo”. “Vocês têm noção? Um dos meus maiores sonhos sendo realizado da melhor maneira possível. O tanto que eu aguardei ansiosa por essa resposta e está aí a minha reação. Vem ‘Travessia’, vem Chiara. Não poderia deixar de agradecer a Globo e a todos os envolvidos por essa oportunidade maravilhosa. Um desafio que vou enfrentar com muita dedicação. Não poderia estar mais feliz”, comemorou em seu perfil no Instagram. A Globo tinha anunciado Jade junto do elenco, no começo da tarde de segunda (20/6). Ela vai atuar com artistas bem conhecidos do público, como Alexandre Nero, Chay Suede, Rômulo Estrela, Lucy Alves, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Vanessa Giácomo, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Humberto Martins, Ailton Graça, Dandara Mariana e Bel Kutner. A estreia de Jade Picon como atriz chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores. Apesar disso, ela recebeu uma autorização especial do Sated-RJ para atuar na novela, como uma “cota” de não atores profissionais que todo a empresa tem direito de incluir em suas produções – três no máximo. Na trama, a ex-BBB viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem estreia prevista para outubro. NÃO VIA A HORA DE CONTAR PRA VOCÊS!!!! já estou novamente no rio para continuar a preparação. obrigada pelo apoio de sempre, eu amo VOCÊS 🤍 pic.twitter.com/8ue4Pt7sjx — Jade Picon🌪 (@jadepicon) June 20, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JADE 🌪 (@jadepicon)
Jade Picon é confirmada em sua primeira novela
A Globo confirmou Jade Picon em sua próxima novela das nove, “Travessia”. O perfil oficial do canal publicou uma foto com o elenco completo da atração, indicando sua participação na trama. Ela aparece sentada na primeira fila. A ex-BBB e influenciadora vai atuar com artistas bem conhecidos do público, como Alexandre Nero, Chay Suede, Rômulo Estrela, Lucy Alves, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Vanessa Giácomo, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Humberto Martins, Ailton Graça, Dandara Mariana e Bel Kutner, que também estão na foto. A estreia de Jade Picon como atriz chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores, e espera ver toda a documentação para permitir que Jade possa trabalhar como atriz. De todo modo, Jade não é a primeira ex-BBB a virar atriz de novela. Juliana Alves saiu do “BBB 3” para “Chocolate com Pimenta” (2005) e Grazi Massafera do “BBB 5” direto para “Páginas da Vida” (2006). Nove anos depois, Grazi foi indicada ao troféu Emmy Internacional de Melhor Atriz por “Verdades Secretas”. Além disso, há várias ex-modelos entre as atrizes mais bem pagas do país, uma tradição que vem desde Vera Fischer nos anos 1970 e segue firme nesses dias de Camila Queiroz. Na trama, Jade viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem a missão de suceder o fenômeno “Pantanal”. A estreia está prevista para outubro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TV Globo (@tvglobo)
Leandro Lima e José Loreto filmam suspense com diretor de “Pantanal”
Os atores Leandro Lima e José Loreto estão juntos num novo projeto envolvendo um diretor de “Pantanal”. Os intérpretes dos personagens Levi e Tadeu integram o elenco de “A Cerca”, um suspense sobrenatural de Rogério Gomes, que comandou a primeira fase da novela. “Termino de rodar em julho e tem Marcello Novaes, Jonas Bloch, Leona Cavalli e José Loreto no elenco”, contou ele, em entrevista à revista Quem. Apesar desta informação, as filmagens começaram em 2020 em Cambará do Sul, no interior gaúcho. Ou seja, bem antes de “Pantanal”. A Quem também chamou “A Cerca” de “Acerto”. O roteiro de David Rauh (“Ilha de Ferro”) e Raul Guterres (produtor de “Casagrande e Seus Demônios”) acompanha uma jornalista de Porto Alegre (Cavalli) que vai para o interior fazer uma matéria sobre vinícolas. Mas encontra uma comunidade sombria sob o controle de duas famílias, os Molinari e os Salvini. Ao tocar na cerca que divide as propriedades dos dois maiores produtores da região, ela é acometida por visões de agricultores mortos naquele local em tempos remotos. Logo, integrantes das duas famílias poderosas começam a morrer.
Ilka Soares (1932–2022)
A atriz Ilka Soares morreu na manhã deste sábado (18/6) no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na capital fluminense, onde fazia um tratamento contra o câncer. Nascida em 21 de junho de 1932, completaria 90 anos na terça-feira. Com uma carreira de mais de sete décadas, Ilka virou estrela ainda na adolescência. Aos 15 anos, disputou um concurso de beleza promovido pelo jornal O Globo, onde chamou atenção do diretor de fotografia Ugo Lombardi, pai de Bruna Lombardi, e foi convidada a fazer teste para o filme “Iracema”, adaptação da obra clássica de José de Alencar. O filme foi lançado dois anos depois, em 1949, com Ilka Soares no papel-título, “a virgem dos lábios de mel”. O sucesso da produção a fez ser disputada pelos principais estúdios de cinema do Brasil. Destacou-se principalmente em produções da Atlântida, como as chanchadas “Três Vagabundos” (1952) e “Pintando o Sete” (1960), ao lado do rei do humor Oscarito, além do drama “Maior Que o Ódio” (1951), em que contracenou com o grande galã da época, Anselmo Duarte. O romance entre Ilka e Anselmo acabou virando história de amor real. Os dois se casaram. Mas, unidos pelo cinema, também se separaram após a convivência seguida nas telas. Eles mantiveram a parceria em mais duas comédias musicais – “Carnaval em Marte” (1955) e “Depois Eu Conto” (1956) – e, por volta do lançamento da segunda, se separaram. Ilka também brilhou em produções do estúdio Vera Cruz, especialista em melodramas populares, atuando em “Esquina da Ilusão” (1953) e no blockbuster nacional “Floradas na Serra” (1954), junto à primeira dama do teatro brasileiro, Cacilda Becker. Famosa e considerada uma das mulheres mais bonitas do país, ela passou a ser requisitada para capas de revistas e campanhas publicitárias das melhores marcas, o que a transformou numa das primeiras (senão a primeira) supermodelo do Brasil. Recém-inaugurado no país, o primeiro canal da TV brasileira, Tupi, fez questão de escalá-la em seu programa mais prestigioso, o “Teleteatro Tupi”, encabeçado por Fernanda Montenegro. A atração que encenava peças teatrais foi um dos maiores sucessos da década de 1950 na televisão – num período em que toda a programação era ao vivo. Em 1963, ela se casou com Walter Clark, executivo da TV Rio, que em dezembro de 1965 assumiu a direção geral de um novo canal: a TV Globo. No ano seguinte, Ilka estreou na Globo, substituindo a atriz Norma Bengell na apresentação do programa “Noite de Gala”. Fez sucesso como apresentadora e passou por outras produções, com destaque para o “Festival Internacional da Canção”, exibido no final da década. Mas mesmo com a vasta experiência como atriz, só foi fazer novelas com mais de duas décadas de carreira e após sua separação de Walter Clark. Ela estreou no gênero em 1971, na novela “O Cafona”, de Braúlio Pedroso, em que interpretou uma mulher sofisticada, tipo de personagem que a acompanharia pelo resto da carreira. A partir daí, Ilka não parou mais, emplacando novela atrás de novela. Ensaiou virar rainha das 22h, estrelando quatro atrações quase consecutivas no horário: “O Cafona”, “Bandeira 2” (1971), “O Bofe” (1972) e “O Espigão” (1974). Mas a partir de “Anjo Mau” (1976) encontrou novo nicho nas “novelas das sete”, vindo a estourar com “Locomotivas” (1977), primeira produção colorida da faixa, como Celeste, uma quarentona sexy (na época em que isso era raro na TV) que formou par com um ator 15 anos mais novo, o galã Dennis Carvalho. Cassiano Gabus Mendes foi o primeiro dramaturgo da Globo a explorar a capacidade cômica da atriz, que ela tinha aprimorado nas chanchadas. Depois de “Locomotiva”, Ilka se tornou seu talismã, aparecendo em várias de suas novelas, como “Te Contei?” (1978), “Elas por Elas” (1982), “Champagne” (1983) e “Que Rei Sou Eu?” (1989). Fez tanto sucesso em papéis cômicos que, no final da década de 1970, foi integrar um dos principais humorísticos da história da Globo, o “Planeta dos Homens”, ao lado de comediantes consagrados como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino. Ilka, porém, não virou comediante e continuou atuando em novelas, chegando a aparecer em duas atrações simultâneas entre 1990 e 1991, “Rainha da Sucata” às oito e “Barriga de Aluguel” às seis. Apesar disso, fez só mais duas novelas em seguida: “Deus Nos Acuda” (1993) e “Pecado Capital” (1998). O fim do ciclo na Globo lhe permitiu participar da série “Mandrake”, da HBO, e voltar ao cinema. Desde sua estreia no canal, Ilka só tinha feito um filme: “Brasa Adormecida”, em 1987. Ela retomou a trajetória cinematográfica interrompida com três novos lançamentos: “Copacabana” (2001), “Gatão de Meia Idade” (2006) e “Vendo ou Alugo” (2013). A comédia de Betse de Paula lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival Cine-PE, aos 80 anos de idade, e também foi a sua despedida das telas. Em 2018, Ilka fez uma nova retomada em sua carreira, voltando a modelar aos 86 anos, em fotos de lançamento de uma coleção da grife The Paradise, desenvolvida por seu neto e estilista Thomaz Azulay. Uma delas pode ser vista abaixo, ao lado de uma imagem da era de ouro da atriz no cinema.
Maria Lúcia Dahl (1941-2022)
A atriz Maria Lúcia Dahl, que marcou época no cinema brasileiro, morreu nesta quinta (16/6) no Rio de Janeiro, de causa não informada aos 80 anos. Ela sofria de Alzheimer e estava internada no Retiro dos Artistas desde o início de 2020. Carioca, filha de família tradicional, ela conheceu seu primeiro marido quando morava na Itália – o cineasta Gustavo Dahl, com quem compartilhava o amor pelo cinema. A educação nas melhores escolas também a levou a querer trabalhar com Cultura, abrindo caminho para que se transformasse numa das maiores musas do cinema nacional – e da contracultura brasileira. Ela estreou nas telas em “Bahia de Todos os Santos”, drama de 1960 dirigido por José Hipolito Trigueirinho Neto, mas só foi repetir a experiência cinco anos depois, no clássico “Menino de Engenho” (1965), de Walter Lima Jr. Depois disso, porém, emendou um filme atrás do outro, cruzando as fronteiras entre o Cinema Novo, o Cinema Marginal e o cinema comercial. Para ficar só nos anos 1960, a lista inclui o segundo longa de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966), o primeiro filme de Daniel Filho, “Pobre Príncipe Encantado” (1969), e os clássicos “Cara a Cara”, de Júlio Bressane, e “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Sem esquecer de “O Bravo Guerreiro” (1969), primeira e única vez em que foi dirigida pelo marido, Gustavo Dahl. Vivendo tudo o que tinha direito na era das grandes loucuras, experimentou um casamento aberto, que acabou em divórcio no fim dos anos 1960, quando se apaixonou pelo líder estudantil Marcos Medeiros. Junto do segundo marido, acabou se engajando no movimento contra a ditadura militar, sofreu ameaças e fugiu do país com a ajuda da irmã, hoje figurinista da Globo, Marilia Carneiro. Ela viveu exilada em Paris, onde teve a filha Joana, que criou sozinha. Por volta dessa época, a morte do pai fez a família perder a estabilidade financeira, o que a a trouxe de volta ao Brasil em meados nos anos 1970, buscando retomar a carreira na televisão. Passando a dividir a tela grande com a tela da Globo, participou de novelas como “O Espigão” (1974), “Gabriela” (1975), “Espelho Mágico” (1977) e “Dancin’ Days” (1978), a primeira produção das oito de Gilberto Braga, com quem depois desenvolveu uma parceria bem-sucedida em novo formato. Ao mesmo tempo, consolidou-se como símbolo sexual da era das pornochanchadas, emendando produções de títulos bastante sugestivos – de “Deixa, Amorzinho… Deixa” (1975) a “O Gosto do Pecado” (1980), com destaque para “A Árvore do Sexo” (1977) e “Mulher Objeto” (1981), ambos dirigidos por Silvio de Abreu (hoje mais conhecido por suas novelas). Na década passada, a revista TPM lembrou que ela foi a única mulher capaz de circular com a mesma desenvoltura entre o clubes privados da elite carioca e os estúdios da pornochanchada. Filmes mais tradicionais também não faltaram no período, como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., e “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade, além da parceria com Antônio Calmon, iniciada em 1977 com “Revólver de Brinquedo”. Os dois trabalharam juntos em cinco filmes consecutivos no curto espaço de dois anos – até “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979). Mas por volta da consagração de “Eu Te Amo” (1981), de Arnaldo Jabor, o cinema nacional entrou em crise, levando-a fortalecer sua presença na TV. Ela fez principalmente novelas leves com tons de humor, como “Ti Ti Ti” (1985), “Cambalacho” (1986), “Bambolê” (1987), “Salsa e Merengue” (1996) e “Aquele Beijo” (2006). A exceção foi sua única novela das oito, “Torre de Babel” (1998), numa participação especial para o velho parceiro Silvio de Abreu. A atriz também integrou o elenco das minisséries mais famosas de Gilberto Braga: “Anos Dourados” (1986), “O Primo Basílio” (1988) e “Anos Rebeldes” (1992). A partir da retomada do cinema brasileiro em meados dos anos 1990, Maria Lúcia retomou sua primeira paixão, aumentando sua filmografia com “Veja Esta Canção” (1994), de Cacá Diegues, “Quem Matou Pixote?” (1995), de José Joffily, e outros, até “O Gerente” (2011), do veterano Paulo César Saraceni. Na fase final de sua carreira, ainda demonstrou novos talentos, assinando o roteiro de “Vendo ou Alugo” (2013), comédia dirigida por Betse de Paula, que lhe rendeu o prêmio de melhor roteirista no Festival Cine-PE. Por sinal, ela também escreveu cinco livros e manteve uma coluna no antigo Jornal do Brasil por 20 anos. Sua última aparição nas telas foi no documentário “Marcos Medeiros Codinome Vampiro” (2018) sobre seu segundo marido. Marcos Medeiros foi preso, torturado e exilado na Europa, onde iniciou uma carreira como curtametragista de vanguarda (e roteirista do clássico documentário de Glauber Rocha “História do Brasil”), antes de falecer em 1997, após uma longa internação no Pinel. Maria Lúcia Dahl teve com ele sua única filha, Joana Medeiros, também atriz. E foi com ela que fez um dos ensaios nus mais famosos da Playboy brasileira, em 1985. Detalhe: Joana tinha apenas 14 anos.
Vídeo de bastidores mostra volta das gravações de “As Five”
A Globoplay divulgou um vídeo para marcar o começo das gravações da 2ª temporada de “As Five”. A prévia mostra os bastidores do início dos trabalhos. As gravações revelam cenas no litoral paulista – que deve estar especialmente frio nesta época do ano. A produção também vai registrar cenas no centro expandido da capital paulista, incluindo a Avenida Paulista, a Rua Augusta e o bairro da Liberdade. Segundo comunicado oficial do Globoplay, os novos episódios vão abordar temas como desigualdade social, racismo, orientação sexual e religião, por meio dos desafios enfrentados pelas cinco amigas do título: Benê (Daphne Bozaski), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti) e Tina (Ana Hikari). “A trama se desenvolve a partir dos conflitos característicos da nova fase das protagonistas. Questões como as incertezas referentes à vida profissional e os aprendizados que chegam com as experiências da juventude somadas às vivências de hoje são retratadas”, diz o comunicado. A série juvenil desenvolvida por Cao Hamburger é derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, atração premiada com o Emmy Kids Internacional. Só que os temas são bem mais adultos, ao mostrar o que aconteceu com as “Five”, as cinco protagonistas da história original, após cada uma seguir um rumo diferente no final da história exibida entre entre 2017 e 2018 – e recentemente reprisada na rede Globo. A série é escrita por Luna Grimberg, Maiara de Paula e Maíra Motta, com Vitor Brandt, Íris Junges, Thays Berbe e Thais Fujinaga, tem direção artística de Fabrício Mamberti e direção geral de Dainara Toffoli. Foi nesse site aqui que pediram os bastidores da 2ª temporada de #AsFive? 🤨 Cheguei com os mimos! 💚 pic.twitter.com/ctsri1TuhK — globoplay (@globoplay) June 14, 2022
Neila Tavares (1948–2022)
A atriz e apresentadora Neila Tavares morreu no sábado (4/6), na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, aos 73 anos. Ela havia sido diagnosticada com enfisema pulmonar em novembro passado e passou mal na última segunda-feira, quando foi internada num hospital local. Neila morava em Lumiar, também no estado do Rio, há mais de 20 anos, onde comandava o teatro Pé na Tábua. Estava em Rio das Ostras para fazer exames e visitar a filha, moradora da cidade. Carioca nascida em Niterói, ela começou a carreira de atriz no Teatro Opinião em 1968. Fez diversas peças, entre elas a icônica “Anti-Nelson Rodrigues”, escrita pelo dramaturgo em 1974 após um pedido da própria Neila, que queria atuar numa obra inédita do autor. Dos palcos, foi para o cinema, onde participou de diversas obras famosas, como “Memória de Helena” (1969), estreia do diretor David Neves, “Marcelo Zona Sul” (1970), de Xavier de Oliveira, “Bonga, O Vagabundo” (1971), escrito e estrelado por Renato Aragão, e “Ali Babá e os Quarenta Ladrões” (1972), embrião de “Os Trapalhões”, sem esquecer os clássicos “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, e “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto. Também atuou em várias pornochanchadas dos anos 1970, simultaneamente ao começo de sua carreira televisiva. Ela se destacou em algumas das novelas mais famosas da década na Globo, como “Gabriela” (1975), “Anjo Mau” (1976) e “O Casarão” (1977). Sua última aparição na Globo foi na série “As Brasileiras”, em 2012. Já a despedida dos cinemas aconteceu com a produção infantil “A Família Dionti”, de Alan Minas, em 2015. Sua carreira ainda incluiu apresentação de programas na extinta TV Manchete e na TVE. Ela também escreveu livros e trabalhou como jornalista – na Folha de São Paulo e nas revistas Ele e Ela e Pais e Filhos.
Rubens Caribé (1965-2022)
O ator Rubens Caribé, galã de novelas da Globo e do SBT, morreu neste domingo (5/6), aos 56 anos. Ele enfrentava um câncer de boca há alguns anos e passava tratamento contra a doença. Destaque do teatro paulista nos 1990 e 2000, o ator foi integrante do Teatro do Ornitorrinco e chegou à televisão embalado pelo sucesso de crítica – venceu vários prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) ao longo da carreira. Sua estreia nas telas ocorreu na minissérie “Anos Rebeldes”, de 1992, e em seguida fez sua primeira novela, integrando “Fera Ferida” (1993). Fez ainda “Malhação” (em 1995) e as séries “Retrato de Mulher” (1994) e “Contos de Verão” na Globo, antes de começar um giro pelas concorrentes. No SBT, destacou-se com as novelas “Sangue do Meu Sangue” (1995) e “Os Ossos do Barão” (1997), além da série “Antônio Alves, Taxista” (1996). Depois fez “Canoa do Bagre” (1997) na Record e “Serras Azuis” (1998) na Band, antes de ter nova passagem pela Globo em episódios de “Você Decide” e na série “Sandy & Júnior” (1999). A carreira itinerante ainda incluiu passagens por “Pícara Sonhadora” (2001) e os humorísticos “Ô… Coitado!” (2000) e “Meu Cunhado” (2005) no SBT, a longa novela “Cidadão Brasileiro” (2006), na Record, mais uma volta para a Globo em “Sete Pecados” (2007) e sua última passagem pelo SBT em “Uma Rosa com Amor” (2010), sua novela final. Caribé também fez um punhado de filmes, especializando-se em produções criminais como “Sombras de Julho” (1995), de Marco Altberg, “Inversão” (2010), de Edu Felistoque, e “Cano Serrado” (2019), de Erik de Castro. Seu último trabalho nas telas foi a participação em dois episódios de “Cidade Invisível”, sucesso da Netflix, em 2021. Mas seu principal palco sempre foi o teatro, onde estrelou as mais diversas montagens, de “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Shakespeare, até o musical “Hair”. Rubens era casado com o músico Ricardo Severo e virou sex simbol LGBTQIAP+ ao posar nu para a revisa G Magazine, num dos ensaios mais populares da história da publicação. Vários colegas lamentaram sua morte nas redes sociais. Mika Lins resumiu: “Um dia triste para o teatro”.
Douglas Silva vai estrelar nova novela do Globoplay
O primeiro trabalho de Douglas Silva no Grupo Globo depois do “BBB 22″ será uma novela. Ele entrou em “Todas as Flores”, de João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”), que sucederá “Verdades Secretas 2” como a segunda novela desenvolvida para o streaming do Globoplay. Seu personagem será viciado em sexo e casado com uma cantora interpretada por Mary Sheila (“Crô em Família”) – e inspirada em Alcione. O relacionamento será conturbado, apesar da grande paixão. Eles farão parte do núcleo cômico da trama, que de resto será um thriller, com direção de Carlos Araújo (“Os Dias Eram Assim”). Antes chamada de “Olho por Olho”, a novela terá como protagonista uma jovem cega vivida por Sophie Charlotte (“Passaporte para Liberdade”). Sua família na trama inclui Leticia Colin (“Onde Está Meu Coração”) como irmã e Regina Casé (“Três Verões”) como mãe. O elenco confirmado ainda destaca Xande de Pilares, Fabio Assunção, Nicolas Prattes, Cassio Gabus Mendes, Simone Spoladore e Caio Castro, entre outros. A plataforma vai disponibilizar cinco capítulos por semana, com previsão de lançamento para o fim deste ano











