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  • Música

    Amigos famosos de Gilberto Gil cantam juntos em clipe de aniversário

    26 de junho de 2020 /

    O cantor Gilberto Gil lançou nesta sexta (26/6) no YouTube e nas redes sociais uma nova versão da música “Andar com Fé”, sucesso de 1982, que foi gravada remotamente com amigos, colegas e familiares. A faixa começa com Chico Buarque batendo palmas para marcar o ritmo. Mas podiam ser palmas de “parabéns pra você”, porque o lançamento também comemora os 78 anos do músico. Os convidados da festa de aniversário incluem ainda Caetano Veloso, Milton Nascimento, Marisa Monte, Alcione, Fernanda Montenegro, Jorge Ben, Djavan, Lulu Santos, Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Emicida, Nando Reis, Ana Carolina, Daniela Mercury, Alcione, Lenine, Silva, Roberta Sá, Iza, Jorge Ben Jor, Frejat, Marisa Monte, Rogério Flausino a filha Preta Gil, as atrizes Carolina Dieckmann, Regina Casé, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, e até o cantor americano Stevie Wonder – entre muitos outros. O clipe tem direção remota de Andrucha Waddington e produção de Flora Gil, esposa de Gil. Por sinal, a festa continua mais tarde. Gil vai cantar seus sucessos e de Luiz Gonzaga acompanhado pelos filhos em uma live, “Fé na Festa do Gil”, que está marcada para esta sexta às 20h no canal do cantor no YouTube.

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  • Filme,  Música

    Assassinato de pianista da bossa nova será tema de animação internacional dos diretores de Chico & Rita

    5 de novembro de 2019 /

    A nova animação da dupla espanhola Fernando Trueba e Javier Mariscal, indicados ao Oscar de 2012 por “Chico & Rita”, vai contar uma história brasileira que mistura personagens reais, ditadura e bossa nova. Intitulada, em inglês, “They Shot The Piano Player”, a produção foi definida, em comunicado da produtora britânica Film Constellation, como “uma história comemorativa de origem” da bossa nova, que “captura um tempo fugaz repleto de liberdade criativa em um momento decisivo na história da América Latina nas décadas de 1960 e 1970, pouco antes de o continente ser tomado por regimes totalitários”. O personagem principal é um jornalista musical de Nova York, que investiga o desaparecimento do talentoso pianista brasileiro Tenório Jr. No dia 18 de março de 1976, quando acompanhava os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em show na Argentina, Tenório desapareceu misteriosamente em Buenos Aires, depois de deixar no hotel um bilhete dizendo que ia “comer um sanduíche e comprar um remédio. Volto logo.”. Nunca mais voltou. Segundo testemunhas, Tenório Jr. teria sido sequestrado pelo serviço secreto da Marinha da Argentina e torturado durante nove dias. Após ter ficado claro que o pianista não tinha envolvimento em atividades políticas, foi morto com um tiro na cabeça. O ator Jeff Goldblum (de “Jurassic Park” e “Independence Day”) foi escalado como dublador do jornalista que apura essa história. A animação também prestará homenagens a João Gilberto (1931-2019), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes (1913-1980) e Paulo Moura (1932-2010). “They Shot The Piano Player” ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Trailer de Todas as Canções de Amor celebra romance do tempo das fitas K7

    14 de setembro de 2018 /

    A Galeria Distribuidora divulgou fotos e o trailer de “Todas as Canções de Amor”, drama romântico que usa uma antiga fita K7 para falar de amor. O primeiro longa de ficção da produtora e documentarista Joana Mariani (“A Imagem da Tolerância”) segue a experiência recente de “Paraíso Perdido”, de usar músicas para contar sua história. E até compartilha um dos atores principais, Júlio Andrade, que volta a demonstrar seus talentos vocais na nova trama – e novamente acompanhado por cantores “de verdade”, desta vez Gilberto Gil. A trama reflete o relacionamento de dois casais em tempos distintos, que têm em comum o mesmo apartamento e uma fita K7 com o nome do filme. Ela foi gravada pela personagem de Luiza Mariani (“Um Homem Só”) para o personagem de Júlio Andrade, mas não narra o romance quente do casal e sim o final do relacionamento, com hits famosos como “Baby” (interpretado por Gal Costa), “Codinome Beija-Flor” (Cazuza) e “Você Não Soube Me Amar” (Blitz). As canções evocam uma época em que não havia playlists, e as fitas K7 eram o formato possível para se gravar uma coletânea para a pessoa amada. Esta fita sentimental acaba sendo descoberta, anos depois, por um novo casal formado por Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”) e Bruno Gagliasso (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”). Eles se mudam para o antigo apartamento do primeiro par e passam a tocar as músicas, que também começam a refletir seu relacionamento. A cantora Maria Gadú assina a direção musical do longa, que chega aos cinemas em novembro.

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  • Série

    HBO anuncia 15 produções nacionais, com série sobre funk e documentário de Gilberto Gil

    23 de julho de 2018 /

    O canal pago HBO anunciou nesta segunda-feira que está trabalhando em 15 novas produções brasileiras. São produções majoritariamente documentais, muitas delas musicais, como uma série sobre o funk carioca e um especial sobre os 40 anos de “Refavela”, disco icônico de Gilberto Gil. O canal ainda vai celebrar ícones femininos e abordar temas como economia, política, imigração, arquitetura e violência. O número dos 15 programas é simbólico, já que são parte da celebração de 15 anos de produções originais da HBO na América Latina. O maior destaque é “Funk.Doc”, com direção do cineasta Luiz Bolognesi (“Ex-Pajé”), que traçará as origens do gênero, de sua aproximação com a violência e forte carga sexual até a estética musical e influência na música internacional. A série terá cinco episódios de 30 minutos cada. Além da carreira de Gilberto Gil, outros personagens históricos ganharão reflexão, como o Cabo Anselmo, herói da ditadura e vilão da esquerda no documentário “Em Busca de Anselmo”, e Bertha Lutz, a representante brasileira na conferência que estabeleceu as bases para a formação da ONU. Como os projetos estão em diferentes estágios de produção, as datas de lançamento ainda não foram divulgadas.

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  • Música

    Documentário resgata vida e morte intensas de Torquato Neto

    17 de março de 2018 /

    A escolha do personagem Torquato Neto para um documentário não poderia ser mais feliz. O poeta, que viveu pouco, mas teve intensa e profunda atuação cultural, estava mesmo precisando ser lembrado e resgatado em sua obra, que envolvia música, como letrista, cinema, como criador e intérprete, jornalismo, com seus textos e poemas, e a produção cultural, de modo geral. Isso foi feito. O filme de Eduardo Ades e Marcus Fernando resgata a poesia e a prosa de Torquato Neto, na voz do ator Jesuíta Barbosa, e compreende a sua atuação por meio de muitos depoimentos e trechos de filmes em que ele participou, com o personagem do curta “Nosferato no Brasil” (1970), dirigido por Ivan Cardoso, e muitos exemplares do cinema marginal, com quem ele interagia, e do cinema novo. Sua vida cultural envolveu trabalhos com Edu Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Jards Macalé, Wally Salomão, Hélio Oiticica, e muitos outros que compunham com ele a geleia geral brasileira do período em que ele viveu. Esse piauiense tão talentoso, inovador e provocador, suicidou-se aos 28 anos de idade, em 1972, e falar da sua vida é, inevitavelmente, falar dessa escolha, que sempre o acompanhou como ideia e que ele acabou por concretizar. Não há respostas, há tentativas de aproximação e entendimento. O que importa hoje é a obra que ficou, que é muito relevante e merece ser revisitada. Não faltam elementos, informações, referências visuais ao documentário “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, mas ele seria mais interessante se tivesse se preocupado um pouquinho mais em ser didático, o que costuma ser mal visto pelos documentaristas atuais, mas que faz falta, muitas vezes. E não é nenhum pecado mortal, convenhamos. As falas, os depoimentos, são ouvidos quase o tempo todo, enquanto as imagens mostram filmes e fotos. Algumas vezes, aparece o nome da pessoa que fala, outras, não. Quem não identificar o tom de voz, fica sem saber quem está falando. Caetano, Gil, Tom Zé, têm timbres bem conhecidos e divulgados, outros, nem tanto. É possível dizer que o importante é o que se diz, não quem disse. Mas, sem dúvida, o espectador quer saber e tem esse direito. Outro aspecto que causa estranheza é a ausência de Edu Lobo no filme. A música de Torquato Neto que mais se ouve ainda hoje é “Pra Dizer Adeus”, parceria com Edu, tocada duas vezes no filme. Porém, a única referência a Edu Lobo na vida de Torquato é uma foto, junto com outras pessoas, e o crédito na música citada, ao final. Enquanto isso, Caetano e Gil aparecem prodigamente. Nada contra. Mas há um descompasso que poderia ter sido pelo menos compensado por alguma citação, se é que Edu não pôde ou não quis dar depoimento para o filme. Ficou faltando a sua presença, que certamente é menos provocadora, mas não menos importante. O tropicalismo, movimento que Torquato Neto ajudou a criar e militou culturalmente, tem grande destaque no documentário e as imagens dele, no papel de vampiro, perpassam todo o filme. As palavras que ele manejava como poucos inundam a tela. Ao final, um resgate bonito e necessário.

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  • Etc

    Sérgio Sá Leitão é o novo Ministro da Cultura do Brasil

    20 de julho de 2017 /

    O Brasil tem novo Ministro da Cultura. O quarto em menos de um ano. O jornalista Sérgio Sá Leitão foi anunciado na pasta pela Presidência da República. Segundo o portal UOL, a nomeação de Sá Leitão contou com o apoio do cineasta Cacá Diegues, de quem Michael Temer é próximo e com quem o presidente conversou nas últimas semanas sobre a indicação. Sérgio Sá Leitão sucede a dois demissionários e um interino relutante. A pasta estava sem titular desde 18 de maio, quando Roberto Freire pediu demissão. Ele tinha assumido o Ministério após o pedido de demissão do antecessor, Marcelo Calero, em novembro do ano passado. Já o Ministro interino, João Batista de Andrade, cotado para assumir a pasta, pediu a Temer para não ser efetivado. Os motivos da dificuldade para emplacar um titular na Cultura são escândalos de corrupção do atual governo. A escolha de Sérgio Sá Leitão não deve acalmar os ânimos da classe artística. Durante o último Festival de Berlim, o diretor Marcelo Gomes expressou temor com sua indicação para a direção da Ancine, opção original de Michel Temer. Apesar do acirramento político do país, Sá Leitão já esteve no Ministério da Cultura anteriormente, convidado pelo então Ministro Gilberto Gil, durante o governo de Lula. Desde então, passou por várias estatais, do BNDES à RioFilme, de 2009 a 2015. Por isso, a Presidência ressaltou, em nota, a “ampla e reconhecida experiência” do jornalista de 49 anos. Como Chefe de Gabinete de Gil entre 2004 e 2006, Sá Leitão tomou medidas importantes, como a criação do Programa de Economia da Cultura, a coordenação do Programa de Apoio à Exportação de Música (Pró-Música) e da CulturaPrev, Fundo de Pensão para os Trabalhadores da Cultura. Ao ir para a RioFilme, fez a produtora atingir sua era de ouro, permitindo que o Rio de Janeiro voltasse a se tornar um dos principais polos produtores de audiovisual do país, além de atrair produções internacionais, como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Velozes e Furiosos 5”. Sua gestão inspirou iniciativa similar da Prefeitura de São Paulo, que lançou a SPCine. Apesar disso, Sá Leitão foi acusado de favorecer as grandes produtoras, em detrimento do cinema autoral. Vale observar que sua saída da RioFilme coincidiu com o fim da incipiente era dos blockbusters rodados no país.

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  • Música

    Yorimatã resgata a carreira musical de Luli e Lucina

    8 de abril de 2016 /

    “Yorimatã” é um documentário que procura recuperar a rica história musical da dupla de cantoras e compositoras Luli e Lucina, que esteve no centro dos acontecimentos da MPB, nas décadas de 1970 e 1980. Conviveu e trabalhou com grandes talentos desses períodos, mas, por razões diversas, sempre acabou se afastando da ribalta, sem poder colher os frutos de seus inegáveis méritos. Para viver o amor que pulsava entre elas, junto com a música. Para construir uma família a três, com o fotógrafo Luís Fernando Borges da Fonseca. Para viver uma vida hippie no mato, longe da cidade, em economia de subsistência, por opção ideológica. E, também, retornando às origens da natureza, quando um câncer acometeu Luís Fernando, para estar com ele na doença. Com tantos percalços e opções viscerais ou radicais, a dupla não alcançou o sucesso que sempre esteve por perto. Mas tem muito o que mostrar, nas imagens recuperadas das filmagens em VHS e fotos que Luís Fernando registrou por longos anos. E nos depoimentos atuais delas, de Gilberto Gil, Zélia Duncan, Tetê Espíndola, Ney Matogrosso, Antonio Adolfo, Joyce e outros mais. Para quem não conhece, ou conhece pouco, o filme mostra as músicas e o universo cultural da produção delas muito bem. O título “Yorimatã”, segundo a dupla, é uma espécie de palavra mágica que significa “salve a criança da mata”. Primeiro longa do diretor Rafael Saar, o filme venceu o festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais. https://www.youtube.com/watch?v=Yc-RDFzgDIk

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