Game Awards: Veja 35 trailers lançados no “Oscar dos games”
Os Game Awards, cerimônia considerada o “Oscar dos games”, premiou na noite de quinta-feira (12/12) “Sekiro: Shadows Die Twice” como melhor jogo do ano e ainda destacou “Disco Elysium” como vencedor em mais categorias. Mas a premiação também é conhecida por servir de palco para o lançamentos de jogos inéditos e de conteúdos adicionais para games. Vários trailers foram divulgados em primeira-mão durante a transmissão ao vivo no YouTube, Twitch, Facebook, Mixer e Steam, entre eles um novo game baseado na franquia “Velozes e Furiosos” e expansões de jogos com as inclusões de Fênix Negra e Coringa, personagens de quadrinhos que ganharam filmes em 2019. A maioria das atrações foram títulos inéditos, mas franquias antigas também ganharam prévias de novas edições, entre elas a veterana “Magic: The Gathering”, criada em 1993 como jogo de cards, e “Final Fantasy”, RPG iniciado em 1987. Veja abaixo 35 vídeos apresentados durante o evento. https://youtu.be/DdVQpNRG_-o https://youtu.be/NpesyulITM0 https://youtu.be/oziTQgMdXi4 https://youtu.be/4N9BYxPOhcM https://youtu.be/Z8KAlgSOnfI https://youtu.be/qZl68FB_a-o
Donald Trump culpa a indústria dos games pela onda de atentados nos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos não é Johnny Bravo, mas também é capaz de raciocínios impressionantes. Em discurso contra a onda crescente de atentatos da extrema direita racista americana, Donald Trump resolveu condenar… os videogames. Após dizer a frase que toda a mídia reproduziu, “O ódio não tem lugar na América. O ódio deturpa a mente, devasta o coração e devora a alma”, Trump embutiu em seu discurso de repúdio aos massacres do fim de semana passado uma critica aos games de tiros, culpando-os por incentivar a prática de assassinatos armados nos Estados Unidos. O presidente disse que há “necessidade de parar com a glorificação da violência na nossa sociedade, incluindo os horríveis e infelizes jogos violentos, agora, algo comum.“ Trump também afirmou que “é muito fácil hoje para jovens perturbados rodearem-se de uma cultura que celebra a violência. Temos que parar ou reduzir substancialmente e tem de começar de imediato”, afirmou. Ou seja, o presidente dos Estados Unidos sugere que a indústria de games, uma das mais lucrativas de seu país, pare ou reduza drasticamente sua produção. De imediato. Já os fabricantes de armas nem sequer são mencionados nesse raciocínio. Nem de imediato nem nunca. Os atentados do fim de semana passado aconteceram nos arredores de supermercados da rede Wallmart, que vende armas junto de alimentos para a família. Não é a primeira vez que a retórica dos políticos do Partido Republicano condena videogames por massacres cometidos por jovens e ignora que as armas utilizadas foram adquiridas legalmente, devido às leis que incentivam o porte e o uso de armamento no país. A tática de condenar a indústria cultural para dissimular a culpa da indústria armamentista nasceu durante o atentado cometido na escola de Columbine, em 1999. Na ocasião, políticos também culparam, além dos videogames, o filme “Matrix” e o cantor Marilyn Manson pela violência. Já as leis que permitem a venda de armas em supermercados jamais são mencionadas. Os grandes fabricantes de revólveres, rifles e balas são os maiores financiadores do Partido Republicano nos Estados Unidos. Em resposta ao presidente americano, a ESA (Electronic Software Association), organização que representa editores e desenvolvedores de jogos, divulgou um comunicado que refuta as alegações de gatilho de violência, argumentando o óbvio: games de tiros não existem apenas nos Estados Unidos e os outros países não enfrentam a mesma epidemia de atentados. “Numerosos estudos científicos estabeleceram que não há conexão causal entre videogames e violência. Mais de 165 milhões de americanos gostam de videogames e bilhões de pessoas jogam videogames em todo o mundo. No entanto, outras sociedades, onde os videogames são jogados com avidez, não enfrentam os níveis trágicos de violência que ocorrem nos EUA”, repara a organização.
Black Mirror: Bandersnatch rende processo da editora dos livros de Escolha Sua Aventura
A editora Chooseco, que publica nos EUA os livros infantis da famosa franquia “Escolha Sua Aventura” (Choose Your Own Adventure), entrou com processo contra a Netflix por usar a estrutura patenteada por ela para lançar o filme interativo “Black Mirror: Bandersnatch”. Criados por Edward Packard, os livros de “Escolha Sua Aventura” foram originalmente desenvolvidos para estimular a criatividade das crianças. Eles permitem que leitores façam escolhas em momentos chave da narrativa, que indicam páginas a sere puladas para continuar a leitura, resultando em histórias diferentes, conforme as escolhas. Packard escreveu o primeiro livro do gênero, “Adventures of You on Sugarcane Island”, em 1970, mas ele só foi publicado em 1976, um ano depois do desenvolvimento do primeiro game interativo, “Colossal Cave Adventure”, pelo programador Will Crowther e outros. Antes de a internet virar o que é hoje, “Colossal Cave Adventure” também consistia só de textos, com opções a serem definidas pelos jogadores por meio da inclusão de comandos. Foi um grande sucesso e acabou inspirando outros jogos interativos, criando um gênero que foi denominado de “Aventura” (Adventure), devido ao título do game original. “Colossal Cave Adventure” foi um processo longo, que levou de 1975 a 1976 a ser aperfeiçoado, mas desde o começo foi compartilhado entre vários jogadores dispostos a testá-lo na arpanet, a rede de computadores precursora da internet, inspirando outros a desenvolverem seus próprios jogos. Para todos os efeitos, ficou conhecido como a primeira obra de ficção interativa do mundo, precedendo as publicações de Packard. Já o termo “Escolha Sua Aventura” só foi introduzido para apresentar o segundo livro de Packard, “Adventures of You on Deadwood City” (1977), como uma anotação na contracapa. Outro detalhe é que o editor dos livros, R.A. Montgomery, só começou a adaptar a estrutura interativa para games nos anos 1980, quando lançou uma versão de “Choose Your Own Adventure” para Atari em 1984 – antes de criar CD-Roms para a Apple em 1990. Assim, na prática, os games da arpanet precederam os livros interativos. Mas, para a Chooseco, isso não importa, já que ela alega ter o copyright da estrutura que foi usada por “Bandersnatch”. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a Chooseco decidiu processar a Netflix nesta sexta-feira (11/1), revelando que a empresa de streaming chegou a fazer uma proposta para comprar os direitos da frase “Choose Your Own Adventure” e da franquia literária, mas que nenhum contrato foi fechado. A Chooseco preferiu fechar com o estúdio 20th Century Fox, que ficou com os direitos cinematográficos e televisivos de “Escolha Sua Aventura”. Os advogados da editora ainda dizem no processo que a Netflix já usou a frase patenteada pela companhia para promover outros produtos interativos, a maioria deles do catálogo infantil da plataforma. O processo também aponta que a frase “Escolha Sua Aventura” é usada em uma das cenas de “Bandersnatch”, durante um diálogo entre o protagonista Stefan (Fionn Whitehead) e seu pai, em que ele explica a estrutura do videogame que está criando. A editora diz que, como a associação de seu nome aos produtos da Netflix não foi previamente autorizada, ela tem direito a uma compensação de pelo menos US$ 25 milhões ou uma porcentagem dos lucros do serviço de streaming com “Black Mirror: Bandersnatch”. O caso vai depender da extensão da patente da Chooseco sobre a estrutura interativa – se ela registrou o formato para audiovisual, por exemplo. De todo modo, não é a primeira vez que a Chooseco faz valer a sua patente sobre a frase “Escolha Sua Aventura”. Na década passada, a empresa processou a Chrysler pelo uso da frase na propaganda de um de seus jipes. O caso terminou em um acordo monetário entre as duas partes.
Suposto canal de games de Jack Black supera 1 milhão de inscritos no YouTube com apenas um vídeo
O comediante Jack Black, conhecido por filmes de sucesso como “A Escola do Rock” (2003), “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” (2018) e a franquia animada “Kung Fu Panda”, lançou um canal no Youtube dedicado a games. E em uma semana superou 1 milhão de inscritos. O detalhe é que o canal, chamado “Jablinski Games”, tem apenas um vídeo de introdução, em que Jack Black aparece rodando numa cadeira. A maior curiosidade nessa prévia é sua barba, que aparece crescida e desgrenhada desde que ele a introduziu nos cinemas em “O Mistério do Relógio na Parede”, lançado em setembro. O astro prometeu novos vídeos todas as sexta-feiras, afirmando que prende superar YouTubers concorrentes, como Ninja e PewDiePie. Péraí… era uma piada? Ele esclareceu nos comentários de seu único vídeo que se trata de uma iniciativa desenvolvida em parceria com seu filho de 12 anos, Samuel. E não há nenhuma produtora envolvida.
Empresa que criou os games de Walking Dead e Game of Thrones fecha as portas
A comunidade dos games ficou desolada nesta semana, quando veio à tona a implosão da Telltale Games, desenvolvedora dos jogos de aventura em episódios baseados nas séries “The Walking Dead” e “Game of Thrones”, entre outras. Inúmeros relatos de demissões em massa se espalharam pelas mídias sociais, antes que a própria Telltale confirmasse a notícia com uma mensagem do CEO Pete Hawley. “Tem sido um ano incrivelmente difícil para a Telltale, em que trabalhamos para colocar a empresa em um novo caminho. Infelizmente, nosso tempo acabou para chegar onde queríamos. Lançamos alguns dos nossos melhores conteúdos neste ano e recebemos muitos feedbacks positivos, mas, no fim das contas, isso não se refletiu em vendas. Com o coração pesado, acompanhamos a saída de nossos amigos hoje, que vão espalhar o estilo da nossas narrativas ao redor da indústria de games.” A empresa vai terminar seus últimos compromissos e fechar as portas, antes de começar a desenvolver um novo jogo de “Stranger Things” para a Netflix. Em uma declaração à Variety, a Netflix confirmou que está procurando outras maneiras de trazer o universo de “Stranger Things” para o espaço interativo. pic.twitter.com/evqg5X98WZ — Telltale Games (@telltalegames) September 21, 2018
Super Mario vai virar filme animado do estúdio de Meu Malvado Favorito
O encanador mais famoso do mundo vai ganhar uma animação do estúdio de “Meu Malvado Favorito”. A Illumination Entertainment, subsidiária da Universal Studios, fechou acordo com a Nintendo para produzir o primeiro longa animado da franquia “Super Mario”. O anúncio oficial foi feito no perfil do Twitter da empresa de jogos. Veja abaixo. As negociacões ocorriam desde novembro do ano passado. A Universal também possui, desde 2015, acordo com a Nintendo para produzir atrações da franquia “Mario Bros” em seus parques. O filme será co-produzido por Shigeru Miyamoto (criador de Mario) e Chris Meledandri (proprietário da Illumination), ainda sem data de estreia definida. A distribuição ficará por conta da Universal. A opção pela adaptação animada ajuda a afastar possíveis comparações com o único filme feito com o personagem. Em 1993, foi lançado “Super Mario Bros.”, que trazia Bob Hoskins e John Leguizamo como os irmãos encanadores, resultando num retumbante fracasso de crítica e bilheteria. Nintendo and Illumination are partnering on a movie starring Mario, co-produced by Shigeru Miyamoto and Chris Meledandri! pic.twitter.com/wVRPLIzcGJ — Nintendo of America (@NintendoAmerica) February 1, 2018
Netflix anuncia a estreia de suas primeiras séries interativas
A Netflix anunciou suas primeiras séries interativas, nas quais o espectador pode decidir o rumo das narrativas com seu controle remoto ou toque na tela. Veja o vídeo abaixo. A primeira produção, “Gato de Botas: Preso num Conto Épico”, já está disponível na plataforma. A segunda, “Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez”, estreia em 14 de julho. Uma terceira série, “Stretch Armstrong: The Breakout”, baseada num antigo boneco que estica, encontra-se em produção e estreará no próximo ano. “A combinação dos nossos engenheiros no Vale do Silício com as mentes criativas em Hollywood deu à luz um mundo de infinitas possibilidades de narrativas na Netflix”, afirmou Carla Engelbrecht Fisher, diretora de inovação de produtos do serviço, em comunicado. A Netflix considerou que a programação infantil é “o espaço ideal” para testar este projeto, “já que as crianças adoram brincar com seus personagens favoritos e costumam manipular as telas”. Por enquanto, os conteúdos interativos da Netflix poderão ser acessados apenas em Smart TVs e em dispositivos móveis que usem o sistema operacional iOS, da Apple. Vale lembrar que a ideia não é exatamente nova. O desenvolvimento de narrativas interativas, baseado em opções dadas ao usuário, existe desde 1976, quando o primeiro game do gênero “Adventure” foi lançado para computador, ainda em formato de texto. A partir do momento em que as plataformas gráficas se tornaram mais populares nos anos 1990, diversos jogos do gênero foram lançados para PC. Mas a tendência acabou perdendo terreno para os games de tiros, que dominaram o mercado a partir do século 21. Recentemente, o formato de jogos interativos voltou à moda graças ao sucesso de lançamentos ligados, de forma curiosa, à séries de TV: “The Walking Dead” e “Game of Thrones”. Detalhe: não são narrativas para crianças como as opções da Netflix.
Trailer de Blade Runner 2049 ressuscita a marca Atari
Além do visual futurista, o trailer de “Blade Runner 2049”, lançado na segunda-feira (8/5), chamou atenção por um detalhe nostálgico: um enorme logotipo da Atari, exibido com destaque durante os primeiros segundos. Principal empresa de videogames dos anos 1970, a Atari entrou em decadência no ano seguinte ao lançamento do “Blade Runner” original e nunca mais se recuperou. Mas em 1982, quando Rick Deckard ainda caçava androides, parecia que a companhia se tornaria uma das maiores do mundo. Por isso, o futuro imaginado por “Blade Runner” incluía várias referências à Atari em sua cenografia, que a primeira prévia da continuação extrapola ainda mais, mostrando a onipresença da empresa no ano de 2049. A citação pode ser simples nostalgia e uma forma de manter coesão com o filme dos anos 1980 – que na verdade se passava em 2019. Entretanto, outras empresas antigas citadas em “Blade Runner”, como PanAm e RCA, não ganharam a mesma homenagem. Pode-se alegar que a Atari pertencia à Warner, responsável pela franquia cinematográfica. Mas a companhia de games foi dividida e vendida em 1985. Parte destes direitos foram novamente revendidos em 1998 e 2000. E em 2013 o que sobrou da Atari pediu falência. Desde então, o negócio tenta se reerguer focando games online, ao estilo de cassinos. Ou seja, a Atari não morreu, apenas se tornou irrelevante. Para saber se o lançamento de “Blade Runner 2049” tem a ver com alguma estratégia comercial para reabilitar a marca, será necessário aguardar a estreia do filme, marcada para 5 de outubro no Brasil.
Trailer e imagens de nova aventura juvenil de Luc Besson trazem Dave Bautista como vilão
A EuropaCorp divulgou pôsteres de personagens, fotos e o trailer de “Warrior’s Gate”, a nova aventura escrita por Luc Besson e Robert Mark Kamen, criadores da franquia “Busca Implacável”. Kamen também foi o roteirista do clássico “Karatê Kid” (1984), que pode ser citado como possível inspiração do filme, mas a má fama de Besson como plagiador – https://pipocamoderna.com.br/2016/07/luc-besson-e-condenado-a-pagar-mais-por-plagio-de-john-carpenter/ – alerta que a premissa é muito, mas muito parecida com “O Reino Proibido” (2008). Em ambos os filmes, um adolescente contemporâneo é enviado à China medieval para viver uma aventura mística. Desta vez, o jovem é um campeão de videogames, que, mesmo sem saber nada de artes marciais, é transportado no tempo para salvar uma beldade das garras de um vilão maléfico, usando sua técnica nos games para vencer as lutas reais. Apesar de falado em inglês – como é praxe nos filmes da EuropaCorp – “Warrior’s Gate” é a primeira grande coprodução entre a França e a China. Mas, curiosamente, a direção é do alemão Matthias Hoene (“Cockneys vs Zombies”) e o ator principal é o americano Uriah Shelton (das séries “The Glades” e “Girl Meets World”). O elenco ocidental ainda inclui a inglesa Sienna Guillory (“Resident Evil: Retribuição”) e o americano Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) como vilão. Já os principais personagens chineses são interpretados por Mark Chao (“Operação de Risco: Contagem Regressiva”), Francis Ng (“Operação Secreta”) e Ni Ni (“Flores do Oriente”). A estreia está marcada para 22 de março na França e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Pior diretor do mundo, Uwe Boll anuncia aposentadoria
Após conviver por anos com o rótulo de “pior diretor do mundo” em atividade, o alemão Uwe Boll resolveu anunciar sua aposentadoria. O motivo: ninguém mais paga por seus filmes. Boll ficou conhecido por conseguir os direitos de diversas franquias famosas de videogame no começo dos anos 2000 e produzir adaptações ridículas, como “House of the Dead: O Filme” (2003), “Alone in the Dark: O Despertar do Mal” (2005), “BloodRayne” (2006) e “Em Nome do Rei” (2007). Ele tentou se desvencilhar da má fama ao realizar filmes originais, de comédias a terrores, mas principalmente thrillers de ação, e mesmo assim continuou recebendo críticas negativas, a ponto de virar um diretor de produções feitas para DVDs. Como o mercado de home video entrou em decadência, ele agora se vê desempregado. “O mercado está morto, eu não consigo mais fazer filmes porque o mercado de DVD e Blu-Ray caiu 80% nos últimos três anos. Eu não posso mais arcar com esses custos. Uso meu próprio dinheiro desde 2005”, comentou, em entrevista coletiva. “Eu fiz muitos filmes estúpidos de vídeo game e nos últimos anos consegui fazer alguns filmes que queria. Eu não preciso de uma Ferrari, não preciso de uma iate. Guardei o pouco dinheiro que ganhei para fazer os filmes que queria”, completou. O cineasta anunciou que a continuação “Rampage: President Down” será seu último filme.
Sindicato dos Atores de Hollywood entra em greve contra a indústria dos games
O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos e a Associação Americana de Artistas de Rádio e TV, mais conhecidos pela sigla SAG-Aftra, decretaram greve na sexta-feira (21/10), paralisando todos os trabalhos em andamento para a indústria dos videogames. A decisão ocorreu depois de 19 meses de negociação, sem avançar na discussão de melhores salários, condições de trabalho e sindicalização dos artistas contratados para participar de games. O impasse ocorre no momento em que as empresas desenvolvedoras de games têm, cada vez mais, contratado atores profissionais para captar movimentos e expressões, fazer dublagens ou até mesmo ceder seus direitos de imagem para criar personagens a partir de astros populares. Segundo o site Deadline, embora o mercado tem crescido com participações de artistas como Kiefer Sutherland, Kevin Spacey, Neil Patrick Harris, Mila Kunis, Ellen Page, Christopher Walken, Liam Neeson, John Goodman e Martin Sheen, entre outros, apenas 25% dos jogos contratam artistas sindicalizados. Entre as reivindicações feitas pelo SAG-Aftra, estão a participação no lucro dos jogos de sucesso comercial, melhores condições de dublagem, com redução das sessões de gravação sem perda de remuneração. Segundo os atores, as dublagens têm demandado cada vez mais esforços e há relatos de desmaios durante as sessões, profissionais vomitando e perdendo a voz por um dia até várias semanas. O relato apocalíptico, entretanto, fica hollywoodiano quando se repara que atualmente a carga de trabalho é de 4 horas por dia e o sindicato quer que ela se torne apenas 2 horas – “sem perda de remuneração”. A transparência nos contratos é outra reivindicação. O sindicato afirma que os atores são mal informados sobre o projeto que irão trabalhar e que há relatos de profissionais que, durante a sessão de trabalho, são solicitados a gravarem cenas de sexo simulado e insultos raciais, sem um consentimento prévio. Com a greve, grandes empresas são atingidas, como a Disney, Warner Bros., Blizzard, EA (Electronic Arts), Activision e Take Two. As companhias de games tentaram negociar outros termos, mas o SAG-Aftra não aceitou. A paralisação afeta grandes produções da indústria. Afinal, os jogos mais sofisticados levam anos para serem feitos e chegar ao mercado, e empregam um grande número de atores durante o processo de desenvolvimento. “É uma questão de justiça e da capacidade dos artistas para sobreviver nesta indústria”, diz um documento escrito pelas duas associações. A greve iniciada no fim de semana será a maior paralisação de Hollywood desde a greve do WGA, o Sindicato dos Roteiristas dos EUA, que durou cerca de 100 dias, entre 2007 e 2008, afetando várias séries, que tiveram temporadas encurtadas e até mudanças nas tramas, além de adiamentos na produção de filmes. Na época, o jornal The New York Times estimou que aquela greve gerou prejuízos de US$ 2 bilhões à economia de Los Angeles.
Skylanders Academy: Série animada baseada em videogame ganha primeiro trailer dublado
A Netflix divulgou o trailer dublado da sua nova série animada “Skylanders Academy”. Baseada na franquia de jogos desenvolvida pela Activision Blizzard, a série acompanha as aventuras heroicas de Spyro, Eruptor, Stealth, Elf, Jet-Vac e Pop Fizz, que protegem o vasto universo de Skylands do mal. “Skylanders Academy” é a primeira série animada desenvolvida pela Activision Blizzard Studios. Escrita e dirigida por Eric Rogers (série “Futurama”), a série conta com as vozes originais de Justin Long (“Amor à Distância”) como Spyro, Ashley Tisdale (“High School Musical”) como Stealth Elf, Jonathan Banks (série “Better Call Saul”) como Eruptor e Norm MacDonald (programa “Saturday Night Live”) como Glumshanks. Mas a prévia traz vozes brasileiras. Portanto, o público nacional também não notará que a animação ainda inclui participações de Susan Sarandon (“A Intrometida”), Daniel Wu (série “Into the Badlands”), Parker Posey (“O Homem Irracional”), e o roqueiro James Hetfield, do Metallica, entre outros. A 1ª temporada tem 12 episódios e estreia no dia 28 de outubro.
Rent a Hero: Game clássico vai virar filme do diretor de A Ressaca
O game clássico “Rent a Hero”, da Sega, vai virar filme com direção de Steve Pink (“A Ressaca”), informou o site Deadline. Além de dirigir, Pink está escrevendo o roteiro em parceria com Jeff Morris (“Fugindo do Casamento”). O game foi lançado em 1991 para o console Mega Drive e combinava batalhas com toques de humor. A versão do filme vai contar a história de um gênio folgado dos computadores que lança uma espécie de “Uber para super-heróis”, em que pessoas comuns podem “alugar” habilidades para melhorar suas vidas diárias. Quando um grupo maligno de executivos planeja transformar a tecnologia em armas, o protagonista e outros heróis precisam se juntar para impedi-los. “Rent a Hero” integra uma estratégia da Sega para explorar seus jogos clássicos em vários filmes. Outro projeto atualmente em desenvolvimento é a adaptação do game ninja “Shinobi”.











