Macaulay Culkin vai estrelar a 10ª temporada de American Horror Story
O ator Macaulay Culkin, até hoje lembrado como o menino Kevin de “Esqueceram de Mim” (1990), entrou no elenco da 10ª temporada de “American Horror Story”. A participação foi revelada pelo produtor Ryan Murphy, num vídeo postado no Instagram com todos os atores do 10º ano da série de terror antológico do canal pago FX. Além de Culkin, a temporada contará com o retorno de alguns habitués da série, como a dupla formada por Sarah Paulson e Evan Peters. Os dois atuaram em todas as temporadas da série, menos a mais recente, quando desfalcaram o elenco pela primeira vez. Outros frequentadores das histórias de terror de Murphy que retornam são Kathy Bates, Leslie Grossman, Billie Lourd, Adina Porter, Lily Rabe, Angelica Ross e Finn Wtitrock. Eles foram confirmados ao som da canção “Dead of Night”, de Orville Peck. Culkin chegou a se aposentar da carreira de ator, investindo numa transformação em artista plástico. Mas nos últimos tempos tem brincado de retornar à atuação. Após participar de vídeos e comerciais satirizando seu papel em “Esqueceram de Mim”, ele fez uma breve aparição no ano passado na série “Dollface”, da Hulu, estrelada por sua namorada Brenda Song. Ver essa foto no Instagram #AHSSeason10 Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 26 de Fev, 2020 às 7:50 PST
Matthew McConaughey vai estrelar nova série do criador de True Detective
O astro Matthew McConaughey e o roteirista Nic Pizzolatto vão voltar a colaborar num novo projeto televisivo. Os dois inauguraram sua parceria na produção da série “True Detective”, criada por Pizzolatto e estrelada por McConaughey (ao lado de Woody Harrelson) em sua 1ª temporada na HBO. A nova série se chama “Redeemer” e já teve sua produção aprovada pelo canal pago FX, onde a dupla fechou contratos – diferentes – para realizar novos projetos com exclusividade. A atração será a primeira série protagonizada por McConaughey desde sua passagem por “True Detective” em 2014. Inspirada no livro “The Churchgoer”, de Patrick Colman, a produção tem ecos de “True Detective”. Mas em vez de detetive policial, o personagem do ator é um ex-pastor que se tornou segurança particular e se vê às voltas com o misterioso desaparecimento de uma garota em sua região do Texas. Durante a investigação, acaba descobrindo esquemas de corrupção e uma “grande conspiração criminosa”. Segundo a sinopse, a estrutura narrativa pode intercalar épocas diferentes como na trama da HBO. “O passado e o presente do protagonista começam a se misturar, impactando um mistério cada vez mais violento e traiçoeiro”, diz o texto oficial. “Redeemer” ainda não tem previsão de estreia.
Era uma Vez em Hollywood vence o Critics Choice Awards 2020
Uma semana depois da imprensa estrangeira de Hollywood, foi a vez dos críticos americanos distribuírem seus prêmios de cinema e TV com transmissão ao vivo pela televisão. O Critics Choice Awards 2020 realizou sua cerimônia no domingo (12/1) com resultados muito similares ao Globo de Ouro, mas com uma diferença crucial: os americanos não consideraram “Era uma Vez em Hollywood” uma comédia. Assim, no confronto direto, o ganhador do Globo de Ouro de Melhor Comédia superou o dono do Globo de Ouro de Melhor Drama. “Era uma Vez em Hollywood” foi o grande vencedor da noite. Além do troféu de Melhor Filme, “Era uma Vez em Hollywood” repetiu as duas vitórias que tinha conquistado na semana passada, com prêmios para Brad Pitt, como Melhor Ator Coadjuvante, e Quentin Tarantino, pelo Roteiro Original, e ainda acrescentou uma estatueta de Melhor Direção de Arte (de Barbara Ling e Nancy Haigh), que elevou seu total para quatro prêmios, mais que qualquer outra produção. Os quatro vencedores das categorias de interpretação também refletiram a lista consagrada pelo Globo de Ouro: além de Pitt, a coadjuvante Laura Dern (“História de um Casamento”), a atriz Renée Zellweger (“Judy”) e o ator Joaquin Phoenix (“Coringa”). O Critics Choice não distingue entre atores de Comédia e Drama, mas tem dois troféus extras, que foram entregues ao menino Roman Griffin Davis (“Jojo Rabbit”) como Melhor Ator Jovem e ao elenco de “O Irlandês”. Filme com maior quantidade de indicações da 25ª edição do evento dos críticos televisivos americanos, “O Irlandês” conquistou apenas esta vitória, de suas 14 nomeações. Já “1917”, que ficou com o Globo de Ouro de Melhor Drama, dobrou o reconhecimento ao inglês Sam Mendes como Melhor Diretor, mas desta vez num empate com o sul-coreano Bong Joon Ho (“Parasita”). O suspense asiático ainda conquistou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, enquanto “1917” faturou Melhor Edição (Lee Smith) e Fotografia (do veterano Roger Deakins). “Toy Story 4” (Melhor Animação), “Vingadores: Ultimato” (Melhor Filme de Ação), “Meu Nome É Dolemite” (Melhor Comédia) e “Nós” (Melhor Filme Sci-fi ou Terror) completaram a lista de vencedores por gênero na parte cinematográfica da premiação, que ainda incluiu uma homenagem ao ator Eddie Murphy, consagrado com um troféu especial pelas realizações de sua carreira. Para completar, as categorias televisivas foram dominadas por “Succession” (Melhor Série de Drama), “Fleabag” (Melhor Série de Comédia) e “Olhos que Condenam” (When They See Us, Melhor Minissérie). Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Filmes Melhor Filme “Era uma Vez em Hollywood” Melhor Ator Joaquin Phoenix (“Coringa”) Melhor Atriz Renée Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Coadjuvante Brad Pitt (“Era uma vez em Hollywod”) Melhor Atriz Coadjuvante Laura Dern (“História de um Casamento”) Melhor Ator/Atriz Jovem Roman Griffin Davis (“Jojo Rabbit”) Melhor Elenco “O Irlandês” Melhor Direção Bong Joon Ho (“Parasita”) e Sam Mendes (“1917”) Melhor Roteiro Original Quentin Tarantino (“Era uma Vez em Hollywood”) Melhor Roteiro Adaptado Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”) Melhor Fotografia Roger Deakins (“1917”) Melhor Direção de Arte Barbara Ling, Nancy Haigh (“Era uma Vez em Hollywood”) Melhor Edição Lee Smith (“1917”) Melhor Figurino Ruth E. Carter (“Meu Nome É Dolemite”) Melhor Cabelo e Maquiagem “O Escândalo” Melhores Efeitos Visuais “Vingadores: Ultimato” Melhor Animação “Toy Story 4” Melhor Filme de Ação “Vingadores: Ultimato” Melhor Comédia “Meu Nome É Dolemite” Melhor Filme Sci-fi ou Terror “Nós” Melhor Filme Estrangeiro “Parasita” Melhor Música “Glasgow (No Place Like Home)” (“As Loucuras de Rose”) e “(I’m Gonna) Love Me Again” (“Rocketman”) Melhor Trilha Sonora Hildur Guðnadóttir (“Coringa”) Séries Melhor Série de Drama “Succession” Melhor Ator em Série de Drama Jeremy Strong (“Succession”) Melhor Atriz em Série de Drama Regina King (“Watchmen”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Billy Crudup (The Morning Show) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Jean Smart (“Watchmen”) Melhor Série de Comédia “Fleabag” Melhor Ator em Série de Comédia Bill Hader (“Barry”) Melhor Atriz em Série de Comédia Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Andrew Scott (“Fleabag”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Melhor Minissérie “When They See Us” Melhor Telefilme “El Camino: A Breaking Bad Movie” Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme Jharrel Jerome (“When They See Us”) Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme Michelle Williams (“Fosse/Verdon”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Stellan Skarsgård (“Chernobyl”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Toni Collette (“Unbelievable”) Melhor Série Animada “BoJack Horseman” Melhor Talk Show “The Late Late Show with James Corden” e “Late Night with Seth Meyers” Melhor Especial de Comédia “Live in Front of a Studio Audience: Norman Lear’s All in the Family and The Jeffersons”
Fargo: Chris Rock enfrenta a máfia no trailer da 4ª temporada
O canal pago americano FX divulgou o primeiro trailer da 4ª temporada de “Fargo”, que será estrelada pelo humorista Chris Rock. A prévia confirma que os novos episódios terão humor mais evidente que nas temporadas anteriores, mas isso não vai tornar a série mais leve, já que não faltam drogas e violência na prévia. Além da mudança de tom e de apresentar seu primeiro protagonista negro, a série de antologia criminal criada por Noah Hawley também está alterando sua locação. A trama sai da zona rural do centro-oeste americano para retratar a metrópole de Kansas City. E ainda retrocede bastante no tempo para contar uma história passada durante os anos 1950. A 4ª temporada vai explorar o encontro de dois grupos de migrantes na cidade grande: os europeus, que vieram da Itália, e os afro-americanos, que deixaram os estados mais racistas do Sul, com suas leis discriminatórias. Diante do conflito dos dois grupos pelo controle do tráfico de drogas na cidade, uma tênue paz é organizada por meio de um pacto inusitado: cada família rival vai criar o filho do chefe da outra. Isto significa que Chris Rock interpreta um pai que entregou sua própria criança para ser criado pelo chefe do grupo inimigo e, em contrapartida, pega o herdeiro do inimigo para criar. Até que o chefe da máfia resolve fazer uma cirurgia de rotina e morre no hospital, mudando tudo. O elenco também destaca Ben Whishaw (“O Retorno de Mary Poppins”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Jason Schwartzman (“Moonrise Kingdom”), Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”) e o músico Andrew Bird (“O Caminho”). A estreia da 4ª temporada vai acontecer em abril, em data ainda não divulgada.
American Horror Story é renovada para mais três temporadas
O canal pago americano FX anunciou a renovação de “American Horror Story” por mais três temporadas. Isto garante a série no ar até a sua 13ª temporada – um número interessante para uma produção de terror. A série está atualmente produzindo os episódios de seu 10º ano, que serão exibidos no final de 2020. “Ryan [Murphy] e Brad [Falchuk, cocriadores da série] são mestres do terror televisivo. Eles criaram o formato de antologia em temporadas com ‘American Horror Story’, e a sustentaram por quase uma década como a série mais assistida do nosso canal”, comentou John Landgraf, presidente da FX, durante participação no encontro semestral de executivos de TV e imprensa, organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Lançada em 2011, “American Horror Story” popularizou as produções de formato antológico ao contar uma história diferente a cada temporada. A mais recente edição da série, exibida no ano passado, foi batizada de “1984” e apresentou um serial killer à solta num acampamento de verão dos anos 1980.
1917 e Era uma Vez em Hollywood vencem o Globo de Ouro 2020
O Globo de Ouro 2020 premiou “1917” e “Era uma Vez em Hollywood” como Melhores Filmes do ano, respectivamente nas categorias de Drama e Comédia. Seus diretores, também. Sam Mendes levou o troféu de Melhor Direção e Quentin Taratino o de Melhor Roteiro. Mas na soma de prêmios, “Hollywood” levou um troféu a mais: Melhor Ator Coadjuvante, conquistado por um sorridente Brad Pitt. As estatuetas de interpretação dramática ficaram com os favoritos, Joaquin Phoenix, por “Coringa”, e Renée Zellweger, por “Judy”, enquanto Taron Egerton e Awkwafina venceram em Comédia ou Musical, respectivamente por “Rocketman” e “The Farewell”. Vale ressaltar que “The Farewell” representa o desempenho mais dramático da carreira de Awkwafina. Embora a atriz seja conhecida como comediante, o filme da diretora Lulu Wang não é, de forma alguma, uma comédia. Assim como é possível questionar o quanto “Era uma Vez em Hollywood” é mais cômico que os demais filmes de Tarantino – todos considerados Dramas nos Globos de Ouro pregressos. O fato é que essas imprecisões só aumentam o folclore a respeito da falta de seriedade do troféu com o globo dourado, mesmo com interesses corporativos reforçando o mito da sua suposta importância – nunca é demais lembrar que no máximo 90 votantes elegem os 25 vencedores. A relevância do prêmio é alimentada pela rede NBC, que assumiu sua transmissão após perder o Oscar para a ABC em 1976, e pelos estúdios de cinema, que inflam o significado do prêmio para impulsionar filmes recém-lançados. É o caso de “1917”, que só vai chegar aos cinemas brasileiros em 23 de janeiro. Podem apostar: o filme vai ganhar um novo pôster com seus dois Globos de Ouro em destaque. O próprio Sam Mendes apontou, ao receber o troféu de Melhor Filme, que o reconhecimento ajudaria a levar mais público para ver seu filme no cinema. E isso realmente é verdade. O Globo de Ouro não é um premiação da indústria de entretenimento americana, como o Oscar, mas sua transmissão televisiva é uma forte ferramenta de divulgação, que inclui um verniz de prestígio embalado e marketado por Hollywood. Pela falta de solenidade, o Globo de Ouro é também a cerimônia em que os vencedores jogam as regras para cima, dando discursos muito mais longos que o combinado, repletos de palavrões e também mais politizados – o que torna o Oscar monótono, em comparação. Um exemplo típico foi representado por Joaquin Phoenix, ao receber seu troféu de atuação por “Coringa”. Metade de seu agradecimento foi censurada, com corte de som, tornando-se mais desconexo do que o habitual. Mas outros discursos desafiaram limites de duração para ressoar de forma integral, cortados apenas por aplausos efusivos. Ao agradecer sua vitória como Melhor Atriz de Minissérie, por “Fosse/Verdon”, Michelle Williams fez um verdadeiro manifesto, frisando a palavra choice (escolha), um dos slogans da luta feminista por direitos como contracepção e aborto. “Quando você coloca isso [troféu] nas mãos de uma pessoa, reconhece as escolhas que ela fez como ator. Momento a momento, cena a cena, dia a dia”, ela começou. “Mas você também reconhece as escolhas que ela faz como pessoa. A educação que ela busca, o treinamento que procura, as horas que dedica. Sou grata pelo reconhecimento das escolhas que fiz e também por viver em um momento em nossa sociedade em que essa escolha existe, porque, como mulheres e meninas, coisas podem acontecer aos nossos corpos”, ela continuou. “Eu não teria sido capaz de fazer meu papel sem empregar meu direito de escolher como uma mulher”, acrescentou. “Escolher quando ter meus filhos e com quem. Quando me sentir apoiada e capaz de equilibrar nossas vidas, sabendo, como todas as mães sabem, que a balança deve se inclinar para nossos filhos”. A atriz acrescentou que suas escolhas podem ser diferentes das dos espectadores. “Mas graças a Deus, ou a quem você ora, que vivemos em um país fundado no princípio de que eu sou livre para viver pela minha fé e você é livre para viver pela sua”, disse ela. “Então, mulheres, de 18 a 118 anos, quando for a hora de votar, faça-o por seu próprio interesse. É o que os homens fazem há anos, e é por isso que o mundo se parece tanto com eles”, continuou ela. “Não esqueçam que somos o maior gênero de eleitores neste país. Vamos fazer com que ele se pareça mais com a gente”. Com esse texto vigoroso, Michelle Williams mostrou quão sem graça e ultrapassado se tornou Ricky Gervais, o apresentador da noite, que em seu monólogo inicial também soltou uma palavrão, mas para condenar discursos politizados no evento. De fato, Gervais desafinou completamente do tom da premiação, que já tinha embutido politização na escolha de uma de suas homenageadas, Ellen DeGeneres, cujo pioneirismo em se assumir gay na televisão americana, durante os anos 1990, abriu caminho para um mundo muito mais tolerante. Alguém poderia dizer até que abriu caminho para o século 21, mas, infelizmente, num outro país, piadas sobre homossexualidade ainda geram coquetéis molotov de militantes fascistas. Algumas marcas do próprio Globo de Ouro merecem ser citadas antes da lista dos vencedores. Com sua vitória por “The Farewell”, Awkwafina se tornou a primeira atriz asiática premiada pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. A islandesa Hildur Guðnadóttir também fez história ao conquistar o troféu de Melhor Trilha Sonora por “Coringa”, virando a primeira mulher a vencer o prêmio sozinha desde que ele foi criado – até então, apenas outra compositora tinha ficado com a estatueta, Lisa Gerrard, que dividiu a honra com Hans Zimmer por “Gladiador”, há 20 anos. Também chamou atenção o fiasco da Netflix. Estúdio com maior quantidade de indicações – 34, somadas entre filmes e séries – , a plataforma só venceu dois prêmios, ambos de interpretação. As performances de Olivia Colman, Melhor Atriz em Série Dramática, por “The Crown”, e de Laura Dern, Melhor Atriz Coadjuvante de cinema, por “História de um Casamento”, impediu um desastre maior – como, por exemplo, o desempenho de “O Irlandês”, grande aposta da empresa, premiada zero vezes. A sensação deve ter sido ainda mais amarga nas categorias televisivas, onde a plataforma ficou atrás da HBO e de seus rivais de streaming, Amazon e Hulu. Graças a “Chernobyl” e “Succession”, a HBO liderou a relação de séries, com quatro troféus. Amazon e Hulu aparecem em seguida com dois troféus cada, enquanto Showtime e FX empataram com a Netflix com um Globo de Ouro televisivo. Confira abaixo a lista completa dos premiados. CINEMA Melhor Filme de Drama “1917” Melhor Ator de Drama Joaquin Phoenix, “Coringa” Melhor Atriz de Drama Renee Zellweger, “Judy” Melhor Filme de Comédia ou Musical “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Ator de Comédia ou Musical Taron Egerton, “Rocketman” Melhor Atriz de Comédia ou Musical Awkwafina, “The Farewell” Melhor Diretor Sam Mendes, “1917” Melhor Ator Coadjuvante Brad Pitt, “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Atriz Coadjuvante Laura Dern, “História de um Casamento” Melhor Animação “Link Perdido” Melhor Filme Estrangeiro “Parasita” Melhor Roteiro Quentin Tarantino, “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Trilha Sonora “Coringa”, Hildur Gudnadóttir Melhor Canção “I’m Gonna Love Me Again”, de “Rocketman” TELEVISÃO Melhor Série de Drama “Succession” (HBO) Melhor Série de Comédia “Fleabag” (Amazon) Minissérie ou Telefilme “Chernobyl” (HBO) Melhor Ator de Drama Brian Cox, “Succession” (HBO) Melhor Atriz de Drama Olivia Colman, “The Crown” (Netflix) Melhor Ator de Comédia Ramy Yousef, “Ramy” (Hulu) Melhor Atriz de Comédia Phoebe Waller-Bridge, “Fleabag” (Amazon) Melhor Ator de Minissérie ou Telefilme Russell Crowe, “The Loudest Voice” (Showtime) Melhor Atriz de Minissérie ou Telefilme Michelle Williams, “Fosse/Verdon” (FX) Melhor Ator Coadjuvante de Série, Minissérie ou Telefilme Stellan Skarsgård, “Chernobyl” (HBO) Melhor Atriz Coadjuvante de Série, Minissérie ou Telefilme Patricia Arquette, “The Act” (Hulu)
Novos livros de Stephen King vão virar séries: Carrie e Jerusalem’s Lot
Stephen King vai ter novos livros transformados em série. O canal pago Epix desenvolve a produção de “Jerusalem’s Lot” e o FX estaria em estágio inicial de negociações para produzir uma adaptação de “Carrie, a Estranha”. O projeto de “Carrie” chama mais atenção, mas é o que possui menos detalhes conhecidos. Segundo apurou o site Collider, para se diferenciar das adaptações anteriores do célebre romance – duas no cinema, duas na TV – a personagem seria interpretada por uma atriz negra ou transexual, visando evidenciar o preconceito que ela sofre. Vítima de bullying, Carrie se vinga de toda sua escola com poderes telecinéticos, num dos finais mais famosos do terror moderno. Por sua vez, o conto “Jerusalem’s Lot” nunca foi adaptado anteriormente – apesar do título ser parecido com o do romance “Salem’s Lot”, já filmado duas vezes. Esta produção está em processo avançado e já escalou seu protagonista. O ator Adrien Brody, vencedor do Oscar por “O Pianista”, vai estrelar a atração no papel do capitão Charles Boone. Passada nos anos de 1850, a trama segue Boone, que se muda com sua família para a pequena e aparentemente monótona cidade de Preacher’s Corners, no Maine, depois que sua esposa morre em um acidente marítimo. No entanto, Charles logo terá que enfrentar os segredos da sórdida história de sua família e lutar para acabar com a escuridão que atormenta os Boones há gerações. Nenhuma das duas produções tem previsão de estreia.
Versão de terror de Um Conto de Natal ganha trailers
O canal pago FX e a BBC divulgaram dois trailers da minissérie “A Christmas Carol”, uma versão de terror do clássico “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, com Guy Pearce (“Homem de Ferro 3”) no papel do avarento Ebenezer Scrooge. Assinada por Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”), a coprodução mostrará em três partes a maldição sofrida pelo agiota de coração frio, que se transforma em um homem mais gentil depois de ser visitado por uma série de fantasmas na véspera de Natal. A prévia demonstra que a nova versão envereda pelos aspectos mais sombrios da trama, aproximando-a do horror sobrenatural. O elenco também conta com Andy Serkis (“Pantera Negra”), Stephen Graham (“O Irlandês”), Jason Flemyng (“Pennyworth”), Joe Alwyn (“A Favorita”) e Vinette Robinson (“Sherlock”). Dirigida pelo cineasta britânico Nick Murphy (“O Despertar”), “A Christmas Carol” estréia em 19 de dezembro nos Estados Unidos.
Clive Owen viverá Bill Clinton na 3ª temporada de American Crime Story
O ator inglês Clive Owen (“Projeto Gemini”) vai interpretar Bill Clinton na próxima temporada de “American Crime Story”, que abordará o processo de impeachment contra o então presidente dos Estados Unidos, que aconteceu entre 1998 e 1999. Indicado ao Oscar em 2005 por sua performance em “Closer”, Owen vai contracenar com a atriz Beanie Feldstein (“Fora de Série”) no papel de Monica Lewinsky, a estagiária que teve um affair com o presidente e foi estopim do processo. O elenco ainda inclui Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, e Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual. O papel de Hillary Clinton, mulher do presidente, que continuou ao seu lado durante todo o escândalo sexual e o processo de impeachment, ainda não foi preenchido. A própria Monica Lewinsky é uma das produtoras da 3ª temporada da antologia premiada, que recebeu o título oficial de “Impeachment: American Crime Story”. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e dá sequência a duas temporadas muito premiadas, que abordaram o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace. A produção é de Ryan Murphy, que também produz “American Horror Story” e “Pose” no mesmo canal pago americano, FX, além de “The Politician” e vários projetos novos na Netflix.
Diretor de Thor: Ragnarok desenvolve série sobre jovens indígenas
O cineasta neozelandês Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) está desenvolvendo uma nova série para o canal pago FX. Intitulada “Reservation Dogs”, a série contará a história de quatro adolescentes nativo-americanos (de descendência indígena) de Oklahoma, que cometem pequenos delitos e combatem crimes em sua vizinhança. Waititi, que é descendente da tribo maori, irá coescrever, produzir e dirigir o episódio piloto em parceria com Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região em que a série será gravada. “Histórias indígenas por cineastas indígenas. Conseguir criar uma história contada por meio de uma visão nativa com meu velho amigo Sterlin Harjo faz toda essa jornada valer a pena. Mauri ora!”, escreveu Waititi em seu Twitter, confirmando o projeto. “Reservation Dogs” será a segunda série de Waititi no FX. Ele também participa da produção de “What We Do in the Shadows”, baseada na comédia cinematográfica que ele codirigiu com Jemaine Clements em 2014. A nova atração também contará com os produtores Scott Rudin (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) e Garrett Basch (“Operação Red Sparrow”) sob a bandeira da Scott Rudin Productions, a mesma produtora que está atualmente trabalhando no próximo filme de Waititi, “Next Goal Wins“, para o Fox Searchlight. Ainda não há maiores informações sobre o projeto nem previsão de estreia, mas a gravação do episódio piloto está programada para fevereiro de 2020, após a temporada de premiações. Vale lembrar que o mais recente filme do diretor, “Jojo Rabbit”, venceu o Festival de Toronto e está cotado para o Oscar. O longa estreia no Brasil justamente em fevereiro. Indigenous stories by indigenous film makers. Getting to create a story told through a native lens with my old friend @sterlinharjo makes this whole journey worthwhile. Mauri ora! #RezDogz pic.twitter.com/ij4LLrfJyr — Taika Waititi (@TaikaWaititi) November 7, 2019
Séries inéditas do FX com Cate Blanchett e Jeff Bridges são transferidas para a Hulu
A Disney mudou os planos do canal pago FX para sua próxima temporada. Quatro séries anteriormente anunciadas pelo canal passaram para a Hulu. As mudanças fazem parte da estratégia da Disney para fortalecer a plataforma, que ficou um pouco esquecida em meio aos planos de lançamento da Disney+ (Disney Plus). As séries do FX com novo endereço são “Mrs. America”, drama sobre as lutas do feminismo estrelado por Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) e grande elenco, “A Teacher”, em que Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) vai viver uma professora de Ensino Médio que se envolve com um de seus alunos (Nick Robinson, de “Com Amor, Simon”), “The Old Man”, com Jeff Bridges no papel de um agente aposentado da CIA caçado por um assassino profissional, e “Devs”, sci-fi tecnológica de Alex Garland, o diretor de “Ex Machina” e “Aniquilação”. O CEO da Disney, Bob Iger, anunciou que o FX será o carro-chefe da Hulu daqui para frente, e sua programação será exibida como a denominação FX on Hulu, que identificará o catálogo de 40 séries do canal dentro do serviço, incluindo séries antigas e atuais. As quatro atrações que foram desviadas para a plataforma também serão incluídas nesta faixa, e o FX ainda irá desenvolver novas produções exclusivas, numa extensão da atividade do canal para o streaming. Além do FX, o estúdio Fox Searchlight também recebeu a orientação de produzir novos filmes e séries para a Hulu, com o objetivo de transformar a plataforma numa referência em conteúdo adulto. O objetivo da Disney é usar a Hulu para complementar a oferta de produtos para menores da Disney+ (Disney Plus). As duas plataformas serão oferecidas no mercado num pacote de assinaturas, junto com o serviço de streaming da ESPN, focado em atrações esportivas. O projeto FX on Hulu será lançado em março com todo o conteúdo exibido no canal nos últimos 17 anos. “Estamos empolgados em nos tornar a casa oficial das premiadas séries que a FX produziu ao longo de quase duas décadas, bem como das novas séries originais que serão exclusivas dos assinantes do Hulu – todas disponíveis através do ‘FX on Hulu’. A FX solidificou sua posição como uma marca premium pela qual os consumidores são apaixonados, e mal podemos esperar para oferecer sua valiosa oferta de conteúdo aos nossos assinantes, tudo em um só lugar”, afirmou o CEO da Hulu, Randy Freer, em comunicado. “Estamos entusiasmados por ter o Hulu como nosso parceiro de streaming com a criação do FX on Hulu, que será a melhor e mais completa representação da marca FX, finalmente nos colocando em pé de igualdade com concorrentes como a HBO”, disse o CEO da FX, John Landgraf. “Isso nos permitirá expandir a programação original da FX e alcançar o crescente público de assinantes jovens e altamente engajados da Hulu, que acreditamos que vão adorar esses programas.”
Mayans MC é renovada para a 3ª temporada
O canal pago FX anunciou a renovação de “Mayans MC” para sua 3ª temporada. Os novos episódios do spin-off de “Sons of Anarchy” serão os primeiros gravados sem a participação do produtor-roteirista Kurt Sutter, criador tanto de “Sons of Anarchy” quanto do derivado, que foi demitido pelo canal por conta de “denúncias múltiplas” de comportamento agressivo no set do spin-off. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. “Estamos felizes em continuar contando a história de ‘Mayans MC’ com nossos parceiros na Fox 21 e empolgados com o fato de Elgin James ter a oportunidade de se tornar o showrunner da série”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX, no comunicado. “Kurt Sutter identificou e escolheu Elgin como seu parceiro no programa desde o início, e Elgin tem sido fundamental para o sucesso da série, aproveitando sua experiência e visão criativa para fazer ‘Mayans MC’ com um elenco incrível e equipe criativa.” O desenvolvimento do spin-off foi realmente realizado em parceria entre Kurt Sutter e Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e ele também escreveu o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. A trama da série se passa após os eventos do final de “Sons of Anarchy”, quando os motoqueiro latinos assumiram o controle do tráfico. O protagonista é o jovem EZ Reyes (JD Pardo, da série “Revolution”), cuja vida se dividiu entre um passado promissor e um presente sem rumo, após passar um tempo na prisão. Tentando encontrar sua nova identidade após sair da cadeia, ele se junta os motoqueiros de Santo Padre, responsáveis pelo narcotráfico na fronteira da Califórnia com o México. Além de JD Pardo, o elenco inclui Michael Irby (série “Taken”), Sarah Bolger (“Into the Badlands”), Maurice Compte (“Power”), Clayton Cardenas (“American Crime”), Antonio Jaramillo (“Shades of Blue”), Raoul Max Trujillo (“Sicario: Terra de Ninguém”), Edward James Olmos (“Battlestar Galactica”) e Emilio Rivera, que retoma o papel de Marcus Alvarez, o líder dos Mayans de Oakland em “Sons of Anarchy”. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Fox Premium.
FX demite o criador “babaca” de Sons of Anarchy e Mayans MC
O produtor-roteirista Kurt Sutter, criador de “Sons of Anarchy” e de seu recente derivado “Mayans MC”, foi demitido pelo canal pago FX por conta de “denúncias múltiplas” de comportamento agressivo no set do spin-off. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. Há poucos detalhes sobre o que o produtor teria feito no set, mas Sutter já foi alvo de polêmicas pela forma como lida com sua equipe no set. Ele chegou a recebeu uma carta da produtora Fox 21, responsável pelas duas séries, criticando sua “falta de profissionalismo” após xingar um executivo durante uma reunião sobre o orçamento de “Sons of Anarchy”. A carta foi emoldurada por Sutter e colocada à vista de todos em seu escritório. A justificativa: “Aquela carta não foi pendurada por eu ser algum tipo de durão, mas sim para mostrar que minha imbecilidade gera processos.” Em sua própria carta sobre seu comportamento, Sutter reconheceu que sua presença no set de “Mayans MC” causava estresse, mas sua ausência era percebida como abandono. “Peço desculpas se fiz alguém se sentir menos do que valorizado, minha intenção era o oposto. Mas claramente eu não andei prestando atenção. Minha arrogância e distração crônica criaram um desastre. Apenas saibam que eu amo este elenco e equipe”, disse, referindo-se ao spin-off. A demissão, oficializada pelos presidentes da emissora John Landgraf e Dana Walden, é significativa, especialmente pela trajetória bem-sucedida do produtor no FX. Sutter começou sua carreira como roteirista de “The Shield”, série que colocou o FX no mapa, e transformou “Sons of Anarchy” num dos maiores sucessos do canal. Mas apesar de ter sido dispensado da produção de “Mayans MC”, seu acordo de produção com o estúdio Fox não foi revogado. Elgin James, cocriador de “Mayans MC”, tende a ser oficializado como novo showrunner da atração, que só tem menos público que “American Horror Story” no canal. Mas o FX e a Fox também podem optar por intervir nas gravações e contratar alguém de fora para colocar ordem na produção.








