“Homem-Aranha” tem segundo maior dia de estreia da História nos EUA
“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” continua colecionando recordes. A produção realizada em parceria pela Sony e a Disney arrecadou US$ 121,5 milhões em sua estreia na sexta-feira (17/12) na América do Norte, tornando-se a maior bilheteria de primeiro dia de todo o período da pandemia. Na verdade, o valor é impressionante até para o período anterior ao surgimento da covid-19. O montante é, na verdade, a segunda maior estreia de todos os tempos nos Estados Unidos e Canadá, ficando atrás apenas de “Vingadores: Ultimato”, que fez US$ 157 milhões em 2019. Com a façanha, “Sem Volta Para Casa” derrubou “Star Wars: O Despertar da Força” para o 3º lugar. O longa perdeu sua posição com uma arrecadação de US$ 119 milhões em 2015. O lançamento do Homem-Aranha também foi um fenômeno no Brasil, onde registrou a maior bilheteria de primeiro dia já registrada nos cinemas do país. O filme também teve a maior distribuição de todos os tempos no mercado nacional, ocupando 2,8 mil salas, cerca de 96% de todo o circuito cinematográfico brasileiro.
Spike Lee fecha novo contrato com a Netflix
O diretor Spike Lee e Netflix fecharam um novo contrato para o diretor realizar mais produções na plataforma de streaming. Além de comandar seus próprios longas, o cineasta também produzirá filmes criados por “novas vozes” através de sua produtora, Forty Acres and a Mule. Em comunicado, Lee agradeceu aos executivos da Netflix por acreditar na parceria e adiantou que nessa nova fase focará em revelar novos talentos e aumentar a representatividade. “A juventude precisa ser servida”, afirmou o diretor. Os primeiros trabalhos de Spike Lee na Netlix incluíram o drama “Destacamento Blood” e o especial “Rodney King”, ambos dirigidos por ele, mais a criação da série “Ela Quer Tudo” e a produção da sci-fi adolescente “A Gente Se Vê Ontem”. Por sinal, esta produção já serviu como lançamento de um novo talento: o diretor-roteirista Stefon Bristol.
“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” tem maior estreia da história do Brasil
O que acontece quando, pela primeira vez, um filme entra em cartaz em 9,6 de cada 10 cinemas existentes num país? Resposta óbvia: ele bate o recorde de bilheteria. “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” já bateu vários recordes, por sinal. O filme, que passou a ocupar 2,8 mil salas dos cinemas brasileiros a partir das pré-estreias exibidas na noite de quarta (15/12), em poucas horas virou a maior estreia da história do Brasil. Segundo dados da consultoria Comscore, o filme estrelado por Tom Holland levou mais de 1,7 milhões de espectadores aos cinemas em suas primeiras 24 horas de exibição (da noite de quarta à noite de quinta), arrecadando mais de R$ 34 milhões de bilheteria nesse período. Os números impressionantes já tinham rendido recorde na pré-estreia. Só com as sessões da noite de quarta-feira, o longa foi comemorado pela Sony como a maior bilheteria de primeiro dia da história do estúdio no Brasil. Estes números tornam ainda mais complicada a situação de “Matrix Resurrection”, que chega na próxima quarta para ocupar não se sabe quantos cinemas, já que 96% do parque exibidor está lotado com o novo “Homem-Aranha”. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa #SpiderManNoWayHome acaba de bater recorde histórico, se tornando a maior estreia de todos os tempos do #cinema no Brasil. Somando os resultados da pré-estreia + primeiro dia, o #filme acumula +1,7 milhões espectadores e R$ 34 milhões em #bilheteria — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 17, 2021
“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” já bate recorde de bilheteria no Brasil
A Sony já está comemorando a estreia de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. Só com as sessões de pré-estreia de quarta-feira (15/12), o longa teria registrado a maior bilheteria de primeiro dia da história do estúdio no Brasil. Tem mais. Contabilizando dois dias, o filme já seria a quarta maior abertura de todos os tempos no país, isto incluindo todos os estúdios, com arrecadação 80% acima da estreia do lançamento anterior da franquia, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, e 114% acima de “Homem-Aranha: De Volta Ao Lar”. A explicação para esse desempenho assombroso é outro recorde. Além da ansiedade gerada pela participação de vários astros dos 20 anos da história do Homem-Aranha no novo filme, a Sony bateu o recorde de distribuição no Brasil, colocando o longa em 2,8 mil salas, número que nunca se viu no país – blockbusters são geralmente lançados com metade dessa ocupação. O número é tão absurdo que é estimado em 96% do total de cinemas existentes em todo o Brasil. Sem regras ou controle, graças ao abandono da função mediadora exercida pela Ancine antes do atual desgoverno, o próprio mercado terá que resolver o impasse resultante da distribuição predatória. A disputa tem tudo para agitar os bastidores do parque exibidor brasileiro e vai acontecer já na próxima quarta-feira (22/12), se o lançamento de “Matrix Resurrection” encontrar dificuldades para ocupar o espaço planejado pela Warner.
Bilheterias nacionais desabam com “Encanto” na liderança pela terceira semana
Os cinemas brasileiros tiveram o pior fim de semana dos últimos dois meses. Segundo dados da consultoria Comscore, foram vendidos 557 mil ingressos entre a quinta (9/12) e o domingo (12/12) passados, que renderam uma bilheteria de R$ 10,8 milhões. Desde o dia 7 de outubro, os cinemas brasileiros vinham registrando público de mais de 700 mil pessoas aos fins de semana, com o número de espectadores superando por quatro vezes o total de 1 milhão de espectadores durante esse período. O filme mais visto foi “Encanto”, da Disney, que manteve sua liderança pela terceira semana consecutivo. A animação levou 161 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,8 milhões. O detalhe é que o segundo filme mais assistido foi um relançamento, que também pode ser visto tranquilamente em casa, sem máscara de proteção ou receio de ômicron. “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de volta aos cinemas em homenagem aos 20 anos de sua estreia original, juntou 89,2 mil espectadores e rendeu R$ 1,8 milhão. Dos filmes lançados na quinta passada, apenas um se qualificou entre os 10 mais vistos do fim de semana: “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, e somente em 9º lugar. A produção musical liderou as bilheterias dos EUA no mesmo período. E, nesta segunda (13/12), tornou-se o filme com mais indicações ao Critics Choice Awards – empatado com “Belfast”, inédito no Brasil. Veja abaixo o Top 10 nacional, segundo a empresa Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 9-12/12:1. Encanto2. Harry Potter e a Pedra Filosofal: 20 anos de Magia3. Eternos4. Casa Gucci5. Resident Evil6. Missão Resgate7. Clifford: O Gigante Cão Vermelho8. Ghostbusters9. Amor Sublime Amor10. King Richard: Criando Campeãs — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 13, 2021
“Amor, Sublime Amor” lidera bilheterias sem lotar cinemas nos EUA
O musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. Mas seu desempenho deixou claro para Hollywood que o gênero não tem mais o mesmo apelo da sua era de ouro. Inspirados pela boa repercussão de “La La Land” há cinco anos, os estúdios lançaram diversos musicais em 2021. Nenhum teve grande retorno comercial. O filme de Spielberg abriu com US$ 10,5 milhões em 2,8 mil cinemas, enquanto os estúdios 20th Century e Disney estimavam vender pelo menos US$ 15 milhões de ingressos nos EUA e Canadá. No exterior, a recepção do público foi ainda pior, com US$ 4,4 milhões em um punhado de grandes mercados, totalizando um início global de US$ 14,9 milhões, bem atrás dos US$ 25 milhões que a Disney previa. A baixa adesão não se deu por falta de incentivo da crítica. “Amor, Sublime Amor” atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios rasgados e afirmações exageradas de que se trata de um filme melhor que a adaptação original do musical da Broadway, vencedora de nada menos que 10 Oscars em 1962. O problema foi simplesmente se tratar de um musical. A análise etária das bilheterias norte-americanas indicou que mais de um terço do público tinha acima de 55 anos, demonstrando de uma vez por todas que musicais não atraem os jovens que geram blockbusters. Em comparação com outros musicais deste ano, “Amor, Sublime Amor” estreou acima de “Querido Evan Hansen” (US$ 7,4 milhões), mas atrás de “Em um Bairro de Nova York” (US$ 11,5 milhões). E saiu-se bem melhor que o desastre de “Cats” (US$ 6,6 milhões) no ano passado. Com um orçamento estimado em US$ 100 milhões, o filme de Spielberg tende a dar grande prejuízo, somando-se a outros fiascos financeiros que fazem a Disney lamentar a aquisição da antiga 20th Century Fox. Mas ainda há esperanças de que a temporada de premiações dê sobrevida ao longa, que deve ser indicado ao Oscar. A melhor notícia para a Disney é que o estúdio fez dobradinha nas bilheterias, com a animação “Encanto” em 2º lugar. O desenho, que também é um musical, fez US$ 9,4 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz e já soma US$ 71 milhões no mercado doméstico. Em todo o mundo, a produção chegou a US$ 151 milhões. A Disney também ocupa o 5º lugar com “Eternos”, bastante duradouro no ranking, que rendeu mais US$ 3,1 milhões. Lançado há seis semanas, o longa dirigido por Chloé Zhao já ultrapassou a arrecadação de “Viúva Negra” e está prestes a atingir US$ 400 milhões mundiais. Os demais filmes do Top 5 são “Ghostbusters: Mais Além” e “Casa Gucci”, que fizeram US$ 7,1 e 4 milhões, respectivamente, entre sexta e este domingo (12/12) nos EUA e Canadá.
“Encanto” lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
A animação “Encanto” repetiu sua liderança nas bilheterias brasileiras pela segunda semana consecutiva. A produção da Disney foi vista por 210,7 mil espectadores e arrecadou R$ 3,74 milhões entre quinta e domingo (5/12) no país, de acordo com levantamento da consultoria Comscore. A Disney, na verdade, fez dobradinha com “Eternos” em 2ª lugar. O filme de super-heróis faturou mais R$ 2,75 milhões com a venda de 143,4 mil ingressos. O pódio foi completado por uma das principais estreias da semana, “Resident Evil: Bem-vindo a Racoon City”, que levou 116,8 mil espectadores aos cinemas e rendeu R$ 2,07 milhões. Ao todo, os cinemas receberam 704,6 mil espectadores no primeiro fim de semana de dezembro, uma redução de 15% em relação ao público da semana passada. Veja abaixo a lista com os 10 filmes mais vistos no Brasil no fim de semana, segundo a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 2-5/12:1. Encanto2. Eternos3. Resident Evil: Bem Vindo a Racoon City4. Casa Gucci5. Clifford: O Gigante Cão Vermelho6. Ghostbusters7. King Richard8. Missão Resgate9. Venom10. Vigaristas em Hollywood — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 6, 2021
“Encanto” lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
Sem nenhum lançamento novo de estúdio tradicional nos cinemas, os filmes mais vistos da América do Norte neste fim de semana foram praticamente os mesmos da semana passada. A animação musical “Encanto” liderou as bilheterias dos EUA e Canadá pelo segundo fim de semana consecutivo, arrecadando U$ 12,7 milhões com exibição em cerca de 4 mil cinemas nos últimos três dias. Ao todo, a produção da Disney soma US$ 58 milhões no mercado doméstico e US$ 116,1 milhões em todo o mundo. O melhor desempenho internacional vem da América Latina, especialmente da Colômbia, país em que se passa a trama, onde já somou US$ 5,9 milhões. Na Europa, a contabilidade é encabeçada pela França, com US$ 6,5 milhões. “Ghostbusters: Mais Além” manteve o 2º lugar com mais US$ 10,2 milhões de ingressos vendidos. Após três fins de semana, seu faturamento doméstico está em US$ 102,2 milhões e o mundial em US$ 145,1 milhões. Igualmente na mesma posição, “Casa Gucci” fez mais US$ 6,8 milhões, totalizando US$ 33,6 milhões locais e US$ 67,2 milhões mundiais. O maior mercado internacional da produção é o Reino Unido, onde o filme estrelado por Lady Gaga já faturou US$ 7 milhões. A única novidade do Top 5 foi um lançamento religioso, “Christmas with the Chosen: The Messengers”, que somou US$ 4,1 milhões graças às bilheterias do interior dos EUA. Com um lançamento na quarta (1/12), o filme chegou ao todo a US$ 9 milhões, resultado que a distribuidora evangélica Fathom anunciou como a maior abertura da história da empresa.
Estreia de “Encanto” lidera as bilheterias brasileiras
A estreia de “Encanto” redeu a maior bilheteria do Brasil entre quinta e domingo (28/11). A produção animada da Disney foi vista por 270 mil espectadores e vendeu R$ 4 milhões em ingressos. A posição foi a mesma obtida pelo filme nos EUA neste fim de semana. O sucesso de “Encanto” tirou outra produção da Disney, “Eternos”, do topo do ranking, onde ficou por três fins de semana consecutivos. Apesar de cair para o 2º lugar, o filme de super-heróis da Marvel continuou lotando cinemas, atraindo 227 mil pessoas e arrecadando R$ 3,4 milhões. “Casa Gucci”, que assim como “Encanto” estreou na quinta (18/11), foi o terceiro filme mais visto, com 132 mil espectadores e faturamento de R$ 2,7 milhões. O longa estrelado por Lady Gaga também abriu em 3º nas bilheterias da América do Norte. Vale ainda observar que, em seu último fim de semana antes do lançamento em streaming, “Marighella” ocupou o 7º lugar, levando 12,7 mil pessoas aos cinemas para somar mais R$ 210 mil em sua arrecadação. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos do país, segundo a consultoria Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 26-29/11:1. Encanto2. Eternos3. Casa Gucci4. Ghosbusters5. A Sogra Perfeita6. Venom7. Mariguella8. Clifford (pré estréia)9. Familia Adams 210. Noite Passada em Soho — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 29, 2021
“Licorice Pizza” tem melhor estreia de todos os tempos nos EUA
Lançado em circuito limitado nos EUA durante o fim de semana, “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, virou a melhor estreia de todos os tempos no país. A afirmação é dos estúdios MGM e United Artists, responsáveis por sua produção e antigos o suficiente para fazer esse tipo de comparação com conhecimento histórico. Exibido em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões renderam US$ 84 mil para cada cinema. Isto representa a maior bilheteria por sala pelo menos desde o início da pandemia. O detalhe é que a MGM e a UA dizem que esse valor nunca tinha sido atingido mesmo em situações normais. Para justificar o tamanho do feito, os estúdios apontam que, quando as bilheterias são contabilizadas, os números vêm de multiplexes, que possuem várias salas por cinema. No caso de “Licorice Pizza”, o filme estreou em cinemas antigos de rua, que ainda possuem telas gigantes e capacidade de projetar filmes em 70 mm. Cada um desses cinemas tem somente uma sala. Portanto, o desempenho da produção foi muito superior aos recordes que consideram o desempenho por cinema (isto é, complexos com mais de uma sala). Por sinal, o feito histórico de sua arrecadação foi atestada pela comemoração do tradicional cinema Regency Village de Los Angeles, que revelou que “Licorice Pizza” foi o filme que mais vendeu ingressos em sua bilheteria em 25 anos. O montante total de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” também bateu aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas), “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas) e outros. Mas ficou atrás de “O Mestre” de 2012 (US$ 736 mil em cinco cinemas) e “Embriagado de Amor” de 2002 (US$ 367 mil em cinco cinemas), que foram lançados em multiplexes (mais salas por cinema). Vagamente inspirado pelas lembranças de juventude de Gary Goetzman, produtor dos filmes de Tom Hanks, o filme reflete a paixão de um aspirante adolescente a ator por uma mulher mais velha nos anos 1970. O título, em particular, remete à uma velha loja de discos de San Fernando Valley, na Califórnia, que era um grande atrativo para os jovens locais. A crítica se identificou e aplaudiu enfaticamente o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. Além dos novatos, o elenco inclui os famosos Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e até o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). A má notícia para quem ficou interessado é que “Licorice Pizza” só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro. Veja o trailer nacional abaixo.
“Encanto” é maior estreia animada da pandemia nos EUA
A nova animação da Disney, “Encanto”, foi o filme mais visto dos EUA no feriadão do Dia de Ação de Graças. A produção com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) liderou as bilheterias da América do Norte com US$ 40,3 milhões, valor que representa o melhor começo da era pandêmica para um título de animação. Este montante foi atingida graças à estratégia de lançamento antecipado na quarta-feira (24/11), justamente para aproveitar o tradicional feriado americano, que caiu na quinta. Portanto, é um valor de cinco dias. Em relação à arrecadação de sexta à domingo (28/11), “Encanto” somou US$ 27 milhões. Trata-se de um faturamento três vezes maior que o lançamento animado anterior da Disney nos cinemas, “Raya e o Último Dragão”, que abriu com US$ 8,5 milhões em março passado. E US$ 10 milhões acima da maior bilheteria do gênero durante a pandemia – “A Família Addams 2”, com US$ 17 milhões em outubro. A diferença em relação aos lançamentos anteriores é que o novo desenho da Disney foi o primeiro título de animação a receber distribuição exclusiva nos cinemas desde o começo da pandemia, graças ao avanço da vacinação entre as crianças nos EUA. Globalmente, “Encanto” começou com US$ 70 milhões, demonstrando que sua trama latina (os personagens são colombianos) teve apelo mundial. O filme agradou em cheio ao público e à crítica. Seu recepção positiva foi representada pela nota A no CinemaScore, pesquisa feita após a saída dos cinemas nos EUA, e nos 92% de aprovação na média do Rotten Tomatoes – continuando o legado de alta qualidade que caracteriza as produções do mais tradicional estúdio de animação de Hollywood. Apesar de não contar com o mesmo entusiasmo da crítica (62% no Rotten Tomatoes), “Casa Gucci” também registrou recordes de arrecadação para seu gênero. Foram US$ 21,8 milhões no feriadão e US$ 14,2 milhões no fim de semana, ambos recordes para um lançamento dramático focado no público adulto durante a pandemia. Analistas do mercado creditam esse desempenho ao apelo da estrela Lady Gaga entre todas as faixas etárias. O valor, porém, deixou “Casa Gucci” em 3º lugar, atrás de “Ghostbusters – Mais Além”, que faturou US$ 35,3 milhões desde quarta e US$ 24,5 milhões nos últimos três dias. Em dez dias, a continuação de “Os Caça-Fantasmas” produzida pela Sony já soma US$ 87,8 milhões na América do Norte e US$ 115,7 milhões mundiais. Em compensação, o estúdio amargou um grande fracasso com o reboot de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”, que teve uma estreia de US$ 8,8 milhões em cinco dias e US$ 5,3 milhões no fim de semana. O filme de terror abriu em 5º, atrás de “Eternos”, da Marvel. Um verdadeiro fiasco em comparação ao sucesso dos filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich. Logo abaixo do Top 10, a MGM/United Artists comemorou com comunicados à imprensa o desempenho de “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chamando atenção para seus recordes. Lançado em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões exclusivas com projeção de 70 mm atraíram o maior número de pessoas por sala desde o início da pandemia – ou o maior número de todos os tempos, segundo o estúdio – , rendendo US$ 84 mil por cinema. Por sinal, esta arrecadação representou um recorde histórico para um cinema específico: a melhor receita de fim de semana do tradicional Regency Village de Los Angeles em 25 anos. O montante de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” chegou até a bater aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas) e “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas). A crítica foi em peso aplaudir o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. A má notícia em meio ao feito de “Licorice Pizza” é que ele só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro.
Disney vai gastar US$ 33 bilhões em produção de conteúdo em 2022
A Disney pretende investir uma quantia recorde em produção de conteúdo ao longo de 2022. De acordo com uma reportagem do site The Hollywood Reporter, o estúdio vai gastar US$ 33 bilhões, cerca de US$ 8 bilhões a mais do que em 2021, para realizar filmes e séries entre todos os seus estúdios – que incluem Marvel, Pixar, Lucasfilm, 20th Century, Searchlight, ABC Studios, Disney Animation e Walt Disney Pictures. Mas não só isso. Embora boa parte desse investimento seja voltado a fortalecer a plataforma Disney+ com novas produções da Marvel e “Star Wars”, a Disney também precisa alimentar o canal ESPN e a plataforma ESPN+ com a programação esportiva de ligas como NFL, NHL e NBA, cujos direitos são caros. Blockbusters também custam uma fortuna. Mesmo assim, vai sobrar muito dinheiro para o atual carro-chefe da companhia e para ainda vitaminar o serviço complementar da Hulu/Star+. Para se ter noção, a Netflix, que ainda é a líder do segmento, vai investir algo em torno de US$ 14 bilhões no mesmo período, menos da metade do que a Disney planeja gastar.
“007 – Sem Tempo para Morrer” vira maior sucesso de Hollywood na pandemia
Uma semana depois de superar a marca de US$ 700 milhões de arrecadação, “007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassou “Velozes e Furiosos 9” nas bilheterias mundiais para se tornar o maior sucesso de Hollywood na pandemia. O filme da MGM/Universal chegou a US$ 733 milhões neste domingo (21/11), deixando para trás os US$ 721 milhões da franquia estrelada por Vin Diesel, consagrando de vez a despedida do ator Daniel Craig do papel de 007. O mais impressionante no desempenho do longa é que a maior parte de sua arrecadação vem de fora dos EUA. A América do Norte é responsável por “apenas” US$ 154 milhões do faturamento, enquanto o restante, US$ 579 milhões, vem do exterior. Isto também faz de de “007 – Sem Tempo para Morrer” a produção de Hollywood mais bem-sucedida no mercado internacional em toda a pandemia. O maior faturamento externo vem do Reino Unido, onde o filme atingiu a 5ª maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 128 milhões. Na Alemanha (US$ 72 milhões até o momento), “007 – Sem Tempo para Morrer” ocupou o 1º lugar por seis semanas consecutivas, tornando-se o maior sucesso distribuído pela Universal no país. A litas também inclui US$ 60 milhões da China, US$ 32 milhões da França e US$ 22 milhões da Holanda, onde o filme liderou as bilheterias por sete semanas e tornou-se a 4ª maior bilheteria da História do país. Entre outros destaques, a abertura da Austrália no fim de semana passado foi a maior do mercado desde dezembro de 2019 (e atualmente já rende US$ 15 milhões). Michael De Luca e Pamela Abdy, chefões da MGM, emitiram um comunicado para celebrar o sucesso descomunal. “Estamos muito entusiasmados em ver o público retornando aos cinemas em todo o mundo e por seu apoio contínuo à experiência cinematográfica. Depois de um longo atraso, estamos especialmente gratos em saber que ‘007 – Sem Tempo para Morrer’ entreteve tantos cinéfilos em todo o mundo”, diz o texto assinado em conjunto, antes de entrar nos agradecimentos aos parceiros da produção. “Junto com nossos parceiros da Eon, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, todos nós da MGM somos gratos às equipes da Universal Pictures, United Artists Releasing e em nossos equipes internacionais da MGM por seus enormes esforços para atingir este grande marco com ‘007 – Sem Tempo para Morrer’. Essa conquista é um reconhecimento a Daniel Craig, todo o elenco, bem como a nosso diretor Cary Fukunaga, produtores e equipe por fazer um filme incrível. Estendemos nossos agradecimentos aos nossos exiborer e parceiros promocionais por permanecerem firmes em seu apoio ao filme”, conclui o comunicado.










