Exibição de “Elvis” gera 10 minutos de aplausos
A première mundial de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrman, registrou o recorde de tempo de aplausos do Festival de Cannes desta ano. A consagração iniciada durante a projeção dos créditos finais durou 10 minutos com o público aplaudindo em pé. Em termos de comparação, o diretor David Cronenberg e o elenco de “Crimes of the Future” ficaram emocionados com a recepção de 6 minutos de aplausos dedicados a seu filme. Em meio aos gritos de “Bravo!” da multidão, Baz Luhrmann se dirigiu emocionado ao público, dentro do Lumière Theatre, dizendo que a reação extrema de aprovação representava para ela “pequena epifania” porque “trinta anos atrás, minha esposa e eu fizemos um pequeno filme chamado ‘Vem Dançar Comigo’” e o único distribuidor que lhe ofereceu espaço disse: “Esse é o pior filme que já vi e você arruinou a carreira de Pat” (Thomson, que ganhou postumamente como Melhor Atriz da Academia Australiana de Cinema). Luhrmann continuou sua história, lembrando que na época “tinha cabelos muito compridos” e resolveu raspar a cabeça dizendo que “Essa coisa de cinema nunca vai dar certo”. “Então, recebi um telefonema e era um francês… ‘Olá, meu nome é Pierre Rissient, sou do Festival de Cannes e vimos seu filme, e gostaríamos de lhe oferecer uma exibição às 12 horas no Palais.’” “Exibi meu filme neste Palais… e no final da apresentação eu lembro que um segurança se aproximou e me disse, ‘Monsieur, a partir de hoje sua vida nunca mais será a mesma’ e não foi.” “Vem Dançar Comigo” venceu um prêmio especial da juventude em Cannes, a primeira de muitas conquistas da produção, que lançou a carreira do cineasta australiano há exatamente 30 anos. Ao fazer ‘Elvis’, Luhrmann imaginava que poderia voltar a Cannes, “mas então veio a covid e a filmagem foi suspensa, e achei isso nunca aconteceria, mas tivemos a bravura de Tom (Hanks) ao voltar [às filmagens após a doença], e a bravura deste elenco e desta equipe para enfrentar a covid e terminar este filme. E estamos de volta a Cannes. E ver esse lugar tão cheio de pessoas que amam filmes de todas as formas, diz muito mais sobre o que significa estar de volta, não só à Cannes, mas ao cinema. Por isso somos eternamente gratos, Cannes… Tudo o que posso dizer é merci beaucoup, merci beaucoup”, ele encerrou. O filme foi exibido em sessão de gala fora da competição. Mas nenhum título selecionado para a disputa da Palma de Ouro gerou igual comoção até o momento. “Elvis” destaca Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) no papel do cantor, interpretando desde um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 até o homem maduro em sua volta triunfal de 1968 e na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. E a cereja em cima do bolo: em vez de dublar, ele canta mesmo as músicas que apresenta no filme. O elenco também conta com o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. A estreia nos cinemas brasileiros vai acontecer em 14 de julho – quatro semanas após o lançamento nos EUA. Veja o trailer mais recente da produção abaixo.
Exibido em Cannes, novo filme do diretor de “Oldboy” ganha teasers
O estúdio sul-coreano CJ ENM divulgou os pôsteres e os primeiros teasers de “Decision To Leave”, novo filme do premiado cineasta Park Chan-wook (“Oldboy” e “A Criada”). Menos sangrentos que os filmes anteriores do diretor, a trama gira em torno de um detetive eficiente e meticuloso, que investiga uma morte em um vilarejo remoto e, aos poucos, começa a ser seduzido pela principal suspeita, a viúva da vítima. Park Hae-il (“O Hospedeiro”) e a chinesa Tang Wei (“Longa Jornada Noite Adentro”) têm os papéis principais. Exibido na segunda (23/5) na competição principal do Festival de Cannes, o filme será lançado em 29 de junho na Coreia do Sul, mas ainda não ganhou data de estreia no exterior. A produção terá distribuição internacional pela plataforma MUBI, que também disponibilizou seu próprio teaser distinto. Todos os pôsteres e vídeos oficiais podem ser vistos abaixo.
Idris Elba é um gênio encantado no trailer da nova fantasia do diretor de “Mad Max”
A MGM divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Three Thousand Years of Longing”, que marca a volta do cineasta George Miller ao cinema, sete anos após deixar público e crítica impressionados com “Mad Max: Estrada da Fúria”. A prévia revela a premissa da produção, até então mantida em sigilo, trazendo Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) como um gênio encantado – na verdade, um Djinn – , cuja “lâmpada” mágica vai parar nas mãos de uma viúva solitária vivida por Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), após passar séculos perdida. Enquanto pondera seus três desejos, a mulher conhece a história do gênio, que remete aos contos clássicos das “Mil e uma Noites”. O visual, especialmente durante as cenas de recriação do Oriente exuberante, é de encher os olhos, com muitos efeitos visuais, mas também uma fotografia, cenografia e figurinos refinadíssimos. Escrito e dirigido por Miller (com ajuda da filha Augusta Gore no roteiro), o filme tem sua primeira exibição mundial marcada para esta sexta (20/5) no Festival de Cannes, com a estreia comercial marcada para 1 de setembro no Brasil, um dia depois do lançamento nos EUA.
Viola Davis revela que um diretor a chamava pelo nome da empregada
Presente no Festival de Cannes para receber uma homenagem, o prêmio Women in Motion, Viola Davis lembrou o preconceito que sofreu ao longo de sua carreira, contando nesta quinta (19/5) que um diretor a chamava pelo nome de sua empregada enquanto filmavam. “Tinha um diretor que me chamava de Louise. Depois descobri que ele me chamava assim porque Louise era o nome de sua empregada. Eu o conhecia há 10 anos”, recordou a atriz durante um painel do evento francês. “Eu tinha uns 30 anos na época, então foi há algum tempo. Mas o que você precisa perceber é que essas microagressões acontecem o tempo todo.” Mesmo com um Oscar no currículo, por “Um Limite entre Nós” (Fences, 2016), a atriz também compartilhou que os papéis que recebe ainda são limitados. “Se eu quisesse interpretar uma mãe cuja família mora em um bairro de baixa renda e meu filho é membro de uma gangue que morreu em um carro, eu poderia fazer isso”, disse. “Mas se eu quisesse interpretar uma mulher a procura de se reinventar, voando para Nice e dormindo com cinco homens, aos 56 anos, teria dificuldades de conseguir o projeto, mesmo sendo Viola Davis.” Ela diz que foi muito rejeitada ao tentar para papéis no passado, preterida por causa de sua raça ou porque o diretor não a achava “bonita o suficiente”. A última razão “realmente me dá nos nervos”, disse Davis. “Isso parte meu coração e me deixa com raiva.” “Muito disso é baseado na raça. Realmente é”, acrescentou Davis sobre ser rejeitada. “Sejamos honestos. Se eu tivesse as mesmas características e fosse cinco tons mais claro, seria um pouco diferente. E se eu tivesse cabelos loiros, olhos azuis e até nariz largo, seria um pouco diferente. Poderíamos falar sobre colorismo, poderíamos falar sobre raça. Isso me irrita e partiu meu coração – em vários projetos, que não vou citar.” Davis está sendo homenageada no Festival de Cannes por sua carreira no cinema e por seu compromisso com os direitos das mulheres e minorias. “Seu talento, trabalho duro, escolha de papéis e a maneira como ela os interpreta lhe renderam os mais altos reconhecimentos da indústria cinematográfica”, explica um trecho do comunicado, lembrando que ela “é uma das poucas personalidades de Hollywood que ganhou um Globo de Ouro, um BAFTA, quatro SAG Awards, dois Tony Awards, um Oscar e um Emmy”. Pierre Lescure e Thierry Frambux, presidente e diretor-executivo do Festival de Cannes, respectivamente, devem entregar o prêmio Women in Motion à atriz com François-Henri Pinault, CEO de da Kering, durante um jantar em Cannes, marcado para 22 de maio.
Zelensky e guerra na Ucrânia marcam abertura do Festival de Cannes
A abertura da 75ª edição do Festival de Cannes contou com a participação especial do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que por videoconferência fez uma declaração otimista aos presentes no Palais de exibição dos filmes: “Vamos vencer esta guerra”. Zelensky dirigiu-se à sala repleta de cineastas, imprensa e estrelas das telas com um discurso cheio de referências cinematográficas, de “O Grande Ditador”, de Charlie Chaplin, a “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola, pedindo o envolvimento de todos. “É necessário que o cinema não fique em silencio”, declarou. “O ódio dos homens passará, os ditadores morrerão e o poder que tiraram do povo retornará ao povo. E enquanto os homens morrerem, a liberdade nunca perecerá. […] Precisamos de um novo Chaplin que prove que o cinema de hoje não é mudo”, disse Zelensky. O presidente ucraniano também lembrou que a Rússia começou sua guerra pela manhã, citando uma famosa frase dita por um militar (Robert Duvall) de “Apocalypse Now”: “adoro o cheiro de napalm pela manhã”. “No dia 24 de fevereiro, a Rússia começou uma guerra de grandes proporções contra a Ucrânia. O cinema não deve se calar. Todos os dias, nós encontramos valas comuns. Eles só matam, matam, matam. Vocês viram Butcha, vocês viram Mariupol. O inferno não é o inferno, a guerra é pior. A responsabilidade é de uma só pessoa”, seguiu Zelensky. “Tenho certeza de que o ditador vai perder”, ele continuou, num discurso de 10 minutos aplaudidíssimo, sem nunca mencionar o presidente russo Vladimir Putin pelo nome, concluindo com um “Glória à Ucrânia”. Além de sua participação, o começo do festival também incluiu referências à guerra na Ucrânia em discursos como o do ator americano Forest Whitaker (de “Pantera Negra”), homenageado com a Palma de Ouro honorária por sua carreira, que mencionou luto por pessoas “forçadas a fugir para a segurança de outras casas por causa de invasões e guerras, como na Ucrânia”, e na mudança de título do filme de abertura. Originalmente chamado de “Z (Comme Z)”, o remake do terrir japonês “One Cut from the Dead” virou de “Coupéz”, porque a letra “Z” se tornou um símbolo da invasão russa. “Meu filme é feito para trazer alegria e sob nenhuma circunstância eu gostaria que fosse associado direta ou indiretamente a essa guerra”, disse o diretor francês Michel Hazanavicius (de “O Artista”), em comunicado anunciando a mudança de nome. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Володимир Зеленський (@zelenskiy_official) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Festival de Cannes (@festivaldecannes)
Cannes inicia primeiro festival “pós-pandemia”
O Festival de Cannes começa sua 75ª edição nessa terça-feira (17/5), a primeira com todos os eventos marcados para acontecer de forma presencial, após dois anos de pandemia, trocando a ênfase da prevenção da covid por preocupações com a situação na Ucrânia. Começa sem máscaras, mas não sem medo, em meio a boatos e receios bastante difundidos de contaminação – a revista Variety chegou a publicar artigo questionando uma possível explosão de covid devido ao festival. E apenas três meses após o Festival de Berlim acontecer sob um rigoroso protocolo de segurança – como testagem diária, exigência de vacinação e sem festas e eventos públicos. Refletindo a mudança radical de situação, apenas um jornalista internacional participou com máscara da entrevista coletiva de recepção do evento, em que o responsável pela organização, Thierry Frémaux, respondeu a uma única pergunta sobre a política de prevenção do festival. A maior precaução de Frémaux neste ano é a mesma dos últimos anos: evitar contato com o streaming – se possível, lavar as mãos com álcool para evitar ao máximo a transmissão para o festival. Nenhum dos filmes que sua equipe selecionou para as mostras competitivas tem vínculo com a Netflix ou seus rivais – veto iniciado em 2018 e que tornou o Festival de Veneza o favorito das plataformas. Cannes 2022 também colocou em quarentena o Brasil de Bolsonaro. Refletindo o desmonte das políticas de incentivo pelo governo atual, filmes brasileiros ficaram de fora até mesmo do circuito das exibições paralelas oficiais do festival, três anos após “Bacurau” vencer o Prêmio do Júri em Cannes. O evento começa com a exibição fora de competição de “Coupez”, novo filme de Michel Hazanavicius (“O Artista”), uma comédia zumbi que refaz o cult japonês “One Cut of the Dead” em francês. E segue até o dia 28 de maio com cineastas acostumados com premiações, como David Cronenberg, os irmãos Dardenne, James Gray, Cristian Mungiu, Ruben Östlund, Park Chan-Wook, Claire Denis, Valeria Bruni Tedeschi e Kelly Reichard, todos estes disputando a Palma de Ouro com seus novos filmes. Cronenberg já previu que o público não aguentará ver seu longa, “Crimes of the Future”, e espera testemunhar pessoas abandonando a première durante a projeção. O que imediatamente gerou atenção para seu trabalho. Ele é um dos três diretores norte-americanos da competição, junto com James Gray e Kelly Reichard. Neste ano, a maioria dos títulos que vai disputar a Palma de Ouro deste ano vem da Europa. Tem até um filme de cineasta russo, contrariando boicotes políticos de outros festivais devido à guerra na Ucrânia. A lista de Cannes inclui uma obra de Kirill Serebrennikov, que, como aponta a organização, é dissidente e saiu da Rússia para viver em Berlim. A trama, por sinal, seria vetada por Putin, já que aborda a mulher de Tchaïkovski, compositor russo que teria relações com outros homens – a Rússia proíbe filmes de “propaganda gay”. O festival também vai exibir, fora de competição, uma produção angustiante ligada à guerra atual: “Mariupolis 2”, documentário que teve as filmagens interrompidas depois que o diretor lituano Mantas Kvedaravicius foi capturado e assassinado pelo exército da Rússia na cidade ocupada de Mariupol – seis anos antes dela ser destruída por bombas russas. Sessões não competitivas também contemplarão novos filmes de mestres europeus, como o italiano Marco Bellocchio, o francês Oliver Assayas e o ucraniano Sergei Loznitsa, que misteriosamente ficaram fora da competição principal. Apesar disso, as grandes sessões de gala paralelas às disputas de Cannes mantêm sua tradição de ser a extensão hollywoodiana do festival, com sessões cheias de estrelas para atrair o grande público – e a mídia – para Cannes. A première mundial de “Top Gun: Maverick” vai acontecer na Croisette, acompanhada por uma homenagem ao astro Tom Cruise, além do lançamento de “Elvis”, cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann, e “Three Thousand Years of Longing”, a aguardada volta de George Miller após impactar o cinema com “Mad Max: Estrada da Fúria” há sete anos. Fãs de música ainda verão documentários inéditos sobre Jerry Lee Lewis (dirigido por Ethan Coen!) e David Bowie. Além disso, o festival recebe várias mostras paralelas, como Um Certo Olhar, Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica, tem Sessões da Meia-Noite para filmes fantásticos, a mostra Cannes Classics para restaurações, em que será exibida a versão 4k de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, e até exibições de filmes na praia. E sem esquecer o Marché du Film, o principal mercado europeu do cinema, em que produtores do mundo inteiro buscam negociar contratos de distribuição e parcerias internacionais para suas novas produções. A agitação cinematográfica que começa nesta terça só termina daqui a 11 dias, quando o júri presidido pelo ator francês Vincent Lindon (“Titane”) entregar a Palma de Ouro para o melhor filme do evento. Confira abaixo a lista atualizada dos títulos em competição nas principais mostras do evento. Concorrentes à Palma de Ouro Armageddon Time, de James Gray Boy From Heaven, de Tarik Saleh Broker, de Kore-Eda Hirokazu Close, de Lukas Dhont Crimes of the Future, de David Cronenberg Decision to Leave, de Park Chan-Wook Eo, de Jerzy Skolimowski Frere et Soeur, de Arnaud Desplechin Holy Spider, de Ali Abbasi Leila’s Brothers, de Saeed Roustaee Forever Young, de Valeria Bruni Tedeschi Mother and Son, de Leonor Serraille Nostalgia, de Mario Martone Pacification, de Albert Serra Showing Up, de Kelly Reichardt Stars at Noon, de Claire Denis Tchaïkovski’s Wife, de Kirill Serebrennikov The Eight Mountains, de Felix Van Groeningen e Charlotte Vandermeersch Triangle of Sadness, de Ruben Östlund Tori and Lokita, de Jean-Pierre e Luc Daradenne RMN, de Cristian Mungiu Mostra Um Certo Olhar All the People I’ll Never Be, de Davy Chou Burning Days, de Emin Alper Butterfly Vision, de Maksim Nakonechnyi Corsage, de Marie Kreutzer Domingo and the Midst, de Ariel Escalante Meza Father and Soldier, de Mathieu Vadepied Godland, de Hlynur Palmason Harka, de Lotfy Nathan Joyland, de Saim Sadiq Les Pires, de Lise Akoka e Romane Gueret Mediterranean Fever, de Maha Haj Metronom, de Alexandru Belc More than Ever, de Emily Atef Plan 75, de Hayakawa Chie Rodeo, de Lola Quivoron Sick of Myself, de Kristoffer Borgli The Blue Caftan, de Maryam Touzani The Silent Twins, de Agnieszka Smocynska The Stranger, de Thomas M. Wright The Worst Ones, de Lise Akoka e Romane Gueret War Pony, de Riley Keough e Gina Gammell Quinzena dos Realizadores 1976, de Manuela Martelli A Male, de Fabian Hernández Ashkal, de Youssef Chebbi Continental Drift, de Lionel Baier De Humani Corporis Fabrica, de Véréna Paravel, Lucien Castaing-Taylor Enys Men, de Mark Jenkin Falcon Lake, de Charlotte Le Bom Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues Funny Pages, de Owen Kline God’s Creatures, de Anna Rose Holmer, Saela Davis Les Harkis, de Philippe Faucon Men, de Alex Garland (exibição especial) One Fine Morning, de Mia Hansen-Løve Pamfir, de Dmytro Sukholytkyy-Sobchuk Paris Memories, de Alice Winocour Scarlet, de Pietro Marcello The Dam, de Ali Cherri The Five Devils, de Léa Mysius The Green Perfume, de Nicolas Pariser The Mountain, de Thomas Salvador The Super 8 Years, de Annie Ernaux, David Ernaux-Briot The Water, de Elena López Riera Under the Fig Trees, de Erige Sehiri
Veja o trailer da versão 4k de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”
O produtor Lino Meireles divulgou no YouTube e nas redes sociais o trailer da versão restaurada em 4k de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, um dos maiores clássicos do cinema brasileiro, que terá première internacional na quarta-feira (18/5), durante o Festival de Cannes. O lançamento da versão 4k completa um ciclo. O filme de Glauber Rocha teve sua première mundial no próprio festival, em 1964. Na época, arrancou tantos elogios da crítica internacional que acabou dando ao Cinema Novo o status de um dos mais importantes movimentos cinematográficos do mundo. A restauração da obra será uma das atrações da seção Cannes Classics, dedicada à preservação do patrimônio cinematográfico mundial. O trabalho de digitalização e remasterização da película em 4k foi comandando por Lino Meireles em parceria com a diretora Paloma Rocha, filha de Glauber Rocha, e realizado na Cinecolor, empresa parceira da Cinemateca Brasileira. A cópia original estava armazenada na Cinemateca, em São Paulo, e consistia de cinco latas de negativos 35mm em perfeitas condições. Por sorte, os rolos não estavam no local que pegou fogo e que guardava parte do acervo de Glauber Rocha, considerado perdido até um relato oficial dar conta do desastre causado pelo incêndio. “Deus e o Diabo na Terra do Sol” segue o vaqueiro Manuel (Geraldo del Rey) e sua esposa Rosa (Yoná Magalhães) em fuga para o sertão, após ele matar um coronel que tenta enganá-lo. No sertão deserto e assolado pela seca, eles encontram duas figuras icônicas: Sebastião (inspirado em Antonio Conselheiro e vivido por Lidio Silva), que se diz divino, e o cangaceiro Corisco (Othon Bastos), que se descreve como demoníaco. Enquanto isso, o mercenário Antonio das Mortes (Maurício do Valle) está em seu encalço. Vale lembrar que o filme ganhou uma sequência, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), centrada no personagem Antonio das Mortes. A 75ª edição do Festival de Cannes acontece entre os dias 17 e 28 de maio. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lino Meireles (@olinomeireles)
Forest Whitaker será homenageado pelo Festival de Cannes
O ator Forest Whitaker (“Pantera Negra”) vai receber um reconhecimento especial por sua carreira no no Festival de Cannes de 2022. Ele será homenageado com a Palma de Ouro honorária deste ano. “O prêmio saúda sua brilhante carreira artística, sua rara personalidade e seu compromisso humanitário”, disseram os organizadores no Instagram oficial do evento. “Estou profundamente emocionado por receber a Palma de Ouro Honorária no 75º Festival de Cannes!”, comentou Whitaker em suas próprias redes sociais. “34 anos atrás, ser nomeado Melhor Ator em Cannes por minha atuação em ‘Bird’ lançou minha carreira internacional – por isso é especialmente significativo retornar para esta honra”, completou, lembrando a data em que venceu seu primeiro prêmio como ator, no Festival de Cannes de 1988. Além de seu troféu em Cannes pelo filme biográfico do músico Charlie “Bird” Parker, dirigido por Clint Eastwood, Whitaker também tem um Oscar de Melhor Ator por “O Último Rei da Escócia” (2006), de Kevin Macdonald. A homenagem ao ator será entregue na abertura do festival, que será realizado de 17 a 28 de maio na Riviera Francesa. A Palma de Ouro honorária é dada a artistas de trajetória profissional impactante. A atriz e diretora Jodie Foster foi a última a receber o prêmio, no ano passado. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Festival de Cannes (@festivaldecannes)
Filme de abertura de Cannes muda título por causa da guerra na Ucrânia
O filme de abertura do Festival de Cannes 2022 vai mudar de nome. “Z (comme Z)” teve seu título original alterado em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia. Isto porque a letra “Z” ganhou nova conotação, ao começar a ser pintada nos tanques do exército russo como símbolo da invasão do país vizinho. O “Z” virou uma espécie de distintivo de apoio à guerra, adotado pelos simpatizantes de Vladimir Putin – e muitos já o comparam à suástica nazista. Dirigido por Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar por “O Artista” (2011), o longa agora se chamará “Coupez” (“cortar”, em português). Vale apontar que o título original era um trocadilho em francês, que juntava a letra Z, de zumbi, com a expressão “comme ci” (“assim”). O filme é uma comédia sobre uma equipe de filme de zumbis, que, durante a produção em uma cidade do interior, é atacada por zumbis de verdade. “O título talvez tenha sido engraçado quando terminamos o filme há vários meses, mas não é mais e admito. Meu filme foi feito para trazer alegria e sob nenhuma circunstância eu gostaria que ele fosse associado direta ou indiretamente a essa guerra. Estou, portanto, muito feliz por mudar o título e, nesta medida, assinalar o meu total apoio ao povo ucraniano. Aproveito esta oportunidade para agradecer a todas as equipes de produção, distribuição, promoção e exposição que ajudaram a tornar esta decisão possível”, destacou Hazanavicius em comunicado à imprensa. A troca do título original não interferiu no nome internacional da produção, “Final Cut” (“Edição Final”). Curiosamente, este nome evoca de forma mais clara o título em inglês de “One Cut of the Dead”, comédia japonesa de 2017 em que Hazanavicius se baseou para realizar seu filme. No Brasil, a cultuada comédia japonesa ganhou o título de “Plano-Sequência dos Mortos”. O elenco da produção francesa destaca Romain Duris (“Albergue Espanhol”) e a esposa do diretor, Bérénice Béjo (também de “O Artista”), além de trazer Matilda Lutz (“Vingança”) entre os coadjuvantes. A abertura em Cannes vai acontecer no dia 17 de maio. Veja abaixo os primeiros teasers da produção e o cartaz com o novo título.
Pôster do Festival de Cannes homenageia “O Show de Truman”
A organização do Festival de Cannes divulgou nessa terça-feira (14/4) o pôster oficial de sua 75ª edição, que vai acontecer entre 17 e 28 de maio. O cartaz traz Jim Carrey numa cena do filme “O Show de Truman” (1998). A revelação foi acompanhada por um texto nas redes sociais, que diz: “O tapete vermelho que sobe os degraus para a esperança de estar no centro das atenções. Uma celebração da busca insuperável pela liberdade. Uma jornada ascendente para seguir em frente”. A escolha da cena de “O Show de Truman” também ganhou uma justificativa em comunicado, por “incitar os espectadores não apenas a experimentar a fronteira entre a realidade e sua representação, mas a refletir sobre o poder da ficção, entre manipulação e catarse”. O filme de Peter Weir mostrava um homem comum, que nasceu e cresceu diante das câmeras, sem saber que toda sua vida era apresentada na TV como um grande reality show, visto por milhões de espectadores, e que todos os seus amigos e conhecidos eram atores contratados para o entretenimento do público. Em suas edições mais recentes, os cartazes do festival francês trouxeram imagens icônicas de Marilyn Monroe, Claudia Cardinale, Agnes Varda, um beijo de Jean Paul-Belmondo e Anna Karina, e até Spike Lee, que foi o presidente do júri do ano passado. Além do pôster, foi revelada a programação da mostra paralela Quinzena dos Realizadores, que neste ano não contará com a presença de brasileiros. O mesmo aconteceu com as mostras principais do festival, refletindo o estrago causado pela polícia do atual governo no cinema nacional. A Quinzena dos Realizadores homenageará a cineasta norte-americana Kelly Reichardt e vai apresentar os novos filmes de Alex Garland e Mia Hansen-Løve, entre outros destaques. Des marches qui cheminent vers la révélation. Une célébration poétique de la liberté. Une ascension pour s’avancer vers la promesse d’un renouveau. Du mardi 17 au samedi 28 mai, le Festival de Cannes fête sa 75e édition. Voici l'affiche ! #Cannes2022 ► https://t.co/t3JPgRcNl4 pic.twitter.com/F3ifGv1Py9 — Festival de Cannes (@Festival_Cannes) April 19, 2022 Confira abaixo a lista completa dos filmes selecionados. Scarlet, de Pietro Marcello (Filme de abertura) 1976, de Manuela Martelli The Dam, de Ali Cherri The Super 8 Years, de Annie Ernaux, David Ernaux-Briot Ashkal, de Youssef Chebbi The Five Devils, de Léa Mysius De Humani Corporis Fabrica, de Véréna Paravel, Lucien Castaing-Taylor Continental Drift, de Lionel Baier The Water, de Elena López Riera Enys Men, de Mark Jenkin Falcon Lake, de Charlotte Le Bom Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues Funny Pages, de Owen Kline God’s Creatures, de Anna Rose Holmer, Saela Davis Les Harkis, de Philippe Faucon The Mountain, de Thomas Salvador Men, de Alex Garland (exibição especial) Pamfir, de Dmytro Sukholytkyy-Sobchuk Paris Memories, de Alice Winocour Under the Fig Trees, de Erige Sehiri One Fine Morning, de Mia Hansen-Løve A Male, de Fabian Hernández The Green Perfume, de Nicolas Pariser (Filme de encerramento)
Festival de Cannes anuncia programação principal sem filmes brasileiros
A organização do Festival de Cannes anunciou nessa quinta-feira (14/4) os filmes de sua programação principal de 2022, que serão exibidos entre 17 e 28 de maio no espaço tradicional da Riviera Francesa. Refletindo o desmonte das políticas de incentivo pelo governo Bolsonaro, filmes brasileiros ficaram de fora até mesmo do circuito das exibições paralelas oficiais do festival, três anos após “Bacurau” vencer o Prêmio do Júri do festival francês. A última chance são as seções independentes do evento, como a Quinzena dos Realizadores, Semana da Crítica e Cinéfondation, que ainda não anunciaram seus títulos. No ano passado, “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, destacou-se na Quinzena dos Realizadores e “Cantareira”, de Rodrigo Ribeyro, ficou em 3º lugar na Cinéfondation – ambos continuam inéditos até hoje nos cinemas do Brasil. A maioria dos filmes selecionados deste ano vem da Europa, mas também há representantes da Ásia e da América do Norte. A programação será aberta pela exibição de “Z (comme Z)”, novo filme de Michel Hazanavicius (“O Artista”), e a disputa pela Palma de Ouro contará com longas dirigidos por cineastas acostumados com premiações, como David Cronenberg, os irmãos Dardenne, James Gray, Cristian Mungiu, Ruben Östlund, Park Chan-Wook, Claire Denis, Valeria Bruni Tedeschi e Kelly Reichard. Apesar dos boicotes de outros festivais ao cinema russo, Cannes incluiu em sua seleção uma obra do russo Kirill Serebrennikov, que é dissidente e saiu do país para viver em Berlim. Fora da competição, ainda serão exibidos filmes bastante esperados pelo grande público. Tom Cruise, que vai receber uma homenagem no evento, acompanhará a première mundial de “Top Gun: Maverick”. Outras sessões de gala estenderão o tapete vermelho para o lançamento de “Elvis”, cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann, e “Three Thousand Years of Longing”, a aguardada volta de George Miller após impactar o cinema com “Mad Max: Estrada da Fúria” há sete anos, além de novos filmes do italiano Marco Bellocchio, do francês Oliver Assayas e do ucraniano Sergei Loznitsa, entre outros. Fãs de música ainda verão documentários inéditos sobre Jerry Lee Lewis (dirigido por Ethan Coen!) e David Bowie. A edição de 2022 será a primeira a acontecer com todos os eventos previstos de forma presencial após dois anos de pandemia. Confira abaixo a programação inicial do evento. Filme de Abertura Z (comme Z), de Michel Hazanavicius Concorrentes à Palma de Ouro Armageddon Time, de James Gray Boy From Heaven, de Tarik Saleh Broker, de Kore-Eda Hirokazu Close, de Lukas Dhont Crimes of the Future, de David Cronenberg Decision to Leave, de Park Chan-Wook Eo, de Jerzy Skolimowski Frere et Soeur, de Arnaud Desplechin Holy Spider, de Ali Abbasi Leila’s Brothers, de Saeed Roustaee Les Amandiers, de Valeria Bruni Tedeschi Nostalgia, de Mario Martone Showing Up, de Kelly Reichardt Stars at Noon, de Claire Denis Tchaïkovski’s Wife, de Kirill Serebrennikov Triangle of Sadness, de Ruben Östlund Tori and Lokita, de Jean-Pierre e Luc Daradenne RMN, de Cristian Mungiu Mostra Um Certo Olhar All the People I’ll Never Be, de Davy Chou Beast, de Riley Koeugh e Gina Gammell Burning Days, de Emin Alper Butterfly Vision, de Maksim Nakonechnyi Corsage, de Marie Kreutzer Domingo and the Midst, de Ariel Escalante Meza Godland, de Hlynur Palmason Joyland, de Saim Sadiq Les Pires, de Lise Akoka e Romane Gueret Metronom,de Alexandru Belc Plan 75, de Hayakawa Chie Rodeo, de Lola Quivoron Sick of Myself, de Kristoffer Borgli The Silent Twins, de Agnieszka Smocynska The Stranger, de Thomas M. Wright Exibições Especiais All That Breaths, de Shaunak Sen Jerry Lee Lewis: Trouble in Mind, de Ethan Coen The Natural History of Destruction, de Sergei Loznitsa Estreias em Cannes Dodoby Panos, de H. Koutras Irma Vep, de Olivier Assayas Nightfall, de Marco Bellocchio Nos Frangins, de Rachid Bouchareb Exibições fora de competição Elvis, de Baz Luhrmann Masquerade, de Nicolas Bedos November, de Cédric Jimenez Three Thousand Years of Longing, de George Miller Top Gun: Maverickby, de Joseph Kosinski Sessões da meia-noite Hunt, de Lee Jung-Jae Moonage Daydream, de Brett Morgen Smoking Makes You Cough, de Quentin Dupieux
Cannes proíbe delegações russas em seu festival
O Festival de Cannes tornou-se a mais recente organização internacional a expressar sua solidariedade com a Ucrânia e anunciar boicotes contra a Rússia. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (1/3), a organização do evento apontou que, a menos que a invasão russa termine com condições aceitáveis para a Ucrânia, não receberia nenhuma delegação russa ou qualquer pessoa ligada ao governo russo em sua edição de 2022. Ao mesmo tempo, estendeu seu apoio a artistas e profissionais de cinema russos que “nunca deixaram de lutar contra” o regime de Putin, e não comentou se iria banir filmes russos da seleção oficial. Outros festivais de cinema, como os realizados em Estocolmo, na Suécia, e Glasgow, na Escócia, atenderam de forma integral ao apelo da Academia Ucraniana de Cinema e barraram a exibição de filmes russos em seus eventos, enquanto os maiores estúdios de cinema de Hollywood tem se solidarizado num boicote ao circuito exibidor russo, suspendendo seus lançamentos no país. O início do Festival de Cannes deste ano está marcado para o dia 17 de maio. Leia abaixo a íntegra do comunicado do evento. “Como o mundo foi atingido por uma forte crise em que uma parte da Europa se encontra em estado de guerra, o Festival de Cannes deseja estender todo o seu apoio ao povo da Ucrânia e a todos aqueles que estão em seu território. Por mais modesto que sejamos, unimos nossas vozes aos que se opõem a essa situação inaceitável e denunciamos a atitude da Rússia e de seus líderes. Nossos pensamentos vão em particular para os artistas e profissionais da indústria cinematográfica ucraniana, bem como para suas famílias, cujas vidas estão agora em perigo. Há aqueles que nunca conhecemos, e aqueles que conhecemos e recebemos em Cannes, que vieram com obras que dizem muito sobre a história e o presente da Ucrânia. Durante este inverno de 2022, o Festival de Cannes entrou em sua fase de preparação. A menos que a guerra termine em condições que satisfaçam o povo ucraniano, foi decidido que não receberemos delegações oficiais russas nem aceitaremos a presença de qualquer pessoa ligada ao governo russo. No entanto, gostaríamos de saudar a coragem de todos aqueles na Rússia que correram riscos para protestar contra o ataque e invasão da Ucrânia. Entre eles estão artistas e profissionais do cinema que nunca deixaram de lutar contra o regime contemporâneo, que não podem ser associados a essas ações insuportáveis e aqueles que estão bombardeando a Ucrânia. Fiel à sua história que começou em 1939 na resistência à ditadura fascista e nazista, o Festival de Cannes sempre servirá artistas e profissionais da indústria que levantam suas vozes para denunciar a violência, a repressão e as injustiças, com o objetivo principal de defender a paz e a liberdade”.
Almodóvar lança filme na Netflix após falar mal da plataforma
O novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, “Mães Paralelas”, vai chegar na Netflix cinco após o diretor ter falado mal da plataforma e ajudado a acabar com a participação de produções do serviço no Festival de Cannes. Presidente do Festival de Cannes 2017, que teve a primeira e última participação de longas da Netflix, Almodóvar se manifestou veementemente contra a participação de títulos da plataforma na competição. Durante a entrevista coletiva do júri do festival, ele partiu com ímpeto contra o streaming, afirmando que seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. “Eu pessoalmente entendo que a Palma de Ouro não deve ser entregue para um filme que não seja visto nos cinemas”, afirmou. “Tudo isso não significa que eu não esteja aberto para celebrar novas tecnologias e oportunidades, mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”. A imprensa internacional resolveu provocar, questionando se ele preferia vencer a Palma de Ouro ou ser assistido nos 190 países nos quais os serviços da Netflix são oferecidos. Almodóvar reagiu de forma exaltada. “Mais do que ser visto em 190 países, para mim um filme meu precisa sempre ser assistido em uma tela grande”. Desde estas declarações, o Festival de Cannes deixou de incluir filmes da Netflix em sua programação. A ironia é que a Netflix adquiriu “Mães Paralelas” após o filme abrir o Festival de Veneza, onde foi premiado – troféu de Melhor Atriz para Penélope Cruz. Ninguém ainda perguntou a Almodóvar o que ele acha de ter um filme premiado lançado apenas em streaming no mercado internacional. O primeiro trailer do lançamento em streaming foi divulgado nesta terça (18/1), revelando a data de estreia de “Mães Paralelas” na Netflix: 18 de fevereiro.











