Globo Filmes anuncia mais de 10 novas produções brasileiras no Festival de Cannes
A Globo Filmes anunciou a produção de mais de 10 longas durante o 76º Festival de Cannes, que iniciou na terça-feira (16/5). Os filmes foram apresentados pela head de conteúdo da produtora, Simone Oliveira, convidada da Cannes Producers Network, que também está no evento para acompanhar a première de “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”. A empresa afirma ter investido R$ 35,6 milhões na produção de longas-metragens brasileiros neste ano. Segundo comunicado à imprensa, sua presença em Cannes “reforça a importância de estabelecer parcerias internacionais para produções atuais e futuras do cinema nacional”. A lista de produções inclui o citado documentário “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”, dirigido por Aída Marques (“Estação Aurora”) e Ivelise Ferreira (“A Música Segundo Tom Jobim”), sobre o cineasta do clássico “Vidas Secas” (1963), “O Amuleto de Ogum” (1974) e “Vidas Secas” (1984). Os diretores das obras, todas co-produções, vão desde o renomado Gabriel Mascaro (“Divino Amor”) até o celebrado documentarista Eryk Rocha (“Cinema Novo”), passando pela atriz premiada Dira Paes (“Pantanal”) em sua estreia atrás das câmeras. Após a distonia evangélica de “Divino Amor”, Mascaro dirigirá “O Outro Lado do Céu”, produzido pela Globo Filmes e Desvía Produções, um drama de fantasia ambientado em um Brasil de realidade alternativa, onde qualquer pessoa com mais de 80 anos é confinada em uma colônia para ajudar na recuperação econômica do Brasil. Já Rocha está preparando “Elza”, retrato documental da cantora Elza Soares, enquanto Dira Paes fará sua estreia na direção com “Pasárgada”, sobre tráfico internacional de animais. Alguns projetos já estão com cronograma de produção fechado e começam a ser filmados no segundo semestre deste ano. Entre eles, destacam-se “Por um Fio” de David Schurmann (“Pequeno Segredo”), sobre um oncologista tratando seu próprio irmão de câncer, e “Colegas 2” de Marcelo Galvão, continuação do filme vencedor do Festival de Gramado de 2012. Os dramas incluem ainda “As Vitrines” de Flavia Castro (“Deslembro”), “Precisamos Falar Sobre Nossos Filhos” de Rebeca Diniz e Pedro Waddington (ambos de “Sob Pressão”), “A Batalha na Rua Maria Antônia” de Vera Egito (“Elis: Viver é melhor que Sonhar”), “Manas” de Marianna Brennan (“O Coco, A Roda, O Pnêu e O Farol”), “Novas Severinas” de Eliza Ribeiro Capai (“Your Turn”), “Dois Verões e uma Eternidade” de Sandra Kogut (“Três Verões”), “O Haiti É Aqui” do trio Fabio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”), Teodoro Poppovic (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Maurício Bouzon (“Queime este Corpo”), e “Raoni, Uma Amizade Improvável”, documentário do belga Jean-Pierre Dutilleux sobre sua longa amizade com o cacique Raoni Metuktire – que ele filma desde os anos 1970. Mas além dos títulos dramáticos, a Globo também está investindo em diversas comédias. Entre elas, “Tá Escrito”, estrelada por Larissa Manoela (“Modo Avião”) e com direção de Matheus Souza (“A Última Festa”), “Tô de Graça” de César Rodrigues (“Nada Suspeitos”), baseada na série mais assistida do Multishow, “Os Farofeiros 2”, sequência do filme de 2018 de Roberto Santucci, e “Minha Irmã e Eu”, dirigida por Suzana Garcia (“Foteuses”) e protagonizada por Ingrid Guimarães (“Novo Mundo”) e Tatá Werneck (“Terra e Paixão”). Em entrevista à revista americana Variety, Simone Oliveira revelou que os filmes de humor têm como objetivo recuperar o interesse dos brasileiros pelo cinema. “Vemos as salas de cinema como prioridade. Os filmes são lançados com forte publicidade e cobertura cross-media dos programas de entretenimento e jornalismo da TV Globo, que atingem 100 milhões de pessoas por dia”, afirmou. “Essa visibilidade fortalece o filme para a estreia nos cinemas e, posteriormente, para as demais vitrines, criando um ciclo virtuoso”, acrescentou.
Novo “Indiana Jones” é aplaudido por 5 minutos no Festival de Cannes
O aguardado “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” teve sua premiere no Festival de Cannes nesta quinta-feira (18/5). Após a exibição, o quinto filme da franquia estrelada por Harrison Ford foi ovacionado pelo público com aplausos de pé por cinco minutos. Em um vídeo divulgado pelo Deadline, o icônico protagonista aparece visivelmente emocionado com a reação. As palmas começaram assim que os créditos do filme subiram na tela, com o público se levantando quando as luzes se acenderam. A manifestação de aplausos só cessou quando o diretor James Mangold (“Logan”) recebeu um microfone para se dirigir à plateia, agradecendo pela recepção calorosa no auditório do Grand Théâtre Lumière. Com seus 80 anos, Ford confirmou que o longa será sua despedida do personagem, que já interpreta há 40 anos. Pouco antes da exibição, o ator foi homenageado com uma versão honorária do Palma de Ouro, o grande prêmio do evento. Na ocasião, foi exibida uma coleção de cenas de toda sua carreira, o que o levou a comentar: “Dizem que antes de morrer, você vê sua vida passar diante dos seus olhos, e acabei de ver minha vida passar diante dos meus olhos”. “Estou feliz e honrado, mas tenho um filme que vocês precisam assistir”, completou, preferindo chamar atenção para a produção da Disney/Lucasfilm. O elenco presente ainda incluiu Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) e Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), que juntamente com a produtora Kathleen Kennedy (“Star Wars: Episódio IX”), o presidente da Disney, Bob Iger, e a esposa de Ford, a atriz Calista Flockhart, aplaudiram o ator. “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” traz Harrison Ford de volta ao papel-título e se passa em 1969. Mas a sequência de abertura leva o público de volta a 1944, usando o que Mangold chamou de “tecnologia incrível” para rejuvenescer Ford. Mais tarde, descobrimos que Indy passou mais de uma década ensinando no Hunter College de Nova York. O estimado professor de arqueologia prepara-se para se aposentar em seu modesto apartamento onde, atualmente, vive sozinho. As coisas mudam após uma visita surpresa de sua afilhada distante Helena Shaw (Waller-Bridge), que está procurando um artefato raro que seu pai confiou a Indy anos antes: um dispositivo que supostamente detém o poder de localizar fissuras no tempo. Vigarista talentosa, Helena rouba o mostrador e sai rapidamente do país para vender o artefato pelo lance mais alto. Sem escolha a não ser ir atrás dela, Indy tira a poeira de seu chapéu fedora e jaqueta de couro para um passeio final. Enquanto isso, um velho inimigo de Indy, Jürgen Voller (Mikkelsen), ex-nazista que agora trabalha no programa espacial dos EUA, tem seus próprios planos para o mostrador, um esquema horrível que pode mudar o curso da história mundial. O elenco também Antonio Banderas (“Uncharted”), Shaunette Renée Wilson (“Pantera Negra”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Thomas Kretschmann (“King Kong”) e John Rhys-Davies, que retoma o papel de Sallah, o maior escavador do Egito, introduzido no clássico “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e visto pela última vez em “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). O filme estreia em 29 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Harrison Ford is visibly moved from the reception of #IndianaJones #Cannes2023 pic.twitter.com/erLhJ20xAe — Deadline Hollywood (@DEADLINE) May 18, 2023 The Cannes Film Festival proclaims Harrison Ford as “one of the greatest stars in cinema” #IndianaJones #Cannes2023 pic.twitter.com/542B9qNIdu — Deadline Hollywood (@DEADLINE) May 18, 2023
Almodóvar “quebra o silêncio” com lançamento de faroeste gay no Festival de Cannes
O cineasta Pedro Almodóvar (“Mães Paralelas”) lançou seu curta “Estranha Forma de Vida” no Festival de Cannes nesta quarta (17/5), atraindo multidões à sessão concorrida. A exibição gerou tumulto e protestos na entrada, quando profissionais do mercado e jornalistas ficaram de fora, mesmo tendo ingressos, devido à superlotação da sala Debussy, a segunda maior e mais importante do evento. Durante o Rendez-Vouz (encontro tradicional em Cannes entre personalidades do cinema), o famoso diretor espanhol explicou porque decidiu fazer um faroeste gay como seu segundo curta falado em inglês. “Grande admirador” dos western, Almodóvar confessou que nunca imaginou que acabaria fazendo um filme do gênero até se ver diante da possibilidade. “Minha primeira intenção era dar voz a estes dois homens maduros e ‘queer’ que tradicionalmente são calados em um gênero como o western”, afirmou Almodóvar em um comunicado sobre a obra. “Fui atraído pela ideia de quebrar esse silêncio”, explicou. O filme de 31 minutos é estrelado por Ethan Hawk (“Cavaleiro da Lua”) e Pedro Pascal (“The Mandalorian”), e acompanha Silva (Pascal), que cavalga pelo deserto para visitar seu amigo Jake (Hawke), um xerife dilacerado por 25 anos de amor proibido, clemente por justiça. O que se segue é uma história de vingança, intriga e amor proibido. O desejo entre os dois personagens é demonstrado de forma franca e delicadamente erótica, em detalhes como uma conversa na saída do banho em que se supõe que os dois estão nus, além de toques e até mesmo a arrumação de uma cama depois da noite de sexo. “Nunca houve um faroeste que tratasse assim deste tema”, afirmou. “Há ‘Brokeback Mountain’, um grande filme, há também ‘First Cow’, da Kelly Reichardt, a sexualidade de ‘Ataque dos Cães’, de Jane Campion, Oscar de direção em 2022, mas abordam de outra forma o tema. E os personagens deste filme [‘Ataque dos Cães’] não falam nunca e não se beijam. Estamos em 2023 e não há um filme deste gênero que fala deste tema. É isso que me interessa, que eu queria fazer”, comentou. Sobre a escolha de não mostrar cenas de sexo mais explícitas, mas explorar o erotismo e o desejo nos detalhes, diálogos e no tom, Almodóvar arrancou palmas e risos da plateia. “Há cenas de sexo explícito em vários filmes meus, mas quanto mais passa o tempo tenho menos vontade, tenho preguiça. Quero tratar do sexo de forma diferente”, opinou. Presente na entrevista, Ethan Hawke falou sobre como o ato de apontar uma câmera para alguém é em si um ato de amor. “Você está dizendo que essas pessoas são importantes o suficiente para se importar. É sempre sobre amor, de alguma forma. Eu só gosto de ser desejado. E se acontecer de ser um homem extremamente atraente… eu só gosto disso”. Produzido pela Sony Pictures Classics, o filme será lançado em streaming na plataforma MUBI, ainda sem data de estreia marcada. Confira o trailer abaixo.
Johnny Depp ironiza retorno ao cinema: “Não fui a lugar nenhum”
Depois de aplausos na première de “Jean du Barry” no Festival de Cannes, Johnny Depp chegou atrasado à entrevista coletiva do filme para ironizar perguntas sobre sua carreira feitas pela imprensa internacional presente ao evento francês. Para começar, ressaltou que nunca desapareceu do cenário cinematográfico e que a ideia de um “retorno” é bizarra. “Fico me perguntando sobre a palavra ‘retorno’ porque não fui a lugar nenhum”, disse, acrescentando que continua morando do lado de Hollywood. Entretanto, o ator assumiu ter enfrentado um boicote durante sua disputa judicial com a ex-esposa, Amber Heard. “Você tem que ter sangue de barata (ou não ter pulso) para não perceber, ou sentir, que isso está acontecendo. Claro que, quando você é convidado a se demitir do filme que está fazendo por algo que é apenas um monte de vogais e consoantes flutuando no ar, sim, você se sente um pouco boicotado”, confessou. Devido a sua imagem vinculada ao processo e centenas de protestos contra o ator, ele acabou afastado das filmagens de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, em que voltaria a viver o vilão Gellert Grindelwald, e também teve seu futuro na franquia “Piratas do Caribe” dado como encerrado. Apesar disso, afirmou que a sensação de boicote já passou. Com seu novo filme de origem francesa, o ator declarou que não depende mais de Hollywood para dar continuidade na carreira. “Não penso em Hollywood. Não preciso mais de Hollywood para mim”, afirmou. Sobre os tantos protestos, sobretudo nas redes sociais, em relação à sua presença em Cannes, Depp disse que a maioria das coisas que escrevem sobre ele e sua vida é “ficção escrita de maneira horrível e fantástica”. “Quem são estas pessoas? Por que elas se importam com isso? Algum tipo de gente, um bando de gente que está atrás da luz de um computador, anônima”, observou. Fazendo-se de sonsa, a diretora do filme alegou ignorância sobre as polêmicas. “Eu não sei o que se publica sobre Depp, eu não leio notícias”, disse Maïween. “Jeanne Du Barry” marca o primeiro filme protagonizado por Depp em três anos. Dirigido por Maïwenn, o longa tem enfrentado polêmicas que vão além do “retorno” de Depp, relacionadas ao caso de agressão da diretora contra um jornalista francês. Mesmo diante desse caldo, o filme foi escolhido para abrir o 76º Festival de Cannes. A recepção calorosa do longa no evento, que rendeu aplausos de sete minutos após o término da sessão, emocionou Depp. Contudo, o filme teve uma recepção mista entre os críticos. No site especializado Rotten Tomatoes, o longa clássico marca 60% de aprovação. Ainda não há previsão de estreia do filme no Brasil.
Johnny Depp chora após seu filme ser aplaudido por sete minutos em Cannes
Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) teve uma volta triunfal ao Festival de Cannes nesta terça-feira (16/5). O ator é o protagonista de “Jeanne du Barry”, dirigido por Maïwenn (“DNA”), filme que inaugurou a mostra de cinema. Ao ser recebido calorosamente pela plateia, o astro se emocionou e chorou, sendo aplaudido por sete minutos após o término da sessão. Um vídeo divulgado pela revista Variety no Twitter mostra Johnny Depp emocionado com o gesto do público. Essa é a primeira vez em três anos que o ator assume um papel de protagonista num filme. Sua carreira foi abalada devido à conturbada batalha judicial com sua ex-esposa, Amber Heard, por quem foi acusado de abuso, e a participação em Cannes enfrentou várias críticas contra a iniciativa do festival. “Jeanne du Barry” é um filme inspirado na vida de Jeanne Bécu, uma mulher que nasceu como filha ilegítima de uma costureira pobre e alcançou a posição de última amante oficial do rei Luís XV, interpretado por Depp. A cortesã viveu um relacionamento escandaloso na corte de Versailles com o extravagante monarca conhecido por suas numerosas amantes. Além de Depp, o elenco conta com a participação de Pierre Richard (“E se Vivêssemos Todos Juntos?”), Benjamin Lavernhe (“Assim é a Vida”), Noémie Lvovsky (“Chocolate”), Melvil Poupaud (“Graças a Deus”), India Hair (“Na Vertical”) e Pascal Greggory (“Un beau matin”). O longa de Maïwenn vem recebendo críticas negativas nas últimas semanas por dar uma nova chance à carreira de Depp. O retorno dele às telonas tem causado indignação dos apoiadores de Amber Heard e feministas em geral. Depp e Heard chegaram a um acordo em dezembro, com Heard pagando a ele US$ 1 milhão, que ele prometeu doar para instituições de caridade. Mesmo assim, a controvérsia persiste. Embora tenha vencido parcialmente um processo de difamação contra Heard, Depp perdeu uma ação no Reino Unido contra o jornal The Sun, que o rotulou como “espancador de esposa”. E, durante o julgamento americano, várias denúncias de violência brutal vieram à tona, acompanhadas por fotos e mensagens misóginas escritas pelo ator. Johnny Depp is teary-eyed as "Jeanne du Barry" receives a seven-minute standing ovation following its premiere at #Cannes2023. https://t.co/vCSwNkhYVL pic.twitter.com/NAigHMBwny — Variety (@Variety) May 16, 2023
Jornalista agredido acusa diretora do filme de Johnny Depp de ser anti-MeToo
A diretora francesa Maïwenn (“Jeanne du Barry”) gerou controvérsias na última semana quando admitiu ter agredido o jornalista francês Edwy Plenel, que registrou uma queixa na polícia há algumas semanas. Ele veio à público nesta terça (16/5) afirmar que a diretora o agarrou pelos cabelos e cuspiu em seu rosto enquanto ele estava em um restaurante. O jornalista afirma que ficou traumatizado com o incidente e decidiu se pronunciar após a declaração da diretora. Em conversa com a revista americana Variety, Plenel revelou acreditar que Maiwenn o agrediu em protesto contra o Mediapart, jornal online em que ele é editor-chefe. Anteriormente, o veículo conduziu investigações sobre acusações de estupro e agressão sexual contra o cineasta Luc Besson (“O Quinto Elemento”). A diretora foi casada com Besson na década de 1990 e eles têm uma filha juntos. “Publicamos o que ela disse à polícia como parte da investigação sobre Besson”, disse. “Uma vez que publicamos nosso artigo, nunca recebemos nenhum tipo de protesto. Isso foi cerca de cinco anos [atrás] – isso significaria que, por todo esse tempo, Maïwenn queria se vingar. Mas se for esse o caso, por que ela não enviou um e-mail? [Nós] nunca recebemos um telefonema dela”, completou. O jornalista vê a agressão como um ato político de Maïwenn para protestar contra o trabalho investigativo do Mediapart em relação ao assédio sexual na indústria cinematográfica. Ele afirmou que a diretora tem um posicionamento contra o movimento #MeToo, que defende os direitos femininos e as vítimas de assédio sexual. Como exemplo, ele citou uma entrevista para a revista francesa Paris Match, em 2020. “É uma loucura quanta estupidez elas dizem hoje em dia! Essas mulheres não gostam de homens, isso é claro, e estão causando danos colaterais muito sérios”, disse a cineasta na ocasião contra denúncias de abuso sexual. “Quando ouço mulheres reclamando que os homens só estão interessados em suas nádegas, digo a elas: ‘Aproveite porque não vai durar!'”, acrescentou. “Eu não conheço a Maïwenn, nunca a encontrei. Eu não teria sido capaz de reconhecê-la”, continuou Plenel. “Essa agressão causou mais surpresa do que qualquer outra coisa. Ela não atacou apenas a mim individualmente, mas o símbolo que represento como fundador e diretor de um jornal, que na França esteve na vanguarda de todas as revelações do movimento #MeToo”. O jornalista ainda apontou que o Festival de Cannes selecionar seu filme “Jeanne du Barry”, estrelado por Johnny Depp, para a abertura do evento é um reflexo da posição da indústria cinematográfica francesa em relação ao movimento #MeToo. “A mitologia que é apresentada no filme, juntamente com a escolha de Johnny Depp para o elenco, seus comentários anti-#MeToo e agora essa agressão da qual ela parece se orgulhar e que faz as pessoas rirem na TV – isso diz algo”, pontua. Plenel ressalta que o apoio de Cannes ao filme de Maiwenn levanta questões mais amplas sobre a indústria cinematográfica francesa, que não parece abraçar o movimento de combate ao assédio e abuso sexual. Segundo ele, enquanto nos Estados Unidos houve progressos significativos na conscientização contra o assédio sexual em Hollywood, a indústria do entretenimento na França segue machista e parada no tempo.
Festival de Cannes começa com polêmica, volta de brasileiros e recorde de cineastas femininas
O 76º Festival de Cannes inicia nesta terça-feira (16/5), em meio a críticas e mudanças. Após uma versão simbólica em 2020 e uma mais enxuta em 2021, o festival reconquista neste ano o seu posto como a maior e mais glamourosa plataforma da indústria no planeta. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também costuma enfrentar críticas por elencar personalidades envolvidas em escândalos. Neste ano, o evento abrirá com a exibição do drama histórico “Jeanne du Barry” (fora de competição), estrelado por Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald”), que está recuperando sua imagem após ser acusado de agredir e violentar sua ex-esposa, Amber Heard. Em relação às críticas, o diretor do evento, Thierry Fremaux, afirmou não se importar com o julgamento do ator. “Não conheço a imagem de Johnny Depp nos Estados Unidos. Não sei o que é, Johnny Depp só me interessa como ator. Sou a pessoa menos indicada para falar de tudo isso, porque se há alguém que não se interessou por este mesmo julgamento midiático, sou eu”, declarou Frémaux. Esta não é a primeira vez que o evento é criticado por ignorar pautas femininas. O festival, que estendeu tapete vermelho para Woody Allen exibir “Meia-Noite em Paris” e “Café Society” (durante o auge do #MeToo), também “perdoou” o cineasta Lars von Trier (“Melancolia”), acusado pela cantora Björk de assédio sexual. Neste ano, porém, há uma pequena mudança: dentre os 19 filmes competindo pela Palma de Ouro (premiação máxima), seis deles são dirigidos por mulheres – um recorde para o festival. São eles: “Club Zero” de Jessica Hausner; “Les Filles D’Olfa” de Kaouther Ben Hania; “Anatomie D’une Chute” de Justine Triet; “La Chimera” de Alice Rohrwacher; “L’Ete Dernier” de Catherine Breillat e “Banel Et Adama” de Ramata-Toulaye Sy. O Festival de 2023 também bateu recorde de mulheres selecionadas fora da competição principal – ou seja, incluindo mostras alternativas como a Un Certain Regard e exibições especiais. São 14 títulos dirigidos por mulheres entre os 51 anunciados. Depois da ausência no ano passado, o cinema brasileiro também retorna em grande estilo em 2023. O país está sendo representado por quatro longas-metragens na programação: “A Flor do Buriti” , dirigido por João Salaviza (“Russa”) e Renée Nader Messora (“Chuva e Cantoria na Aldeia dos Mortos”), na mostra Um Certo Olhar; “Levante”, de Lillah Halla (“Menarca”), na Semana da Crítica; “Nelson Pereira dos Santos — Uma Vida de Cinema”, dirigido por Aída Marques (“Estação Aurora”) e Ivelise Ferreira (“A Música Segundo Tom Jobim”), na Cannes Classics; e “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”), nas Sessões Especiais. Para completar, o cineasta cearense Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”) dirige a produção britânica “Firebrand”, que está competindo pela Palma de Ouro. Aïnouz comentou sobre a importância da exibição de longas brasileiros no festival. “É lindo ter essa presença brasileira em Cannes este ano. É importante estarmos de volta à arena cinematográfica internacional”, disse ao jornal O Globo. “Confesso que ficaria mais feliz ainda se ‘Firebrand’ fosse inteiramente brasileiro. Mas tudo bem, a alma dele é brasileira, tem muito calor, independentemente de falar sobre a família real inglesa do século XVI”, completou. O programa apresenta ainda uma seleção de destaque do cinema internacional, incluindo renomados diretores como Wim Wenders (“Papa Francisco: Um Homem de Palavra”), Wes Anderson (“A Crônica Francesa”), Ken Loach (“Eu, Daniel Blake”), Nuri Bilge Ceylan (“A Árvore dos Frutos Selvagens”), Todd Haynes (“Carol”), Nanni Moretti (“Habemus Papam”), Pedro Almodóvar (“Mães Paralelas”), Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”) e Marco Bellocchio (“O Traidor”), juntamente com jovens cineastas de diferentes origens. Além disso, duas aguardadas superproduções de Hollywood estão programadas para terem sua estreia na pequena cidade da Riviera Francesa: “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, o quinto e último capítulo da famosa franquia estrelada por Harrison Ford (“Falando a Real”), e “Assassinos da Lua das Flores”, dirigido por Martin Scorsese (“As Últimas Estrelas do Cinema”) e estrelado por Leonardo DiCaprio (“Não Olhe para Cima”). A recém-empossada presidente do festival Iris Knobloch comentou sobre o evento ao anunciar o programa. “Poderíamos falar de uma volta às origens, mas eu prefiro dizer que Cannes está de volta para o futuro. Cannes oferece uma fotografia do presente cinematográfico, e a seleção dá uma ideia do que agita o cinema neste momento. É um programa estética e geograficamente abrangente. Os filmes e o público estão de volta aos cinemas”, destacou. Confira abaixo a lista atualizada dos títulos em competição nas principais mostras do evento. Concorrentes à Palma de Ouro Club Zero – Jessica Hausner The Zone of Interest – Jonathan Glazer Fallen Leaves – Aki Kaurismaki Les Filles D’Olfa – Kaouther Ben Hania Asteroid City – Wes Anderson Anatomie d’Une Chute – Justine Triet Monster – Kore-Eda Hirokazu Il Sol dell’Avvenire – Nanni Moretti L’Été Dernier – Catherine Breillat Kuru Otlar Ustune – Nuri Bilge La Chimera – Alice Rohrwacher La Passion de Dodin Bouffant – Tran Anh Hun Rapito – Marco Bellocchio May December – Todd Haynes Jeunesse – Wang Bing The Old Oak – Ken Loach Banel e Adama – Ramata-Toulaye Sy Perfect Days – Wim Wenders Firebrand – Karim Aïnouz Filmes indicados ao prêmio Un Certain Regard Le Règne Animal – Thomas Cailley Los Delincuentes – Rodrigo Moreno How to Have Sex – Molly Manning Walker Goodbye Julia – Mohamed Kordofani Kadib Abyad – Asmae El Moudir Simple Comme Sylvain – Monia Chokri A Flor do Buriti – João Salaviza e Renée Nader Messora Los Colonos – Felipe Gálvez Augure – Baloji Tshiani The Breaking Ice – Anthony Chen Rosalie – Stéphanie Di Giusto The New Boy – Warwick Thornton If Only I Could Hibernate – Zoljargal Purevdash Hopeless – Kim Chang-hoon Terrestrial Verses – Ali Asgari e Alireza Khatami Rien à Perdre – Delphine Deloget Les Meutes – Kamal Lazraq Filmes que serão exibidos no Festival de Cannes 2023 Jeanne Du Barry – Maïwenn (abertura do festival) Indiana Jones e o Chamado do Destino – James Mangold (fora de competição) Cobweb – Kim Jee-woon (fora de competição) The Idol – Sam Levinson (fora de competição) Killers of the Flower Moon – Martin Scorsese (fora de competição) Kennedy – Anurag Kashyap (sessão da meia-noite) Omar la Fraise – Elias Belkeddar (sessão da meia-noite) Acide – Just Philippot (sessão da meia-noite) Kubi – Takeshi Kitano (Cannes Première) Bonnard, Pierre et Marthe – Martin Provost (Cannes Première) Cerrar Los Ojos – Victor Erice (Cannes Première) Le Temps d’Aimer – Katell Quillévéré (Cannes Première) Man in Black – Wang Bing (sessões especiais) Occupied City – Steve McQueen (sessões especiais) Anselm (Das Rauschen der Zeit) – Wim Wenders (sessões especiais) Retratos Fantasmas – Kleber Mendonça Filho (sessões especiais)
Diretor de Cannes defende participação de Johnny Depp no festival
O Festival de Cannes 2023, que inicia na terça-feira (16/5), já virou alvo de polêmica. Acusado de acobertar artistas abusivos, o diretor do evento, Thierry Fremaux, chegou a questionar à imprensa se os jornalistas realmente acreditam na afirmação. O motivo da confusão é a exibição do filme de época francês “Jeanne du Barry”, estrelado por Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) após ser acusado de agredir e violentar a ex-esposa, Amber Heard. O posicionamento do diretor é uma resposta à atriz Adele Haenel, que acusou o evento de conivência com abusadores. A atriz de 34 anos, vencedora do César (o Oscar do cinema francês) e estrela de “Retrato de uma Jovem em Chamas” (2019), anunciou sua aposentadoria por não concordar com a maneira como a indústria de seu país protege agressores. Ela citou nomes como Roman Polanski, vencedor do César de melhor diretor em 2020, o ator Gérard Depardieu e Dominique Boutonnat, presidente do Centro Nacional de Cinema. Mas Thierry Fremaux insiste que as afirmações de Adele são falsas, pelo menos no que diz respeito a Cannes, apesar de Depp. Na entrevista coletiva de apresentação da 76ª edição de Cannes, o diretor afirmou não se importar com o julgamento do ator. “Não conheço a imagem de Johnny Depp nos Estados Unidos. Não sei o que é, Johnny Depp só me interessa como ator. Sou a pessoa menos indicada para falar de tudo isso, porque se há alguém que não se interessou por este mesmo julgamento midiático, sou eu”, declarou Frémaux. Ele entretanto, escalou o filme estrelado pelo ator e dirigido por Maïwenn para abrir o renomado festival francês. “Se Johnny Depp tivesse sido banido da atuação, ou se o filme tivesse sido banido, nós não estaríamos falando sobre isso. Nós vimos o filme da Maïwenn e achamos que ele poderia estar na competição. Não sei por que ela escalou Depp, mas essa é uma pergunta para Maïwenn, não para mim.” Fremaux ainda criticou Adele Haenel. “Ela não pensava nada disso quando veio para Cannes, a não ser que ela tenha sofrido de algum tipo de dissonância louca”, alfinetou. “As pessoas usam Cannes para falar de algumas questões problemáticas, e isso é normal, porque damos a elas essa plataforma. Mas, se vocês acham que aqui é um festival para estupradores, vocês não estariam aqui me escutando, não estariam reclamando que não conseguem ingressos para algumas exibições”, completou. Embora tenha vencido parcialmente um processo de difamação contra Heard, Depp perdeu uma ação no Reino Unido contra o jornal The Sun, que o rotulou como “espancador de esposa”. E, durante o julgamento americano, Depp confirmou serem verdadeiros vários textos escritos em que manifesta prazer em praticar violência contra a atriz, alegando se tratar de liberdade artística. O evento cinematográfico de Cannes ocorre até 27 de maio e conta com 19 filmes em competição, um terço deles dirigidos por mulheres – um recorde para o festival.
Dave Bautista fará nova comédia de ação do diretor de “Dupla Jornada”
Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia Vol. 3”) vai estrelar um nova comédia de ação baseado no livro “The Killer’s Game”, de Jay Bonansinga. O anúncio foi feito pela Lionsgate, que adquiriu os direitos da obra durante o Festival de Cannes. A direção é de JJ Perry, ex-dublê que estreou como diretor no recente “Dupla Jornada” (2022), estrelado por Jamie Foxx na Netflix. A trama de “The Killer’s Game” segue Joe Flood, um assassino veterano que, após ser diagnosticado com uma doença terminal, autoriza um contrato de morte sobre si mesmo para evitar a dor inevitável. No entanto, ele logo descobre que o diagnóstico foi um erro e agora precisa se proteger de seus antigos colegas assassinos. O roteiro é de Rand Ravich (“Enigma do Espaço”) e Simon Kinberg (“X-Men: Fênix Negra”), com reescritas recentes realizadas por James Coyne. A produção será feita por Andrew Lazar, da Mad Chance, e Steve Richards, da Endurance Media. Além disso, Dave Bautista e Scott Lambert (“Tár”) atuarão como produtores executivos pela Dogbone Entertainment. “Procuramos por todos os lados e finalmente encontramos o Joe Flood perfeito em Dave Bautista, que equilibra ação envolvente e um timing cômico incrível melhor do que qualquer outra pessoa” declarou Lazar.”E com JJ Perry no comando, sabemos que este filme oferecerá ação completamente original e única que o público global deseja”. A escalação do elenco restante está em andamento e as filmagens devem começar em julho deste ano. O longa ainda não tem previsão de lançamento.
Domitila Barros receberá prêmio de Influenciadora Global no Festival de Cannes
A ex-BBB e ativista social Domitila Barros foi escolhida como Influenciadora Global de 2023 na categoria de Sustentabilidade pelo Associação Mundial de Influenciadores (World Influencers Association). A premiação acontecerá no dia 26 de maio durante a passagem de Domitila pelo Festival de Cannes, na França. Em entrevista ao Gshow, Domitila comemorou a notícia e disse estar muito emocionada por receber um prêmio tão importante. “A gente tem que ser resiliente. Às vezes, a gente não alcança o sonho com 25 [anos], 30, 35, mas um dia ele vai se realizar!”, declarou. O WIBA Awards é um prêmio global para “os melhores formadores de opinião”, de acordo com o site da organização. Ele reconhece personalidades das mídias sociais e talentos de todo o mundo. Entre os vencedores que já receberam o prêmio, estão o TikToker Khaby Lame, a youtuber Nikkie Tutorials e a modelo Coco Rocha, entre outros. Domitila estará em Cannes para participar do lançamento de “Der Pfau” (O Pavão), filme alemão que conta com sua participação. Durante a entrevista, ela revelou que está fazendo provas de roupa com um estilista renomado da Europa e que vai adotar a moda sustentável. “Não vou comprar roupa para ir a Cannes, é muito chique, e eu vou usar uma vez na vida”, afirmou. “Estou usando a técnica da economia da festa sustentável, pegar roupas emprestadas, usar nesse evento e depois deixar elas de volta na loja, para outras pessoas usarem. Moda circular, apoio muito”. A ex-BBB também irá comparecer a um jantar de caridade de gala com a realeza europeia. O convite foi feito pelo prefeito de Cannes, David Lisnard, e pela Princesa Anh Bonaparte, e ocorrerá na próxima semana, durante o festival.
Johnny Depp fecha contrato milionário com a Dior após processo contra Amber Heard
A Dior anunciou um acordo milionário com o ator Johnny Depp, que recentemente frequentou tribunais durante uma longa batalha judicial com a ex-esposa Amber Heard. O contrato com a marca francesa seria o mais caro já feito para divulgação de cosméticos e firma a criação de uma nova fragrância masculina. Estima-se que o acordo tenha girado em torno de US$ 20 milhões pelo período de três anos de publicidade, superando contratos com outros atores, como Robert Pattinson e Brad Pitt. Depp já era o rosto da fragrância Dior Sauvage desde 2015. Com o tumultuado processo de Depp contra Heard, a Dior sofreu uma pressão para encerrar a parceria com o ator, mas não deixou de apoiá-lo. Em 2020, a imagem de Depp ficou bastante prejudicada após perder um processo de difamação contra o jornal britânico The Sun, que chamou o ator de “espancador de mulheres”. Mas, no ano passado, sua impressão comercial melhorou após a vitória judicial contra Heard – apesar das revelações horripilantes feitas durante o julgamento. O novo contrato com a Dior pode ajudar a preparar o caminho para o retorno de Depp aos filmes dos grandes estúdios, que hesitavam em trabalhar com ele durante o período tumultuado após sua separação. Segundo as informações reveladas durante o julgamento, Depp havia fechado um acordo de US$ 22,5 milhões por “Piratas 6” em 2017. Mas, por conta do processo, a Disney decidiu afastar o ator da franquia. Na próxima semana, Depp estará presente no Festival de Cannes para a estreia do seu novo longa “Jeanne du Barry”, dirigido e estrelado por Maïwenn, que marca a volta do ator ao cinema. Seu próximo trabalho será como diretor do longa “Modi”, sua volta à direção após 25 anos. O longa não tem previsão de lançamento, enquanto “Jeanne du Barry” vai abrir o festival – e estrear nos cinemas franceses – na próxima terça-feira (16/5).
Diretora de novo filme de Johnny Depp admite ter agredido jornalista
A diretora Maïwenn, responsável pelo longa estrelado por Johnny Depp, “Jeanne du Barry” (2023), admitiu ter agredido um jornalista francês no mês passado. Durante entrevista ao vivo no programa francês “Quotidien”, a diretora foi questionada sobre a queixa de agressão que o editor-chefe do site de notícias Mediapart, Edwy Plenel, apresentou contra ela. Segundo a imprensa local, Maïwenn teria puxado o jornalista pelos cabelos e depois cuspido em seu rosto enquanto almoçava com seu advogado em um restaurante de Paris. Durante a entrevista, a diretora parecia despreocupada ao ser questionada sobre a situação. Ela confirmou ter agredido o jornalista, mas se recusou a explicar o que a levou ao ato de agressão. “Boa tentativa, mas não é o momento para eu falar sobre isso. Vou falar sobre isso quando for o momento certo. Estou muito ansiosa com o lançamento do meu filme”, respondeu. O apresentador do programa Yann Barthès perguntou se ela havia lido a carta aberta de Adele Haenel, atriz francesa que anunciou sua saída da indústria cinematográfica devido à “complacência geral” em relação a agressores sexuais. A diretora respondeu que leu o pronunciamento, mas o achou exagerado. “Eu li… Achei triste que ela veja aquele mundo através daquele prisma. É um pouco radical demais, embora eu reconheça ao mesmo tempo que ela foi corajosa ao falar”, declarou Maïwenn, que deu a Johnny Depp uma oportunidade de atuar após ser acusado de brutalidade física contra a ex-mulher, Amber Heard. Seu novo filme, “Jeanne du Barry”, abrirá o Festival de Cinema de Cannes na próxima semana. A história é inspirada na vida da última amante de Luís XV (Johnny Depp), a personagem título, que é interpretada pela própria diretora. O longa marca o retorno de Depp após um hiato de três anos, período em que enfrentou sua ex-esposa nos tribunais. Maïwenn admitiu que ofereceu o papel ao ator antes dos julgamentos com Heard e que não hesitou na escolha. Segundo ela, os eventos relacionados ao processo não a fizeram questionar sua decisão. Ela ainda declarou que se identificou com a protagonista pela sua natureza rebelde e rejeição pelas tradições, já que deixou a escola muito cedo. “Jeanne du Barry” será lançado na França em 16 de maio. Ainda não há previsão de estreia do longa no Brasil.
Paul Dano e Brie Larson são anunciados no júri do Festival de Cannes 2023
O Festival de Cannes revelou os oito membros do júri principal da competição, que se juntarão ao presidente Ruben Östlund. A 76ª edição do festival acontece de 16 a 27 de maio. São eles: a diretora marroquina Maryam Touzani (“Túnica Turquesa”), o ator francês Denis Ménochet (“Beau Tem Medo”), a roteirista e diretora britânico-zambiana Rungano Nyoni (“Eu Não Sou Uma Bruxa”), a atriz, diretora e produtora americana Brie Larson (“Capitã Marvel”), o ator e diretor americano Paul Dano (“Batman”), o escritor e cineasta afegão Atiq Rahimi (“Nossa Senhora do Nilo”), o diretor e roteirista argentino Damián Szifrón (“Relatos Selvagens”) e a diretora francesa Julia Ducournau (“Titane”). Assim como o vencedor de duas Palmas de Ouro, Östlund, a maioria dos membros do júri têm forte histórico em Cannes. Touzani, que colaborou por muito tempo nos filmes do seu marido Nabil Ayouch, como “Much Loved”, fez a sua estreia em Cannes na direção do longa-metragem “Adam” em 2019, voltando ao cenário em 2022 com “A Túnica Turquesa”, que entrou na lista do Oscar na categoria de “Melhor Filme Internacional”. Os créditos de Cannes de Ménochet incluem o filme “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, concorrente à Palma de Ouro em 2009, “Grand Central”, de Rebecca Zlotowski, “A Crônica Francesa”, de Wes Anderson e “As Bestas”. Nyoni ganhou destaque internacional em Cannes em 2017, quando o seu primeiro longa-metragem, “Eu Não Sou Uma Bruxa”, arrasou na seção paralela Quinzena dos Diretores. Inúmeros projetos liderados por Larson tiveram financiamento em Cannes, mas o convite para integrar o júri marca a primeira viagem oficial ao festival da atriz vencedora do Oscar por “O Quarto de Jack” e estrela de “Capitã Marvel”. Dano tem muitos créditos, incluindo Pequena “Miss Sunshine”, “Sangue Negro”, “12 Anos de Escravidão”, “Batman” e, mais recentemente, “Os Fabelmans”. Já seus títulos de Cannes incluem “Youth” e “Okja” na competição. Rahimi, nascido em Cabul e residente na França há muito tempo, estreou em Cannes em 2004 com “Earth And Ashes”, na seção Um Certo Olhar, adaptando seu próprio livro. Os seus filmes subsequentes incluem “A Pedra de Paciência” e “Nossa Senhora do Nilo”. Szifrón ganhou destaque internacional como diretor em 2014 com “Relatos Selvagens”, um filme produzido por Pedro Almodóvar e que entrou na competição de Cannes, sendo indicado ao Oscar em 2015. Créditos mais recentes incluem o thriller policial “Sede Assassina”, estrelado por Shailene Woodley. A trajetória profissional de Ducournau, da França, está ligada ao Festival de Cannes. Após se destacar na Semana da Crítica com o seu primeiro longa-metragem, “Raw”, em 2016, ela ganhou a Palma de Ouro de 2021 com “Titane”, sendo a segunda mulher na história do festival a alcançar esse feito, depois de Jane Campion. O Júri terá a tarefa de conceder a Palma de Ouro a um dos 21 filmes na competição de 2023. A decisão será revelada na cerimônia de premiação em 27 de maio, seguida pela exibição do filme de encerramento – a animação “Elementos”. Além do juri oficial da competição, a organização de Cannes também anunciou que o ator americano John C. Reilly (“Moonbase 8”) presidirá o júri da mostra Um Certo Olhar. Ele será acompanhado pela diretora e roteirista francesa Alice Winocour (“A Jornada”), pela atriz alemã Paula Beer (“Undine”), pelo diretor e produtor franco-cambojano Davy Chou (“Retorno à Seoul”) e pela atriz belga Émilie Dequenne (“Ano Zero”). A mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) é uma das principais seções do Festival de Cannes, que ocorre paralelamente à competição oficial. Essa seção foi criada em 1978 para exibir filmes que tenham uma visão única e original, ou que sejam experimentais em termos de narrativa, estilo ou técnica, com o objetivo de dar destaque a filmes que possam ter sido negligenciados pela mostra competitiva, mas que ainda mereçam ser destacados por seu valor artístico. “Eu tive tantos momentos que mudaram minha vida no Festival de Cannes, desde a minha primeira viagem milagrosa com Paul Thomas Anderson até comemorar o meu 50º aniversário no palco do Palais! Então, ser escolhido como Presidente do Júri do Um Certo Olhar é realmente uma honra incrível”, disse Reilly. “Muitos dos filmes em que tive a sorte de participar foram selecionados pelo Festival ao longo desses anos, e nada é tão especial quanto ser convidado para este incrível encontro anual do melhor que o cinema oferece ao mundo. Estou ansioso para ajudar a lançar outra geração de cineastas nesta ocasião especial, como o Festival tem feito desde sua criação. Estou honrado e emocionado. Viva o cinema!” Reilly fez sua estreia em Cannes nesta mesma mostra em 1995 no drama de rivalidade fraternal “Georgia”, de Ulu Grosbard, e voltou à seção no ano seguinte em “Jogada de Risco”, de Paul Thomas Anderson. Desde então, ele tem estado no tapete vermelho de Cannes em uma série de filmes, incluindo concorrentes à Palma de Ouro como “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, “Contos do Século XX”, “O Lagosta” e “Estrelas ao Meio-dia.”











