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  • Filme

    Festival de Berlim seleciona filme brasileiro sobre invasão de terras indígenas

    11 de fevereiro de 2021 /

    O filme “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, foi selecionado para participar da mostra Panorama do Festival de Berlim 2021, que este ano vai acontecer virtualmente, a partir do dia 1º de março. Bolognesi já esteve na Berlinale em 2018, quando recebeu uma menção honrosa pelo documentário “Ex-Pajé”, que também retratava a vida de povos indígenas. Graças ao trabalho desenvolvido anteriormente, ele contou com a ajuda do líder político e xamã Davi Kopenawa Yanomami para escrever o roteiro e estrelar o novo longa – uma coprodução entre a Gullane e a Buriti Filmes – , que acompanha o cotidiano de uma aldeia ianomâmi, isolada no norte do país há mais de mil anos. Na trama, os indígenas tentam expulsar garimpeiros invasores, que trazem com eles doenças desconhecidas, para proteger seu território, demarcado legalmente. O tema não poderia ser mais atual, tendo em vista as prioridades com sinais trocados do governo Bolsonaro. O Brasil também será representado na próxima edição do festival pela série “Os Últimos Dias de Gilda”, criada e dirigida por Gustavo Pizzi, que foi selecionada para a mostra Berlinale Series. A lista completa de obras selecionadas para a edição de 2021 do evento foi anunciada nesta quinta (11/2) com 15 filmes em sua mostra principal, com a peculiaridade de que todos foram realizados durante a pandemia de coronavírus. “Embora apenas alguns mostrem diretamente o novo mundo em que vivemos, todos eles integram os tempos de incerteza que estamos passando”, disse o diretor artístico da Berlinale, Carlo Chatrianele, em um vídeo que apresentou a seleção. “O sentimento de apreensão está em toda parte.” A lista inclui, entre outras obras, novos filmes da francesa Céline Sciamma (“Retrato de uma Mulher em Chamas”), da alemã Maria Schrader (vencedora do Emmy pela minissérie “Nada Ortodoxa” da Netflix), do romeno Radu Jude (“Aferim!”), do francês Xavier Beauvois (“Dos Homens e dos Deuses”), do mexicano Alonso Ruizpalacios (“Museu”) e do ator alemão-espanhol Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”) em sua estreia na direção. Um dos mais velhos festivais do cinema do mundo, a Berlinale, que chega à sua 71ª edição, vai acontecer em duas partes em 2021. A primeira contará com a exibição online dos filmes de 1º a 5 de março, culminando com a premiação dos melhores com os Ursos de Prata e de Ouro. Já a segunda parte contará com a exibição presencial dos filmes, tanto em salas de cinema quanto ao ar livre, e está prevista para acontecer de 9 a 20 de junho, quando serão entregues os prêmios aos vencedores. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Bolognesi (@luizbolognesi66)

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  • Etc

    Festival de Berlim 2021 anuncia júri com vencedores do Urso de Ouro

    1 de fevereiro de 2021 /

    A organização do Festival de Berlim anunciou os membros do júri de sua edição deste ano, que acontecerá em março totalmente online. A lista é composta por seis cineastas premiados com o Urso de Ouro em edições anteriores e, excepcionalmente, não destaca um presidente do júri. Os membros incluem o iraniano Mohammad Rasoulof (premiado em 2020 por “There Is No Evil”), o israelense Nadav Lapid (de “Sinônimos”, 2019), a romena Adina Pintilie (“Não Me Toque”, 2018), a húngara Ildikó Enyedi (“Corpo e Alma”, 2017), o italiano Gianfranco Rosi (“Fogo no Mar”, 2016) e a bósnia Jasmila Zbanic (“Em Segredo”, 2006). Esses seis diretores “não só expressam diferentes formas de fazer filmes intransigentes e de criar histórias corajosas, mas também representam uma parte da história do Festival de Berlim”, afirmou em nota o diretor artístico do festival, Carlo Chatrian. Os filmes selecionados para a competição principal serão anunciados em 11 de fevereiro. Já o festival acontecerá de 1 a 5 de março, com uma competição online que premiará o melhor com o Urso de Ouro. A Berlinale, responsável pelo evento, ainda planeja realizar exibições dos filmes de 9 a 20 de junho em telas grandes, tanto em salas quanto ao ar livre, ocasião em que, inclusive, serão entregues os prêmios aos vencedores.

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  • Filme

    Pelo segundo ano consecutivo, Ancine não apoia candidato brasileiro ao Oscar

    10 de janeiro de 2021 /

    A Ancine, que supostamente teria mais de R$ 2 bilhões em caixa do FSA, o fundo do setor audiovisual brasileiro, não está dando nenhum apoio financeiro para a campanha do filme brasileiro “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Barbara Paz, na disputa por uma vaga no Oscar 2021. O comando da agência, no governo Bolsonaro, tem ignorado sistematicamente o Programa de Apoio Financeiro aos filmes brasileiros de longa-metragem indicados ao Oscar, a Portaria nº 280 instituída em 2008 para ajudar os candidatos a conquistar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional. O boicote começou com “A Vida Invisível”, da Karim Aïnouz, no Oscar 2020. O governo brasileiro autorizou apenas o apoio institucional da campanha brasileira. Isto é, a inclusão da marca do governo federal no filme. Isto porque “A Vida Invisível” foi parcialmente financiado com recursos oriundos da Lei do Audiovisual. Como comparação, em 2018, durante o governo Temer, o longa escolhido para representar o país na disputa, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, recebeu cerca de R$ 200 mil do antigo Ministério da Cultura para sua divulgação em Hollywood. O corte de verbas ainda se estende a outros programas similares, como o Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionais. A página oficial da Ancine destinada a este apoio não é atualizada desde 2019 e os links para novas candidaturas não funcionam mais. No ano passado, o Brasil teve participação recorde de filmes no Festival de Berlim. Motivo de orgulho em outros governos, a situação foi ignorada pelo atual desgoverno. Nenhum dos filmes recebeu apoio para representar o país no evento. Sob o pretexto de não ter dinheiro, apesar dos supostos R$ 2 bilhões em caixa do FSA para isso, a Ancine realmente suspendeu os programas de apoio internacional em 2019, seguindo a política de desmonte cultural determinada por Bolsonaro. Além da Ancine, os filmes brasileiros também contavam com financiamento do Cinema do Brasil, um programa de exportação e fomento implementado em parceria pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP) e pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério das Relações Exteriores. O apoio chegava a US$ 15 mil por produção até que, também em 2019, a então diretora de Negócios da Apex, Letícia Catelani, filiada ao PSL, interrompeu a distribuição dos recursos. Diante da situação, Barbara Paz está tendo que recorrer a um crowdfunding para conseguir dinheiro para a campanha de seu filme, em busca de uma vaga no Oscar 2021. A campanha está no site Benfeitoria (https://benfeitoria.com/babenco). Enquanto os governos dos países mais desenvolvidos do mundo transformam a produção cultural numa de suas maiores fontes de influência (o soft power) e enriquecimento financeiro, o atual desgoverno do Brasil segue firme rumo ao empobrecimento em todos os sentidos.

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  • Filme

    Festival de Berlim confirma edição virtual em março

    18 de dezembro de 2020 /

    O Festival de Cinema de Berlim confirmou os planos que vazaram na quarta-feira (16/12), incluindo o cancelamento de seu evento físico em fevereiro. Os organizadores vão exibir a mostra competitiva de forma virtual, entre 1 e 5 de março, mas pretendem realizar uma segunda etapa do evento, com a projeção dos selecionados para o público no cinema em junho. Além da competição, o European Film Market (EFM), evento de negócios da indústria cinematográfica que ocorre paralelamente à Berlinale, também seguirá o modelo online. “Como resposta aos tempos em que vivemos, decidimos dividir a nossa oferta em dois eventos distintos, mas relacionados, e assim cumprir a missão da Berlinale. Enquanto em março a indústria cinematográfica estará reunida (online) e poderá apoiar e iluminar nossa seleção, no verão – como um recomeço, 70 anos após a primeira edição – nosso público poderá celebrar os cineastas e suas equipes, nos cinemas e a céu aberto. Isto dá a oportunidade de vivenciar as diferentes secções e perfis do festival, de assistir aos filmes da Mostra Internacional e de festejar com os vencedores dos Ursos de Ouro e de Prata num ambiente alegre”, disse o diretor artístico do festival, Carlo Chatrian, em comunicado. A diretora executiva da Berlinale, Mariette Rissenbeek, acrescentou que a situação atual “não permite um festival físico em fevereiro”. “Ao mesmo tempo, é importante oferecer um mercado à indústria cinematográfica ainda no primeiro trimestre do ano. Com a mudança do formato do festival em 2021, teremos a oportunidade de proteger a saúde de todos os convidados e apoiar a indústria do cinema. Com o evento de verão, queremos celebrar um festival de cinema e oferecer ao público da Berlinale a tão esperada experiência comunitária de cinema e cultura”, explicou Rissenbeek. Como a disparada das taxas de infecção de covid-19 na Alemanha nas últimas semanas, o governo decretou um novo lockdown, com o fechamento de escolas e todo comércio não essencial, incluindo cinemas. Com isso, o festival, que estava programado para acontecer de 11 a 21 de fevereiro, tornou-se inviável. Agora, a Berlinale está em negociações com os seus parceiros e com o Ministro de Estado da Cultura e dos Meios de Comunicação (BKM) da Alemanha para ampliar o orçamento do festival. O BKM já confirmou um apoio extra aos organizadores com fundos do seu programa especial para a Cultura.

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  • Etc

    Festival de Berlim será totalmente online em 2021

    16 de dezembro de 2020 /

    O Festival de Berlim esperava repetir o milagre do Festival de Veneza e seguir como um evento presencial em fevereiro, mas a segunda onda de covid-19 na Europa jogou por terra essa esperança. Segundo os sites Variety e The Hollywood Reporter, os organizadores do festival alemão devem anunciar nesta semana o adiamento de sua 71ª edição, originalmente marcada para acontecer entre 11 a 21 de fevereiro de 2021, e a transformação de sua programação num evento exclusivamente online. Como a disparada das taxas de infecção de covid-19 na Alemanha nas últimas semanas, seguidas pelo fechamento generalizado dos cinemas do país, já havia fortes especulações de que a programação seria afetada. A situação tornou-se incontornável após esta quarta-feira (16/12), quando a Alemanha entrou em completo lockdown, fechando escolas e todo comércio não essencial. Fontes do THR indicam que o Festival de Berlim tinha planos de adiar sua edição para abril na expectativa de poder contar com público, mas o governo alemão não estava disposto a se comprometer com a data. Assim, os organizadores optaram por adiar o evento em apenas duas semanas, para o início de março, e eliminar as sessões presenciais. Refletindo os planos para as exibições de filmes, o European Film Market (EFM), evento de negócios da indústria cinematográfica que ocorre paralelamente à Berlinale, também deve seguir o mesmo modelo online. O EFM já havia anunciado planos para incorporar eventos de mercado online em sua edição de 2021, mas ainda esperava ter alguma forma de presença física. Isso agora parece improvável. O Festival de Cannes também deverá ser afetado pela expansão da pandemia, pelo segundo ano consecutivo. Provisoriamente agendado para maio, o evento francês já tem planos de se mudar para o final de junho ou início de julho se as condições de contágio da covid-19 continuarem desfavoráveis.

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  • Etc,  Filme

    Kambuzia Partovi (1956 – 2020)

    24 de novembro de 2020 /

    O cineasta Kambuzia Partovi, roteirista do único filme iraniano premiado com um Leão de Ouro no Festival de Veneza, morreu nesta terça (24/11) aos 65 anos de covid-19, anunciou o órgão de cinema do Irã. Chamado de um dos “cineastas mais influentes do cinema infantil iraniano”, ele morreu no hospital Dey de Teerã aos 64 anos, disse a fundação Farabi em uma mensagem de condolências em seu site. Nascido em Rasht, no norte do Irã, Partovi começou sua carreira como diretor na década de 1987 com o média-metragem “Eynak”, que foi seguido um ano depois por seu primeiro longa, “Mahi” (“O Peixe”), premiado com um troféu especial da UNICEF no Festival de Berlim. Ele rapidamente se tornou uma figura importante do cinema iraniano, mas não se limitou ao gênero infantil do começo da sua carreira. Ao todo, dirigiu 10 filmes, mas também se projetou como roteirista, ao trabalhar com vários cineastas iranianos de renome, como Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Majid Majidi. Uma de suas parcerias mais celebradas foi “Cortinas Fechadas” (2013), que ele codirigiu com Panahi. No filme premiado no Festival de Berlim, Partovi também atuou como protagonista, vivendo praticamente a si mesmo: um roteirista se esconde do mundo em uma casa de praia, tendo apenas seu cachorro clandestino (proibido de morar no local) como companhia. A tranquilidade é quebrada abruptamente pela chegada de uma jovem que se diz em fuga das autoridades. Ela se recusa a sair e faz muitas perguntas sobre a vida do escritor, despertando-lhe a paranoia. Além de filmes de arte, consagrados pela crítica, ele também escreveu o roteiro do filme épico “Muhammad”, de 2015, que foi o mais caro da história do cinema iraniano. Apesar de realizado com a chancela do governo islâmico do país, este filme biográfico, que retrata a infância do profeta Maomé, foi criticado como um “ato hostil” e uma “distorção do islã” pelo clérigo máximo da Arábia Saudita, rival regional do Irã. Seu roteiro de maior projeção também criou polêmica entre conservadores islâmicos, ao abordar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres iranianas. Lançado em 2000, “O Círculo”, dirigido por Jafar Panahi, foi consagrado pela crítica mundial e se tornou o único filme iraniano a ganhar o Leão de Ouro de Melhor Filme no prestigioso festival de cinema de Veneza – além de mais cinco troféus, incluindo o Prêmio da Crítica. Seu último trabalho foi “Kamion”, que ele escreveu e dirigiu há dois anos, sobre uma mulher e seus filhos em fuga do Estado do Islã. O longa também lhe rendeu seu último prêmio, como Melhor Roteiro no Festival Fajr. Foi a quarta vez que seus roteiros ganharam reconhecimento no festival de Teerã, o que tornou Partovi o maior vencedor da categoria entre seus pares.

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  • Filme

    Nova Ordem abre a Mostra de São Paulo com exibições em drive-in e online

    22 de outubro de 2020 /

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo tem início neste quinta (22/10), com uma cerimônia de abertura para convidados às 19h, no Belas Artes Drive-in, no Memorial da América Latina. Mas para o público em geral, a programação só começa à meia-noite. O filme de abertura é “Nova Ordem”, de Michel Franco, vencedor do Grande Prêmio do Júri no recente Festival de Veneza. Na trama, um casamento luxuoso da elite dá errado, enquanto a Cidade do México ferve com protestos. Pelo ponto de vista de Marianne, a jovem e simpática noiva, e dos criados, o filme retrata o colapso de um sistema político e um golpe de Estado violento. O público poderá ver “Nova Ordem” pela plataforma de streaming da Mostra, a Mostra Play (https://mostraplay.mostra.org/), por 24 horas, entre esta meia-noite e a próxima. A programação, que será exibida até 4 de novembro, também estará disponível no Spcine Play e Sesc Digital, que exibirão sessões gratuitas, enquanto os filmes da Mostra Play terão ingresso a R$ 6. Já as sessões presenciais serão realizadas no Belas Artes Drive-In e no Sesc Drive-In (do Sesc Parque Dom Pedro). Além do polêmico filme do mexicano Michel Franco, a seleção ainda inclui entre seus destaques “Não Há Mal Algum”, do iraniano Mohammad Rasoulof, vencedor do último Festival de Berlim, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, do português João Botelho, baseado no livro homônimo de José Saramago, “Berlim Alexanderplatz”, do alemão-afegão Burhan Qurbani, “Gênero, Pan”, do filipino Lav Diaz, “Mães de Verdade”, da japonesa Naomi Kawase, “Crianças do Sol” (Sun Children), do iraniano Majid Majidi, “Miss Marx”, da italiana Susanna Nicchiarelli, além dos documentários “Kubrick por Kubrick”, do francês Gregory Monro, sobre o diretor Stanley Kubrick, “Sportin’ Life”, do americano Abel Ferrara, e “Coronation”, do chinês Ai Weiwei, que mostra o começo da pandemia de covid-19 em Wuhan. O pôster do evento foi criado pelo cineasta chinês Jia Zhang-Ke, que também estará presente com seu documentário “Nadando Até o Mar Ficar Azul”. A arte de Zhang-Ke também virou a vinheta da Mostra, mostrando um acendedor de incensos de Fenyang, cidade natal do cineasta, durante um ritual para o Deus da Literatura. Já os destaques nacionais incluem as premières de “Verlust”, de Esmir Filho, que reúne Andrea Beltrão e a cantora Marina Lima no elenco, “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria, exibido nos festivais de Cannes, Toronto e San Sebastian, e “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que integrou a Mostra Panorama do Festival de Berlim e foi adquirido pela Netflix. Com 36 filmes, a seleção brasileira traz ainda “Ana. Sem Título”, de Lúcia Murat, “O Lodo”, de Helvécio Ratton, “Curral”, de Marcelo Brennand, e “Mulher Oceano”, estreia da atriz Djin Sganzerla na direção, entre outras produções. Apesar do número de títulos ter caído drasticamente em relação a anos anteriores, a Mostra conseguiu reunir quase 200 filmes – exatamente 198 produções de 71 países – para sua edição da pandemia. São bem menos obras que as 327 do ano passado, mas mais países que os 65 representados em 2019. Do total, 88 títulos concorrerão ao troféu Bandeira Paulista na seção Novos Diretores, que premia obras de novos cineastas – que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem. As condições diferenciadas deste ano também significam que a Mostra não trará convidados internacionais para acompanhar as exibições. A presença dos diretores e de profissionais dos filmes selecionados se dará por meio de vídeos enviados previamente, entrevistas especiais gravadas e também lives. Veja abaixo o trailer do filme de abertura.

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  • Filme

    Johnny Depp vive fotojornalista famoso no trailer de Minamata

    11 de outubro de 2020 /

    A Vertigo Releasing divulgou dois pôsteres e o trailer de “Minamata”, que traz Johnny Depp no papel do premiado fotojornalista W. Eugene Smith (1918 – 1978). O filme conta a notável história real por trás da foto em preto e branco mais poderosa e famosa de W. Eugene Smith, “Tomoko Uemura in Her Bath”, feita pelo fotógrafo americano na pequena vila costeira de Minamata, no Japão, numa viagem para documentar os horríveis efeitos de uma doença que, graças à sua cobertura, foi batizada com o nome do local em 1971. A doença de Minamata é um tipo de envenenamento por mercúrio, que foi causado pela negligência grosseira de uma fábrica química japonesa local. Durante décadas, a empresa despejou metais pesados ​​na água, tornando o abastecimento tóxico. Como resultado, milhares de japoneses da região morreram ou tiveram sequelas. Deformidades e defeitos congênitos graves eram uma ocorrência comum. W. Eugene Smith foi quem denunciou a atrocidade ao mundo. Escrito e dirigido por Andrew Levitas (“A Última Canção”), o filme também inclui em seu elenco Bill Nighy (“A Livraria”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Jun Kunimura (“O Diretor Nu”), Ryo Kase (“O Fim da Viagem, O Começo de Tudo”), Minami (“Vision”), Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), Akiko Iwase (“Pássaro do Oriente”) e a cantora Katherine Jenkins (“Doctor Who”). O trailer inclui alguns elogios da mídia, mas a verdade é que “Minamata” foi exibido no Festival de Berlim, no começo do ano, sem entusiasmar a crítica. O lançamento vai acontecer no início de 2021.

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  • Filme

    Mostra de São Paulo anuncia programação com sessões virtuais e drive-in

    10 de outubro de 2020 /

    A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou neste sábado (10/10), numa live no YouTube, que a 44ª edição do evento vai acontecer de forma virtual e com projeções em cines drive-in, mesmo com a liberação dos cinemas na capital paulista neste fim de semana. A programação, que será exibida entre 22 de outubro e 4 de novembro, estará disponível no Spcine Play, Sesc Digital e num novo aplicativo do evento, Mostra Play. As duas primeiras plataformas exibirão sessões gratuitas, enquanto os filmes da Mostra Play terão ingresso a R$ 6,00. Já as sessões presenciais serão realizadas no Belas Artes Drive-In e no Sesc Drive-In (do Sesc Parque Dom Pedro). Alguns títulos de filmes também foram revelados durante a transmissão online. O longa-metragem escolhido para a abertura é o polêmico mexicano “Nova Ordem” (foto acima), de Michel Franco, vencedor do Grande Prêmio do Júri no recente Festival de Veneza. A seleção ainda inclui entre seus destaques “Não Há Mal Algum”, do iraniano Mohammad Rasoulof, vencedor do último Festival de Berlim, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, do português João Botelho, baseado no livro homônimo de José Saramago, “Berlim Alexanderplatz”, do alemão-afegão Burhan Qurbani, “Gênero, Pan”, do filipino Lav Diaz, “Mães de Verdade”, da japonesa Naomi Kawase, “Crianças do Sol” (Sun Children), do iraniano Majid Majidi, “Miss Marx”, da italiana Susanna Nicchiarelli, além dos documentários “Kubrick por Kubrick”, do francês Gregory Monro, sobre o diretor Stanley Kubrick, “Sportin’ Life”, do americano Abel Ferrara, e “Coronation”, do chinês Ai Weiwei, que mostra o começo da pandemia de covid-19 em Wuhan. O pôster do evento foi criado pelo cineasta chinês Jia Zhang-Ke, que também estará presente com seu documentário “Nadando Até o Mar Ficar Azul”. A arte de Zhang-Ke também virou a vinheta da Mostra, mostrando um acendedor de incensos de Fenyang, cidade natal do cineasta, durante um ritual para o Deus da Literatura. Já os destaques nacionais incluem as premières de “Verlust”, de Esmir Filho, que reúne Andrea Beltrão e a cantora Marina Lima no elenco, “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria, exibido nos festivais de Cannes, Toronto e San Sebastian, e “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que integrou a Mostra Panorama do Festival de Berlim e foi adquirido pela Netflix. Com 36 filmes, a seleção brasileira traz ainda “Ana. Sem Título”, de Lúcia Murat, “O Lodo”, de Helvécio Ratton, “Curral”, de Marcelo Brennand, e “Mulher Oceano”, estreia da atriz Djin Sganzerla na direção, entre outras produções. Apesar do número de títulos ter caído drasticamente em relação a anos anteriores, a Mostra conseguiu reunir quase 200 filmes – exatamente 198 produções de 71 países – para sua edição da pandemia. São bem menos obras que as 327 do ano passado, mas mais países que os 65 representados em 2019. Do total, 88 títulos concorrerão ao troféu Bandeira Paulista na seção Novos Diretores, que premia obras de novos cineastas – que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem. As condições diferenciadas deste ano também significam que a Mostra não trará convidados internacionais para acompanhar as exibições. A presença dos diretores e de profissionais dos filmes selecionados se dará por meio de vídeos enviados previamente, entrevistas especiais gravadas e também lives. Veja abaixo a vinheta oficial da 44ª edição.

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  • Etc

    Festival de Berlim reconhece oficialmente que seu fundador era nazista

    30 de setembro de 2020 /

    A direção do Festival Internacional de Cinema de Berlim reconheceu, pela primeira vez, que Alfred Bauer, primeiro diretor do festival, era nazista. Ele atuou como conselheiro do Reichsfilmintendanz, órgão criado por Joseph Goebbels em 1942 para controlar a produção cinematográfica na Alemanha. Em fevereiro deste ano, a Berlinale encomendou um estudo ao Instituto Leibniz de História Contemporânea, após a mídia alemã revelar a atuação de Bauer junto ao regime nazista. Segundo um comunicado divulgado pelo festival nesta quarta-feira, a pesquisa comprovou que Bauer se juntou a várias organizações nacionalistas a partir de 1933, tendo se tornado membro oficial do Partido Nazista em 1937. Além disso, o comunicado afirma que, após o fim da 2ª Guerra Mundial, Bauer tentou ocultar sua participação no governo de Adolf Hitler por meio de declarações “deliberadamente falsas” e “meias-verdades”. Depois de censurar o cinema alemão, adequando-o à máquina de propaganda comandada por Goebbels, ele fundou festival, criado, ironicamente, como parte do processo de reconstrução da identidade alemã, sendo responsável pelas edições que aconteceram entre 1951 e 1976. Bauer lançou o evento como “uma mostra do mundo livre”. “As novas descobertas, agora cientificamente pesquisadas, sobre as responsabilidades de Alfred Bauer no Reichsfilmintendanz e seu comportamento no processo de desnazificação são surpreendentes. No entanto, eles constituem um elemento importante no processo de lidar com o passado nazista de instituições culturais que foram fundadas após 1945”, disse a diretora executiva da Berlinale, Mariette Rissenbeek. O festival decidiu abolir o prêmio que leva o nome de Bauer. A partir de 2021, o troféu será transformado em um Grande Prêmio do Júri, integrando a lista de Ursos de Pratas entregues aos melhores filmes.

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  • Etc,  Filme

    Jirí Menzel (1938 – 2020)

    6 de setembro de 2020 /

    O cineasta tcheco Jirí Menzel, vencedor do Oscar e de vários festivais internacionais, morreu no sábado (5/9), aos 82 anos, após uma longa doença. A morte foi anunciada por sua esposa, Olga, que postou a notícia no Instagram e no Facebook na noite de domingo. Ele conquistou o Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira pela história agridoce da ocupação nazista de “Trens Estreitamente Vigiados” (1966), seu primeiro longa como diretor, após diversos curtas e papéis, como ator, em clássicos do cinema tcheco – entre eles, “O Acusado” e “Coragem para Todos os Dias” (ambos de 1964). Menzel foi uma figura importante da new wave tcheca, ao lado de outros diretores que romperam fronteiras, como Milos Forman e Vera Chytilova, enfrentando o regime soviético com propostas estéticas e conteúdo ousados. Seu filme seguinte, a comédia “Um Verão Caprichoso” (1968), venceu o Festival de Karlovy Vary, o mais importante festival de cinema do Leste Europeu, mas o terceiro, “Andorinhas por um Fio”(1969), foi banido pelo governo e só lançado em 1990, após a queda do regime comunista. Passado no final dos anos 1940, “Andorinhas por um Fio” causou polêmica ao mostrar o tratamento dado a “elementos burgueses” suspeitos (artistas e professores), que eram forçados a trabalhar num ferro-velho como reabilitação. Ao finalmente ser exibido para o público e a crítica, 21 após sua filmagem original, venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim. O filme era uma adaptação de um livro do romancista tcheco Bohumil Hrabal, também autor do livro em que “Trens Estreitamente Vigiados” tinha se baseado, e que ganhou uma terceira adaptação do diretor, “Shortcuts” (1981), agraciada com um prêmio especial do Festival de Veneza. O cineasta era seguidamente premiado por sua capacidade de filmar interpretações irônicas da vida e satirizar figuras de autoridade. Não por acaso, ainda voltou a ser indicado ao Oscar pela comédia de humor negro “My Sweet Little Village” (1985), foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Montreal por “The End of Old Times” (1989) e ganhou consagração nacional por seu penúltimo filme, “I Served the King of England” (2006), que após láureas nos festivais de Berlim, Sofia e outros, venceu quatro Leões Tchecos (o Oscar da República Tcheca), incluindo Melhor Filme e Diretor. Ao fim da vida, também ganhou o Leão Tcheco por sua contribuição artística, foi homenageado pela carreira em Karlovy Vary, recebeu a Medalha de Mérito, a Ordem Francesa das Artes e Literatura e vários outros prêmios internacionais. O último filme que dirigiu, “Don Juans”, foi exibido em 2013, mas ele continuou ligado ao cinema até 2018, quando interpretou um papel em “O Intérprete” (2018). Em meio as filmagens, adoeceu, precisou sofrer uma cirurgia no cérebro e nunca mais se recuperou. Além de dirigir clássicos indiscutíveis do cinema europeu, Jirí Menzel desempenhou cerca de 80 papéis no cinema e na televisão e, ao contrário de muitos compatriotas que foram para o exílio após a Primavera de Praga, manteve sua carreira baseada em seu país natal até o fim.

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    Festival de Berlim extingue distinção de gênero na premiação de melhores intérpretes

    24 de agosto de 2020 /

    Além de confirmar sua realização em fevereiro, a organização do Festival de Berlim anunciou que, a partir de sua edição de 2021, o evento não terá mais prêmios de atuação divididos por categorias de gênero. Ou seja, a edição do ano que vem não contará com os Ursos de Prata de Melhor Atriz e Melhor Ator. Em vez disso, serão premiadas as categorias de Melhor Performance Principal e Melhor Performance Coadjuvante. “Acreditamos que não separar os prêmios na área de atuação por gênero sinaliza para uma consciência mais sensível ao gênero na indústria cinematográfica”, disseram Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, diretores da Berlinale, em comunicado conjunto. Na edição de 2020 do festival, a última a contar com prêmios de gênero, a atriz alemã Paula Beer, em “Undine”, e o ator italiano Elio Germano, em “Hidden Away”, levaram os Ursos de Prata. A Berlinale, como o evento também é conhecido, está sendo planejada para ocorrer em salas cinematográficas, apesar da pandemia de covid-19. O festival acontecerá de 11 a 21 de fevereiro e seguirá as diretrizes de saúde vigentes para que a maior segurança possível seja garantida a todos os convidados, reforçaram os organizadores em comunicado. Já o European Film Market (EFM), a grande feira de negócios internacionais de cinema, que ocorre simultaneamente à mostra de filmes, terá um modelo híbrido com participações virtuais e presenciais. Em tom otimista, Rissenbeek e Chatrian disseram estar “satisfeitos que festivais com público fisicamente presente já estejam, aos poucos, voltando a ocorrer em todo o mundo”.

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    Festival de Berlim é confirmado para fevereiro de 2021

    24 de agosto de 2020 /

    Os organizadores do Festival de Cinema de Berlim afirmaram que o evento de 2021 vai acontecer em fevereiro, conforme planejado, apesar da pandemia de covid-19. A confirmação da Berlinale, como também é conhecida, acompanha a reabertura do comércio e os cinemas na Alemanha. O evento, inclusive está sendo planejado para ocorrer em salas cinematográficas, enquanto um modelo híbrido com participações virtuais e presenciais será destinado ao European Film Market (EFM), a grande feira de negócios internacionais de cinema, que ocorrerá simultaneamente. O festival acontecerá de 11 a 21 de fevereiro e seguirá as diretrizes de saúde vigentes para que a maior segurança possível seja garantida a todos os convidados, reforçaram os organizadores em comunicado. “Ajustes na estrutura do festival, na programação dos filmes e no número total de filmes convidados serão definidos pela direção do festival nas próximas semanas”, acrescentaram. Um dos maiores eventos do setor na Europa, o Festival de Berlim normalmente atrai em torno de 480 mil pessoas, entre cineastas, estrelas de cinema e fãs, à capital alemã. Em 2020, o evento também aconteceu normalmente, antes da prevenção contra a pandemia obrigar o fechamento dos cinemas. O filme brasileiro “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, foi um dos premiados do evento, que consagrou o drama iraniano “There Is No Evil”, de Mohammad Rasoulof, com o Urso de Ouro.

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