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  • Filme

    Diretor francês consagrado é acusado de assédio por cinco atrizes

    30 de agosto de 2023 /

    O famoso francês Philippe Garrel, de 75 anos, enfrenta acusações de assédio sexual formuladas por cinco atrizes, segundo reportagem divulgada pelo site Mediapart. A notícia teve ampla repercussão na mídia francesa. De acordo com as alegações, Garrel teria oferecido papéis em seus filmes em troca de favores sexuais. O cineasta nega todas as acusações, atribuindo-as a “sentimentos mal interpretados”.   Detalhes das denúncias Anna Mouglalis, atriz que colaborou com Garrel no filme “O Ciúme” de 2013, declarou ao Mediapart que o diretor a convidou para discutir um roteiro sobre “desejo feminino”. Em um encontro subsequente na residência da atriz, Garrel teria se deitado em sua cama sem permissão. Em sua defesa, Garrel disse que passou mal durante a visita e pediu para deitar. Outras mulheres compartilharam experiências similares de tentativas de beijos forçados. Uma atriz, que optou por manter seu nome em anonimato, recordou um encontro em 2018, em que Garrel teria alisado sua perna e tentado beijá-la. Segundo o diretor, foi “apenas um beijo na bochecha”. Laurence Cordier, ex-aluna do Conservatório de Paris onde Garrel lecionava, relatou que, após uma conversa sobre um papel em 2003, o diretor teria a agarrado pela cintura. Marie Vialle, outra ex-aluna, contou que o diretor lhe propôs escrever um filme para ela em 1994 e tentou beijá-la, dizendo: “Não posso fazer o filme se não dormir com você”. Em resposta ao Mediapart, Garrel disse: “Lembro de ter explicado a ela que, como muitos diretores da Nouvelle Vague, gostava de filmar com a mulher por quem estava apaixonado. Se magoei Marie Vialle, por quem tenho muito respeito, sinto muito”.   #MeToo francês As acusações ocorrem em um período em que o movimento #MeToo ganha força na França, exemplificado pelas recentes denúncias contra o ator Gérard Depardieu. Philippe Garrel, pai do igualmente famoso ator Louis Garrel (“Adoráveis Mulheres”), possui uma carreira premiada, com obras aclamadas em festivais de Cannes, Veneza e Berlim. O diretor começou a carreira nos anos 1960, durante o movimento Nouvelle Vague, e é conhecido por filmes como “A Cicatriz Interior” (1972), “A Criança Secreta” (1979), “Amantes Constantes” (2005) e “À Sombra de Duas Mulheres” (2015). Bastante premiado, este ano ele acrescentou no currículo o troféu de Melhor Diretor no Festival de Berlim por seu novo filme, “Le Grand Chariot”.

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  • Filme

    Trailer traz Peter Dinklage dividido entre Anne Hathaway e Marisa Tomei

    17 de agosto de 2023 /

    O estúdio americano Vertical divulgou o trailer de “She Came to Me”, uma nova comédia romântica que explora o mundo da ópera e a vida de um compositor em crise criativa. O filme é estrelado por Peter Dinklage (“Game of Thrones”), Anne Hathaway (“Convenção das Bruxas”) e Marisa Tomei (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), e conta com uma música original de Bruce Springsteen. Peter Dinklage interpreta Steven Lauddem, um compositor de Nova York que enfrenta um bloqueio criativo após o fracasso de sua última ópera. Anne Hathaway, que também é produtora do filme, interpreta Patricia, a esposa fria e terapeuta de Steven, que está enfrentando sua própria crise. Marisa Tomei interpreta Katrina, uma operadora de rebocador marinho que se torna a musa de Steven e ameaça seu casamento com Patricia. A trama também envolve o filho de 18 anos do casal, Julian (Evan Ellison), que embarca em um romance com Tereza (Harlow Jane), de 16 anos, desaprovado pelos pais da garota. A história se desenrola com Steven encontrando inspiração em Katrina, culminando na estreia de sua ópera, que recebe críticas positivas. Mas ao ver sua vida transformada em espetáculo, Katrina resolve confrontar o autor, revelando estar perdidamente apaixonada. A direção e a trilha O filme tem direção e roteiro de Rebecca Miller, filha do famoso dramaturgo Arthur Miller, que não dirigia um filme desde “O Plano de Maggie” em 2015. Para garantir uma visão autêntica do mundo dos compositores e da ópera, ela consultou especialistas como Daniel Felsenfeld e Peter Gelb, gerente geral da Metropolitan Opera. A trilha sonora foi composta por Bryce Dessner, da banda The National, e incluiu uma nova canção de Bruce Springsteen, intitulada “Addicted to Romance”. A música foi inspirada pelo próprio filme, marcando a primeira gravação inédita do roqueiro veterano em mais de um ano. “É uma canção que parece que poderia ter existido para sempre, diretamente do Cancioneiro Americano”, disse Miller sobre a gravação. “She Came to Me” fez sua estreia mundial na abertura do Festival de Berlim de 2023 e dividiu opiniões, atingindo 65% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 29 de setembro nos EUA, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Documentário sobre deficientes mentais vence Urso de Ouro no Festival de Berlim

    25 de fevereiro de 2023 /

    O documentário francês “Sur l’Adamant”, sobre o acolhimento de deficientes mentais em um centro de saúde localizado num barco do rio Sena, no coração de Paris, foi o vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2023, em cerimônia realizada na tarde deste sábado (25/2). Em seu discurso de agradecimento, o veterano diretor Nicolas Philibert, de 72 anos, disse que tentou “inverter a imagem que sempre temos dos deficientes, como discriminados e estigmatizados. Queria que pudéssemos, se não nos identificar com eles, pelo menos reconhecer o que nos une para além das nossas diferenças”. Outro veterano, o francês Philippe Garrel, de 74 anos, levou o Urso de Prata de Melhor Diretor de Berlim por “Le Grand Chariot”, um drama familiar em que seus filhos da vida real vivem a última geração de uma família de marionetistas. Garrel dedicou o troféu ao colega recentemente falecido Jean-Luc Godard. Para contrastar com o reconhecimento aos mais experientes, o júri internacional, presidido pela atriz americana Kristen Stewart (“Spencer”), também chamou atenção por consagrar a pequena Sofía Otero como a mais jovem vencedora do Urso de Prata de atuação de todos os tempos. No filme “20.000 Especies de Abejas”, da espanhola Estibaliz Urresola Solaguren, ela vive uma menina de 8 anos que começa a manifestar sua transição para outro sexo. A menina, estreante no cinema, ficou chocada e chorou no palco, ao agradecer o troféu. Berlim foi o primeiro grande festival de cinema a introduzir prêmios de atuação de gêneros neutros e distribuir um único prêmio para melhor atuação principal e outro para melhor atuação coadjuvante. Este segundo troféu foi conquistado pela atriz trans alemã Thea Ehre no romance policial “Till the End of the Night”, do alemão Christoph Hochhäusler. Para completar, o Grande Prêmio do Júri foi para “Afire”, tragicomédia do alemão Christian Petzold sobre quatro jovens em uma casa de férias na costa do Báltico, ameaçados por um incêndio florestal, enquanto o Prêmio do júri ficou com “Mal Viver”, do português João Canijo, sobre os conflitos entre cinco mulheres que gerem um antigo hotel. Outros prêmios podem ser conferidos na lista a seguir, que reúne todos os contemplados com troféus da mostra competitiva de longas-metragens – logo abaixo do trailer do filme vencedor do Urso de Ouro.   Urso de Ouro de Melhor Filme “Sur l’Adamant”, de Nicolas Philibert Grande Prêmio do Júri “Afire”, de Christian Petzold Prêmio do Júri “Mal Viver”, de João Canijo Melhor Direção Philippe Garrel por “Le Grand Chariot” Melhor Performance Principal Sofía Otero, por “20.000 Especies de Abejas” Melhor Performance Coadjuvante Thea Ehre, por “Till the End of the Night” Melhor Roteiro “Musik”, de Ângela Schanelec Contribuição Artística Excepcional Helene Louvart, diretora de fotografia de “Disco Boy”. Prêmio de Documentário da Berlinale “El Eco”, de Tatiana Huezo

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  • Série

    Atração da Disney+ vence primeira prêmio de séries no Festival de Berlim

    22 de fevereiro de 2023 /

    A série dramática italiana “The Good Mothers”, desenvolvida para a plataforma de streaming Disney+, venceu o Berlinale Series Award, primeiro prêmio do Festival de Berlim dedicado a séries. Criada por Stephen Butchard (“Bagdá Central”), a atração narra a história real de três mulheres envolvidas com uma família mafiosa italiana. que trabalharam em conjunto com uma procuradora para derrubar o império criminoso. A série é dirigida por Julian Jarrold (“Sulphur and White”) e Elisa Amoruso (“Jogo do Amor”) e estrelada por Gaia Girace (“A Amiga Genial”), Valentina Bellè (“I Want to Be a Rock Star”), Barbara Chichiarelli (“The Gymnasts”), Simona Distefano (“A Garota Desaparecida do Vaticano”) e Micaela Ramazzotti (“7 Mulheres e um Mistério”). “Os criadores da série foram meticulosos ao recriar um mundo autêntico e detalhado, apresentado por um elenco estelar, com performances que nos fizeram perder o fôlego”, disse o júri, em comunicado. “A bela cinematografia, design de produção e locações contribuíram para a sensação ultrarrealista da série, o que é muito apropriado considerando que é baseada em eventos reais.” “The Good Mothers” estreia em 5 de abril na Disney+. Confira abaixo o trailer da atração.

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  • Filme

    Steven Spielberg transforma homenagem do Festival de Berlim em ato antifascista

    22 de fevereiro de 2023 /

    O cineasta Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) recebeu um prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Cinema de Berlim nessa quarta (21/2). Durante seu discurso de agradecimento, Spielberg falou sobre o significado especial de ser homenageado na Alemanha. “Esta honra tem um significado particular para mim porque sou um diretor judeu”, disse ele. “Eu gostaria de acreditar que este é um pequeno momento em um esforço muito maior e contínuo de curar os lugares quebrados da história – o que os judeus chamam de Tikkun Olam, a reparação e restauração do mundo”. O diretor lembrou também do seu papel na criação da Fundação Shoah, uma organização sem fins lucrativos que contém a maior coletânea do mundo de testemunhos sobre o Holocausto. “Eu criei a Fundação Shoah, porque estou convencido de que o que o historiador Yosef Hayim Yerushalmi escreveu é verdade: O oposto da justiça não é injustiça. O oposto da justiça é o esquecimento”, continuou ele. “A reconciliação só é possível quando lembramos o que aconteceu”. “A Alemanha tem sido há muito tempo uma parceira essencial no trabalho da Fundação Shoah. Cidadãos privados, o governo alemão e o Festival de Cinema de Berlim juntaram-se a nós na coleta e entrevista de testemunhas, na apresentação de documentários, na disseminação de materiais educacionais, e nos ajudaram a tornar nossos arquivos amplamente disponíveis na Alemanha”, explicou Spielberg. Outro ponto abordado pelo diretor foi a vontade da Alemanha de aprender com a história, ao contrário de outros países, condenados à repeti-la. “O povo alemão tem se mostrado disposto a ler a história de seu país, a enfrentar suas lições sobre o antissemitismo, o preconceito e a xenofobia, precursores do Holocausto”, disse Spielberg. “Outros países, incluindo o meu, podem aprender muito com a corajosa determinação do povo alemão de agir para impedir que os fascistas assumam o poder”, contou ele. “Uma nação só pode ser chamada de justa se recusar a amnésia conveniente que nos tenta a todos. Depois do século 20, talvez nenhuma nação deva se bajular ou se iludir achando que merece ser chamada de Justa. Mas não devemos negar a possibilidade de Justiça. Não devemos deixar de persegui-la. Essa busca é nossa melhor esperança de encontrar significado na vida. E começa com a lembrança.” Durante sua visita ao Festival de Berlim, Spielberg revelou que não tem nenhum filme agendado para dirigir em seguida, mas está trabalhando na produção de uma série sobre Napoleão, um projeto anteriormente desenvolvido pelo finado cineasta Stanley Kubrick (“O Iluminado”).

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  • Filme

    Steven Spielberg não sabe que filme vai fazer em seguida

    21 de fevereiro de 2023 /

    O cineasta Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) ainda não sabe qual será o seu próximo filme. A informação foi divulgada pelo próprio diretor, durante uma entrevista coletiva no Festival de Cinema de Berlim nessa terça-feira (21/2). “Eu estava tão envolvido com dois filmes consecutivos”, contou Spielberg, referindo-se a “Amor, Sublime Amor” (2021) e “Os Fabelmans” (2022). “Eu nunca tive a chance de pensar sobre o que iria fazer quando esses dois filmes terminassem. E aqui estou na frente de todos vocês dizendo: ‘Eu não sei o que vou fazer a seguir. Não tenho ideia'”. “É uma sensação agradável. E também é uma sensação horrível”, continuou ele. “É bom que eu possa ter o controle da minha vida novamente e fazer minhas próprias escolhas na minha vida real. Mas eu preciso trabalhar e eu amo trabalhar, e essa é a maior pergunta que vou ter pelo resto do ano tentando descobrir isso.” O diretor tem vários projetos encaminhados, como um remake de “Bullit” (1968) e uma cinebiografia do compositor George Gershwin, mas ele não deu nenhum indicativo de que alguns desses projetos seria o seu próximo filme. Spielberg está em Berlim para receber um Urso de Ouro Honorário por sua carreira. A cerimônia será seguida por uma exibição do seu drama semiautobiográfico “Os Fabelmans”, sobre um jovem que desenvolve a sua paixão por fazer cinema. “Em certo sentido, o que um Prêmio pelo Conjunto da Obra faz é te levar de volta ao passado, quer você queira ou não. Isso deixa você muito reflexivo”, disse ele. “Ser homenageado em Berlim, que é um dos festivais mais respeitáveis da história, é um grande ponto alto na minha vida.” Assista ao trailer de “Os Fabelmans”.

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  • Filme

    Propriedade: Drama brasileiro selecionado pelo Festival de Berlim, ganha trailer tenso

    17 de fevereiro de 2023 /

    “Propriedade”, uma das produções brasileiras selecionadas para o Festival de Berlim 2023, ganhou um trailer tenso que realça o conflito de classes no centro da trama. O filme conta a história de uma mulher, interpretada por Malu Galli (“Paraíso Perdido”), que se tranca num carro blindado para se proteger de uma rebelião formada pelo trabalhadores de sua fazenda. O longa é definido por seu realizadores como “um thriller que se utiliza das convenções de gênero para abordar a incomunicabilidade e a intolerância entre classes no Brasil”. Além de Malu Galli, o elenco ainda conta com as participações de Tavinho Teixeira (“Irmandade”), Edilson Silva (“Bacurau”), Sandro Guerra (“Divino Amor”) e Nivaldo Nascimento (“O Som ao Redor”). “Propriedade” ainda não tem dada de lançamento nos cinemas brasileiros. Confiar o trailer abaixo. Antes de estrear na Europa, o filme fez uma trajetória bem-sucedida em festivais do Brasil. “Propriedade” foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo, foi o filme de encerramento da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes e ganhou os prêmios de Melhor Montagem no Festival do Rio e os troféus de Melhor Direção, Melhor Figurino, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Desenho de Som no Festival de Aruanda. O longa-metragem pernambucano, escrito e dirigido por Daniel Bandeira (“Amigos de Risco”), será exibido na quinta (23/2) na Mostra Panorama, a seção paralela mais prestigiada da Berlinale.

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  • Filme

    Kristen Stewart desabafa sobre presidir Festival de Berlim: “Tremendo toda”

    16 de fevereiro de 2023 /

    Kristen Stewart (“As Panteras”), presidente do júri no Festival de Cinema de Berlim deste ano, desabafou sobre a responsabilidade do cargo que está ocupando: “Estou tremendo toda”, relatou a estrela. Em entrevista coletiva para a imprensa, realizada nesta quinta-feira (16/2) para celebrar o início do festival, a atriz foi bem sincera ao compartilhar com os repórteres a experiência. “É um peso, mas não é um peso que eu não compreenda ou não sinta totalmente. Agradeço por estar amparada por um júri realmente bonito e talentoso”, relatou a artista. No palco, Kristen estava acompanhada pelos membros do júri: a atriz franco-iraniana Golshifteh Farahani (“Filhas do Sol”), a diretora alemã Valeska Grisebach (“Western), o diretor romeno Radu Jude (“Má Sorte No Sexo Ou Pornô Acidental”), a diretora de elenco e produtora americana Francine Maisler (“Babilônia”), a diretora espanhola Carla Simón (“Verão 1993”) e o diretor e produtor de Hong Kong Johnnie To (“Guerra Ás Drogas”). “Estou pronta para ser mudada por todos os filmes e pelas pessoas que estão ao nosso redor. É por isso que estamos aqui”, declarou a atriz. Na coletiva, Stewart foi questionada sobre seus critérios para a premiação e resolveu refletir sobre a pergunta: “É uma coisa muito interessante estar encarregada de decidir qual é o melhor filme. É algo tão efêmero e bastante subjetivo. Podemos odiar um filme, mas sua realização ser impressionante”, disse ela. Segundo a presidente do júri, para avaliação dos filmes, o importante é estar “aberto ao novo” e “diminuir preconceitos”. “Acho muito importante estarmos totalmente abertos à novidade. Acho que a diversidade e a amplitude de ideias vão nos fornecer algum material novo que pode ser desafiador e estranho de se adaptar, mas acho que o ponto é escolher aquele que mais se destaca. Você sabe, se todos nós não concordarmos com algo, provavelmente é porque é muito bom. Entendeu o que eu quero dizer?”, indagou a atriz. A estrela ficou momentaneamente confusa quando um dos repórteres perguntou se ela tinha algum filme ou diretor contemporâneo preferido. Nesse momento, Stewart foi bem sincera e se descreveu como uma “perdedora”: “Vão falar que não assisto filmes, mas, para ser bem honesta, não quero perder tempo sentada aqui procurando títulos e cineastas para mencionar. Eu sinto muito. Não tenho a melhor resposta para a sua pergunta, mas quero desvendar os trabalhos de todos que estão sentados aqui comigo. Isso é algo que vai ser bastante divertido de fazer, mas me desculpe. Eu sou uma perdedora. Não tenho uma lista de cineastas para lhe oferecer”, respondeu a atriz. Kristen esteve pela primeira vez na Berlinale em 2010, com a produção independente “Corações Partidos”, do diretor Jake Scott. Com o convite da organização do evento para presidir o júri, ela se tornou a pessoa mais jovem a assumir a presidência do Festival de Berlim. Recentemente, ela terminou de dirigir seu primeiro longa “The Chronology of Water”, e foi anunciada como a protagonista do filme “Sontag”, que conta a história da escritora Susan Sontag.

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  • Filme

    Conheça as produções brasileiras selecionadas para o Festival de Berlim

    23 de janeiro de 2023 /

    O Festival de Berlim, um dos eventos cinematográficos de maior prestígio no mundo, divulgou nesta quinta (23/1) os filmes selecionados para sua 73º edição. E o Brasil conquistou algum destaque na lista. Até o momento, dois longas e três curtas brasileiros já foram confirmados na programação do evento alemão, que acontece entre os dias 16 e 26 de fevereiro. O longa-metragem “O Estranho” fará sua estreia mundial na mostra Forum, que abre espaço para trabalhos ousados e que ofereçam novas linguagens cinematográficas. O principal cenário de “O Estranho” é o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O terminal é retratado no filme pelo olhar dos trabalhadores do aeroporto. Quem conduz a narrativa de “O Estranho” é Alê, uma funcionária cuja história familiar se entrelaça com a construção do próprio aeroporto em terras que, no passado, pertenceram aos indígenas. Escrito e dirigido por Flora Dias e Juruna Mallon, o longa foi gravado no próprio aeroporto. Este é o segundo longa dirigido pela dupla, que antes realizaram “O Sol nos Meus Olhos”, de 2012. O filme é uma produção da Lira Cinematográfica e da Enquadramento Produções e os diretores definem o processo de criação da obra como “uma total imersão” no território de Guarulhos. Outro longa nacional revelado na seleção do Festival de Berlim é o longa-metragem pernambucano “Propriedade”, de Daniel Bandeira. O filme acompanha a revolta dos trabalhadores da fazenda de Tereza (Malu Galli), uma reclusa estilista, que se enclausura em seu carro blindado para se proteger do ataque de seus empregados. Estrelado pela atriz Malu Galli, o filme teve a sua estreia no Festival do Rio de 2022, onde recebeu boas avaliações da crítica, que o classificou como “incisivo e desafiador”. No último dia 13 de janeiro, o festival anunciou a seleção de curtas da mostra Berlinale Shorts. Entre as obras, figura o curta-metragem brasiliense “As Miçangas”. O filme é vencedor do Primeiro Edital de Produção da Cardume, streaming de curtas que desenvolve ações de fomento e desenvolvimento para cineastas brasileiros. Lançado no final de 2021, o Edital da Cardume recebeu centenas de inscrições e premiou o projeto gravado em Brasília no mesmo ano. Dirigido por Emanuel Lavor e Rafaela Camelo, o filme propõe uma reflexão sobre o aborto a partir da história de duas irmãs que viajam para que uma delas possa interromper uma gravidez não planejada. As personagens são interpretadas pelas atrizes Tícia Ferraz e Pâmela Germano. Os diretores afirmam que a intenção da obra não é só falar sobre como o aborto é comum e cotidiano na vida das mulheres, mas também refletir sobre culpa e fraternidade. O curta-metragem alagoano “Infantaria” entrou na mostra Generation 14Plus. O filme foi o grande vencedor do último Festival Curta Cinema, o que automaticamente o qualificou para disputar uma vaga no Oscar de 2023, mas acabou não figurando na shortlist publicada pela Academia. “Infantaria” acompanha a família de Joana, uma garota que se prepara para seu aniversário de 10 anos enquanto deseja entrar na puberdade. “Infantaria” já participou de festivais como Olhar de Cinema, Mostra de Cinema de Gostoso, Festival de Vitória, Mostra de Cinema de Gostoso e CineCeará, de onde saiu com três prêmios. Além disso, foi o grande vencedor da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, onde arrematou 7 dos 10 prêmios oferecidos na mostra, incluindo os troféus de Melhor Filme concedidos pelo júri oficial, júri popular e crítica. Por último, o curta A Árvore (2023), de Ana Vaz, é uma co-produção entre Brasil e Espanha. O curta será exibido na mostra Forum Expanded. Definido por sua realizadora como um “filme-meditação em sequências de 30 segundos”, a obra rememora o pai do artista, ligando geografias, tempos, vivos e mortos “com uma espada de metal”. O Brasil ainda comparece na mostra Forum Special – que tem curadoria de Jacqueline Nsiah e Can Sungu – com a cópia restaurada de “A Rainha Diaba”, de Antonio Carlos da Fontoura, realizado e lançado em 1974, durante a ditadura militar. Protagonizado por Milton Gonçalves, esse clássico do cinema queer brasileiro conta a história do marginal Rainha Diaba, que controlava com mão de ferro o crime organizado da cidade. Para evitar que um de seus homens de frente caisse nas mãos da polícia, ele encarrega Catitu de inventar um bandido perigoso e entregá-lo à polícia no lugar do homem procurado. A história foi inspirada no criminoso real João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, e rendeu a Milton Gonçalves o troféu de Melhor Ator no Festival de Brasília. A restauração do longa foi realizada pela CinemaScópio e Cinelimite. Com Kristen Stewart presidindo o júri oficial, a seleção principal de Berlim também conta com filmes estrelados por Willem Dafoe e Sydney Sweeney, além de produções oriundas de diversas partes do mundo inteiro.

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  • Filme

    Kristen Stewart vai presidir júri do Festival de Berlim 2023

    9 de dezembro de 2022 /

    A organização do Festival de Berlim anunciou a atriz Kristen Stewart como presidente do júri de sua edição de 2023. O anúncio reflete a condição de queridinha da crítica e estrela de filmes de arte da ex-protagonista da “Saga Crepúsculo” (2008-2012). Desde que estrelou a franquia teen, devastada pela crítica e responsável por indicá-la cinco vezes ao prêmio de piores do ano no Framboesa de Ouro, Stewart ganhou credibilidade se dedicando a vários projetos independentes. Ela estreou no festival alemão em 2010, como protagonista de um dos muitos dramas indies que realizou em sua transição – “Corações Perdidos”, de Jake Scott. Depois disso, chegou ao cinema europeu pela porta da frente, tornando-se a primeira atriz americana a vencer o César (o Oscar francês) por seu desempenho em “Acima das Nuvens” (2014), de Olivier Assayas. Desde então, tem sido destaque constante nos festivais europeu. Também estreou como diretora de curtas. E neste ano conquistou sua primeira indicação ao Oscar pelo papel da princesa Diana em “Spencer”, filme dirigido pelo chileno Pablo Larrain. “Jovem, brilhante e com um trabalho impressionante, Kristen Stewart é a ponte perfeita entre os Estados Unidos e a Europa”, disseram os diretores do festival Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian. “De Bella Swan à Princesa de Gales, ela deu vida a personagens eternos e é uma das atrizes mais talentosas e multifacetadas de sua geração”, completaram no comunicado sobre a escolha da atriz. Atualmente com 32 anos, Stewart será uma das presidentes mais jovens do júri principal do evento. O Festival de Berlim de 2023 vai acontecer entre os dias 16 e 26 de fevereiro na capital da Alemanha.

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  • Filme

    Festival de Berlim vai homenagear Steven Spielberg

    22 de novembro de 2022 /

    A organização do Festival de Berlim anunciou que o evento de 2023 vai homenagear Steven Spielberg com um Urso de Ouro honorário pelas realizações de sua carreira. Diretor de clássicos que vão desde “Tubarão” nos anos 1970 até o recente “Fabelmans”, Spielberg só foi começar a disputar festivais de cinema neste ano, quando venceu o Festival de Toronto com “Fabelmans”. Mas é reverenciado tanto por seus blockbusters de qualidade como por seu trabalho artístico, a ponto de já ter presidido o Festival de Cannes – em 2013, deu a Palma de Ouro para o romance lésbico “Azul É a Cor Mais Quente”. Spielberg também é vencedor de dois Oscars de Melhor Direção, por “A Lista de Schindler” (1993), que também foi premiado como Melhor Filme, e “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). “Com uma carreira incrível, Steven Spielberg não só encantou gerações de espectadores ao redor do mundo, mas também deu um novo significado à palavra ‘cinema’ como a fábrica de sonhos”, diz o comunicado do festival, assinado pelos diretores de Berlinale, Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian. O Festival de Berlim de 2023 vai acontecer de 16 a 26 de fevereiro na capital alemã.

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  • Filme

    Filme brasileiro é premiado no Festival de Berlim

    20 de fevereiro de 2022 /

    O Festival de Berlim divulgou no sábado (19/2) os vencedores da mostra Panorama, que incluiu o filme brasileiro “Fogaréu”. O primeiro longa-metragem dirigido pela goiana Flávia Neves ficou em 3º lugar. A votação foi decidida pelo público, que consagrou como vencedor o longa cazaque “Happiness”, de Askar Usabayev, e deixou o ucraniano “Klondike”, de Maryna Gorbach, em 2º lugar. “Fogaréu” se passa em Goiás Velho, antiga capital goiana, e faz uma denúncia contra famílias ricas que adotam crianças, muitas vezes com transtornos mentais, numa suposta ação de solidariedade que, com o tempo, se revela uma busca por mão de obra análoga à escravidão. Na trama, que mescla elementos dramáticos e sobrenaturais, a personagem de Bárbara Colen (de “Bacurau”) retorna para a casa do tio após a morte da mãe adotiva e se vê diante de uma série de questionamentos sobre o próprio passado. Antes de “Fogaréu”, Neves dirigiu o curta-metragem “Liberdade” e a série “Amanajé, o Mensageiro do Futuro”. Atualmente, a cineasta trabalha no seu segundo longa, “Tempo do Poder”, ainda sem previsão de estreia. O filme da diretora goiana foi o único longa brasileiro premiado no festival alemão deste ano. Mas, na semana passada, quando foram entregues os prêmios do júri, um curta nacional também se consagrou no evento. O carioca Bruno Ribeiro venceu o Urso de Prata, segundo prêmio mais importante entre os curtas-metragens exibidos no Festival de Berlim, com “Manhã de Domingo”. O filme retrata uma pianista negra às vésperas de um importante recital.

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  • Filme

    Festival de Berlim 2022 consagra trabalhos femininos

    16 de fevereiro de 2022 /

    O drama espanhol “Alcarràs”, da diretora Carla Simón, foi o grande vencedor do Festival de Berlim. A trama sobre uma família rural forçada a abandonar o seu trabalho e sua terra, devido a um acordo verbal antigo e esquecido pelos atuais herdeiros, recebeu o Urso de Ouro do júri internacional presidido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Tempo”) – e que incluiu o brasileiro Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”). “Alcarràs” foi apresentado como o segundo filme de uma trilogia de Carla Simón, iniciada em “Verão 1993″ (2017), com um elenco formado por não atores. Entre as demais premiações, o Grande Prémio do Júri foi para “The Novelist’s Film”, novo filme do sul-coreano Hong Sangsoo, e o Prémio do Júri coube a “Robe of Gem”, primeiro longa dirigido pela editora boliviana-mexicana Natalia Lopez Gallardo. Na disputa das atuações, o prêmio que não distingue sexos foi dividido entre duas mulheres: a Meltem Kaptan foi a Melhor Intérprete por “Rabiye Kurnaz vs. George W. Bush”, e Laura Basuki a Melhor Coadjuvante por “Before, Now and Then (Nana)”. Por fim, o Urso de Prata de Melhor Direção ficou com a veterana cineasta francesa Claire Denis por “Fire” (Avec Amour et Acharnement), completando a consagração das mulheres no festival alemão. A lista de prêmios ainda destacou o brasileiro Bruno Ribeiro, que venceu o Urso de Prata (Prêmio do Júri) na competição de Curtas-Metragens por “Manhã de Domingo”.

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