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Trailer | Terror com atriz de “Euphoria” ganha prévia tensa
"Cuckoo" conta a história de uma jovem atormentada por ruídos e eventos estranhos em um resort nos Alpes
Paolo Taviani, mestre do cinema italiano, morre aos 92 anos
Diretor era conhecido pela parceria com o irmão Vittorio em clássicos premiados como "Pai Patrão", "A Noite de São Lourenço" e "Kaos"
Documentário sobre tesouro africano vence Festival de Berlim
“Dahomey”, de Mati Diop, registra a volta das riquezas do antigo Reino do Daomé para a África, após pilhagem europeia
Juliana Rojas é premiada no Festival de Berlim pela direção de “Cidade; Campo”
O filme, que conta duas histórias de migração, é protagonizado por Fernanda Vianna, Mirella Façanha e Bruna Linzmeyer
Festival de Berlim inicia com forte seleção internacional
Evento cinematográfico começa nesta quinta destacando diretores aclamados e a estreia mundial do filme brasileiro "Cidade; Campo", de Juliana Rojas.
Festival de Berlim revela programação com diretores renomados
O Festival de Cinema de Berlim revelou uma seleção promissora para sua próxima edição, com títulos de diretores renomados, como Claire Burger, Olivier Assayas, Hong Sangsoo, Bruno Dumont, Abderrahmane Sissako e Mati Diop na mostra competitiva. A programação também inclui o novo longa da brasileira Juliana Rojas na seção Berlinale Enconters, dedicada a filme mais ousados e inovadores. A produção irlandesa “Small Things Like These”, de Tim Mielants, vai abrir a competição e a mostra cinematográfica, destacando o ator Cillian Murphy que vive uma consagração na temporada de prêmios por “Oppenheimer”. O filme se passa em 1985 e conta a história de um vendedor de carvão, interpretado por Murphy, que descobre sobre as lavanderias de Madalena para “jovens caídas” da cidade. As lavanderias, que também foram retratadas no premiado filme “Em Nome de Deus” (2002), eram administradas por freiras católicas e recebiam solteiras grávidas e filhas rejeitadas. Elas foram acusadas de aprisionar 10 mil mulheres e meninas – algumas com apenas 9 anos – que eram tratadas como escravas, impondo um regime de medo e devoção que resultou na morte de uma a cada dez internas, entre 1922 e 1996. Outros destaques da programação incluem “La Cocina”, filme do mexicano Alonso Ruizpalacios, estrelado por Rooney Mara, que acompanha a correria da hora do almoço em uma cozinha de Nova York; “Another End”, ficção científica do italiano Piero Messina com Gael García Bernal, focada em relacionamentos de pessoas que encontram conforto em substitutos para os mortos; “Langue Etrangere”, terceira obra da francesa Claire Burger, vencedora da Câmera de Ouro em Cannes; “Suspended Time” do francês Olivier Assayas, uma comédia sobre dois casais durante o confinamento; “A Traveler’s Needs”, descrito como uma comédia leve do sul-coreano Hong Sangsoo, em nova parceria com a atriz Isabelle Huppert após “A Visitante Francesa” (2012); “The Empire”, uma comédia pós-apocalíptica do francês Bruno Dumont; “Sons”, um thriller psicológico do sueco Gustav Moller; “Pepe”, a história de um hipopótamo de Pablo Escobar, narrada pelo próprio animal e dirigida pelo dominicano Nelson Carlos de los Santos Arias; “Dahomey”, um documentário de Mati Diop que explora a questão da colonização através da história de obras de arte restituídas ao Benin em novembro de 2021, após terem sido roubadas por colonizadores franceses em 1892; e o primeiro filme do Nepal na competição, “Shambhala”, de Min Bahadur Bham. Para completar, os títulos alemães incluem “Dying” de Matthias Glasner e “From Hilde With Love” de Andreas Dresen. Seis dos filmes da mostra principal são dirigidos ou co-dirigidos por mulheres, mantendo o mesmo número do ano passado, e dois são longas de estreia. Apenas um filme selecionado já foi exibido previamente: “A Different Man”, do diretor americano Aaron Schimberg, que chega a Berlim após première bem-sucedida no Festival de Sundance. Carlo Chatrian, diretor artístico, e Mariëtte Rissenbeek, diretora executiva, destacaram a importância política dos filmes selecionados. “Festivais oferecem um espaço para expressão artística e diálogo pacífico. Acreditamos que, por meio do poder dos filmes e discussões abertas, podemos ajudar a promover empatia, consciência e compreensão, especialmente em tempos dolorosos como estes”, declarou Chatrian, enquanto Rissenbeek anunciou iniciativas durante o festival para promover um diálogo aberto sobre a crise no Oriente Médio. Outros títulos Além dos filmes na disputa pelo Urso de Ouro, a Berlinale Encounters apresenta uma seleção de cineastas de vanguarda, destacando “Cidade; Campo”, de Juliana Rojas, filme estrelado por Fernanda Vianna, Mirella Façanha e Bruna Linzmeyer sobre a migração entre o meio urbano e o rural – ou São Paulo e o Mato Grosso do Sul. Ela vai competir numa seção repleta de cineasta femininas, como a alemã Nele Wohlatz, a portuguesa Margarida Gil, a francesa Christine Angot, a austríaca Ruth Beckermann e a alemã Eva Trobisch. A programação também agendou várias premières fora de competição. Adam Sandler, Carey Mulligan e Paul Dano são esperados no tapete vermelho para a estreia mundial de “Spaceman” da Netflix. Kristen Stewart retorna com o thriller “Love Lies Bleeding”, que deu muito o que falar em Sundance. Hunter Schafer estará presente para a estreia mundial do filme de terror “Cuckoo” do diretor germano-americano Tilman Singer. Amanda Seyfried vem para “Seven Veils” de Atom Egoyan. E Julia von Heinz lançará “Treasure” com Lena Dunham e Stephen Fry. Sem esquecer que o festival também exibirá a série “Supersex” da Netflix. Lupita Nyong’o presidirá o júri da mostra principal do evento, que ocorrerá de 15 a 24 de fevereiro na capital da Alemanha. Confira a programação oficial Competição Internacional “Small Things Like These”, de Tim Mielants “Another End”, de Piero Messina “Architecton”, de Victor Kossakovsky “Black Tea”, de Abderrahmane Sissako “La Cocina”, de Alonso Ruizpalacios “Dahomey”, de Mati Diop “A Different Man”, de Aaron Schimberg “L’Empire”, de Bruno Dumont “Gloria!”, de Margherita Vicario “Hors du Temps”, de Olivier Assayas “In Liebe, Eure Hilde”, de Andreas Dresen “Keyke Mahboobe Man”, de Behtash Sanaeeha e Maryam Moghaddam “Langue Etrangere”, de Claire Burger “Me el Ain”, de Meryam Joobeur “Pepe”, de Nelson Carlos De Los Santos Arias “Shambhala”, de Min Bahadur Bham “Sterben”, de Matthias Glasner “Des Teufels Bad”, de Severin Fiala e Veronika Franz “Vogter”, de Gustav Moller “Yeohaengjaui Pilyo”, de Hong Sang-soo Berlinale Encounters “Arcadia”, de Yorgos Zois “Cidade; Campo”, de Juliana Rojas “Demba”, de Mamadou Dia “Direct Action”, de Guillaume Cailleau e Ben Russell “Dormir de Olhos Abertos”, de Nele Wohlatz “The Fable”, de Raam Reddy “Une Famille”, de Christine Angot “Favoriten”, de Ruth Beckermann “Ivo”, de Eva Trobisch “Khamyazeye Bozorg”, de Aliyar Rasti “Kong Fang Jian li de nv Ren”, de Qiu Yang “Mãos no Fogo”, de Margarida Gil “Matt and Mara”, de Kazik Radwanski “Through the Graves the Wind Is Blowing”, de Travis Wilkerson “Tu me Abrasas”, de Matias Pineiro
Novo filme da brasileira Juliana Rojas terá première mundial no Festival de Berlim
A organização do Festival de Berlim anunciou nesta segunda (22/1) que “Cidade; Campo”, o mais recente longa da diretora Juliana Rojas, fará sua première mundial no evento alemão. A diretora é veterana de festivais internacionais e já foi premiada em Cannes por dois curtas – “Um Ramo” (2007), em parceria com Marco Dutra, e “O Duplo” (2012), além de ter vencido o Festival de Locarno por “As Boas Maneiras” (2017), outra parceria com Dutra, entre outros inúmeros prêmios. Rodado na cidade de São Paulo e na zona rural do Mato Grosso do Sul, “Cidade; Campo” trata da migração entre o meio urbano e o rural e será apresentado na Berlinale Encounters, mostra paralela concebida para fomentar trabalhos mais ousados de cineastas independentes e inovadores. A seção é ponto de encontro de cineastas, produtores, programadores, críticos de cinema e cinéfilos. O filme é protagonizado por Fernanda Vianna, Mirella Façanha e Bruna Linzmeyer, e tem uma equipe técnica formada majoritariamente por mulheres.
Festival de Berlim homenageará Martin Scorsese com Leão de Ouro pela carreira
O Festival de Cinema de Berlim anunciou nesta quinta (21/12) que sua 74ª edição entregará um prêmio honorário a Martin Scorsese. Os organizadores do festival alemão selecionaram o veterano cineasta americano como homenageado de 2024 com um Urso de Ouro pelas realizações da carreira. O diretor de 81 anos, conhecido por clássicos como “Taxi Driver” e “Touro Indomável” será homenageado em 20 de fevereiro com uma cerimônia especial. Em comunicado, o organizadores destacaram o mais recente filme de Scorsese, “Assassinos da Lua das Flores”, como uma das suas maiores conquistas, mostrando que o cineasta continua inovador. “Para quem considera o cinema como a arte de moldar uma história de uma forma que seja ao mesmo tempo completamente pessoal e universal, Martin Scorsese é um modelo incomparável”, declararam Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, diretores do festival. Um dos cineastas mais influentes de sua geração, Scorsese tem uma carreira que supera cinco décadas. Nascido em 1942, em Nova York, ele começou a se destacar na década de 1970, uma era conhecida como “Nova Hollywood”, na qual emergiram diversos talentos que reformularam o cinema americano. Seu filme “Taxi Driver”, lançado em 1976, não apenas ganhou aclamação crítica, mas também se tornou um marco cultural, estabelecendo o diretor como um mestre na exploração de temas complexos como alienação urbana e psicologia perturbada. Sua colaboração frequente com o ator Robert De Niro, começando com “Caminhos Perigosos” (1973) e incluindo obras-primas como “Touro Indomável” (1980) e “Os Bons Companheiros” (1990), solidificou sua reputação como um diretor de visão singular. Ele também teve uma parceria notável com Leonardo DiCaprio, iniciada com “Gangues de Nova York” (2002) e fortalecida com sucessos como “O Aviador” (2004) e “Os Infiltrados” (2006) – este último rendeu a Scorsese seu primeiro Oscar de Melhor Diretor. Esta colaboração continuou a brilhar com “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). Em “Assassinos da Lua das Flores”, ele trabalhou pela primeira vez com os dois atores juntos, num resultado que está figurando em várias listas de premiação. Além de seu sucesso em filmes de ficção, Scorsese também se destacou no gênero documental, com uma ênfase notável em documentários musicais. Exemplos incluem “O Último Concerto de Rock” (1978), sobre a despedida do grupo musical The Band, “No Direction Home” (2005), sobre Bob Dylan, “Living in the Material World” (2011), sobre George Harrison, demonstrando seu talento para capturar a essência de ícones musicais e eventos culturais significativos. A abertura do Festival de Berlim está marcada para o dia 15 de fevereiro, com o encerramento previsto para dez dias depois, em 25 de fevereiro.
Lupita Nyong’o será presidente do júri do Festival de Berlim
A organização do Festival de Berlim anunciou nesta segunda (11/12) que a atriz Lupita Nyong’o será a presidente do júri da edição de 2024 “Me sinto profundamente honrada de servir como presidente do Júri Internacional do Festival Internacional de Cinema de Berlim”, declarou a atriz. “Estou animada para celebrar e reconhecer o trabalho fenomenal de cineastas de todo o mundo.” Apesar de ter desenvolvido sua carreira de atriz nos EUA, Lupita Nyong’o nasceu no México e também se identifica como queniana pelas raízes familiares e por ter crescido no país. Ela venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2014, por “12 Anos de Escravidão”, e se destacou em títulos como o terror “Nós, de Jordan Peele, e na franquia de super-herói “Pantera Negra”. A próxima edição do Festival de Berlim acontece entre 15 e 25 de fevereiro, e a lista de selecionados ainda não foi divulgada.
Estreias | Mostra de São Paulo exibe 362 filmes de 96 países
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quinta (19/10) sua 47ª edição em clima pré-pandêmico, com a exibição de 362 filmes de 96 países, numa programação estendida a 24 salas de cinema até o dia 1º de novembro. Seleção internacional A abertura fica por conta de “Anatomia de uma Queda”, suspense vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Dirigido pela francesa Justine Triet – a terceira mulher a ganhar a Palma de Ouro – , o longa acompanha a investigação da morte de um escritor, que pode ter sido suicídio ou homicídio. A seleção internacional também contará com a exibição inédita de “Maestro”, novo longa de Bradley Cooper, e “Evil Does Not Exist”, de Ryūsuke Hamaguchi, vencedor do Oscar por “Drive My Car”. Também serão exibidos “Afire”, de Christian Petzold, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, e “La Chimera”, com direção de Alice Rohrwacher e participação da brasileira Carol Duarte. Entre os destaques, ainda estão nada menos que 17 títulos que disputam vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2023, incluindo o ucraniano “20 Dias em Mariupol”, em que o diretor e fotojornalista Mstyslav Chernov acompanha os esforços de um grupo de jornalistas ucranianos (os únicos repórteres na cidade do título) que tentam documentar a invasão russa, o turco “Ervas Secas”, de Kuru Otlar Üstüne, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes para Merve Dizdar, o finlandês “Folhas de Outono”, de Kuolleet Lehdet, que recebeu o Prêmio do Júri em Cannes, e o britânico “Zona de Interesse”, de Jonathan Glazer, vencedor do Grande Prêmio do Júri e do Prêmio da Crítica em Cannes. Filmes brasileiros A programação ainda inclui cerca de 60 longas brasileiros, que integram as seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional, e além dos troféus da Mostra também disputam um prêmio da Netflix para exibição na plataforma em mais de 190 países. A lista inclui títulos prestigiados em festivais internacionais, como “A Flor do Buriti”, de João Salaviza e Renée Nader Messora, premiado na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, e “Estranho Caminho”, de Guto Parente, consagrado após vencer todos os prêmios possíveis do Festival de Tribeca – a primeira vez que houve uma unanimidade no evento nova-iorquino. Além deles, “O Estranho”, de Flora Dias e Juruna Mallon, foi exibido no Festival de Berlim, “Meu Casulo de Drywall”, de Caroline Fioratti, selecionado no SXSW, e “Sem Coração”, de Nara Normande e Tião, elogiadíssimo no Festival de Veneza. A forte programação brasileira contempla também novos filmes dirigidos por cineastas como André Novais Oliveira (“O Dia que te Conheci”), Clara Linhart (“Eu Sou Maria”), Cristiane Oliveira (“Até que a Música Pare”), Fábio Meira (“Tia Virgínia”), Helena Ignez (“A Alegria É a Prova dos Nove”), Lúcia Murat (“O Mensageiro”), Luiz Fernando Carvalho (“A Paixão Segundo G.H.”) e Petrus Cariry (“Mais Pesado É o Céu”). Homenagens Junto das estreias, a Mostra prestará uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), que assina a arte do pôster da edição. Serão exibidos alguns de seus principais trabalhos, como “Blow-Up – Depois Daquele Beijo”, “O Deserto Vermelho” e a Trilogia da Incomunicabilidade, composta por “A Aventura”, “A Noite” e “O Eclipse”, além de uma exposição com seus trabalhos como artista plástico. Além disso, a Mostra homenageará dois documentaristas com o prêmio Humanidades: o francês Sylvain George e o americano Errol Morris, que terão sete filmes exibidos na programação, incluindo o mais recente, “O Túnel dos Pombos”. Para completar, o Prêmio Leon Cakoff será dedicado a dois cineastas: Júlio Bressane e o sérvio Emir Kusturica. Bressane terá dois filmes recentes exibidos, o documentário “A Longa Viagem do Ônibus Amarelo”, que tem sete horas de duração, e “Leme do Destino”, história de amor de apenas 27 minutos. A programação completa da 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com horários e locais de exibição, pode ser conferida no site oficial do evento: https://47.mostra.org/.
Netflix cria prêmio para filmes brasileiros em parceria com a Mostra de São Paulo
A Netflix anunciou neste sábado (7/10) uma parceria com a 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo para a criação do Prêmio Netflix. O objetivo é selecionar e adquirir os direitos de distribuição de um filme brasileiro de ficção que participe do evento e ainda não tenha contrato com nenhuma plataforma de streaming. O vencedor será revelado no encerramento da Mostra, em 1 de novembro. Seleção e alcance global O filme escolhido para o Prêmio Netflix será exibido pela plataforma em mais de 190 países, ampliando significativamente o alcance da produção nacional. A iniciativa surge em um momento em que o cinema brasileiro busca maior visibilidade internacional, e a parceria com a gigante do streaming pode ser um passo importante nesse sentido. “Celebramos essa nova parceria com a Netflix e o estímulo que este prêmio traz à produção brasileira de cinema. Entre nossas missões, está apoiar e promover a produção cinematográfica brasileira, exibindo filmes nacionais e proporcionando visibilidade a novos talentos, e o prêmio reforça isso”, disse Renata de Almeida, diretora da Mostra, em comunicado. “A criação desse prêmio representa um marco em nosso compromisso de mais de uma década com o audiovisual brasileiro, e, mais que nunca, com o cinema nacional autoral. É mais um passo em nossa jornada de colaboração com criadores e profissionais do cinema”, acrescentou Gabriel Gurman, diretor de filmes da Netflix no Brasil. Filmes brasileiros A programação deste ano inclui cerca de 60 longas brasileiros, que integram as seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional. Os filmes das duas últimas são inéditos em São Paulo. No caso dos novos diretores, são títulos de cineastas que têm até dois títulos no catálogo. Todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que também inclui o Troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Brasileiro. A lista inclui títulos prestigiados em festivais internacionais, como “A Flor do Buriti”, de João Salaviza e Renée Nader Messora, premiado na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, e “Estranho Caminho”, de Guto Parente, consagrado após vencer todos os prêmios possíveis do Festival de Tribeca – a primeira vez que houve uma unanimidade no evento nova-iorquino. Além deles, “O Estranho”, de Flora Dias e Juruna Mallon, foi exibido no Festival de Berlim, “Meu Casulo de Drywall”, de Caroline Fioratti, selecionado no SXSW, e “Sem Coração”, de Nara Normande e Tião, elogiadíssimo no Festival de Veneza. A forte programação brasileira contempla ainda novos filmes dirigidos por cineastas como André Novais Oliveira (“O Dia que te Conheci”), Clara Linhart (“Eu Sou Maria”), Cristiane Oliveira (“Até que a Música Pare”), Fábio Meira (“Tia Virgínia”), Helena Ignez (“A Alegria É a Prova dos Nove”), Lúcia Murat (“O Mensageiro”), Luiz Fernando Carvalho (“A Paixão Segundo G.H.”) e Petrus Cariry (“Mais Pesado É o Céu”). Seleção internacional Ao todo a Mostra exibirá 360 filmes, com destaque para a seleção internacional, que contará com a exibição inédita de “Maestro”, novo longa de Bradley Cooper, e “Evil Does Not Exist”, de Ryūsuke Hamaguchi, vencedor do Oscar por “Drive My Car”. Também serão exibidos “Afire”, de Christian Petzold, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, e “La Chimera”, com direção de Alice Rohrwacher e participação da brasileira Carol Duarte. Homenagens Junto das estreias, a Mostra prestará uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), que assina a arte do pôster da edição. Serão exibidos alguns de seus principais trabalhos, como “Blow-Up – Depois Daquele Beijo”, “O Deserto Vermelho” e a Trilogia da Incomunicabilidade, composta por “A Aventura”, “A Noite” e “O Eclipse”. A Mostra também homenageará dois documentaristas com o prêmio Humanidades: o francês Sylvain George e o americano Errol Morris, que terão sete filmes exibidos na mostra, incluindo o mais recente, “The Pigeon Tunnel”. Para completar, o Prêmio Leon Cakoff será dedicado a dois cineastas: Júlio Bressane e o sérvio Emir Kusturica. Bressane terá dois filmes recentes exibidos, o documentário “A Longa Viagem do Ônibus Amarelo”, que tem sete horas de duração, e “Leme do Destino”, história de amor de apenas 27 minutos. A 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo ocorrerá entre os dias 19 de outubro e 1 de novembro na capital paulista.
Mostra de São Paulo terá “Maestro”, novo filme de Bradley Cooper
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou o pôster e os primeiros destaques de sua 47ª edição. Novos filmes O título mais esperado é “Maestro”, segundo longa dirigido por Bradley Cooper após estrear com “Nasce uma Estrela”. A obra é uma cinebiografia do compositor americano Leonard Bernstein, responsável pela trilha do musical “Amor, Sublime Amor”, e traz o próprio Cooper no papel-título, além de Carey Mulligan (“Bela Vingança”). Produção da Netflix, o filme teve première mundial no recente Festival de Veneza. Outro destaque é “Evil Does Not Exist”, do cineasta japonês Ryûsuke Hamaguchi, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional com “Drive My Car”, no ano passado. Seu novo filme também já é premiado. Venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza. A trama se passa num vilarejo na periferia de Tóquio, que tem seus costumes ameaçados por planos de construção de luxo. A relação ainda inclui “About Dry Grasses”, do turco Nuri Bilge Ceylan, que rendeu a Merve Dizdar o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e “Afire”, do alemão Christian Petzold, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Berlim, além de “La Chimera”, parceira da italiana Alice Rohrwacher com a brasileira Carol Duarte, e “Cerrar los Ojos”, do espanhol Víctor Erice. Filmes clássicos Já o pôster psicodélico da edição tem assinatura do cineasta italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), que será homenageado em uma retrospectiva com 23 títulos e leitura de um roteiro inédito na programação da Mostra deste ano. A ilustração do pôster foi feita pelo diretor de “Blow Up” nos anos 1960. Outros clássicos foram confirmados na programação, com a exibição de versões restauradas. Uma delas é “Le Retour à la Raison” (1923), primeiro trabalho do americano Man Ray, que será apresentado numa coletânea com outros três curtas-metragens do cineasta, com uma nova trilha sonora criada pela banda Sqürl, de Jim Jarmusch. “Amor Louco” (1969), do francês Jacques Rivette, “O Sangue” (1989) e “Vale Abraão” (1993), dirigidos, respectivamente, pelos portugueses Pedro Costa e Manoel de Oliveira, o brasileiro “Corisco & Dadá (1996)”, do diretor cearense Rosemberg Cariry, e “Underground: Mentiras de Guerra” (1995), do sérvio Emir Kusturica, completam a lista. Para completar as novidades, a Petrobras está de volta como patrocinadora, juntando-se ao Itaú após o governo Bolsonaro proibir a estatal de apoiar eventos culturais. A Mostra desta ano vai acontecer entre os dias 19 de outubro de 1º de novembro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @mostrasp Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @mostrasp Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @mostrasp












