10 séries novas para maratonar até 2023
A Netflix inaugura 2023 com o lançamento de duas séries novas no domingo (1/1). São justamente os destaques entre as séries que ficam disponíveis nesse fim de semana. A lista da virada também inclui as últimas estreias de 2022. Confira abaixo as melhores opções pra maratonar até o ano novo. | OLHAR INDISCRETO | NETFLIX A primeira série brasileira de 2023 da Netflix é um suspense psicológico, em que Débora Nascimento (“Pacificado”) vive uma voyeur incontrolável e hacker extremamente habilidosa. Sua personagem se chama Miranda e ela gosta de espiar pela janela a vida de Cléo (Emanuelle Araújo, de “Samantha!”), uma prostituta de luxo e moradora que mora no prédio da frente. Quando Cléo bate à sua porta e pede para ela cuidar de seu cachorro enquanto viaja, a vida da hacker muda para sempre e ela conhece o homem dos seus sonhos. No entanto, nada é exatamente o que parece. O título entrega de cara a inspiração em “Janela Indiscreta” (1954), mas a sinopse também sugere o filtro sexual de “Dublê de Corpo” (1984), a homenagem de Brian De Palma ao clássico de Hitchcock. Escrita por Marcela Citterio e com direção de Fabrizia Pinto e Letícia Veiga, “Olhar Indiscreto” também traz em seu elenco Nikolas Antunes (“A Vida Invisível”) e o português Ângelo Rodrigues (“Golpe de Sorte”). A estreia está marcada para domingo (1/1). | CALEIDOSCÓPIO | NETFLIX A primeira série americana de 2023 da Netflix se encaixa no gênero “heist”, de grandes assaltos como “La Casa de Papel”. A trama parte de uma história real, o desaparecimento de US$ 70 bilhões em títulos que teriam sido destruídos pelo impacto do furacão Sandy em Nova York, em 2012. Mas sua premissa é totalmente fictícia, considerando a hipótese de os bilhões terem sido roubados durante o furacão por um grupo de ladrões internacionais. Apesar do apelo da superação de obstáculos supostamente intransponíveis para um roubo impossível, o grande diferencial da produção é outro. A narrativa foi concebida pelo roteirista Eric Garcia (“Repo Men: O Resgate de Órgãos”) sem ordem estabelecida. Os episódios não foram numerados. Em vez disso, receberam nomes de cores, para serem vistos de forma aleatória, embora White (Branco) seja considerado o último capítulo. Os oito episódios mostram eventos que começam 24 anos antes e terminam seis meses depois do roubo. Deste modo, cada ordem escolhida pelos telespectadores apresenta um desenvolvimento diferente, afetando o ponto de vista sobre a história, os personagens e as questões de fundo que envolvem o roubo, como a subtrama de vingança e a ligação entre o chefe da equipe e seu alvo. O bom elenco destaca Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Jai Courtney (“O Esquadrão Suicida”), Paz Vega (“Rambo: Até o Fim”), Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Rufus Sewell (“O Homem do Castelo Alto”), Peter Mark Kendall (“Chicago Med”) e Rosaline Elbay (“Ramy”). Vale lembrar que a série, que estreia neste domingo (1/1), não é a primeira a explorar ordem aleatória de episódios. O suspense “Mosaic”, da HBO, foi concebido da mesma forma pelo diretor Steven Soderbergh em 2017. | TRAIÇÃO | NETFLIX A minissérie de espionagem gira em torno da ascensão suspeita do personagem de Charlie Cox (o “Demolidor”) à chefia do MI6, serviço secreto britânico, com a ajuda mortal de uma espiã russa vivida por Olga Kurylenko (“Viúva Negra”). Investigado pela CIA e pressionado pelo inimigo, ele precisa provar que não é um agente duplo, ao mesmo tempo em que vê a segurança de sua família em risco. Sem ter a quem recorrer, ele descobre que o maior problema em ser um espião é não saber em quem confiar. Desenvolvido por Matt Charman, roteirista indicado ao Oscar pelo filme “Ponte dos Espiões” (2015), a atração ainda traz no elenco Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Ciarán Hinds (“Belfast”), Tracy Ifeachor (“Treadstone”) e Beau Gadsdon (“The Crown”). | A VÍTIMA | GLOBOPLAY A minissérie criminal britânica acompanha o desejo de vingança de uma mãe, que procura descobrir o paradeiro do assassino de seu filho, após ele ser libertado da prisão. Entretanto, o homem a quem ela dirige sua fúria jura que é outra pessoa. O impasse leva a polícia a questionar quem é o verdadeiro criminoso nesse confronto. Criada por Rob Williams (criador também de “Suspition”), a produção foi indicada ao BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Minissérie e destaca em seu elenco Kelly Macdonald (“Boardwalk Empire”) como a mãe, James Harkness (“Raised by Wolves”) como o suspeito e John Hannah (“A Múmia”) como o encarregado do caso. | A LIÇÃO| NETFLIX O thriller sul-coreano acompanha uma mulher que dedica a vida a se vingar de seus agressores, anos depois de ter sido vítima de terríveis atos de violência na escola. A produção foi concebida pela roteirista Kim Eun Sook (“Mr. Sunshine, Um Raio de Sol”), mais conhecida por tramas românticas, e é estrelada pela atriz Song Hye-Kyo (“O Grande Mestre”), bastante popular na Coreia do Sul. As duas trabalharam juntas anteriormente no sucesso “Descendants of the Sun”, romance de 2017 que também está disponível na Netflix. | CANIBAL | STAR+ O terror japonês se passa numa bela vila isolada, onde a paisagem idílica convive com um boato macabro, de que canibais habitam a região. O policial novato que se muda para o local logo se depara com a terrível verdade que espreita os moradores. Baseada no mangá “Gannibal”, de Ninomiya Masaaki, a trama foi adaptada pelo cineasta Shinzô Katayama (diretor-roteirista do thriller “Missing”) e é estrelada por Yûya Yagira (“Gintana”). | SICÁRIOS: SINDICATO DO CRIME | HBO MAX A produção filipina é baseada na franquia cinematográfica “On the Job”, que gerou dois elogiados filmes escritos por Michiko Yamamoto e dirigidos por Erik Matti. Os primeiros episódios, por sinal, são o próprio filme homônimo de 2013, reeditado e remasterizado para incorporação na atração, originalmente lançada na HBO Ásia no ano passado e indicada ao Emmy Internacional de Melhor Minissérie do mundo. A trama gira em torno de sindicatos do crime, que libertam temporariamente presidiários para que possam realizar assassinatos políticos. O detalhe é que os chefões por trás de tudo também são políticos. | A RAINHA DO TRÁFICO 3 | NETFLIX A produção mexicana original que inspirou “A Rainha do Sul”, com Alice Braga, continua sua história na Netflix, trazendo Kate del Castillo, rosto conhecido das novelas da tarde, no papel-título. Fora da prisão e foragida, ela agora está ainda mais perigosa, fazendo seu império do crime crescer com o aumento do tráfico internacional. Lançada originalmente em 2010 como uma novela da Telemundo, a adaptação do best-seller “La Reina del Sur”, de Arturo Pérez-Reverte, fez tanto sucesso que acabou ganhando “temporadas”. Embora o título seja antigo, a 2ª fase estreou em 2019 e a 3ª foi produzida neste ano. Mais curta, a nova temporada tem “apenas” 43 episódios. | A FAXINEIRA 2 | HBO MAX O drama criminal é um remake americano da série argentina “A Garota da Limpeza”, também disponibilizada pela HBO Max. A trama acompanha uma faxineira vivida por Elodie Young (a Elektra da série “Demolidor”), que faz mais que limpeza doméstica. A personagem é, na verdade, uma médica, que não pode exercer sua profissão por ser um imigrante ilegal nos EUA. Ela está no país por causa de um tratamento experimental para salvar seu filho doente. Mas sem dinheiro e emprego por ser estrangeira, acaba marginalizada. Um dia, por acaso, acaba testemunhando um assassinato cometido por traficantes. Sob ameaça de morte, promete ser capaz de limpar a cena do crime sem que pareça ter havido uma morte no local. Ao convencer com suas habilidades, recebe a proposta de se tornar faxineira oficial dos criminosos, uma opção melhor que ser assassinada no local. A série argentina (“La Chica que Limpia” em espanhol) teve uma temporada de 13 episódios, mas a versão americana, adaptada pela roteirista Miranda Kwok (da série “The 100”), completou sua 2ª temporada. A season finale com mortes chocantes, deportação e uma lição trágica para a protagonista pode ser o fim da série, caso não seja renovada. Além de Elodie Young, o elenco também inclui Adam Canto (“Designated Survivor”), Martha Millan (“O Destino de Mister e Pete”), Vincent Piazza (“Boardwalk Empire”) e os gêmeos Sebastien e Valentino LaSalle, que compartilham o papel do menino Luca, filho da protagonista. E, como curiosidade, ainda conta com a atriz Shay Mitchell (a Emily de “Pretty Little Liars”) como produtora, por meio de sua empresa Amore & Vita Productions. | CALL ME CAT 3 | HBO MAX A primeira atração de Mayim Bialik após “The Big Bang Theory” é remake da sitcom britânica “Miranda” (2009–2015), da BBC, e traz a atriz como uma mulher que luta todos os dias contra a sociedade e sua mãe para provar que pode viver uma vida feliz e gratificante, apesar de ainda ser solteira aos 39 anos. Num ato de desafio, ela resolve gastar todo o dinheiro que os pais economizavam para seu casamento para abrir um café com tema felino em sua cidade. “Call Me Kat” também continua a parceria entre Bialik e Jim Parsons, após interpretarem o casal Amy e Sheldon em “The Big Bang Theory”. Desta vez, Parsons se junta à colega nos bastidores, como coprodutor da adaptação, que foi desenvolvida pela roteirista-produtora Darlene Hunt (“The Big C”). O elenco também inclui Swoosie Kurtz (“Mike & Molly”), Cheyenne Jackson (“American Horror Story”), Kyla Pratt (“Recovery Road”), Julian Gant (“Good Girls”) e Leslie Jordan (“American Horror Story”), que morreu num acidente de carro em outubro passado. O ator aparece em 9 episódios e ganhou uma grande homenagem da equipe da 3ª temporada, que ainda está sendo exibida nos EUA.
Veja os últimos filmes que chegam ao streaming no ano
As últimas novidades do ano chegam ao streaming. Mas o detalhe é que a maior parte é composta por lançamentos para locação digital. Dos 10 destaques da semana, apenas três são de serviços de assinatura. Mas a variedade é ampla, do terror asiático à comédia nacional. Confira abaixo as dicas para uma virada cinéfila. | RUÍDO BRANCO | NETFLIX O novo filme de Noah Baumbach (“História de um Casamento”) é uma comédia absurda, horripilante, lírica e apocalíptica, baseada num romance “infilmável” de Don DeLillo (“Cosmópolis”) sobre as tentativas de uma família americana dos anos 1980 para lidar com os pavores da vida cotidiana. Com clima apocalíptico, traz os personagens centrais em fuga de um nuvem tóxica, mas tudo é exacerbado por uma condição psicológica: um medo exagerado da morte, que acompanha cada passo dessa família. Adam Driver vive o personagem principal, fazendo sua segunda parceria com Baumbach, após ser indicado ao Oscar por seu desempenho em “História de um Casamento” (2019). O elenco também destaca a participação da mulher do diretor, Greta Gerwig, que não atuava numa produção live-action desde “Mulheres do Século 20” (2016) – basicamente, desde que também decolou como cineasta com “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017). E ainda tem Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jodie Turner-Smith (“Sem Remorso”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) e seus filhos Sam e May Nivola. | IMPETIGORE: HERANÇA MALDITA | STAR+ O diretor Joko Anwar (“Folclore”) é um dos mestres do novo terror indonésio arrepiante e visceral – que também rendeu recentemente “A Médium” e “Marcas da Maldição”. Ele se inspirou em pesadelos e no “Massacre da Serra Elétrica” original para conjurar seu filme mais famosos, esta obra sinistra sobre duas amigas com problemas financeiros, que acreditam ter mudado a sorte quando uma delas herda uma propriedade rural. Mas ao viajarem à aldeia distante, logo percebem o perigo que as espera, evidenciado pelo comportamento estranho dos moradores e nos vestígios de rituais na região. Apesar de muito brutal, foi a submissão da Indonésia na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar de 2021. | A MALDIÇÃO – DESPERTAR DOS MORTOS | VOD* O terror sul-coreano é baseado na série “The Curse”, disponível na Netflix, e volta a contar com direção de Kim Yong-wan (“Champion”), roteiro de Yeon Sang-ho (criador também da série “Profecia do Inferno”) e o elenco original, com destaque para as atrizes Uhm Ji-won (“As Três Irmãs”) e Jung Ji-so (“Profecia do Inferno”). A trama gira em torno de assassinatos cometidos por mortos-vivos. Um mago poderoso detém o poder de despertar os mortos e os usa para assassinar desafetos. Sem medo de se incriminar, ele desafia a polícia a detê-lo, anunciando suas intenções. E quando a polícia prepara um cerco para pegá-lo, é surpreendida pelo ataque de um exército de mortos. | LIGAÇÃO EXPLOSIVA | VOD* Esse thriller sul-coreano evoca o clássico de ação “Velocidade Máxima” (1994). A caminho de seu trabalho com os dois filhos pequenos, um gerente de banco (Jo Woo-jin, de “Narco-Santos”) recebe uma ligação avisando que eles estão sentados em uma bomba. Se alguém sair do veículo, a bomba explodirá, a menos que ele pague uma fortuna. A princípio, o gerente acha que é uma piada, mas muda de ideia quando vê outro carro-bomba explodir na sua frente. A partir disso, porém, ele passa a ser suspeito de terrorismo e perseguido pela polícia, enquanto a voz no telefone lhe proíbe de parar e exige o dinheiro que seu banco protela para liberar. Bem tenso, o filme atingiu 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O MATADOR: MISSÃO RESGATE | VOD* O filme de ação sul-coreano segue a linha de “John Wick”, em que um matador solitário enfrenta um exército de criminosos e dá um show coreográfico de violência. A história é uma adaptação de quadrinhos e possui uma premissa basicona para sustentar seus muitos tiros e pancadaria. Um assassino reformado concorda em cuidar de uma adolescente, mas ela é sequestrada por criminosos poderosos e ele tem que resgatá-la. O ator Jang Hyuk (da série “The Voice”) vive o protagonista e a direção é assinada por Choi Jae-Hoon (“Hipnose”). | RAINHA DE COPAS | MUBI O terceiro filme da jovem cineasta May el-Toukhy dominou as premiações do cinema dinamarquês em 2019. O longa, que também foi premiado pelo público no Festival de Sundance, deu muito o que falar por seu tema polêmico: o relacionamento tabu entre uma mulher mais velha e seu enteado adolescente. O drama acaba pendendo para o suspense, ao retratar a protagonista como uma narcisista capaz de tudo para conseguir o que quer, sem pretender abrir mão de nada por isso. Atingiu 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. | SAVE THE CINEMA | VOD* A comédia cinéfila britânica conta a história real de uma cabeleira do País de Gales que, em 1993, deu início a uma campanha desesperada para salvar um cinema local, ameaçado de demolição. Para impedir as máquinas, ela junta amigos para se instalarem no local e arma um grande plano, que envolve ninguém menos que o famoso diretor Steven Spielberg. Dirigido por Sara Sugarman (“Confissões de uma Adolescente em Crise”), o filme de superações de dificuldades traz Samantha Morton (a Alpha de “The Walking Dead”) no papel principal, além de Adeel Akhtar (o Lestrade de “Enola Holmes”), Jonathan Pryce (o Alto Pardal de “Game of Thrones”) e Tom Felton (o Draco Malfoy de “Harry Potter”). | NOITES DE PARIS | VOD* Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) vive a mãe de dois adolescentes que, após o fim de seu casamento, percebe que terá que sustentar sua família. Mesmo sem experiência, arranja trabalho em um programa de rádio noturna, onde encontra uma adolescente perdida, que ela decide levar para sua casa. Mesmo aumentando as despesas, a jovem é bem-recebida e experimenta uma família pela primeira vez, enquanto seu espírito contagia os demais com a coragem para correr riscos, mudando a trajetória de suas vidas. A direção é de Mikhaël Hers (“Amanda”). | O CLUBE DOS ANJOS | VOD* Baseada no livro de Luis Fernando Veríssimo, a comédia de humor sombrio acompanha uma confraria de sete amigos que, ao longo das décadas, passaram de reuniões para discutir rituais de poder a melancólicas assembleias de fracassos. Até que a chegada de um misterioso cozinheiro muda tudo com magníficos banquetes. Os laços de amizade são reforçados pela gula como celebração da vida. Só há um porém: depois de cada jantar, um integrante da confraria amanhece morto. A trama mantém mistério sobre o motivo real das mortes, ao mesmo tempo em que questiona por que esses homens continuam retornando aos jantares dos quais um deles não sobreviverá. O primeiro longa de Angelo Defanti reúne em seu elenco Otávio Müller, André Abujamra (“7 Prisioneiros”), Paulo Miklos (“Manhãs de Setembro”), Ângelo Antônio (“Segunda Chamada”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Matheus Nachtergaele (“Cine Holliúdy”) como o cozinheiro. | 45 DO SEGUNDO TEMPO | *VOD Três amigos de colégio se reencontram após 40 anos para recriar uma foto tirada no dia da inauguração do metrô de São Paulo. A reunião é, na realidade, o pretexto de um deles, dono de um restaurante com problemas financeiros, para avisar aos demais que pretende se matar. Mas não antes de ver o Palmeiras ser campeão. A comédia sombria de Luiz Villaça (“O Contador de Histórias”) é estrelada por Tony Ramos (“Se Eu Fosse Você”), Cassio Gabus Mendes (“Justiça”) e Ary França (“Samantha!”) e usa o expediente do reencontro para confrontar a nostalgia de um passado irreal, embelezado por lembranças distantes, e um presente de desencanto com os rumos das vidas. Os três viraram pessoas completamente diferentes de quem eram. E embora um deles tenha tomado a decisão de encerrar sua história assim, os outros dois passam a ponderar a opção da ressignificação. O resultado é um belo filme que, como o título indica, reforça a fé na esperança até o apito final. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Estreias: Os filmes mais esperados pra ver em casa no Natal
A programação de filmes em streaming está especialmente feliz no fim de semana do Natal. Em clima de Papai Noel, as plataformas estão disponibilizando blockbusters, como “Top Gun: Maverick”, e filmes esperadíssimos, casos da continuação de “Entre Facas e Segredos” e a nova versão do clássico infantil “Matilda”. Para marcar a data, não falta sequer o especial de Natal do Porta dos Fundos, que já virou tradição como o peru da ceia natalina. Confira abaixo 10 dicas de lançamentos para assistir com a família ou bem longe dela na sua noite feliz. | GLASS ONION: UM MISTÉRIO KNIVES OUT | NETFLIX A continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019) volta a trazer o detetive Benoit Blanc (personagem de Daniel Craig) às voltas com um crime sangrento. Desta vez, ele é apenas um dos muitos fãs de mistérios reunidos na ilha de um milionário para resolver um assassinato de brincadeira. Só que tudo se torna sério quando as luzes se apagam e alguém cai morto de verdade. Como um dos convidados do evento, Blanc logo toma a frente da investigação, vendo-se às voltas com um grupo diversificado de suspeitos excêntricos e ricos, que mentem e não têm álibis perfeitos. A lista de investigados inclui Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn, (“WandaVision”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Kate Hudson (“Music”), Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”), Madelyn Cline (“Outer Banks”) e Edward Norton (“O Incrível Hulk”), que interpreta o dono da ilha. A primeira de duas sequências de “Entre Facas e Segredos” (2019) desenvolvidas pelo diretor-roteirista Rian Johnson para a Netflix teve uma première bastante aplaudida no Festival de Toronto, atingindo 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além disso, figurou no Top 10 dos melhores filmes do ano da National Board of Review (NBR), a mais antiga associação de críticos dos EUA. | TOP GUN: MAVERICK | PARAMOUNT+ A maior bilheteria do ano é também o melhor filme da carreira de Tom Cruise, que chega aos 60 anos no auge de sua trajetória. Aplaudidíssimo no Festival de Cannes, “Top Gun: Maverick” voou alto com 97% de aprovação da crítica contabilizada no Rotten Tomatoes, tornando-se o filme mais bem avaliado da filmografia do ator. E atingiu um feito ainda mais impressionante nas bilheterias, com US$ 1,4 bilhão de arrecadação, recorde da carreira de Tom Cruise e maior faturamento de 2022. O mais interessante é que “Top Gun: Maverick” é um filme-fetiche de Tom Cruise, idolatrando-o sem pudor. Toda a trama gira em torno dele, ao retomar o papel que o projetou no cinema de ação. O longa chega a repetir vários elementos do lançamento original – recriações de cenas e até de música-tema – , mas se prova muito melhor que a velha propaganda de recrutamento militar, lançada em 1986 com trilha pop da MTV. Principalmente porque os tempos mudaram. Pilotos de caça viraram uma espécie em extinção nos conflitos modernos de drones. Não há glamour nos jogos de guerra à distância, e nesse sentido o patriotismo da antiga produção virou um espetáculo anacrônico. Neste contexto, o personagem Maverick retorna mais humilde e tendo uma última chance, após um percurso sem promoções, como instrutor da escola de pilotos em que se graduou. E ele vai precisar lidar com alunos que o acham ultrapassado, entre eles o filho amargurado de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. O desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. O filho de Goose é vivido por Miles Teller (“Whiplash”) e os demais intérpretes de pilotos são Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Danny Ramirez (“Falcão e o Soldado Invernal”), Jay Ellis (“Insecure”) e Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”). Além deles, o elenco ainda inclui Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”) e Val Kilmer, que também reprisa seu papel do primeiro “Top Gun” como Iceman. A direção é de Joseph Kosinski, que já tinha dirigido Cruise na sci-fi “Oblivion” (2013) e se consagra de vez no comando das cenas aéreas. Para ver nas maiores Smart TVs e sentir toda a vertigem. | HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA (VERSÃO ESTENDIDA) | HBO MAX Esta é a segunda versão do maior blockbuster da era pandêmica, com 11 minutos de cenas a mais, que aumentam as participações dos Homens-Aranhas do multiverso. Lançada em setembro nos cinemas, a edição estendida chegou a liderar as bilheterias, repetindo o sucesso da estreia original, tamanha a adoração dos fãs pela produção. Não por acaso, o longa é um grande “fan service”, com tudo o que os fãs sonharam um dia ver na tela. O filme que conclui a trajetória do Peter Parker vivido por Tom Holland também abre o multiverso e infinitas possibilidades no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) com participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. Nisso, os roteiristas Chris McKenna e Erik Sommers se superaram, conseguindo dar sentido ao excesso e tornando o “fan service” indispensável para a narrativa. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para soluçar de choro. Não é à toa que foi considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que é o melhor filme do MCU. Com tanto sucesso, nem precisavam anunciar, mas já está oficializado que, apesar de concluir a trilogia dirigida por Jon Watts, este ainda não é o fim da história de Tom Holland e Zendaya na Marvel. | MATILDA: O MUSICAL | NETFLIX O clássico infantil do escritor Roald Dahl, que já tinha virado filme em 1996 – um campeão da “Sessão da Tarde” – ganha sua versão musical. É a mesma história, apenas mais caricatural e coreográfica, inspirada nas montagens teatrais do West End londrino e da Broadway – que conquistaram sete Olivier Awards e cinco Tony Awards. Para quem não lembra, a personagem-título é uma jovem prodígio que começa a frequentar a escola, onde seu estilo excêntrico é antagonizado pela diretora cruel da instituição, Sra. Trunchbull. Quando Matilda descobre que tem superpoderes, resolve lutar contra o reinado de terror da reitora. Desta vez, o confronto acontece com muita cantoria e danças, além de exagero teatral. Para se ter ideia, a diretora da escola costumava ser vivida por um homem nos teatros – por isso, Ralph Fiennes (o Voldemort de “Harry Potter”) chegou a ser sondado para o papel. Mas foi Emma Thompson quem acabou ganhando a vaga na produção, numa rara interpretação de vilã após uma carreira repleta de personagens infantis bonzinhos, como Nanny McPhee e a professora Trelawney, da franquia “Harry Potter”. Com a ajuda de efeitos especiais, ela se transforma numa antagonista gigante e brutal. O papel de Matilda ficou com a menina irlandesa Alisha Weir, de 12 anos, que se destacou na série “Darklands” (2019), enquanto Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) foi escalada como a professora boazinha Srta. Honey. Andrea Riseborough (“A Vida Extraordinária de Louis Wain”) e Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) também estão no elenco como os pais da menina superpoderosa. A estreia na Netflix vai acontecer no dia de Natal (25/12). | MUNDO ESTRANHO | DISNEY+ A animação é um marco de representatividade na filmografia da Disney, ao destacar como protagonista um adolescente gay de pais birraciais. O filme também possui uma forte mensagem de aceitação de diferenças e ressalta a importância do meio ambiente. E essa combinação de temas, capaz de dar urticária em conservadores, é a maior ousadia já vista numa produção infantil da Disney até hoje. Apesar disso, a história em si não se afasta muito do modelo das aventuras familiares tradicionais do estúdio. A trama acompanha a missão de uma família de exploradores espaciais que, anos depois do sumiço de seu velho patriarca, retorna ao mundo estranho em que ele desapareceu, um lugar desconhecido e traiçoeiro, cheio de criaturas fantásticas e prontas para engolir qualquer um. E para a surpresa de todos, eles encontram o velho aventureiro vivendo naquele lugar inóspito como se fosse um paraíso. Mas a grande descoberta da viagem é perceber que a maior ameaça que podem enfrentar são as diferenças entre eles. O filme tem roteiro de Qui Nguyen e direção de Don Hall, dupla responsável por “Raya e o Último Dragão” (2021), e o elenco de dubladores originais é encabeçado por Jake Gyllenhaal e Dennis Quaid, que voltam a viver pai e filho 18 anos depois de “O Dia Depois do Amanhã”, enquanto Jaboukie Young-White (“Only Murders in the Building”) encarna o filho e neto gay dos dois. Outras vozes famosas da versão legendada são Lucy Liu (“Elementary”), Gabrielle Union (“Doze é Demais”) e Alan Tudyk (“Resident Alien”). | MINÚSCULOS: O FILME | MUBI A impressionante, brilhante e linda animação franco-belga se passa no mundo dos jardins, onde um grupo de formigas pretas e sua amiga joaninha festejam a descoberta de torrões precisos de açúcar. Entretanto, a posse desse tesouro é contestada por formigas vermelhas violentas, tornando a viagem para o formigueiro, com a carga cobiçada, uma aventura repleta de perigos. Premiado com o César (o Oscar francês) de Melhor Animação de 2013, o longa é baseado numa série infantil dos diretores Thomas Szabo e Hélène Giraud, e fez tanto sucesso que deu origem a uma continuação, lançada cinco anos depois. | PORTA DOS FUNDOS: O ESPÍRITO DO NATAL | PARAMOUNT+ O novo especial de fim de ano do Porta dos Fundos troca a tradição das piadas religiosas por clima de terror. O filme acompanha seis amigos que odeiam o Natal e decidem passar o fim de ano juntos numa casa de campo isolada. Só que logo começam a ouvir barulhos sinistros e passam a acreditar que são observados. De repente, a tela é respingada de sangue. Um deles mata acidentalmente um invasor misterioso, vestido de vermelho, na noite do dia 24 de dezembro. A partir daí, uma sucessão de situações estranhas começa a ocorrer, como ataques de renas selvagens e o surgimento de anões/elfos assassinos, fazendo o grupo acreditar que matou Papai Noel. A produção reúne Antonio Tabet, Thati Lopes, Rafael Portugal, Evelyn Castro, Fabio Porchat e Raphael Logam sob o comando do diretor Rodrigo Van Der Put, responsável pelos especiais anteriores. | A QUEDA | VOD* O thriller de sobrevivência acompanha duas jovens presas no alto de uma torre de metal há 600 metros de altura. As duas amigas estão acostumadas a escalar grande alturas juntas e, após vivenciarem um drama numa de suas experiências recentes, planejavam se reconectar com o que mais amam numa escalada simples ao topo de uma torre de TV remota e abandonada, com mais de 600 metros de altura e localizada no meio do deserto. Elas só não contavam em ficar presas e isoladas naquele lugar sem sinal de celular, água ou pessoas por perto. O elenco destaca Grace Caroline Currey (de “Shazam!”) e Virginia Gardner (de “Fugitivos da Marvel”), além de Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”). Já a direção é de Scott Mann (“O Sequestro do Ônibus 657”) e os produtores são os mesmos de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, que também acompanhou garotas em perigo por conta de uma aventura arriscada. Sucesso de crítica, a produção atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A CASA SOMBRIA | STAR+ O terror atmosférico traz Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) como uma viúva recente, que começa a desvendar os segredos perturbadores de seu marido recentemente falecido, especialmente os que se referem à arquitetura pouco convencional de sua casa, que parece assombrada. Exibido no Festival de Sundance do ano passado, o filme impressionou a crítica, alcançando 88% de aprovação. A direção é de David Bruckner (“O Ritual”), que comandou o reboot recente de “Hellraiser”. | A ILHA DE BERGMAN | MUBI O primeiro longa em inglês da francesa Mia Hansen-Love, premiada como Melhor Diretora no...
Estreias: As melhores séries novas pra maratonar no Natal
Papai Noel dos streaming preparou um pacotão de Natal com romance, ação, fantasia, suspense e até zumbis. Da primeira série da carreira de Sylvester Stallone às novas aventuras parisienses da filha do cantor Phil Collins, a programação da semana tem opções bem variadas e a maioria com vários episódios disponíveis. Confira abaixo 10 lançamentos para passar o fim de semana natalino testando o wi-fi da família com maratonas de capítulos. | TULSA KING | PARAMOUNT+ A primeira série estrelada por Sylvester Stallone em suas cinco décadas de carreira já se tornou uma das mais vistas da Paramount+ nos EUA. Na trama, o intérprete de Rambo e Rocky vive um poderoso mafioso de Nova York que, após cumprir uma pena de 25 anos na prisão, se vê convencido pelo novo chefão a se mudar para a cidade de Tulsa, no estado americano de Oklahoma. O lado positivo é que ele poderá fazer o que quiser lá, sem interferência das outras famílias, e assim ele estabelece um plano para se tornar o rei do crime local. Só que não era isso que os outros mafiosos imaginavam que aconteceria, prevendo uma aposentadoria do velho gângster no local sossegado. A atração foi criada por Taylor Sheridan, mesmo criador de “Yellowstone”, que conseguiu pela segunda vez convencer um veterano de Hollywood a virar astro de série. Um dos motivos do enorme sucesso de “Yellowstone” é a participação de Kevin Costner. Em “Tulsa King”, Sheridan divide a produção com outro conhecido do universo das séries: Terence Winter, roteirista de “Família Soprano” e criador de “Boardwalk Empire”. O elenco também destaca Annabella Sciorra (“Família Soprano”), Garrett Hedlund (“Operação Fronteira”), Dana Delany (“Body of Proof”) e Martin Starr (“Silicon Valley”), entre outros. A estreia no Brasil vai acontecer no Natal (25/12). | JACK RYAN | AMAZON PRIME VIDEO Após uma espera de três anos, a 3ª temporada traz o personagem-título, vivido por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”), em ritmo de fuga. Foragido e caçado pela própria CIA, Jack Ryan conta com apenas um punhado de aliados para impedir o plano de ex-soviéticos rebeldes, que pretendem trazer de volta a União Soviética com um ataque nuclear na Europa – uma intenção que o governo dos EUA não tem como investigar nem pode insinuar. O título original da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), e o atual, Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a série já se encontra renovada para a 4ª temporada. | O PACIENTE | STAR+ O suspense traz Steve Carell (“The Office”) como um psicanalista numa situação de pesadelo: atendendo um serial killer, vivido por Domhnall Gleeson (“Ex Machina”). Na trama, o personagem de Carrell é sequestrado e aprisionado por um paciente que, durante a sessão de terapia, revela ter compulsão para matar pessoas. Em busca de ajuda – ou apenas de alguém que escute as barbaridades que tem para contar – , o assassino decide que precisa continuar a terapia, e para isso acorrenta o médico em sua casa, demonstrando interesse em “melhorar”. “O Paciente” foi criada por Joseph Weisberg e Joel Fields, respectivamente criador e showrunner de “The Americans” – o que é uma ótima credencial. | ALICE IN BORDERLAND 2 | NETFLIX Ao estilo de “Round 6”, mas com elementos de sci-fi, a série adapta um mangá popular do Japão, que acompanha um grupo de jovens enviado a um universo paralelo, exatamente igual a Tóquio, só que deserto. A princípio, eles acreditam ser as únicas pessoas desse mundo, mas logo descobrem outros habitantes e as regras do lugar: para permanecerem vivos, terão que participar de uma sucessão de jogos de sobrevivência. A 2ª temporada encontra os principais sobreviventes, Kento Yamazaki (da versão japonesa de “Good Doctor”) e Tao Tsuchiya (dos filmes de “Samurai X”), enfrentando novas etapas e competidores no jogo mortal, enquanto tentam saber mais sobre aquele lugar e se existe alguma saída. A direção é de Shinsuke Sato, responsável pela adaptação live-action de “GantZ”, mangá cultuadíssimo que pode ser considerado uma influência na trama. Ele também assinou “A Sociedade da Espada” (2001), o excelente terror de zumbis “I Am Hero” (2015), a continuação “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016) e o filme de “Bleach” (2018). Curiosamente, todas essas produções foram baseadas em mangás famosos. | THE WITCHER: A ORIGEM | NETFLIX A fantasia derivada de “The Witcher” é ambientada no mundo élfico, 1200 anos antes dos acontecimentos da série original, e conta a história de origem do primeiro Witcher/Bruxo e dos eventos que levaram à crucial “conjunção das esferas”, que fundiu o mundo de monstros, homens e elfos num só. O elenco destaca Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) como a líder guerreira dos elfos, além de Sophia Brown (“Giri/Haji”), Laurence O’Fuarain (“O Limite”), Lenny Henry (“Broadchurch”), Jacob Collins-Levy (“The White Princess”), Mirren Mack (“Sex Education”), Francesca Mills (“Harlots”), Dylan Moran (“Maratona do Amor”) e Nathaniel Curtis (“It’s a Sin”). Com apenas quatro episódios, a minissérie foi desenvolvida por um dos roteiristas de “The Witcher”, Declan de Barra, além da showrunner da série original, Lauren Schmidt, e contou com supervisão de Andrzej Sapkowski, o autor dos livros que inspiraram a franquia. A estreia vai acontecer no Natal (25/12) | EMILY IN PARIS 3 | NETFLIX A comédia romântica traz Lily Collins no papel de uma jovem executiva de marketing que consegue o emprego de seus sonhos em Paris. Após a empresa americana em que trabalha comprar uma agência francesa, ela parte para a França com a tarefa de levar uma “visão americana” para os negócios, mas pensando mesmo em viver incríveis aventuras turísticas. Entretanto, nem tudo acontece como o planejado, pois o choque cultural se prova muito maior que o esperado. O 3º ano da produção explora o tema das escolhas e traz a protagonista dividida entre decisões profissionais e amorosas. Agora, ela tem uma decisão crucial a tomar: sobre ficar com Alfie (Lucien Laviscount), um banqueiro que surgiu na 2ª temporada e a tirou do chão, ou Gabriel (Lucas Bravo), o “vizinho gato” que desperta seu interesse desde o começo da série. O detalhe é que todas as outras personagens femininas enfrentam dilemas similares, além de questões relativas à carreira, que tornam a trama repetitiva. Para não dizer que não evolui, Emily mostra, ao menos, um corte de cabelo novo. | O CANGACEIRO DO FUTURO | NETFLIX A série brasileira volta a juntar o cineasta Halder Gomes com o ator Edmilson Filho após os sucessos do filme, da série e da continuação de “Cine Holliúdy”, além de “O Shaolin do Sertão”. Desta vez, Edmilson é Virguley, um cabra frouxo, enrolado e sem moral, que vive em absoluto perrengue em São Paulo e sonha em voltar rico para o Nordeste. Entre seus bicos, aproveita-se da sua semelhança com Lampião para fazer shows em praças públicas na capital paulista. Até que se mete numa confusão e leva um tabefe tão forte que vai parar em 1927, no meio do cangaço, onde é confundido pela população local como o verdadeiro Virgulino Lampião. Tirando vantagem da farsa, Virguley reúne um bando pra lá de inusitado, se apaixona por Mariá (Chandelly Braz, de “Orgulho e Paixão”) e fica poderoso na cidade. Mas como nada na vida desse cabra é fácil, a história ainda lhe reserva muitas reviravoltas, incluindo o surgimento do verdadeiro Rei do Cangaço, que vem tirar satisfações. Criada por Halder Gomes, que também é responsável pela direção geral, a série ainda traz em seu elenco os atores Dudu Azevedo, Frank Menezes, Fábio Lago, Evaldo Macarrão, Haroldo Guimarães, Max Petterson, Valéria Vitoriano, Solange Teixeira e Carri Costa. | WHAT WE DO IN THE SHADOWS 4 | STAR+ Os vampiros favoritos da TV retornam a Nova York, após se separarem no final da temporada passada, para enfrentar novas desventuras e dilemas. Os desafios do quarto ano da produção incluem criar um bebê vampiro e abrir um nightclub vampiro. A série é baseada no premiado filme homônimo (“O que Fazemos nas Sombras” no Brasil) e foi criada pelos diretores do longa original, a dupla Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) e Jemaine Clement (“Flight of the Conchords”). A proposta original era um falso documentário sobre o cotidiano de vampiros neozelandeses. O filme venceu diversos festivais, como Sitges, o mais famoso dos eventos internacionais do cinema fantástico, além da mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. Em sua adaptação para série, a trama sofreu várias mudanças, incluindo locação e intérpretes. As mudanças se estenderam à própria premissa. Os protagonistas não são mais três vampiros preguiçosos, mas dois vampiros e uma vampira que não aceita desaforos, e ainda há um vampiro enérgico (que suga energias com sua chatice) – agora transformado em bebê – e um assistente humano. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”), Harvey Guillen (“The Magicians”) e Mark Proksch (“The Office”), e a série já se encontra renovada até a 6ª temporada. | KUNG FU 3 | HBO MAX A série de ação está em sua 3ª temporada com exibição semanal simultânea no Brasil pela HBO Max. Produzida por Greg Berlanti, o criador do Arrowverso, trata-se de um reboot completo da produção clássica de mesmo nome que marcou a década de 1970, em que David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) vivia um jovem mestre do kung fu no Velho Oeste. A nova versão opera uma mudança de sexo e de época, acompanhando uma lutadora contemporânea, e ainda acrescenta elementos místicos à trama. Na premissa desenvolvida por Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”), Olivia Liang (intérprete da malvadinha Alyssa Chang em “Legacies”) interpreta Nicky, uma americana de descendência asiática que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que muda sua vida, tornando-se estudante de kung fu num mosteiro isolado na China. De volta a San Francisco, nos EUA, ela passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger sua família e comunidade, ao mesmo tempo em que se envolve numa conspiração sobrenatural, cujos desdobramentos a levam além deste mundo e à beira do apocalipse. | FEAR THE WALKING DEAD 7 | AMAZON PRIME VIDEO A 7ª temporada apresenta um mundo literalmente pós-apocalíptico, após uma explosão nuclear devastar o Texas e tornar os zumbis radioativos. Diante deste cenário desolador, onde o próprio ar representa a morte, os poucos sobreviventes lutam pelo único local seguro: uma fortaleza dominada pelo inescrupuloso Victor Strand (Colman Domingo), que se divide entre bancar o ditador sanguinário e sentir remorsos por suas próprias atitudes. Do lado de fora, Alicia (Alycia Debnam-Carey) conta as horas para morrer, delirante após ser contaminada por um zumbi, enquanto Morgan (Lennie James) se desespera para juntar todos os remanescentes e escapar daquele inferno. Bastante sombria, a temporada é marcada por traições, despedida de três integrantes importantes do elenco e uma volta inesperada. Madison (Kim Dickens), a mãe de Alicia, que todos acreditavam ter morrido na 4ª temporada, retorna de surpresa para introduzir um novo mistério e vilão, que será o tema do 8º ano da série, atualmente em produção.
Romance com Cleo é principal novidade dos cinemas
Com “Avatar: O Caminho das Águas” ocupando cerca de 70% de todos os cinemas do Brasil, as estreias desta quinta (22/12) destinam-se a um circuito mais limitado. São apenas quatro filmes e um deles é relançamento, justamente o que chega em mais salas. Entre os títulos inéditos, o mais abrangente é uma comédia brasileira de desencontros românticos, que destaca Cleo (Pires) em performance cativante. Os demais são duas produções francesas – uma comédia infantil e um suspense. Confira abaixo mais detalhes de cada lançamento. | O AMOR DÁ VOLTAS | Mais conhecido como roteirista de sucessos como “Central do Brasil” (1998) e “Faroeste Caboclo” (2013), Marcos Bernstein volta a dirigir um longa de ficção após dez anos – o anterior foi “Meu Pé de Laranja Lima”, em 2012. A produção é uma comédia romântica com triângulo amoroso, movida por uma farsa. Um jovem médico que estava em missão na África volta ao Brasil e descobre que as cartas apaixonadas que vinha respondendo nos últimos meses não foram escritas pela namorada, mas pela irmã dela. A namorada, por sua vez, achava que tinha terminado o relacionamento, mas fica mexida quando o ex volta mostrando que continuava apaixonado. Já a cunhada só queria confortar o rapaz, sem perceber a situação que estava criando. Claro que alguém tende a sobrar nesse triângulo. O elenco destaca Igor Angelkorte (“O Outro Lado do Paraíso”), Juliana Didone (“Talvez uma História de Amor”) e Cleo (“Me Tira da Mira”). | O TESOURO DO PEQUENO NICOLAU | Descoberta tardia do cinema, os quadrinhos do Pequeno Nicolau foram escritos por René Goscinny (que também criou “Asterix”) entre 1956 e 1964. Seu primeiro filme só foi lançado em 2009, e a estreia desta semana é a terceira adaptação live-action. Cada filme traz um ator mirim diferente no papel principal – afinal, Nicolas é um menino endiabrado que não envelhece nas histórias originais. Desta vez, ele se junta à sua turma da escola para encontrar um tesouro perdido, acreditando que assim evitará que seu pai aceite um emprego em outra cidade e o separe de seus amigos. A direção é de Julien Rappeneau, que também adaptou os quadrinhos de “Largo Winch”, e o elenco destaca o jovem Ilan Debrabant (“SOS Mamãe em Férias”) como Nicolau, Audrey Lamy (“Um Amor de Mãe”) como a Mamãe e Jean-Paul Rouve (“Assim É a Vida”) como Papai. Vale lembrar que, além deste filme, o cinema francês também produziu uma animação do Pequeno Nicolau em 2022, que venceu o Festival de Anecy (o Cannes da animação). | A FARSA | O suspense francês traz Pierre Niney (“Yves Saint Laurent”) como um gigolô e Marine Vacth (“O Amante Duplo”) como um tentadora vigarista que tramam um esquema com milionários sob o sol ardente da Riviera Francesa. Em busca de uma vida de luxo, os dois amantes seduzem uma ex-estrela de cinema e um corretor de imóveis, com o objetivo de fazerem uma limpa em suas fortunas. Isabelle Adjani (“O Que as Mulheres Querem”) e François Cluzet (“Estaremos Sempre Juntos”) vivem os alvos numa trama cheia de reviravoltas e referências a clássicos de Hollywood, escrita e dirigida por Nicolas Bedos (“Belle Epoque”). | A SAGA CREPÚSCULO – AMANHECER: PARTE 1 | A Paris Filmes está relançando toda a “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros em comemoração aos 10 anos do final da franquia, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. Depois de “Crepúsculo” (2008), “Lua Nova” (2009) e “Eclipse” (2010) é a vez de “Amanhecer – Parte 1”, que culminou no casamento entre a mortal Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson), com direito a lua de mel no Rio de Janeiro e o nascimento sangrento da filha do casal. O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson têm feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+.
Estreias: Filmes de David Bowie, Paulo Gustavo e mais opções pra ver em streaming
A programação da semana destaca documentários, a maioria musicais, entre eles o vencedor do Oscar deste ano, “Summer of Soul”, e uma forte aposta para o Oscar deste ano, “Moonage Daydream”, sobre David Bowie. Além disso, há o registro final de Paulo Gustavo, feito nos bastidores de seu espetáculo derradeiro, “Filho da Mãe”. O Top 10 dos filmes para ver em casa ainda inclui comédias variadas, desde tramas de mistério até humor infantil. Confira abaixo. | MOONAGE DAYDREAM | VOD* O documentário musical de maior aprovação crítica (96% no Rotten Tomatoes) deste ano apresenta imagens inéditas da carreira de David Bowie e uma proposta imersiva, com imagens nada menos que espetaculares de shows marcantes, músicas inesquecíveis e as principais fases do artista. Para sua realização, o diretor Brett Morgen passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie, com o aval da família do cantor, e o resultado disputa cinco categorias do troféu Critics Choice, principal premiação dos críticos dos EUA. Batizado com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), “Moonage Daydream” é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). | SUMMER OF SOUL | STAR+ Vencedor do Festival de Sundance, do Critics Choice e do Oscar de Melhor Documentário do ano, o filme dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson (baterista da banda de hip-hop The Roots) resgata a memória do festival de música e cultura do Harlem de 1969, que acabou esquecido, apesar de reunir grandes astros do soul, gospel, jazz e blues em Nova York, no mesmo verão e a apenas 100 milhas de distância do famoso festival de Woodstock. Além de mostrar performances arrepiantes de Nina Simone, Stevie Wonder, Mahalia Jackson, os Staple Singers, BB King e Sly and the Family Stone, guardadas durante cerca de 50 anos sob poeira numa garagem, o filme também conta a história do evento, acrescentando depoimentos dos artistas e de testemunhas do grande festival esquecido de Nova York. | SE ESTAS PAREDES CANTASSEM | DISNEY+ O documentário musical conta a história do famoso estúdio Abbey Road, de Londres, que entrou para a história do rock ao batizar o 12º álbum dos Beatles, gravado no local. O detalhe é que, na época, o estúdio se chamava EMI Recording Studios. Abbey Road era seu endereço, também eternizado na história do rock pela famosa capa do disco de 1969, em que os Beatles atravessam a rua pela faixa de segurança. Com o sucesso dessas referências, a EMI rebatizou o estúdio como Abbey Road. A direção do filme é de Mary McCartney, filha de Paul McCartney, que nasceu durante a gravação do célebre álbum e engatinhou pelo estúdio em seus primeiros dias de vida, e seu trabalho se foca em entrevistados famosos. Paul, claro, é um dos maiores destaques, acompanhado por Elton John, Jimmy Page (do Led Zeppelin), Roger Waters e David Gilmour (do Pink Floyd), Noel e Liam Gallagher (do Oasis) e até o compositor John Williams (da trilha de “Star Wars”), contando histórias de suas gravações mais famosas no local. | FILHO DA MÃE | AMAZON PRIME VIDEO O documentário acompanha o último trabalho do ator e humorista Paulo Gustavo, em registros inéditas nos bastidores e no palco do espetáculo “Filho da Mãe”. Além da participação póstuma do comediante, o filme traz depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, que foram gravados após a morte do artista. A produção começou a ser filmada antes de Paulo pegar covid-19. Seria um registro do espetáculo criado pelo comediante para homenagear sua mãe, mas acabou virando homenagem à sua carreira. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. | BARDO FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES | NETFLIX O novo filme de Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, tem tom delirante e é o primeiro falado em espanhol do diretor desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), a trama acompanha um jornalista mexicano (Daniel Giménez Cacho, da série “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde tenta se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, sem entretanto conseguir se identificar com tudo o que deixou para trás. A história reflete a própria situação de Iñárritu, que fez carreira em Hollywood e tenta voltar às origens latinas com o novo longa. O trabalho, entretanto, não teve a recepção crítica que ele esperava e chegou a ser reeditado após a estreia morna no Festival de Veneza, para diminuir sua duração e se tornar mais ágil. Mesmo assim, continua com mais de 2h30. | ATÉ QUE A GENTE TE SEPARE | NETFLIX A comédia ácida neozelandeza gira em torno de duas amigas, que criam um negócio para terminar namoros, aproveitando-se de que muita gente não sabe como lidar com isso. A premissa inspira as mais diferentes ideias para realizar rompimentos, desde telegramas cantados até uma simulação de sequestro armado. Tudo vai bem, até que uma delas se apaixona por um cliente, despertando a ira de uma gangue de garotas maori e chamando atenção da polícia para suas artimanhas. O filme foi escrito, dirigido e estrelado pela dupla Jackie van Beek e Madeleine Sami, e tem produção do cineasta Taika Waititi, o diretor de “Thor: Amor e Trovão”. Ele já tinha trabalhado com as atrizes em sua comédia premiada “O Que Fazemos nas Sombras” (2014). A première mundial aconteceu há quatro anos no Festival SXSW (South by Southwest), um dos principais eventos indies dos Estados Unidos, ocasião em que arrancou elogios rasgados da crítica americana (90% de aprovação no Rotten Tomatoes) e teve os direitos de streaming adquiridos pela Netflix. | VEJA COMO ELES CORREM | STAR+ A nova comédia de mistério ao melhor estilo “whodunit” (quem matou) se passa nos bastidores do mundo teatral londrino dos anos 1950. Na trama, os planos para uma versão cinematográfica de uma peça de sucesso são interrompidos abruptamente depois que um membro importante da equipe é assassinado. Quando o inspetor Stoppard e sua parceira novata e ansiosa, a policial Stalker, assumem o caso, eles se veem jogados em um enigma em meio ao clima de glamour e sordidez dos palcos e camarins de Londres. E logo percebem que os principais suspeitos não são apenas suspeitos. São também vítimas potenciais de um serial killer à solta. O elenco grandioso destaca Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) como os detetives, Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o morto e um monte de suspeitos – entre eles, Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), Ruth Wilson (“The Affair”) e David Oyelowo (“Selma”). O roteiro é de Mark Chappell (criador da série “Flaked”) e a direção de Tom George (“This Country”), que estreia em longa-metragem. | PERDIDO EM LONDRES | VOD* O astro Woody Harrelson (“Venom: Carnificina”) faz sua estreia como diretor nessa comédia maluca, que ele também estrela como uma versão debochada de si mesmo. Espécie de “After Hours” (1985) passado em Londres, o filme acompanha uma noite louca na vida do ator, que passa por diversas desventuras em busca de diversão noturna na capital da Inglaterra, até terminar preso ao amanhecer. O roteiro, que Harrelson também escreveu, é baseado numa experiência real de alguns anos atrás. Enquanto trabalhava em uma peça em Londres, o ator saiu para a balada e a bebedeira virou um escândalo de tabloide que quase acabou com seu casamento. Outro detalhe curiosíssimo desse projeto é que ele foi o primeiro caso de “live cinema” do mundo, transmitido ao vivo na tela. Isto é, sua produção começou às 2h da manhã de uma sexta em Londres, mesmo horário em que também passou a ser projetado num cinema da cidade para uma audiência seleta, que pôde acompanhar de seus assentos tudo que as câmeras registraram, até raiar o dia. O filme inteiro foi registrado em plano sequência (sem cortes) por uma única câmera, mas esse pioneirismo experimental acabou posteriormente editado para o mercado mais amplo, transformando-o num longa convencional de 1h40. O elenco também inclui Owen Wilson (“Loki”), Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e Eleanor Matsuura (“The Walking Dead”), além dos cantores Willie Nelson e Bono (ele mesmo, do U2). | O PERDOADO | VOD* O drama britânico sobre privilégio branco destaca uma ótima performance libertina de Ralph Fiennes (“O Menu”), como um dos convidados ricaços de uma festa de luxo no deserto marroquino. A caminho, porém, ele a esposa (Jessica Chastain, de “O Enfermeiro da Noite”) se envolvem em um trágico acidente com um adolescente local. Chegando tarde no evento de elite, o casal tenta encobrir o incidente em conluio com a polícia local. Até que o pai do menino chega em busca de justiça. Escrito e dirigido por John Michael McDonagh (dos excelentes “O Guarda” e “Calvário”), ainda inclui em seu elenco grandioso Matt Smith (“A Casa do Dragão”), Abbey Lee (“Tempo”) e Caleb Landry Jones (“Os Mortos Não Morrem”). | LILO LILO CROCODILO | VOD* A comédia musical infantil, baseada nos livros de Bernard Waber, acompanha a surpresa de uma família, durante sua mudança para Nova York, ao encontrar na banheira de sua casa nova um crocodilo alegre, que não só fala como também canta. Lilo mora no sótão da casa, mas seu parceiro artístico Hector garante que ele é inofensivo. O filho da família se encanta com o crocodilo cantor, mas essa amizade é ameaçada por um vizinho malvado, que quer ver o animal trancado num zoológico. Combinação de crocodilo animado por computação gráfica e atores reais, o filme é estrelado pela voz de Shawn Mendes como Lilo, Javier Bardem (“Apresentando os Ricardos”) como Hector, Constance Wu (“As Golpistas”) e Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) como os pais, Winslow Fegley (“Noitários de Arrepiar”) como o filho e Brett Gelman (“Stranger Things”) como o vizinho. A adaptação foi escrita por Will Davies (“Carta o Rei”) e a direção está a cargo da dupla Josh Gordon e Will Speck (ambos de “A Última Ressaca do Ano”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Estreias: “Harry & Megan”, terror de Lars Von Trier e as melhores séries da semana
A produção documental do Príncipe Harry e Meghan Markle é a estreia mais midiática entre as séries da semana. Mas a lista também faz a festa dos cinéfilos com a retomada de “The Kingdom”, série cult dos anos 1990, do cineasta Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), além de divertir com o bom thriller de ação “O Recruta” e oferecer as temporadas completas de três séries consagradas: “Downton Abbey”, “Game Face” e “Me Chama de Bruna”. Confira abaixo os 10 destaques da semana entre os lançamentos para maratonar no streaming. | HARRY & MEGAN | NETFLIX A série que está abalando a monarquia britânica é uma coleção de revelações bombásticas do príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle sobre os motivos que os fizeram romper com a família real, com direito a várias acusações. Além de centrar sua narrativa em depoimentos dos dois protagonistas, o trabalho da diretora Liz Garbus (“What Happened, Miss Simone?”) conta com depoimentos de amigos e familiares do casal, bem como imagens de arquivos pessoais. Dividida em duas partes, a atração teve três episódios lançados na semana passada e, antes mesmo de ser finalizada com os capítulos desta semana, quebrou recorde de audiência como o conteúdo documental mais visto da Netflix em todos os tempos. A Parte 2 é ainda mais polêmica por abordar detalhes das brigas entre Harry e seu irmão William, o aborto sofrido por Meghan, as calúnias de tabloide, manipulações da realeza e o afastamento forçado por terceiros entre Harry e sua avó, a rainha Elizabeth. | THE KINGDOM: EXODUS | MUBI A 3ª temporada retoma a série clássica de terror, iniciada na década de 1990 pelo cineasta Lars von Trier (“Ninfomaníaca”) e ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou. As primeiras temporadas foram exibidas em 1994 e 1997, e acompanharam os médicos se convencendo, por meio de eventos estranhos e inexplicáveis, de que o lugar era assombrado. Os novos episódios prometem respostas para as questões não resolvidas da série, que costuma ser comparada a “Twin Peaks”. Para isso, acompanha uma sonâmbula (interpretada por Bodil Jørgensen, de “Tempos de Escuridão”) que com sua obsessão representa um esforço final para impedir o hospital de se transformar em ruínas. O elenco ainda conta com Lars Mikkelsen (“House of Cards”), Nikolaj Lie Kaas (“Britannia”), Mikael Persbrandt (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”), Ghita Nørby (“Toscana”), Nicolas Bro (“Loucos Por Justiça”), Søren Pilmark (“Atlantic Crossing”), Peter Mygind (“Borgen”), Udo Kier (“Bacurau”), Tuva Novotny (“O Último Destino”) e uma participação especial de Alexander Skarsgård (“O Homem do Norte”). Lars von Trier dirigiu todos os episódios e continuou a trabalhar na pós-produção mesmo depois de ser diagnosticado com Mal de Parkinson. | RECRUTA | NETFLIX A série de espionagem traz Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que já Amei”) como um jovem advogado da CIA, que tem a função de vasculhar cartas antigas de pessoas que ameaçam divulgar informações secretas sobre a agência. O trabalho burocrático se torna perigoso quando Hendricks decide visitar a autora de uma dessas cartas e, ao encontrar a espiã presa (Laura Haddock, de “Da Vinci’s Demons”), passa a ser perseguido por inimigos desconhecidos, envolvendo-se numa conspiração internacional. “Recruta” foi criada por Alexi Hawley (“The Rookie”) e tem seu primeiro episódio dirigido pelo cineasta Doug Liman (“No Limite do Amanhã”). | A LENDA DO TESOURO PERDIDO | DISNEY+ A série inspirada no filme “A Lenda do Tesouro Perdido” traz Lisette Olivera (“Total Eclipse”) como nova protagonista e a volta de Harvey Keitel e Justin Bartha à franquia, retomando os papéis do agente do FBI Peter Sausky e Riley Poole, melhor amigo do aventureiro Benjamin Gates (Nicolas Cage). A participação dos dois serve como elo entre os filmes e a nova atração, já que Cage não participa do projeto. A trama gira em torno de Jess Morales (Olivera), uma jovem latina brilhante e engenhosa, que embarca na maior aventura de sua vida para descobrir a verdade sobre o passado misterioso de sua família e salvar um tesouro pan-americano perdido. Nessa jornada, ela é acompanhada por seus melhores amigos, vividos por Zuri Reed (“The Get Down”), Antonio Cipriano (“A Vida Sexual das Universitárias”), Jordan Rodrigues (“Os Fosters”), Jake Austin Walker (“Stargirl”), uma agente do FBI interpretada por Lyndon Smith (“Crazy Ex-Girlfriend”) e a misteriosa personagem de Catherine Zeta-Jones (“Wandinha”). A atriz veterana vive Billie, uma bilionária caçadora de tesouros, que ajuda a transformar a órfã Jess sem um tostão em um aventureira e mulher de negócios bem-sucedida. Só que esse perfil benevolente esconde a antagonista da história. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas dos filmes, o casal Marianne e Cormac Wibberley, e conta com produção de Jerry Bruckheimer, produtor da franquia cinematográfica. Para completar, a cineasta indiana Mira Nair (“O Relutante Fundamentalista”) assina a direção dos primeiros capítulos. | POR QUE ESQUECEMOS DE TUDO? | STAR+ O suspense japonês acompanha um escritor de mistério que acaba tendo que desvendar um mistério real, após sua namorada desaparecer na noite de Halloween. Mas conforme segue as pistas, as pessoas que ele encontra descrevem uma mulher muito diferente da que conhecia. A produção reúne uma equipe de peso do cinema japonês. A série foi concebida por Takamasa Ôe, roteirista do premiado drama japonês “Drive My Car” (Oscar de Melhor Filme Internacional deste ano), em parceria com os cineastas Shûichi Okita (“Eu Devo Viver Sozinha”) e Yukiko Sode (“Aristocratas”), e é estrelada por Hiroshi Abe, um dos atores favoritos do mestre Hirokazu Koreeda, com quem trabalhou em “Andando” (2008), “O Que Eu Mais Desejo” (2011), “Depois da Tempestade” (2016) e na série “Going My Home” (2012). | DO JEITO DELAS | NETFLIX A série adulta polonesa acompanha três mulheres de diferentes idades e fases de vida, que decidem viver em seus próprios termos durante os anos 1970, embaladas por muita disco music e ganhando dinheiro com sexo. Enquanto a mais velha pondera até quanto poderá prosseguir, a mais jovem ainda sonha com tudo que pode conquistar, ambas contrastando com a única que preferia seguir outro caminho. Suas histórias paralelas acabam se entrelaçando numa trama de chantagem pornográfica, envolvendo o serviço secreto comunista. Os papéis principais são vividos por Magdalena Poplawska (“Interior”), Wiktoria Filus (“Prazer, Kalinda”) e Matylda Giegzno (“Klangor”), mas o destaque da produção é a boa reconstrução dos anos 1970, com figurino, cenografia e atmosfera perfeitos. As roteiristas são Aleksandra Chmielewska (“Monstros da Krakóvia”) e Alicja Arominska (“Lombard”) e a direção do piloto foi realizada por Anna Kazejak, do premiado filme “A Promessa” (2014). | GAMEFACE | HBO MAX A comédia britânica é criada e estrelada por Roisin Conaty (“After Life”), especialista em humor maluco. Ela interpreta Marcella, uma aspirante a atriz, sem dinheiro ou ambição, que tenta se recuperar do rompimento de um relacionamento. Mas apesar de suas tentativas e ajuda de seus amigos, terapeuta e instrutor de direção, ela não consegue colocar sua vida de volta nos trilhos. Bastante elogiada pela crítica (89% de aprovação no Rotten Tomatoes), a série durou duas temporadas no Channel 4 inglês, entre 2017 e 2019, e está chegando pela primeira vez ao Brasil, com todos os episódios de uma vez. | DOWNTON ABBEY | GLOBOPLAY A premiadíssima série britânica, que venceu 15 prêmios Emmy, além de ter caído nas graças da crítica americana, chega completa na Globoplay, com suas seis temporadas e episódios especiais produzidos entre 2010 e 2015. Criado por Julian Fellowes (vencedor do Oscar por “Assassinato em Gostford Park”), o drama de época acompanha os diversos integrantes da família aristocrata Crawley, que tenta manter a pompa e evitar a decadência em sua mansão de campo com um batalhão de funcionários no inicio do século 20. Com um elenco encabeçado por Hugh Bonneville (“As Aventuras de Paddington”), Elizabeth McGovern (“A Dama Dourada”) e a veterana Maggie Smith (“O Exótico Hotel Marigold”), o sucesso da atração acabou projetando vários atores menos conhecidos ao estrelato, incluindo os hoje famosos Lily James (“Pam & Tommy”), Michelle Dockery (“Magnatas do Crime”), Dan Stevens (“Legion”), Jessica Brown Findlay (“Victor Frankenstein”) e Rose Leslie (“Game of Thrones”), além de levar a história para além da TV. A história dos Crawley continua a ser contada até hoje, agora no cinema, e já rendeu dois filmes – em 2019 e neste ano. | ME CHAMA DE BRUNA | STAR+ Originalmente produzidas para o antigo canal Fox, as quatro temporadas muito quentes da série sobre Bruna Surfistinha chegam ao Star+ juntas. A trama aborda a vida de Raquel Pacheco, que já tinha virado um filme estrelado por Deborah Secco em 2011, agora com muito mais liberdade artística e maior desenvolvimento de coadjuvantes. A jovem Maria Bopp tem o papel da prostituta mais famosa do Brasil, em sua estreia como protagonista – após coadjuvar em “Oscar Freire 279”, exibida no Multishow em 2011. A direção de Márcia Faria (diretora assistente de “Diários de Motocicleta”), Pedro Amorim (“Dissonantes”) e Roberto Berliner (“Nise: O Coração da Loucura”) conferem um toque de classe à produção, que contou com participações de vários famosos, incluindo Jonas Bloch (“Eike, Tudo ou Nada”), Augusto Madeira (“Bingo, o Rei das Manhãs”), Ravel Andrade (“Aruanas”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Martha Nowill (“Hard”), Maitê Proença (“Liberdade, Liberdade”), Thelmo Fernandes (“Sob Pressão”), Paloma Duarte (“Além da Ilusão”), Giselle Itié (“Os Dez Mandamentos”) e o rapper MV Bill (“As Seguidoras”). | PARADISE POLICE 4 | NETFLIX A comédia para adultos acompanha o departamento de polícia de uma cidade do interior dos EUA, que é repleto de maus policiais. Mas não no sentido de malvados ou corruptos. Eles são ruins mesmo, péssimos em seus afazeres diários. Criação de Roger Black e Waco O’Guin (responsáveis por “Brickleberry”), a série chega a sua 4ª temporada reunindo alguns dubladores célebres dos Estados Unidos, como Tom Kenny (a voz de Bob Esponja), Sarah Chalke (“Roseanne” e voz de Beth em “Ricky & Morty”), Dana Snyder (dubladora da vovó em “Squidbillies”), Cedric Yarbrough (“Speechless”), Dave Herman (voz de Steve em “Brickleberry”) e Kyle Kinane (“A Casa Caiu: Um Cassino na Vizinhança”).
Estreia de “Avatar: O Caminho da Água” é uma das maiores de todos os tempos no Brasil
“Avatar: O Caminho da Água” chega como arrasa-quarteirões nos cinemas brasileiros nesta quinta (15/12) com lançamento em 2,6 mil telas, numa das distribuições mais amplas já vistas no país – o recorde pertence a “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, com 2,8 mil salas no ano passado. A estratégia de dominar o circuito é global, por isso a expectativa é que o filme supere US$ 500 milhões em sua abertura mundial. Nunca é demais lembrar que o primeiro filme possui a maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,9 bilhões de faturamento em todo o planeta. Apesar do monopólio, os cinemas ainda recebem dois novos títulos. Confira abaixo mais detalhes da programação. | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | O novo espetáculo cinematográfico do diretor James Cameron chega para cativar e assombrar o público como o filme original de 2009, principalmente em seu aspecto visual, com grande aprimoramento dos efeitos especiais e do 3D, que proporciona uma maior imersão no mundo de Pandora. Será um enorme sucesso como foi o primeiro longa, que se tornou a maior bilheteria de cinema de todos os tempos. O único senão são as mais de 3 horas de duração, que inclusive dificultarão a superação do recorde anterior de venda de ingressos. A continuação volta a acompanhar os personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos. Na trama, eles são forçados a buscar asilo com uma tribo litorânea ao serem expulsos de sua comunidade na floresta pelos invasores da Terra. É que nosso planeta enfrenta ameaça de extinção e ambiciona tomar o belo planeta paradisíaco para abrigar a humanidade. Quem comanda a invasão, por sinal, é um velho conhecido dos protagonistas: um avatar gigantesco do coronel Miles Quaritch (Stephen Lang). Assim, a defesa do meio ambiente, implícita no primeiro filme, ganha um novo ingrediente na continuação: a crítica ao belicismo militar e à atividade dos posseiros ilegais. O elenco inclui a volta da maioria dos atores do primeiro filme – além dos citados, Sigourney Weaver, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”). | A MORTE HABITA À NOITE | Apesar do título, o primeiro longa do premiado curta-metragista Eduardo Morotó não é um filme de terror. Trata-se de um drama inspirado pela obra de Charles Bukowski (“Crônica de um Amor Louco”), que segue um escritor pobre e bêbado – e que nunca escreve – à procura de almas gêmeas em um universo marcado pela autodestruição. Ambientado no Recife, o filme é estrelado por Roney Villela (“Novo Mundo”). Após presenciar um suicídio de sua janela e ser abandonado pela mulher que ama (Mariana Nunes, de “Alemão”), ele vaga pela cidade em busca de amor, acompanhado pela solidão que lhe confere sua própria identidade. Nessa jornada noturna, cruza com duas mulheres (a estreante em longas Enddi Vasconcelos e Rita Carelli, de “Abaixo à Gravidade”), que vão despertar nele um lado até então desconhecido. Exibido pela primeira vez no Festival de Roterdã, na Holanda, em janeiro de 2020, a produção pernambucana teve première nacional no mesmo ano, na abertura do 30º Festival Cine Ceará (que premiou Villela como Melhor Ator), mas só conseguiu espaço na programação de cinemas agora, num lançamento bastante limitado. | A SAGA CREPÚSCULO – ECLIPSE | A Paris Filmes está relançando toda a “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros em comemoração aos 10 anos do final da franquia, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. Depois de “Crepúsculo” (2008) e “Lua Nova” (2009) é a vez de “Eclipse” (2010), que introduziu cenas de ação no triângulo de amor sobrenatural entre a mortal Bella (Kristen Stewart), o vampiro Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson têm feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. Já Taylor Lautner, por outro lado, tornou-se coadjuvante de comédias de Adam Sandler. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+.
Estreias: “Pinóquio”, “Adão Negro” e os destaques de streaming da semana
As estreias de streaming e VOD (locação digital) incluem filmes premiados, candidatos ao Oscar e blockbusters do cinema. O principal destaque é o “Pinóquio” do diretor Guillermo del Toro (“A Forma da Água”), favorito a despontar no Oscar de Melhor Animação de 2023. Mas há produções para todos os gostos, de super-herói e comédia brasileira a filme de arte europeu. Confira abaixo 10 opções novas para assistir em casa no fim de semana. | PINÓQUIO POR GUILLERMO DEL TORO | NETFLIX Há mais de uma década em desenvolvimento, a animação em stop-motion do cineasta Guillermo del Toro (vencedor do Oscar por “A Forma da Água”) conta uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890), que abraça o lado mais sombrio da trama clássica, ao se focar na construção da autoestima do boneco/criança. Concebido com imaginação macabra, o filme surpreende por apresentar de forma inovadora uma história excessivamente conhecida – e que neste mesmo ano ganhou nova e tediosa versão da Disney. Em parceria com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), Del Toro consegue emocionar e inspirar como as melhores lições dos contos de fada. E faz isso com fantoches impressionantes, criados pela produtora Mackinnon and Saunders (“Noiva Cadáver”). A versão dublada em idioma inglês traz o estreante Gregory Mann como a voz de Pinóquio, Ewan McGregor (“Aves de Rapina”) como o Grilo Falante e David Bradley (“Game of Thrones”) como Gepeto, além de Cate Blanchett (“Carol”), Tilda Swinton (“Suspiria”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”), Ron Perlman (“Hellboy”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), John Turturro (“Transformers”) e Burn Gorman (“The Expanse”) em seu elenco grandioso. | ADÃO NEGRO | HBO Max e VOD* Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”) vive o anti-herói do título, cuja dualidade já foi bastante explorada nos quadrinhos. Vilão clássico de Shazam (desde a época do Capitão Marvel), ele passou a ser admitido entre os “mocinhos” apenas recentemente. E este dilema é explorado durante seu confronto com os heróis da trama, a Sociedade da Justiça da América – que estreia em longa-metragem formada por Gavião Negro (Aldis Hodge, de “O Homem Invisível”), Ciclone (Quintessa Swindell, de “Gatunas”), Esmaga-Átomo (Noah Centineo, de “Para Todos os Garotos que Já Amei”) e Sr. Destino (Pierce Brosnan, de “007 Um Novo Dia Para Morrer”). Este também é o problema do filme. The Rock é o ponto alto da produção, mas seu confronto com outros heróis – metade deles tão obscuros quanto inexpressivos – segue o padrão de várias títulos do gênero, inclusive “Batman vs. Superman”. E quando a poeira baixa e todos ficam amiguinhos (spoiler?), a falta de um vilão proeminente só aponta que a Warner não aprendeu nada após cometer o mesmo equívoco em “Liga de Justiça” e “Esquadrão Suicida”. Por tudo isso, “Adão Negro” é um filme para fãs de Zack Snyder, o diretor que estabeleceu o tom sombrio e os vilões genéricos de efeitos computadorizados nas adaptações da DC Comics. Atrás das câmeras, Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) se comporta quase como um clone do cineasta de “Liga da Justiça”, entregando um longo primeiro ato de uma história que só deve ficar boa no próximo filme – caso a cena pós-créditos seja realmente um indício do desenvolvimento da trama. | EMANCIPATION | APPLE TV+ O filme sobre escravidão estrelado por Will Smith funciona como um thriller de ação intenso, mas é baseado numa história real que outra equipe transformaria num bom drama. A produção é uma cinebiografia do escravo Peter, que ficou famoso no século 19 após fugir de seu “dono” e torturador, engajar-se na Guerra Civil ao lado dos ianques e posar para uma foto expondo as cicatrizes de crueldade nas suas costas – marcas de um chicoteamento que quase o matou. A foto se tornou conhecida como “Scourged Back” e “viralizou” após ser publicada em uma série de veículos de imprensa em 1863, criando um impacto similar ao do assassinato de George Floyd em sua época. Estudiosos apontam a foto como uma das influências do crescimento do movimento abolicionista, que levou ao fim da escravidão nos EUA. A cena da reconstituição da foto faz parte da produção, que destaca uma performance frenética de Smith e uma belíssima fotografia em cores tão esmaecidas que parecem preto e branco, além de muitas cenas de perseguição, guerra e até luta contra crocodilo. A direção é assinada por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”, “O Protetor”). A produção chegou a ficar no limbo após a controvérsia do tapa de Smith em Chris Rock durante o Oscar deste ano. Embora vários projetos do ator tenham sido cancelados ou adiados, “Emacipation” já estava totalmente filmado quando aconteceu o desastre de relações públicas. A decisão de lançá-lo ainda neste ano foi tomada após uma exibição privada para um grupo de influencers nos EUA ter forte repercussão positiva nas redes sociais. Entretanto, o lançamento do filme em si não refletiu esse estado de espírito, dividindo a crítica. | THE HOLE IN THE FENCE | MUBI Com uma fotografia premiada no Festival de Veneza, o filme do diretor mexicano Joaquín del Paso (“Maquinaria Panamericana”) é um retrato desconcertante das instituições de ensino privado. A trama acompanha um grupo de alunos de elite num acampamento religioso de verão, separado da cidade vizinha, habitada por trabalhadores pobres, por uma cerca erguida para deixar claro que eles não devem se misturar. Apesar do tom religioso do local, os professores não escondem o objetivo de incutir a importância do sistema de classes e o senso natural de superioridade nos meninos, além de alimentar neles o medo do “outro” e o ódio do “diferente”. Isto resulta em bullying contra um aluno bolsista e vários jogos sádicos de poder, que estimulam violência e escancaram a formação venenosa dos privilegiados. | AS LINHAS TORTAS DE DEUS | NETFLIX A adaptação do suspense clássico do escritor Torcuato Luca de Tena (1923-1999) chega às telas pelas lentes do espanhol Oriol Paulo (“O Corpo”, “Durante a Tormenta”), um especialista no gênero, que materializa a trama de época de forma altamente estilizada. A história gira em torno de uma mulher que falsifica sua ficha psiquiátrica para dar entrada num hospício, com o objetivo de investigar um crime, mas ao seguir as pistas acaba sendo tratada como louca de verdade. O papel principal é de Bárbara Lennie (“A Garota do Fogo”). | ARDENTE PACIÊNCIA | NETFLIX A nova filmagem do livro romântico de Antonio Skármeta, já levado às telas no premiado “O Carteiro e o Poeta” (1994), traz Andrew Bargsted (“Segredos em Família”) como o carteiro apaixonado que tenta seduzir sua amada com poesias, mas comete o erro de plagiar Pablo Neruda, o poeta favorito da moça. Decepcionada ao descobrir a farsa, ela encerra o cortejo. Até que, um dia, o trabalho do carteiro o leva a conhecer o próprio Neruda, a quem tenta convencer a lhe ensinar como ser um poeta de verdade para reconquistar sua musa. A direção é do chileno Rodrigo Sepúlveda (“Aurora”). | PARADISE – UMA NOVA VIDA | VOD* A comédia italiana explora a paranoia de um jovem (Vincenzo Nemolato, de “Martin Eden”) enviado a uma cidade isolada nos Alpes suíços pelo serviço de proteção a testemunhas. Ao chegar lá, dá de cara com o assassino da máfia que ele denunciou e que também fez um acordo e foi relocado pela polícia. Temendo pela vida, o protagonista procura se disfarçar e aprender formas de matar o assassino antes de ser morto. Só que é completamente inepto. E tudo que lhe resta é encarar a desconfiança e ver se a solidão e as saudades da Sicília os aproxima. O que ele não esperava é que os dois desenvolvessem uma amizade inesperada, que rende cenas divertidas no filme, embora a sensação de uma ameaça em potencial continue à espreita, na forma de turistas suspeitos. Dirigido por Davide Del Degan, venceu o Globo de Ouro italiano na categoria de Melhor Filme de Estreia. | ANOTHER WORLD | MUBI O novo filme de Stéphane Brizé acompanha um executivo, sua esposa e filho no momento em que as escolhas de carreira estão prestes a mudar suas vidas. O drama francês pondera como as pressões do trabalho podem implodir famílias e o que realmente é importante na vida. Os papéis principais são de Vincent Lindon, ator favorito de Brizé, e Sandrine Kiberlain. Os dois já tinham contracenado em outro filme do diretor, o premiado “Mademoiselle Chambon” (2009). | BEM-VINDA A QUIXERAMOBIM | VOD* A nova comédia cearense de Halder Gomes e seu cúmplice Edmilson Filho (ambos de “Cine Holliúdy”) traz Monique Alfradique como uma influencer ricaça que perde tudo quando seu pai milionário é implicado em um esquema de corrupção. De uma hora para outra, ela fica sem teto e precisa se refugiar na última propriedade da família ainda disponível: uma fazenda caindo aos pedaços em Quixeramobim, interior do Ceará. Mas ao chegar lá, encontra Edmilson Filho instalado e dizendo ser o dono do lugar. A premissa parece uma comédia romântica, o que não deixa de ser, embutida numa Sessão da Tarde divertida, que ainda inclui Falcão, o youtuber Max Petterson e a mineira Chandelly Braz em seu primeiro filme, após muitas novelas. | AMSTERDAM | STAR+ Os filmes de David O. Russell, indicado ao Oscar por “O Lutador” (2010), “O Lado Bom da Vida” (2012) e “Trapaça” (2013), geralmente contam com elenco grandioso. Esta produção de época passada nos anos 1930 não é diferente. Christian Bale (“Thor: Amor e Paixão”), John David Washington (“Tenet”) e Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”) protagonizam o longa como dois soldados e uma enfermeira, que criaram laços durante a 1ª Guerra Mundial e se veem incriminados num homicídio. E para provar sua inocência, acabam se envolvendo com uma variedade de personagens, todos vividos por famosos – como Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”), Zoe Saldana (“Vingadores: Ultimato”), Rami Malek (“007 – Sem Tempo Para Morrer”), Chris Rock (“Espiral – O Legado de Jogos Mortais”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”), Andrea Riseborough (“Oblivion”), Matthias Schoenaerts (“The Old Guard”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Mike Myers (“Bohemian Rhapsody”), Timothy Olyphant (“Justified”) e até a cantora Taylor Swift (“Cats”). Mas não criem grandes expectativas. Apesar do tom de comédia da produção, o roteiro conduz os protagonistas a um mistério de conspiração histórica que faz pouquíssimo sentido. De fato, é um dos piores filmes da carreira de todos os envolvidos, a ponto de amargar apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Estreias: “Yellowstone”, “Patrulha do Destino” e as melhores séries da semana
As estreias de séries da semana destacam produções de ação e aventura. Há viajantes do tempo, super-heróis, fantasia épica e animada, além de três superproduções com temática criminal, reforçadas por um documentário de true crime. Confira abaixo 10 séries que chegam ao streaming nesta semana. | YELLOWSTONE 5 | PARAMOUNT+ Uma das atrações mais vistas da TV paga americana chega na sua 5ª temporada com John Dutton (personagem de Kevin Costner) empossado como Governador de Montana, enquanto o caos acompanha sua ascensão política. Os novos episódios começaram a ser exibidos em 13 de novembro nos EUA, quando foram sintonizados por 12,1 milhões de espectadores, marcando a maior audiência de estreia de uma série em 2022 no país. Além de ser a primeira atração semanal estrelada por Kevin Costner, “Yellowstone” também foi a primeira produção televisiva criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Desde então, ele criou um universo derivado com dois spin-offs de “Yellowstone” e lançou mais duas séries diferentes de sucesso – “Tulsa King”, com Sylvester Stallone, e “Mayor of Kingstown”, com Jeremy Renner. Sheridan assina os roteiros, a produção e a direção de alguns episódios de “Yellowstone”, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco. Os demais atores confirmam a ambição cinematográfica da produção, com destaque para Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Kelly Reilly (série “Britannia”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Liberdade”), Cole Hauser (“Transcendence: A Revolução”), Kelsey Asbille (“Terra Selvagem”), Dave Annable (série “Red Band Society”), Josh Lucas (“Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca”), Ian Bohen (“Teen Wolf”) além de Danny Huston (“Mulher-Maravilha”) nas duas primeiras temporadas e Josh Holloway (das séries “Colony” e “Lost”) no 3º ano. | GANGS OF LONDON 2 | LIONSGATE+ A polêmica série britânica retorna para mais pancadarias e tiroteios com a marca de seu criador e diretor, Gareth Evans, o cineasta por trás do fenômeno indonésio “The Raid – Operação Invasão”, marco do cinema de ação do século 21. Concebidos como premissa para um videogame, os episódios acompanham a luta de várias gangues pelo controle do submundo de Londres, e o nível de violência é tão alto que causou furor no Reino Unido. A história começa com o assassinato de Finn Wallace, o chefão do crime mais poderoso de Londres nos últimos 20 anos, deixando um buraco na rede que ele comandava. Quando seu filho e herdeiro coloca os negócios de lado para dar prioridade à vingança, tentando descobrir quem orquestrou o crime, uma variedade multicultural de gangues armadas até os dentes se movimenta para tirar proveito do vácuo repentino no topo dos negócios ilícitos da metrópole. O que se segue é um banho de sangue. A produção é estrelada por Joe Cole, que ficou conhecido como John Shelby em “Peaky Blinders”. Sua presença na trama, inclusive, rendeu algumas comparações entre as duas produções. Ambas são centradas em gângsteres britânicos de diferentes culturas e etnias, embora “Peaky Blinders” seja uma série de época e “Gangs of London” se passe nos dias atuais. O elenco ainda destaca Michelle Fairley (“Game of Thrones”), David Bradley (também de “Game of Thrones”), Richard Harrington (“Hinterland”), Mark Lewis Jones (“Chernobyl”), Jing Lusi (“Podres de Ricos”), Narges Rashidi (“Sob a Sombra”), Emmett J Scanlan (“Krypton”), Lucian Msamati (“His Dark Materials”), Ray Panthaki (“Marcella”), Ian Beattie (outro de “Game of Thrones”) e Colm Meaney (“Hell on Wheels”) como o falecido Finn Wallace. Além do galês Gareth Evans, a produção também atraiu outros cineastas para trás de suas câmeras, como o inglês Corin Hardy (“A Freira”) e o francês Xavier Gens (“(A) Fronteira”), ambos especialistas em filmes de terror. Ou seja, todos são conhecidos por trabalhos sanguinários. | LA CASA DE PAPEL: COREIA 2 | NETFLIX A Parte 2 encontra os ladrões sitiados pela polícia, enquanto levam adiante seu grande assalto, que ganhou um verniz mais politizado nessa adaptação coreana. A trama se passa após uma imaginária unificação das Coreias, quando os antigos norte-coreanos reparam que continuam pobres, enquanto os milionários do Sul se tornaram mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num plano ousado de assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali da versão espanhola, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. O elenco destaca Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio, Lee Won-jong (“Hand: The Guest”) como Moscou, Kim Ji-hun (“The Flower of Evil”) como Denver, Jang Yoon-ju (“Three Sisters”) como Nairóbi, Lee Hyun-woo (“To the Beautiful You”) como Rio, Kim Ji-hoon (“Voice”) como Helsinki, Lee Kyu-ho (“#Alive”) como Oslo e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. Para completar, os novos episódios ainda incluem nova personagem na trama, a ladra Seul, vivida por Lim Ji Yeon (do filme “Spiritwalker: Identidade Perdida”). Os roteiros são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e a direção é de Kim Hong-sun (das séries “Black” e “Voice”). | HIS DARK MATERIALS 3 | HBO MAX A última temporada de “His Dark Materials” conclui a adaptação da trilogia literária do escritor Philip Pullman, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Repleta de efeitos visuais e clima épico, a trama adapta “A Luneta Âmbar” (2000), último livro da saga, que conduz a menina Lyra Belacqua por universos paralelos, numa guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra, e o ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começou a se entrelaçar com o de Lyra na 2ª temporada. Os próximos episódios também trazem de volta James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), que teve sua participação cortada devido à pandemia de coronavírus, após uma 2ª temporada menor que o previsto, e até Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), cujo personagem supostamente morreu em um tiroteio no segundo ano da série. | PATRULHA DO DESTINO 4 | HBO MAX A trama da 4ª temporada vai encontrar a equipe bizarra da DC numa nova viagem no tempo e diante de sua iminente dizimação, quando precisará decidir de uma vez por todas o que é mais importante: sua própria felicidade ou o destino do mundo. Tudo começa com uma nova aparição do místico Willoughby Kipling (Mark Sheppard), que anuncia a ameaça iminente de um vilão chamado Immortus. Nos quadrinhos, o General Immortus vive há séculos estudando as guerras e sua longevidade tem relação com a aparência rejuvenescida da Patrulha do Destino. Por sinal, sua introdução deve servir para explicar porque alguns dos heróis continuam com a mesma aparência há mais de meio século. Desenvolvida por Jeremy Carver (“The Exorcist”), a série é estrelada por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o Ciborgue, além de Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Introduzida no terceiro ano como a supervilã Madame Rouge, Michelle Gomez (“Doctor Who”) também segue no elenco, agora como uma versão regenerada de sua personagem. | INTERLIGADOS | STAR+ A minissérie é sul-coreana, mas quem assina sua direção é um cultuado diretor japonês: Takashi Miike, conhecido por filmes de ação extremamente violentos. A produção, que chama “Connect” no original, acompanha um jovem solitário que passa seu tempo postando vídeos musicais no YouTube, até ser sequestrado por um caçador de órgãos e ter um dos seus olhos removido. Após a experiência traumática, o jovem percebe que passou a compartilhar a visão de quem recebeu o seu olho: um serial killer. E a descoberta o impulsiona em direção ao perigo para ter o seu olho de volta. O personagem principal é vivido por Jung Hae-in, dos doramas “Uma Noite de Primavera” (2019) e “Enquanto Você Dormia” (2017), enquanto o serial killer é interpretado por Go Kyung-pyo, estrela de “Decisão de Partir” (2022), o novo filme de Park Chan-wook (“A Criada”). | FUTURE MAN | STAR+ A série de comédia estrelada por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) entre 2017 e 2020 chega com suas três temporadas completas, com referências de sci-fi dos anos 1980 e 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama gira em torno de Josh Futturman (Hutcherson), que é apenas um faxineiro durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial, com o destino do mundo em suas mãos. Josh tem um péssimo emprego como faxineiro num centro de pesquisas de disfunções sexuais, e a única coisa em que se destaca é o Cybergeddon, game ambientado em um futuro distópico em que seu personagem, Future Man, é o campeão do mundo. Até que ele consegue chegar ao último nível, quando descobre que o jogo na verdade era um vídeo de treinamento, e que ele foi selecionado para viajar no tempo e salvar o mundo – basicamente como no filme “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984). Na 1ª temporada, ele é enviado ao passado para impedir que o responsável pelo fim do mundo possa dar início à catástrofe. Já no segundo ano tem o futuro com seu novo destino, referenciando a ordem de acontecimentos da franquia “De Volta ao Futuro”. Até finalmente “quebrar o tempo” no desfecho da trama. A atração foi concebida pela dupla Kyle Hunter e Ariel Schaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells” (2015), e a produção é de outra dupla, Seth Rogen e Evan Goldberg, criadores da série “Preacher” e, claro, também produtores de “Sexo, Drogas e Jingle Bells”. Além de produzir, Rogen e Goldberg dirigiram alguns episódios. E o segundo ano ainda destacou participação de Rogen como ator. | LITTLE AMERICA 2 | APPLE TV+ A série é uma antologia de histórias de imigrantes nos EUA, criada por Kumail Nanjiani (o Kingo de “Eternos”) e sua parceira Emily V. Gordon. Os dois foram indicados ao Oscar 2018 pelo roteiro de “Doentes de Amor”. Todas as histórias da atração são inspirados em relatos reais, e focam diferentes aspectos da vida engraçada, romântica, sincera, inspiradora e inesperada dos imigrantes que tentam realizar seu sonho americano. Além de assinar os roteiros, o casal Nanjiani e Gordon também produz o projeto junto de Alan Yang, co-criador de “Master of None”, e do produtor Lee Eisenberg, da série “SMILF”. Já o elenco dos novos episódios inclui Faysal Ahmed (“Capitão Phillips”), Mohammad Amiri (“Lutando pela Família”), Michael Chernus (“Severance”), Lee Jung-Eun (“Uma Advogada Extraordinária”), Alan S. Kim (“Minari”), Ki Hong Lee (“Maze Runner”), Phylicia Rashard (“The Cosby Show”), Stacy Rose (“Ballers”), Teresa Ruiz (“Narcos: Mexico”), James Saito (“Altered Carbon”), Sathya Sridharan (“Succession”) e a veterana June Squibb (“Nebraska”) | DRAGON AGE: ABSOLVIÇÃO | NETFLIX A adaptação animada do game da BioWare se passa no mundo místico de Tevinter, habitado por elfos, magos, cavaleiros, templários vermelhos, demônios e outras criaturas místicas. Os episódios acompanham um grupo de magos rebeldes e ladrões que se unem para roubar um artefato perigoso e derrotar uma força sinistra. Roteiros e produção são de Mairghread Scott,...
Cinemas recebem “Irmãos de Honra” e mais 12 filmes
Os cinemas recebem 13 estreias nesta quinta (8/12), mas o filme com maior distribuição saiu de cartaz há 13 anos. “Lua Nova” (2009), segundo longa da “Saga Crepúsculo”, retorna aos cinemas em 400 salas durante uma única semana, em comemoração ao aniversário do fim da franquia. Entre as novidades, os lançamentos mais amplos são o filme de ação aérea “Irmãos de Honra” e a comédia brasileira “Pronto, Falei”, que chegam em 300 salas. Mas a lista de destaques ainda inclui dois títulos de prestígio, “Ela Disse” e “Ruído Branco”, que tentam chamar atenção na disputada temporada de premiações. Confira abaixo os filmes que entram em cartaz. | IRMÃOS DE HONRA | O filme de aviação passado durante a Guerra da Coreia chega nas telas no vácuo do blockbuster “Top Gun: Maverick”, que é evocado não apenas pelas cenas de caças em voos rasantes, mas também pela presença do ator Glen Powell, um dos “irmãos de honra” do título, ao lado de Jonathan Majors (“Loki”). Com direção de J.D. Dillard (“O Mistério da Ilha”), a trama retrata o racismo sofrido pelo primeiro afro-americano a voar em combate pela Marinha dos Estados Unidos e sua parceria com um colega que o acompanha até o limite, enquanto os dois se tornam os melhores pilotos e os melhores amigos sob fogo. | ELA DISSE | O drama jornalístico recria os bastidores da primeira publicação de denúncias de assédio, abuso e estupro contra um dos mais poderosos produtores de Hollywood, Harvey Weinstein. A prévia mostra Carey Mulligan (“Bela Vingança”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) no papel das repórteres do New York Times que investigaram e publicaram as denúncias que abalaram Hollywood e deram início ao movimento #MeToo. O filme é baseado no livro de mesmo nome, lançado em 2019, que conta os detalhes da investigação sobre os boatos que circulavam há anos a respeito da conduta sexual de Weinstein. A história foca nos bastidores de meses de investigações e obstáculos legais que as jornalistas enfrentaram para publicar suas reportagens, lutando contra a fortuna e o poder de um homem que ganhou mais agradecimentos que Deus na História do Oscar. Apesar da dificuldade inicial para conseguir quem assumisse as denúncias, uma vez publicada a reportagem inspirou uma centena de mulheres, inclusive estrelas de primeira grandeza de Hollywood, a revelar as tentativas de abusos e até mesmo estupros praticados impunemente pelo produtor – e dono de estúdio de cinema – por mais de três décadas. A sucessão de acusações fez ruir um esquema de proteção que incluía pagamentos por baixo dos panos, acordos de confidencialidade, ameaças de retaliação profissional e até serviços de vigilância e intimidação profissional, levando o magnata à julgamento e para a cadeia, além de render o prêmio Pulitzer para as jornalistas. Ao vir à tona, os crimes de Weinstein também tiveram um efeito dominó, inspirando novas denúncias contra poderosos chefões que abalaram os alicerces da indústria do entretenimento e as relações trabalhistas em todo o mundo – com ecos até na queda do presidente da CBF e da Caixa Econômica Federal no Brasil. A dramatização tem roteiro da inglesa Rebecca Lenkiewicz (“Desobediência”) e direção de Maria Schrader (da minissérie “Nada Ortodoxa”). | RUÍDO BRANCO | O novo filme de Noah Baumbach (“História de um Casamento”) é uma comédia absurda, horripilante, lírica e apocalíptica, baseada no romance homônimo de Don DeLillo (“Cosmópolis”), que acompanha as tentativas de uma família americana dos anos 1980 para lidar com os pavores da vida cotidiana e a possibilidade de felicidade num mundo incerto. Com clima apocalíptico, traz a família central em fuga de um nuvem tóxica, mas tudo é exacerbado pela condição psicológica do pai: um medo exagerado da morte, que acompanha cada passo de sua vida. Adam Driver vive o personagem principal, fazendo sua segunda parceria com Baumbach, após ser indicado ao Oscar por seu desempenho em “História de um Casamento” (2019). O elenco também destaca a participação da mulher do diretor, Greta Gerwig, que não atuava numa produção live-action desde “Mulheres do Século 20” (2016) – basicamente, desde que também decolou como cineasta com “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017). E ainda Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jodie Turner-Smith (“Sem Remorso”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) e seus filhos Sam e May Nivola. Com a produção é da Netflix, o lançamento nos cinemas é bastante limitado, antes da estreia em streaming, | BEM-VINDOS A BORDO | O drama francês acompanha o cotidiano de uma comissária de bordo vivida por Adèle Exarchopoulos (“Azul É a Cor Mais Quente”). Levando sua rotina de trabalho no modo automático, um dia é dispensada pela empresa de aviação e se vê obrigada a lidar com o que a vida lhe reservou em seu retorno para casa. Vencedor do Festival de Gijón e premiado em Cannes, o filme é o primeiro longa do casal Julie Lecoustre e Emmanuel Marre, que chamou atenção ao conquistar o troféu de Melhor Curta no Festival de Locarno de 2018 (com “D’un château l’autre”). | PRONTO, FALEI | A primeira comédia de Michel Tikhomiroff (“Confia em Mim”) é uma história típica de farsa que dá errado, com referências que vão de “Para Todos os Garotos que Já Amei” a “Cyrano de Bergerac”. Na trama, Nicolas Prattes (“O Segredo de Davi”) é um jornalista que, após beber muito, descobre que enviou vários rascunhos de emails falando mal de todos no trabalho. Certo que vai perder o emprego, aceita uma barganha: outro jornalista, vivido por Romulo Arantes Neto (“Quem Vai Ficar com Mário?”), propõe assumir a autoria dos emails, e em troca pede que ele passe a escrever sua coluna. Só que os emails aumentam a popularidade do outro, que ainda é elogiado pelo trabalho que não faz. Decepcionado, o protagonista atrapalhado passa a imaginar como reverter a situação. O elenco também inclui Kéfera Buchmann (“É Fada”) e Duda Santos (“Travessia”). | SOL | O drama brasileiro acompanha um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, e se vê obrigado a viajar com ela para o interior nordestino em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. O convívio forçado com o pai que ele odeia e a imediata conexão de sua filha com o avô testa todos os seus limites, mas lhe dá a chance de se reaproximar da filha. A direção é de Lô Politi (“Alvorada”) e o papel principal rendeu o prêmio de Melhor Ator a Romulo Braga (“Irmãos Freitas”) no Festival do Rio. | # (HASHTAG) | Paula Burlamaqui (“Verdades Secretas”) vive Bia uma influencer, modelo e blogueira bem-sucedida que está se preparando para a sua festa de comemoração de aniversário. Ao mesmo tempo, fica cada vez mais desconectada do mundo real e de sua própria família. Mas quando acha que vive o seu melhor momento, uma ameaça de exposição a faz questionar sua realidade. A direção é de Caio Sóh (“Canastra Suja”). | CORAÇÃO DE PAI – SÃO JOSÉ | O documentário religioso busca entender quem era José de Nazaré, o pai de Jesus. O diretor espanhol Andrés Garrigó é especialista em produções do gênero, já tendo filmado “Fátima, O Último Mistério” (2017) e “Luz de Soledad” (2016) sobre a santa espanhola María Soledad Torres y Acosta, entre outros documentários católicos. | MUCO – CONTRADIÇÃO NA TRADIÇÃO | O documentário de Oberom acompanha dois irmãos brasileiros em viagem à Índia a fim de entender as implicações que a prática milenar do Yoga, e seus princípios éticos (os Yamas), têm em nossa sociedade. Ao longo da jornada aprendem verdades ocultas da Índia que colocam em xeque a própria tradição do Yoga. | CLARICE LISPECTOR – A DESCOBERTA DO MUNDO | O filme de estreia de Taciana Oliveira é um ensaio documental criado a partir de uma seleção de depoimentos da escritora Clarice Lispector e entrevistas com amigos e familiares. O formato resulta numa costura poética visual de trechos adaptados da sua obra e um resgate da participação da escritora no programa “Os Mágicos”, da TV Educativa, em dezembro de 1976. | O TABLADO E MARIA CLARA MACHADO | O filme de estreia de Creuza Gravina foi resultado de vários anos de pesquisa para contar a história do Teatro Tablado e de sua fundadora Maria Clara Machado. A narrativa ganha forma por meio de 62 depoimentos de ex-alunos de diferentes gerações, como Marieta Severo, Malu Mader, Cláudia Abreu, Lúcio Mauro Filho, Marcelo Serrado, Bárbara Heliodora, Ernesto Piccolo, Lupe Gigliotti, Louise Cardoso, Cacá Mourthé, Leandro Hassum, Andréa Beltrão e muitos outros, além dos professores do curso de teatro e de amigos que acompanharam o trabalho da escritora, como o falecido Gilberto Braga e Marcos Palmeira. | A SAGA CREPÚSCULO – LUA NOVA | A Paris Filmes está relançando toda a “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros em comemoração aos 10 anos do final da franquia, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. Depois de “Crepúsculo” (2008), é a vez de “Lua Nova” (2009), que transformou a história de amor sobrenatural entre a mortal Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson) num triângulo com a introdução do lobisomem Jacob (Taylor Lautner). O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson têm feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. Já Taylor Lautner, por outro lado, tornou-se coadjuvante de comédias de Adam Sandler. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+.
Estreias: “Willow”, “Gossip Girl” e as melhores séries da semana
A variedade de séries disponibilizadas em streaming nesta semana atende aos mais diferentes gostos. Fantasia, suspense, drama, comédia, atrações para crianças e adultos, tem de tudo um pouco. Confira abaixo as 10 melhores novidades das plataformas. | WILLOW | DISNEY+ A continuação da fantasia clássica produzida por George Lucas em 1988 traz Warwick Davis de volta ao papel-título. Para quem não lembra, o filme original era centrada no anão Willow Ufgood, que relutantemente era forçado a proteger um bebê caçado pela Rainha Bavmorda (Jean Marsh), após uma profecia espalhar que a criança traria a queda da rainha do mal. Para cumprir sua missão, ele acaba sendo ajudado por um espadachim mercenário (Val Kilmer), que cruza seu caminho. A série continua essa história acompanhando uma nova missão do protagonista, que volta a ser se juntar com aventureiros para novos encontros com criaturas fantásticas e magia. Desta vez, ele atende a um chamado do antigo bebê, agora uma rainha, para salvar seu filho raptado por trolls. E contará entre seus acompanhantes com a filha da ex-bebezinha, vivida por Ellie Bamber (“O Quebra Nozes e os Quatro Reinos”). O elenco também inclui Tony Revolori (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Dempsey Bryk (“O Silêncio”), Amar Chadha-Patel (“Doom: Aniquilação”), Ruby Cruz (“Mary of Easttown”), Talisa Garcia (“Baptiste”) e Erin Kellyman (“Falcão e o Soldado Invernal”), com quem o intérprete de Willow já tinha trabalhado em “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018). A atração foi desenvolvida pelo roteirista Jonathan Kasdan (“Han Solo: Uma História Star Wars”), tem Wendy Mericle (“Arrow”) como showrunner, e conta com o diretor e o roteirista do filme original, Ron Howard e Bob Dolman, entre seus produtores. | SLOW HORSES 2 | APPLE TV+ A série de espionagem estrelada por Gary Oldman retorna para uma nova aventura. Adaptação do livro homônimo de Mick Herron, a trama acompanha os “pangarés”, uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Oldman vive Jackson Lamb, o líder dos espiões fracassados – 11 anos depois de encabeçar “O Espião que Sabia Demais” – , lembrando a todos da irrelevância de suas funções, até que se vê precisando defendê-los, quando são envolvidos num complô inesperado e têm que mostrar a competência que nunca tiveram para não virar danos colaterais de seus superiores. Com o sucesso de sua primeira missão, os pangarés enfrentam novo desafio na 2ª temporada, ao investigarem segredos antigos da Guerra Fria, precisando superar novamente suas limitações para impedir uma conspiração que pode ocasionar um massacre nas ruas de Londres. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série já se encontra renovada até a 4ª temporada. | GOSSIP GIRL 2 | HBO MAX A série juvenil volta em sua 2ª temporada repleta de olhares arregalados, empurrões, água na cara e até perseguição policial, prometendo mais esquemas ardilosos, triângulos e quadriláteros amorosos e, claro, muitos escândalos, especialmente devido ao retorno da Georgina Sparks (Michelle Trachtenberg), a malvadinha da série original dos anos 2000. Continuação da série que foi sucesso entre 2007 e 2012 na TV americana, a nova “Gossip Girl” é escrita por Joshua Safran e tem produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage, criadores da primeira atração. E apesar de novos personagens, reforça a ligação entre as duas gerações por meio da narração de Kristen Bell, que repete seu papel como a voz informal de Gossip Girl. Uma década depois que o blog da “garota fofoqueira” foi desativado, a trama revela uma nova Gossip Girl, desta vez concebida pelos professores da escola de elite da trama, que surge para controlar a atual geração de estudantes sem noção de limites. O elenco da versão 2.0 reúne Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Legacies”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”), o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”) e Elizabeth Lail (a vítima da 1ª temporada de “Você”). | RESERVATION DOGS 2 | STAR+ A comédia passada em território nativo-americano gira em torno de quatro adolescentes de descendência indígena, que cometem pequenos delitos em sua cidadezinha em Oklahoma, sonhando em juntar dinheiro para ir para a Califórnia. A série é criação do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Amor e Trovão”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirige episódios e é coprodutor da atração com Waititi. Aclamada pela crítica, “Reservation Dogs” é notável por ser a primeira série a apresentar uma equipe totalmente nativa de escritores, diretores e elenco, e é um dos programas mais assistidos da FX Networks disponibilizados diretamente em streaming – na plataforma Hulu nos EUA. | TIME | HBO MAX A minissérie vencedora do BAFTA TV (o Emmy britânico) se passa numa prisão do Reino Unido e acompanha o embate entre um agente penitenciário, vivido por Stephen Graham (“O Chef”), e um dos criminosos mais perigosos do presídio, que o chantageia com ameaças à vida de seu filho. No meio disso tudo, um professor remoendo culpa por uma atropelamento, interpretado por Sean Bean (“Expresso do Amanhã”), começa uma sentença de quatro anos, impressionando-se com a violência daquele lugar. A partir daí, a série pressiona os protagonistas sem parar, buscando mostrar em que ponto eles podem quebrar. Com três episódios, a produção de Jimmy McGovern (“Moving On”) tem 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, foi eleita a Melhor Minissérie Britânica do ano e ainda premiou Sean Bean como Melhor Ator. | CABEÇA QUENTE | NETFLIX A sci-fi turca se passa num mundo pós-apocalíptico abalado por uma epidemia de loucura, que se espalha através da fala desordenada dos infectados. Enquanto todos andam com fones de ouvido, um recluso linguista descobre ser a única pessoa misteriosamente não afetada pelo contágio. Caçado por uma implacável Instituição Antiepidêmica para ser estudado, ele se vê forçado a deixar a zona segura e fugir para as ruínas das ruas de Istambul, em meio aos loucos e em busca do segredo de seu “crânio quente”, uma marca duradoura da doença. A série é uma criação de Mert Baykal (“Kardesim Benim”) e é estrelada por Osman Sonant (“A Caixa de Pandora”). Os dois trabalharam juntos antes na dramática “Fi” (2017–2018), vencedora do Golden Butterfly Awards, uma premiação do público da TV turca. | AMIGAS PARA SEMPRE 2 | NETFLIX A 2ª temporada encerra a série estrelada por Katherine Heigl (a Dra. Izzie Stevens de “Grey’s Anatomy”) e Sarah Chalke (a Dra. Eliot Reid de “Scrubs”). Adaptação do romance homônimo de Kristin Hannah, a trama acompanha duas melhores amigas ao longo de décadas, acompanhando o envelhecimento das personagens após se unirem durante uma tragédia na adolescência. Heigl vive Tully, “a garota ousada e atrevida que você não pode ignorar”, e Chalke é Kate, “a garota tímida que você nunca nota”, e uma vez ligadas se tornam inseparáveis por 30 anos de altos e baixos, até que uma traição impensável sacode essa amizade, deixando dúvidas se elas conseguirão se reconciliar. Vale reparar que “Amigas para Sempre” foi a primeira série estrelada por Heigl, desde que saiu de “Grey’s Anatomy”, a não acabar após uma temporada. Ela não tinha emplacado nenhum sucesso em sua tentativa de voltar às produções televisivas, após uma carreira frustrante no cinema. Atrações que protagonizou, como “State of Affairs” e “Doubt”, foram canceladas com menos de 13 episódios exibidos. Para completar, ela entrou em “Suits” e a série acabou logo em seguida. O elenco de “Amigas para Sempre” também inclui Ali Skovbye (de “O Homem do Castelo Alto”) e Roan Curtis (“The Magicians”) como as versões adolescentes das protagonistas, além de Ben Lawson (“Designated Survivor”), Yael Yurman (também de “O Homem do Castelo Alto”) e Beau Garrett (“The Good Doctor”). | MAGGIE, A VIDENTE | STAR+ A personagem do título é uma vidente de verdade, que ganha a vida fazendo previsões sobre o futuro das pessoas. Até que um dia, ao atender um cliente charmoso, descobre seu próprio futuro, ao ter uma visão de seu casamento com ele. A revelação tira seu chão e ela busca ajuda das amigas para lidar com o fato de que um desconhecido aleatório será seu marido. A comédia romântica com humor ácido e personagens carismáticos foi criada por Justin Adler e Maggie Mull, respectivamente criador e produtora de “Life in Pieces”, e traz a atriz Rebecca Rittenhouse (“Era uma Vez em… Hollywood”) como protagonista. | ARCHER 13 | NETFLIX Paródia hilária de séries e filmes clássicos de espionagem, “Archer” chega a sua 13ª temporada com uma nota triste. Esta foi o primeiro ano da animação sem uma de suas protagonistas principais, após a morte de Jessica Walter. A atriz, também conhecida pela série “Arrested Development”, interpretava a mãe de Archer, a espiã mestre Malory Archer, e faleceu em março do ano passado, enquanto dormia em sua casa, em Nova York, aos 80 anos. A série é criação de Adam Reed, que ficou conhecido por outra paródia animada, “Laboratório Submarino 2021”, sátira de um desenho clássico de 1972, e gira em torno do espião Sterling Archer, que atende pelo codinome nada másculo de Duquesa e até a temporada passada trabalhava para sua dominadora mãe e chefe, Malory, numa agência de espionagem internacional. Agora o personagem dublado por H. Jon Benjamin (série “Master of None”) e demais associados da agência precisam lidar com a nova chefia, após sua organização ser adquirida por um conglomerado de espionagem internacional, que os envia em missões cada vez mais estranhas. O elenco de dubladores originais também inclui Aisha Tyler (série “Criminal Minds”) como a espiã Lana Kane, Chris Parnell (“Anjos da Lei”) como o espião Cyril Figgis, Amber Nash (dubladora de “Frisky Dingo”) como a diretora do RH Pam Poovey e Judy Greer (“Homem-Formiga”) como a secretária sexy Cheryl Tunt. | TATAMI: UMA VIAGEM NO TEMPO | STAR+ O novo anime estiloso do estúdio Science SARU (“A Hora da Aventura”) é uma continuação de “The Tatami Galaxy”, originalmente um romance de Tomihiko Morimi, que ganhou uma adaptação animada – e cultuada – em 2010. A trama original girava em torno de um estudante universitário sem nome, oficialmente conhecido como “Watashi” (japonês para “I”), que vê seu objetivo de ter uma “vida cor-de-rosa no campus” ser repetidamente frustrado por seu colega de classe Ozu, que se aparece com uma figura demoníaca. Totalmente surreal, a série usava o conceito de multiversos para explorar a contraposição do livre arbítrio e do destino, mostrando Watashi repetindo padrões em diferentes versões da realidade. Os personagens retornam na continuação, agora numa trama de viagem no tempo. Depois de Ozu quebrar o controle remoto do ar-condicionado do dormitório, Watashi e seus amigos ponderam que a única forma de evitar passar calor é usar uma máquina do tempo recém-descoberta no campus, para voltar alguns minutos no passado e impedir o estrago. Claro que tudo sai errado. Várias vezes. Apesar de contada no contexto de “Tatamy Galaxy”, a história na verdade é uma adaptação do filme “Summer Time Machine Blues”, escrito por Morimi e lançado em 2005 no Japão. “Tatami: Uma Viagem no Tempo” também foi concebido para o cinema, sendo dividido em seis episódios apenas para passar na plataforma adulta da Disney. Na prática, porém, isso não faz diferença, já que a temporada foi lançada completa.
Estreias: “Morte, Morte, Morte”, “Era uma Vez um Gênio” e os novos filmes em streaming
A programação de lançamentos nas plataformas de assinatura e locação digital continuam tocando o terror após um mês do Halloween. Estreias de horror e fantasia sombria são os maiores destaques da semana, mas também há opções para crianças, casais românticos e cinéfilos. Confira abaixo as 10 principais novidades disponibilizadas para o cinema em casa. | MORTE, MORTE, MORTE | VOD* O suspense de humor ácido destaca-se pelo bom elenco e o roteiro esperto, que cria um “quem matou” moderno e envolvente. A trama traz Amandla Stenberg (“O Ódio que você Semeia”) e Maria Bakalova (a filha de “Borat 2”) como um casal quente, que chega numa mansão isolada para se divertir com uma turma de influencers. Quando o tédio se instala, alguém sugere um jogo, em que uma pessoa fingiria ser um assassino enquanto os demais se escondem. O problema é que, quando uma tempestade apaga as luzes, começam a surgir cadáveres. Um assassino estaria realmente entre eles. O filme tem direção da atriz holandesa Halina Reijn (“Instinto”) e seu elenco também inclui Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), Myha’la Herrold (“Industry”), Rachel Sennott (“Shiva Baby”), Chase Sui Wonders (“Generation”) e Lee Pace (“Guardiões da Galáxia”). | ERA UMA VEZ UM GÊNIO | VOD* O filme que marca a volta do cineasta George Miller ao cinema, sete anos após deixar público e crítica impressionados com “Mad Max: Estrada da Fúria”, é inspirado pelas fábulas das Mil e uma Noites. A fantasia de visual arrebatador traz Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) como um gênio encantado – na verdade, um Djinn – , cuja “lâmpada” mágica vai parar nas mãos de uma viúva solitária (vivida por Tilda Swinton, de “Doutor Estranho”) após passar séculos perdida. Enquanto pondera seus três desejos, a mulher conhece a história do gênio e reflete sobre a velha moral da história: “cuidado com o que desejar”. O visual, especialmente durante as cenas de recriação do Oriente exuberante, é de encher os olhos, com muitos efeitos visuais, além de uma fotografia, cenografia e figurinos refinadíssimos. Mas a expectativa para a produção era maior que seus 71% de aprovação da crítica na contabilização do site Rotten Tomatoes. | O TROLL DA MONTANHA | NETFLIX A fantasia norueguesa acompanha uma equipe de especialistas formada para investigar estranhos acontecimentos na montanha de Dovre. Eles logo descobrem que um monstro gigante despertou após mil anos, destruindo tudo pelo caminho – um caminho que leva à capital da Noruega. Uma premissa curiosa, que sugere um Godzilla inspirado nas lendas nórdicas. O filme tem direção de Roar Uthaug (“Tomb Raider: A Origem”) e é estrelado por Ine Marie Wilmann (“Furia”), Mads Sjøgård Pettersen (“O Rei da Montanha”), Kim Falck (“Presos no Gelo 3”) e Gard B. Eidsvold (“Em Busca do Castelo Dourado”). | HALLOWEEN ENDS | VOD* Anunciado como encerramento da longeva saga de terror, o filme apresenta a última batalha entre o bicho-papão Michael Myers e a final girl Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Literalmente no final mesmo, após frustrar grande parte do público com uma longa história paralela em torno de um assassino copiador. Apesar da moral da história ser que o mal nunca morre e pode se esconder por trás de muitas máscaras, esta continuação foi vendida como o final definitivo da franquia. Mas desde que Laurie e Michael se enfrentaram pela primeira vez em 1978, eles já tiveram três finais anunciados como definitivos – o primeiro foi a continuação direta, “Halloween II”, de 1980, seguido por “Halloween H20: Vinte Anos Depois” em 1998 e, por fim, “Halloween: Ressurreição” em 2002, o filme em que Laurie morre. Todos foram ignorados pela nova trilogia, inaugurada em 2018 como uma sequência direta do longa original de John Carpenter. O papel de Laurie deu à Jamie Lee Curtis, filha de Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), a fama de maior “scream queen” (rainha do grito) e mais popular “final girl” (última garota sobrevivente) de todos os tempos. A nova trilogia também resgatou as crianças cuidadas pela então babá Laurie em 1978 – uma delas vivida pela mesma atriz, Kyle Richards – , e introduziu a filha e a neta da heroína, interpretadas por Judy Greer e Andi Matichak. Uma delas foi despachada pelo bicho papão no longa anterior, o que deixa Laurie meio desnorteada na nova sequência, especialmente ao aproximar sua descendente restante do perigoso aprendiz de Mike Myers. A direção é de David Gordon Green, que comandou toda trilogia atual e conseguiu uma façanha: fazer com que cada novo capítulo fosse mais decepcionante que o anterior. | O AMANTE DE LADY CHATTERLEY | NETFLIX A nova adaptação do romance homônimo de DH Lawrence traz Emma Corrin (a Princesa Diana de “The Crown”) em cenas quentes. A trama é famosamente escandalosa e já gerou versões muito picantes na tela, inclusive um lançamento proibido para menores estrelado por Sylvia Kristel (a “Emmanuelle”) em 1981. O livro foi publicado originalmente na Itália e na França na década de 1920, mas não foi impresso nos Estados Unidos até 1959 sob a acusação de conter obscenidades. A história gira em torno da rica e privilegiada Lady Chatterley, casada com um homem que ela não ama. Entediada e isolada no campo, ela inicia um relacionamento casual, que vira passional, com um jovem humilde que trabalha em sua propriedade inglesa. Além de Emma Corrin como Lady Chatterley, o elenco destaca Jack O’Connell (“Invencível”) como o amante e Nicholas Bishop (“Industry”) como o marido traído. O roteiro foi escrito por David Magee (“As Aventuras de Pi”) e a direção é da francesa Laure de Clermont-Tonnerre, diretora do filme “The Mustang” (2019) e da minissérie “The Act”. | HOLD ME TIGHT | MUBI O novo filme de Mathieu Amalric (“O Quarto Azul”) acompanha uma mulher que um dia simplesmente abandona sua família. Enquanto dirige para longe, ela imagina situações que podem estar acontecendo, sobre a reação dos filhos e do marido ao descobrirem que ela não vai voltar logo. Ancorado por uma performance magistral de Vicky Krieps (“Trama Fantasma”), o ator, roteirista e diretor francês realiza um estudo da dor e da perda de forma fragmentada, mas permite a visualização de todas as peças para o público contemplar o grande quadro da vida. Por seus trabalhos, Krieps e Amalric estão concorrendo ao César 2023 (o Oscar francês), que acontece em fevereiro. | AS AVENTURAS DE TADEO E A TÁBUA DE ESMERALDA | VOD* A terceira animação da franquia de Tadeo traz o Indiana Jones espanhol desencadeando acidentalmente um antigo feitiço, que coloca em perigo a vida de seus amigos – entre eles, a Múmia do primeiro filme, que agora tem uma namorada. As aventuras vão das pirâmides do México às pirâmides do Egito, sem esquecer da pirâmide de Paris (diante do Museu do Louvre). Assim como os anteriores, o novo filme tem direção de Enrique Gato, criador de Tadeo Jones – que ele revelou pela primeira vez em 2006 num curta animado. O personagem, um ex-trabalhador da construção civil que sonhava virar arqueólogo aventureiro, é simpaticíssimo e suas animações muito bem feitas, com ação suficiente para contentar os fãs, senão de Indiana Jones, ao menos de Tintim, o aventureiro de quadrinhos mais famoso da Europa. | ENTRE ROSAS | *VOD A comédia dramática francesa acompanha uma criadora de rosas à beira da falência, que é salva por uma solução de sua fiel secretária: contratar três presidiários sem nenhum conhecimento de jardinagem, mas que trabalham por salários baixos. Completamente diferentes, eles se unem na missão de salvar a pequena fazenda. A veterana Catherine Frot (“Margueritte”) tem o papel principal. | UM NATAL CHEIO DE GRAÇA | NETFLIX A comédia que marca a estreia de Gkay como protagonista virou babado com duas semanas de antecedência por conta das fofocas de bastidores, que trouxeram à tona supostos ataques de estrelismo da influencer. Na trama, Sérgio Malheiros (“Impuros”) fica desconsolado após flagrar a noiva lhe traindo com outra mulher na véspera do Natal e, sem saber como encarar a festa da família, convida a primeira desconhecida que encontra para ser sua acompanhante no Natal, na mansão de sua mãe rica (Vera Fisher, de “Salve Jorge”) e diante de todos os parentes. Só que a desconhecida é Gkay, que se revela sem classe alguma e capaz de causar um vexame atrás do outro. O elenco também inclui Monique Alfradique (“Bem-vinda a Quixeramobim”), Letícia Isnard (“Um Tio Quase Perfeito”), Nando Cunha (“Vizinhos”) e Cezar Maracujá (“Nada Suspeitos”), entre outros. O roteiro é de Carol Garcia (“Bom Dia, Verônica”) com consultoria de Fil Braz (“Minha Mãe É uma Peça”) e direção de Pedro Antônio (“Tô Ryca!”). | SR. | NETFLIX O documentário retrata a vida do cineasta Robert Downey, pai do ator Robert Downey Jr. Tem direção de Chris Smith (“Fyre Festival: Fiasco no Caribe”), mas foi concebido e é conduzido na tela por Downey Jr. A obra destaca momentos emocionantes da convivência entre pai e filho, enquanto o intérprete do Homem de Ferro registra os últimos meses de vida de seu pai em conversas sobre suas realizações, lutas e família. O filme também serve para apresentar a obra do diretor para as novas gerações. Como os filmes eram independentes, nunca receberam muita atenção do mercado e jamais saíram do circuito dos iniciados, o que deixou seus principais títulos inéditos no Brasil e em vários países do mundo. Por conta disso, sua ousadia acabou esquecida. Mais que isso, é até desconhecida entre os que se referiam a ele apenas como o pai de Robert Downey Jr. Mas Robert Downey marcou época no cinema como um dos cineastas mais transgressores e identificados com o movimento contracultural dos EUA. Ele tem pelo menos um filme cultuadíssimo, “Putney Swope”, de 1969, que contrastou o movimento dos direitos civis com a indústria da publicidade. Seu filho famoso atuou em vários de seus longas, estreando como ator na comédia “Pound” (1970), com cinco anos de idade. Além de dirigir, Robert Downey também foi ator e participou de filmes como “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), ambos de Paul Thomas Anderson. Sua última aparição nas telas foi como convidado do humorístico “Saturday Night Live” em 2015. Ele morreu em julho de 2021, aos 85 anos, após sofrer do Mal de Parkinson por 5 anos. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.











