Temporada de premiações é aberta com as indicações do Gotham Awards
A temporada de premiações do cinema americano foi inaugurada com a primeira lista de indicados a troféus do ano. Voltado ao reconhecimento da produção independente, o Gotham Awards divulgou os filmes de concorrem a seus prêmios. E o drama “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, se destacou com quatro indicações. “Manchester à Beira-Mar” vai disputar categorias de Melhor Filme, Ator (Casey Affleck), Roteiro (Lonergan) e Ator Revelação (Lucas Hedge). O filme é queridinho da crítica, situação atestada pelo trailer que destaca elogios rasgados. A trama gira em torno do personagem de Affleck, que é obrigado a cuidar do sobrinho após a morte do pai do garoto, apesar de ter abandonado sua família há muito tempo atrás. Seu principal concorrente é “Moonlight”, de Barry Jenkins, que obteve três indicações nas mesmas categorias: Melhor Filme, Roteiro (Jenkins) e Revelação (todo o elenco). Além dos dois longas, a disputa de Melhor Filme ainda inclui “Paterson”, de Jim Jarmusch, “Certas Mulheres”, de Kelly Reichardt, vencedor do Festival de Londres, e “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!”, de Richard Linklater, que estreou nos cinemas brasileiros neste fim de semana. A cerimônia de premiação do Gotham Awards acontece em 28 de novembro, em Nova York, bem antes da estreia de diversos candidatos em potencial ao Oscar, que chegam aos cinemas na época do Natal. Mas vale observar que os dois últimos vencedores do Gotham Awards também venceram o Oscar: “Spotlight” (2015) e “Birdman” (2014).
É Apenas o Fim do Mundo: Drama premiado com Marion Cotillard e Léa Seydoux ganha primeiro trailer legendado
A Califórnia Filmes divulgou o trailer legendado de “É Apenas o Fim do Mundo”, primeiro filme do cineasta canadense Xavier Dolan estrelado por atores franceses. E que atores! Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”) tem o papel principal, como um jovem que decide reencontrar a família, após muitos anos, para comunicar que irá morrer. A prévia é toda narrada de seu ponto de vista, imaginando como se dará o encontro com a família interpretada por Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Nathalie Baye (“Uma Doce Mentira”). Adaptação da peça homônima de Jean-Luc Lagarce, o filme foi premiado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes (considerado o prêmio de 2º lugar da competição). Apesar do elenco francês, o filme foi escolhido como representante do Canadá na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A estreia está marcada para 24 de novembro no Brasil, dois meses após a estreia no Canadá e na França.
I, Daniel Blake: Vencedor do Festival de Cannes 2016 ganha novo trailer
A IFC divulgou o trailer americano de “I, Daniel Blake”, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A prévia apresenta a trama dramática, que acompanha um velho marceneiro (Dave Johns, em seu primeiro filme) durante sua peregrinação pela burocracia da previdência social na Inglaterra, encontrando apenas desrespeito e desumanidade. “I, Daniel Blake” foi a segunda Palma de Ouro da carreira do cineasta inglês Ken Loach, que também saiu premiado do Festival de Cannes com o drama histórico “Ventos da Liberdade” (2006). Em seu discurso neste ano, o cineasta de 79 anos criticou o neoliberalismo que “deixa milhões na miséria”, dizendo-se desconfortável com o fato de receber a honraria em um ambiente glamouroso como o de Cannes, em contraste com as condições de vida daqueles que inspiraram seu filme. A estreia está marcada para esta sexta (21/10) no Reino Unido e apenas em dezembro nos EUA. O filme foi exibido no Festival do Rio, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial no Brasil.
Big Little Lies: Veja o trailer da minissérie que reúne Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley
A HBO americana divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”) sob a direção do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”). Como se fosse pouco, o elenco ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”), Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e James Tupper (série “Revenge”). O elenco cinematográfico trai o plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme, que Reese e Nicole estrelariam. Mas com o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”), a ideia foi levada para o mercado televisivo e acabou fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) que moram em Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamento abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada, com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 2017, em data ainda não não marcada.
Terra Estranha deixa o suspense secar no deserto australiano
Habitada por um calor que não dá trégua, animais peçonhentos bizarros e paisagens desoladoras, a Austrália sempre se mostrou um cenário perfeito para a encenação de histórias que buscam desvendar o instinto humano, as desigualdades de uma sociedade e o quanto a nossa pequenez é capaz de devastar todo um território. Portanto, “Terra Estranha” não é um nome genérico para batizar a estreia de Kim Farrant na direção de um longa-metragem. Temos aqui uma história que se (des)constrói a partir de um desaparecimento, com contornos muito distintos aos de “Um Grito no Escuro” (1988), um aussie drama com Meryl Streep e Sam Neill sempre rememorado quando se fala do que é produzido na terra dos cangurus. Matthew e Catherine Parker (Joseph Fiennes e Nicole Kidman) são os pais de Tommy e Lilly (Nicholas Hamilton e Maddison Brown), ambos às voltas com as descobertas nem sempre agradáveis da adolescência. O histórico dos Parker foi para a lama assim que o relacionamento de Lilly com o seu professor veio à tona, com este quase morrendo pelas mãos de Matthew. Restou a eles a mudança para uma cidade insossa, com fácil acesso a uma série de regiões desérticas e montanhosas. A dinâmica familiar se dissipou e o sentimento, como bem aponta Lilly, é a de que cada um vive encarcerado. Fica evidente que algo está errado com cada membro desta família quando Catherine acorda em um dia como qualquer outro sem que os filhos estejam na cama. Eles não foram à escola e todos os vizinhos afirmam que não os viram durante o período matutino. Matthew viu que ambos pularam a cerca do quintal durante a madrugada, mas nada fez para impedi-los a abandonarem o lar. Vem literalmente a tempestade de areia, um anúncio das tragédias que vão testar o casal. Nem um pouco satisfeito em acompanhar as investigações sobre o desaparecimento pelo detetive David (interpretado por Hugo Weaving), a dupla de roteiristas Fiona Seres e Michael Kinirons insere algumas insinuações sobre o caráter de cada personagem. Se David é capaz de eliminar evidências que podem comprometer Burtie (Meyne Wyatt), o filho de sua namorada (Lisa Flanagan), o que esperar dos Parker? A truculência ou completa passividade de Matthew importunam e alguns comportamentos de Catherine a denunciam como uma versão adulta de Lilly, uma jovem de 15 anos preenchida por uma libido incontrolável. Quase ninguém parece saber exatamente o que está fazendo em “Terra Estranha”, uma vez que Kim Farrant farta a todos com inúmeras sugestões que só tornam penosa uma experiência que quase totaliza duas horas de duração. As belas panorâmicas captadas pelo diretor de fotografia P.J. Dillon não têm qualquer ressonância em uma narrativa que sequer se soluciona entre quatro paredes e há até mesmo flertes com misticismos locais para incrementar a história. Resta o grito desesperador de Nicole Kidman, que ecoa na penumbra da terra estranha, implorando por uma resolução, que infelizmente se desenha do modo mais insatisfatório possível.
Sob Pressão: Trailer de drama brasileiro foca o caos da saúde pública
A H2O Filmes divulgou fotos, o pôster e o trailer de “Sob Pressão”, de Andrucha Waddington. O filme marca a volta do diretor ao drama, entre um e outro “O Penetras”, e acompanha um dia de caos num hospital público. No fim de um plantão, chegam ao mesmo tempo e gravemente feridos um bandido, um policial e uma criança, e a equipe médica precisa decidir quem salvar primeiro, nas condições precárias da unidade hospitalar de periferia. A trama é livremente inspirada no livro homônimo do médico carioca Marcio Maranhão, mas esse dilema não é novidade para os fãs de séries médicas americanas. Curiosamente, a prévia mostra um hospital limpinho como os americanos, embora o longa tenha sido filmado em locação, no hospital Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Outro detalhe é a falta de dinamismo nos diálogos mostrados, cheios de pausas dramáticas de televisão, no caso da TV brasileira – imagina-se que o trailer reflita o filme. O elenco inclui Julio Andrade (“Serra Pelada”), Marjorie Estiano (“Beatriz”), Andrea Beltrão (“Pequeno Dicionário Amoroso 2”), Ícaro Silva (“Totalmente Inocentes”), Stepan Nercessian (“O Roubo da Taça”) e Thelmo Fernandes (“Disparos”), entre outros. A première vai acontecer no Festival do Rio e a estreia comercial está marcada para 17 de novembro.
Rachel McAdams viverá paixão lésbica de Rachel Weisz
A atriz Rachel McAdams (“Doutor Estranho”) será a parceira romântica de Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) na adaptação cinematográfica de “Disobedience”, romance da escritora Naomi Alderman. Em “Disobedience”, a personagem de Weisz reencontra sua família ortodoxa família judia após a morte do pai. Ela acaba chocando os familiares e a sociedade local quando decide relembrar um amor reprimido pela antiga melhor amiga, a ser vivida por McAdams. A trama está sendo adaptada pela roteirista inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”) e será dirigida pelo chileno Sebastián Lelio (do igualmente premiado “Gloria”). McAdams já despertou paixões lésbicas no cinema, no thriller “Paixão” (2012), coestrelado por Noomi Rapace (“Prometheus”). A previsão é que as filmagens de “Disobedience” iniciem no primeiro trimestre de 2017.
Bilheteria: O Lar das Crianças Peculiares fatura pouco, mas estreia em 1º lugar nos EUA
Na disputa entre os dois lançamentos mais comentados do fim de semana nos cinemas norte-americanos, a fantasia sobrepujou a história real. “O Lar das Crianças Peculiares”, dirigido por Tim Burton, estreou em 1º lugar nas bilheterias, mas não pode se considerar um blockbuster, com faturamento de US$ 28,5 milhões. Mesmo assim, o valor foi suficiente para superar a outra grande estreia, “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, de Peter Berg, que ficou em 2º com US$ 20,6 milhões. Os dois filmes custaram uma fábula, US$ 110 milhões cada, somente com gastos de produção, e essa disputa pelo topo é ilusória em relação aos valores que precisariam atingir. Por este começo morno, fica claro que apenas o mercado doméstico será insuficiente para cobrir suas despesas. A fantasia das crianças mutantes superpoderosas – ou melhor, peculiares – teve um começo melhor no exterior, faturando mais US$ 36,5 milhões para atingir um total de US$ 65 milhões em sua largada. Já o desastre estrelado por Mark Wahlberg fez US$ 12,4 milhões para arredondar seu total em US$ 33 milhões. É pouco, mas o lançamento internacional se deu em mercados menores, à exceção do Reino Unido. A estreia no Brasil acontece na quinta (6/10). Entre a crítica americana, os desempenhos foram inversos. Houve um pouco de enfado em relação ao novo filme colorido de Tim Burton, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas muito entusiasmo para o incêndio na plataforma de petróleo, com 82% de salivação. Logo abaixo das duas novidades, o ranking destaca o remake de “Sete Homens e um Destino”, que liderou a arrecadação em sua estreia na semana passada. O filme de Antoine Fuqua faturou mais de US$ 15 milhões, um desempenho ainda impressionante para o gênero western, que chega a US$ 61,6 milhões em dez dias no mercado doméstico. Em todo o mundo, o filme superou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Cegonhas” é que não voou como o estúdio gostaria, caindo para o 4º lugar, com US$ 13,8 milhões e um total de US$ 77,6 milhões em todo o mundo – fraquinho numa temporada em que as animações quebraram recordes de faturamento. Por outro lado, o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson” somou mais US$ 8,4 milhões, ao fechar o top 5, para atingir US$ 105 milhões nos EUA em quatro semanas. É um valor expressivo para um drama, ainda mais para um drama estrelado por um ator veterano e dirigido por diretor que poderia ser pai do ator veterano. De fato, trata-se de um dos maiores sucessos recentes da carreira de ambos, Tom Hanks e Clint Eastwood. No passado não muito distante, Hollywood virava as costas para seus grandes cineastas após uma certa idade. Eastwood está com 76 anos e vem do maior sucesso de sua carreira, “Sniper Americano”, com outro filme que impressiona, tanto pela popularidade quanto pelas críticas positivas (82%). O público brasileiro, porém, ainda vai precisar esperar muito para saber porque “Sully” fez tanto sucesso, já que a estreia nacional está marcada apenas para 1 de dezembro. Para completar, resta ressaltar o fracasso de “Gênios do Crime”, também lançada no Brasil neste fim de semana – em circuito superestimado. Em sua estreia nos EUA, a comédia besteirol fez US$ 6,6 milhões em mais de 3 mil salas. O fiasco também foi significativo entre a crítica, com meros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 28,5 milhões Total EUA: US$ 28,5 milhões Total Mundo: US$ 65 milhões 2. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões 3. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 15,7 milhões Total EUA: US$ 61,6 milhões Total Mundo: US$ 108,1 milhões 4. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 77,6 milhões 5. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 105,3 milhões Total Mundo: US$ 151,6 milhões 6. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 6,6 milhões 7. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 2,37 milhões Total EUA: US$ 84,7 milhões Total Mundo: US$ 129,2 milhões 9. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 2,33 milhões Total EUA: US$ 20,9 milhões Total Mundo: US$ 120,8 milhões 10. Snowden Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 18,7 milhões Total Mundo: US$ 18,7 milhões
Manchester à Beira-Mar: Trailer legendado multiplica críticas elogiosas a Casey Affleck
A Sony divulgou o pôster e o trailer legendado de “Manchester à Beira-Mar”, drama do diretor e roteirista Kenneth Lonergan (autor do roteiro de “Gangues de Nova York”). A trama mostra Casey Affleck (“Interestelar”) sendo obrigado a cuidar do sobrinho após a morte do pai do garoto, além de muitos trechos de críticas elogiosas, a ponto de “Obra-prima” parecer o slogan da produção. O elenco de “Manchester By the Sea” ainda inclui Michelle Williams (“Oz, Mágico e Poderoso”), Lucas Hedges (“O Teorema Zero”), Kyle Chandler (série “Bloodline”), Matthew Broderick (“Roubo nas Alturas”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), e C.J. Wilson (“Um Senhor Estagiário”). O filme fez muito barulho no Festival de Sundance, mas não chegou a vencer nada. Mesmo assim, o marketing do estúdio já ensaia a possibilidade de Casey Affleck ser indicado pela primeira vez à estatueta de Melhor Ator, posicionando sua estreia na época das premiações de fim de ano. A estreia está marcada para 18 de novembro nos EUA e apenas em 12 de janeiro no Brasil.
Rachel Weisz irá estrelar e produzir drama lésbico
A atriz inglesa Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) irá estrelar e produzir a adaptação cinematográfica de “Disobedience”, romance da escritora Naomi Alderman. A revista Variety não informa qual é seu papel, mas, na história original do livro, a trama gira em torno de uma jovem mulher que retorna para a casa da sua família judia ortodoxa, após a morte do seu pai, e provoca escândalo na pacata comunidade quando reacende um amor reprimido com sua melhor amiga – uma mulher agora casada com seu primo. A trama está sendo adaptada pela roteirista inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”) e será dirigida pelo chileno Sebastián Lelio (do igualmente premiado “Gloria”). Ainda não há previsão de estreia.
Paterson: Elogiado drama de Jim Jarmusch com Adam Driver ganha 20 fotos e primeiro trailer
A Amazon divulgou 20 fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Paterson”, novo longa do cultuado diretor indie Jim Jarmusch (“Amantes Eternos”). O filme acompanha um motorista de ônibus chamado Paterson na cidade que se chama Paterson. Mas também inclui outra peculiaridade: o motorista é interpretado por Adam Driver (driver, claro, é motorista em inglês). A redundância faz parte da estratégia do diretor, que busca apresentar a banalidade do cotidiano, de onde seu protagonista extrai poesia. Literalmente. Enquanto não dirige seu ônibus pela cidadezinha de Nova Jersey, o motorista Driver escreve poemas. E a trama é contada em estrofes, uma para cada dia da semana, ao longo de uma semana em sua vida. A escolha da locação não foi casual. Paterson foi lar dos poetas Allen Ginsberg e William Carlos Williams. Ambos tinham em comum o uso da linguagem coloquial e versos que refletiam o cotidiano. Paterson, o personagem, também escreve sobre o que vive. Mas sua vida é monótona, com uma mulher dona de casa (a iraniana Golshifteh Farahani, de “Êxodo: Deuses e Reis”), um cachorro e um emprego tedioso. Exibido no Festival de Cannes, “Paterson” arrancou muitos elogios da crítica – alguns destacados no cartaz e na prévia, que pincela o cotidiano do protagonista. A estreia está marcada para 28 de dezembro nos EUA, data final para filmes que aspiram ao Oscar, mas não há previsão de lançamento no Brasil.
Ma Ma: Penélope Cruz vive grávida com câncer em trailer legendado
A Califórnia Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “Ma Ma”, filme em que Penélope Cruz interpreta uma grávida com câncer. O melodrama representa uma mudança radical na carreira do diretor espanhol Julio Medem, até então conhecido por obras transgressoras de forte carga sexual, como “Lúcia e o Sexo” (2001), “Caótica Ana” (2007) e “Um Quarto em Roma” (2010). Mas a prévia demonstra que toda a situação é tratada sem pieguice, de forma otimista, ainda que realista. O elenco também destaca Luis Tosar (“Enquanto Você Dorme”) como o marido de Penélope, além de Alex Brendemühl e Silvia Abascal (ambos de “Truman”). A estreia está marcada para 3 de novembro no Brasil, mais de um ano após o lançamento na Espanha.
Good Girls Revolt: “Mad Men do feminismo” ganha trailer, fotos e vídeo de bastidores
A Amazon divulgou o pôster, as fotos, o trailer e um vídeo de bastidores de sua nova série de época, “Good Girls Revolt”, um drama no estilo de “Mad Men”, que também se passa na década de 1960, mas em vez de girar em torno de uma agência de publicidade, acompanha as mudanças do período a partir da redação de uma revista semanal. E no lugar da visão dos homens de publicidade, o foco são as mulheres que conduzem as pesquisas e as reportagens, mas sofrem discriminação por não poderem assinar as matérias, porque esa era uma prerrogativa de jornalistas masculinos. A série foi criada por Dana Calvo (roteirista da série “Franklin & Bash”) e adapta o livro homônimo de Lynn Povich, sobre a história real que rendeu um processo contra discriminação movido por funcionárias da revista Newsweek. A “revolta das boas moças” acabou virando um marco do feminismo, na luta contra a desigualdade de tratamento entre os gêneros. A produção toma bastante liberdades, criando personagens e tramas fictícias, além de rebatizar a revista (virou “News of the Week”), mas mantém duas personalidades reais: Eleanor Holmes Norton, líder dos movimentos feminista e negro que, como advogada, representou as repórteres que processaram a Newsweek em 1970, e a pivô da revolta, ninguém menos que Nora Ephron, que viraria uma diretora famosa de cinema – são dela, entre outros, “Sintonia de Amor” (1992), “Mens@gem Pra Você” (1998) e “Julie & Julia” (2009). Nora é vivida por Grace Gummer (filha de Meryl Streep, que também está em “Mr. Robot”), Eleanor por Joy Bryant (série “Parenthood”) e o resto do elenco inclui Anna Camp (série “True Blood”), Genevieve Angelson (série “House of Lies”), Erin Darke (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), James Belushi (série “According to Jim”), Chris Diamantopoulos (série “Episodes” e, curiosamente, a voz do Mickey Mouse), Daniel Eric Gold (série “Ugly Betty”) e Hunter Parrish (série “Weeds”). O piloto, aprovado pelo público da Amazon em seu já tradicional processo de seleção por popularidade, foi dirigido pela cineasta Liza Johnson (“Elvis & Nixon”), e a 1ª temporada estreia em 28 de outubro nos EUA.











