Fences: Trailer revela Denzel Washington no papel que já lhe rendeu o prêmio Tony
A Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer de “Fences”, drama dirigido e estrelado por Denzel Washington (“Sete Homens e um Destino”), que vai entrar em cartaz nos EUA de olho numa vaga no Oscar. Baseado na premiada peça de August Wilson, vencedora do prêmio Pulitzer e do Tony em 1987, a trama traz Washington como um pai de família na década de 1950, um lixeiro urbano assombrado por seu sonho irrealizado de se tornar um astro do beisebol, ao mesmo tempo em que tenta criar seus filhos numa época marcada pelo racismo. O elenco ainda conta com Viola Davis (“Esquadrão Suicida”), no papel de sua esposa. Os dois atores já interpretaram os mesmos papéis numa montagem recente da peça, que lhes rendeu o Tony (o Oscar do teatro) de Melhor Ator e Atriz de 2010. Vale lembrar ainda que Denzel já dirigiu dois filmes antes de encarar o texto de Wilson, que é considerado um clássico: as cinebiografias “Voltando a Viver” (2002) e “O Grande Desafio” (2007). O próprio Wilson assinou o roteiro da adaptação, que tem estreia marcada para 25 de dezembro nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
O Vale do Amor ganha ressonância pela presença de Isabelle Huppert e Gérard Depardieu
Não há nada pior para um pai e uma mãe do que a perda de um filho. É uma tragédia que trai a ordem que a existência humana deveria seguir, na qual os mais velhos partem, enquanto os mais novos se estabelecem no que os cristãos nomeiam como plano material. Porém, o maior choque vem quando a morte prematura é pontuada por um suicídio, deixando aos pais o peso da culpa. É sobre isso que trata o 13º longa-metragem de Guillaume Nicloux (“A Religiosa”), exibido em competição no ano passado no Festival de Cannes. Mas o texto, também de sua autoria, traz a possibilidade para o casal interpretado pelos magníficos Isabelle Huppert (“Amor”) e Gérard Depardieu (“Bem-Vindo a Nova York”) dar um adeus, apropriadamente, e assim encontrar algum conforto antes de retomarem as suas rotinas. Fotógrafo homossexual, Michael tirou a própria vida ingerindo inúmeros comprimidos. Antes, deixou cartas endereçadas para os seus pais, incluindo um roteiro de viagens que eles devem seguir ao longo de uma semana. O destino é o Vale da Morte, situado na Califórnia, onde promete fazer uma aparição. Além da promessa de um reencontro sobrenatural com o filho, a ocasião serve de oportunidade para esse homem e essa mulher se reencontrarem após constituírem uma família com novos parceiros. Foi uma separação harmoniosa, bem resolvida, mas os atritos são inevitáveis, especialmente ao avaliarem o quanto foram negligentes com Michael – a mãe teria ficado nada menos que sete anos sem vê-lo. Mesmo que tenha uma abordagem original sobre o luto, Guillaume Nicloux acredita que nada é maior do que as presenças de Isabelle Huppert e Gérard Depardieu, que têm um reencontro no cinema após os 35 anos que os separam de “Loulou”, de Maurice Pialat. O diretor e roteirista sequer se dá ao trabalho de imaginar outros nomes para os personagens que não sejam os de seus intérpretes. Até a profissão se manteve – ao ser abordado por um sujeito em férias com a esposa, Gérard assina como Bob de Niro ao dar um autógrafo. Nem todos gostam de filmes que vivem em função dos astros que estampam seu cartaz, mas isso não é exatamente um problema em “O Vale do Amor”. Ainda mais porque não há muitos veteranos como Isabelle Huppert e Gérard Depardieu para trazer a mesma intensidade dramática em um filme quase ausente de artifícios. Ela com uma dor emocional e ele com a fragilidade física de um diamante bruto.
Trespass Against Us: Michael Fassbender vive criminoso em trailer com trilha dos Chemical Brothers
A A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Trespass Against Us”, drama britânico estrelado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”). Ele interpreta um pequeno criminoso, que herdou o hábito de roubar do pai (Brendan Gleeson, de “O Guarda”). Mas quando a polícia aperta o cerco sobre sua família, ele teme o destino de seu próprio filho, que pode se ver preso no mesmo ciclo vicioso que ele, e precisa escolher entre o pai que o criou como um fora-da-lei e o futuro do menino. Entretanto, cada vez que ele tenta se endireitar, o pai aparece com uma nova proposta para ganhar dinheiro fácil. O elenco também inclui Lyndsey Marshal (“Além da Vida”) como a esposa sofredora de Fassbender, além Sean Harris (“Livrai-Nos do Mal”), Rory Kinnear (série “Penny Dreadful”) e o menino Georgie Smith. O filme é o primeiro longa de ficção do diretor Adam Smith, que antes trabalhou nas séries britânicas “Doctor Who” e “Skins” e fez um documentário sobre a dupla eletrônica The Chemical Brothers. Por sinal, a trilha de “Trespass Against Us” é dos Chemical Brothers. Exibido no Festival de Toronto, o longa agora segue para o Festival de Londres, antes de sua estreia limitada nos EUA em 24 de novembro. Não há previsão para o lançamento no Brasil.
Silêncio: Novo filme de Martin Scorsese será lançado em dezembro para disputar o Oscar
“Silence”, o novo filme de Martin Scorsese, ganhou data de estreia para tentar se qualificar ao Oscar 2017. Adaptação do romance “Silêncio”, de Shusaku Endo, o filme acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. O lançamento mais amplo acontece em janeiro. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese há décadas e a perspectiva de lançamento ou não neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Bilheteria: Sete Homens e um Destino tem a melhor estreia de um western em todos os tempos
A combinação de Denzel Washington e Chris Pratt se provou imbatível. A estreia de “Sete Homens e um Destino” não só assumiu a liderança das bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) como teve um desempenho raro para o gênero do western. Os US$ 35 milhões apurados no final de semana podem até parecer pouco, diante das aberturas dos filmes de super-heróis, mas, entre os western assumidos, nem “Django Livre” (2012) fez tanto, abrindo com US$ 30 milhões. Remake de um clássico de 1960, “Sete Homens e um Destino” também superou o lançamento de outro remake bem-sucedido do gênero, “Bravura Indômita” (US$ 24 milhões em seu primeiro fim de semana em 2010). E se considerar que o outro western de sucesso desta década, “O Regresso” (2015), teve estreia limitada para se adequar ao calendário do Oscar, o filme dirigido por Anton Fuqua registrou os melhores primeiros três dias do gênero em todo o século e, sacrilégio supremo, de todos os tempos – desconsiderando, claro, a inflação e relevando os preços baixos dos ingressos do século passado. Outro detalhe interessante da liderança de “Sete Homens e um Destino” é que Denzel Washington está perto de completar uma década como chamariz de bilheterias. Desde 2007, quando lançou “O Grande Debate”, todos os filmes do ator tiveram estreias acima dos US$ 20 milhões. E neste filme ele se junta à estrela em ascensão Chris Pratt, cujos dois filmes anteriores somaram juntos quase US$ 2,5 bilhões mundialmente – “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Jurassic World” (2015). O 2º lugar ficou com outra estreia, a animação “Cegonhas”, com US$ 21,8 milhões. Curiosamente, os dois filmes também foram lançados no Brasil neste fim de semana, mas com uma diferença enorme de tratamento no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o western ficou com cerca de 40% disso, em 340 salas. O desempenho nas bilheterias nacionais deve refletir essa distribuição. Completa o pódio o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson”, de Clint Eastwood, que liderou a venda de ingressos na América do Norte pelos últimos dois fins de semana. A produção estrelada por Tom Hanks, arrecadou mais 13,8 milhões para a Warner Bros. Os Top 5 ainda inclui arrecadações modestas de “O Bebê de Bridget Jones” (US$ 4,5 milhões) e “Snowden” (US$ 4,1 milhões), que apesar do investimento em marketing do primeiro e da expectativa gerada pelo segundo não conseguiram engajar o grande público. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 35 milhões 2. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 21,8 milhões Total EUA: US$ 21,8 milhões Total Mundo: US$ 40,1 milhões 3. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 92,3 milhões Total Mundo: US$ 126,8 milhões 4. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 16,4 milhões Total Mundo: US$ 83,5 milhões 5. Snowden Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 15,1 milhões Total Mundo: US$ 15,1 milhões 6. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 16,1 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 7. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 81,1 milhões Total Mundo: US$ 120,3 milhões 8. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 318,1 milhões Total Mundo: US$ 731,7 milhões 9. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 26,6 milhões Total Mundo: US$ 26,8 milhões 10. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 1,1 milhões Total EUA: US$ 45,9 milhões Total Mundo: US$ 58,5 milhões
Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan vão estrelar primeiro filme dirigido pelo ator Paul Dano
O ator Paul Dano vai dirigir seus colegas Jake Gyllenhaal (“Evereste”) e Carey Mulligan (“O Grande Gatsby”) em seu primeiro filme como diretor. Ainda jovem, mas com um currículo de filmes premiados, como “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Sangue Negro” (2007) e “12 Anos de Escravidão” (2013), Dano vai estrear na direção com “Wildlife”, adaptação do romance homônimo do escritor Richard Ford. O livro traz a história de um garoto que acompanha a derrocada do casamento dos pais após a mãe se apaixonar por outro homem. Segundo o site da revista Variety, Gyllenhaal também será um dos produtores da adaptação, que tem roteiro do próprio Dano em parceria com sua namorada Zoe Kazan. O casal já dividiu a cena na comédia romântica “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”, que ela escreveu. Dano e Gyllenhaal, por sua vez, recentemente trabalharam juntos no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em pós-produção. “Wildlife” ainda não tem previsão de estreia.
Denzel Washington vai estrelar drama jurídico do diretor de O Abutre
Denzel Washington vai estrelar o drama jurídico “Inner City”, segundo longa dirigido por Dan Gilroy, após sua estreia excepcional com “O Abutre” (2014). Mais conhecido como roteirista (“O Legado Bourne”, “Gigantes de Aço”), Gilroy também assina o roteiro, que será produzido pela Sony Pictures. Segundo o site Deadline, a produção orçada em torno de US$ 40 milhões é apresentada como uma mistura de “Conduta de Risco” (suspense de 2007 com George Clooney) com “O Veredicto” (drama de tribunal de 1982 com Paul Newman). Denzel Washington será Roman J. Israel, um advogado liberal que nunca recebe os devidos créditos pelo trabalho prestados ao ajudar os mais pobres. Quando o sócio de sua firma morre vítima de um ataque cardíaco, ele precisa assumir o protagonismo e acaba descobrindo situações secretas da empresa que o colocam em dúvida sobre sua própria atuação. As filmagens estão previstas para março na cidade de Los Angeles. Atualmente em cartaz com o western “Sete Homens e um Destino”, Denzel Washington também estrela “Fences”, que chega aos cinemas americanos em 25 de dezembro, de olho numa indicação ao Oscar.
Pequeno Segredo estreia apenas numa cidade gaúcha para cumprir regra do Oscar
Escolhido para representar o Brasil no Oscar 2017, na disputa por uma vanga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, “Pequeno Segredo” será lançado nesta quinta-feira (22/9) com exclusividade na cidade de Novo Hamburgo, próxima a Porto Alegre, mantendo uma sessão diária na rede Cinespaço, no shopping Bourbon. Desta forma, o longa dirigido por David Schurmann conseguirá cumprir uma regra obrigatória para se qualificar ao Oscar, de estrear em pelo menos uma sala do circuito comercial do país até o dia 30 de setembro deste ano. Aparentemente, não há nenhum motivo específico para Novo Hamburgo ter sido a cidade escolhida para receber essa estreia antecipada, já que a história da família Shurmann, retratada na tela, tem ligação mais forte com Florianópolis. Com isso, a estreia em grande circuito fica mantida para 10 de novembro. Antes, porém, o filme será exibido na mostra não-competitiva do Festival do Rio. Esta não é a primeira vez que um filme escolhido como representante do Brasil no Oscar adota essa estratégia. “Tropa de Elite”, em 2007, e “Última Parada 174”, em 2008, também fizeram o mesmo. Veja o trailer e saiba mais sobre “Pequeno Segredo” aqui.
Christine: Drama que recria a tragédia mais chocante da história da TV ganha trailer
O estúdio The Orchard divulgou dois pôsteres e o trailer de “Christine”, drama indie que recria os minutos mais impactantes da história da televisão. A prévia mostra como a pressão para produzir notícias mais sensacionais leva uma repórter e apresentadora de telejornal a um colapso nervoso. As imagens terminam antes de mostrar “a chocante história real que mudou a face da televisão”, como descreve o letreiro do próprio vídeo. Mas não é spoiler lembrar que Christine Chubbuck tornou-se célebre como a primeira apresentadora de TV a se suicidar ao vivo, diante das câmeras de seu programa. A tragédia real já tinha inspirado um clássico do cinema, “Rede de Intrigas” (1976), que venceu quatro Oscars, dois anos após o suicídio de Christine. E o trailer apresenta uma recriação bastante fiel da época, quando o sensacionalismo era considerado uma virtude a ser perseguida pelos telejornais. A passagem do tempo fez com que o colapso de Christine fosse esquecido, mas, após 40 anos, o filme chega na época certa, dois anos após “O Abutre” (2014) demonstrar como o sensacionalismo ressurgiu nos telejornais – no Brasil, basta sintonizar na programação vespertina da TV aberta para verificar como as notícias são cada vez mais dramáticas. O elenco destaca Rebecca Hall, impressionante no papel principal, além de Michael C. Hall (série “Dexter”) como seu colega de bancada e Tracy Letts (série “Homeland”) como seu chefe. “Christine” é o terceiro longa-metragem do diretor Antonio Campos, todos muito elogiados pela crítica. Seu primeiro filme, “Afterschool” (2008), inclusive revelou o ator Ezra Miller (o Flash do cinema). O nome do cineasta chama atenção pela sonoridade brasileira. Nascido em Nova York, ele é mesmo filho de brasileiro – do jornalista Lucas Mendes, que apresenta o programa “Conexão Manhattan”, no canal pago Globo News. Mas puxou mais a mãe americana, Rose Ganguzza, que é produtora de filmes indies como “Margin Call” (2011), “As Palavras” (2012) e “Versos de Um Crime” (2013). Exibido no Festival de Sundance, “Christine” estreia em 14 de outubro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Bilheterias: Sully mantém liderança faturando mais que Bruxa de Blair e O Bebê de Bridget Jones juntos
Novo drama estrelado por Tom Hanks, “Sully: O Herói do Rio Hudson” se manteve na liderança das bilheterias norte-americanas (EUA e Canadá) pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando mais que a soma da estreia de duas continuações de franquias famosas, que tiveram grande investimento em marketing para sua divulgação. O filme dirigido por Clint Eastwood, baseado na história real do piloto que evitou uma tragédia recente na aviação americana, fez US$ 21,8 milhões e já se aproximou dos US$ 100 milhões mundiais, um desempenho promissor para seu orçamento de US$ 60 milhões. “É uma história bem feita”, disse Jeff Goldstein, vice-presidente-executivo de distribuição da Warner Bros. em comunicado, ressaltando ainda que “o boca a boca é sensacional”. As continuações que decepcionaram foram “Bruxa de Blair” e “O Bebê de Bridget Jones”, sequências de filmes que chegaram ao cinema uma geração atrás. Nenhum dos dois longas rendeu grandes filas, arrecadando US$ 9,7 milhões e US$ 8,2 milhões, respectivamente. O valor só não representa um fracasso para “Bruxa de Blair”, porque foi filmado com câmeras portáteis e pouco investimento, com um orçamento de produção de US$ 5 milhões – menor, inclusive, que seus gastos de marketing. Já o “O Bebê de Bridget Jones” custou US$ 35 milhões e provavelmente o dobro disso em marketing, tamanha a presença do filme na mídia. A estreia no Brasil está marcada para 29 de setembro. O terceiro lançamento da semana, “Snowden”, de Oliver Stone, abriu em 4º lugar, mas não muito distante dos demais, com US$ 8 milhões. Cinebiografia do informante Edward Snowden, que denunciou o programa de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional) americana, responsável pela vigilância da internet e dos celulares de todos os cidadãos, a produção custou US$ 40 milhões, mas foi econômica em sua divulgação, apostando na repercussão de sua première no Festival de Toronto. O problema é que a crítica não se entusiasmou. O longa teve 58% de aprovação na média do Rotten Tomatoes, bem mais que os 37% de “Bruxa de Blair”, mas bem menos que os 78% do terceiro “Bridget Jones”. Para piorar sua perspectiva de rendimento internacional, “Snowden” não tem previsão de lançamento no Brasil. O terror “O Homem nas Trevas” fecha o Top 5, atingindo uma arrecadação doméstica de US$ 75,3 milhões, que o consolida como o segundo maior sucesso do gênero na América do Norte em 2016 – atrás somente de “Invocação do Mal 2”, com US$ 102,4 milhões nos EUA e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 22 milhões Total EUA: US$ 70,5 milhões Total Mundo: US$ 93,9 milhões 2. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 9,6 milhões Total EUA: US$ 9,6 milhões Total Mundo: US$ 14,5 milhões 3. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 8,2 milhões Total Mundo: US$ 38,1 milhões 4. Snowden Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 8 milhões Total Mundo: US$ 8 milhões 5. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 75,3 milhões Total Mundo: US$ 107 milhões 6. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 22,6 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 7. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 4,7 milhões Total EUA: US$ 313,7 milhões Total Mundo: US$ 718,8 milhões 8. As Aventuras de Robinson Crusoé Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 27,5 milhões 9. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 44,2 milhões Total Mundo: US$ 54,6 milhões 10. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 72,8 milhões Total Mundo: US$ 113 milhões
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.
Pequeno Segredo: Veja o trailer e 22 fotos do candidato brasileiro à vaga no Oscar 2017
A Diamond Filmes divulgou o trailer, o pôster oficial e as fotos de “Pequeno Segredo”, que vai representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira do Oscar 2017. A prévia chama atenção pela plasticidade da direção de fotografia do peruano Inti Briones, que já foi premiado no Festival de Veneza por seu trabalho em “Las Niñas Quispe” (2013), e também aponta um cuidado na apresentação da trama, evitando a manipulação habitual dos melodramas de doença. O filme é um projeto bastante pessoal do diretor David Schurmann, pois se baseia numa história verídica de sua família, conhecida por navegar o mundo. A trama gira em torno da garotinha Kat, filha adotiva de Heloisa e Vilfredo Schurmann. Ao adotá-la, o casal convive com a delicada escolha de manter ou não um segredo que vai além da adoção. A história inspirou também o livro best-seller “Pequeno Segredo: A Lição de Vida de Kat para a Família Schurmann” (2012), escrito por Heloisa, a mãe do diretor. O diretor catarinense já tinha registrado as aventuras mundiais de sua família em dois documentários e numa série do “Fantástico”. Seu novo filme, porém, é um drama de ficção e possui um elenco internacional, formado por Julia Lemmertz (“Meu Nome não é Johnny”), Marcello Antony (“A Partilha”), Maria Flor (“360”), a irlandesa Fionnula Flanagan (“Divinos Segredos”) e o neozelandês Erroll Shand (“Meu Monstro de Estimação”), além de marcar a estreia da menina Mariana Goulart, no papel de Kat Schurmann. Já a equipe de produção traz, além de Briones, os premiados Antonio Pinto (que assinou a trilha do documentário vencedor do Oscar em 2016, “Amy”) na trilha sonora e Brigitte Broch (vencedora do Oscar por “Moulin Rouge”) na direção de arte. O roteiro é assinado por Victor Atherino (“Faroeste Caboclo”), Marcos Bernstein (“Central do Brasil”) e pelo próprio diretor. A estreia está marcada para 10 de novembro, mas terá que ser adiantada para no máximo 23 de setembro, visando cumprir as regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sob o risco de o filme ser desqualificado.
Gold: Matthew McConaughey encontra ouro em trailer de drama baseado em fatos reais
A Weinstein Company divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Gold”, drama que destaca nova transformação física de Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”). Ele aparece careca e fora de forma na prévia, vivendo um caçador de ouro que sonha com fortunas na Indonésia, e aposta tudo o que tem para materializar sua fortuna. A montagem do trailer, porém, empolga-se e conta todos os pontos de virada que se seguem na história, acompanhando o protagonista da pobreza para a riqueza e novamente para a pobreza. Baseado numa história real, o filme mudou os nomes dos personagens e alguns detalhes para contar o escândalo da Bre-X Minerals Ltd, companhia mineradora que anunciou a descoberta um grande depósito de ouro na Indonésia nos anos 1990, fazendo com que suas ações disparassem, mas tudo não passou de uma grande fraude. “Gold” tem roteiro e direção de Stephen Gaghan (“Syriana – A Indústria do Petróleo”), e o elenco também inclui Édgar Ramirez (“Livrai-Nos do Mal”), Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Rachael Taylor (série “Jessica Jones”), Bruce Greenwood (“Star Trek”) e Stacy Keach (“O Legado Bourne”). A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA, de olho na temporada de premiações, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.












