Sophie Turner vai estrelar série de Antonio Campos
A atriz Sophie Turner, que viveu Sansa Stark em “Game of Thrones”, vai estrelar uma nova série da HBO. Na verdade, da HBO Max, a plataforma de streaming do conglomerado antigamente chamado de WarnerMedia. Ela entrou no elenco de “The Staircase”, atração criminal que está sendo desenvolvida pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”). “The Staircase” é baseada na produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. A produção original do diretor Jean-Xavier de Lestrade contava a história de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé da escada de sua casa, e a batalha judicial de 16 anos que se seguiu. Anos depois do lançamento original, o diretor acrescentou três novos episódios à produção para um relançamento na Netflix em 2018. O elenco da adaptação dramática é internacional. Além da inglesa Sophie Turner, estão confirmados seu compatriota britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”), a australiana Toni Collette (“Hereditário”), a francesa Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) e as americanas Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”) e Parker Posey (“Perdidos no Espaço”). Turner interpretará Margaret Ratliff, uma das filhas adotadas de Michael Peterson. Peterson será vivido por Firth, enquanto Collette terá o papel da esposa morta. Ao anunciar a série em março passado, Antonio Campos disse: “Este é um projeto no qual venho trabalhando de uma forma ou de outra desde 2008. Tem sido um caminho longo e sinuoso, mas valeu a pena esperar para poder encontrar parceiros como a HBO Max, a [produtora] Annapurna, minha co-showrunner Maggie Cohn e o incrível Colin Firth para dramatizar uma história tão complexa da vida real. ” Veja abaixo o trailer do documentário “Morte na Escadaria” (que também se chama “The Staircase” em inglês).
Filmes online: “Cruella” e outras opções de cinema em casa
A expressão “cinema em casa” tem significado literal neste fim de semana, já que a principal estreia do circuito cinematográfico também é destaque na programação de streaming. A Disney lançou “Cruella” simultaneamente nas salas de exibição e em sua plataforma digital (por um custo adicional, além da mensalidade do serviço). A produção é a fábula mais sombria já feita pelo estúdio, superando “Malévola”, mas também apresenta um espetáculo fashion e clima roqueiro capaz de fazer muitos adultos disputarem espaço no sofá ao lado das crianças. Concebido como um prólogo de “101 Dálmatas”, o longa se passa nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella, vivida por Emma Stone (“La La Land”) como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que compete com sua antiga chefe interpretada por Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), enquanto começa a desenvolver uma fascinação por peles de animais — especialmente, é claro, de dálmatas. O detalhe é que este não é o único lançamento simultâneo. O documentário “Alvorada”, espécie de “BBB” dos últimos dias de Dilma Rousseff como presidente, também chegou ao mesmo tempo em tela grande e online, disponibilizado em diversas plataformas de VOD. Com ênfase em docs políticos, a lista ainda inclui “Libelu – Abaixo a Ditadura”, sobre movimento estudantil dos anos 1970 e 1980, que venceu o recente festival “É Tudo Verdade”, e um programa duplo do premiado bielorrusso Sergey Loznitsa, “The Trial” e “State Funeral”, que joga luz sobre as perseguições, mentiras e fanatismo do stalinismo. Há também dramatização política, via “Oslo”, que chega no sábado (29/5) na TV paga e no streaming da HBO, com o tema atualíssimo das discussões impossíveis de paz entre palestinos e israelenses. Em outro registro, a identidade israelense também é tema da comédia “Synonymes”, vencedora do Leão de Ouro do Festival de Berlim. A programação se completa com três títulos inéditos nos cinemas nacionais. Um dos últimos filmes estrelados por Johnny Depp, “Cidade de Mentiras” traz o ator investigando o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. Igualmente com ligação musical, “Stardust” acompanha um jovem David Bowie na viagem aos EUA que marcou a grande reviravolta da sua carreira – divisivo, não foi aprovado pela família do cantor que proibiu suas músicas na trilha. Por fim, a maior descoberta da programação. Lançado em 2015 e até então inédito no Brasil, “Black – Amor em Tempos de Ódio” marcou a estreia de Bilall Fallah e Adil El Arbi, dois jovens cineastas belgas de famílias marroquinas que hoje formam uma das duplas mais requisitadas de Hollywood. A história de gangues violentas foi premiada no Festival de Toronto e no circuito europeu, ganhou elogios da crítica e rendeu o convite para os dois gravarem o piloto de “Snowfall” e a sequência “Bad Boys para Sempre”, que se tornou o maior sucesso do cinema americano em 2020. Com esses cartões de visita, foram cortejados pela Marvel, gravaram a vindoura série “Ms. Marvel” e agora estão ligados à DC, onde começam a trabalhar no filme de “Batgirl”. Mas tudo começou com o drama criminal independente abaixo. Confira abaixo os trailers das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana. Cruella | EUA | Fantasia (Disney+) Cidade de Mentiras | EUA | Crime (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Black – Amor em Tempos de Ódio | EUA | Crime (Reserva Imovision) Oslo | EUA | Drama (HBO Go) Synonymes | França, Israel | Comédia (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Stardust | Reino Unido | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) The Trial | Holanda, Rússia | Documentário (MUBI) State Funeral | Holanda, Lituânia | Documentário (MUBI) Alvorada | Brasil | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Libelu – Abaixo a Ditadura | Brasil | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)
Cruella é a principal estreia de cinema da semana
A programação de cinema desta quinta (27/5) destaca a estreia de “Cruella”, que entra em cartaz em cerca de 700 salas de exibição. A produção é a fábula mais sombria já feita pela Disney, superando “Malévola”, mas não é um “Coringa” como muitos imaginaram após os primeiros trailers. O ponto alto é o visual, especialmente por se passar no mundo da moda, e a performance das duas atrizes principais. Concebido como um prólogo de “101 Dálmatas”, o longa se passa nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella, vivida por Emma Stone (“La La Land”) como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que planeja se vingar de sua antiga chefe interpretada por Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), enquanto começa a desenvolver uma fascinação por peles de animais — especialmente de, é claro, dálmatas. A história foi concebida por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013), e Aline Brosh McKenna, responsável por “O Diabo Veste Prada” (2006), de onde vêm as referências fashion. Mas o roteiro final foi assinado por Dana Fox (“Megarromântico”) e Tony McNamara (“A Favorita”). A direção é de Graig Gillespie (“Eu, Tonya”) e, por curiosidade, a atriz Glenn Close, que viveu a vilã em dois filmes live-action dos “101 Dálmatas” nos anos 1990, também está na equipe como produtora executiva do projeto. A estreia acontece simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (por um custo adicional, além da mensalidade da plataforma). Por coincidência, o segundo filme com maior distribuição é estrelado pela intérprete de “Malévola”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” marca a volta de Angelina Jolie às tramas dramáticas após um longo período como estrela de filmes infantis. No thriller de ação, a atriz vive uma bombeira traumatizada. Em vigília contra incêndio numa reserva florestal, ela acaba resgatando um garoto em fuga e passa a ser perseguido por assassinos fortemente armados, que não vacilam em colocar fogo na floresta para eliminá-los. As cenas de perseguição com o pano de fundo de um grande incêndio na região florestal de Montana são o destaque da produção, roteirizada e dirigida por Taylor Sheridan, criador da série “Yellowstone”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” é o terceiro filme dirigido por Sheridan e o primeiro após “Terra Selvagem”, premiado em Cannes em 2017. Ele já foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). A semana também tem a estreia comercial de “Alvorada”, que é mais um documentário sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, e a mediana comédia francesa “Alice e o Prefeito”. Confira abaixo os trailers de todos os títulos em cartaz. Cruella | EUA | 2021 Aqueles que Me Desejam a Morte | EUA | 2021 Alice e o Prefeito | França | 2019 Alvorada | Brasil | 2021
The Staircase: Juliette Binoche vai estrelar série criminal de Antonio Campos
A diva do cinema francês Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) vai estrelar a primeira série de sua carreira. Ela foi anunciada nesta quinta (20/5) no elenco de “The Staircase”, atração criminal da HBO Max, que está sendo desenvolvida pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”). “The Staircase” é baseada na produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. A produção original do diretor Jean-Xavier de Lestrade contava a história de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé de uma escada em sua casa, e a batalha judicial de 16 anos que se seguiu. Anos depois do lançamento original, o diretor acrescentou três novos episódios à produção para um relançamento na Netflix em 2018. O elenco da adaptação dramática é internacional. Além de Binoche, estão confirmados o astro britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”), a australiana Toni Collette (“Hereditário”) e a americana Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”). Firth terá o papel de Michael Peterson, enquanto Collette será a esposa morta. Os papéis de Binoche e DeWitt não foram revelados. Ao anunciar a série em março passado, Antonio Campos disse: “Este é um projeto no qual venho trabalhando de uma forma ou de outra desde 2008. Tem sido um caminho longo e sinuoso, mas valeu a pena esperar para poder encontrar parceiros como a HBO Max, a [produtora] Annapurna, minha co-showrunner Maggie Cohn e o incrível Colin Firth para dramatizar uma história tão complexa da vida real. ” Veja abaixo o trailer do documentário “Morte na Escadaria” (que também se chama “The Staircase” em inglês).
The Sparks Brothers: Documentário de Edgar Wright resgata legado da banda Sparks
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer oficial de “The Sparks Brothers”, primeiro documentário musical do diretor Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”). O filme é um homenagem de fã ao legado da banda Sparks, formada pelos irmãos Ron e Russell Mael em Los Angeles no ano de 1970. Vanguardista e experimental, Sparks foi pioneiro na criação da música eletrônica e considerado um dos grupos musicais mais inovadores de todos os tempos, cuja influência pode ser traçada de Queen a Duran Duran, chegando até Suede e atualmente em The Killers e Franz Ferdinand. Ao mesmo tempo, também é uma das bandas mais subestimadas e pouco conhecidas (para não dizer completamente desconhecida) pelo grande público – apesar de ter lançado 25 álbuns. O documentário de Edgar Wright tenta fazer justiça ao legado dos irmãos Mael, por meio do resgate de sua trajetória e depoimentos de artistas influenciados por suas músicas, como Beck, Björk, Giorgio Moroder, Todd Rundgren, Nick Rhodes (Duran Duran), Jane Wiedlin (Go-Go’s), Nick Heyward (Haircut 100), Steve Jones (Sex Pistols), Vince Clarke (Erasure), Bernard Butler (Suede), Andy Bell (Ride), Alex Kapranos (Franz Ferdinand), Thurston Moore (Sonic Youth), Flea (Red Hot Chili Peppers), Tony Visconti (produtor de David Bowie), Jack Antonoff (Bleachers) e muitos outros. Exibido no Festival de Sundance com 100% de aprovação da crítica americana, o filme tem estreia comercial marcada para 18 de junho nos EUA e não possui previsão de lançamento no Brasil.
Top 10: “The Underground Railroad”, “Halston” e as melhores séries pra maratonar
As estreias desta semana destacam minisséries completas. Uma delas já está sendo aclamada pela crítica norte-americana como um dos melhores lançamentos do ano, com elogios que gastam a expressão “obra-prima”. Trata-se de “The Underground Railroad”, que atingiu 100% de aprovação entre os críticos “top” (imprensa tradicional), segundo levantamento do Rotten Tomatoes. “The Underground Railroad” é um obra de realismo mágico sobre um casal de uma plantação de algodão na Geórgia, no sul dos EUA, que busca encontrar a rota de fuga utilizada por escravos foragidos para escapar de seus captores. O detalhe é que essa rota, que tem nome figurativo de “trilhos subterrâneos”, revela-se na trama da Amazon um inesperado metrô de verdade, funcionando com funcionários e clientes exclusivamente negros em pleno século 19. A premissa fantasiosa leva a heroína da história e o espectador por várias “estações” de diferentes experiências negras, funcionando como uma guia da História dos pretos nos EUA, que pode ser excruciante, mas também repleta de realizações e esperança – e sempre lindamente fotografada. Baseada no livro homônimo de Colson Whitehead, a série é uma criação do diretor Barry Jenkins, que venceu o Oscar de Melhor Filme com “Moonlight” (2016). Ele escreveu o piloto e dirigiu todos os 10 episódios da atração, que parecem pinturas de tanta plasticidade visual. E vai arrebatar todos os prêmios do Emmy 2021. A nova aposta da Netflix é “Halston”, nova produção de Ryan Murphy (“Pose”, “American Horror Story”), que aborda o mundo da moda dos anos 1970 e 1980. A atração dramatiza a vida badalada do estilista Roy Halston Frowick, ícone da era das discotheques em Nova York e um dos maiores nomes da moda americana do período. Seus designs minimalistas e limpos, muitas vezes feitos de cashmere ou ultrasuede, tornaram-se um fenômeno nas passarelas e pistas de dança, redefinindo a moda americana. Mas ele perdeu toda a sua fortuna com problemas financeiros na década seguinte e morreu de Aids logo em seguida, aos 57 anos de idade. Estrelada por Ewan McGregor (“Aves de Rapina”), a minissérie toma várias liberdades com a história real para enfatizar a recriação da época mais hedonista do século 20. A lista também incluem duas minisséries documentais: “O Caso Evandro”, do cineasta Aly Muritiba (“Ferrugem”), sobre um assassinato que chocou o Brasil, e “O Crime do Século”, do vencedor do Oscar Alex Gibney (“Um Táxi para a Escuridão”), que denuncia a conspiração da indústria farmacêutica (“Big Farma”) para viciar a população em remédios perigosos. Ainda há o refil de novas temporadas de atrações contínuas, entre elas duas produções animadas para adultos da Netflix: a antologia sci-fi “Love, Death & Robots”, vencedora de cinco Emmys e quatro Annies (o Oscar da animação), e a adaptação do game de terror “Catlevania”, que chega ao fim em sua 4ª temporada. Além disso, carentes das séries da Marvel no Disney+ podem rever/descobrir as duas temporadas completas de “The Gifted”, baseada nos quadrinhos dos X-Men. Confira abaixo a curadoria (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Underground Railroad | EUA | Minissérie (Amazon Prime Video) Halston | EUA | Minissérie (Netflix) O Caso Evandro | Brasil | Minissérie (Globoplay) O Crime do Século | EUA | Minissérie (HBO Go) City on a Hill | EUA | 2ª Temporada (Paramount+) High School Musical: A Série: O Musical | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Love, Death & Robots | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Castlevania | EUA | 4ª Temporada (Netflix) The Gifted | EUA | 2 Temporadas (Disney+) The Bold Type | EUA | 4 Temporadas (Disney+)
Bela Vingança, Demons Slayer e Mundo em Caos estreiam nos cinemas
A programação de cinema retoma, aos poucos, o ritmo normal com vários lançamentos de apelo e circuitos distintos – amplo e limitado. O grande destaque é a estreia tardia de “Bela Vingança”, último filme do Oscar 2021 a ganhar exibição no país. Vencedor na categoria de Melhor Roteiro Original, o suspense de humor ácido também é um dos filmes mais criativos e inesperados dos últimos tempos. Na trama, a personagem de Carey Mulligan (“Mudbound”) resolve se vingar dos homens, após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade, sofrer depressão e se suicidar enquanto sua denúncia era desconsiderada pela instituição. Transformando-se numa justiceira, a protagonista passa a se fingir de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados, principalmente os responsáveis pelo destino da amiga. O filme marcou a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (“Aves de Rapina”). Fenômeno mundial, “Demon Slayer: Mugen Train – O Filme” chega ao Brasil após se tornar a maior bilheteria do cinema japonês em todos os tempos. A produção também bateu “Mortal Kombat” para liderar as bilheterias dos EUA no fim de semana passado. Baseada em um mangá popular, escrito e ilustrado por Koyoharu Gotōge desde 2016, “Demon Slayer” também já tinha sido adaptado num anime em 2019, que se tornou campeão de audiência – e pode ser visto na Netflix. Por sinal, o filme é uma continuação direta da 1ª temporada do anime e tem o mesmo diretor da série, Haruo Sotozaki, que estreia no cinema. A história acompanha Tanjiro Kamado e sua irmã, Nezuko, que levavam uma vida pacata até serem atacados por demônios. Além de perder todos seus familiares, Tanjiro viu sua irmã ser possuída. Para tentar torná-la humana novamente e impedir que outros passem pelos mesmos transtornos, o menino vira o “demon slayer” (matador de demônios) do título. O circuito amplo ainda inclui o frustrante “Mundo em Caos”, sci-fi cara de Doug Liman (diretor do ótimo “No Limite do Amanhã”), que mesmo juntando Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel) e Daisy Ridley (a Rey de “Star Wars”) implodiu nas bilheterias e atingiu míseros 23% de aprovação entre a crítica norte-americana. O enredo cheio de furos e ainda assim previsível se passa em outro planeta, após a Terra ficar inabitável. Quando um vírus infecta aquela civilização, supostamente exterminando as mulheres e fazendo com que os pensamentos de todos os homens possam ser ouvidos sem controle, o caos se instala e abre caminho para um autocrata corrupto (Mads Mikkelsen, de “Rogue One”) tomar o poder. É neste cenário distópico que a astronauta vivida por Daisy Ridley vai parar, após sua nave apresentar problemas. “Mundo em Caos” também é o único lançamento abaixo da crítica da semana. Todos os demais títulos internacionais atingiram mais de 90% no Rotten Tomatoes, inclusive “Mães de Verdade”, da premiada cineasta japonesa Naomi Kawase, e “Um Divã na Tunísia”, da francesa estreante Manele Labidi, que chegam no circuito “de arte”. A lista de estreias ainda se completa com dois documentários brasileiros, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, sobre o movimento estudantil dos anos 1970 e 1980, e “Boa Noite”, focado no ex-apresentador do “Jornal Nacional” Cid Moreira. Confira abaixo os trailers de todas as opções. Bela Vingança | EUA | 2020 Demon Slayer: Mugen Train – O Filme | Japão | 2020 Mundo em Caos | EUA | 2021 Mães de Verdade | Japão | 2020 Um Divã na Tunísia | França, Tunísia | 2019 Libelu – Abaixo a Ditadura | Brasil | 2021 Boa Noite | Brasil | 2019
Documentário vai celebrar 25 anos de shows lendários do Oasis para 250 mil fãs
Os irmãos Noel e Liam Gallagher vão dar um tempo em sua briga fraternal em prol da banda Oasis. Mas não será para novas gravações ou show da retorno. Eles vão se juntar para produzir um novo documentário sobre os famosos shows do Oasis no Knebworth Park, na Inglaterra. Realizadas em 10 e 11 de agosto de 1996, os shows reuniram 250 mil fãs da banda e são considerados os maiores já realizados no Reino Unido. Realizados após o lançamento do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, que tinha hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”, os shows esgotaram rapidamente, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos – a maior procura por um espetáculo na história britânica. Na época, não havia banda mais popular na Inglaterra. Nem mais arrogante. E o sucesso sem precedentes acabou alimentando egos que já eram grandes antes mesmo da fama. As brigas dos irmãos pelo controle da banda levaram à mudanças de integrantes e trocas de farpas públicas, mas o Oasis persistiu até 2009. A celebração do auge do Britpop será dirigida por Jake Scott para a Sony, que está financiando o filme, visando um lançamento para comemorar os 25 anos das apresentações. Veja abaixo um vídeo de “Columbia” gravado durante o evento histórico, que integra outro documentário: “Oasis: Supersonic”, lançado em 2016.
Disco clássico de Belchior vai ganhar documentário
Renato Terra, codiretor de “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020), encontrou outro tema musical para seu próximo documentário. Ele planeja abordar o disco “Alucinação”, de Belchior (1946-2017). O documentário terá o mesmo nome do álbum lançado em 1976, que registrou um repertório absolutamente clássico, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “Como o Diabo Gosta”. E este é só o lado A. O outro lado tem a faixa-título, “Não Leve Flores”, “À Palo Seco”, “Fotografia 3×4” e “Antes do Fim”. Todas as faixas marcaram época. A ideia é explorar as canções como um mergulho na geração que viveu intensamente os anos 1970. As imagens serão costuradas com as canções de Belchior para potencializar lembranças, sensações e sonhos de uma geração que desejou “amar e mudar as coisas”, na definição do comunicado sobre a iniciativa. Terra vai escrever e dirigir o longa, que contará com codireção de Marcos Caetano e Leo Caetano, numa produção da Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Inquietude. Relembre abaixo a música que abre o disco.
Documentário vai retratar Ronaldo “Fenômeno” como dirigente de futebol
A nova fase do ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário como presidente do time espanhol Real Valladolid vai virar uma série documental de seis episódios, que será lançada no dia 20 pela plataforma de streaming DAZN. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5/5) pelos perfis de Ronaldo e da equipe espanhola, que publicaram nas redes sociais um trailer da produção, batizada de “El Presidente”. Além de Ronaldo, a obra contará com participações de outros ex-colegas do jogador e técnicos, como Pep Guardiola, Roberto Carlos e Javier Zanetti, e aprofundará o relacionamento do campeão do mundo de 2002 com jogadores, dirigentes e funcionários do clube. O brasileiro chegou ao Valladolid em setembro de 2018 e está há dois anos e meio no comando do clube castelhano. A produção também pretende mostrar seu sofrimento durante as partidas do time, quase querendo entrar em campo. A transmissão no Brasil ainda está sendo negociada. Além desse projeto, a DAZN pretende produzir mais duas atrações sobre o lendário jogador brasileiro, apelidado de Fenômeno. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ronaldo (@ronaldo) Fue uno de los mejores jugadores de todos los tiempos. Ahora es 𝗘𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲, nuestro Presidente. La historia de las primeras dos temporadas de @ronaldo frente al Pucela llega a @DAZN_ES el 20 de mayo 🔥#ElPresidente | #RealValladolid | #DAZN | #Ronaldo pic.twitter.com/pZaa6QVKwr — Real Valladolid C.F. (@realvalladolid) May 5, 2021
Britney Spears chama documentários sobre sua vida de hipócritas
A cantora Britney Spears se manifestou no Instagram a respeito dos documentários que abordam sua vida pessoal. Depois do sucesso de “Framing Britney Spears: A Vida de Uma Estrela”, centrado na batalha que trava contra seu pai, Jamie Spears, nos tribunais dos Estados Unidos contra a tutela a que está submetida desde 2008, vários outros projetos estão em desenvolvimento. “2021 é definitivamente muito melhor do que 2020, mas eu nunca soube que seria assim. Tantos documentários sobre mim este ano com opiniões de outras pessoas sobre minha vida, o que posso dizer… Estou profundamente lisonjeada! Esses documentários são tão hipócritas: eles criticam a mídia e depois fazem a mesma coisa”, escreveu a cantora no Instagram. Ela prosseguiu: “Droga… Eu não conheço vocês, mas fico emocionada em lembrá-los de que, embora tenha passado alguns momentos muito difíceis na minha vida, eu tive muito mais momentos incríveis na minha vida e, infelizmente, meus amigos, acho que o mundo está mais interessado no negativo”. “Quer dizer, isso não deveria ser um negócio e uma sociedade sobre o futuro? Por que destacar os momentos mais negativos e traumatizantes da minha vida desde sempre?”, reclamou a artista, na sequência, onde também compartilhou seus desejos para 2021: viajar e montar um lago de carpas em sua casa, na Califórnia. No final do texto, Britney ainda declara que é ela mesma quem administra sua conta no Instagram, destacando que não conversa mais com seu ex-maquiador Billy Brasfield, conhecido como Billy B – que trabalhou com a cantora no “The X Factor” de 2012 a 2013. Em março, ele disse que a cantora lhe revelou que outra pessoa escreve os textos que acompanham suas fotos e vídeos nas redes sociais. “Eu realmente não falo com Billy B, então estou honestamente muito confusa. Este é o meu Instagram”, declarou Britney – ou a pessoa que escreve os textos de Britney no Instagram. A mensagem é acompanhada por um vídeo em que ela aparece dançando. Britney raramente registra sua opinião para as câmeras, mas, curiosamente, há três semanas fugiu da regra para declarar em vídeo ter sido vacinada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Carla Diaz, Acrebiano e Lucas se recusaram a encontrar Karol Conká para série da Globoplay
A série documental “A Vida Depois do Tombo” estreou nesta quinta (29/4) no Globoplay, mostrando o estrago causado pela participação da rapper Karol Conká no “BBB 21”. A produção relembra os eventos que levaram à eliminação da cantora do reality show com recorde de rejeição e mais de 99% dos votos. Convidados para ouvir seu pedido de desculpas e confrontar suas ações, três ex-colegas de confinamento se recusaram a encontrá-la na série: Carla Diaz, Arcrebiano Araújo (o Bil) e Lucas Penteado. Lucas chegou a participar da produção, mas sem um encontro ao vivo. Em vez disso, enviou um vídeo aconselhando Karol a “se acertar com Deus” pelo que fez na casa. “Não tô preparado pra te encontrar. Não tô pronto. Acredito firmemente em Deus. E ele inventou que todas as pessoas merecem perdão. Se você tem alguma coisa a falar, não é comigo. É com Deus”, diz ele na série. A rapper teve vários confrontos com Carla durante o “BBB 21”, incluindo um momento em que desmereceu a carreira da atriz e a chamou de “sonsa”. Ela também inventou um caso entre a atriz e Bil, seu affair no reality, a quem chegou a chamar de “covarde”. Mas o atrito mais forte foi mesmo com Lucas. Após conflitos na primeira festa do reality show, Karol fez tortura psicológica com o participante, impedindo-o de comer com os demais e o hostilizou quando ele se assumiu bissexual, o que acabou levando à sua desistência da competição.
“Godzilla vs. Kong” invade cinemas “de surpresa” nesta quinta
Dois fenômenos curiosos acontecem nos cinemas nesta quinta (29/4). Para começar, o maior lançamento é um filme que oficialmente só entra em cartaz na próxima semana. A Warner adiou a estreia de “Godzilla vs. Kong” para sexta que vem (6/5), mas quem não souber disso e procurar assistir neste fim de semana, data originalmente marcada para o lançamento, vai encontrar a produção em cartaz na maioria das salas. Fenômeno de bilheteria, “Godzilla vs. Kong” chega ao Brasil após bater o recorde de arrecadação mundial de Hollywood durante a pandemia. O filme dirigido por Adam Wingard (“Você é o Próximo”) é um espetáculo visual que entrega o que promete, com batalhas entre os dois monstros e também contra uma ameaça em comum, Mechagodzilla, outro kaiju importado dos filmes clássicos da produtora japonesa Toho. Quarto lançamento do MonsterVerse da produtora Legendary, que começou com “Godzilla” (2014), foi seguido por “Kong: A Ilha da Caveira” (2017) e quase acabou após o desempenho abaixo do esperado de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019), o novo lançamento acompanha a agência Monarch, vista em todos os longas, em uma nova missão perigosa, que encontra pistas sobre a origem dos Titãs (denominação dada aos monstros) e esbarra numa conspiração para varrer as criaturas, boas e ruins, da face da Terra para sempre. O elenco inclui os atores Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Eiza Gonzalez (“Em Ritmo de Fuga”), Julian Dennison (“Deadpool 2”), Demián Bichir (“A Freira”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) e a família remanescente do filme anterior, formada por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) e Kyle Chandler (“Bloodline”). A propósito, “Nomadland”, também apontado por alguns como estreia da semana, já está em cartaz há 14 dias. O filme vencedor do Oscar 2021 foi lançado no Brasil quando a maioria das salas do país (e todas de São Paulo) ainda estavam fechadas, mas pôde ser visto na reabertura na véspera da premiação. Na verdade, as estreias oficiais da programação desta semana são outras. E o outro fato inusitado que resulta disso é que são todas produções brasileiras – algumas, inclusive, exibidas com o acompanhamento de curtas nacionais. São sete longas, incluindo uma antologia de José Eduardo Belmonte com grande elenco dedicada à obra do escritor Ariano Suassuna (“O Auto da Boa Mentira”) e um novo terror do especialista Rodrigo Aragão (“O Cemitério das Almas Perdidas”). Veja os trailers de todas as estreias abaixo. Godzilla vs. Kong | EUA | 2021 O Auto da Boa Mentira | Brasil | 2021 O Cemitério das Almas Perdidas | Brasil | 2020 Entre Nós, um Segredo | Brasil, México, Burkina Fasso | 2020 Desvio | Brasil | 2021 A Torre | Brasil | 2020 Chão | Brasil | 2019 Nazinha – Olhai por Nós | Brasil | 2020












