Principais séries da semana tem Schwarzenegger e vencedores do Oscar. Confira os destaques
Séries com Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”), Forest Whitaker (“Pantera Negra”) e os vencedores do Oscar Michelle Yeoh e Ke Huy Quan (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) deixam a programação de séries mais cinematográfica nesta semana. Mas também há várias opções interessantes fora dos sets de Hollywood, que podem ser conferidas abaixo, na seleção das 10 novidades de maior potencial das plataformas de streaming. | A JORNADA DE JIN WANG | DISNEY+ A comédia de ação e fantasia volta a reunir Michelle Yeoh e Ke Huy Quan após vencerem o Oscar por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (2022). A trama gira em torno de Jin Wang (interpretado por Ben Wang, de “A Jogada de Chang”), um estudante do ensino médio que tem a vida alterada após conhecer o colega Wei-Chen (Jimmy Liu, de “Light the Night”). O rapaz é filho de uma deusa mitológica (Michelle Yeoh) e está em uma missão – impedir que uma rebelião abra os portais entre o Céu e a Terra – para a qual alista seu colega de escola como guia e aliado humano. Ke Huy Quan vive o pai de Jin Wang. A série foi criada por Kelvin Yu (“Bob’s Burgers”) e tem direção e produção do cineasta Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”). E além de Yeoh e Quan, tem mais dois atores de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”: Stephanie Hsu e Jamea Hong. Completam o elenco Daniel Wu (“Into the Badlands”), Yeo Yann Yann (“Estação das Chuvas”), Chin Han (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Sydney Taylor (“Mystery City”). Elogiadíssima pela crítica internacional, soma 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. | FUBAR | NETFLIX A primeira série estrelada por Arnold Schwarzenegger mistura ação com comédia para contar a história de pai e filha espiões. Luke (Schwarzenegger) e Emma Brunner (Monica Barbaro, de “Top Gun: Maverick”) passaram a vida inteira sem saber que trabalhavam como agentes da CIA. Eles só percebem quando Luke aceita uma última missão antes se aposentar, e descobre que precisa resgatar a própria filha. Com elementos de “True Lies” (filme de 1994 com o próprio Schwarzenegger) e “Sr. e Sra. Smith” (2005), a série foi desenvolvida por Nick Santora (“Scorpion”) e o elenco ainda conta com Jay Baruchel (“É o Fim”), Fortune Feimster (“Kenan”), Milan Carter (“Meu Nome é Dolemite”), Travis Van Winkle (“Você”) e Gabriel Luna (“The Last of Us”). Lançado com fanfarra pela Netflix, a produção frustrou fãs do gênero por efeitos especiais de promoção e pouco cuidado em disfarçar o dublê do astro nas cenas de ação. A propósito do título: “Fubar” é a sigla em inglês de “Fuck*d Up Beyond All Recognition”, ou “totalmente ferrado” numa simplificação sem palavrões, expressão usada em muitas resenhas para descrever a série, que atingiu 50% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre. Mas o público, aparentemente, gostou da pancadaria – 76% na avaliação espontânea. | GODFATHER OF HARLEM 3 | STAR+ A serie criminal de época dos criadores de “Narcos” (Chris Brancato e Paul Eckstein) encerra sua trama mostrando o destino de seus personagens, principalmente o gângster Bumpy Johnson, vivido por Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A produção é inspirada na vida real de Bumpy e retrata uma colisão do movimento dos direitos civis dos anos 1960 com o submundo do crime. Após cumprir dez anos de prisão e reencontrar o Harlem, que ele comandou, controlado pela máfia italiana, o ex-poderoso chefão decide se aliar ao ativista radical Malcolm X, pegando carona nos discursos de agitação social para iniciar uma guerra pelo tráfico de drogas, que ameaça destruir Nova York. No começo da 3ª temporada, Bumpy se encontra em apuros mais uma vez, após perder suas drogas num incêndio, e diante da possibilidade de ceder o controle de Harlem para as famílias mafiosas, ele opta pela guerra total, sob a vigília do governo e até da CIA. O elenco também destaca Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como o congressista Adam Clayton Powell Jr., mas a série sofreu uma mudança significativa com a substituição de Nigél Thatch (“Selma”) por Jason Alan Carvell (“NCIS: Nova Orleans”) no papel icônico de Malcolm X, uma transição que exige algum tempo para ser assimilada. Ao longo das temporadas, o elenco grandioso ainda incluiu Vincent D’Onofrio (o Chefão do Crime de “Demolidor”), Ilfenesh Hadera (“Billions”), Chazz Palminteri (“Lendas do Crime”), Lucy Fry (“11.22.63”), Kelvin Harrison Jr. (“StartUp”), Kathrine Narducci (“Power”) e o recém-falecido Paul Sorvino (“Os Bons Companheiros”). | O CULTO SECRETO | STAR+ A minissérie australiana de suspense é baseada num best-seller de J.P. Pomare e na história real de “The Family”, um culto de Melbourne que operou em segredo desde meados dos anos 1960 até o final dos anos 1980, sob a liderança de uma professora de ioga. As atividades da seita só vieram à público em 1987, quando a polícia invadiu sua grande propriedade rural, levando para custódia protetiva meia dúzia de crianças vestidas com roupas idênticas e todas com cabelos loiros tingidos. Elas foram adotadas quando bebês, criadas como se fossem filhos naturais da professora, torturadas e drogadas com LSD numa tentativa de incentivá-las em direção à plena consciência. A trama da adaptação gira em torno de uma mulher que sobreviveu a uma infância de abusos no culto, e que agora vive traumatizada com receio de seu filho ser sequestrado. A história se alterna entre passado e presente, revelando porque a paranoia da protagonista não é infundada. A personagem principal é vivida por Teresa Palmer (“A Descoberta das Bruxas”), a líder do culto por Miranda Otto (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e o elenco ainda inclui Guy Pearce (“Mare of Easttown”) como um acólito. | AS GINASTAS | PARAMOUNT+ O drama italiano lembra uma versão adulta de “Make It or Break It”, ao acompanhar a jornada de uma equipe de ginastas rumo a um torneio cobiçado. As diferenças para a antiga série teen logo ficam claras, conforme a narrativa adota uma estrutura similar a de “Élite”, em que a história é contada através do interrogatório de uma adolescente, alternando a poderosos flashbacks. O questionamento da ginasta mais outsider do grupo (vivida pela estreante Alessia De Falco) sugere um crime grave e é conduzido por Barbara Chichiarelli (conhecida pela série “Suburra”). Os flashbacks com ambientação na neve, além de adicionar uma atmosfera soturna ao visual, também servem de metáfora do isolamento profundo das jovens protagonistas, rodeadas por adultos inescrupulosos que exploram suas habilidades para atingir seus próprios objetivos. Os episódios ainda abordam temas polêmicos como doping, bullying entre meninas e body shaming, representado pela obsessão pela perfeição física entre as atletas. A violência, tanto física quanto psicológica, escala ao longo da trama, rendendo momentos extremos sob a direção de Cosima Spender (“Palio”) e Valerio Bonelli (editor de “Cyrano”). | MAR BRANCO | NETFLIX O drama criminal português (que se chama “Rabo de Peixe” no país natal) é vagamente baseado numa história real. Quando um barco repleto de cocaína afunda nas proximidades de uma ilha, um grupo de jovens amigos veem uma oportunidade arriscada de ganhar dinheiro e realizar sonhos impossíveis. Resgatando o carregamento no mar, eles fazem planos de vender a droga no continente, enquanto os traficantes chegam em busca da mercadoria desaparecida. Primeira série criada por Augusto Fraga, diretor premiado em vários festivais de publicidade (inclusive Cannes), destaca em seu elenco José Condessa (“O Crime do Padre Amaro”), Helena Caldeira (“A Lista”) e Rodrigo Tomás (“Salgueiro Maia – O Implicado”). | NÃO ESTOU MORTA! | STAR+ A nova comédia estrelada por Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) é baseada no livro “Confessions of a Forty-Something F**k Up”, de Alexandra Potter, e gira em torno da personagem Nell Stevens, um desastre assumido que acaba de voltar a ser solteira. Dedicando-se a reiniciar a vida e a carreira que deixou para trás, após 10 anos de relacionamento, ela consegue ser aceita para apenas um trabalho: escrever obituários. Mas acaba se surpreendendo com um efeito colateral do novo emprego: ver fantasmas, que lhe dão conselhos de vida. Além de estrelar, Rodriguez produz a atração com os criadores David Windsor e Casey Johnson (ambos de “The Real O’Neals”) e o cineasta McG (“As Panteras”). | CONEXÃO: COMER, AMAR E MATAR | STAR+ Romance com trama criminal, a série sul-coreana acompanha um homem e uma mulher que se conectam de forma misteriosa. Gye Hoon (Yeo Jin-gu, de “Além do Mal”) é um chef que costumava ter forte ligação com a irmã gêmea, que desapareceu em sua infância. Um dia, ele encontra a mesma ligação com uma garota chamada Da Hyun (Moon Ga-young, de “True Beauty”), uma estudante universitária, que costuma ser perseguida por um assediador. Quando o assédio se transforma em ataque, ela acaba matando o agressor, e com a ajuda de sua mãe e avó, esconde o corpo em uma geladeira vazia, que surpreendentemente pertence a Gye Hoon. Assim começam muitas as reviravoltas mórbidas do romance do casal, numa história que envolve até um serial killer de crianças. O contraste desses elementos mais sombrios com as cenas fofas são típicas das produções coreanas, que costumam misturar gêneros de forma inusitada. | GREMLINS: SEGREDOS DE MOGWAI | HBO MAX O desenho derivado do famoso filme de Joe Dante se passa na Xangai dos anos 1920, onde a família Wing conhece o jovem mogwai chamado Gizmo. Sam Wing (o futuro lojista Sr. Wing de “Gremlins”) aceita a perigosa tarefa de levar Gizmo para seu lar misterioso e embarca em uma jornada pelo interior da China. Sam e Gizmo se juntam a uma adolescente chamada Elle e, juntos, eles encontram e até lutam com monstros coloridos e espíritos do folclore chinês, enquanto são perseguidos por um industrial sedento por poder e seu crescente exército de malvados Gremlins. A versão original de “Gremlins” contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), um adolescente que ganha um novo bichinho de estimação: um mogwai fofinho chamado Gizmo, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestinhas monstruosas. O filme chegou aos cinemas em 1984 e ganhou uma continuação em 1990, com “Gremlins 2: A Nova Geração”. No elenco de vozes da animação estão Izaac Wang (“Bons Meninos”), Ming-Na Wen (“Agents of SHIELD”), BD Wong (“Jurassic World”), James Hong (“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”), AJ LoCascio (“Croods, o Início”), Gabrielle Green (“Força Danger”) e Matthew Rhys (“The Americans”), além dos artistas convidados Sandra Oh (“Killing Eve”), Randall Park (“Wandavision”), George Takei (“Jornada nas Estrelas”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”) e Zach Galligan (o protagonista original de “Gremlins”) | PROJETO CLONAGEM | HBO MAX Os clones adolescentes da animação clássica “Clone High” estão de volta. A série original foi criada por Phil Lord, Chris Miller (ambos de “Uma Aventura Lego” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”) e Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Ted Lasso”), hoje diretores, roteiristas e produtores consagrados. A trama se passava em uma escola secundária para clones adolescentes de figuras históricas, como Abraham Lincoln (Abe), Cleópatra (Cleo) e Joana D’Arc (Joan), mas só durou uma temporada entre 2002 e 2003. A atualização explica que, depois que o segredo do experimento vazou, os clones precisaram ser congelados, mas agora retornam na surdina com novos colegas clones, desatualizados em relação às normas culturais de 2023, mas ainda vivendo como adolescentes excessivamente dramáticos. Os dubladores incluem Will Forte (“The Last Man on Earth”) reprisando seu papel como Abe, Nicole Sullivan (“The King of Queens”) como Joan, Mitra Jouhari (“Three Busy Debras”) como Cleo, Donald Faison (“Scrubs”) como George Washington Carver, Phil Lord como Scudworth e Chris Miller como JFK, entre outros.
Novo filme de Kleber Mendonça Filho é aplaudido de pé em Cannes
O diretor Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) foi aplaudido de pé no 76º Festival de Cannes após a exibição de seu novo filme, o documentário “Retratos Fantasmas”, que foi exibido na sexta-feira (19/5). A première mundial da produção do cineasta pernambucano ocorreu em Sessão Especial da Seleção Oficial, fora do circuito de competição. O documentário é a quarta obra do cineasta a ser exibida em Cannes. “Retratos Fantasmas” mostra a história do centro de Recife desde o século 20 por meio de suas salas de cinema. A inspiração parte das memórias de Kleber, que se mudou na adolescência para o bairro de Setúbal. Dividida em três atos, a obra traz na segunda parte a observação do diretor sobre como os cinemas já fizeram parte da vida das pessoas e da cultura das cidades. Em tom de crônica, a narração de Mendonça Filho tem um aspecto pessoal que aborda a relação dos espectadores com os cinemas. O longa ainda traz uma reflexão sobre como os letreiros dos filmes eram verdadeiros marcos de suas épocas. Durante a sessão francesa, o diretor fez questão de homenagear a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, que estava presente no evento. “Ela é a responsável pela política audiovisual do Ministério da Cultura. Pensamos que deveríamos dar esta informação por que isso é bom e é normal ter alguém do governo nos apoiando e basicamente dizendo ‘o que vocês estão fazendo é bom’. A gente não teve isso por sete anos. Então, muito obrigado!”, afirmou Mendonça Filho. Thierry Frémaux, diretor geral do Festival, fez um paralelo com Martin Scorsese (“O Irlandês”) e Bertrand Tavernier (“O Palácio Francês”) ao apresentar “Retratos Fantasmas”. “O filme visita a história do Brasil e da cidade de Recife. Como Martin Scorsese filmou Nova York, como Bertrand Tavernier filmou Lyon, em sua forma de introspecção pessoal de juventude, que ultrapassa o pessoal para se tornar universal. É um filme magnífico que eu penso que vai inspirar muitos cineastas”, exaltou. O festival francês teve início na terça-feira (16/5) e vai até o dia 27 de maio. “Retratos Fantasmas” estreia nos cinemas brasileiros no segundo semestre, ainda sem data exata definida.
Série documental contará história da Warner Bros. Veja o trailer
A HBO Max divulgou o trailer de uma série documental sobre a história da Warner Bros., em homenagem aos 100 anos do estúdio completados no último 4 de abril. “100 Years of Warner” vai contar com depoimentos de mais de 60 atores, cineastas e especialistas da indústria, incluindo Martin Scorsese (“O Irlandês”), Oprah Winfrey (“Uma Dobra no Tempo”), Keanu Reeves (“John Wick 4”), Todd Phillips (“Coringa”), Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha 1984”) e George Clooney (“Ingresso para o Paraíso”). “A Warner Bros. estava lá desde o começo – não apenas criando uma forma de arte, mas também uma indústria – e você tinha que ser firme”, diz Scorsese no trailer. “Todos procuramos a Warner Bros. em busca de filmes que tivessem uma qualidade especial para eles e arriscamos”. Dividido em quatro partes, a série contará com a narração do ator Morgan Freeman. A direção é assinada por Leslie Iwerks, que também foi responsável pelo documentário sobre os parques temáticos da Disney, “A História do Imagineering”, lançado em 2019. Com clipes de filmes e séries de televisão produzidos pelo estúdio, a série vai contar a história da Warner Bros. desde sua fundação, passando pelas diferentes fases de evolução do estúdio, que fizeram a empresa se tornar uma potência global do entretenimento. Criada pelos irmãos Harry, Albert, Sam e Jack Warner no início dos anos 1920, a Warner Bros. é dona de uma longa lista de títulos, incluindo as franquias “Harry Potter”, “Matrix” e os longas de super-heróis da DC Comics. As duas primeiras partes chegam na HBO Max na próxima quinta-feira (25/5), após estrearem no Festival de Cannes um dia antes. As duas partes restantes estarão disponíveis em 1º de junho.
Globo Filmes anuncia mais de 10 novas produções brasileiras no Festival de Cannes
A Globo Filmes anunciou a produção de mais de 10 longas durante o 76º Festival de Cannes, que iniciou na terça-feira (16/5). Os filmes foram apresentados pela head de conteúdo da produtora, Simone Oliveira, convidada da Cannes Producers Network, que também está no evento para acompanhar a première de “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”. A empresa afirma ter investido R$ 35,6 milhões na produção de longas-metragens brasileiros neste ano. Segundo comunicado à imprensa, sua presença em Cannes “reforça a importância de estabelecer parcerias internacionais para produções atuais e futuras do cinema nacional”. A lista de produções inclui o citado documentário “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”, dirigido por Aída Marques (“Estação Aurora”) e Ivelise Ferreira (“A Música Segundo Tom Jobim”), sobre o cineasta do clássico “Vidas Secas” (1963), “O Amuleto de Ogum” (1974) e “Vidas Secas” (1984). Os diretores das obras, todas co-produções, vão desde o renomado Gabriel Mascaro (“Divino Amor”) até o celebrado documentarista Eryk Rocha (“Cinema Novo”), passando pela atriz premiada Dira Paes (“Pantanal”) em sua estreia atrás das câmeras. Após a distonia evangélica de “Divino Amor”, Mascaro dirigirá “O Outro Lado do Céu”, produzido pela Globo Filmes e Desvía Produções, um drama de fantasia ambientado em um Brasil de realidade alternativa, onde qualquer pessoa com mais de 80 anos é confinada em uma colônia para ajudar na recuperação econômica do Brasil. Já Rocha está preparando “Elza”, retrato documental da cantora Elza Soares, enquanto Dira Paes fará sua estreia na direção com “Pasárgada”, sobre tráfico internacional de animais. Alguns projetos já estão com cronograma de produção fechado e começam a ser filmados no segundo semestre deste ano. Entre eles, destacam-se “Por um Fio” de David Schurmann (“Pequeno Segredo”), sobre um oncologista tratando seu próprio irmão de câncer, e “Colegas 2” de Marcelo Galvão, continuação do filme vencedor do Festival de Gramado de 2012. Os dramas incluem ainda “As Vitrines” de Flavia Castro (“Deslembro”), “Precisamos Falar Sobre Nossos Filhos” de Rebeca Diniz e Pedro Waddington (ambos de “Sob Pressão”), “A Batalha na Rua Maria Antônia” de Vera Egito (“Elis: Viver é melhor que Sonhar”), “Manas” de Marianna Brennan (“O Coco, A Roda, O Pnêu e O Farol”), “Novas Severinas” de Eliza Ribeiro Capai (“Your Turn”), “Dois Verões e uma Eternidade” de Sandra Kogut (“Três Verões”), “O Haiti É Aqui” do trio Fabio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”), Teodoro Poppovic (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Maurício Bouzon (“Queime este Corpo”), e “Raoni, Uma Amizade Improvável”, documentário do belga Jean-Pierre Dutilleux sobre sua longa amizade com o cacique Raoni Metuktire – que ele filma desde os anos 1970. Mas além dos títulos dramáticos, a Globo também está investindo em diversas comédias. Entre elas, “Tá Escrito”, estrelada por Larissa Manoela (“Modo Avião”) e com direção de Matheus Souza (“A Última Festa”), “Tô de Graça” de César Rodrigues (“Nada Suspeitos”), baseada na série mais assistida do Multishow, “Os Farofeiros 2”, sequência do filme de 2018 de Roberto Santucci, e “Minha Irmã e Eu”, dirigida por Suzana Garcia (“Foteuses”) e protagonizada por Ingrid Guimarães (“Novo Mundo”) e Tatá Werneck (“Terra e Paixão”). Em entrevista à revista americana Variety, Simone Oliveira revelou que os filmes de humor têm como objetivo recuperar o interesse dos brasileiros pelo cinema. “Vemos as salas de cinema como prioridade. Os filmes são lançados com forte publicidade e cobertura cross-media dos programas de entretenimento e jornalismo da TV Globo, que atingem 100 milhões de pessoas por dia”, afirmou. “Essa visibilidade fortalece o filme para a estreia nos cinemas e, posteriormente, para as demais vitrines, criando um ciclo virtuoso”, acrescentou.
“Velozes e Furiosos 10” ocupa metade dos cinemas do Brasil
“Velozes e Furiosos 10” chega como um terremoto nesta quinta (18/5) no Brasil, ocupando mais de metade de todas as telas disponíveis no país – 3,2 mil, de acordo com o último relatório da Ancine. Seu lançamento em mais de 1,7 mil salas supera a ocupação do recém-lançado “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. E não só limita a quantidade de títulos novos, espremidos no circuito alternativo, como também empurra para fora de cartaz alguns sucessos de bilheteria, despejados para dar mais espaço ao blockbuster. Dito isso, confira abaixo quais são as outras estreias da semana. | VELOZES E FURIOSOS 10 | Maior, mais cheia de famosos e cada vez mais cara, a franquia de ação festeja o exagero e apresenta seu melhor antagonista no 10º filme. Psicopata divertido, comparado até ao Coringa, o vilão vivido por Jason Momoa (o Aquaman) é filho do chefão do 5º longa e foi um dos criminosos (então anônimos) que enfrentaram o time de Dominic Toretto (Vin Diesel) na ponte Rio-Niterói. Em sua vingança, não faltam as inevitáveis cenas de corrida e destruição de veículos de todos os tipos, com os mais diferentes artefatos e de formas sempre criativas. Mas sua performance é o principal efeito visual do filme, que tem um roteiro fraquinho e chama mais atenção pela quantidade de astros em cena. “Velozes e Furiosos 10” reúne uma constelação. Até John Cena e Jason Statham retomam seus papéis – com direito à parceria entre Statham e seu ex-falecido inimigo Sung Kang, insinuada na cena pós-créditos do filme anterior. O elenco destaca, claro, os protagonistas da trilogia inicial: Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris e Sung Kang. Além de aquisições mais recentes, como Nathalie Emmanuel, Scott Eastwood, Helen Mirren, a vilã favorita Charlize Theron e os citados Cena e Statham. A estes ainda se somam os “novatos” Momoa, Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alan Ritchson (“Reacher”), Rita Moreno (das duas versões de “Amor, Sublime Amor”) e Daniela Melchior (“O Esquadrão Suicida”), sem esquecer da participação “secreta” da cena pós-créditos. Quem dirige esses vingadores do cinema de ação é o francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”), que assumiu o comando do longa após o começo da produção – inicialmente prevista para ser dirigida por Justin Lin (“Velozes e Furiosos 9”). Impressionando os executivos da Universal, ele já se garantiu antecipadamente à frente do 11º longa – que pode ou não encerrar a saga da família Toretto em 2025/26. | O MESTRE DA FUMAÇA | Pastiche de kung fu made in Brasil, o filme se inspira no clássico “O Mestre Invencível” (1978) em que Jackie Chan precisava ficar bêbado para lutar artes marciais. Na trama nacional a bebida é substituída por maconha. Protagonizado por Daniel Rocha (“Irmãos Freitas”) e Tony Lee (“Made in China”), o longa narra a jornada de dois irmãos amaldiçoados pela máfia chinesa com a temida “Vingança das 3 Gerações”. A única maneira de sobreviver é aprender os segredos do Estilo da Fumaça, uma arte marcial ensinada por um mestre maconheiro. A comédia também inclui coreografias marciais ao estilo dos Trapalhões, mas de forma involuntária na parte “séria” da trama de ação, que marca a estreia de Andre Sigwalt (cinematógrafo de “Skull: The Mask”) e Augusto Soares na direção. Apresentado como filme “cult”, foi premiado pelo público na Mostra de São Paulo passada. | AMOR(ES) VERDADEIRO(S) | Romance com reviravoltas de telenovela, a adaptação do livro de Taylor Jenkins Reid acompanha Emma (Phillipa Soo, de “Iluminadas”), que perdeu seu marido (Luke Bracey, de “Casamento em Família”) – e amor de escola – em um acidente de helicóptero. Lentamente, ela segue em frente com sua vida, reconectando-se com um antigo melhor amigo (Simu Liu, de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), com quem fica noiva. Mas depois de sobreviver em uma ilha por quatro anos, o marido retorna e cria um dilema para Emma. Dirigido por Andy Fickman, o filme tem uma cinematografia agradável e um montão de clichês. Um detalhe curioso é que a história foi popularizada pelo Booktok, uma subcomunidade do TikTok dedicada a recomendações literárias, que vem pautando Hollywood nos últimos tempos. | A ALMA QUER VOAR | O filme colombiano gira em torno de Camila, uma garota de 10 anos que descobre que as mulheres de sua família estão amaldiçoadas, enquanto lida com o relacionamento violento de seus pais. O filme aborda questões familiares, violência doméstica e a busca por amor e esperança em meio a um ambiente desafiador. Com uma narrativa sensível, o longa de estreia de Diana Montenegro amplifica vozes femininas, destacando a resiliência das personagens diante das adversidades cotidianas. Foi exibido no Festival de Veneza e venceu cinco prêmios internacionais. | A RUPTURA | O documentário dirigido por Marcos Saboya e inspirado no mito de Fausto comenta diferentes formas de corrupção. Depoimentos de expoentes brasileiros e internacionais, com destaque para membros da Transparência Internacional, são entremeados por um monólogo xsobre Fausto e sua aposta com Deus, interpretado por Mariana Lima (“Onde Está Meu Coração”).
“Rainha Cleopatra” é massacrada e registra pior avaliação da Netflix
O documentário “Rainha Cleópatra” chegou na Netflix na última quarta-feira (10/5) e recebeu uma avaliação extremamente baixa do público. No agregador Rotten Tomatoes, a produção chegou a atingir 1% de aprovação do público, a nota mais baixa já atingida por uma produção do streaming – está atualmente com 2%. Além disso, o docudrama também não foi bem recebido pelos críticos e registra apenas 10% de aprovação no site. Apesar da crítica apontar diversos problemas, como atuações fracas, a trama imprecisa descreve fatos inverídicos – como o treinamento de Cleópatra como guerreira. Mas a produção também criou discórdia por representar Cleópatra como uma mulher negra. Interpretada pela atriz britânica Adele James (“Acceptable Damage”), a escalação da protagonista reacendeu o debate sobre a etnia da monarca. Muitos espectadores criticaram as imprecisões históricas e consideraram a produção desrespeitosa em relação à cultura egípcia. A criadora, Tina Gharayi, defendeu a escolha do elenco, argumentando que era mais provável que Cleópatra se parecesse com uma atriz negra do que com a representação icônica de Elizabeth Taylor no filme “Cleópatra” de 1963. “Por que Cleópatra não poderia ser uma irmã melanizada? E por que algumas pessoas precisam que Cleópatra seja branca?”, disse a Variety. No entanto, críticos e espectadores questionaram a falta de consulta a especialistas egípcios na produção do documentário e a inclusão de “especialistas” ocidentais com visões distorcidas dos fatos, usando como argumento principal o direito de imaginação. O caso ganhou ainda mais repercussão quando um advogado egípcio decidiu mover uma ação legal contra a Netflix, pedindo o fechamento imediato da plataforma no Egito devido à distorção da história egípcia. A produção também foi criticada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do país, que confirmou que a rainha Cleópatra tinha pele clara e características gregas – ela era descendente da dinastia Ptolomeu, que se casava entre si para preservar a linhagem macedônica. O fato da obra não ser apresentada como ficção, mas sim como série documental, teria agravado a situação. Agora, a Netflix enfrenta um processo por “falsificar a identidade egípcia” e corre o risco de ser banida do país. Produzido por Jada Pinkett-Smith, o docudrama é a segunda parte de uma série documental intitulada “Rainhas Africanas”. O objetivo da produção era destacar e contar a história de rainhas africanas, apresentando encenações ficcionais dramatizadas e entrevistas com especialistas. A primeira parte da produção, intitulada “Njinga”, agradou mais a crítica, com 88% de aprovação, mas marcou apenas 17% de aprovação entre o público do Rotten Tomatoes, indicando um componente racista na avaliação. Os quatro episódios de “Rainha Cleópatra” já estão disponíveis na Netflix.
Estreias de streaming: 10 filmes novos pra ver em casa
Sem blockbusters nas locadoras online, os destaques digitais são títulos inéditos das plataformas por assinatura, incluindo um novo thriller de ação da Netflix, em que Jennifer Lopez encarna Schwarzenneger e Stallone, e uma aventura juvenil da Disney+ ao estilo de Spielberg nos anos 1980. Sem serem extraordinários, ambos cumprem a função de passatempos exclusivos do streaming. Confira abaixo 10 lançamentos da semana que podem render sessões de cinema em casa. | A MÃE | NETFLIX O thriller de ação traz Jennifer Lopez (“Golpistas”) como uma matadora profissional que precisa sair do seu esconderijo para proteger a filha de assassinos. Dirigido por Niki Caro (“Mulan”), o longa ainda conta com Gael García Bernal (“Mozart in the Jungle”), Joseph Fiennes (“O Conto da Aia”), Lucy Paez (“O Exorcismo de Carmen Farías”), Omari Hardwick (“Power”) e Paul Raci (“O Som do Silêncio”). | A CRATERA | DISNEY+ A nova sci-fi infantil da Disney conta a história de um garoto que foi criado numa base lunar e que, motivado por um antigo desejo de seu pai, decide sair e explorar outros pedaços da Lua com seus amigos. Inspirado por aventuras do cinema dos anos 1980, o primeiro filme dirigido por Kyle Patrick Alvarez (das séries “13 Reasons Why” e “Homecoming”) transforma a jornada dos adolescentes pela superfície inóspita do satélite natural da Terra numa história sobre crescimento e amadurecimento. O elenco destaca Isaiah Russell-Bailey (“A Casa da Raven”), Mckenna Grace (“Ghostbusters: Mais Além”), Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”) e Billy Barratt (“Invasão”). | O PIOR VIZINHO DO MUNDO | HBO MAX O remake da premiada comédia sueca “Um Homem Chamado Ove” traz Tom Hanks como um viúvo mal-humorado, que não vê nenhum prazer na vida e odeia a humanidade. Além de ter perdido seu grande amor, sua infelicidade é exacerbada por estar aposentado e não ter alegria em fazer nada, a não ser criticar os vizinhos. Quando seus pensamentos se tornam mais sombrios, sua existência sobre uma abalo com a chegada de novos vizinhos, uma família disposta a inclui-lo em suas vidas. Ignorando sua vontade de ser deixado em paz, eles começam a tirá-lo da letargia, até conseguir fazê-lo rir. Com roteiro de David Magee (“A Escola do Bem e do Mal”) e direção de Marc Foster (“Guerra Mundial Z”), a refilmagem também traz Mariana Treviño (“A Casa das Flores”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Rachel Keller (“Legião”) em seu elenco. | OS CINCO DIABOS | MUBI O drama fantasioso acompanha Vicky, uma garotinha estranha e solitária, que tem um dom mágico: pode reproduzir qualquer perfume de que goste, e os guarda em frascos cuidadosamente identificados. Ela capturou o perfume de sua mãe (Adèle Exarchopoulos, de “Azul É a Cor Mais Quente”), por quem nutre um amor selvagem e excessivo. Mas quando a irmã de seu pai reaparece em suas vidas, após ser libertada da prisão, sua presença traz de volta o passado de uma forma violenta e mágica. O trabalho da diretora Léa Mysius (“Ava”) foi premiado nos festivais de Bergen (Noruega), Dublin (Irlanda) e Filadélfia (EUA), e atingiu 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. | OS MONSTROS | VOD* A adaptação da série clássica dos anos 1960 resultou num filme incomum do roqueiro Rob Zombie. Grande sucesso da época da TV em preto e branco, a atração concorria com “A Família Addams” no filão da família de monstros camaradas, ao acompanhar o cotidiano de Herman, um monstro similar ao de Frankenstein, em sua vida comum de pai trabalhador, às voltas com a mulher vampira Lily, o sogro vampiro que todos chamavam de Vovô Monstro, o filho lobisomem Eddie e a sobrinha Marilyn, que envergonhava a família pela suposta feiura (na verdade, era uma loira deslumbrante). A nova versão é estrelada por Sherri Moon Zombie (esposa do diretor) como Lily, Jeff Daniel Phillips como Herman e Daniel Roebuck como o vovô. Eles já tinham contracenado antes em “Os 3 Infernais”, dirigido por Zombie em 2019. Já os outros personagens foram esquecidos. Tentando recriar o humor da sitcom original, o filme se torna uma paródia da série, que dividiu opiniões. A história é, ao menos, original, contando a origem da família Monstro: como a vampira Lily, em busca de amor, encontra pela primeira vez o monstruoso Herman. | NINTENDO E EU | VOD* O filme do filipino Raya Martin (“Independência”) é inspirado no clássico americano “Conta Comigo” (1989), e acompanha quadro amigos adolescentes filipinos num verão dos anos 1990, enquanto se divertem e amadurecem. Seus desafios principais são superar as pontuações de seus jogos e enfrentar os obstáculos da vida, como o primeiro amor, a pressão dos colegas e equilibrar a tradição familiar com a identidade própria. Venceu o Urso de Cristal da mostra Generation Kplus do Festival de Berlim. | LARANJAS SANGUÍNEAS | VOD* A comédia de humor ácido conta histórias paralelas com personagens que dizem o indizível e se apresentam em eventos chocantes. Numa das tramas, um casal de aposentados superendividados tenta ganhar um concurso de dança para pagar as contas. Enquanto isso, seu filho sonha com ascensão social e trabalha com um assessor político corrupto, que aconselha um ministro do governo francês envolvido em fraudes fiscais e festas sexuais secretas. E ainda há uma adolescente que está começando a explorar sua sexualidade. O filme de Jean-Christophe Meurisse (“One of Us”) retrata esses personagens como monstros da mediocridade e examina os aspectos cínicos e niilistas da sociedade, com um elenco que inclui Alexandre Steiger (“Irma Vep”), Christophe Paou (“Synonymes”), Lilith Grasmug (“Noites de Paris”), Olivier Saladin (“Bonecas Russas”), Lorella Cravotta (“Românticos Anônimos”), Denis Podalydès (“O Mundo de Ontem”) e Anthony Paliotti (“Os Confins do Mundo”). | CONTATADO | VOD* O terceiro longa dirigido pela peruana Marité Ugas (“O Garoto que Mente”) aborda o mundo das seitas exotéricas. Baldomero Cáceres (“Inferno Selvagem”) vive um charlatão desiludido, que se vê assediado por um jovem seguidor que ainda acredita em seus ensinamentos e o encoraja a voltar a pregar como “Contatado”. Mas enquanto ele reflete sobre sua identidade, estranhos acontecimentos se manifestam, realizando previsões do velho profeta e a ambição desmedida de seu fiel seguidor, num local fascinado por discos voadores, contatos imediatos e espiritualidade new age. | SOMBRAS DE UM CRIME | VOD* O pastiche de film noir de Neil Jordan (“Ondine”) acompanha um dos detetives mais famosos do gênero, Philip Marlowe, criação do escritor Raymond Chandler imortalizada nas telas por Humphrey Bogart e Robert Mitchum. A história inédita nos cinemas é baseada num livro autorizado de John Banville (autor de “Albert Nobbs”) e traz Liam Neeson (“Busca Implacável”) no papel principal. Desta vez, Marlowe é contratado para encontrar o ex-amante da ambiciosa Clare Cavendish (Diane Kruger, de “Bastardos Inglórios”), herdeira da estrela de Hollywood Dorothy Quincannon (Jessica Lange, de “American Horror Story”). A investigação do desaparecimento dá início a uma série de reviravoltas mortais envolvendo a elite da indústria cinematográfica no final da década de 1930. Mas o roteiro arrastado e sem tensão de William Monaghan prejudica a homenagem ao gênero clássico – e lembra como ele conseguiu piorar o cult chinês “Infernal Affairs” (2002) em “Os Infiltrados” (2006) e se tornar superestimado como vencedor do Oscar pelo feito. | STILL: A MICHAEL J. FOX MOVIE | APPLE TV+ O documentário aborda a luta do ator Michael J. Fox, que ficou mundialmente conhecido pelo filme “De Volta para o Futuro” (1985), contra o mal de Parkinson. Como diz sinopse oficial, a obra explora “o que acontece quando um otimista incurável enfrenta uma doença incurável”. Equipe e produção do filme tiveram total acesso a Fox e sua família para narrar sua carreira e sua jornada pessoal vivendo com Parkinson, incluindo os anos que se seguiram ao seu diagnóstico aos 29 anos de idade. Dirigido por Davis Guggenheim, documentarista vencedor do Oscar por “Uma Verdade Inconveniente” (2006), o longa teve première no Festival de Sundance e recebeu ótimas avaliações do público e dos críticos, atingindo 98% de aprovação na média do agregador de críticas Rotten Tomatoes.
Leonardo DiCaprio produzirá documentário indígena sobre a Floresta Amazônica
A empresa de produção Highly Flammable, de Fisher Stevens (“Sucession”), anunciou nesta quinta-feira (11/5) que Leonardo DiCaprio (“Não Olhe para Cima”) e sua produtora Appian Way Productions entraram na produção do documentário “We Are Guardians” (em português, “Somos Guardiões”) como produtores executivos. A obra é uma coprodução brasileira sobre os protetores indígenas da floresta amazônica e tem direção de Edivan Guajajara, co-fundador do Mídia Indígena, o principal coletivo de jornalismo investigativo liderado por indígenas do país, em parceria com os ativistas ambientais Chelsea Greene e Rob Grobman. “We Are Guardians” acompanha os guardiões indígenas enquanto eles lutam contra a invasão de madeireiros e invasores ilegais. Conforme uma descrição dos produtores, o filme “entrelaça política, história, economia e ciência, proporcionando uma exploração aprofundada da situação crítica na Amazônia – cujo impacto se espalha pelo mundo”. Os Guajajara formaram o grupo conhecido como Guardiões da Floresta em 2012, e desde então arriscam suas vidas combatendo a exploração de madeira ilegal para proteger a floresta, suas comunidades na Terra Araribóia, do Maranhão, e a vida dos Awá, o povo indígena mais ameaçado do mundo segundo a ONG Survival International. O trabalho dos Guardiões, fechando acessos e atividades ilegais na floresta, gerou fúria entre criminosos ambientais, que tem custado a vida de muitos ativistas. Para piorar, um estudo feito pela ONG Greenpeace mostra que os assassinatos de indígenas no Maranhão não costumam resultar em punição: entre 2003 e 2019 foram registrados 57 homicídios, sem sentença condenatória em nenhum dos casos. E no governo Bolsonaro, a violência escalou. Dados do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) mostram que 23 indígenas foram assassinados nos últimos quatro anos no Maranhão (2019 a 2022) Para Edivan Guajajara, a produção é essencial para fomentar o debate sobre a importância de preservar a natureza. “Este filme é muito importante. Ele não apenas conta a história do meu povo e da minha comunidade. Ele reforça a necessidade de estar atento e unir cada vez mais esforços para cuidar de nossa Mãe Terra e cuidar daqueles que dão suas vidas pelas florestas, pela preservação e manutenção da biodiversidade no mundo”, disse o diretor em um comunicado oficial. A produção ainda não tem previsão de estreia.
Cinemas recebem “O Homem Cordial” e quatro comédias
Os cinemas vivem uma invasão de comédias nesta quinta (11/5) com quatro lançamentos do gênero. As três produções americanas com maior distribuição não foram muito bem sucedidas em seu país – tanto nas bilheterias quanto entre a crítica – , enquanto a quarta é uma produção nacional estrelada por Cacau Protásio. Só que os verdadeiros destaques são dois dramas relegados ao circuito alternativo: o iraniano “Sem Ursos”, premiado no Festival de Veneza, e outra produção nacional, “O Homem Cordial”, sobre intolerância e cancelamento no Brasil atual, que rendeu a Paulo Miklos o Kikito de Melhor Ator no Festival de Gramado. Confira abaixo os títulos, trailers e mais informações sobre as 11 estreias da semana – parte delas exclusiva de São Paulo e/ou Rio. | O HOMEM CORDIAL | Paulo Miklos venceu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado com este filme, em que vive um cantor de rock que enfrenta hostilidade do público após um incidente envolvendo um policial morto e um menino negro desaparecido. Correndo risco de cancelamento, ele busca descobrir que fim levou o menino, embarcando numa jornada rumo a periferia, que também vai lhe mostrar o significado do privilégio branco. Dirigido por Iberê Carvalho (“O Último Cine Drive-in”), o elenco conta com outros músicos, como o rapper Thaíde (“2 Coelhos”) e o DJ Theo Werneck (“Que Horas Ela Volta?”), ao lado de atores do cinema indie nacional – Dandara de Morais (“Ventos de Agosto”), Thalles Cabral (“Yonlu”), Fernanda Rocha (“O Último Cine Drive-in”) e Thaia Perez (“Aquarius”). O resultado toca em feridas expostas do Brasil, do racismo ao vigilantismo das redes sociais, alimentados por blogueiros da extrema direita nacional. | DO JEITO QUE ELAS QUEREM – O PRÓXIMO CAPÍTULO | A continuação da comédia de 2018 traz de volta o elenco formado pelas estrelas veteranas Diane Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen. As quatro grandes amigas formaram um Clube do Livro no primeiro filme, mas a leitura do picante “Cinquenta Tons de Cinza” acabou afetando suas vidas de modo imprevisto, levando-as a buscar reviver antigos romances e iniciar novos relacionamentos. A continuação acompanha as quatro amigas até a Itália, para viverem a divertida viagem de garotas que nunca tiveram – inspiradas numa nova leitura. Porém, as coisas começam a desandar e segredos vêm à tona. Além das protagonistas, o filme ainda contará com as voltas de Andy Garcia, Don Johnson e Craig T. Nelson, pares românticos das personagens, além do diretor Bill Holderman, que, além de comandar as filmagens, assina novamente o roteiro com Erin Simms. | MAFIA MAMMA – DE REPENTE CRIMINOSA | Toni Collette (“Hereditário”) viva uma dona de casa que, após ser traída pelo marido, descobre que seu avô distante morreu e ela precisará assumir os negócios da família: um verdadeiro império da máfia. Com a ajuda de sua assistente de confiança (Monica Bellucci, de “Assassino Sem Rastro”), ela pretende desafiar as expectativas de todos, inclusive as dela própria, ao embarcar em sua empreitada no mundo do crime. Mas faz isso da forma mais atrapalhada do mundo e sem ter nunca visto “O Poderoso Chefão”. A direção é de Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”). | O AMOR MANDOU MENSAGEM | A comédia romântica, em que Priyanka Chopra Jonas (“Citadel”) e Sam Heughan (“Outlander”) se envolvem sem nunca terem se conhecido, parece recombinação de sucessos dos anos 1990. Na trama, a atriz interpreta Mira, uma artista em luto pela morte trágica de seu noivo, que para aliviar a dor começa a mandar mensagens românticas para o celular do falecido, sem saber que o número foi redistribuído para outro homem, um jornalista que passa a receber os textos apaixonados. Dirigido por James C. Strouse (“A Incrível Jessica James”), o filme também inclui participação de Nick Jonas (“Jumanji: Próxima Fase”) e marca a estreia da cantora Celine Dion nos cinemas. | BARRACO DE FAMÍLIA | A comédia traz Cacau Protásio como mãe de fukeira, que junta a vizinhança para salvar a filha de um cancelamento, após a jovem ser gravada maltratando fãs. A direção é de Maurício Eça (“A Menina que Matou os Pais”) e o elenco majoritariamente negro é formado também por Lellê (“Malhação”), Jeniffer Nascimento (“Cara e Coragem”), Robson Nunes (“Quatro Amigas numa Fria”), Yuri Marçal (“Barga, Cabelo e Bigode”), Nany People (“Quem Vai Ficar com Mário”) e os cantores Sandra de Sá (“Antônia”) e Péricles. | SEM URSOS | Escrito, produzido, dirigido e estrelado por Jafar Panahi, o drama iraniano venceu o Prêmio Especial do Júri do último Festival de Veneza. Proibido de filmar e deixar o Irã, ele documenta sua tentativa de realizar um longa clandestino numa aldeia na fronteira da Turquia, sobre dois amantes da vida real, que estão tentando encontrar uma maneira de escapar para Paris com passaportes falsos. Nesse meio tempo, o diretor acaba fotografando outros dois, que são proibidos de namorar por conta de superstições locais, o que causa uma verdadeira revolução na aldeia. Enquanto Panahi filma, o sentimento de rejeição dos moradores locais faz com o que o diretor se sinta cada vez mais indesejado, expondo como o povo iraniano comum vive com medo da polícia e da guarda revolucionária, além de ceder a costumes conservadores, e como isso vai contra sua natureza pacífica e hospitaleira. O destino dos personagens impressiona, inclusive de Panahi, que logo após o longa foi preso no Irã. | O NASCIMENTO DO MAL | No terror de baixo orçamento, Melissa Barrera (“Pânico VI”) vive uma mulher grávida que precisa manter repouso absoluto, quando começa a se perguntar se sua nova casa é mal-assombrada ou se é tudo coisa da sua cabeça. O filme marca a estreia da produtora e roteirista Lori Evans Taylor na direção. A seguir, ela assina o roteiro do próximo longa da franquia “Premonição”. | A CIDADE DOS ABISMOS | O primeiro longa de Priscyla Bettim e Renato Coelho Glória transforma uma trama criminal em cinema experimental de protesto. Uma mulher trans, uma jovem da classe média e um imigrante africano testemunham uma morte brutal num bar de São Paulo na véspera do Natal. Indignados com os rumos da investigação, os três se recusam a ceder à injustiça e decidem ir atrás dos algozes. O elenco inclui participações do Padre Julio Lancelotte e do músico Arrigo Barnabé. | OLHA PRA ELAS | A diretora Tatiana Sager volta ao mundo das prisões, após o curta “O Poder Entre as Grades” (2014) e o longa “Central – O Poder das Facções no Maior Presídio do Brasil” (2017) num novo documentário codirigido por Renato Nunes Dorneles. Desta vez, o foco são cinco mães prisioneiras, que tem suas histórias de vida narradas, enquanto lidam com o abandono e a desestruturação de seus lares. | CRÔNICA DE UMA CIDADE PARTIDA | O documentário discute a escalada de criminalidade no Rio de Janeiro a partir da história da Cruzada São Sebastião, buscando entender como a cidade regrediu até um regime feudal, onde as favelas são verdadeiros países dentro do país governados por traficantes com exércitos próprios e autonomia econômica própria. A direção é de Ricardo Nauenberg (“O Inventor de Sonhos”). | MACHINE GUN KELLY – MAINSTREAM SELLOUT LIVE FROM CLEVELAND | Show do roqueiro e ator Machine Gun Kelly (“The Dirt – Confissões do Mötley Crüe”) no FirstEnergy Stadium, em Cleveland, juntamente com momentos exclusivos dos bastidores de sua turnê mundial do ano passado.
Noites sem dormir, facas e brigas. Novo documentário foca Britney Spears após fim da tutela
A cantora Britney Spears terá sua vida documentada novamente, desta vez pela emissora americana Fox. O novo especial da série investigativa “TMZ Investigates” vai narrar a vida da artista no último ano e meio, desde que sua tutela terminou. Intitulado “Britney Spears – The Price Of Freedom” (em tradução O Preço da Liberdade), o programa irá ao ar nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (15). No trailer divulgado, uma sequência de revelações mostra a cantora lidando com um sério vício em cafeína. Ela aparece bebendo litros de bebidas com cafeína – café, energéticos e chás – que a fizeram ficar acordada durante três dias seguidos. Outro momento que ganhou destaque na prévia foram comentários de pessoas que cuidavam da artista, que recomendaram manter facas longe de seu alcance. Informantes afirmaram ao TMZ que Spears via as facas como objetos de proteção, por medo de ser internada à força novamente. Em 2008, a cantora foi hospitalizada duas vezes na ala psiquiátrica, para tratar de distúrbios mentais. A situação levou a criação da tutela da cantora, mantida pelo seu pai até a Justiça encerrá-la em 2021. A produção também irá detalhar a relação da Princesa do Pop com a família, marido e filhos. A cantora é mãe de Jayden (16 anos) e Sean (17 anos), frutos de sua relação com o dançarino Kevin Earl Federline. Atualmente, ela é casada com o modelo Sam Asghari. Os dois subiram ao altar em uma cerimônia secreta na casa da cantora, em junho de 2022, mas segundo as fontes do TMZ tem passado por várias brigas, inclusive com violência por parte de Britney. Por sua vez, a cantora planeja lançar sua própria biografia para contar sua história sob seu ponto de vista. Inicialmente, a obra chegaria em fevereiro deste ano, mas precisou ser adiada, após a editora Simon & Schuster receber cartas enviadas por advogados de dois astros que temem ser expostos pela estrela. As preocupações legais sobre a situação causaram o atraso e a obra não tem uma nova previsão de lançamento.
Netflix lança trailer de documentário sobre Arnold Schwarzenegger
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Arnold”, série documental sobre o ator Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”). Com três episódios, a produção narra o sucesso do ícone de ação no fisiculturismo, sua ascensão nas bilheterias de Hollywood e sua carreira política como governador da Califórnia. “Haverá problemas e problemas, mas quero fazer as coisas que todo mundo chama de impossível”, diz Schwarzenegger em uma das cenas da prévia, que mostra as várias atividades do astro e também detalhes sobre a sua vida pessoal. O projeto conta com a direção de Lesley Chilcott (“Watson”) e produção executiva de Allen Hughes (“O Livro de Eli”). Além disso, o astro está prestes a protagonizar, na mesma Netflix, a comédia de ação “Fubar”, que estreia em 25 de maio. “Arnold” chega ao streaming em 7 de junho.
Jean-Luc Godard será homenageado em Cannes com trailer de filme inédito
O Festival de Cannes prestará homenagem ao diretor francês Jean-Luc Godard, que faleceu aos 91 anos em setembro de 2022, com a exibição de três filmes do artista – incluindo na lista o trailer de um projeto inédito. Intitulado “Drôles de Guerres”, a produção de 20 minutos seria a prévia de um filme que Godard morreu sem realizar. Pela duração, virou um curta-metragem. “Jean-Luc Godard frequentemente transformava suas sinopses em filmes estéticos. ‘Drôles de Guerres’ segue essa tradição e permanecerá como sua ação final no cinema”, disse o festival. O festival de cinema de Cannes divulgou o texto que acompanha o curta-metragem, que indica qual era a intenção do diretor com o projeto. “Não confiar mais nos bilhões de ditados do alfabeto para devolver a liberdade às metamorfoses incessantes e às metáforas de uma verdadeira linguagem, voltando aos lugares de filmagens passadas e levando em consideração as histórias presentes”, diz o texto. O filme será exibido na presença do colaborador de longa data de Godard, o cineasta Fabrice Aragno, que trabalhou com o diretor em “Nossa Música” (2004), “Film Socialisme” (2010), “Os Três Desastres” (2013) e “Adeus à Linguagem” (2014). Godard recorreu ao suicídio assistido na Suíça, onde vivia desde os anos 1970, no dia 13 de setembro. Fontes próximas ao diretor falaram que “ele não estava doente, estava simplesmente exausto” e, por conta disso, decidiu dar fim à sua vida. O diretor deixou um legado imensurável para a história do cinema, tendo dirigido filmes importantíssimos que ajudaram a revolucionar o cinema francês, como “Acossado” (1960), “Viver a Vida” (1962) e “O Demônio das Onze Horas” (1965). A homenagem de Cannes também contará com a exibição de uma restauração em 4K de uma de suas obras mais icônicas, “O Desprezo”, em comemoração aos 60 anos do clássico estrelado por Brigitte Bardot em 1963, além do documentário “Godard par Godard”. As homenagens farão parte da seção de Cannes Clássicos, dedicada à preservação e apresentação de filmes clássicos, restaurados ou redescobertos, com o objetivo de destacar a importância da preservação da história do cinema. A categoria sempre exibe uma seleção de filmes notáveis, muitas vezes com cópias restauradas, além de documentários sobre o cinema e homenagens a diretores e personalidades importantes da indústria cinematográfica.
Estreia de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” ocupa metade dos cinemas do Brasil
Novo filme da Marvel, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” chega ao Brasil num lançamento em 1,6 mil salas, o que representa metade das telas disponíveis em todo circuito cinematográfico brasileiro – 3,2 mil, de acordo com o último relatório da Ancine. Final de uma trilogia iniciada em 2014, o terceiro volume foi recebido com críticas menos entusiasmadas, devido a seu tom mais dramático que os escrachos anteriores. Mas com 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, saiu-se bem melhor com a crítica internacional que a média dos lançamentos recentes do estúdio. No circuito limitado, os destaques são dois longas brasileiros e duas produções francesas premiadas. Confira abaixo os trailers e mais detalhes das estreias desta quinta (3/4). | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 3 | O final da saga dos Guardiões envereda pelos segredos do passado de Rocket (dublado por Bradley Cooper) e sua relação com o novo vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji, de “O Pacificador”). A trama escrita pelo diretor James Gunn expande o tema fundamental da franquia: famílias encontradas. Mas não abre mão da ação. Enquanto Peter Quill (Chris Pratt) ainda se recupera da perda de Gamora (Zoe Saldana), ele reúne sua equipe em uma perigosa tarefa para salvar seu amigo – uma missão que, se não for concluída com sucesso, pode muito bem levar ao fim dos heróis. E como se não bastasse a ameaça principal, os Guardiões ainda tem que enfrentar Adam Warlock, novo personagem que é interpretado por Will Poulter (“Maze Runner”). Embora o filme não feche a porta definitivamente para os Guardiões da Galáxia, ele oferece um senso de encerramento e conclui a trilogia da Marvel com um clima mais sombrio que o esperado. | A PRIMEIRA MORTE DE JOANA | Quando sua amada tia-avó falece em uma cidade rural do sul do Brasil, Joana (Leticia Kacperski), de 13 anos, tenta descobrir por que ela sempre foi solteira. Sua curiosidade coincide com sua própria descoberta sexual, despertada por sua amiga Caroline (Isabela Bressane). Sua raiva pelas regras de gênero vem à tona quando ela sofre bullying de um menino e depois é punida por se defender. Ela também começa a se ressentir das tentativas de sua mãe para fazê-la se comportar de maneira mais feminina, além da desaprovação de sua amizade intensa com Carolina. Em cidade pequena, as pessoas fofocam. A diretora/roteirista premiada Cristiane Oliveira (“A Mulher do Pai”) oferece uma exploração sensível e franca de amores escondidos, papéis de gênero e sexualidade num drama lindamente fotografado por Bruno Polidoro (“A Nuvem Rosa”), que foi premiado no Festival de Gramado pelo trabalho. “A Primeira Morte de Joana” também conquistou o Prêmio da Crítica no festival gaúcho e venceu o festival de cinema independente Cinequest em San Jose, Califórnia, EUA. | BEM-VINDA, VIOLETA! | Débora Falabella (“Aruanas”) vive uma romancista que ingressa em um famoso laboratório literário na Cordilheira dos Andes para escrever seu novo livro, “Violeta”. Lá ela conhece Holden, criador de um método no qual os escritores abandonam suas próprias vidas para viver como seus personagens. Intrigada pela sua investigação artística, Ana mergulha no método e passa a viver como a violenta Violeta, até que sua ficção sai do controle. A coprodução Brasil-Argentina tem direção do paulista Fernando Feres Fraiha \”La Vingança”) e destaca em seu elenco o argentino Darío Grandinetti (“Santa Evita”), que venceu o troféu de Melhor Ator no Festival do Rio passado pelo desempenho no papel de Holden. | DANÇANDO NO SILÊNCIO | O novo filme de Mounia Meddour, vencedora do César (o Oscar francês) de Melhor filme de estreia por “Papicha” (2020), acompanha uma jovem argelina apaixonada por balé. Após sofrer uma violência que prejudica sua carreira, ela conhece outras mulheres que passaram por situações semelhantes e encontra uma forma criativa de perseguir sua paixão. O papel principal é de Lyna Khoudri, que também venceu o César de Revelação por “Papicha”. | RODEO | O drama francês se passa no submundo dos rodeios urbanos – encontros clandestinos onde motoqueiros exibem suas motos e fazem acrobacias ousadas. A personagem principal é a adolescente Julia (a estreante Julie Ledru), que tenta se destacar na multidão e acaba se envolvendo com uma turma perigosa. Lutando para provar seu valor nesse universo ultra-masculino, ela resolve dedicar seu talento para aplicar golpes e roubar motos, o que a conduz a uma série de desafios arriscados, capaz de consagrá-la entre os personagens do rodeio ou destruí-la. Primeiro longa de Lola Quivoron, foi premiado em Cannes e venceu o Festival de Torino. | O ÚLTIMO CHAMADO DE MARIA | O docudrama de baixo orçamento combina a história de Maria, mãe de Jesus Cristo, com o registro de uma peregrinação de fiéis à Bósnia-Herzegovina, onde desde 1981 os moradores dizem testemunhar aparições da santa. Em sua narração, o padre se diz convencido que esta é a última vez que ela vem ao mundo, antes que comecem os acontecimentos do juízo final, num apelo à conversão da humanidade. | DOS 3 AOS 3 | O documentário registra o crescimento de um menino, dos três meses aos três anos de idade, sob os cuidados de uma mãe estudiosa de Pikler. A criança se desenvolve sob a abordagem dos ensinamentos da pediatra vienense Emmi Pikler, onde o respeito à individualidade dos bebês, a promoção da autonomia através do brincar livre e a presença amorosa nos momentos de cuidados reforçam os vínculos e estimulam o pleno desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social da criança. A direção é de Pablo Lobato (“Ventos de Vells”)












